
Lula reage na busca por reeleição
Caio Spechoto
Folha
O presidente Lula (PT) reagiu em sua pré-campanha à reeleição depois de passar meses com um discurso ameno diante de adversários e desofrer uma derrota histórica com a rejeição, pelo Senado, da nomeação de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).
Nas últimas duas semanas, o petista teve uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o elogiou, lançou uma nova subvenção para conter os preços dos combustíveis e revogou o imposto sobre importação de pequenas compras pela internet, que era conhecido como “taxa das blusinhas”.
GOVERNO ESTÁVEL – Segundo o Datafolha, o petista mantém avaliação de governo estável e seguia empatado com o senador na simulação de segundo turno das eleições presidenciais. O levantamento foi realizado na terça (12) e na quarta-feira (13), e a maioria das entrevistas foi feita antes da divulgação, pelo site Intercept Brasil, dos diálogos entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
As medidas de Lula, assim como a visita aos EUA, foram tomadas após Flávio, que anunciou a pré-candidatura no fim do ano passado, alcançá-lo nas pesquisas de intenção de voto nos primeiros meses do ano. Desde então, o petista fez uma série de críticas à sua equipe de comunicação, sob o argumento de que suas políticas não estavam chegando à população na ponta. Por trás das medidas econômicas, está a justificativa, que ele tem dito a aliados, de que elas ainda são capazes de decidir uma eleição e precisam ser bem comunicadas.
TAXA DAS BLUSINHAS – Por isso, em busca de um fôlego, na última terça-feira (12), Lula revogou a “taxa das blusinhas”. Criada em seu governo, ela era impopular e causava desgaste junto aos setores do eleitorado que fazem compras no exterior por meio de sites e aplicativos. A medida foi uma vitória da área política do governo. Integrantes da área econômica, inclusive o vice-presidente e ex-ministro da Indústria e Comércio Geraldo Alckmin (PSB), eram contra a revogação.
Já na quarta (14), Lula divulgou uma nova medida para conter a alta dos combustíveis. O Executivo fará uma subvenção de até R$ 0,89 por litro de gasolina para evitar o reajuste. Os preços estão pressionados por causa da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que tem aumentado a cotação do petróleo no mercado internacional. O impacto nas contas públicas poderá chegar a R$ 2,4 bilhões.
ENCONTRO COM TRUMP – Dias antes, em 7 de maio, Lula encontrou Donald Trump na Casa Branca em uma viagem que foi considerada um sucesso pelo entorno do petista. Aliados avaliam que a recepção pelo americano, líder da direita mundial, isolou Flávio Bolsonaro, uma vez que o grupo político busca se associar a Trump.
Lula voltou dos Estados Unidos demonstrando satisfação com os resultados da viagem. Aliados do petista ouvidos pela Folha sob condição de reserva avaliam que o humor do presidente melhorou depois da visita à Casa Branca. Em paralelo, Lula viu o escândalo do Banco Master atingir o centro do grupo político de seus adversários e enfraquecer a oposição.
Primeiro, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro (PL), foi alvo de busca e apreensão da PF (Polícia Federal), no último dia 7. Depois, na última quarta-feira, foi divulgado um áudio no qual Flávio pedia dinheiro para Daniel Vorcaro, antigo dono do Master. A ação policial contra o senador do PP reforçou o discurso dos petistas sobre o envolvimento de rivais com o caso.
ATRITOS – Lula tem tido atritos com o Senado desde o fim do ano passado, depois de indicar Messias para uma vaga no Supremo contra a vontade do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Distante de Alcolumbre, o petista teve o indicado rejeitado, e o veto à redução de penas dos condenados pela trama golpista, derrubado. A ideia era trabalhar na campanha a derrota como uma vitória da bancada que teria interesses em esvaziar as investigações sobre o Master.
Na última quarta (13), o site The Intercept Brasil revelou um áudio em Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Vorcaro para produzir o filme “Dark Horse” (“azarão”), sobre Jair Bolsonaro. Também veio à tona uma mensagem em que o bolsonarista demonstra proximidade com Vorcaro. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente”, escreveu o político.
JUSTIFICATIVA – Flávio diz que não cometeu irregularidade alguma e houve apenas a busca por um patrocínio privado para o filme que homenageia seu pai. Foi bem recebido por lulistas o resultado da pesquisa Quaest divulgada na quarta. O levantamento mostra que a diferença entre os percentuais do eleitorado que avaliam o governo negativa e positivamente saiu de 11 para 5 pontos.
Parte dos aliados do presidente avalia que essa melhora se deve ao aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda, em vigor desde janeiro. A hipótese desse grupo é que despesas típicas de início de ano haviam impedido os beneficiados de perceberem o impacto da isenção.
Já no Datafolha, o cenário é de estabilidade do índice de avaliação, com 39% dos entrevistados afirmando que o presidente está fazendo um trabalho ruim ou péssimo, enquanto 30% consideram a gestão boa ou ótima, e 29% a classificam como regular.
Lula reage na busca por reeleição
Uma tragédia para o Páis…
Essa Maldita da Reeleição é uma praga que devastou o Brasil e os Estados..
Tudo por causa do ego e poder da Rainha da Corrupção, que “gastou” trilhões do meu dinheiro para “comprar” sua reeleiçao , rasgando a CF…
Hoje não temos a alternância do poder.
E tudo na mão de bandidos corruptos e corruptores…
Desanimador….
Alô , Cabral, Cadê as Caravelas….??
O resto são conversas de botequim, fofocas, intrigas de gente absolutamente irresponsável e sem qualquer compromisso com o país.
A disputa é para ver quem vai levar a vida de oligarcas, com comportamentos muito próximos de déspotas nababescos.
Porém , nada esclarecidos.
A eleição, pelo que tem sido, é pra escolher quais os piores cidadãos que nos desgovernarão.
A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar a cabana, e vinha,
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.
Em cada porta um freqüentado olheiro,
Que a vida do vizinho, e da vizinha
Pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
Para a levar à Praça, e ao Terreiro.
Muitos Mulatos desavergonhados,
Trazidos pelos pés os homens nobres,
Posta nas palmas toda a picardia.
Estupendas usuras nos mercados,
Todos, os que não furtam, muito pobres,
E eis aqui a cidade da Bahia.
________
Gregório de Matos, conhecido como “Boca do Inferno”, nasceu em Salvador (BA) em 23 de dezembro de 1636. Ele faleceu no Recife (PE) em 26 de novembro de 1696
Ao que parece, a jacuzada que disputa a Presidência consensua que devamos permanecer no Quinto dos Infernos, digo, no Quinto Mundo, pois até agora está calada em relação a como enfrentará nossos problemas estruturais, herdados ainda de República Velha .
Corrupção
Brasil aparece na metade inferior do Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional.
Geralmente entre as posições 90–110 de ~180 países.
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Patrimonialismo
Confusão histórica entre público e privado na estrutura do Estado brasileiro.
Não há ranking global; é uma categoria clássica da ciência política comparada.
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Clientelismo
Troca de favores, cargos e recursos por apoio político.
Também sem ranking internacional direto, mais comum em países de baixa institucionalização.
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Paternalismo
Relações políticas baseadas na tutela de elites ou do Estado sobre grupos sociais.
Fenômeno estrutural qualitativo, sem índice global.
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Educação
No PISA da OCDE, Brasil fica entre 60–70 de ~80 países.
Desempenho abaixo da média global com forte desigualdade interna.
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Infraestrutura
No World Economic Forum, o Brasil aparece entre 70–100 no mundo em qualidade de infraestrutura.
Deficiências em logística, saneamento e transporte.
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Estado democrático
No Democracy Index da Economist Intelligence Unit, o Brasil é classificado como democracia “imperfeita”.
Posição global aproximada 40–60, com instabilidades institucionais.
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Tecnologia / inovação
No Global Innovation Index da World Intellectual Property Organization, Brasil fica entre 50–70 no ranking mundial.
Boa produção científica, mas baixa inovação aplicada.
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Criminalidade
Segundo a United Nations Office on Drugs and Crime, o Brasil está entre os 20 países com maiores taxas de homicídio do mundo.
Violência concentrada em áreas urbanas e periféricas.
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Desigualdade de renda
No índice de Gini do World Bank, o Brasil figura entre os 10–20 países mais desiguais do mundo.
Concentração de renda estruturalmente elevada.
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Desenvolvimento humano
No IDH do United Nations Development Programme, Brasil ocupa posição aproximada 70–90 global.
Classificado como “alto desenvolvimento humano”, mas abaixo de países desenvolvidos.
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Ineficiência estatal
Indicador de efetividade governamental do World Bank coloca o Brasil em posição intermediária global.
Percentil aproximado 50–60, com baixa capacidade de entrega de políticas públicas.
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Desigualdade de gênero
No Gender Inequality Index do United Nations Development Programme, Brasil fica entre 80–100 no mundo.
Diferenças em renda, representação política e violência.
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Desigualdade racial
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram forte disparidade entre brancos, pardos e pretos.
Sem ranking global, mas entre os maiores contrastes raciais das Américas.
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Desigualdade regional
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil tem uma das maiores desigualdades regionais internas do mundo.
A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar a cabana, e vinha,
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.
Em cada porta um freqüentado olheiro,
Que a vida do vizinho, e da vizinha
Pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
Para a levar à Praça, e ao Terreiro.
Muitos Mulatos desavergonhados,
Trazidos pelos pés os homens nobres,
Posta nas palmas toda a picardia.
Estupendas usuras nos mercados,
Todos, os que não furtam, muito pobres,
E eis aqui a cidade da Bahia.
Gregório de Matos
23 de dezembro de 1636/26 de novembro de 1696
Nada mudou, e, pelo andar da carruagem, nada mudará.
Estão mergulhados em suas futricas, uns querendo provar que os outros são os “mais piores”.
Esqueci da praga do populismo.
Este populismo do Lula é uma indecência.
Não move uma palha pra tirar o país do subdesenvolvimento, antes detona com o avanço das forças produtivas, como a IA, que quer é ostar e censurar, homem das cavernas que é.
Deste forma é um papai noel que distribui presente com o dinheiro extorquido do povo, inclusive dos
mais pobres, para quem o imposto é regressivo.
Socializa a miséria.
Dá-me asco!