Pedido de arquivamento não deve interromper investigação sobre a amiga de Lulinha

STF tende a manter investigação sobre Roberta Luchsinger

Mariana Muniz
O Globo

O pedido da empresária Roberta Moreira Luchsinger para que a investigação em que é alvo pela suposta relação com as fraudes no INSS seja arquivada no Supremo Tribunal Federal (STF) é visto por integrantes da investigação como improvável de prosperar neste momento.

A avaliação de interlocutores que acompanham o caso é que, enquanto a Polícia Federal sustentar a necessidade de novas diligências e não concluir o inquérito, dificilmente haverá espaço para o encerramento antecipado das apurações.

ARQUIVAMENTO – Na última segunda-feira, a defesa de Roberta pediu ao ministro André Mendonça que encaminhe os autos à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o órgão se manifeste pelo arquivamento da investigação em relação à empresária. Na petição, os advogados afirmam que ela passou a ser investigada apenas por manter uma amizade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e sustentam que a investigação perdeu seu objeto.

Pessoas que acompanham a investigação afirmam que o inquérito ainda está em fase de produção de provas e que o entendimento da Polícia Federal continua sendo o de que há diligências pendentes antes da conclusão da apuração. Nesse cenário, o pedido da defesa é visto mais como uma tentativa de antecipar uma discussão que, em regra, ocorre apenas ao final da investigação.

Pela sistemática do processo penal, o trancamento de um inquérito durante sua tramitação é uma medida excepcional, reservada a situações em que a ausência de justa causa seja evidente, como quando o fato investigado não constitui crime ou quando não há qualquer elemento que justifique a persecução penal. Fora dessas hipóteses, a tendência é que a investigação siga seu curso natural até que a Polícia Federal conclua o relatório final, oportunidade em que a PGR decidirá se pede o arquivamento ou oferece denúncia.

APURAÇÃO – Na semana passada, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, já havia sinalizado que a apuração segue normalmente. Ao comentar o pedido de prorrogação do inquérito, afirmou que as investigações continuam em andamento e descartou qualquer paralisação dos trabalhos.

A própria Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça mais seis meses para concluir essa etapa da investigação do INSS, alegando a necessidade de finalizar a análise do material apreendido durante a Operação Sem Desconto. O pedido ainda aguarda decisão do relator.

Na petição apresentada ao Supremo, a defesa de Roberta sustenta que a hipótese inicial da investigação — de que recursos recebidos por ela seriam destinados a Lulinha — já teria sido afastada pelos próprios elementos produzidos no inquérito. A defesa afirma ainda que a investigação passou a promover uma “fishing expedition”, expressão utilizada para designar buscas genéricas por provas, e que houve uma ampliação indevida das apurações para sua vida pessoal.

PAGAMENTOS – A empresária é investigada por pagamentos recebidos do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado pela Polícia Federal como um dos operadores do suposto esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários. Segundo a defesa, porém, os valores correspondem à prestação de serviços de consultoria para um projeto relacionado à regulamentação do mercado de canabidiol e foram formalizados por contrato e emissão de notas fiscais.

Procurado, o advogado Bruno Salles afirmou que a defesa entende que a investigação já esgotou seu objeto em relação à empresária. Segundo ele, a prestação dos serviços contratados foi confirmada durante a investigação e não foram identificados repasses financeiros de Roberta ou de sua empresa para Fábio Luís Lula da Silva.

“A tese inicial era de que Roberta recebeu valores sem prestar serviços e que esses valores eram destinados a Fábio Luís. A prestação dos serviços ficou demonstrada e também não houve qualquer repasse para ele. Juridicamente, estamos tranquilos de que o objeto inicial das investigações já se exauriu”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG Ela diz que é “amiga íntima” de Lulinha. O que significa isso? Ninguém sabe, mas pode imaginar. Porém, como toda certeza, no mínimo significa que ela tem um péssimo gosto… (C.N.)

9 thoughts on “Pedido de arquivamento não deve interromper investigação sobre a amiga de Lulinha

  1. Ao que parece a vagabundagem da tal “esquerda progressista”, amada e idolatrada pela burguesia cleptopatrimonialista, ficou muito entusiasmada demais com o assassinato da Lava Jato e meteram o pé na jaca “de com força”.

    Ainda que reelegem o jacu de gaiola, esta bagaça não vai dar certo.

    Ainda não conseguiram constitucionalizar a corrupção.

    Como não sou mãe Dinah, minha previsão de que “esta bagaça não vai dar certo”, não tem data certa de acontecer. Ainda mais com um picolé de chuchu enrolada na cerca de arame farpado como concorrente.

    É que a vagabundagem não precisa de inimigos!

  2. Mas o acesso à psiquiatria está interditado, assim como a Justiça, pros 4 ps: preto, pobre, puta e pederasta.

    Quem tem 10 milhões pra pagar advogados, que serão promovidos e laureados, não tem crimes nas costas.

    E podem esbanjar sua psicopatia, pra que se torne troféu de herói nacional.

  3. NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ela diz que é “amiga íntima” de Lulinha. O que significa isso? Ninguém sabe, mas pode imaginar. Porém, como toda certeza, no mínimo significa que ela tem um péssimo gosto… (C.N.)

    O Terror dos Comunas ataca novamente….

    Imagine a está hora o Super-Acadêmico Soça-Comuna da Academia da Fumaça e pó , vai rasgar o Olho de Tandera pelo avesso de raiva…..!!!

    HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA

    HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA

    Pode isso, Arnaldo…?

  4. Que continuem as investigações, mas que haja um prazo razoável para conclusão. Não deve ficar ad aeternum, por interesses politiqueiros.

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