‘STF não é escudo protetor de desvios individuais’, diz ex-ministro
Míriam Leitão
O Globo
O ministro aposentado Celso de Mello, um dos mais respeitados ex-presidentes da Corte, escreveu o texto abaixo. Ele explicou que não está se referindo a qualquer episódio recente, mas afirma que os eventos têm provocado desgaste da autoridade do Supremo Tribunal Federal.
Celso de Mello tem recebido muitas perguntas sobre a crise, mas informa que enviou um texto em que ele explica os princípios que devem reger a mais alta corte do país.
TEXTO EM QUE CELSO DE MELLO FALA SOBRE A “SOMBRA CORROSIVA DA SUSPEITA” PROJETADA SOBRE O STF:
“Não nos referimos, na moção em causa, a qualquer episódio específico. O texto em questão guarda equidistância em relação aos casos (e eventos) que têm provocado perda da confiança social na integridade, imparcialidade e independência dos juízes do STF, sério desgaste da autoridade da Suprema Corte e grave declínio de respeitabilidade de uma das mais importantes e históricas instituições da República!
Ministros, quaisquer que sejam, devem impedir que eventuais condutas ilícitas — ou mesmo comportamentos eticamente censuráveis — projetem sobre o Supremo Tribunal Federal a sombra corrosiva da suspeita.
Nenhuma autoridade está acima da lei, nem pode invocar a dignidade do cargo para subtrair-se ao escrutínio público.
Quem compromete a própria integridade fere também a confiança pública depositada na instituição.
O STF é maior do que todos e cada um de seus Ministros — e não pode ser convertido em escudo protetor de desvios individuais.
A publicidade dos julgamentos, de outro lado, constitui garantia essencial da República e instrumento indispensável de controle democrático do poder.
Quando estão em causa o interesse da sociedade, a moralidade pública e a própria integridade das instituições, não há espaço para sombras, opacidade ou subtração de decisões ao escrutínio dos cidadãos.
A Justiça exercida em nome do povo deve realizar-se sob os olhos do povo, pois o segredo injustificado alimenta a desconfiança, fragiliza a legitimidade das decisões e compromete a credibilidade do Poder Judiciário.
A luz da publicidade não constrange a magistratura: protege-a, dignifica-a e recorda-lhe que, em uma democracia, nenhum poder é absoluto nem pode furtar-se à prestação pública de contas.
Daí a moção dos ex-Presidentes da Corte haver sugerido julgamento colegiado pelo Plenário do STF, em ambiente e caráter públicos !”
CELSO DE MELLO, ex-Presidente do STF (biênio 1997-1999
General russo, conta a verdade sobre 1964.
https://youtu.be/Sh8b5h4jSxM?is=aseOhwmHai8cEXdP
“Tese x Antítese = Síntese.”
“Capitalistas Ocidentais Criando o Comunismo e a Nova Ordem Mundial
O autor Antony Sutton em seu livro Wall Street and the Bolshevik Revolution reimprime o desenho feito pelo cartunista Robert Minor, e que foi publicado no jornal St. Louis Dispatche, em 1911. Observe que em 1911 o comunismo ainda era uma teoria; o czar ainda governava a Rússia. Nesse desenho, Karl Marx é retratado no meio da rua na região de Wall Street em Nova York, dando uma grande gargalhada, com sua tese sobre “Socialismo”, que conhecemos hoje como Comunismo, debaixo do seu braço esquerdo. Edifícios arranha-céus de ambos os lados da rua e o Prédio do Empire State são vistos claramente ao fundo. Multidões de pessoas estão no segundo plano, parecendo jubilosas. Qual é a causa para a alegria? Os capitalistas ocidentais estão fazendo uma passeata em homenagem a Karl Marx. George Perkins, um sócio do riquíssimo banqueiro J. P. Morgan, está apertando a mão de Marx, com um grande sorriso na face. Atrás de Marx, com sua mão estendida, está Andrew Carnegie. Os banqueiros J. P. Morgan e John D. Rockefeller também são vistos esperando sua vez de cumprimentar Marx. Além disso, diretamente no segundo plano, entre Marx e Perkins, está o presidente Teddy Roosevelt. O lado político desse plano da Nova Ordem Mundial é representada por Teddy Roosevelt, mostrado com seu típico sorriso com os dentes à mostra.
Assim, esse desenho capta sucintamente a correta compreensão que os capitalistas ocidentais apoiaram as teorias de Karl Marx sobre o Comunismo. Por quê? Porque agora tinham criado a Antítese perfeita para a Tese Ocidental, e assim poderiam começar a criar seu sistema híbrido, a Síntese, melhor conhecido como Nova Ordem Mundial.
“Tese x Antítese = Síntese” também poderia ser escrita assim: “Capitalismo ocidental X Comunismo = Nova Ordem Mundial”! Existem três sistemas de governo, dois atualmente constituídos e um por vir. O Comunismo e o Capitalismo estão atualmente estabelecidos no mundo, mas um terceiro governo, ainda não nomeado, está para aparecer, que não será nem Comunista nem Capitalismo, referido comumente como Nova Ordem Mundial.
Como podem capitalistas bem-sucedidos dar apoio ao assassino Comunismo? Na manchete acima da charge política, coloquei a fórmula pela qual a história tem sido dirigida desde 1776, quando um revolucionário chamado Adam Weishaupt formou sua organização Mestres dos Illuminati.
Weishaupt não tinha um elemento em seu grande plano para estabelecer sua Nova Ordem Mundial: um Plano de Batalha Tático que claramente especifica como ele deveria proceder para derrubar todos os governos estabelecidos no mundo ocidental. Em 1823, um professor alemão de filosofia chamado Hegel criou essa fórmula, esse plano de batalha específico. Hegel propôs que as sociedades fossem governadas pela seguinte fórmula:
A existência de um tipo de governo ou sociedade, chamado Tese, provocava o aparecimento do oposto desse tipo de governo ou sociedade, que Hegel chamou de Antítese;
Tese e Antítese naturalmente começariam a batalhar uma contra a outra, pois são sistemas exatamente opostos e, portanto, com visões diferentes sobre o mundo;
Se a Tese e a Antítese batalharem por um longo período de tempo, sem que nenhum lado aniquile o outro, essa batalha resultará em ambos os lados mudando para um sistema híbrido de governo e de sociedade, que Hegel chamou de Síntese.
Uma batalha constante, ou ameaça de batalha, era a chave. Hegel teorizou que “Conflito traz mudança, e o conflito planejado traz mudança planejada.” Essa teoria varreu a Europa, nos campus das universidades, acendendo um grande debate! Após certo tempo, a fascinação dos estudantes com essa teoria foi desaparecendo, mas os Illuminati, com a Maçonaria agora totalmente envolvida na liderança do Plano da Nova Ordem Mundial, tinham sua fórmula para alcançar seus objetivos!
Vamos agora definir esses termos conforme eles se relacionam com o Plano de Weishaupt:
Vamos agora definir esses termos conforme eles se relacionam com o Plano de Weishaupt:
Tese — é o sistema original que dominava a Europa no fim do século XVIII. Esse sistema era Iniciativa Privada na economia, Monarquia ou Democracia na política, e judaico-cristão na religião;
Antítese — é o sistema oposto à Tese, que, teoricamente, batalhando contra a Tese por um período longo de tempo, produziria um novo sistema, chamado Síntese. O principal problema é que nenhum sistema realmente oposto à Tese existia em 1776.
Portanto, o que você faz quando nenhum sistema oposto apareceu “espontaneamente”? Se eu estivesse incumbido de executar o Plano da Nova Ordem Mundial, e acreditasse na teoria de Hegel, suponho que procuraria criar um sistema exatamente oposto à Tese. O autor e editor católico Piers Compton, escreve sobre a criação da Antítese, o oposto exato da Tese Ocidental. Em 1846, “havia uma sensação de mudança no ar, uma mudança que se estenderia além das fronteiras da Igreja e transformaria muitas facetas da existência… Dois anos mais tarde, um corpo seleto de iniciados secretos, chamado Liga dos Doze Justos dos Illuminati, financiou Karl Marx para escrever o Manifesto Comunista…” [The Broken Cross: Hidden Hand in the Vatican, pág. 16].
A Antítese foi teoricamente criada quando o Manifesto Comunista foi publicado por Karl Marx em 1848. O autor cristão, Gary Kah, descobriu esse segredo quando recebeu uma coleção de livros maçônicos antigos e secretos. Ele escreveu sobre isso em seu livro En Route to a Global Occupation [leia a resenha]. Na página 94, Kah reproduz um diagrama que ele descobriu, que ilustra a ligação histórica entre o Movimento de Nova Era, com a Maçonaria, com os Illuminati, os Rosa-cruzes, os Cavaleiros Templários, Gnosticismo, Cabalismo, e a mãe de todos eles, as antigas religiões de mistério do Egito e da Babilônia. Nas laterais desse corpo principal de ligação, estavam vários grupos criados pela Maçonaria/Illuminati. “Marxismo” é mostrado em um quadro, com uma seta apontando para a Maçonaria/Illuminati! Não resta dúvida. A Maçonaria e os Illuminati criaram o Comunismo como um oposto direto à Tese, para que a teoria de Hegel pudesse ter prosseguimento.
O Comunismo propõe que na economia, o Estado possua todos os bens de produção e que planeje o que será produzido; na religião, propõe o ateísmo; na política, propõe uma ditadura do proletariado. Um oposto mais completo à Tese do que esse não teria sido possível.
* Síntese — é o novo sistema híbrido produzido pela batalha constante entre a Tese e a Antítese. A Síntese está planejada para ser uma economia fascista, em que os meios de produção e a distribuição dos produtos estão nas mãos da iniciativa privada, mas o governo determina quanto será produzido e quantas empresas poderão produzir o mesmo tipo de produto. A síntese foi planejada para ser satânica na religião, que é o híbrido entre a Tese judaico-cristã e a Antítese ateísta. Esse novo sistema, hipoteticamente chamado de Síntese, sempre teve um título. Sempre foi conhecido como Nova Ordem Mundial.
Esse Plano Hegeliano foi a grande premissa que guiou as ações dos Illuminati desde o início dos anos 1820. Simplesmente, o Plano era criar o sistema perfeitamente oposto à Tese, chamado Antítese. Esses dois lados opostos batalhariam entre si política e verbalmente durante muitos anos, ameaçando o mundo com uma grande guerra. No entanto, o Plano requer que nenhum lado destrua militarmente o outro. Nos muitos anos durante os quais essa batalha foi planejada para ocorrer, as atitudes das pessoas em ambos os lados mudariam gradualmente, até que o ponto fosse alcançado em ambos os lados, que permitiria que o novo sistema, a Síntese, nascesse. Esse sistema Síntese foi chamado de Nova Ordem Mundial.
Economicamente, o Comunismo é propriedade estatal e planejamento estatal; religiosamente, é ateísta; politicamente, é uma ditadura. Um sistema oposto mais completo à Tese não seria possível, mesmo se fosse planejado desse modo, o que, é claro, ele foi.
Um dos maiores segredos de todos os tempos é que grande parte das companhias e dos líderes do “Estamento do Poder” estão realmente trabalhando para derrubar este país capitalista da Tese, e movê-o para o sistema Síntese, também conhecido como Nova Ordem Mundial.
O Comunismo é meramente um sistema idealizado para lutar contra o Capitalismo de modo a criar a Nova Ordem Mundial, onde os grandes líderes empresariais se tornarão muito mais ricos do que o Capitalismo poderia permitir.”
Deu a louca no Supremo! Na crise em que todos se acusam, nenhuma peça para em pé
O STF vive um efeito dominó que interferiu no rumo das eleições e exige providências agora e as devidas punições
A crise na mais alta corte de Justiça no Brasil se agrava a cada dia, com uma certeza que se espalha pelo País: é o típico caso em que todos se acusam e todos têm razão e ninguém tem razão. Uma guerra de perde-perde.
O estrago é imenso, fere gravemente o Supremo, as instituições e a própria democracia, às vésperas da eleição presidencial.
O erro começa lá atrás, quando o Supremo articulou um acordão para jogar debaixo do tapete as revelações contra o ministro Dias Toffoli, que já vinha tropeçando nas próprias pernas com decisões favoráveis à J&F e desabou com a sociedade em um resort de alto luxo que cruza sua história com a de Daniel Vorcaro.
Depois veio o tombo estrondoso de Alexandre de Moraes, flagrado como cúmplice pago a peso de ouro por Vorcaro e, a partir daí, o Supremo vive um efeito dominó em que nenhuma peça para de pé, a partir do titubeante Edson Fachin.
O presidente do STF parece aturdido, pequeno para o tamanho da crise, incapaz de assumir o controle. O decano Gilmar Mendes lidera o grupo de Moraes e é um dos fatores da crise.
O relator dos casos Master e INSS, André Mendonça, deixou seus quinze minutos de glória subir à cabeça e acha que pode tudo.
Após a divulgação de parte do material de Vorcaro para Moraes pelo Estadão, Mendonça determinou a quebra de sigilo, deixou o País estarrecido com a intimidade do banqueiro com o ministro e interferiu no rumo das eleições.
Aliás, sem que a sociedade seja informada sobre o tamanho e os reais efeitos da “amizade” entre Flávio e Vorcaro.
Sem ter o que dizer, e afundando no descrédito, Moraes usou um documento da inteligência da PF, sem timbre, assinatura e valor, não para se defender, mas para atacar o relator Mendonça.
Só piorou sua própria situação: afundou mais ainda e fez emergir uma onda popular de apoios a Mendonça – e, de quebra, à candidatura de Flávio.
O Estado de S. Paulo, Opinião, 09/09/2026 | 14h45 Por Eliane Cantanhêde
Por que Fachin cancelou sessão do plenário do STF em meio a guerra de decisões
Fachin foi atropelado pela decisão de Dino
Horas depois de Flávio Dino reverter a decisão de André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues do comando da PF, o presidente do STF, Edson Fachin, cancelou há pouco a sessão plenária que estava prevista para começar às 14h desta quarta-feira.
Internamente, a justificativa para o cancelamento foi que Fachin está “elaborando decisão e encaminhamentos”, em meio à guerra de despachos deflagrada na semana passada por Mendonça com a divulgação do relatório sobre a relação de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Ontem à noite, a AGU de Jorge Messias recorreu da decisão de Mendonça sobre o chefe da PF ao presidente do Supremo, que deu um prazo de 72 horas ao relator do caso Master para apresentar suas contrarrazões
Na prática, Fachin foi atropelado, na manhã seguinte, pela decisão de Dino.
Até o momento, não se sabe se a sessão do plenário do Supremo de amanhã está mantida ou também será cancelada.
O Globo, Opinião, 09/09/2026 11h32 Por Gustavo Maia — Brasília / Lauro Jardim