
Ministro exalta força da delicadeza e da gentileza
Mariana Muniz
O Globo
Dois dias depois de uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada por bate-bocas e trocas de acusações entre ministros, Kassio Nunes Marques afirmou nesta quinta-feira que “não é preciso aumentar o tom para ser ouvido” e que “a delicadeza e a gentileza também têm força”.
A declaração foi feita durante sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido por Kassio, em um discurso de despedida ao ministro Antônio Carlos Ferreira, que participa de sua última sessão na Corte Eleitoral. Embora não tenha mencionado diretamente os episódios ocorridos no Supremo, a fala ocorre em meio à crise interna que expôs divergências entre integrantes da Corte.
BOSSA NOVA – Ao homenagear Antônio Carlos Ferreira, Kassio associou o perfil do colega à bossa nova e destacou características como elegância, delicadeza e gentileza: “A bossa nova nos ensina que a elegância é avessa ao excesso, que não é preciso aumentar o tom para ser ouvido e que a delicadeza e a gentileza também têm força”, afirmou.
A manifestação ocorreu dois dias depois da sessão do STF que evidenciou a escalada das divergências entre ministros em torno dos desdobramentos do caso Master. O julgamento foi marcado por momentos de tensão e terminou com um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, com direito a dedo em riste no plenário, antes de ser interrompido por um pedido de vista de Flávio Dino.
POSIÇÕES CONVERGENTES – Kassio tem adotado posições convergentes com as de Mendonça em episódios recentes da crise. Na sessão de terça-feira, sua participação no julgamento sobre as mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e envolvendo Alexandre de Moraes também era cercada de dúvidas diante da possibilidade de o ministro se declarar impedido.
A discussão no Supremo ocorre em meio a uma disputa sobre a condução das investigações relacionadas ao Banco Master e aos limites da atuação dos ministros nos diferentes procedimentos abertos a partir do caso. A fala desta quinta-feira é a primeira manifestação pública de Kassio desde a sessão marcada pelos embates no Supremo.
Quem ‘inventou’ Nunes Marques para o STF
Nunca é demais lembrar em tempos de campanha presidencial e de Supremo em chamas:
– Nunes Marques, o mais novo ministro enrolado do STF, é originalmente uma indicação de Flávio Rachadinha ao ex-mito, que o nomeou no final de 2020.
Fonte: O Globo, Opinião, 17/09/2026 Por Lauro Jardim
O que equivale dizer que foi o próprio Flávio quem indicou Nunes Marques para o STF.
E é sempre bom lembrar também que Nunes Marques é o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas eleições 2026.
Acorda, Brasil! Presta atenção!
O Nunes Marques é um covarde e deveria se juntar aos covardes comandantes das FFAA.
Rachadinha talverz mije ali de porta aberta, se quiser.
A impressão é que Vorcaro fez apenas o papel de perfeito idiota da alta bandidagem da nação, o papagaios comeram o milharal e o periquito levou a lama. Às vezes, para ser ouvido, como é o caso da banda boa, honesta, justa e do bem do conjunto da sociedade não basta gritar, “sem partidos, sem violência, sem corrupção, sem golpes, sem ditaduras, sem estelionatos eleitorais, basta, chega dos me$mo$, vocês não nos representam”, porque falta sensibilidade humana a quem deveria ouvir a voz e os lamentos do povo sofrido do Brasil. COMO JÁ RECONHECEU O PRÓPRIO DONALD TRUMP, presidente dos EUA, que, sob o aspecto democrático, tb não me parece flor que se cheire, mas que tb tem dito algumas coisas procedentes sobre o nosso país, como, p. ex., quando critica a ausência de candidaturas dissidentes e tb quando diz que o Brasil é um país muito difícil, que, aliás, até hj a música de Renato Russo segue perguntando sem resposta que país é este, capturado e dominado há 136 anos por uma república, filha de um golpe pratica pelo militarismo e o partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, arvorados até esta parte da história em senhores da dita-cuja república e donos do país e dos destinos da população, reduzida à condição de vítima, refém, súdita e escrava dos me$mo$ que, portanto, a grosso modo, há 136 anos se digladiam entre si pelo comando da dita-cuja, em função dos quais as mudas de verdade, sérias, estruturais e profundas, são terminantemente proibidas, de modo que, num ambiente como esse, que há muito tempo perfaz um gigantesco mar de lama como reconhecido por um ex-presidente levado ao suicídio talvez por remorso do golpe que tb aplicou na tênue democracia então existente e face ao país infeliz que ajudou a construir, culpar o STF, que, por milagre, conseguiu prender uma das pernas golpistas dos donos do sistema, e o Lula, pelas mudanças que deveriam acontecer e que não aconteceram até está parte da história, sem culpar antes a crise centenária patrocinada pelo poder maior da república, tal seja o congresso nacional, há 136 anos surfando na lama, aliás, envolvido em grande parte, até as entranhas, com o famigerado Vorcaro, o mafioso fantasiado de banqueiro, metidos no maior escândalo financeiro do país, daí a prevaricação caracterizada pela ausência da CPI do Banco Master, me parece antes de tudo um exercício de má-fé, daí o nosso reconhecimento da procedência da sábia argumentação do Edinho, uma das mentes políticas mais lúcidas da república, ao que parece, com a pergunta que não quer calar: afinal de contas, além da RPL-PNBC-DD-ME, com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação que ao sair às ruas em Junho de 2013, recolher-se ato contínuo e devolver a bola das mudanças necessárias para quem de direito, tal seja o congresso nacional, até para que o Brasil não virasse um Egito, na real, na verdade verdadeira, quem quer mudar o quê neste país, de modo a resolvê-lo, bem como a política e a vida da população, pacificamente, de preferência para os próximos 500 anos, alicerçado na paz, no amor, no perdão, na conciliação, na união e na mobilização pela mega solução, via evolução, focada no sucesso pleno do bem comum do conjunto da população ? https://www.facebook.com/reel/1635978024843926
O efeito Xandão no Superior Tribunal Militar (STM)
COM CRISE NO STF E FLÁVIO ELEITO, GOLPISTAS VÃO SAIR DA CADEIA E MANTER PATENTES E PRIVILÉGIOS
A enxurrada de notícias sobre relações do Banco Master e de Daniel Vorcaro com ministros do Supremo continua fazendo vítimas (que deveriam ser réus) e isso tem um efeito colateral num outro julgamento, este no Superior Tribunal Militar (STM): o da perda de patentes do ex-presidente e de altos oficiais condenados pela trama do golpe.
O processo foi aberto em fevereiro e, naquele momento, a tendência era francamente pela perda de patentes de generais, do almirante Almir Garnier e do capitão da reserva Jair Bolsonaro, mas isso vem mudando ao longo dos meses. Primeiro, para poupar dois generais, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira. Agora, pode desandar para poupar todos.
Os ministros do STM, na maioria militares, acompanharam o julgamento no STF, as provas, as acusações e as defesas dos articuladores do golpe e, nos bastidores, concordaram com as condenações, apesar de considerarem as penas excessivas, especialmente as dos que participaram do 8/01, mas sem relevância.
As revelações escabrosas sobre a promiscuidade de ministros do STF com um criminoso do quilate de Daniel Vorcaro, principalmente de Alexandre de Moraes, contaminaram a percepção, não só da sociedade civil, mas também de amplas áreas militares e do STM.
Começou com uma pergunta: como vamos condenar duplamente os réus do Supremo, se a credibilidade do relator (Moraes) foi por água abaixo? E essa pergunta se ampliou: e como vamos tirar as patentes dos “nossos”, se só se salvam três ou quatro no Supremo?
A indignação já vinha desde as histórias cabeludas de Dias Toffoli e o tal resort Tayayá, chegou ao cume com o contrato de R$ 131 milhões do escritório da família de Moraes e continua sendo alimentada pelas “novidades” e nomes que não param de sair.
Depois das relações do filho e de festas de Nunes Marques e as conversas e o carnaval do filho de Luiz Fux, chega a notícia de que o instituto de André Mendonça recebeu R$ 5 milhões de um ex-parceiro de negócios de Vorcaro e surge um novo nome: o da advogada Dalide Corrêa, chamada de “canal direito com STF”, que recebeu R$ 33 milhões num ano.
O julgamento sobre as patentes depende do eleito. Se for Lula, o processo prossegue e deverá ser julgado ainda neste ano. Se for Flávio Rachadinha, pode nem haver. Ele promete indultar o ex-mito, generais, almirante e todos os envolvidos no golpe e, assim, não haverá quem julgar.
Resumo da ópera: o que Alexandre de Moraes fez, Alexandre de Moraes desfaz e vira fator para transformar os réus em vítimas e os presos em livres, leves, soltos e com suas estrelas nos ombros. Menos Jair Bolsonaro, que não tem estrela nenhuma.
O Estado de S. Paulo, Opinião, 17/09/2026 | 20h26 Por Eliane Cantanhêde
Leitura extremamente relevante.
A nação parece caminhar para uma ditadura implacável sem que se dê conta, como se houvesse, de fato, alguma força sustentando a democracia de que tanto fala Barba.
Senhor PauloDB , eu não sabia que ” sensatez , lucidez ” sejam sinônimo de covardia .