
Delegado apontou ‘suspeitas de confusão patrimonial’
Hyndara Freitas
O Globo
A Polícia Civil apontou que há “consistentes suspeitas de confusão patrimonial” e de que os recursos públicos repassados pela Prefeitura de São Paulo à ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), contratada para instalar 5 mil pontos de Wi-Fi em vias públicas da cidade, tenham sido desviados para custear a produção do filme “Dark Horse”.
O longa é produzido pela Go Up Entertainment, empresa de Karina Ferreira da Gama, que também é dona do instituto contratado pela gestão Ricardo Nunes (MDB) para implementar o programa de internet gratuita. Nesta segunda-feira (1º), foi deflagrada a Operação Wi-Fi, que cumpre mandados de busca e apreensão em endereços residenciais de Karina, nas sedes do instituto e da produtora, e também na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia.
RELATÓRIOS DO COAF – Na semana passada, a Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça que seja encaminhado um ofício ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), para que o órgão forneça relatórios de inteligência financeira detalhados sobre as movimentações financeiras de Karina e de suas empresas. Ainda não houve decisão judicial sobre este ponto. A operação desta segunda foi autorizada pela Vara de Garantias da 1ª Região Administrativa Judiciária (RAJ) da capital.
No documento em que pede a quebra de sigilo bancário da empresária à Justiça, ao qual O Globo teve acesso, o delegado Antonio Carlos Munuera Silveira, titular da 2ª Delegacia da Divisão de Crimes contra a Administração, argumenta que há “suspeitas de confusão patrimonial” e de uso de recursos público do programa “WiFi Live SP” tenham sido desviados para a produção do filme por meio da utilização “das contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo”.
Isso porque o ICB foi contratado para instalar os pontos de internet gratuita nas ruas, mas como não é uma empresa de tecnologia, subcontratou serviços com diversas empresas. Ao todo, as subcontratações somam R$ 98 milhões. Dentro deste valor, está incluído um pagamento de R$ 36 milhões à empresa Make One, R$ 30 milhões à UltraIP e cerca de R$ 12 milhões às empresas Complexys e Fast Future, que seriam pertencentes a um mesmo casal “associado à investigada Karina Ferreira da Gama”.
CIFRAS VULTUOSAS – O valor gasto com a produção de Dark Horse chamou a atenção pelas cifras vultosas, já que custou mais do que produções nacionais recentes indicadas ao Oscar, como “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto”. Outro problema, aponta o delegado no documento, é que a entidade não tinha “qualquer capacidade técnica para telecomunicações”, e que cobrou pelo serviço um valor muito superior ao praticado pela própria empresa pública municipal de tecnologia, a Prodam — que cobra R$ 230 por implantação por ponto e R$ 306 para manutenção mensal, enquanto o ICB cobrou R$ 1.800 por ponto.
A Polícia Civil ainda destacou como suspeita o repasse antecipado da prefeitura de R$ 26 milhões por serviços que não teriam sido prestados, “o que pode evidenciar o desvio de finalidade na aplicação do dinheiro público municipal”. Por isso, argumentou o delegado, “o rastreamento do fluxo financeiro é o único meio capaz de descortinar a destinação final das verbas recebidas pelo Instituto Conhecer Brasil e repassadas de forma suspeita a empresas subcontratadas e às contas pessoais da investigada Karina Ferreira da Gama e de suas firmas individuais, como a Go Up Entertainment”.
Segundo os documentos do processo judicial ao qual O Globo teve acesso, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia foi notificada em 31 de março para apresentar documentos referentes ao contrato firmado com a ONG de Karina, como os relatórios de fiscalização, comprovantes de pagamentos efetuados, relatórios, notas fiscais, e outras informações. O prazo dado foi de 30 dias, mas a gestão municipal nunca respondeu. Esse ponto também foi usado como argumento pelo delegado para pedir a quebra de sigilo bancário de Karina e suas empresas.
COLABORAÇÃO – Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que “colabora com investigações em andamento e segue à disposição das autoridades, tendo já prestado informações”, e que “todo o material requisitado na manhã desta segunda-feira já havia sido disponibilizado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público, por meio da prestação de contas do município”. A gestão Nunes ainda destacou que o programa WiFi Live “funciona normalmente na cidade e pode ser acompanhado em tempo real” na internet, e que “dos 3,2 mil pontos contratados pela prefeitura, apenas 52 estavam off-line e passavam por manutenção” na manhã desta segunda-feira.
“Não houve pagamento por parte da administração para 5 mil pontos. O aditivo em questão é exclusivamente para manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades periféricas da cidade. A prefeitura reforça que toda a prestação de contas, com documentos, notas fiscais, contratos e outras informações, está no sistema SEI, que é público. O processo passou também por acompanhamento do Tribunal de Contas do Município (TCM). A Prefeitura repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos, uma vez que o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade. Vale lembrar que o chamamento público, aberto por 30 dias para qualquer entidade interessada, ocorreu em 2024, quando não havia sequer produção do filme mencionado, e o processo cumpriu todas as exigências legais. Para 2026, o custo estimado na parceria com o instituto corresponde a R$ 1.280,80 por ponto/mês, significativamente menor do que as propostas recebidas em 2022, de R$ 2.026,26 por ponto/mês e R$ 5.092,14 por ponto/mês”, acrescentou a gestão.
Vejam meus amigos!
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A ladainha petista segue, mas até agora, nenhum dos vagabundos assinou a CPMI do Master.
Intenções de Voto no 2º turno
Caiado sobe e empata com Lula. E Fábio desce e perde para o petista
Caiado com 43% e Lula 43%;
Lula com 45% e Flávio 40%;
Lula com 43% e Zema 40%.
Pesquisa Realtime Big Data, divulgada hoje, 1º de junho
Sr Editor, esta matéria já foi publicada hoje. O inimigo do Brasil não é o Dark Horse é o consórcio de traficantes PT/STF/PCC.
O maior escândalo dos últimos 20 anos. Flávio Vorcaro Horse. Tomação de grana do banqueiro mafioso, fraudador e Chefe de Milícia Digital e de Milícia do Crime, chamado de ” Turma” , segundo os áudios divulgados na mídia.
O filme Dark Horse é um mero detalhe, que esconde uma clara lavagem de dinheiro para um Fundo no Texas.
Os bolsonaristas ainda crêem, que corrupção só ocorre na casa do vizinho.
Não adianta, pode ter até Baton na cueca, que eles vão desmentir e botar a culpa no adversário na maior cara de pau.
Nesse caso do escândalo da Prefeitura de São Paulo com a Karina dona da empresa Go UP está sendo investigado pela Polícia do Tarcísio, parceiro do prefeito da capital paulista, o notório Ricardo Nunes. Se apertar esse prefeito vai sair coisa do baú.
Tarcísio de Freitas vai ter que abandonar Ricardo Nunes assim como a Celina Leão abandonou Ibanéis Rocha, se quiser ser reeleito governador.