
Charge do Cazo (Blog do AFTM)
Marina Pinhoni
Folha
Ao menos 20.501 candidatos vão concorrer às eleições 2026 no país, segundo dados parciais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) atualizados até às 19h30 deste domingo (16). Estão na disputa os cargos de presidente, governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais. O prazo para o registro oficial das candidaturas terminou às 19h deste sábado (15), mas os dados disponíveis nos sistemas ainda estão em atualização.
“Os partidos e candidatos apresentaram os pedidos de registro dentro do prazo legal, mas os Tribunais Regionais Eleitorais ainda podem realizar o aceite e o processamento desses pedidos. Somente após esse procedimento os registros passam a ser refletidos no DivulgaCandContas e nas bases de dados da Justiça Eleitoral. Por esse motivo, os números podem continuar sendo atualizados nos próximos dias”, informou o TSE em nota.
DEFERIMENTO – Nas duas últimas eleições gerais, em 2022 e 2018, o número final de candidatos foi de cerca de 29 mil. As quantidades consideram todos os pedidos de registro apresentados à Justiça Eleitoral —antes, portanto, do julgamento para deferimento ou não das candidaturas.
Até agora, foram registrados 13 candidatos à Presidência da República, 195 a governador, 315 a senador, 7.623 a deputado federal e 11.509 a deputado estadual e distrital. Os vices concorrem na mesma chapa de presidentes e governadores, e cada candidato a senador tem 1º e 2º suplente também na mesma chapa.
Vários postulantes solicitaram o registro de última hora. É o caso de Pablo Marçal, que, mesmo inelegível, conseguiu uma medida liminar na Justiça Eleitoral de São Paulo para se filiar ao PRTB, o que abriu caminho jurídico para protocolar um pedido de registro de candidatura à Presidência da República neste sábado.
INELEGÍVEL – Para que consiga concorrer, Marçal terá que reverter ou suspender a condenação na Justiça Eleitoral que o tornou inelegível por oito anos por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2024.
Depois de incerteza nas últimas semanas sobre o lançamento de suas candidaturas, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Cleitinho (Republicanos) também só concluíram os registros e passaram a constar no sistema DivulgaCandContas do TSE no último dia do prazo. Michelle concorrerá a uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal, e Cleitinho, ao governo de Minas Gerais.
FILIADO AO MISSÃO – Flávio Bolsonaro (PL), que aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, só conseguiu protocolar seu pedido na quinta-feira (13). Ele retomou a filiação ao PL graças a uma decisão do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, após ter sido filiado sem seu aval ao Missão, partido do MBL (Movimento Brasil Livre).
Ao todo, o Brasil terá 30 partidos concorrendo nesta eleição, dois a menos que no pleito de 2022. PL e MDB foram os partidos que mais registraram candidatos até agora: 1.625 e 1.387, respectivamente. Já o PRTB e o PCB são as legendas com menos representantes: 10 e 23.
Desde a última eleição geral, o PTB e o Patriota se fundiram e criaram o PRD. O Pros foi incorporado pelo Solidariedade, mesmo movimento feito pelo PSC, que foi absorvido pelo Podemos. O PMN mudou de nome para Mobiliza, assim como o PMB, que passou a se chamar Democrata. O único novo partido que concorrerá nesta eleição é o Missão.
O PLANO DE GOVERNO QUE VAI FAZER FORÇA
Há candidatos que, quando anunciam a própria reeleição, apresentam ao eleitor um plano de governo, outros apresentam um discurso e há aqueles que apresentam apenas a intenção de continuar — como se o cargo presidencial viesse com renovação automática de contrato e o eleitor fosse apenas uma testemunha de firma.
O candidato anunciou a reeleição com três palavras de ordem: soberania nacional, segurança pública e educação, palavras muito bonitas, tão bonitos quase dá vontade de perguntar: – e o resto?
Onde estão as metas? Os números? As prioridades? O cronograma? Como pretende melhorar a segurança? Quanto será investido? De onde virá o dinheiro? O que será feito na educação? Como? Quando? Com quais resultados?
Diante do silêncio absoluto, talvez o plano de governo esteja sendo redigido ou talvez tenha ido ao banheiro, porque política brasileira tem dessas coisas: quando o sujeito é “pego com as calças na mão”, colocado diante de uma pergunta que exige conteúdo, responsabilidade, explicação, desaparece em passe de mágica, aquela extraordinária capacidade de falar durante horas sem dizer absolutamente nada.
Na porta de certos banheiros antigos havia uma inscrição que parecia ter sido escrita especialmente para alguns políticos: “Neste lugar solitário, onde toda vaidade se APAGA, todo covarde faz força e todo valente se CALA.”
É uma frase quase constitucional pois ali, no recinto democrático da privada, desaparecem as ideologias, os títulos, os discursos inflamados e até certas bravatas eleitorais, onde o poderoso vira cidadão, o valente vermelho fica quieto e o covarde… bem, o covarde faz força.
Mas há um detalhe linguístico que a política brasileira jamais deixaria passar, pois nas atuais circunstâncias na frase, onde está escrito CALΑ, basta trocar o L pelo G e temos uma versão muito mais apropriada para determinado personagem público: “TODO VALENTE SE CA(L)GA e talvez seja justamente isso que esteja acontecendo com ELE ao chegar a hora de transformar palavras bonitas em compromissos concretos: Soberania! Ótimo. Mas soberania de quê? Segurança pública! Excelente. Mas como? Educação! Maravilha. Mas qual projeto?
O eleitor, entretanto, continua esperando a parte mais importante: o PLANO, porque governar não é concurso de palavras bonitas, não bastando colocar três assuntos importantes numa frase, acrescentar meia dúzia de adjetivos patrióticos e esperar que o eleitor complete o resto com a imaginação.
Isso não é plano de governo, mas trailer de governo, pois plano de governo deveria ser como receita de bolo: ingredientes, quantidade, modo de preparo, tempo necessário, caso contrário, o eleitor corre o risco de receber uma coisa completamente diferente daquela que imaginou e reeleição sem apresentar claramente o que se pretende fazer é uma espécie de pedido de casamento político acompanhado da frase: – Confie em mim, depois eu explico.
O problema é que o brasileiro já ouviu esse “depois eu explico” tantas vezes que desenvolveu anticorpos: na hora da campanha, aparece a soberania, na hora do palanque, aparece a segurança, na hora do discurso, aparece a educação, mas quando alguém pergunta “como?”, o candidato procura uma porta e se encontrar um banheiro por perto, melhor ainda, porque, naquele pequeno recinto democrático, não existem assessores, marqueteiros, pesquisas qualitativas nem aplausos contratados, mas tão somente o sujeito consigo mesmo e talvez seja exatamente ali que alguns políticos deveriam elaborar seus planos de governo: sentados, pensando, fazendo força e principalmente, calados, porque existe uma diferença monumental entre prometer governar e saber governar, pois a primeira coisa qualquer candidato faz, a segunda exige plano e ao contrário de discurso, não se esconde atrás da porta do banheiro.
Ele precisa aparecer na mesa, diante do eleitor, caso contrário, resta apenas a impressão de que o único plano apresentado até agora é justamente aquele que alguns políticos conhecem melhor: entrar no banheiro, fechar a porta e esperar a pergunta descer e desaparecer com a descarga.
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Nunca tivemos uma república por aqui (República é uma forma de governo em que o poder vem do povo. Os cidadãos escolhem quem vai governar. A palavra vem do latim res publica, que quer dizer “coisa pública” ou bem de todos.) muito menos democracia plena. Está tudo errado no modelo partidário / politico / eleitoral. TUDO. Tem que ser redesenhado com urgência mas não pela classe política. Nem vou elencar as disfuncionalidades do sistema para não ter que escrever um livro aqui. Para piorar não temos fundamentos para mudar o status quo. Falta capital humano com altivez, galhardia e disposição para tal infelizmente.
A MENOS QUE DEUS SEJA DE FATO BRASILEIRO, tenha piedade do povo brasileiro, interceda de alguma forma e obrigue o militarismo e o partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculo velhaco$, com a imprensa falada, escrita e televisionada dos me$mo$ a bordo, mais o capital velhaco, submissos aos establishment de plantão, e à loucura por dinheiro, poder vantagens e privilégios, enquanto donos de fato da república, e do país capturado pelos me$mo$ há 136 anos, a fazerem as mudanças de verdade, sérias, estruturais e profundas, no sentido da democracia de verdade, enquanto poder e governo do povo para o povo, ou vai continuar tudo como dantes no velho quartel de Abrante$, como soe acontecer há 136 anos, até porque, nós, na nossa insignificância de simples mortais, na condição de vítimas, reféns, súditos escravos dos me$mo$, não podemos fazer nada a não ser apenas sugerir com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, as mudanças que se fazem necessárias há muito tempo, como temos feito há cerca de 40 anos, e como fizemos nas ruas do país em Junho de 2013, com a RPL-PNBC-DD-ME, a mega solução, via evolução, com a posterior devolução da bola ao congresso nacional para que agissem na forma legal, legitimamente, no sentido das mudanças necessárias improrrogáveis e inadiáveis há muito tempo, o qual, infelizmente, até esta parte da história tem respondido apenas com bolas nas costas do conjunto da população. https://tribunadainternet.com.br/2026/08/16/quatro-decadas-depois-brasil-ainda-busca-o-caminho-para-amadurecer-a-democracia/?fbclid=IwY2xjawTv-uNwZG9mAWV4dG4DYWVtAjEwAGJyaWQRMTZVelp3Zkg0MVhwTjhYQVNzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEemetdhkqQ0xEYNm9CVXK9CMvWz3qfKn9yok2skDVD4Bjvayx8UwwgYNidLrs_aem_4o88epMrXgIf6tK_bVVOCQ https://tribunadainternet.com.br/2026/08/16/com-o-brasil-caminhando-desse-jeito-nao-se-sabe-onde-ele-vai-chegar-2/?fbclid=IwY2xjawTwNIpwZG9mAWV4dG4DYWVtAjEwAGJyaWQRMUxvdFFKRWRZdXo0VXpLb0dzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeFusSMas7ubHfESiotY2BUfCiXnwWpOYMCdKo5X49WkwcqiHTfZcA9Zozilw_aem_XHagqfuCoYib3fbBSM7G4A#comment-209480