
Caiado ainda articula a montagem de sua equipe
Danilo Moliterno
Pedro Venceslau
CNN
O pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, escalará Roberto Brant, político mineiro e ministro na gestão de Fernando Henrique Cardoso, para a formulação de seu plano de governo na corrida pelo Palácio do Planalto, segundo apuração da CNN.
Articulista em jornais, nos últimos anos, Brant escreveu duras críticas à polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele defende, contudo, que há “solução” para a divisão. Para o ex-ministro, o principal problema da política brasileira atual é a crise institucional, com “mau funcionamento” da cúpula dos Poderes.
FUNDADOR DO PSD – Roberto Brant compôs a Assembleia Nacional Constituinte de 1987 e exerceu mandatos consecutivos como deputado até 2007. Foi secretário de Fazenda de Minas Gerais no governo de Hélio Garcia e ministro da Previdência na presidência de FHC. O político mineiro, em 2011, participou da fundação do PSD ao lado de Gilberto Kassab, mas deixou o partido um ano mais tarde – após intervenção do próprio Kassab nas eleições para a Prefeitura de Belo Horizonte.
Caiado ainda articula a montagem de sua equipe. O marqueteiro é o publicitário mineiro Paulo Vasconcellos, um veterano de disputas eleitorais. Em 1989, fez programas de TV que catapultaram Fernando Collor de Mello. Também esteve nas campanhas de Aécio Neves (PSDB) em 2014 e em 2022 de Cláudio Castro (PL) no Rio de Janeiro.
O ex-governador também já conversa com “três ou quatro economistas” de renome, segundo interlocutores. A pré-campanha prefere neste momento não apontar um único quadro para tocar esta frente da campanha.
É isso que oBrasil espera em um eventual govrno Caiado ou Flávio Bolsonaro:
“Governo Caiado vincula terras raras a acordo com os EUA após empréstimo milionário
Financiamento de US$ 565 milhões garante acesso dos Estados Unidos à produção de minériosPor
Jéssica Cavalcante – Goiás 246
Os Estados Unidos garantiram acesso às terras raras produzidas pela mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu (norte de Goiás), como parte de um acordo ligado a um financiamento de US$ 565 milhões.
A operação envolve minerais considerados estratégicos e ocorre em meio a articulações do governo de Goiás com autoridades americanas para ampliar a exploração e o desenvolvimento desse setor no estado.
A informação foi confirmada pelo chefe de investimentos da US International Development Finance Corporation (DFC), Conor Coleman, em entrevista ao Financial Times.
Acordo inclui controle sobre destino dos minerais
Segundo Coleman, o financiamento firmado com a mineradora inclui cláusulas que asseguram o destino da produção. “Há controles de offtake garantindo que [os metais] fossem para os Estados Unidos e partes alinhadas aos EUA”, afirmou.
O diretor também disse que o direito de influenciar para onde os minerais seriam vendidos está diretamente relacionado ao empréstimo concedido.
O empréstimo, equivalente a quase R$ 3 bilhões, foi anunciado em fevereiro deste ano. O acordo também prevê que os Estados Unidos possam adquirir uma participação acionária minoritária na Serra Verde.
Empresa nega influência na gestão
Em nota divulgada em fevrereiro, quando foi feito o empréstimo, a mineradora afirmou que a operação não altera sua independência. “A Serra Verde é, e continuará sendo, uma empresa independente não controlada por nenhum governo. O governo dosEUA não terá reprsentação no conselho após esse anúncio, e a DFC não tem o direito de nomear diretores para o conselho da Serra Verde”.
A mina Pela Ema, aperada pela Serra Verde, tem ganhado destaque internacional por ser uma das poucas produtoras de terras raras pesadas fora da China. Entre os minerais extraídos estão o disprósio e o térbio, considerados estratégicos para a indústria de alta tecnologia. Esses elementos são utilizados em setrores como a indústria automotiva, equipamentos médicos, energias renováveis, robótica, defesa e aeroespacial.
Procurada, a empresa não esclareceu o alcance do acordo e do nível de acesso dos Estados Unidos à produção.”
O simples fato de escalar um ministro do governo da privataria, de triste lembrança e ao custo de vidas e do belíssimo Rio Doce, já nos diz tudo.
O problema do Caiado é o chefe dele. O Kassab é o segundo maior corrupto do Brasil, só perdendo o cetro para o Lula.