O grande risco de o crime organizado passar a ser tratado como terrorismo

EUA analisam classificar o CV e o PCC como terroristas

Pedro do Coutto

Nos bastidores da política internacional, uma discussão que parecia distante da realidade brasileira começa a ganhar contornos cada vez mais concretos: a possibilidade de os Estados Unidos classificarem duas das maiores facções criminosas do país — o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho — como organizações terroristas.

A hipótese, ainda em análise por autoridades norte-americanas, não é apenas um gesto simbólico de endurecimento contra o crime organizado. Ela revela uma mudança profunda na forma como o mundo passa a enxergar a dimensão internacional dessas facções e levanta um debate sensível sobre segurança, soberania e política externa.

EXPANSÃO – Durante décadas, o crescimento dessas organizações foi tratado sobretudo como um problema doméstico brasileiro. No entanto, a expansão de suas operações para além das fronteiras nacionais transformou essa percepção. Hoje, redes ligadas ao PCC e ao Comando Vermelho operam rotas internacionais de tráfico de drogas que passam por países como Paraguai, Bolívia e Colômbia e chegam a mercados da Europa e dos Estados Unidos.

Essa estrutura logística, alimentada pelo comércio ilícito de cocaína e armas, deu às facções um nível de organização e capilaridade que já não pode ser explicado apenas como violência urbana localizada. Trata-se de um fenômeno transnacional, com ramificações financeiras, logísticas e políticas.

MECANISMOS JURÍDICOS – É justamente esse alcance que começa a chamar a atenção de autoridades norte-americanas. Nos Estados Unidos, a classificação de um grupo como organização terrorista ativa mecanismos jurídicos poderosos, capazes de congelar ativos financeiros, ampliar investigações internacionais e até justificar ações de segurança mais agressivas.

Nos últimos anos, Washington tem ampliado o conceito de terrorismo para incluir organizações ligadas ao chamado “narcoterrorismo”, especialmente quando elas exercem controle territorial, utilizam violência sistemática e financiam suas atividades por meio do tráfico de drogas. Sob esse prisma, o PCC e o Comando Vermelho poderiam ser enquadrados como estruturas criminosas que combinam características típicas de cartéis com práticas de intimidação social e poder paralelo.

PREOCUPAÇÕES – Para o Brasil, entretanto, a proposta levanta preocupações relevantes. Autoridades brasileiras argumentam que o conceito de terrorismo pressupõe motivação política ou ideológica, algo que não caracteriza as facções brasileiras, cuja principal finalidade é econômica.

Classificá-las como terroristas poderia abrir precedentes delicados no direito internacional e criar espaço para pressões externas sobre questões que, em princípio, dizem respeito à segurança interna do país. Em termos diplomáticos, o debate toca diretamente no tema da soberania nacional.

ASPECTO SIMBÓLICO – Há também um aspecto simbólico importante. Quando uma potência global passa a discutir a inclusão de organizações brasileiras em listas internacionais de terrorismo, o país inevitavelmente se vê confrontado com a dimensão real do problema que enfrenta. O crescimento do crime organizado nas últimas décadas não ocorreu por acaso.

Ele foi alimentado por um sistema penitenciário que frequentemente fortalece essas organizações, por fronteiras extensas e difíceis de controlar e por falhas estruturais nas políticas de segurança pública. Nesse ambiente, facções criminosas foram capazes de se transformar em verdadeiras corporações ilegais, com hierarquia, estratégia financeira e presença internacional.

ESPELHO INCÔMODO – O debate nos Estados Unidos, portanto, funciona como um espelho incômodo para o Brasil. Ele evidencia que a violência que atinge cidades como Rio de Janeiro e São Paulo não é apenas um problema local, mas parte de uma engrenagem criminal que conecta periferias urbanas a redes globais de tráfico. A intranquilidade vivida nessas metrópoles — marcada por confrontos armados, disputas territoriais e expansão de mercados ilícitos — é apenas a face visível de um sistema muito mais amplo.

Se a classificação americana vier a se concretizar, as consequências podem ser significativas. Poderá haver maior cooperação internacional contra essas organizações, intensificação de investigações financeiras e maior pressão diplomática sobre o Brasil para reforçar o combate ao crime organizado. Ao mesmo tempo, surgirá o risco de internacionalização de um problema que, até hoje, o país tentou tratar majoritariamente como questão doméstica.

No fundo, a discussão revela um dilema estratégico. O Brasil precisa lidar com o fato de que suas principais facções criminosas se tornaram atores de alcance internacional, com capacidade de influenciar mercados ilícitos e gerar impactos além de suas fronteiras. Mas também precisa preservar a autonomia de suas instituições e evitar que a narrativa do combate ao terrorismo seja utilizada como instrumento de pressão externa. Entre a necessidade de cooperação global e a defesa da soberania nacional, o país se encontra diante de um desafio complexo: enfrentar o crime organizado em uma escala proporcional ao poder que essas organizações já conquistaram.

30 thoughts on “O grande risco de o crime organizado passar a ser tratado como terrorismo

  1. O risco acaba quando “intere$$ada$ parte$”, se acertam nos novos direcionamentos dos repartidos dividendos, ora pois diria Nhô Victor, meu saudoso contador de causos, avô materno!

  2. A classificação de facções brasileiras, como PCC e CV, como organizações terroristas está em fase de intensa articulação e debate, com os Estados Unidos discutindo essa designação.

    Enquanto parlamentares de direita e setores da segurança defendem o enquadramento para aumentar a pressão econômica e jurídica, o governo brasileiro busca evitar tal classificação.

    Os principais pontos do cenário atual são:

    Pressão dos EUA e Implicações: Autoridades dos EUA discutem a classificação como “Organizações Terroristas Estrangeiras”, o que permitiria congelamento de ativos e sanções, mas também levanta preocupações sobre soberania e possíveis intervenções externas.

    Divergência de Definição: O governo brasileiro argumenta que facções agem por interesses econômicos (narcotráfico) e não políticos ou ideológicos, o que difere da definição legal de terrorismo no país.

    Debate Interno: Projetos de lei no Congresso, apoiados pela base bolsonarista, tentam equiparar facções a terroristas, aumentando a complexidade da questão.

    Estratégia do Governo: O governo brasileiro busca alternativas, focando no fortalecimento de investigações financeiras e cooperação, em vez de rótulos que podem ter impactos geopolíticos sensíveis.

    O tema é sensível e envolve alto impacto retórico e prático para o enfrentamento ao crime organizado.

  3. “O governo brasileiro argumenta que facções agem por interesses econômicos (narcotráfico) e não políticos ou ideológicos, o que difere da definição legal de terrorismo no país.”

    Semântica e aparentemente fraca e suspeita, a ‘defesa’ de Barba não impediria a classificação, caso o governo americano decida fazê-la.

  4. Defender os narcotraficantes em nome soberania deveria ser motivo de interdição deste jacu de gaiola, cataputando-o imediatamente da presidência que, por sinal, sequer assumiu.

  5. O Equador efetivamente está preservando sua autonomia, devolvendo seu território pra os cidadãos.

    https://m.youtube.com/shorts/81ggmQ0vN3o

    Pros pseudo-soberanistas.

    +16
    A questão do domínio de territórios pelo narcotráfico e o impacto na soberania nacional é uma preocupação grave e crescente, particularmente no Brasil e na América Latina. O controle territorial por facções criminosas cria “poderes paralelos” que desafiam a autoridade máxima do Estado sobre seu próprio território
    .

  6. É urgente uma concertação nacional, do nível diretas-ja.

    O nível de irresponsabilidade do Lula e sua turba, horda, e o grau de esgarçamento moral, civilizacional, democrático e republicano do Estado compromete os interesses imediatos e futuros do país.

    Pra mim, necessária é uma nova Constituição.

  7. As Forças Armadas estão sucateadas, seremos invadidos independentemente de qualquer rótulo que possamos colocar no CV e no PCC.

      • jacu
        11 de março de 2026 at 23:36
        Sr.carlos,observamos seu comentários.
        O sr. não possu muita intimidade com a leitura e estudo.
        Fica claro,quando observamos o estilo da escrita e o desenvolvimento do pensamento.
        Nem irei observar o racismo próprio de quem é aliado de inteligência, como seu caso.
        Conselho: – Permaneça calado,pois quem não se esforçou na escola estudando….não merece nada no mundo real.
        Abraço.

        Responder

        • Carlos Vicente
        12 de março de 2026 at 02:36
        Canalha, você é aquele que aplaudiu o fato de o Francisco Bendl morrer (?) sem pagar 6.000 reais que me devia. Assim, você é mais um defensor perpétuo dos corruptos e ladrões deste país.

        Começa mal, Sr Jacu, quando cria uma string com um titulo de tratamento formal seguido por um ponto e, a seguir, um nome próprio começado por letra minúscula, o que é típico de quem não tem intimidade pela escrita. Imagine-se no desenvolvimento de alguns trechos coordenados. Não obtém 50% dos pontos de uma redação.

        “Fica claro” é uma forma de racismo, segundo a vertente idiota que o país assumiu. “”Aliado da inteligência” soa como elogio, especialmente pela origem de quem se manifesta ostensivamente a favor dos aliados da burrice, ou seja, eleitores do cachaceiro ladrão. Talvez tenha sido por causa de alguma homenagem, dado que fui elogiado por ter um QI de 142 após 69 anos.

        Nunca precisei me esforçar na escola estudando, exceto em História, onde cada autor de livro tem sua própria ótica ao descrever algo. Solução: repetir na prova o que dizia o professor. Testemunhos: ETFCSF, ETE Ferreira Viana, EM Carneiro Filipe, ENCE e UFF. Look for Indio.

        Rejeito qualquer conselho vindo de tão suja pessoa, mas lhe dou uma ordem: ! CNTV

        • Carlos, com respeito a esse trecho do seu comentário:
          “Canalha, você é aquele que aplaudiu o fato de o Francisco Bendl morrer (?) sem pagar 6.000 reais que me devia. Assim, você é mais um defensor perpétuo dos corruptos e ladrões deste país.”
          Meu amigo Carlos Newton sabe que sempre defendi a liberdade de expressão. Mas quero dizer que um comentário desse, implicando que o meu amigo Bendl, que não está mais entre nós para se defender, além de ter possivelmente fingido a sua morte para não lhe pagar uma dívida, está entre os “corruptos e ladrões deste país” é um profundo desrespeito ede um profundo mau gosto.
          Estas são coisas que só se podem dizer com a coragem de dizê-lo na cara do oponente, e, mesmo que ele estivesse vivo, nunca se escondendo atrás da tela de um computador.
          Coragem foi uma coisa que nunca faltou ao meu amigo Bendl. Às vezes desbocado, mas sempre de coração aberto.

          • Carlos, relendo seu comentário com a cabeça mais fria, peço desculpa se o que escrevi não tiver sido claro, referi-me exclusivamente (levado talvez por um impulso de amizade) às suas palavras sobre o Bendl, grande amigo meu, e de modo nenhum estou endossando as indelicadezas e grosserias escritas pelo comentarista Jacu a seu respeito.

  8. Para o cidadão comum, PCC e CV já são terroristas há muito tempo.

    Atentados atirando intencionalmente em moradores, em passageiros de transporte coletivo, sacrificando o sangue de trabalhadores, de pessoas de bem.

    A postura do PT de tentar evitar a classificação é uma tremenda armadilha eleitoral.

    Jamais subestimem Trump e sua equipe.

    Eles querem Flávio e se derrubarem as bases de Lula conseguirão.

    Entre a Venezuela, que entregou tudo e voltou a ser colônia, e o Irã, que reage e luta bravamente com ajuda velada da Rússia, a falta de brios envergonha a América Latina.

    Uma coisa é certa:

    Não podemos abdicar de um combate sério e nacional a essas organizações criminosas.

    Muito menos de investir em defesa, em tecnologia, em equipamentos, em treinamento.

    A atual realidade mundial é muito maior do que Trump e ela exige isso do Brasil se quiser se manter independente.

    No mais, fica parecendo que essas facções nada mais são do que braços armados, associados ao governo central do Estado brasileiro contra o seu próprio povo.

    • Não podemos abdicar de um combate sério e nacional a essas organizações criminosas

      Don Narcoleone V jamais combateu as facções criminosas (amigas).

      Nunca teve interesse por motivos óbvios..

      Pesquise sobre os sequestradores do Empresário Abilio Diniz e veja o que fez o Narcola-Ladrão de Nove Dedos….

      aquele abraço

      • No mais, fica parecendo que essas facções nada mais são do que braços armados, associados ao governo central do Estado brasileiro contra o seu próprio povo

        Bingo, acertou na mosca.

        Tragam os Oscar para o Sr. Pedro Ricardo,

        ele merece..

  9. Sr. Pedro

    O que aconteceu em maio de 2.006 .??

    Quem era traseiro flácido que ocupava o Palácio dos Bandeirantes.?

    Estou sem tempo, depois vou contar o que aconteceu na minha região…..

    aquele abraço

  10. Os aiatolás não brigam pela soberania de deua país.

    Brigam, porcos anticivilizacionais que são, pra poderem continuar a submeter seu povo a sua barbárie medieval, tratando mulheres como animais, inclusive as assassinando por não usarem o véu.

    Aprofundam a imposição do islamismo ao povo persa.

    Tem como principal objetivo o genocídio do povo norte-americano e israelense.

    E, na realidade, seus interesses são bem outros.

    “A fortuna de Ali Khamenei, Líder Supremo do Irã, é estimada em bilhões de dólares, com relatórios variando entre 95 bilhões (em 2018) e mais de 200 a 300 bilhões de dólares recentemente. Esse patrimônio, muitas vezes baseado no confisco de propriedades e controlado por fundações paraestatais, financia ações políticas e o regime, gerando forte contraste com a pobreza da população iraniana.”

  11. Este imprestável Lula, não tendo a capacidade e vontade pra enfrentar nossos problemas estruturais concretos, fica discutindo estas coisas ridículas.

    Ademais, fala em soberania, mas quer que os EUA se submetam a sua ideologia anacrônica, reacionára, atrasada e inútil.

    Não temos é autonomia tecnológica, econômica e geopolítica.
    Ficar omisso ante a criminalidade é, justamente, atentar contra a soberania.

  12. Flávio faz proposta agressiva a Ratinho Jr.

    Campanha de Flávio dá ultimato para Ratinho Jr. desistir de candidatura à Presidência, e, em troca, oferece a vice na chapa

    Folha de S. Paulo, Política, 12.mar.2026 às 4h02 Por Raphael Di Cunto

    Proposta causa reviravolta nas eleições e impacta desde o Palácio do Iguassu até o Palácio do Planalto.

  13. A discussão degrada-se e torna-se inócua quando desloca ou obscurece o foco da questão, afastando-se da verdadeira problemática. Classificar a bandidagem como organização terrorista — ou mesmo como OSCIP — pouco altera a realidade: trata-se apenas de um expediente retórico que escamoteia a urgência de medidas efetivas por parte do poder público para enfrentar os criminosos e erradicar seus delitos.

    • “A escalada da criminalidade no país evidencia a ineficiência do poder público, cujo aparato sofreria, inclusive, infiltrações do crime organizado.”

  14. GUERRA URBANA

    Após crise do PCC, secretário deixa cargo

    Furukawa diz que “divergências ideológicas” com o secretário da Segurança, Abreu Filho, influenciaram sua decisão

    Governador Lembo disse que cargo será ocupado interinamente por Luiz Carlos Catirse, funcionário de carreira da secretaria

    FABIO SCHIVARTCHE
    DA REPORTAGEM LOCAL

    Duas semanas após o início da pior crise de segurança da história de São Paulo, o secretário estadual da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, pediu demissão do cargo.
    Os ataques da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) foram ordenados de dentro dos presídios paulistas. Houve também 82 rebeliões.
    Furukawa deixa a pasta num momento em que ficaram expostas publicamente suas divergências com o secretário da Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho -que sai fortalecido do episódio.
    Em entrevista à Folha, o ex-secretário que ficou no cargo por seis anos e cinco meses evitou críticas diretas a Saulo. Mas admitiu “divergências ideológicas e de ação” que dificultavam um trabalho conjunto. Também reclamou da falta de investigação da polícia sobre grupos criminosos que agiam dentro e fora das prisões.
    No lugar de Furukawa fica interinamente o pedagogo Luiz Carlos Catirse, funcionário de carreira da secretaria.
    Nos dias que se seguiram aos ataques, Lembo havia dito a aliados que analisaria a permanência de Furukawa assim que a crise passasse.
    Segundo relatos de pessoas próximas ao governador, ele avaliava que Saulo agiu “com excelência” durante a crise. Já Furukawa teria tido um desempenho apenas “bom”.
    O secretário da Segurança foi um dos interlocutores mais freqüentes de Lembo durante os ataques. Ao mesmo tempo, o governador não escondeu suas críticas à pasta de Furukawa, como a entrada de celulares em presídios. Repetiu diversas vezes nos últimos dias que considera isso “um absurdo”.

    Natureza pessoal
    Em seu pedido de demissão por escrito, Furukawa alegou razões de “natureza pessoal”. Protocolar, Lembo agradeceu os serviços prestados e, em despacho, afirmou que a filosofia aplicada no sistema penitenciário por ele “será objeto de reflexão e futuras decisões”.
    Furukawa decidiu deixar o cargo na última segunda-feira. Mas o nome de Catirse só foi confirmado ontem de manhã, após Furukawa entregar sua carta de demissão ao governador. O ex-secretário ligou para seu subordinado e disse que Lembo gostaria de conversar com ele. Feito o convite, Catirse aceitou na hora.
    Lembo cogitou nomear o secretário-adjunto da Segurança Pública, Marcelo Martins de Oliveira -o braço direito de Saulo. Ele é filiado ao PFL, mesmo partido do governador.
    Com os dois afinados entre si, pensava Lembo, as divergências de ações acabariam. Ao aceitar a demissão de Furukawa, o governador acatou por ora sua indicação para a pasta.
    Um ato de diretores de presídios que foram prestar solidariedade a Furukawa ontem, com a exibição de um vídeo com realizações de sua gestão, se transformou numa cerimônia de despedida, com choro do homenageado e de funcionários. Num discurso improvisado, Furukawa brincou: “Calma, gente. Não morri”.
    Furukawa estava no cargo desde dezembro de 1999. Durante o período, enfrentou centenas de fugas e dezenas de rebeliões, entre elas a de 2001, até então a maior ocorrida no Estado, envolvendo 29 unidades. A entrada de celulares em várias das 144 penitenciárias do Estado foi um motivo de desgaste constante durante sua gestão.
    Nesses seis anos e cinco meses, a população carcerária de São Paulo mais do que dobrou: saltou de 53.117 para 124.446.
    Furukawa costumava citar como realizações de sua gestão as 82 novas unidades entregues, que abriram 60 mil vagas no sistema prisional paulista. Mas o déficit hoje ainda é alto: 28.801 vagas.

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