Entenda por que Flavio Bolsonaro está entregando novamente a eleição a Lula

Flávio é Bolsonaro, Flávio é Rachadinha… #flaviorachadinha #bolsonaronacadeia #familicia #charge #desenholadino

Charge do Bruno Struzani (Instagram)

Roberto Nascimento

Os Estados Unidos, sob a gestão catastrófica de Donald Trump, estão se dando conta da progressiva perda de seu protagonismo político e econômico para a China. O Leão do Norte demonstra estar cansado, desdentado, mas busca a todo custo voltar a comandar sozinho a floresta.

Então, está rugindo para o mundo, porque ainda tem poderio econômico e um arsenal militar e nuclear suficiente para impor a força e o medo nos quatro cantos do globo terrestre.

FORTE CONCORRENTE – No meio dessa briga de gigantes, o Brasil acabou virando alvo de Trump, porque está se transformando num forte concorrente comercial, principalmente nas commodities agrícolas: soja, carne, laranja, açúcar, café, frutas e exportações de alimentos industrializados, além de produtos siderúrgicos, como aço e alumínio, assim como minerais estratégicos, notadamente o ferro e as terras raras.

Ideologia, eu quero uma para viver, como dizia o genial cantor e poeta Cazuxa, mas hoje em dia esses paradoxismos político-partidários são o que menos importa.

O X da questão é a economia, através do comércio mundial, que começa a ser liderado pela China, com a nova Rota da Seda e os investimentos na América Latina, na África e na Ásia.

AVANÇO CHINÊS – Os Estados Unidos estão assustados com o avanço da diplomacia e do comércio da China, que se tornou o maior mercado do mundo. Por essa razão, Donald Trump impõe tarifas absurdas a todos os concorrentes e a países estratégicos que tem comércio robusto com a China, caso do Brasil.

Nada do que ocorre na política externa é por mera coincidência. Trump tem de pressionar, devido às ligações com os Brics, grupo de países não-alinhados com os EUA e com a Europa, do qual o Brasil é fundador, junto com a China, a Rússia e a Índia.

Por essas circunstâncias é que a atuação dos irmãos Bolsonaro, ao se alinharem preferencialmente aos Estados Unidos, primeiro eles e nós, depois, significa uma traição nacional, pois o ideal seria uma postura brasileira de não-alinhamento político e comercial, porque não podemos perder exportações para os Estados Unidos nem para a China.

TODAS AS ARMAS – O momento é de grande preocupação, porque o governo Trump está usando todas as armas possíveis e imagináveis para forçar o alinhamento entre Brasília e Washington.

Mas não podemos adotar essa política ansiada pela despreparada família Bolsonaro, que age movida exclusivamente por motivos pessoais e ideológicos, sem analisar quais seriam os interesses do Brasil no intrincado xadrez da política internacional.

Se perdermos o comércio com a China e os 30 bilhões de dólares no superávit comercial, os Estados Unidos não comprarão nossos produtos na mesma proporção dos chineses e o Brasil entrará numa gravíssima crise econômica.

APOIO A LULA – Agindo com essa falta de visão econômica e de patriotismo, a família Bolsorano fará com que as classes produtoras da agricultura, da indústria e dos serviços apoiem a reeleição de Lula, por falta de alternativa.  Isso já aconteceu em 2022 e pode voltar a ocorrer agora.

Lembrem que em 2018, quando venceu a eleição, Bolsonaro tinha o economista conservador Paulo Guedes como conselheiro, apelidado de “Posto Ipiranga”.

Agora, o inexperiente e desqualificado filho Flávio se apresenta sozinho, sem ter apoio de um administrador político-econômico de experiência e confiabilidade. E isso fará com que as classes produtoras desistam de apoiá-lo, preferindo novamente Lula, que é um líder que se diz socialista mas sempre foi aliado aos banqueiros.

12 thoughts on “Entenda por que Flavio Bolsonaro está entregando novamente a eleição a Lula

  1. Trump não é a Porta da Esperança do Sílvio para os Bolsonaros.

    Ele é a Porta dos Desesperados do Serginho Malandro para um técnico em eletrônica, advogado, especialista em ciências políticas, políticas públicas e empreendedorismo, político experiente, que parece que esqueceu tudo e está levando um baile de um malandreco como Lula.

    Em um país com opções políticas, Lula perderia com facilidade.

    Mas, hoje, Flávio é o maior garoto propaganda Lulista.

    É tipo o que Crivella fez com Paes no Rio.

    Foi tão ruim, mas tão ruim, que o povo ficou desesperado pedindo pro chapeu Panama Papers voltar e bater o recorde de engodo na Guanabara.

    A História não esquecerá que foram os ineptos Bolsonaros que ressuscitaram Lula e sua trupe de ladrões seculares.

    Do redundante erário surrupiado público.

  2. Ah, sim. Tipo: “Flávio Bolsonaro está entregando a eleição ao Ladrão” ao invés de “Flávio Bolsonaro está deixando o campo livre aos adversários”.

    Para um povo pusilânime, cúmplice, desonesto e venal, talvez funcione a tática de induzir estes idiotas a “escolherem” o teu candidato.

  3. Sugestões de manchetes.
    Nunca antes na história desse país os traidores da pátria foram tão denunciados.

    Nunca antes na história desse país os traidores da pátria começaram a merecer um bom enforcamento.

    Os bons enforcamentos se devem à alma mais honesta que já mourejou nestas plagas macunaímicas.

    Se houver uma mudança na matriz ideológica e a China assumir o lugar do Leão Desdentado iremos desfrutar do melhor de um país comunista que pratica o capitalismo de estado.
    Minha duvida cruel é como nossas facções terroristas seriam tratadas pelo novo regime, como nossos ladrões seriam tratados pois lá os ladrões são executados sumariamente sem foro privilegiado.
    O Leão Banguela que se cuide.
    Sabemos como a China trata seus Tiradentes.

  4. Hoje em dia, existem várias ideologias e não se baseiam somente em políticas econòmicas. Uma ideologia forte é a dos costumes, outra da fé. E elas ultrapassam as fronteiras econômicas, pois mexem com as emoções, muito mais que a razão.

    Políticos espertos e hipócritas exploram tais ideologias, conseguindo cooptar ceguidores de todas as classes. Com a ascensão das redes sociais a tarefa de convencimento tornou-se mais fácil.

  5. “Trump não se interessa pela América latina, e as decisões sobre a região ficam a cargo de Marco Rubio.”

    “A maior parte das autoridades políticas dos EUA não se interessa pelo que os americanos costumam chamar de América Latina, que basicamente inclui todos os países do Rio Grande no México à Terra do Fogo na Argentina.”

    “Independentemente de serem democratas ou republicanos, o tal establishment de Washington e aqui de Nova York prefere temas ligados a Europa, Oriente Médio e Leste Asiático.”

    “América Latina e África? Nem passa pela cabeça deles.”

    “Trump não é diferente da maioria em Washington. Simplesmente, o Brasil não está no radar dele.”

    Fonte: O Globo, Opinião, 04/06/2026 00h00 Por Guga Chacra, de Nova York

    Rubio é uma espécie de feitor da América Latina designado por Trump.

  6. E tende a piorar ainda mais, senhor Roberto Nascimento:

    Plano da China por autossuficiência alimentar ameaça o agro brasileiro

    País asiático quer reverter déficit agrícola de US$ 124,5 bi; Ministério da Agricultura e Pecuária brasileiro não comenta.

    Brasil fornece mais de 60% de toda a soja importada por Pequim e cerca de 40% de sua carne bovina.

    (…)

    Folha de S. Paulo, Economia, 7.jun.2026 às 23h00 Por Fernando Canzian

  7. E o “bondão panda”, nada?
    E a dívida com juros de 8% + IPCA, nada?

    Lembrem-se: em nome da soberania sino-brasileira defendida pelo Nascimento, o narco-luladrão gastou mais dinheiro do povo com propaganda do que com segurança pública.

    Quem defende o torturador Xandão do PCC não pode criticar quem defende a liberdade das vítimas da tortura.

  8. interessante que o partido que se diz liberal está censurando uma pesquisa de intenção de votos, realmente é um bando de incoerentes , mas é isso ai isso é o desespero de ver o seu candidato despencar nas pesquisas.

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