A queda e a volta do delegado Andrei Rodrigues revelam uma crise muito maior

5 thoughts on “A queda e a volta do delegado Andrei Rodrigues revelam uma crise muito maior

  1. André Mendonça, agiu como vítima e juiz, na decisão que afastou o Diretor da Polícia Federal e o Diretor de Inteligência da corporação de Estado. Nesse sentido, copia literalmente as decisões de Alexandre de Morais no âmbito do Inquérito das Fakenews.

    Se a moda pega, vai virar uma balbúrdia constitucional.

    Em boa hora, um pouco atrasado é claro, o presidente do STF agiu colocando ordem nas esdrúxulas liminares horizontais de Mendonça e Dino.

    O afastamento do Diretor da Polícia Federal em decisão teratologica e monocrática do ministro André Mendonça, sem a comprovação fática de que Andrei Rodrigues tenha produzido o Relatório de Inteligência citado e até o monitoramento de Mendonça, que não foi comprovado na decisão, exige uma nulidade dos atos praticados, o que já sinaliza o ministro presidente da Corte Suprema. A decisão de Mendonça é frágil e além de tudo atinge mortalmente a competência de outro Poder. A interdependência entre os Poderes foi violada.

    É preciso uma virada de página nos limites da atuação dos ministros do STF. Se a Corte Constitucional não se debruçar sobre a atuação de seus ministros, outro Poder o fará e o Senado a partir de 2027, que emergir das Urnas agora em outubro, sinaliza uma maioria da Direita, que está com sangue nos olhos para empichar ministros, sim, aqueles que estão na mesa de Davi Alcolumbre, o atual presidente do Senado, em torno de mais de 100 pedidos de impeachment. E ainda estudam uma Reforma ampla do Poder Judiciário.

    Uma nova crise institucional tem data marcada: 2027.

    Oremos por paz e harmonia entre os Três Poderes.

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