
Charge do Gilmar Fraga (Zero Hora)
Pedro do Coutto
O combate ao endividamento das famílias brasileiras dificilmente encontra oposição. Em um país onde milhões convivem com restrições de crédito, juros elevados e renda comprimida, programas de renegociação de dívidas podem aliviar o orçamento doméstico, estimular o consumo e reduzir a inadimplência. Sob essa perspectiva, o Desenrola cumpre uma função legítima de política pública.
A controvérsia, entretanto, não está na existência do programa, mas no momento escolhido para sua prorrogação. O governo decidiu estender por mais 30 dias a vigência do Desenrola, cujo encerramento ocorreria nesta semana. A decisão, revelada por reportagem de O Globo, ocorre já em pleno calendário eleitoral, período em que a legislação impõe restrições para impedir que a máquina pública seja utilizada de forma a influenciar a disputa política.
NEGOCIAÇÕES – É importante separar duas discussões. A primeira é econômica; a segunda, institucional. Sob o ponto de vista econômico, há argumentos plausíveis para defender a prorrogação. Se ainda existe demanda significativa pela renegociação de dívidas, interromper o programa poderia limitar seus resultados. Negociações dessa natureza exigem tempo para que consumidores, bancos e empresas concluam acordos.
Mas essa lógica não elimina o debate democrático. As regras eleitorais estabeleceram limites justamente para evitar que governos utilizem benefícios públicos capazes de gerar vantagem política durante a campanha. Ainda que a prorrogação do Desenrola não seja, por si só, automaticamente ilegal, sua continuidade em pleno período eleitoral inevitavelmente mistura política pública e ambiente de disputa eleitoral.
Em uma democracia, não basta que um ato seja legal. Também é fundamental que preserve a confiança na imparcialidade das instituições. Existe ainda outro aspecto relevante: a previsibilidade. Políticas públicas precisam transmitir segurança quanto aos seus prazos e critérios. Quando uma data de encerramento é alterada às vésperas do fim do programa, cria-se um precedente que reduz essa previsibilidade e abre espaço para novas dúvidas sobre futuras prorrogações.
RETORNO POLÍTICO – Também não se pode ignorar o retorno político proporcionado por programas como o Desenrola. Diferentemente de reformas estruturais, cujos efeitos demoram a aparecer, a renegociação de uma dívida gera benefício imediato e facilmente percebido pelo cidadão. Em ano eleitoral, esse tipo de medida naturalmente ganha maior peso político.
Isso não significa afirmar que a decisão tenha sido motivada exclusivamente por interesses eleitorais. Seria uma conclusão sem provas. Significa, porém, reconhecer que o calendário eleitoral exige cautela redobrada, justamente porque decisões desse tipo inevitavelmente serão interpretadas também sob uma perspectiva política.
O debate, portanto, vai além do Desenrola. Ele envolve a capacidade do Estado de executar políticas públicas sem comprometer a percepção de neutralidade que deve orientar as instituições durante as eleições. Ao final, permanece uma pergunta inevitável: se a prorrogação era considerada necessária, por que ela não foi definida antes do início do período eleitoral? Mais do que os 30 dias adicionais, é essa coincidência de calendário que alimenta o debate sobre os limites entre governar e disputar uma eleição.
Lembrando palavras do Lula antes de ser eleito:
“Obviamente que, tendo em vista os lucros que tiveram o Itaú, o Bradesco e os outros bancos, o Fernando Henrique Cardoso não é nem pai: ele é pai, mãe, avô, avó, tio, tia do sistema financeiro, que nunca ganhou tanto dinheiro como está ganhando agora”.
(Candidato Lula, 2001, Entrevista a Ziraldo)
Palavras do Banqueiro depois que Lula foi eleito:
“Quando ele foi eleito, eu tive uma preocupação de que levasse o governo para uma linha de esquerda, mas ele foi mais conservador do que eu esperava”.
Olavo Egydio Setúbal, presidente do conselho de administração da holding que controla o banco Itaú.
(12/08/2006)
E a amizade com os banqueiros continua!
…..e tomando o poder, ganhar dinheiro, conforme:
https://www.unz.com/article/the-birth-of-the-protocols/?fbclid=Iwb21leATYKzRjbGNrBNgq_mV4dG4DYWVtAjExAHNydGMGYXBwX2lkDDM1MDY4NTUzMTcyOAABHg-vHwS8SFcdLlKF9u01ojQQO0eg6R2psHmR-QErQq2P4VTLNN7gRWrHRns2_aem_wejp1rXGmDkyDccON7jJQw
Sr. Pedro, bom dia, boa tarde , boa noite.
O Sr. lembra quando o Narco-Ladrão 9F fez propagando eleitoral para o Ditador Sanguinário Soça-Comuna Hugo Chaves..??
Veja que interessante este artigo do militante franco-tucano-suiço, agora neo-petralha Tucanaldo de Azevedo…
Uma pérola do jornazismo militante soça-comuna..
Lula na campanha eleitoral de Chávez
Por Pedro Dias Leite na Folha: “Em sua primeira viagem internacional depois da reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajuda hoje o amigo Hugo Chávez o que foi vedado ao petista durante toda a campanha eleitoral no Brasil. Eles vão inaugurar uma ponte sobre o rio Orinoco, em Ciudad Guayana,
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/reinaldo/lula-na-campanha-eleitoral-de-chavez/
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/reinaldo/lula-na-campanha-eleitoral-de-chavez/
aquele abraço..
PS>
Eu não invento nada…
Muitos esquecem , “menas nóis”..
São fatos que devem ser lembrado
Sr. Pedro, bom dia, boa tarde , boa noite.
O Sr. lembra quando o Narco-Ladrão 9F fez propagando eleitoral para o Ditador Sanguinário Soça-Comuna Hugo Chaves..??
Veja que interessante este artigo do militante franco-tucano-suiço, agora neo-petralha Tucanaldo de Azevedo…
Uma pérola do jornazismo militante soça-comuna..
Lula na campanha eleitoral de Chávez
Por Pedro Dias Leite na Folha: “Em sua primeira viagem internacional depois da reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajuda hoje o amigo Hugo Chávez o que foi vedado ao petista durante toda a campanha eleitoral no Brasil. Eles vão inaugurar uma ponte sobre o rio Orinoco, em Ciudad Guayana,
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/reinaldo/lula-na-campanha-eleitoral-de-chavez/
aquele abraço..
PS>
Eu não invento nada…
Muitos esquecem , “menas nóis”..
São fatos que devem ser lembrado
Sr. Newton
Veja o Desenrola bancário feito pelo desgoverno do Narcola para os banqueiros-amigos..
Foi bem desenrolado….
Narcola é um tipo de Robin Hood ao contrário, ele rouba o preto, branco, pobre favelado , além de roubar os velhinhos aposentados para dar aos banqueiros-amigos da Farinha Lymer…..
“”Como os bancos lucraram como nunca no primeiro ano do governo Lula
Relatório sobre economia bancária preparado pelo Banco Central mostra que ganhos do sistema financeiro em 2023 superaram os R$ 144 bilhões..””