Empresa de ex-marqueteiro de Flávio recebeu quase R$ 100 milhões em contratos federais

Serviços foram assinados no governo Bolsonaro

Vinícius Cassela
G1

A empresa de publicidade Cálix Propaganda, que pertence ao ex-marketeiro da campanha de Flávio Bolsonaro, Marcello Lopes, já garantiu receber R$ 99.280.384,44 em faturas empenhadas pelo governo federal entre abril de 2022 e maio de 2026.

Marcello Lopes é ex-policial e amigo pessoal de Flávio Bolsonaro. Na última quarta-feira (20), o publicitário, conhecido como Marcellão, afirmou que deixaria a campanha do senador à Presidência. Os dados constam do Portal de Compras do Governo Federal.

LICITAÇÕES – A empresa, que foi criada em 2003, obteve seus primeiros contratos com a administração pública federal durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por meio de duas licitações públicas, e os pagamentos continuaram sendo executados de forma regular na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O primeiro e mais expressivo contrato da empresa foi assinado em dezembro de 2021 com o então Ministério do Desenvolvimento Regional, na gestão de Rogério Marinho (PL-RN), no valor total de até R$ 55 milhões anuais. Sob a atual administração do PT, a pasta passou a se chamar Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Titular da pasta no governo Bolsonaro, Marinho é líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

O valor firmado entre a agência e o governo federal é apenas um parâmetro de quanto a prestadora de serviço pode faturar sobre o contrato, uma vez que o faturamento dos serviços de publicidade varia e o sistema orçamentário do governo precisa de um valor para provisionar a cada ano.

SERVIÇOS DE PUBLICIDADE –  O vínculo contratual foi mantido e passou por três termos aditivos de renovação ao longo do governo Lula, estendendo a vigência das prestações de serviço de publicidade da agência na Esplanada até abril de 2026. O segundo contrato, que pode vir a custar até R$ 14,97 milhões por ano, foi firmado por meio de uma licitação em maio de 2022, em que a Cálix foi a única participante, na então pasta da Infraestrutura.

O ministério era comandado, na época, por Tarcísio de Freitas (Republicanos), hoje governador de São Paulo e que chegou a ser cotado para disputar a corrida presidencial neste ano como representante do grupo aliado do ex-presidente Bolsonaro.

RENOVAÇÃO – Devido aos trâmites burocráticos do ano eleitoral, a assinatura formal da parceria acabou ocorrendo em abril de 2023. A vigência inicial dele foi definida em abril de 2025 e, no ano passado, o contrato foi renovado por mais um ano. Em abril de 2026 passou por uma nova renovação. Com isso, o prazo de vigência vai até 2027.

Juntos, os dois contratos geraram faturas empenhadas no valor de R$ 91,8 milhões, no período. Mas, como nem tudo foi pago pelo governo ao longo dos últimos anos, junto ao montante o governo deve arcar com acréscimo de R$ 7,5 milhões em juros e multa.

O QUE FOI PAGO –  De acordo com o portal do governo, a Cálix recebeu R$ 39,7 milhões desde que os contratos foram assinados. A maior parte, R$ 22,6 milhões, foram pagos durante os anos em que as notas fiscais foram faturadas, e outros R$ 17 milhões foram pagos nos anos fiscais seguintes ao faturamento, incorporando o chamado “restos a pagar”.

Além disso, o governo federal ainda tem a pagar R$ 32,9 milhões em notas faturadas para serem quitadas este ano. Restam ainda outros R$ 26,7 milhões em faturas de anos anteriores, que foram incorporadas em restos a pagar.

Em função do atraso no pagamento, é comum que a essas faturas se somem juros e multa. Com isso, quatro notas de empenho que foram empurradas para restos a pagar já somam R$ 3,9 milhões a pagar a mais em relação ao que foi empenhado anteriormente.

MUDANÇAS NA CAMPANHAAmigo pessoal de Flávio Bolsonaro (PL), o publicitário e ex-policial civil Marcello Lopes decidiu deixar a coordenação de comunicação da pré-campanha do senador à Presidência da República. A decisão foi tomada após conversas entre os dois ao longo a última quarta-feira (20). O publicitário Eduardo Fischer assumirá o comando da comunicação da campanha.

Lopes afirmou que a saída partiu dele próprio e disse que pretende focar na própria empresa. Embora a entrada oficial na campanha estivesse prevista apenas para 1º de junho, o publicitário já vinha atuando nos bastidores da pré-candidatura nas últimas semanas.

5 thoughts on “Empresa de ex-marqueteiro de Flávio recebeu quase R$ 100 milhões em contratos federais

  1. “O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a cobrança do IPTU e do IPVA em todo o território nacional. A medida, que altera dois dispositivos da Constituição Federal, prevê que estados e municípios não poderão mais instituir os dois impostos sobre a propriedade.

    De acordo com a justificativa da proposta, o objetivo é corrigir o que o parlamentar classifica como uma distorção no sistema tributário. O argumento central sustenta que o cidadão já paga imposto sobre a renda utilizada para comprar um imóvel ou um veículo e, portanto, não deveria continuar sendo tributado anualmente pela simples manutenção da propriedade desses bens.

    A PEC revoga o inciso III do artigo 155 da Constituição, que trata da competência dos estados para cobrar IPVA, e o inciso I do artigo 156, que concede aos municípios o poder de instituir o IPTU. Pelo texto, o cidadão pagaria apenas os tributos indiretos incidentes no ato da compra, como ICMS, IPI e ITBI, mas ficaria livre da tributação recorrente anual.

    Para amenizar o impacto da medida nas contas públicas, a PEC prevê um mecanismo de compensação transitória. A União ficaria responsável por recompor eventuais perdas de arrecadação de estados, Distrito Federal e municípios por um prazo de até cinco anos.

    A iniciativa gerou forte reação nas redes sociais. Defensores da proposta celebram o que consideram um alívio na carga tributária e uma valorização do direito à propriedade privada. Críticos, por outro lado, alertam que o fim do IPTU e do IPVA representaria um rombo significativo nos cofres de prefeituras e governos estaduais, prejudicando serviços essenciais como saúde, educação e infraestrutura. O texto agora aguarda tramitação na Câmara dos Deputados.”

  2. Leonel Radde:

    O NOVO FILHO DO BOLSONARO.
    Conhecem “Amâncio Marcelo”? É o codinome falso que Jair Renan usava para aplicar golpes financeiros no BRB. Pra fechar o combo da honestidade de fachada, Flávio Bolsonaro usou dinheiro público para visitar o investigado Daniel Vorcaro. É o crime e a mamata em família.

  3. E aí, leitor… você está em qual fila? 😂
    👉 Na turma das “rachadinhas”, joias sauditas, imóveis em dinheiro vivo e Queiroz?
    OU
    👉 Na turma do Mensalão, Petrolão, Lava Jato, estatais loteadas e “companheiros investigados”?
    De um lado, gritam “mito”.
    Do outro, gritam “pai dos pobres”.
    Enquanto isso, o brasileiro comum continua pagando imposto, gasolina cara e boleto vencendo todo mês. 😅
    No fim das contas, parece aquele velho ditado:
    “Se correr o bicho pega… se ficar o bicho come.”
    Agora escolha seu personagem:
    🎩 Clã Bolsonaro
    ou
    🧢 República Sindical do PT?
    Vote e depois não reclame do chefe final. 😂

  4. Só existe dois tipos de brasileiros.
    Os que votam no mais ladrão ou no menos ladrão e os que só pagam impostos.
    Tem gente que vota no mais ladrão que tirou o imposto das blusinhas e tem o que vota no que gosta de rachadinhas.

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