Em matéria de pecados capitais, até agora Moraes só se arrependeu de um deles

Tribuna da Internet | Moraes não sabe como irá responder ao embargo infringente de Bolsonaro

Charge do Schmock (Revista Oeste)

Carlos Newton

Envolvidos no Brasil nas investigações do escândalo do Banco Master e processado nos Estados Unidos pelo imprevisível presidente Donald Trump, através de duas empresas que controla, a rede social Rumble e a Trump Media, o ministro Alexandre de Moraes está desesperado com seu futuro.   

Afinal, de que adianta ser multimilionário, enriquecido ilicitamente, e assim se tornar um jurista de conduta reprochável e absolutamente desonrado? É claro que seria muito melhor viver de forma menos luxuosa, cumprindo seu dever de integrante da Suprema Corte e desfrutando de fama, paz, honra, dignidade, respeito e tudo o mais.

PECADOS CAPITAIS – No entanto, Alexandre de Moraes não soube resistir à tentação da maioria dos pecados capitais, que eram oito e agora são sete – soberba, avareza, luxúria, inveja, gula, ira e preguiça. O oitavo era a melancolia, que deixou ser pecado quando se percebeu que se tratava apenas da consequência altamente negativa da prática das sete iniquidades principais.

No caso de Moraes, ele pecou muito, não há dúvida. A primeira transgressão no campo da soberba foi abrir ilegalmente o inquérito das fake news, a pedido de Dias Toffoli, que junto com Gilmar Mendes tinha sido flagrado pela Receita Federal em sonegação de impostos nas declarações das respectivas mulheres. E com agravante de Toffoli receber mesada de R$ 100 mil da mulher, sem declarar o ganho.

Essa investigação irregular do Supremo tornou-se cada vez mais ilegal e ficou conhecida como “inquérito do fim do mundo”, um verdadeiro depósito de lixo jurídico, que incluiu a acusação ridícula ao bilionário Elon Musk, agora arquivada pelo arrependido Moraes.

NÃO ADIANTA MAIS – Todavia, não adianta mais o ministro se arrepender apenas de um dos pecados, tentando esquecer os demais, que são muito mais graves, como mandar prender 1,5 mil pessoas de uma só vez e classificá-las perversamente como “terroristas”, a pretexto de aumentar suas penas.

Da mesma forma, duplicou crimes que tinham de ser excluídos entre si e jamais poderiam ser somados, como “invasão de prédio público” e “depredação de patrimônio tombado”. Não satisfeito, fez o mesmo contorcionismo para somar as penas de “tentativa de golpe de Estado” e “abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, porque ou se pratica um ou o outro.

Ainda não satisfeito em sua ira, condenou esses 1,5 mil falsos terroristas por “associação criminosa armada”, embora eles não se conhecessem entre si e nenhum deles empunhasse uma arma…

PECANDO ADOIDADO – Como diria Roberto Carlos, nesse jeito estúpido de ser, o ministro do Supremo continuou pecando adoidado. Nesta quinta-feira, por exemplo, prendeu na Papuninha cinco coronéis da PM do Distrito Federal, para cumprirem 16 anos de cadeia, por terem “se omitido” na repressão ao 8 de Janeiro, embora apenas um deles estivesse de serviço naquele domingo.

O pior é que, entre eles, Moraes condenou o coronel Jorge Barreto Naime que estava de férias e, ao saber do ocorrido, prontamente se dirigiu à Praça dos Três Poderes, para enfrentar os “terroristas”. Se estivesse de férias em Copacabana, não teria sido preso e perdido o cargo.

Essas tresloucadas decisões do relator foram aceitas e confirmadas pelos outros ministros da Primeira Turma: Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Luiz Fux, que somente se arrependeu ao julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro, quando apresentou um voto tardio pela “inocência” dele, com 429 páginas.

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P.S.
Fux demorou demais para se arrepender, mandou muitos inocentes para a cadeia. Havia manifestantes que não invadiram nenhum prédio nem depredaram nada, inclusive idosos e pessoas doentes, porém os irresponsáveis ministros da Primeira Turma não fizeram nenhuma distinção, comportando-se como se fosse um julgamento coletivo, prática que é mais um pecado grave, porque a Constituição proíbe. Nesta quinta-feira, mais um pecado do Supremo, ao ordenar busca e apreensão na casa do jornalista que denunciou irregularidades de Flávio Dino. Mas quem se interessa? (C.N.)

13 thoughts on “Em matéria de pecados capitais, até agora Moraes só se arrependeu de um deles

  1. Quando os processos serão anulados?

    A questão do foro privilegiado é um dos principais pontos levantados por juristas como possível problema jurídico no processo relacionado à investigação de tentativa de golpe envolvendo Jair Bolsonaro. Segue o resumo atualizado incluindo esse ponto.
    ________________________________________
    Possíveis problemas jurídicos apontados no processo
    1. Falta de foro privilegiado após o fim do mandato
    • Após deixar a Presidência em 1º de janeiro de 2023, Jair Bolsonaro perdeu o foro privilegiado.
    • Pela regra geral, o caso deveria ir para a 1ª instância da Justiça Federal.
    • Mesmo assim, parte das investigações permaneceu no Supremo Tribunal Federal.
    • Justificativa usada pelo STF:
    o conexão com investigações já em andamento
    o participação de pessoas com foro.
    • Críticos afirmam que isso pode representar extensão da competência do STF além do previsto constitucionalmente.
    ________________________________________
    2. Concentração de funções no relator
    • O ministro Alexandre de Moraes atua como:
    o supervisor da investigação
    o responsável por autorizar diligências
    o futuro julgador no processo.
    • Juristas apontam possível tensão com o princípio do sistema acusatório, que separa investigar, acusar e julgar.
    ________________________________________
    3. Inquéritos iniciados pelo próprio STF
    • Algumas investigações derivam de inquéritos instaurados de ofício pelo STF.
    • Crítica: no sistema acusatório brasileiro, investigar deveria partir do Ministério Público.
    ________________________________________
    4. Uso ampliado do crime de golpe de Estado
    • As acusações incluem crimes como:
    o tentativa de abolição do Estado democrático de direito
    o golpe de Estado.
    • Críticos argumentam que:
    o muitas condutas seriam atos preparatórios ou políticos, não execução direta.
    ________________________________________
    5. Dependência de delações
    • Parte da narrativa da investigação depende de colaborações premiadas.
    • Advogados questionam:
    o possível pressão sobre delatores
    o necessidade de provas independentes de confirmação.
    ________________________________________
    6. Competência do STF sobre investigados sem foro
    • Diversos investigados não possuem cargo com foro privilegiado.
    • Mesmo assim foram mantidos no STF por conexão processual.
    • Debate jurídico:
    o até onde essa conexão pode justificar a competência da Corte.
    ________________________________________
    7. Medidas cautelares consideradas amplas
    Entre as medidas usadas:
    • prisões preventivas
    • bloqueio de redes sociais
    • buscas e apreensões extensas
    Críticos afirmam que algumas seriam excessivas antes da condenação.
    ________________________________________
    Resumo curto (para comentário em site)
    Principais críticas jurídicas ao processo:
    1. Bolsonaro não tem mais foro privilegiado, mas o caso segue no STF.
    2. Forte concentração de poderes no relator Alexandre de Moraes.
    3. Inquéritos iniciados pelo próprio STF.
    4. Interpretação ampla do crime de golpe de Estado.
    5. Dependência relevante de delações premiadas.
    6. STF julgando investigados sem foro.
    7. Uso amplo de prisões e medidas cautelares.
    .

    (ChatGpt)

  2. Cresce a pressão para STF libertar Vorcaro

    Subiu muitos degraus a pressão para que a Segunda Turma do STF decida por soltar Daniel Vorcaro no julgamento que começa nesta sexta-feira no plenário virtual. Pressão oriunda de políticos influentes a magistrados idem.

    Com a desistência de Dias Toffoli de participar da sessão, “por motivo de foro íntimo”, serão quatro os ministros aptos a votar: André Mendonça, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Nunes Marques.

    Os votos de Mendonça e Fux serão pela manutenção da prisão preventiva. Gilmar e Nunes Marques se apresentam como incógnitas. Se o resultado for um empate, Vorcaro irá para casa — livre, leve e solto.

    Na decisão que prendeu Vorcaro, Mendonça anotou:

    “As investigações também apontam que o grupo criminoso mantinha estrutura de vigilância e coerção privada, denominada “A Turma”, destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro (…)

    Ainda em relação a esse núcleo específico, identificou-se a emissão de ordens diretas de Daniel Vorcaro para que fossem praticados atos de intimidação de pessoas (dentre as quais, concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas) que seriam vistas como prejudiciais aos interesses da organização, e com vistas à obstrução da justiça.

    Quanto a esse último aspecto, foram identificados registros indicando que Daniel Bueno Vorcaro teve acesso prévio a informações relacionadas à realização de diligências investigativas, tendo realizado anotações e comunicações relativas a autoridades e procedimentos associados às investigações em andamento.”

    O Globo, Política, Opinião, 12/03/2026 08h12 Por Lauro Jardim

  3. Liberação de Vorcaro provocaria enorme crise institucional

    Já há várias especulações de que o Toffoli abriu mão do julgamento da prisão do Vorcaro para deixar em número par a votação – quatro ministros – e forçar um empate e, como é um caso criminal, a favor do réu.

    Se a 2ª Turma liberar Vorcaro vai aumentar ainda mais a certeza de que o STF está ligado nesta tramoia que ele montou.

    É um assunto que está na boca do povo, e ninguém vai entender quaisquer tecnicidades usadas para libertá-lo.

    A sensação será de que soltaram porque são cúmplices, e vai estimular mais ainda o voto antissistema.

    Muita gente está convencida de que o STF joga em dobradinha com o governo, e que o governo está metido neste caso até o talo.

    Lula pediu para o Master empregar Guido Mantega com salário de um milhão de reais, e ele conseguiu quatro audiências de Vorcaro com o presidente.

    Na Bahia, todos estão envolvidos – petistas e não petistas. Agora, aparece que ACM Neto recebeu 3,5 milhões por consultorias para o banco.

    A percepção da sociedade é de que Lula e STF são parceiros e se o STF tomar uma medida temerária como esta de liberar Vorcaro, será a gota d’água numa crise institucional muito séria.

    Esta votação será um sinalizador importante do que pode vir a acontecer e espero que o STF não se deixe levar por esta tentação.

    O ministro Zanin negou hoje a abertura da CPI do banco Master, mas no governo Bolsonaro, o STF obrigou o Congresso a abrir uma CPI, com a alegação de que era um direito da minoria.

    A jurisprudência no STF vai sendo derrubada de acordo com interesses.

    O Globo, Política, Opinião, 12/03/2026 15h54 Por Merval Pereira

    Será que provocaria mesmo enorme crise?

  4. Os otários de 8 de janeiro são terroristas, já os bandidos do PCC e CV, não são.
    Ai Meria, diria um lusitano incrédulo.
    Em Pindorama há muito que o rabo anda abanando o cachorro, e acho que alguma coisa vai acontecer, por que do jeito que esta, não pode ficar.
    Depois vai ter “zezinho” ai reclamando que filho de pobre não tem sorte, até porque dão sopa para o azar.

  5. Incrível , depois que o Presidente – ditador da Venezuela foi sequestrado em seu país , a mando do presidente dos EUA Donald Trump , concidentemente o tráfico de drogas cessou como num toque de mágica e o povo norte-americano não estão consumindo mais drogas , sendo estão sofrendo por crise de abstinência , sendo que agora querem aplicar o mesmo remédio no Brasil , contra suas comportadas e benevolentes facções criminosas do bem PCC e CV , obtendo os mesmos resultados que na Venezuela , com o sequestro de seu Presidente Nicolas Maduro .

  6. Prezado Carlos Newton, compartilho, com sua permissão, o Artigo A ARTE DE MENTIR do Acadêmico da ABL, Jurista, Doutor em Direito e Ex Ministro da Justiça do Brasil, Dr. José Paulo Cavalcanti Filho, no Jornal do Commércio de Pernambuco, Publicado nesta Data de 13 de março de 2026. Em Artigos e Entrevistas em nossas Mídias aqui em Pernambuco o Dr. José Paulo Cavalcanti Filho alertou, sem temor nenhum , o que iria acontecer com o Brasil se a Nação e suas Instituições Jurídicas e Legislativas, silentes, omissas, em cumplicidade e prevaricadoras deixassem o Ministro Alexandre Moraes livre e solto rasgar por inteiro a Constituição, o Estado de Direito, as Liberdades do Cidadão, a Justiça, o Direito e o Ordenamento Jurídico e a Advocacia Brasileiras. Uma Leitura Reflexiva , e , no meu entender um “Alerta Jurídico e Judicial” para a Sociedade Brasileira e para o completo Restabelecimento do Estado Democrático de Direito da Nação Brasileira e o Pleno Cumprimento da Constituição da República Federativa do Brasil e o Futuro do Brasil como Povo, Nação e Pátria Dignamente Justa e Feliz para seu Cidadão e sua Cidadania.

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    Jornal do Commercio
    13 de março de 2026
    José Paulo Cacalcanti Filho sobre Alexandre de Moraes: “A arte de mentir”
    José Paulo Cacalcanti Filho sobre Alexandre de Moraes: “A arte de mentir”
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    Jornal do Commercio
    JC Negócios
    Recife, 13 de março de 2026
    Foto autor Fernando Castilho
    JC Negócios por Fernando Castilho
    Coluna JC Negócios
    Regras de Flávio Dino são referendadas pelo TCE-PE e vão impactar emendas estaduais
    Emendas viram instrumento de corrupção comprovável pelo descuido de beneficiários que a cada dia são investidos pela Polícia Federal

    Foto da matéria: Regras definidas por Flávio Dino são referendadas pelo TCE-PE e vão impactar pagamento de R$ 394 milhões em emendas a deputados estaduais
    Fernando Castilho
    No dia 7 de novembro de 2024, o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sacou em uma agência do Banco do Brasil em Santana (AP) município vizinho à capital do estado, Macapá, R$ 350 mil em dinheiro. Breno estava sendo observado pela Polícia Federal, que o investiga por um esquema de desvios de recursos para obras de recuperação de uma rodovia federal contratada pelo DNIT no estado, e, segundo as investigações, fez saques em dinheiro no valor de R$ 3 milhões na mesma agência.

    A menos que seja um completo desavisado sobre as regras que desde 2018 regem o controle de saques em bancos no Brasil, que geram tokens de alerta a partir de R$ 10 mil e notificações mais detalhadas a partir de R$ 50 mil, apenas uma explicação pode ser admitida para o caso.

    Breno Chaves Pinto certamente confiava que o senador que o convidou para substituí-lo numa eventual licença poderia resolver qualquer problema que a Polícia Federal encontrasse nas investigações de emendas parlamentares às quais os saques estão vinculados no estado. Procurado, Davi Alcolumbre disse que não acompanha as movimentações do empresário correligionário.

    Luiz Silveira/STF
    Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flavio Dino, relator da ação do teto constitucional do funcionalismo público – Luiz Silveira/STF
    Rota de apuração

    A questão dos saques em dinheiro (mesmo gerando alertas do Banco Central) virou uma rota de apuração da Polícia Federal para desvios de recursos nos últimos anos, especialmente em cidades do interior do Norte e do Nordeste, onde saques de dinheiro em espécie foram identificados, especialmente quando classificadas como emendas especiais, eufemismo para identificar as emendas PIX, onde as informações são mínimas e o rastreamento é difícil.

    Embora a Polícia Federal não liste quantos casos está investigando, há a informação dentro do Congresso de que ao menos 80 parlamentares estão sendo investigados, inclusive em Pernambuco.

    Padrão definido

    Essas investigações seguem um padrão. O recebimento dos recursos sem destinação clara, não raro sem identificação do parlamentar que a incluiu no orçamento, e uma atenção especial para as emendas PIX, as quais os deputados preferencialmente sacam, destinam-se a correligionários.

    O nível de desvios no Amapá chegou ao ponto do ministro Flávio Dino, do STF, de proibir, no último dia 3, saques em espécie de recursos de emendas parlamentares, mesmo após a transferência dos valores para as empresas beneficiárias finais. A decisão foi tomada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, cuja denúncia era exatamente os desvios no Amapá, onde os saques chegaram a mais de 50 movimentações.

    Novos procedimentos

    O ministro Flávio Dino determinou que Banco Central deverá regulamentar a medida, no prazo de 60 dias corridos, em conjunto com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)

    Nesta quinta-feira (12), a Secretaria do Tesouro Nacional publicou no Diário Oficial da União (DOU) portaria que cria um novo sistema de codificação para identificar recursos de emendas parlamentares nos orçamentos de estados, do Distrito Federal e dos municípios para tornar mais fácil rastrear a origem e o destino destas verbas dentro das contas públicas.

    Divulgação
    Carlos Novaes editou nova smeidas de controle sobre emendas. – Divulgação
    TCE avisa o que muda

    A publicação da STN aconteceu no mesmo dia em que o Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) emitiu um alerta formal a gestores estaduais e municipais sobre a impossibilidade de iniciar a execução orçamentária e financeira das emendas parlamentares impositivas previstas para 2026. A vedação é imediata e permanecerá em vigor até que o TCE-PE certifique o cumprimento integral dos requisitos de transparência e de rastreabilidade sobre a destinação de recursos.

    A medida atende à determinação do ministro Flávio Dino e, na prática, quer dizer que este ano os parlamentares pernambucanos terão grandes dificuldades para ver os recursos de sua emenda chegarem à ponta.

    Sem orçamento

    A primeira dificuldade tem a ver com a decisão do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), que publicou nesta quarta-feira um ato determinando a retomada da tramitação dos vetos da governadora Raquel Lyra (PSD) à Lei Orçamentária Anual de 2026. O prazo para a tramitação é de 30 dias, e a análise deve começar na próxima semana. No melhor dos cenários, a Lei Orçamentária Anual de 2026 só será levada ao plenário depois da Semana Santa.

    Essa dificuldade para que a governadora remaneje verbas no orçamento em até 20% terá consequências adicionais às determinações do TCE em função das recomendações de Flávio Dino. E a primeira é a resolução do TCE-PE, que lista os requisitos necessários para o Estado e os municípios. Entre elas estão a existência de legislação própria sobre o tema e o envio de uma declaração ao Tribunal, em formulário específico.

    Divulgação
    Banco do Brasil agência bancária em Santana (AP) onde empresário sacou 3 milhoes em dinheiro vivo. – Divulgação
    Planos de Ação

    O TCE até encaminhou aos gestores Planos de Ação com orientações para corrigir as falhas identificadas, mas reforçou que a simples apresentação do plano não autoriza o início da execução das emendas. Mas sem ter como mudar a OGE por decreto, o governo do estado vai pagar primeiro os seus compromissos e deixar as emendas em compasso de espera, pois grande parte delas está vinculada a programas que vão precisar de modificações no orçamento.

    A decisão do presidente do TCE, Carlos Neves, que chegou a enviar orientações aos gestores a adotarem, em prazo hábil, todas as providências necessárias para evitar prejuízos à execução das emendas ao longo do ano, vai exigir dos deputados mais esforços mesmo no meio da campanha para reeleição.

    Só paga regular

    Pelo que diz o TCE, escudando-se na decisão de Flávio Dino, a situação só será considerada regular quando o governo estadual ou a prefeitura adotar as medidas exigidas e comunicar ao TCE-PE. Somente então o Tribunal poderá deliberar sobre o início da execução das emendas.

    Isso deve criar problemas especialmente para o pagamento das emendas PIX que são foco de atenção dos deputados. Emendas no passado eram insignificantes. Mas este ano, por exemplo, o orçamento previsto é de R$ 394 milhões para os 49 deputados, ou seja, cada um pode dispor de R$ 8 milhões, metade deles impositiva, ou seja, o que o governo do estado é obrigado a pagar, mas que até agora está empossada em função da não aprovação do orçamento.

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    Cientista político e colunista de política do jornal O Estado de S. Paulo, Fernando Schuler. falou no LIDE Pernmabuco, – Divulgação
    Cordialidade na esfera pública é péssimo, diz Schuler

    Na conversa que teve ontem com empresários pernambucanos reunidos pelo LIDE Pernambuco, o cientista político e colunista de política do jornal O Estado de S. Paulo, Fernando Schuler, revelou sua preocupação com a inserção do STF como ator na crise institucional brasileira, o que torna ainda mais difícil o encaminhamento de uma solução para que nos conduza ao próximo governo eleito em outubro, que, na sua opinião, precisará de uma enorme capacidade de articulação.

    Para Schuler, o Brasil não precisa de um próximo governo reformista. Precisa de 20 anos de governos reformistas e uma decisão de rever essa nossa tendência de cordialidade que no político acaba nos levando a buscar soluções de consenso sem atacar as questões centrais. Cordialidade na esfera pública é péssima e não resolve as questões centrais.

    Liberdade de expressão

    Ele se disse preocupado com a questão do ataque a liberdade de expressão que se manifesta num inquérito como o das fakenews em tramitação há sete ano que não tem horizonte de encerramento, mas que tem nos levado a situações de ataque a liberdade de expressão como do indiciamento do presidente da Unafisco Nacional, Kléber Cabral, intimado a depor à Polícia Federal depois que criticou as buscas nas residência de os servidores da Receita Federal obrigados a cumprir diversas medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país.

    Essa cultura dos poderes públicos de flexibilizar não ajuda o país a se organizar e encaminhar soluções, disse Schuler, lembrando que por ocasião do impeachment de Dilma, o presidente do STF decidiu que a presidente Dilma Rousseff não teria os direitos políticos cassados quando a Constituição determinava expressamente isso.

    Eleição mais tensa

    Schuler considera as eleições de 2026 as mais importantes das 10 eleições que o Brasil teve, pelo que o eleitor estará sendo convocado a decidir se dará um quarto mandato ao presidente Lula ou se trará de volta um governo de direita liderado por um filho do Jair Bolsonaro. E reconheceu que o país corre o risco de, na eleição, dar atenção especial à eleição de senadores que se apresentam como defensores do impeachment, o que não deveria estar na pauta.

    Ele lembrou que o mais grave é que essa é uma pauta que o próprio STF trouxe para o centro do debate quando não consegue enfrentar os problemas que seus integrantes têm revelado pela imprensa. O fato novo é que desta vez o próprio STF trouxe o tema para uma eleição geral, disse Schuler.

    Divulgação
    Cambridge Family Enterprise Group Recife realiza nesta sexta-feira (13) o primeiro encontro de 2026 do Conselho de Lideranças Familiares – Divulgação
    Felipe Martin

    A Cambridge Family Enterprise Group Recife realiza nesta sexta-feira (13) o primeiro encontro de 2026 do Conselho de Lideranças Familiares, iniciativa que reúne integrantes de famílias empresárias para discutir temas ligados à governança, sucessão e estratégia patrimonial. A reunião ocorrerá no RioMar Trade Center e terá como tema central a estratégia de crescimento dos ativos, pauta escolhida pelos próprios participantes.Com a presença do consultor sênior da CFEG, Felipe Martin.

    Mundo PIX

    A nova pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil com a Offerwise revela um cenário de transformação acelerada no sistema de pagamento nacional. O estudo mapeou o comportamento de internautas nas 27 capitais brasileiras e aponta que o país vive o que chamou de a era da “Agilidade com Medo”: uma transição digital de alta velocidade impulsionada pelo PIX, que utilizado por 80% dos consumidores como principal meio de pagamento no dia a dia, mas que ainda mantém um pé no conservadorismo por necessidade de segurança financeira.

    Combustível no NE

    O presidente do Sindicombustíveis, Alfredo Pinheiro, disse ontem que o Nordeste será a região que sofrerá mais em função da guerra do Irão com Israel e os Estados Unidos porque a região é atendida pela Acelen (BA), refinaria privatizada no governo Bolsonaro, que adota a política de preços de paridade internacional (PPI).

    A Acelen fornece 65% dos combustíveis vendidos no NE enquanto a Petrobras fornece 35%. A Petrobras aumentou a cota para as distribuidoras, mas fez um leilão cujos preços terminaram iguais aos da PPI. De certa forma, pode-se dizer que o NE mais pobre pagará mais pelo combustível com a guerra no Oriente Médio.

    Kayo Ponciano
    O presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Luís Souto de Miranda, cumpriu agenda na capital pernambucana . – Kayo Ponciano
    Esses brasileiros…

    O presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Luís Souto de Miranda, cumpriu agenda na capital pernambucana e teve um dia de agendas que o deve ter surpreendido. Miranda, cujo cargo equivale ao de prefeito, foi recebido pelo prefeito João Campos para a assinatura de um protocolo e pela vice-governadora Priscila Krause e pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Mauricélia Montenegro, em locais separados.

    Concretamente, assinou um acordo com o governo do estado que prevê três programas fundamentais: um focado em estudantes do ensino médio de Escolas Técnicas e de Referência para intercâmbios virtuais e mentorias com especialistas portugueses. Outro que facilitará a inserção de startups pernambucanas em mercados globais e a participação confirmada no Web Summit 2026, em Lisboa, é um terceiro da Rede de Incubadoras de Pernambuco, permitindo que empresas brasileiras tenham suporte para se estabelecerem em solo português.

    Já a cooperação entre Recife e Aveiro: inovação, tecnologia e governo digital; desenvolvimento econômico e turismo; cultura e economia criativa; e cooperação acadêmica e formação profissional. A atração de investimentos em áreas como inteligência artificial, economia do mar e cidades inteligentes. Nos dois casos com dezenas de fotos para as redes sociais.

    Deve ter achado os políticos brasileiros muito estranhos…

    Jornal do Commercio
    Enem e Educação
    Recife, 13 de março de 2026
    REESTRUTURAÇÃO
    Senado aprova fim da lista tríplice para reitores e cria mais de 13 mil vagas para professores
    Mudança garante a nomeação direta do mais votado nas eleições universitárias. Projeto atende acordo de greve e segue para sanção presidencial.

    Foto da matéria: Senado aprova fim da lista tríplice para reitores e cria mais de 13 mil vagas para professores
    JC
    O Senado Federal do Brasil aprovou na última terça-feira (10) um projeto que altera o processo de escolha de reitores das universidades e institutos federais no país. A proposta extingue o modelo da lista tríplice e determina que o presidente da República nomeie o candidato mais votado pela comunidade acadêmica.

    A mudança faz parte do Projeto de Lei nº 5.874/2025, que também promove a reestruturação de carreiras do serviço público federal. O texto agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Pelas regras anteriores, após a consulta à comunidade universitária — formada por professores, estudantes e técnicos — as instituições enviavam ao governo federal uma lista com os três candidatos mais votados.

    O presidente da República tinha autonomia para escolher qualquer um dos nomes indicados, mesmo que não fosse o primeiro colocado na votação interna.

    Com a nova proposta aprovada no Senado, a indicação passará a refletir diretamente o resultado da eleição interna realizada nas universidades e institutos federais.

    Projeto também cria mais de 13 mil vagas para professores
    Além da mudança na escolha dos dirigentes das instituições, o projeto aprovado prevê a criação de mais de 24 mil cargos efetivos no serviço público federal, incluindo mais de 13 mil vagas para professores.

    Desse total, estão previstas cerca de:

    3,8 mil vagas para docentes do magistério superior em universidades federais;
    Mais de 9,5 mil vagas para professores do ensino básico, técnico e tecnológico na rede de institutos federais.
    O texto também prevê a criação de cargos administrativos e técnicos para instituições de ensino da rede federal.

    Mudanças fazem parte de reestruturação do serviço público
    A proposta integra um conjunto de medidas voltadas à reorganização de carreiras federais. Segundo o relator da matéria no Senado, o senador Randolfe Rodrigues, as mudanças podem beneficiar cerca de 270 mil servidores públicos.

    O projeto também inclui incentivos para servidores técnico-administrativos da educação e prevê a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano.

    Com a aprovação no Congresso Nacional, o texto segue agora para sanção presidencial para que as novas regras passem a valer.

    Jornal do Commercio
    Artigo
    Recife, 13 de março de 2026
    Opinião
    A ARTE DE MENTIR
    O ministro do Supremo Alexandre de Moraes está, hoje, no centro desse debate sobre a mentira. Em, ao menos, duas dimensões

    Foto da matéria: A arte de mentir
    JOSÉ PAULO CAVALCANTI FILHO jp@jpc.com.br
    Mário Quintana (Sapato florido) dizia que “A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer”. E Camus (O verão), poético, “a mentira é um belo crepúsculo”. Só que nestes casos se tratam de mentiras inocentes, literárias, que não incomodam ninguém.

    Ocorre que há, por dentro dessa, uma outra mais dura, cruel, sem nenhuma poesia. O padre António Vieira, para Fernando Pessoa “Imperador da língua portuguesa”, no seu Sermão da Sexagésima até disse que “A mentira hoje, no mundo, é mais poderosa que a verdade”. Longe de amadores e cínica, no Brasil de hoje requer ausência dos mais elementares sentimentos morais, um acendrado amor pelo dinheiro e total falta de vergonha na cara.

    François de La Rochefoucauld até nos deixou bela frase (Reflexões ou sentenças e máximas morais) em que desdenhava do tal cinismo; ao preferir a hipocrisia que para ele, ao menos, “é uma homenagem que o vício presta à virtude”.

    O ministro do Supremo Alexandre de Moraes está, hoje, no centro desse debate sobre a mentira. Em, ao menos, duas dimensões. Uma bem mais óbvia, que tem por trás grana. Sobretudo grana. Muita grana. Até agora, gerado nas sombras, um belo contrato de 129,6 milhões, pagos por um bandido hoje na prisão, beneficiando mulher e filhos. Trata-se de um bonus pater famílias, assim diriam os romanos. Sem que se saiba direito se contratados são eles ou o próprio ministro. Como esse tema está em todos os jornais, o deixemos por hora de lado.

    Aqui, pretendo falar do ato de mentir propriamente dito. A partir de uma dimensão ética. E já começo lembrando que caso mais notório de implicações jurídicas, sobre essa mentira, se deu nos Estados Unidos.

    Em 1972, o presidente da República Richard Nixon foi candidato, à reeleição, contra o democrata George MacGovern. Venceu, esmagadoramente, em 49 dos 51 estados americanos, perdendo apenas em Massachusetts (Nova Inglaterra) e no Distrito de Columbia – onde, aliás, fica a Casa Branca.

    Ocorre que, durante essa campanha, houve fato com grande repercussão na mídia; que foi espionagem, por homens ligados à campanha de Nixon, no complexo dos edifícios de Watergate – Virginia Avenue 2.600, bairro de Foggy Bottom, em Washigton D.C. Sendo cinco pessoas presas ao tentar instalar gravadores no local e fotografar os participantes de reunião que ali se realizava.

    O caso, que passou a ser conhecido como Watergate, ganhou destaque a partir de reportagens de Bob Woodward e Carl Bernstein para o jornal The Washington Post. A partir de informações repassadas por um misterioso Deep Throat (Garganta profunda); que, depois se soube, era Mark Felt, um agente do FBI, mas essa é outra história.

    Nixon negou, sempre, que soubesse do que se passou por ali. Nem que tenha autorizado qualquer ação. E, de alguma forma, essa fiscalização acabava sendo natural. Pois Watergate não era sede oficial do Partido Democrata. E o governo poderia ter legitimamente interesse em comprovar o que ali faziam aqueles homens, tão tarde da noite, em salas comerciais alugadas por pessoas comuns.

    Ocorre que depois se soube de algumas fitas, gravadas pelo governo, supostamente com envolvimento do presidente. Nixon se recusou a exibi-las. Até que, em 24/06/1974, a Suprema Corte o obrigou a tornar públicas tais gravações.

    A Suprema Corte dos Estados Unidos é bem diferente do nosso Supremo. Até por não haver, nem lá e nem em nenhum outro tribunal do planeta, decisões monocráticas. Elas são tomadas pelo próprio tribunal. Como um conjunto. Como um tribunal. Também por sua independência, em relação às elites políticas do país. E, no caso, votaram contra o presidente da República todos os ministros (Justices, assim se chamam, para diferenciar dos Judges, que seriam os demais magistrados do país), inclusive os indicados pelo Partido Republicano. Unanimidade.

    Nenhum deles se sentiu constrangido para dar apoio ao presidente da República do partido que os indicou. Outra diferença, e grande, na comparação com o Supremo daqui.

    O caso, afinal, chegou à House of Representatives (a Câmara dos Deputados de lá). E o House Judiciary Committee (equivalente a nossa Comissão de Legislação e Justiça) aprovou três recomendações que poderiam levar ao impeachment de Nixon, a saber: Obstrução de Justiça, Abuso de Poder e Contempt of Congress (algo como Desrespeito ao Congresso).

    Principal acusação era de que o presidente mentiu, ao dizer que de nada sabia. Mentira que restou provada pelas fitas. Seus advogados argumentaram que mentir não é crime. Nem no título 18 do Código dos Estados Unidos, conhecido como 18 U.S.C., que seria o Código Penal Federal do país; nem nos 51 Códigos Penais Estaduais. Ele não teria cometido crime, ao mentir.

    Continua na próxima página

  7. Me Perdoe, quando estava compartilhando tive que resolver problemas no apartamento. A Cópia saiu com post do JC de hoje. O Artigo vale a pena ser lido e privo da Amizade Pessoal do Eminente Jurista.

  8. Alexandre, o pequeno

    Investigações da PF e de parlamentares pressionam o ministro do STF

    As informações reveladas até agora são graves. Extremamente graves.

    Após o quebra-quebra generalizado na Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, o ministro do STF Alexandre de Moraes ganhou um salvo-conduto do Tribunal, da esquerda, do Executivo e de setores da mídia para agir contra seus desafetos sem qualquer freio — tudo em nome da democracia brasileira.

    Mas, agora, Alexandre, o Grande do STF, apequenou-se diante das revelações relacionadas ao contrato de 129 milhões de reais firmado pelo escritório da sua esposa, Viviane, e diante de supostas relações que o ministro teria com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

    As informações reveladas até agora são graves. Extremamente graves.

    Algumas foram desmentidas pelo ministro; outras, não.

    Pelo sim, pelo não, Moraes já é alvo de um pedido de CPI no Senado – protocolado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

    Também foi alvo de mais dois pedidos de impeachment nesta semana — são 31 somente durante o governo Lula — e tornou-se o foco preferencial da CPMI do INSS em sua reta final.

    Daniel Vorcaro também tem sinalizado a seus defensores, conforme apurou a revista Crusoé, que estaria disposto a falar sobre o ministro do STF em uma delação premiada, diz Wilson Lima em “Alexandre, o pequeno”, a reportagem de capa de Crusoé.

    Fonte: O Antagonista, Brasil, 13.03.2026 08:10 Por Redação

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