Aliados esperam debater a reorganização da base
Victoria Azevedo
O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa a semana sob a expectativa de aliados de que ele se reúna com ministros de seu governo para discutir a crise política gerada pela derrota da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Um auxiliar do petista afirma que há um indicativo de que esse encontro ocorra logo no começo da semana, mas disse que ainda não há uma confirmação de data. Segundo ele, seria uma reunião com ministros da área política do governo. Na última quarta-feira, os senadores impuseram uma derrota histórica ao presidente ao rejeitar o nome de Messias. O chefe da Advocacia-Geral da União teve 34 votos favoráveis, sete a menos do que o necessário, e 42 contrários.
DE OLHO DA REELEIÇÃO – A derrota de Messias no plenário do Senado foi orquestrada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que ficou contrariado com a indicação do chefe da Advocacia-Geral da União e passou a trabalhar contra o ministro, segundo parlamentares. O presidente do Senado se aliou à oposição nesse movimento, mirando apoio do grupo na reeleição à presidência da Casa, em 2027. Alcolumbre nega ter trabalhado contra.
Na avaliação do Palácio do Planalto, a articulação pela derrota também teve traições de aliados, identificados por governistas como integrantes do MDB, do PP e do PSD, além de suspeitas da atuação de Rodrigo Pacheco (PSB-MG), candidato favorito de Alcolumbre. A articulação política do Planalto também virou alvo de queixas, sobretudo a atuação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
VETO DERRUBADO – No dia seguinte à rejeição de Messias , o governo também foi derrotado com a derrubada do veto de Lula ao projeto que reduz penas dos condenados do 8 de janeiro. A mesma legislação deve beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos na trama golpista.
Nesse contexto, aliados de Lula defendem uma maior participação do presidente da República na articulação política de seu governo a partir de agora, diante do que classificam ser a maior crise política desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Há uma avaliação entre aliados que é preciso reorganizar a base, mirando a governabilidade até o final do ano, para garantir a aprovação de matérias consideradas prioritárias no Congresso. O realinhamento também é visto como crucial para reunir apoio político para a eleição.
REFLEXOS – Aliados dizem que o episódio não tem consequências nas urnas diretamente, mas pode afetar a correlação de forças com o Legislativo e aproximar partidos do centro à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula.
Apesar disso, ainda não há clareza sobre qual será o tom da reação do Planalto. De um lado, aliados defendem que Lula seja duro na resposta e rompa com Alcolumbre. Esse grupo defende retomar o mote de “Congresso inimigo do povo” para tentar capitalizar politicamente o acirramento com o Legislativo.
De outro, integrantes do governo pedem cautela e defendem uma reorganização da base, sem tensionar a relação com congressistas. Esse grupo avalia ser importante o presidente recompor a relação com Alcolumbre e buscar lideranças de partidos do centro para o diálogo.
Anuncia que vai se reunir na quinta (7) com Laranjão.
Desaprovação de Trump tem novo recorde e atinge 62%
A taxa de desaprovação do presidente americano Donald Trump atingiu um novo recorde, apontou uma nova pesquisa do Washington Post-ABC News/Ipsos divulgada neste domingo.
A pesquisa mostra que 62% desaprovam o desempenho de Trump — o maior índice de rejeição já registrado nesse levantamento —, enquanto 37% dos americanos aprovam.
Pesquisa realizada entre 24 e 28 de abril, com 2.560 adultos (margem de erro de 2 pontos percentuais).
Os dados indicam forte desaprovação em temas centrais: 76% rejeitam sua gestão do custo de vida, 72% a condução da inflação e 66% a guerra com o Irã, que 61% consideram um erro.
A poucos meses das eleições de meio de mandato, em novembro, o clima político para o Partido Republicano tem sido conturbado, com democratas mais motivados a votar, indicou o levantamento, e com uma parcela maior do eleitorado americano expressando desaprovação em relação à gestão da guerra com o Irã e às questões do custo de vida no país.
Já no cenário eleitoral, os democratas ampliaram a vantagem para a Câmara, com 49% das intenções de voto contra 44% dos republicanos, acima dos dois pontos de diferença registrados em fevereiro, apontou a pesquisa.
(…)
Mundo, 03/05/2026 17h09 Por O Globo e agências internacionais — Washington
Ninguém usa mais o boné do Maga? Porque será, hein?
“Tem gente no Brasil que defendia as políticas do Maga, aquele boné vermelho.
Isso mostra invasão a países, guerra, instabilidade internacional, volatilidade dos preços do petróleo.
Mas o que sumiu foi o boné do Maga, ninguém usa mais.”
(Renan Filho, ministro dos Transportes)
Fonte: Metrópoles, Frase do dia, 21/03/2026 07:00 por Guga Noblat
Se nem Rachadinha e Bananinha usam mais, será que agora Barba vai querer usar?
Barba, não: ladrãozinho para todos ficarem no diminutivo.
Para mim, ladravaz.
Impressionante as inequívocas associações que faz a maioria da população brasileira quando leem ou veem as palavras Mito e Ladrão.
“quando lê ou vê”
A mídia ‘chuta’ sem saber a exata razão da ‘convocação’ de Lula para se apresentar na ‘sala do presidente’ em Washington na quinta-feira.
Talvez nem mesmo Lula saiba.