
Filme sobre Bolsonaro teve patrocínio de Daniel Vorcaro
Pedro Carvalho
O Globo
As filmagens de Dark Horse tiveram momentos de tensão nos bastidores, porque boa parte da equipe era progressista, como é comum no meio audiovisual, enquanto os líderes do projeto eram identificados com o bolsonarismo e o trumpismo — como o roteirista Mário Frias e o diretor Cyrus Nowrasteh. Além disso, o dia a dia da produção deixava claro que o longa contou com altos investimentos, conforme participantes relataram ao O Globo.
Dark Horse, ou “azarão”, conta a história da facada em Jair Bolsonaro e de sua ascensão à Presidência. A produção teve patrocínio do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso sob acusações de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, táticas de intimidação, coerção e outros crimes. O Globo questionou a produtora Go Up, responsável pelo projeto, sobre os bastidores das filmagens, mas não teve resposta — o espaço segue disponível.
QUESTÕES IDEOLÓGICAS – Desde o início, os chefes deixaram claro que as equipes deveriam tomar cuidados ligados a questões ideológicas — como não usar roupas de cor vermelha ou símbolos de grupos como o MST. Mas, com o correr das filmagens, as equipes também passaram a questionar bonés e vestimentas das lideranças, que exibiam símbolos como a bandeira americana adornada por fuzis. “A gente concordava em não usar vermelho, mas pedimos que eles também não usassem aquilo”, conta uma pessoa que participou da produção.
De acordo com os relatos, integrantes da equipe resistiram a participar do projeto por conta da natureza ideológica do filme, e alguns só aceitaram porque teriam recebido cachês mais elevados que a média do mercado. Uma participante chegou a perder um outro trabalho, após os responsáveis saberem que ela participava de Dark Horse. “Ela chorou no set”, diz um profissional.
“DIA DO ROLO 100” – O ponto alto das tensões teria acontecido no chamado “dia do rolo 100”. É uma tradição no cinema que, quando as gravações chegam ao centésimo rolo de filme, exista uma celebração no set. Atualmente, com a digitalização do setor, a festa acontece quando se atinge o “cartão de memória 100” — embora, por conta da tradição, os profissionais ainda chamem de “rolo 100”.
Conforme a data se aproximava, boa parte da equipe não estava animada para os festejos, por conta das divergências políticas, mas as lideranças compraram champanhes e planejaram a celebração. Ocorre que o “rolo 100” aconteceu em 22 de novembro de 2025, data da prisão de Jair Bolsonaro. Resultado: a equipe abriu champanhes e celebrou, até meio ostensivamente, com a “desculpa” de que se tratava da festa do “rolo 100” — enquanto Frias e outros bolsonaristas lamentavam nos bastidores.
FARTO FINANCIAMENTO – Os relatos também indicam que a produção, de fato, teve farto financiamento — como sugerem os documentos e mensagens que ligam Vorcaro ao projeto. As filmagens duraram cerca de dez semanas, acima até do tempo gasto em séries com diversos episódios, segundo profissionais do setor ouvidos pelo O Globo. “Tudo era filmado com calma, a gente filmava três páginas de roteiro por dia, quando o normal no cinema é cinco ou seis”, diz um integrante da equipe.
Em boa parte desse período, o set tinha centenas de figurantes — entre 250 e 300, conforme os relatos. Havia sempre ao menos três equipes de câmeras, que chegavam a cinco em certos dias — mesmo em filmes de bom orçamento, o normal são dois times. Elas usavam equipamentos sofisticados, como gruas da marca Scorpio com braço robótico.
LUXO INCOMUM – Os atores norte-americanos, como o protagonista Jim Caviezel e Esai Morales, contavam com trailers de apoio, uma exigência do sindicato do país. Nos momentos em que se maquiavam ou se preparavam para as cenas, a produção contava com stand-ins — profissionais com as mesmas características físicas dos atores, usados para se ensaiar a preparação de luz e o posicionamento das câmeras, também um luxo incomum nas produções filmadas no Brasil.
A colunista Malu Gaspar, do O Globo, apurou que ao menos R$ 62 milhões de Vorcaro teriam sido repassados à produção. O valor supera os orçamento de produções brasileiras que disputaram o Oscar, como ‘Ainda Estou Aqui’ (R$ 45 milhões) e ‘O Agente Secreto’ (R$ 28 milhões). “Em Dark Horse, era dinheiro para todo lado”, diz um integrante da equipe.
A direita diante de seu veneno
Clã Bolsonaro intoxica o campo conservador com escândalos, degradação moral e desprezo pela democracia
O escândalo do pedido de dinheiro feito por Flávio a Vorcaro presta dois serviços essenciais ao País:
– Primeiro expõe a baixa estatura moral e política do primogênito d o ex-mito para ser o principal candidato da direita à sucessão de Lula;
– Segundo, serve de advertência definitiva para o campo conservador e insta-o a se afastar da usina de escândalos que é, essencialmente, o bolsonarismo. Já passou da hora de romper a subordinação aos métodos do clã Bolsonaro.
Há anos, parte da direita trata o bolsonarismo como atalho eleitoral inevitável. Alega-se que o ex-mito conserva votos, mobiliza militância e encarna a rejeição ao lulopetismo.
Isso pode explicar a conveniência de curto prazo de políticos que orbitam o ex-mito, mas não justifica a abdicação moral, programática e institucional de um campo político inteiro.
Quem se prende ao ex-mito e seus filhos não recebe apenas votos. Recebe também vícios, métodos e passivos.
Recebe também a confusão entre público e privado, o culto familiar, a hostilidade às instituições, o desprezo pela liturgia democrática e a incapacidade de distinguir causa pública de negócio particular.
O bolsonarismo é tóxico por natureza. Sua toxicidade é o seu próprio modo de existir.
É, portanto, a entrega do campo conservador a uma família incapaz de atravessar uma semana sem produzir um novo escândalo.
Convém à direita decidir se pretende ser força política adulta ou torcida organizada do ressentimento.
Se deseja governar o País, terá de oferecer (…) compromisso com a Constituição, respeito às instituições, responsabilidade fiscal, defesa da economia de mercado e padrões mínimos de decência. Nada disso floresce à sombra do ex-mito e de seu sucessor imediato, Rachadinha.
Enquanto o campo conservador permanecer preso a personagens marcados por golpismo, escândalos e negócios mal explicados, o petismo explorará o medo de alternativa ainda pior. O ex-mito é, nesse sentido, um seguro de vida para Lula.
A ruína política de Bolsonaro poderia ter sido o ponto de partida para a reconstrução da direita, abrindo espaço para lideranças comprometidas com reformas e moderação. Em vez disso, muitos preferiram ajoelhar-se diante do espólio bolsonarista, como se o patrimônio eleitoral do ex-mito fosse transmissível por sangue.
O resultado é Flávio Rachadinha – que não tem estatura nem para ser poste do pai golpista, que dirá presidente da República.
Não há futuro respeitável enquanto a direita tratar a família Bolsonaro como destino.
O conservadorismo democrático não precisa de herdeiros ungidos por sobrenome. Precisa de partidos sérios, lideranças preparadas, programa consistente e coragem para romper com aquilo que o degrada.
A ruptura não será indolor, mas pior é seguir arrastando o peso morto de um movimento que sequestrou a direita e a associou ao que há de mais rebaixado na vida pública. Deve-se perguntar quantos escândalos mais serão necessários para reconhecer essa verdade.
Eis a chance de a direita assumir seu lugar numa democracia madura, como força reformista, responsável e comprometida com a ordem constitucional, ou continuar servindo de biombo para uma família que transformou o antipetismo em negócio político.
Se quiser voltar a merecer a confiança dos brasileiros, precisa romper com o bolsonarismo. Fora disso é tornar-se cúmplice de um desastre.
O Estado de S. Paulo, Opinião, 16/05/2026 | 03h00 Por Editorial
Fundo de aliado de Dudu Bananinha que administrou dinheiro de filme comprou casa no estado em que deputado vive
PF suspeita que recursos de Daniel Vorcaro para o longa sustentaram estadia de filho do ex-mito no Texas (EUA)
Fonte: Folha de S. Paulo, Política, 16.mai.2026 às 6h00 Por Mônica Bergamo / Isabella Menon
A compra da casa no estado do Texas (EUA) está ligada ao advogado e aliado de Bananinha, Paulo Calixto.
O imóvel, localizado em Arlington e avaliado em R$ 3,6 milhões, foi adquirido por meio de um fundo privado denominado Mercury Legacy Trust.
A PF investiga se os recursos utilizados na transação — supostamente geridos pelo advogado e ligados a verbas de Vorcaro destinadas ao filme Dark Horse — foram desviados, e se o local serve de base para Bananinha.
Assim como o Flávio Bolsonaro tem que prestar esclarecimentos sobre conversas com Vorcaro, também, e mais rápido possível por atingir de morte e desmoralização a mais Alta Corte do Brasil e do Judiciário Brasileiro, também, devem prestar esclarecimentos e se afastarem da Corte por Suspeição de seus Atos, os Ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli por suas Relações Financeiras, Contratuais, Passeios, Festas e Viagens com Vorcaro, Reuniões e Encontros dentro e fora do Judiciário, Enriquecimento dos Ministros e com os Escritórios Advocatícios das Esposas dos Ministros, Compra de Resort , Recebimento de 129 milhões de reais e a participação de todos os Poderes em Festas regadas a Uisque Milionários demonstrando a Intimidade do Poder e dos Poderosos com Vorcaro, o Ex Ministro do STF e Justiça Lewandovski pelo recebimento de altas quantias do Banco Master e Vorcaro bem como o Ex Ministro Mantega por ser Consultor e recebido muitas quantias, tudo citado nas Investigações da PF. E quanto ao Lula receber e participar fora da Agenda Presidencial em Reuniões com Vorcaro demonstrando aproximação e interesse em impedir a Liquidação do Banco como bem o Vorcaro cita em telefonemas com perguntas fortes a Ministros do STF, também. Para finalizar, que as Mídias que receberam Milhões de Vorcaro, inclusive Jornalistas e Apresentadores de TV que justifiquem os Encontros e os Milhões recebidos. Como vemos e as Investigações provam e comprovam das Ligações e Intimidades dos Chefões dos Poderes do Brasil e Mídias com Vorcaro e o Banco Master e podemos confirmar que nesse Prostíbulo que se tornou a República Federativa do Brasil, não temos virgens e nem gente casta, temos a intimidade confessa e criminosa dos Poderes, e, todos, não somente Flávio Bolsonaro, também o STF, Poder Executivo e Poder Legislativo Prestarem Contas de seus Atos que as Mídias e Investigações comprovam e informam todos os dias e que somente uma CPMI URGENTE e Investigações do MPF, PF, RECEITA FEDERAL, UNIDOS EM AUDITORIA CORRETA E SEM INTERFERÊNCIAS DE QUAISQUER MEMBROS DO STF QUE NESTE MOMENTO SÃO SUSPEITO PARA QUAISQUER DECISÕES JUIDICIAIS. Para finalizar, se houver no TSE algum Ministro que esteja sendo Investigado que seja afastado da Corte porque provoca SUSPEIÇÃO em quaisquer Atos das Eleições de 2026. Finalizando, o Brasil tem que Restaurar o Estado Democrático de Direito, os Direitos Humanos, as Liberdades de Ir, Vir, Pensar e Falar do Cidadão Brasileiro, o Respeito e Cumprimento Fiel e Pleno da Constituição por parte de todos os Poderes, inclusive o Judiciário e voltarmos a termos ELEIÇÕES LIVRES, LIMPAS, CONSTITUCIONAIS COM MORAL E ÉTICA E SOB O COMANDO DE HOMENS PÚBLICOS DE ILIBADA REPUTAÇÃO E SABER JURÍDICO. NÃO HÁ VIRGENS EM PROSTÍBULOS SENHORES CHEFES DOS PODERES DO BRASIL !
Trackings mostram efeito desastroso para Flávio de sua ligação com Vorcaro
Barba já aparece 7 pontos à frente de Rachadinha
O governo Lula teve acesso a trackings, encomendados por um grande banco, em que foi medido o impacto da revelação da estreita ligação entre Flávio e Vorcaro.
O resultado é um desastre para Flávio.
No dia seguinte à reportagem do Intercept, ou seja, na quinta-feira (14), Flávio havia caído dois pontos percentuais e Lula subido um — até então, eles estavam empatados.
Na medição de sexta-feira (15), porém, o estrago para o bolsonarista já se mostrou mais robusto. Lula aparecia com sete pontos percentuais à frente.
Trackings são pesquisas de opinião de consumo interno encomendadas por candidatos ou empresas.
Em períodos eleitorais são feitos diariamente com a intenção de captar as tendências do eleitorado de uma forma mais imediata.
Fonte: O Globo, Política, 16/05/2026 10h21 Por Lauro Jardim
Não há Panorama para DataPetralha, todos estão envolvidos com tudo. Se as Eleições de 2022 foram Inauditáveis essas são mais Imorais ainda. Quando o Voto do Cidadão vai valer ???