Donald Trump e a política como exercício de um poder meramente pessoal

Trump acredita ser o “rei” do mundo, sem limites

Pedro do Coutto

A analogia proposta por Demétrio Magnoli, em sua coluna no O Globo, ao associar Donald Trump à figura de um “chefe mafioso”, não pretende ser literal, mas sim oferecer uma lente interpretativa para compreender um fenômeno político mais amplo: a transformação do poder institucional em poder pessoal. Trata-se de uma leitura que dialoga com análises contemporâneas sobre lideranças que operam menos por regras e mais por relações de lealdade, influência direta e enfrentamento sistemático das estruturas tradicionais.

Nesse modelo, o centro da política deixa de ser o conjunto de instituições — Congresso, Judiciário, imprensa — e passa a gravitar em torno da figura do líder. A lógica não é mais a da mediação, mas a da imposição. A força política se mede não pela capacidade de construir consensos, mas pela habilidade de mobilizar seguidores, pressionar adversários e reconfigurar o ambiente institucional em benefício próprio.

PADRÃO COMPORTAMENTAL – É justamente aí que a metáfora ganha sentido: não como acusação criminal, mas como descrição de um padrão de comportamento em que a fidelidade pessoal se sobrepõe às normas impessoais.

Ao longo dos últimos anos, esse tipo de liderança encontrou terreno fértil em sociedades marcadas por desconfiança nas elites, fadiga institucional e polarização intensa. Trump soube explorar esse ambiente com precisão, apresentando-se como alguém capaz de romper com o “sistema” — ainda que, na prática, sua atuação revele uma tentativa de reorganizá-lo sob sua própria lógica.

O discurso antissistema, nesse contexto, funciona como ferramenta de mobilização, enquanto o exercício do poder tende a concentrar decisões e enfraquecer mecanismos de controle. Um dos aspectos mais sensíveis dessa dinâmica é a substituição gradual da legalidade pela lealdade.

RELATIVIZAÇÃO – Em democracias liberais, o funcionamento do Estado depende de regras claras, previsibilidade e limites institucionais. Quando esses elementos são relativizados, abre-se espaço para uma política mais volátil, em que decisões passam a depender da vontade do líder e de sua relação com aliados e opositores. Não se trata apenas de estilo, mas de estrutura: a forma como o poder é exercido começa a alterar o próprio funcionamento do sistema.

Esse processo não ocorre de maneira abrupta, mas sim por meio de tensões constantes. Questionamentos a decisões judiciais, ataques à imprensa, dúvidas lançadas sobre processos eleitorais — todos esses elementos contribuem para desgastar a confiança nas instituições e reforçar a centralidade do líder como única referência legítima. O resultado é um ambiente em que o debate público se empobrece e a política se torna cada vez mais personalizada e menos institucional.

CONCENTRAÇÃO DE PODER – O caso de Trump, portanto, ultrapassa a figura individual e se insere em um movimento mais amplo, observado em diferentes partes do mundo, no qual lideranças fortes emergem prometendo eficiência e ruptura, mas frequentemente entregam concentração de poder e instabilidade institucional. A metáfora utilizada por Magnoli, nesse sentido, cumpre um papel importante: o de provocar reflexão sobre os limites entre liderança forte e erosão democrática.

O que está em jogo não é apenas o estilo de um governante, mas a resiliência das instituições diante de pressões que buscam redefinir seu papel. Democracias não são sistemas automáticos; dependem de equilíbrio, respeito às regras e disposição para o dissenso. Quando esses elementos são substituídos por relações de força e lealdade pessoal, o risco não é apenas político — é estrutural.

15 thoughts on “Donald Trump e a política como exercício de um poder meramente pessoal

  1. “Poder meramente pessoal”?
    “A única explicação é que esta guerra é uma farsa planejada para derrubar os EUA e a civilização ocidental.

    A Terceira Guerra Mundial é uma repetição da Segunda Guerra Mundial, com Trump no papel de Adolf Hitler, também criptojudeu.

    O papel de Trump é fazer com os EUA na Terceira Guerra Mundial o que Hitler fez com a Alemanha na Segunda Guerra Mundial. ” https://www.henrymakow.com/

  2. “Estamos no ano de 2025… Algum dia você provavelmente perceberá a seguinte revelação, de preferência em breve. Essa visão de mundo profunda foi descoberta, e com precisão, pelo historiador do mundo profundo Henry Makow, PhD, do Canadá. O também pesquisador de cultos elitistas David Icke concorda com esse conhecimento valiosíssimo.

    Então, você e sua família realmente querem saber o que está acontecendo nos bastidores? Se sim, compartilhem isso como se suas vidas dependessem desse conhecimento, e de forma proativa, porque isso é a pura verdade, e vocês/nós, o povo, dependemos de saber disso.

    Em geral, um grupo de ricos impostores “judeus” ao redor do mundo, na verdade satanistas, membros de sociedades secretas chamadas “maçons” e representando dois lados políticos dialetais, têm instigado deliberadamente, por gerações, guerras mundiais para minar e massacrar não-satanistas e pessoas comuns, que eles rotulam como “goyim”. Essa palavra é uma gíria hebraica para “animais”.

    Trump, Netanyahu, Putin e Jinping, todos eles discretamente se associam e são dirigidos [nos bastidores] pela organização de chapéu preto chamada “Chabad-Lubavitch”; um culto judaico-satânico supremacista apocalíptico que exige uma futura “catástrofe social” para instaurar um [falso] Messias judeu.

    Essa seita elitista, “Chabad”, está preparando o terreno para pandemias globais mais intencionais, juntamente com uma Terceira Guerra Mundial; que será baseada em eventos de falsa bandeira encenados com grande número de vítimas e propaganda distorcida imediata. O escopo dos eventos pode incluir terrorismo nuclear, ataques cibernéticos, apagões de internet ou energia, e até mesmo uma falsa “invasão alienígena” encenada usando tecnologia secreta de naves antigravidade flutuantes.

    Guerras em larga escala são encenadas entre dois ramos da Maçonaria judaica: o comunista (esquerda) e o sionista (direita).

    {Trump e Netanyahu (representando o sionismo) e Putin e Xi Jinping (representando o comunismo)} Esses líderes pré-selecionados não são inimigos, mas sim “maçons” globais “fraternos” e secretos. * O mesmo se aplica aos “líderes supremos” do Irã, instalados pela CIA, Mossad e MI6! * Essa encenação é de suma importância para que todos compreendam.

    Este novo livro de 2025, inestimável e atualizado, mostra como os eventos atuais estão sendo orquestrados psicopaticamente:

    Novamente, esse culto global de satanistas inicia e usa guerras em todo o mundo para matar pessoas comuns/goyim: especialmente cristãos, patriotas e judeus, sejam eles assimilados ou conservadores. Isso está de acordo com o contexto bíblico completo.

    Guerras propagandeadas prejudicam a civilização global, matam patriotas em massa e concentram ainda mais riqueza e poder nas mãos dos “Illuminati”/”globalistas”.

    Maçons conspiradores de ambos os lados do conflito iniciam todas as grandes guerras usando operações de falsa bandeira assassinas conduzidas por agências de inteligência internas e propaganda midiática controlada centralmente. As guerras na Ucrânia, em Gaza e, em seguida, no Irã, não são exceções.

    Esta coletânea de artigos neste livro explica como essa antiga conspiração diabólica está agora planejando e nos conduzindo a mais turbulências sociais e destruição em larga escala, caso nós, coletivamente e em grande escala, não a impeçamos de acontecer.

    Em termos simples, em 1913, nós, o povo, entregamos nossos cartões de crédito nacionais a pessoas que desprezam o que é bom e conspiram para destruir nossa sociedade atual. Essa oferta de crédito baseada em dívida, emitida pelo banco central, é a força vital da nossa economia nacional e global.

    O cartel bancário liderado pelos Rothschild, o núcleo dessa cabala maligna, há muito tempo cria magicamente a oferta monetária mundial, diretamente do nada, como um investimento ilimitado em dívida, para si próprios. Nossos governos são capazes de imprimir dinheiro sem dívidas e juros, mas as nações estão economicamente subjugadas aos banqueiros Illuminati há muito tempo. A cabala da Casa Rothschild planeja mais pandemias, injeções obrigatórias de mRNA cada vez mais mortais/cancerígenas e uma Terceira Guerra Mundial para garantir que as nações capturadas jamais escapem de sua servidão financeira.

    Trump, Netanyahu, Putin e Jinping são afiliados ao “Chabad”, um culto judaico supremacista parasitário, financiado pelos Illuminati, que controla o judaísmo organizado e, consequentemente, os meios de comunicação de massa e as crenças mundiais.

    Para cumprir a “profecia bíblica”, diretores corruptos do Chabad estão tramando pandemias ilegais e insidiosas geradas em laboratórios de guerra biológica, controle mental em massa e uma guerra nuclear controlada/limitada para criar demanda global e instalar um “Messias”/governante carismático, porém apenas temporário, [falso].

    O culto de Chabad considera todos os não judeus como escravos nascidos para servir judeus satânicos elitistas. Os considerados invasores ilegais no planeta Terra, os “não judeus”, devem ser empobrecidos, roubados, expulsos e submetidos a holocaustos militares (principalmente em campos designados para emergências ou pandemias), a menos que não caiamos nas armadilhas e nos submetamos a elas.

    A palavra “judeu” está sendo amplamente redefinida pela adesão a “Lúcifer” (Satanás), e não pela genética. Judeus étnicos ou conservadores não satânicos que rejeitarem o vindouro “Messias” israelense, logo após a construção do 3º Templo de Jerusalém no lugar da mesquita de Al-Aqsa, que seria destruída, serão desorientados e levados ao suicídio; literalmente, serão vítimas de um “holocausto” global, juntamente com cristãos ingênuos e com os muçulmanos, hindus e budistas pobres, entre outros.

    Sendo a origem da maioria dos nossos problemas e vícios, a Maçonaria Satânica/Luciferiana corroeu e, em muitos casos, rompeu o profundo respeito e lealdade que a maioria das pessoas nutria pelo Pai da Criação, o Rei dos Céus.”

  3. “Trump acredita ser o “rei” do mundo, sem limites.”
    PS. À exemplo de todos os “para tanto alçados e locupletos” Trump é um “sina-gogô”, servo à serviço do usurpador(falso) “Rei da Sinagoga de Satanás”!

  4. O agente Barba é uma pequena mostra desse mundial sabotador e CRIMINOSO “empreendimento”, envolvendo tudo que não presta(bôrra da sociedade)!

  5. Os presidentes norte americanos sempre servirão para todo tipo de elucubrações.
    A gigantesca freguesia a soldo ou envolvida no processo ideológico encontra um vale fértil para explorar.
    Das obscuras catacumbas até às campinas verdejantes eles recebem flores ou petardos fulgurantes, tudo isso bem aos gosto pessoal do escriba.
    Kim Jong-un, o quatro estrelas norte coreano em seu desfile militar mostrou enormes mísseis e tropa gigantesca, tem armamento capaz de atingir os Estados Unido e a Europa, no entanto é seletivamente resguardado do faniquitos da esquerda que tanto gostam de desmerecer o Gringo do Norte. Ele é tratado como reserva técnica e ideológica que fica distante das vistas do resto do mundo.
    Enquanto isso, nas terras de Macunaíma, o herói sem caráter, os nossos escribas tecem epístolas como profetas farisaicos que só acendem velas para ao diabo.

    • Salve o dia 31 de março.
      Esta vai para os que não gostam de alguns generais, de alguns.
      Kim Jong-un é um general de quatro estrelas do Exército Popular da Coreia e por isso, em setembro de 2010, Kim Jong-un ficou conhecido como “Jovem General” e, no final de 2011, como “Respeitado General” em sinais as bênçãos que ofereciam a ele, seu pai e seu avô. Kim é o primeiro líder norte-coreano que nasceu após a fundação do país.
      Fonte, Wiki.
      Segundo as bocas de Matildes, os generais deles eram abnegados patriotas e os nossos uns ditadores sanguinários.
      Tem gosto pra tudo, é é bom que seja assim.

  6. Trump destrói ala da Casa Branca para fazer salão de festas

    Donald Trump ordenou a demolição da Ala Leste (East Wing) da Casa Branca para construir um grande salão de festas (ballroom) em seu lugar.

    A demolição da estrutura histórica, que abrigava escritórios da primeira-dama e um centro de visitantes, ocorreu em outubro de 2025.

    No entanto, a construção do salão de festas foi recentemente suspensa por ordem judicial.

    Detalhes importantes sobre o projeto e seu status atual:

    Motivação: Trump argumentou que a Casa Branca precisava de um espaço maior para eventos de estado, capaz de acomodar centenas de convidados, algo que a antiga estrutura não permitia adequadamente.

    Financiamento: O projeto, que tem um custo estimado de US$ 400 milhões, está sendo supostamente financiado por doações privadas e pelo próprio Trump, sem o uso de fundos públicos. A falta de transparência sobre as doações de grandes corporações gerou preocupações éticas.

    Controvérsias: A decisão de demolir uma ala histórica e prosseguir com a construção sem a devida autorização do Congresso ou revisões de preservação gerou forte oposição de associações históricas, como a National Trust for Historic Preservation, que entrou com uma ação judicial.

    Ordem Judicial: Em 31 de março de 2026, um juiz federal dos EUA ordenou a paralisação imediata da construção, determinando que Trump não tinha autoridade legal para prosseguir sem a aprovação explícita do Congresso. O juiz enfatizou que o presidente é o “zelador” da Casa Branca, não o “proprietário”.

    Status Atual: A construção está paralisada temporariamente enquanto a administração Trump recorre da decisão judicial e a questão aguarda uma possível autorização do Congresso.

    Portanto, a demolição ocorreu, mas o projeto do salão de festas está atualmente suspenso por questões legais e falta de autorização formal.

  7. Os EUA nunca acatam um país sozinho , exceto quando o país atacado não tem capacidade de fogo e revide , mas quando o faz quebra a cara como na Somália , ao ataca-la contra recomendações da ONU , e mesmo assim pediu ajuda da ONU para socorre-lo , tal como agora nos ataques contra o IRÃ , EUA x ISRAEL resolveram atacar o IRÃ se aproveitando das protestos dos opositores internos ao regime local , achando que seria um passeio com apoio dos opositores locais , com o agravante de que usaram (negociadores) a mesa de negociação como distração por duas vezes , mas deram com os burros nagua , além de incendiarem e arrastarem os países vizinhos , do Oriente Médio para suas aventuras guerreiras e de agressões ao IRÃ , e ironicamente estendeu suas agressões aos países tidos e havidos como seus protegidos , ao lançarem ataques ao IRÃ á partir de suas fronteiras/territórios , legitimando os revides Iranianos , sendo que Donald Trump desde que voltou ao cargo , ameaçou meio mundo , inclusive invadir e tomar a Groelândia(Dinamarca) e seus aliados da OTAN , que achando pouco , quer envolve-los numa guerra de interesse exclusivo de Israel , ou seja , o Presidente dos EUA Donald Trump esta a serviço de Israel e dos Israelenses e não dos EUA e do povo norte-americano , mas quer usa-los como bucha de canhão , já que não conseguiu buchas de canhão de outros países .

  8. André Mussa Mussenoho:

    A Rússia já quis entrar na OTAN. Sim, isso mesmo que você leu. Logo após o fim da União Soviética, houve um momento em que Moscou tentou se aproximar do Ocidente, inclusive com o próprio Vladimir Putin levantando essa possibilidade. A ideia era simples: deixar de ser vista como inimiga e passar a fazer parte do mesmo sistema de segurança global. Mas isso nunca avançou.
    Na prática, a entrada nunca foi levada adiante. E muita gente questiona o porquê. Porque, se a Rússia tivesse entrado, o principal “inimigo” da OTAN deixaria de existir. E sem um inimigo claro, toda a lógica de expansão militar, alianças estratégicas e até investimentos em defesa perderia força. Não é só geopolítica… é também interesse.
    E aí entra o ponto mais provocador dessa história. Ao manter a Rússia fora, cria-se um cenário onde qualquer movimento russo pode ser interpretado como ameaça. Isso gera medo, tensão e, claro, justificativa para mais gastos militares, mais presença da OTAN e mais venda de armas. No fim das contas, o jogo não é só sobre quem entra ou não entra… é sobre quem precisa que o conflito continue existindo.
    Moz na Diáspora

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