Pesquisa evidencia que Flávio não subiu, porém desta vez foi Lula que despencou

Charge da Semana – Pesquisa eleitoral 2022 - Jornal A Estância de Guarujá

Charge do Babu (A Estância de Guarujá)

Bianca Gomes
Estadão

A última rodada da pesquisa Quaest registra que o  presidente Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) continuam à frente dos demais candidatos na primeira etapa da disputa, registrando 36% e 29% das menções, respectivamente. No segundo turno, os dois estão empatados, cada um com 41% das intenções de voto.

No primeiro turno da pesquisa divulgada na semana passada, portanto antes dos embates entre os ministros da Corte André Mendonça e Alexandre de Moraes, Lula tinha 37% das intenções de voto, contra 30% de Flávio. Ou seja, ambos oscilaram para baixo, na margem de erro.

Já no cenário de segundo turno, o petista aparecia com 42%, ante 41% do bolsonarista. Agora, a diferença entre os dois no segundo turno é inexistente, o que não acontecia desde março, quando ambos também apareciam no mesmo patamar numérico.

EM PLENA CRISE – O levantamento da Quaest foi realizado entre quinta-feira, 3, e domingo, 6 de setembro, ou seja, em meio à crise que se instalou no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os dados do primeiro turno referem-se à simulação que inclui o ex-coach Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura, mas está inelegível.

Na pesquisa divulgada neste feriado de 7 de Setembro, o candidato Augusto Cury (Avante) tem 8% dos votos, Pablo Marçal tem 1% de menções. Renan Santos (Missão) aparece com 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) tem 3%, Romeu Zema (Novo), 2%, e Samara Martins (UP), 1%. Os demais nomes não pontuaram. Nesse cenário, os indecisos são 9%, e os votos brancos ou nulos, 8%.

NA ESPONTÂNEA – A Quaest fez 2.004 entrevistas a domicílio com brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01720/2026.

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado não tem acesso a uma lista com os nomes dos candidatos, Lula registra 28% de menções, seguido por Flávio, com 20%, e Cury, com 4%. Outros nomes somam 5%. Os indecisos na espontânea são 42%, e 1% votará branco ou nulo.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente tem 41% das intenções de voto, e o senador, 41%. Nesse cenário, indecisos representam 5%, enquanto 13% que votarão branco ou nulo ou não irão votar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Quando a eleição se aproxima, as pesquisas têm de ser mais acertadas, para que os institutso não se desmoralizem. Nas próximas pesquisas, Lula continuará caindo e sua rejeição subindo. Nas minhas pesquisas pessoais, feitas com motoristas de taxi e de uber, ninguém aguenta mais Lula, somente os fanáticos. Em tradução simultânea, pode ser que Lula seja derrotado, mas por enquanto ninguém pode garantir. (C.N.).

One thought on “Pesquisa evidencia que Flávio não subiu, porém desta vez foi Lula que despencou

  1. Flávio não avança, Lula é que anda de marcha ré

    A pesquisa Quaest traz uma sucessão de dados ruins para Lula, que deixa de ser o favorito e vai para empate numérico com Flávio no segundo turno: 41% a 41%, com tendência de queda.

    Ou seja, a possibilidade de ser ultrapassado por Flávio nas próximas rodadas, ou semanas, é real.

    Lula tinha 45% em julho, vem perdendo um ponto percentual a cada pesquisa da Quaest e chega na reta final da campanha beirando os 40% no segundo turno, e tendo a desaprovação do seu governo como o principal empecilho para o seu quarto mandato.

    A expectativa de que esse indicador melhoraria a esta altura não se confirmou. Ao contrário, piorou. A desaprovação bateu em 50% e a aprovação recuou para 43%, com uma diferença de 7% que apavora a equipe de campanha de Lula.

    O professor Felipe Nunes, da Quaest, disse que Lula não consegue subir a aprovação do governo pelo seguinte fator: a economia.

    Ele fala (…) de algo que bate no bolso e no coração do eleitor e das famílias, que é o endividamento. O que importa na campanha são as contas e a percepção da sociedade.

    A esta altura, mais importantes não são os percentuais em si, mas as curvas e tendências, que só vêm captando más notícias para Lula, PT, esquerda e o antibolsonarismo difuso.

    Quanto mais a eleição se aproxima, mais o favoritismo de Lula vai se esvaindo, com uma especificidade intrigante: Flávio não avança, Lula é que anda para trás.

    Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 07/09/2026 | 19h49 Por Eliane Cantanhêde

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