Charge reproduzida da CNN
Eduardo Gonçalves
O Globo
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu neste sábado que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido no caso Master e uma apuração “sem seletividade” em relação às autoridades envolvidas.
A manifestação pública ocorre após Gonet abrir apuração sobre “possível ocorrência de ordem ou interferência externa” na produção do relatório da PF que apontou a relação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, com o ministro do STF Alexandre de Moraes e o próprio PGR. O documento listou 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes.
IMPEDIMENTO – “A ADPF requer que o Procurador-Geral da República se declare impedido e se abstenha de praticar atos, seja como fiscal da lei, seja como titular do controle externo, nos procedimentos relacionados aos fatos em que é citado; que o procedimento instaurado seja arquivado por ser via inadequada ao questionamento de ato do STF”, diz o requerimento, que completa:
“E que os fatos que vieram à tona pela operação Compliance Zero sejam apurados em toda a sua extensão, sem seletividade quanto às autoridades envolvidas”, diz a nota antecipada pela coluna de Lauro Jardim.
O relatório “questionado” por Gonet foi encomendado na semana passada pelo ministro André Mendonça e assinado por quatro delegados e três agentes da PF. No ofício sobre a instauração de um Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial, Gonet apontou que o objetivo é saber se eventual interferência maculou o seu conteúdo.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A nota da Associação mostra que Moraes não tem mais saída. Em tradução simultânea, os delegados da Polícia Federal advertem que não vão aceitar a blindagem de Moraes, que o procurador Gonet ainda tenta fazer. Isso significa que Moraes não tem mais saída e vai apodrecer em público, ao vivo e a cores. (C.N.)
Blindaram-se, mas contrataram o seguro?