
Pedido dificilmente avançará neste ano
Isabella Menon
Folha
Em Washington, deputados aliados de Lula solicitaram que parlamentares democratas investiguem uma suposta rede financeira, ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que teria operado em território americano em benefício de integrantes da família Bolsonaro, como o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
No documento assinado por Pedro Uczai (PT-SC), Pedro Campos (PSB-PE), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e André Janones (Rede-MG), o alvo central do pedido é uma suposta conexão entre recursos ligados a Vorcaro, estruturas financeiras relacionadas à Reag Investimentos e atividades atribuídas a Eduardo nos Estados Unidos.
ELEIÇÕES – Com maioria republicana nas duas casas do Congresso, um pedido de abertura de investigação desse tipo dificilmente avançaria neste ano. No fim de 2026, porém, os EUA passam por eleições legislativas que podem mudar o cenário. Além disso, as investigações conduzidas pelo Legislativo costumam se concentrar principalmente em ações do Poder Executivo, e não em casos de corrupção envolvendo empresas privadas.
Nesses casos, os parlamentares poderiam, por exemplo, solicitar que o Departamento de Justiça conduzisse uma apuração. Há, porém, mais um obstáculo: esse tipo de pedido tende a ter maior peso político quando parte de congressistas alinhados ao partido do presidente dos Estados Unidos.
À Folha, o deputado democrata Jim McGovern (Massachusetts), que esteve com os parlamentares brasileiros na manhã da última quinta-feira (4), afirmou que foi uma boa reunião, disse ser “muito solidário a muitas das preocupações que eles levantaram” e que pretende continuar mantendo o diálogo com o grupo.
APURAÇÃO – Sobre o pedido de investigação, ele disse não ter poder para abrir uma apuração, mas afirmou que “claramente são problemas de grande preocupação para mim”. Também afirmou que, durante a conversa, os parlamentares concordaram que a “corrupção, seja no Brasil ou nos EUA, precisa ser denunciada”. Sobre eleições, disse que são os brasileiros que devem decidir sobre o próprio futuro e que “isso não cabe aos EUA”.
Os parlamentares afirmam que o pedido se baseia em informações públicas, reportagens jornalísticas, documentos e investigações em andamento no Brasil. Ao longo das oito páginas do texto, eles argumentam que há elementos suficientes para justificar a análise de movimentações financeiras, contratos, empresas, fundos de investimento, escritórios de advocacia e estruturas corporativas sujeitas à jurisdição americana.
Segundo os autores, uma das hipóteses a serem investigadas é a existência de um fluxo financeiro que teria partido de estruturas ligadas ao Banco Master, controlado por Vorcaro, e alcançado empresas ou prestadores de serviços nos Estados Unidos, com eventual benefício direto ou indireto a Eduardo Bolsonaro.
DARK HORSE – De acordo com reportagem divulgada pelo Intercept Brasil, Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em áudios vazados à imprensa, o senador aparece fazendo o pedido.
A Polícia Federal apura se os repasses feitos por Vorcaro —por meio da Entre Investimentos e do fundo Havengate, localizado nos EUA— foram usados para custear a vida do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora no país desde o ano passado.
O documento também menciona suspeitas envolvendo fundos ligados à Reag Investimentos e cita investigações sobre possíveis esquemas de lavagem de dinheiro relacionados ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Os deputados pedem que autoridades americanas verifiquem se recursos oriundos desse ambiente financeiro foram utilizados para financiar atividades políticas, jurídicas, de comunicação ou lobby nos Estados Unidos.
INVESTIGAÇÃO – Ao mesmo tempo, os parlamentares afirmam não atribuir responsabilidade criminal definitiva a qualquer pessoa. O objetivo, afirmam, é solicitar a abertura de procedimentos investigativos capazes de confirmar ou descartar as suspeitas apresentadas.
O documento pede que sejam analisados registros bancários, contratos, comunicações empresariais, estruturas societárias, beneficiários finais de pagamentos e eventuais relatórios de atividades suspeitas que estejam sob jurisdição americana. Os deputados também defendem a preservação imediata de documentos e a cooperação entre autoridades dos dois países.
Outro ponto do texto relaciona a atuação política de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos a possíveis tentativas de pressão sobre autoridades brasileiras. Os autores argumentam que, caso atividades políticas ou campanhas de comunicação no exterior tenham sido financiadas por recursos de origem ilícita, a jurisdição americana poderia ter sido utilizada para ocultar ou projetar internacionalmente esses recursos.
MOBILIZAÇÃO – Os parlamentares também citam a recente mobilização de aliados de Jair Bolsonaro para que o governo Donald Trump classificasse facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Segundo o texto, é necessário investigar se iniciativas desse tipo tiveram impacto sobre mecanismos de cooperação internacional voltados ao combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.
Na semana passada, Eduardo, Flávio e o blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo estiveram na Casa Branca para uma reunião com Trump. Eles afirmam que a principal demanda apresentada foi o pedido de classificação de PCC e CV (Comando Vermelho) como terroristas. A designação foi anunciada na semana passada e será formalizada nesta sexta-feira (5).
Nesta semana, o USTR (escritório de comércio dos EUA) concluiu uma investigação que durou um ano sobre suspeitas de competição desleal contra o Brasil, que incluíram reclamações em relação ao Pix e a regulação das big techs. Além disso, uma outra investigação que foi aberta neste ano, e incluiu o Brasil, também indicou que o país falha no combate ao uso de trabalho forçado.
TARIFAÇO – Diante desse cenário, o USTR propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros —a decisão final cabe a Trump, que tem até 15 de julho para se manifestar. Pela proximidade entre a conclusão das investigações e a visita de Flávio, o governo Lula tem atribuído a medida ao senador. Ele, porém, negou ter feito esse tipo de solicitação às autoridades americanas e enviou ao secretário de Estado, Marco Rubio, um pedido para que os EUA não tarifem o Brasil.
A congressista americana Sydney Kamlager-Dove, copresidente da Bancada do Brasil (Brazil Caucus) afirmou à reportagem que irá analisar o pedido de investigação sobre o caso Vorcaro e as suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a família Bolsonaro.
CORRUPÇÃO NO BRASIL – Durante reunião com parlamentares brasileiros, Kamlager-Dove destacou que, embora tenha tomado conhecimento da denúncia apenas naquele momento, o pedido “faria sentido” diante do histórico de seu comitê, que já realizou audiências sobre corrupção no Brasil e ataques ao Supremo Tribunal Federal. A parlamentar ressaltou que a possível utilização do sistema financeiro dos Estados Unidos para atividades impróprias é uma questão de interesse público transnacional.
“Se bancos dos EUA estiverem de alguma forma envolvidos em algo ilegal ou impróprio, o povo americano e o brasileiro precisam saber”, declarou. Além da corrupção, Kamlager-Dove relatou ter discutido com a comitiva brasileira temas como integridade eleitoral, proteção da democracia e preocupações com tarifas comerciais, traçando paralelos entre os desafios políticos enfrentados pelas duas nações frente ao avanço da extrema-direita.
“Follow the money.”
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“A Grade Financeira Mundial: Os Nove Países Sem Banco Central no Ano 2000.”
“A verdadeira soberania de uma nação é medida pela independência do seu dinheiro. No ano 2000, ainda existiam nove países sem um banco central próprio ou controlado pelos Rothschild. Preste muita atenção na cronologia dos fatos: após virar o milênio, a máquina de guerra ocidental iniciou uma série de invasões, sanções e golpes de Estado cirúrgicos disfarçados de “ajuda humanitária”. O resultado? Praticamente todos esses territórios rebeldes foram destruídos e integrados à força na rede de endividamento do cartel bancário internacional. Quem imprime o dinheiro do mundo, governa os reis e destrói quem ousa ficar de fora. O livro “A Narrativa do Controle” escrito por Asier Magán explodiu minha cabeça, você já leu? Baixe no link do nosso perfil ou comente “LIVRO” e descubra a verdade agora.”
Estão querendo é liberar os nossos terroristas.
Ouçam Olavo!
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Trump tenta favorecer Flávio, seu colaborador
Dias atrás, Lula pediu ao empresário Joesley Batista, do grupo J&F, ajuda para falar com Donald Trump. O telefonema resultou numa reunião na Casa Branca de quase três horas com Trump.
Lula voltou sem acordo, mas celebrou “o sucesso” da visita. “Ele até riu, porque disse que entre eu e ele tem uma ‘química’” — repetia em conversas no Palácio do Planalto.
Então, o clima mudou: “O bolsonarismo ficou muito p… da vida”, disse na semana passada. “E aí, o que aconteceu? Eles foram lá, a família (Bolsonaro) foi lá conversar com o tal do Marco Rubio (chefe do Departamento de Estado).”
Lula se surpreendeu com a recepção ao adversário Flávio em Washington. Acossado por revelações sobre suas obscuras transações com o antigo dono do Banco Master, protagonista de fraudes financeiras bilionárias, Rachadinha viajou para rechear o álbum de fotografias de campanha em cenas de encontros com Trump e principais assessores.
Rubio ampliou o desgosto de Lula ao anunciar a classificação das máfias brasileiras (PCC e Comando Vermelho) como organizações terroristas, equiparando-as ao Hezbollah, Hamas, Estado Islâmico e Al-Qaeda.
Na prática, a decisão amplia o poder de INTERVENÇÃO DO GOVERNO DOS STATES no setor financeiro e aumenta a insegurança jurídica em negócios no Brasil.
Uma das consequências é a vulnerabilidade de cidadãos e empresas brasileiros a processos em tribunais americanos pelas legislações antimáfia e antiterrorismo e, também, punições liminares como banimento do sistema internacional de pagamentos em dólar.
Mais tarde, no Senado americano, o secretário de Estado disse que a América Latina é cheia de amigos, mas destacou o Brasil como exceção, ao lado das ditaduras de Cuba e Nicarágua (a ressalva ficou fora da transcrição oficial).
Rubio é um conservador visto na Flórida como potencial candidato do Partido Republicano na sucessão presidencial de 2028.
Lula evita criticar Trump. Prefere atacar Rubio, um descendente de cubanos a quem chama de “latino-americano frustrado”. Define o secretário como “o anti-América Latina, o inimigo mortal de Cuba, o inimigo mortal de vários países latino-americanos. Eu já disse ao Trump, ele não gosta do Brasil…”.
Rubio foi decisivo na indicação do novo embaixador dos EUA no Brasil, Daniel Perez, ex-presidente da Câmara da Flórida.
Horas depois, a agência de defesa comercial (USTR) divulgou sua recomendação para um novo tarifaço sobre as exportações brasileiras e de dezenas de outros países.
Começaria em julho no patamar de 25% e logo teria 10% adicionais sob pretexto de repressão à prática de trabalho forçado.
Lula, aparentemente, frustrou-se na expectativa de que a “química” com Trump derivasse em tratamento diferenciado. Admitiu o golpe: “Não tô bem, eu tô depressivo, gente”, disse num comício na cidade de Catalão, no sudeste de Goiás, na terça-feira (2/6). Fez questão de vazar seu mau humor para a plateia:
– “Esses filhos do Bolsonaro conseguiram ser pior do que ele. Eles são, na verdade, vendilhões da pátria. É isso que se tem que dizer, em alto e bom som: são traidores! O que merecem os traidores da pátria? Pensem, pensem, meditem…”.
A Casa Branca resolveu condicionar as relações com a América Latina à política de segurança interna. Remeteu as negociações, os acordos e os tratados internacionais ao acervo museológico da Guerra Fria.
(A Casa Branca) Promove interferências ostensivas e indevidas nas políticas domésticas dos países latinos.
No caso brasileiro, sobram evidências de coerção diplomática, comercial e militar para forçar alinhamento aos interesses dos States na disputa de poder com a China. Insiste-se na submissão de Brasília.
Um ano atrás, Trump vinculou por escrito o tarifaço sobre produtos brasileiros à exigência de que o ex-mito não fosse preso nem julgado por tentativa de golpe de Estado. Deu errado. Ele está inelegível e condenado à prisão até os 97 anos de idade.
Em Washington, agora, joga-se para favorecer o aliado mais disposto à colaboração: o filho que o ex-mito nomeou candidato a presidente. Não será novidade se a bandeira dos EUA prevalecer nos próximos comícios de Flávio.
Já aconteceu em São Paulo, com Rachadinha no palanque, numa tarde de celebração da Independência brasileira.
Fonte: Revista Veja, Brasil, 5 jun 2026, 09h12 Por José Casado
Quem acredita nas lorotas do Pinóquio?
Esses vão além do mal do narcopentecostalismo auto-sabotado.
São os podrebundos.
Síntese da notícia: os capaganas do Lula, membros da maior Orcrim brasileira foram chorar aos pés do Trump. Correm o risco de ficar presos por lá mesmo.
E eu peço aos EUA que tornem pûblicas a Delação de Cavarral que associa Lula ao narcotrafico.