
O mundo entrou numa tensão permanente
Marcelo Copelli
Revista Visão (Portugal)
Durante décadas, a ideia de uma guerra global pertenceu ao passado ou à ficção estratégica. Era evocada em relatórios acadêmicos, exercícios militares e análises de risco, mas raramente assumida como hipótese concreta no plano político.
Essa distância desapareceu — e o que hoje se observa não é a antecâmara de um confronto — é a sua manifestação, ainda sem reconhecimento formal. A guerra começou antes de ser declarada, dissolvendo a fronteira tradicional entre paz e antagonismo e impondo uma nova condição: a de um sistema internacional em tensão permanente.
A escalada recente no Oriente Médio tornou essa transformação impossível de ignorar. A relação entre Estados Unidos, Israel e Irã ultrapassou o registro da dissuasão para entrar em um ciclo ativo de ação e retaliação, marcado por operações coordenadas, ataques seletivos a alvos estratégicos e ameaças concretas a infraestruturas críticas.
INSTABILIDADE – Esses movimentos não são episódicos nem reativos — integram uma lógica contínua de enfrentamento que já não depende de rituais diplomáticos para se legitimar. A dinâmica bélica deixou de precisar ser anunciada para existir.O impacto dessa evolução rapidamente ultrapassou o plano militar.
A instabilidade no Estreito de Ormuz reintroduziu o petróleo como instrumento direto de poder geopolítico, em um retorno a lógicas que muitos julgavam superadas. Bastou o risco de bloqueio para provocar oscilações significativas nos mercados, pressionar economias e forçar reposicionamentos estratégicos em escala global.
A energia deixou de ser apenas um recurso — tornou-se um vetor de influência e uma alavanca de coerção com efeitos imediatos.
FERIDA ABERTA – Mais reveladora ainda é a simultaneidade das tensões. A guerra na Ucrânia permanece como uma ferida aberta no coração da Europa, sem solução visível. A rivalidade entre Estados Unidos e China se intensifica e avança para domínios cada vez mais sensíveis, da tecnologia à segurança.
No Indo-Pacífico, os equilíbrios tornam-se progressivamente mais frágeis, enquanto no Oriente Médio o risco de expansão regional da guerra cresce a cada novo episódio. O que emerge desse quadro não é uma sucessão de crises isoladas, mas um ambiente em transformação, onde diferentes focos de instabilidade se reforçam mutuamente.
Nesse cenário, uma das premissas centrais da globalização — a de que a interdependência econômica funcionaria como freio à escalada — revela-se cada vez mais frágil. As mesmas redes que sustentaram décadas de integração estão agora sendo instrumentalizadas como mecanismos de pressão estratégica. Cadeias de abastecimento, fluxos energéticos, tecnologia e dados passaram a integrar o campo de disputa, diluindo ainda mais a distinção entre paz e hostilidade. O embate deixou de ser um evento delimitado para se tornar um estado contínuo de competição.
PREVISIBILIDADE – A fragmentação do bloco ocidental acentua essa tendência. Apesar da retórica de unidade, as divergências estratégicas entre aliados tornam-se mais visíveis, condicionadas por pressões internas, ciclos eleitorais e interesses nacionais divergentes. Essa erosão da coesão não é um detalhe — é um fator estrutural que reduz a previsibilidade das respostas e prolonga a instabilidade. A história mostra que cenários sem alinhamento claro tendem a ser mais longos, mais difusos e mais difíceis de encerrar.
Paralelamente, a natureza do próprio embate está passando por uma mutação profunda. A disseminação de tecnologias — de drones a operações cibernéticas — reduziu o custo de entrada e ampliou exponencialmente a imprevisibilidade. Pequenos atores, com recursos limitados, mas bem posicionados, conseguem hoje produzir impactos desproporcionais, multiplicando pontos de tensão e tornando o ambiente global estruturalmente instável. A guerra se descentralizou — e, com isso, perdeu fronteiras nítidas.
Tudo isso ocorre em um momento em que os pilares tradicionais da ordem internacional apresentam sinais claros de desgaste. O direito internacional continua a ser invocado, mas é cada vez mais frequentemente contornado ou reinterpretado. As instituições multilaterais mantêm relevância simbólica, mas revelam limitações crescentes na capacidade de impor soluções. A norma cede espaço à força — não apenas à força militar clássica, mas à capacidade de influenciar, condicionar e desestabilizar em múltiplas dimensões.
ESTADO DE CONFRONTO – É nesse contexto que a conclusão se impõe com clareza: os fatos já configuram um estado de confronto sistêmico, ainda que sem reconhecimento formal. Não se trata de uma guerra tradicional, com início definido e fim previsível, mas de uma condição prolongada, em que diferentes formas de poder são mobilizadas de forma contínua.
Para países como Portugal, essa conjuntura se traduz em desafios concretos. Em um mundo mais fragmentado, a margem de manobra dos Estados médios tende a diminuir, marcada por choques energéticos, dependência de cadeias globais e pressões externas crescentes. A política externa deixa de poder se apoiar em pressupostos de estabilidade e exige uma capacidade ampliada de adaptação estratégica.
Mas o desafio não é apenas externo. As sociedades europeias se acostumaram a décadas de relativa previsibilidade, internalizando a ideia de que a guerra pertence a outros espaços geográficos. Essa percepção está se tornando obsoleta. Mesmo sem confronto direto, os efeitos já são visíveis no cotidiano: inflação persistente, volatilidade energética, tensões sociais e polarização política. A distância encurtou — e continua encurtando.
COMPLEXA GESTÃO – Diante desse cenário, a expectativa de um momento de clareza pode se revelar ilusória. A ambiguidade não é transitória; é estrutural. A guerra contemporânea não começa com uma declaração formal nem termina com um tratado inequívoco. Desenvolve-se de forma gradual, difusa e muitas vezes silenciosa, tornando mais difícil sua identificação — e, consequentemente, sua gestão.
Reconhecer essa transformação não implica alarmismo, mas lucidez. Significa aceitar que a estabilidade deixou de ser o estado natural das relações internacionais e passou a ser uma construção frágil, sujeita a pressão constante. Significa compreender que os instrumentos do passado são insuficientes para responder aos desafios do presente. E, sobretudo, abandonar a ilusão de que ainda estamos fora de um embate global.
O mundo pode não ter declarado formalmente a entrada em uma nova era de guerra, nem traçado as linhas claras que, no passado, delimitavam o início dos grandes confrontos. Mas os sinais acumulados já não permitem ambiguidades. E, como tantas vezes na história, o maior risco não está apenas no que está acontecendo — está na persistência em interpretar o presente com categorias do passado, ignorando que o conflito, em sua forma contemporânea, já está plenamente em curso.
Bolsonaristas não estão usando mais o boné do Maga?
“Tem gente no Brasil que defendia as políticas do Maga, aquele boné vermelho.
Isso mostra invasão a países, guerra, instabilidade internacional, volatilidade dos preços do petróleo.
Mas o que sumiu foi o boné do Maga, ninguém usa mais.”
(Renan Filho, ministro dos Transportes)
Jesus Aguilera:
·🇯🇵🇮🇷🇨 🇳 JAPÃO ACEITA PAGAR EM YUANES CHINESES PARA COMPRAR PETRÓLEO DO IRÃO: O DÓLAR NÃO APARECE EM NENHUM LADO
⛽ Um aliado histórico dos EUA comprando petróleo do país que os EUA. está bombardeando, na moeda da China. É isso que está acontecendo. O Japão concordou em pagar ao Irão em yuans chineses para que os seus navios possam transitar sem risco pelo Estreito de Ormuz.
O chanceler iraniano Abbas Araghchi confirmou à agência japonesa Kyodo News: “O estreito está aberto. Só está fechado para os nossos inimigos. Para outros países, os navios podem passar.” A condição de Teerão é clara: as transações devem ser feitas em yuans, não em dólares.
Japão não tem margem de manobra. Depende do Golfo Pérsico para 95% do seu petróleo importado. Já teve que libertar 80 milhões de barris das suas reservas estratégicas desde 16 de março desde 16 de março porque o estreito está praticamente fechado ao tráfego internacional há semanas.
🔀 A imagem completa é demolidor: um país do G7, aliado militar de Washington, pagando na moeda do rival estratégico dos EUA. para acessar o petróleo de um país que E.U. bombardeia. Tudo enquanto Trump exige que o Japão envie navios de guerra para reabrir Ormuz à força.
📌 O Irã transformou um estreito marítimo em uma alavanca geopolítica. E nessa alavanca, o dólar não aparece em lugar nenhum.
Bardade i malgueta :
OMÃ: ISRAEL LEVOU OS EUA A COMETEREM UM “GRAVE ERRO” AO DECLARAR GUERRA AO IRÃ ⚠️
O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi, afirmou que “Israel” pressionou os Estados Unidos a cometerem o “grave erro de cálculo” de lançar uma agressão ilegal contra o Irã quando um acordo nuclear estava ao alcance.
Badr al-Busaidi, que mediou as últimas negociações entre os EUA e o Irã com o objetivo de resolver a questão nuclear iraniana, escreveu em um artigo publicado pela The Economist que, por duas vezes nos últimos nove meses, os dois lados estiveram “à beira de um acordo real”, que foi frustrado pelo regime de Tel Aviv.
“O maior erro de cálculo da administração americana, é claro, foi permitir-se ser arrastada para esta guerra em primeiro lugar”, acrescentou. “Esta não é uma guerra dos Estados Unidos, e não há cenário provável em que Israel e os Estados Unidos consigam o que desejam dela”.
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“Provoca-dores”!
Sabem, quem são?
Traidores multilaterais, jogam lenha nas fogueiras, em detrimento de seus povos havidos desassemelhados!
“Trump e a dupla judaico-maçônica (esquerda-direita, comunista-sionista).”
19 de março de 2026.
“Eu exponho a farsa política de “dividir para conquistar”. A esquerda (comunista, globalista) e a direita (conservadora, nacionalista) são ambas facções judaico-maçônicas. Ambas são controladas pelo cartel bancário mundial Rothschild. Ambas são cabalistas (satânicas) judaicas.
A falsa oposição conservadora dos EUA existe para fomentar a divisão e esconder o fato chocante de que a humanidade foi possuída satanicamente por judeus cabalistas e maçons. Como demonstro em minha série sobre os Illuminati, todas as guerras mundiais são farsas orquestradas por maçons de ambos os lados para despovoar a sociedade.
e concentram poder e riqueza em suas mãos. A Maçonaria é uma ferramenta do judaísmo organizado (ou seja, do cartel bancário Rothschild).
A Terceira Guerra Mundial coloca os comunistas (China, Rússia, Irã, BRICS e o islamismo radical) contra os sionistas (Israel, EUA e Argentina). O Reino Unido e a UE oscilam entre os dois lados, dependendo da questão. Eles incentivam a imigração e a censura (esquerda), enquanto apoiam a Ucrânia (direita sionista).
De qualquer forma, eles são marionetes nas mãos esquerda e direita dos Rothschild. E nós ficamos hipnotizados, ignorando nosso inimigo comum, o manipulador, o banqueiro central.
Não há razão para a direita e a esquerda lutarem. Todos foram feitos à imagem de Deus (Perfeição), que se esforça para se expressar.
Somos todos irmãos e irmãs. Precisamos nos unir contra nosso inimigo comum, os cartéis bancários centrais Rothschild e seus tentáculos por toda parte.
Os Arquivos Epstein mostram que a sociedade americana se degradou a tal ponto que não existe mais uma liderança política construtiva e incorrupta. 90%
O Congresso aceita dinheiro dos sionistas genocidas. Obviamente, os americanos precisam encontrar um novo partido político e uma nova liderança em que as pessoas possam confiar.”
https://www.henrymakow.com/
Adendos, em:
Amazon.com.br eBooks Kindle: ILLUMINATI – Le Culte qui a Détourné le Monde (French Edition), Makow, Henry, Marcelou, David
https://www.amazon.com.br/ILLUMINATI-Culte-D%C3%A9tourn%C3%A9-Monde-French-ebook/dp/B008E15L7Y
Adendos, em:
https://www.yumpu.com/en/document/view/69976272/pdf-illuminati-4-genocide-amp-war-pdf-ebook
‘Os ataques entraram num ciclo marcado por operações coordenadas, ataques seletivos a alvos estratégicos’, informa o artigo.
“Como à escola feminina Shajareh Tayyiba em Minab, no sul do Irã, onde foram mortas mais de 150 crianças e professoras”? Perguntar-se-ia.
“Ataques seletivos a alvos estratégicos” (?) como os de Israel à Faixa de Gaza, que sofreu níveis de destruição sem precedentes e inabitáveis em muitas áreas após meses de conflito, com estimativas indicando que mais de 80% das estruturas foram danificadas ou completamente destruídas?
Relatórios indicam que mais de 90% das residências foram afetadas, tornando a região inabitável para a maioria da sua população.
A que nível chega a falta de originalidade ou esforço intelectual na produção de conteúdos.
A reprodução automática e superficial de informações, sem análise. A cópia mecânica e sem inteligência.
E a propagação repetitiva de mensagens sem fundamento ou correntes inúteis num interminável “copia e cola”.
Acorda, Brasil. Presta atenção!
Todos os povo dos país Árabes que tem bases militares ” norte-americanas ” e estrangeiras em seus territórios , deveriam se unirem para expulsarem os norte-americanos de seus países e pressionarem suas autoridades locais a não mais permitirem sua volta .
Laranjão – desacreditado – dá marcha-a-ré e diz que vai suspender ataques à infraestrutura do Irã.