Caso Vorcaro enfim cruza fronteiras e PF mira dinheiro do Banco Master nos EUA

Mensagens sobre Moraes e Vorcaro levam STF a temer ofensiva eleitoral contra a Corte

Charge do Ismecio (Instagram)

Bela Megale
O Globo

A série de mensagens entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro que evidenciam a troca de informações sigilosas sobre a Operação Compliance Zero instaurou um clima de tensão inédita na corte.

O maior temor entre os magistrados são as consequências que as conversas trarão para o tribunal, ainda mais a cerca de um mês das eleições, quando a pauta de muitos candidatos é atacar o STF.

DADOS SENSÍVEIS – A avaliação é que as mensagens que mostram Moraes fornecendo dados sensíveis de investigações para Vorcaro serão usadas para implodir a imagem da corte e que não há, pelo menos até agora, uma linha de defesa para Moraes.

Outro ponto de extrema preocupação é que o impeachment de ministros do STF ganhe força e passe a ser adotado como pauta, inclusive entre candidatos à Presidência da República.

Magistrados não admitirão isso publicamente, mas nos bastidores fazem a avaliação de que a situação de Alexandre de Moraes se complicou muito e que é difícil encontrar um caminho para justificar a atuação do ministro.

ALVO DE OPERAÇÃO – Como revelou o jornal O Estado de S. Paulo, as mensagens indicam que Moraes discutiu com o banqueiro a possibilidade de Vorcaro ser alvo de uma operação da PF. “Acha que segunda já tenho que estar fora?”, perguntou o banqueiro ao ministro do STF.

A investigação policial ainda mostrou que o magistrado editou o contrato de R$ 131 milhões prestado pelo escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci, com Vorcaro. Há ainda troca de mensagens em que Vorcaro pede a Moraes que busque a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para travar as investigações contra ele.

“Terremoto político”: imprensa internacional repercute crise envolvendo Moraes e Vorcaro

Alcolumbre foge do caso Moraes e fala em 109 pedidos de impeachments contra ministros

‘Isso não é normal’, diz Alcolumbre sobre os pedidos 

Sara Curcino
G1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse nesta terça-feira (1), após ser questionado sobre as mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, que não comentaria o teor do diálogos, mas que não considera normal o volume de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“A decisão é que tem 109 pedidos. Eu não achei nada. Não devo achar nada [da troca de mensagens que envolvem Moraes]. A minha percepção é que tem 109 pedidos. Isso não é normal. 109 pedidos de impeachment dos 10 ministros do STF”, disse Alcolumbre. Esse tipo de denúncia pode ser apresentada por qualquer pessoa, um parlamentar e ou a Procuradoria-Geral da República (PGR).

TROCA DE MENSAGENS – Uma troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro sinaliza que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo.

O presidente do Senado não disse se pretende dar seguimento aos pedidos. É ele quem decide se arquiva ou se admite a denúncia. Essa etapa é política e costuma ser o primeiro grande filtro. Só depois, se a denúncia for aceita, o processo pode avançar para uma comissão especial e, depois, para o plenário.

Nesta terça, o partido Novo e o senador Carlos Viana (PSD-MG) apresentaram requerimentos de impeachment de Moraes. O senador mineiro também protocolou pedido para que o ministro compareça ao Senado para prestar informações.

PRESSÃO – Alcolumbre foi cobrado, durante a sessão do plenário, pelos senadores para que acate os pedidos. “Eu não posso deixar de colocar aqui a minha indignação sobre o silêncio desta Casa com relação às denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Excelência [Alcolumbre], estão sobre a sua mesa, sob a sua responsabilidade e a sua história”, declarou Viana ao presidente do Senado.

“É muito preocupante essa espécie de anestesia que nós estamos vendo por parte do Poder Legislativo, em especial por parte desta Casa”, afirmou o senador Flávio Bolsonaro, que é o candidato do PL à Presidência da República.

“Olhe o ambiente que os três Poderes respiram hoje: o Presidente da República tem que se servir de Alexandre de Moraes para fazer articulação política, presidente Davi, com vossa excelência. Olhe a que nível chegou o ‘trabalho’, muito entre aspas, de um ministro do Supremo Tribunal Federal”, concluiu.

TRAMITAÇÃO –   A Constituição Federal determina que cabe ao Senado processar e julgar integrantes da Corte por crimes de responsabilidade. A estrutura é parecida com o impeachment de presidente da República: a denúncia é examinada pelo Senado; há possibilidade de afastamento temporário; e, ao final, o ministro pode perder o cargo e ficar até cinco anos impedido de exercer funções públicas.

A Lei do Impeachment lista condutas consideradas graves o bastante para justificar um processo. Entre elas: julgar um caso quando o ministro deveria ser considerado suspeito; exercer atividade político-partidária; agir com negligência grave no cumprimento das funções; agir de forma incompatível com honra, dignidade e decoro. Essas condutas precisam ser descritas e comprovadas na denúncia feita ao Senado.

Gonet usa decisão contra Moro para blindar Moraes no caso Master

Dante Milano, um poeta que sonhava em escrever versos sem pensar

Veredas da Língua: DANTE MILANO – POEMASPaulo Peres
Poemas & Canções 

O poeta Dante Milano (1899-1991), que nasceu em Petrópolis (RJ), no poema “Descobrimento da Poesia” deseja escrever versos sem pensar, mas que sejam puros e inocentes como o princípio do amor.

DESCOBRIMENTO DA POESIA
Dante Milano

Quero escrever sem pensar.
Que um verso consolador
Venha vindo impressentido
Como o princípio do amor.

Quero escrever sem saber,
sem saber o que dizer,
Quero escrever uma coisa
Que não se possa entender,

Mas que tenha um ar de graça,
De pureza, de inocência,
De doçura na desgraça,
De descanso na inconsciência.

Sinto que a arte já me cansa
E só me resta a esperança
De me esquecer do que sou
E tornar a ser criança.

Quaest: Lula lidera, Flávio resiste e Augusto Cury embaralha a eleição

Lula lidera pesquisa no 1º turno; Cury vai a 10%

Caio Sartori
O Globo

A primeira pesquisa Quaest depois do início da propaganda eleitoral na TV e no rádio, contratada pelo jornal O Globo e pela Globo e divulgada nesta quarta-feira, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 37% das intenções de voto na simulação de primeiro turno. Flávio Bolsonaro (PL), com 30%, aparece na sequência. O levantamento aponta ainda que o escritor Augusto Cury (Avante) cresceu, passou os outros candidatos e está em terceiro.

Os percentuais se referem ao cenário testado pela Quaest que inclui Pablo Marçal. Condenado à inelegibilidade por oito anos na esteira do uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha de 2024, o presidenciável do PRTB tem a candidatura questionada na Justiça Eleitoral.

TERCEIRA VIA – Cury marca 10%, oito pontos percentuais a mais do que no levantamento divulgado em 14 de agosto. As pesquisas não são diretamente comparáveis, já que a sondagem anterior incluía entre os candidatos Leonardo Avalanche (PRTB), depois substituído por Marçal, mas os números sinalizam que houve avanço significativo do candidato do Avante, o que coincide com seu crescimento nas redes sociais.

Renan Santos (Missão), com 3%, e Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Marçal, com 1% cada, vêm na sequência, em patamar inferior. Eleitores que dizem que votarão em branco, nulo ou não vão votar representam 7%, e os indecisos são 10%.

POUCA VARIAÇÃO – No cenário sem Marçal, há pouca variação. Lula tem 37%, Flávio soma 29% e Cury registra 10%. Além do início do horário eleitoral gratuito e das inserções espalhadas na programação, os candidatos tiveram nos últimos dias momentos considerados decisivos na campanha, sobretudo a entrevista à TV Globo.

A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-07065/2026.

Moraes no olho do furacão e o STF à beira de uma crise histórica

Gonet entra no jogo sujo para impedir que seja investigado junto com Moraes

Quem é Paulo Gonet, o novo procurador-geral da República

Gonet e o filho também estão envolvidos com Vorcaro

Pepita Ortega
O Globo

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a nulidade do relatório da Polícia Federal que detalha a relação do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e com ele próprio. O parecer foi enviado ao ministro André Mendonça, relator do caso Master na Corte, que na segunda-feira solicitou uma manifestação do órgão a respeito das informações encontradas na investigação.

Segundo o procurador-geral da República, a ordem de Mendonça para que a PF identificasse o destinatário de mensagens de Vorcaro, sem um pedido prévio do Ministério Público ou da Polícia Federal, não é válida por “exceder os limites de competência do magistrado”. Além disso, Gonet pontua que a lei prevê autorização do plenário do STF para que um integrante da Corte seja investigado.

CASUALMENTE… – Alega Gonet: “Mesmo que, casualmente, fosse encontrado algum indício do que o relator entendesse ser irregularidade de interesse penal, não caberia a ele aprofundar as pesquisas sobre o Colega – vale dizer, não caberia a ele determinar que se investigassem com mais detimento referências ao Colega. Impunha-se, antes, que, acreditando haver o que merecesse ser investigado, se dirigisse ao Presidente do Tribunal, para que o Plenário pudesse avaliar o acerto da sua impressão, concordando ou não com a investigação”, afirma o Gonet.

O relatório da PF teve como ponto de partida mensagens identificadas no celular de Vorcaro, apreendido durante a Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Master.

Na semana passada, Mendonça pediu que os investigadores identificassem os interlocutores do banqueiro sob argumento que Vorcaro teria montado uma “rede de monitoramento e influência, com potencial infiltração nas mais elevadas instâncias de diversas instituições da República”.

NO PLENÁRIO – Em despacho na segunda-feira, Mendonça solicitou que o plenário da Corte delibere sobre as informações encontradas pela PF. Segundo o ministro, a análise pelo colegiado ocorrerá independentemente da manifestação que viesse a ser apresentada pela PGR. A inclusão na pauta do plenário depende de uma decisão do presidente da Corte, Edson Fachin.

Segundo Gonet, contudo, como a ordem de Mendonça é nula, o relatório elaborado pela Polícia Federal, com o detalhamento das mensagens que citam o ministro, também é nulo. Assim, na visão do PGR, o caso deve ser extinto.

Em uma manifestação de oito páginas, o PGR afirma ainda que o nome de Moraes já havia sido incluído em informes policiais anteriores e que, ao pedir que houvesse o detalhamento, “é certo que o relator quis que fossem minudenciados”.

ALEGAÇÃO DE GONET – “Não importa o grau de investigação que a providência constitui, é inegável que houve imersão em elementos dos autos para buscar indicativos de envolvimento do Ministro Alexandre de Moraes em ilícitos”, afirma Gonet.

Como revelou O GLOBO, uma ala da Corte mais próxima a Moraes já avaliava que a validade do relatório do STF deveria ser um dos principais pontos a serem discutidos pelo colegiado. O principal argumento desse grupo é que a investigação de ministros do STF tem de ser autorizada pelo tribunal previamente.

Como não houve essa consulta por parte da PF, a avaliação dé que as informações coletadas no celular de Vorcaro podem ser declaradas nulas, ou seja, sem valor para embasar eventuais atos processuais.

RITO FOI SEGUIDO – Do outro lado, interlocutores de Mendonça sustentam que não houve nenhum ato de investigação acerca de Moraes e que não se sabia quem era o destinatário das mensagens de Vorcaro até então.

Para aliados do ministro, os investigadores apenas identificaram o interlocutor das mensagens e isso não consistiria uma apuração. Nessa visão, o rito foi seguido: as mensagens foram encontradas e remetidas para a PGR e o plenário para a devida apreciação.

As mensagens apreendidas pela PF mostram que Vorcaro também mantinha relações com Gonet. Um diálogo revela um pedido para que o banqueiro bancasse uma viagem para o filho do Procurador-Geral da República para Londres. Na conversa, de março de 2025, o advogado Ciro Soares, ex-defensor do Master, pergunta ao banqueiro se poderia incluir Pedro Gonet no grupo que iria participar de um evento na capital inglesa, ao que Vorcaro confirma.

MAL NA FOTO… – Nas conversas apreendidas pela PF, Ciro Soares chegou a enviar uma fotografia na qual aparecia ao lado de Gonet, e, na sequência, afirmou que o chefe da PGR queria falar com o então dono do Master. Depois das mensagens, foram registradas quatro ligações entre Vorcaro e o telefone de Ciro.

Segundo a PF, a fotografia foi enviada por Ciro a Vorcaro às 14h13 do dia 15 de março de 2025. Logo depois, o advogado escreveu “Liga aqui” e acrescentou: “Ele quer falar com você”.

A partir das 14h23, o celular registra quatro chamadas de voz entre Vorcaro e Ciro. As ligações tiveram duração de 57 segundos, 27 segundos, 17 segundos e três minutos e 49 segundos.

OUTRAS MENSAGENS – O relatório não esclarece se Gonet participou das chamadas nem confirma que tenha conversado diretamente com Vorcaro. Os registros mostram apenas que as ligações foram feitas para o telefone de Ciro depois que o advogado enviou a foto com o procurador-geral e afirmou que ele queria falar com o banqueiro.

A sequência foi localizada pela PF durante uma pesquisa por referências a Gonet nos dados extraídos do aparelho. Os investigadores afirmam que não havia no celular de Vorcaro um contato salvo com o nome do chefe da PGR. As menções foram encontradas principalmente nas conversas entre o banqueiro e Ciro.

Duas semanas depois, em 28 de março de 2025, o advogado encaminhou a Vorcaro outras três mensagens e afirmou que elas haviam sido enviadas por Gonet. Entre os textos estavam “Que bom! Estou na torcida por vocês!” e “Já estou com saudades de você! Estou embarcando para Roma”.

Vorcaro agradeceu pelas mensagens. Na sequência, Ciro afirmou que o procurador-geral “lhe adora” e que iria a Londres com o grupo. No dia seguinte, o advogado perguntou ao banqueiro se o filho de Gonet poderia acompanhá-los na viagem. Vorcaro respondeu: “Óbvio, né”.

FILHO DE GONET – Em abril daquele ano, uma funcionária consultou Vorcaro sobre quais convidados poderiam viajar a Londres com as despesas pagas pela organização. O banqueiro autorizou o custeio para Ciro e para Pedro Gonet, filho do procurador-geral.

A PF não atribui, nesse relatório, uma conduta criminosa a Gonet. O documento reúne mensagens e registros encontrados no telefone de Vorcaro em cumprimento a uma ordem de Mendonça para identificar pessoas citadas nas comunicações do banqueiro e apresentar as interações relacionadas a elas

O documento produzido pela PF também indica que Vorcaro recebeu orientações Moraes no auge da crise da instituição financeira. Durante um período de 13 dias, mensagens extraídas do celular do banqueiro mostram que ele pediu a intervenção do magistrado para impedir a liquidação do banco e o avanço das investigações.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Já era esperada essa manifestação de Paulo Gonet, cuja nomeação como procurador-geral é atribuída ao ministro Gilmar Mendes, que foi seu colega no Ministério Público e sócio da Faculdade de Direito criada pelos dois em Brasília. A decisão de Gonet é marcada pelo desespero e mentirosa, ao dizer que não cabia a Mendonça determinar a investigação de Moraes. Na forma da lei, este é justamente o papel de Mendonça, que se dirigiu diretamente ao presidente do STF, porque as autoridades a serem inicialmente consultadas (o próprio Gonet e o diretor da PF, Andrei Rodrigues) também precisam ser investigadas. (C.N.)

Um superávit de R$ 18 bilhões diante de uma conta de juros de mais de R$ 1 trilhão

Piada do Ano! Ministros do STF dizem que “objetivo” de Mendonça seria atingir Lula

charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio. #DiasToffoli #bancomaster #justiça #master #STF #lula #moraes #chargejc #chargejornaldocommercio #chargethiagojc #chargethiagolucas #chargethiagolucasjc *digital

Charge do Thiago Lucas (Jornal do Commercio)

Mônica Bergamo
Folha

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) fizeram duras análises sobre a atuação de André Mendonça na obtenção e divulgação de mensagens constrangedoras para Alexandre de Moraes. Nesta terça (1), o magistrado levantou o sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) que mostra uma troca de mensagens intensa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com Moraes.

Entre outras coisas, as mensagens sugerem que os dois se encontraram antes de o ex-banqueiro ser preso e que mantinham uma agenda de reuniões frequentes.

APOIO A VORCARO – Nesses encontros, Moraes se comprometeria até mesmo em dar “um aperto” em autoridades para favorecer o Banco Master, que contratou o escritório da mulher dele, Viviane Barci de Moraes, por R$ 131,2 milhões para um trabalho de compliance.

Na avaliação de colegas de ambos, Mendonça está certo ao não encobrir eventuais irregularidades de Moraes. O método que ele usou para obter as mensagens, o momento em que decidiu avançar contra o colega e a divulgação das informações, no entanto, são “altamente questionáveis”, na opinião de um ministro ouvido pela coluna.

“Todos aqui tocam investigações, e há sempre um respeito por rito e forma, que ele não seguiu nesse caso”, diz.

FLÁVIO BENEFICIADO – Para esse mesmo magistrado, é “óbvio” que o resultado da avalanche de reportagens feitas sobre o caso beneficia o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a eleição presidencial. O filho de Jair Bolsonaro já afirmou em nota que Moraes deveria renunciar ao cargo.

O momento, portanto, seria o pior possível, e não haveria justificativa para que Mendonça tomasse a iniciativa agora. “O STF, que já estava dentro do cenário eleitoral enfrentando certa má vontade da população, entra no furacão de vez”, afirma um ministro.

“Ele riscou o palito de fósforo dentro do tanque de combustível. Abriu as portas do Supremo para o inferno, e ninguém sabe as consequências disso”, segue o magistrado, referindo-se à possibilidade de um possível impeachment futuro de mais de um integrante do STF.

TODO-PODEROSO – O mesmo magistrado diz acreditar que, em caso de vitória de Flávio Bolsonaro, Mendonça se tornaria uma das pessoas mais poderosas do Brasil, por quem passariam as indicações de pelo menos três futuros ministros do STF, para vagas que serão abertas no próximo governo pela aposentadoria de alguns de seus integrantes.

O método usado por Mendonça também é criticado. Pela jurisprudência do STF, um ministro do Supremo só poderia ser investigado depois de um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).

A petição de Mendonça em que pede à Polícia Federal um relatório sobre as mensagens de Vorcaro a Moraes, no entanto, foi feita de ofício, ou seja, por ele mesmo.

INVESTIGAÇÃO – Um dos magistrados ouvidos pela coluna afirma também que o relatório gerado a pedido de Mendonça é já uma investigação, feita, portanto, sem o necessário pedido da Procuradoria. E seria um ato nulo.

Uma outra questão é o vazamento das mensagens. Antes mesmo do levantamento do sigilo, órgãos de imprensa tiveram acesso a elas.

Na sequência, Mendonça permitiu o acesso a todo e qualquer cidadão. “É correto um juiz vazar as coisas para atingir um investigado? Ainda mais sendo um colega?”, questiona um segundo ministro da Corte.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como se vê, a corrupção e a impunidade no Brasil tornaram-se tão fortes e entrelaçadas que até surge quem defenda um ministro venal como Alexandre de Morais, que vendeu “proteção” a um criminoso como Daniel Vorcaro e cobrou R$ 131,2 milhões, que é o verdadeiro valor do contrato feito em nome da mulher. Seguindo neste viés de Piada do Ano, logo aparecerá quem peça o impeachment de Mendonça, por estar metendo o bico onde não deve. (C.N.)

R$ 131 milhões, aeronaves e luxo: as relações que a PF atribui ao caso Moraes-Vorcaro

É inconcebível que Moraes e Dias Toffoli continuem sendo ministros do Supremo

CPI do Senado para investigar Moraes e Toffoli reúne assinaturas  necessárias #charge #cartum #caricatura #editorialcartoon #politicalcartoon

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Carlos Newton

Às vésperas de uma eleição presidencial que nada significa, pois o resultado pouco mudará neste país, que continuará refém do conluio entre os três Poderes, não importa quem seja eleito, surge a notícia de que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre um documento da Polícia Federal que inclui uma mensagem de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pedindo ao interlocutor a proteção de “Andrei e Paulo”.

Ora, até as ondulantes pilastras do prédio do STF sabem que as figuras mencionadas são Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República.

VENDENDO PROTEÇÃO – Vejam a que ponto chegamos, com um criminoso do porte de Vorcaro, que manipulava bilhões de reais, pedindo proteção a duas das maiores autoridades do país.

Ele cometeu essa desfaçatez, porque estava consciente da impunidade. Como diz o jornalista Mário Sabino, o banqueiro Vorcaro tinha 129 milhões de motivos para acreditar que podia comprar a proteção de todas as autoridades da nação, até porque o atual presidente, Lula da Silva, sempre se vendeu por pouco, muito pouco, em relação a outros expoentes do Partido dos Trabalhadores, como Antonio Palocci e José Dirceu, que já cumpriram penas e continuam enriquecidos, e outros petistas, como Jaques Wagner e Rui Costa, que são baianos, adoram Axé Music e não estão nem aí para as denúncias.

No Brasil de hoje, como diria o genial historiador Capistrano de Moraes, é estarrecedora a falta de vergonha que as cúpulas dos três Poderes estão exibindo.

CORRUPÇÃO ACEITA – No caso do Supremo, nunca se viu nada igual desde sua fundação, em 1891, orquestrada por Ruy Barbosa. Pela primeira vez, o tribunal tem dois membros notoriamente corruptos, e nada acontece.

Tanto Alexandre de Moraes quanto Dias Toffoli já deveriam ter sido afastados desde o surgimento das gravíssimas denúncias, que os dois nem se deram ao trabalho de refutar.

Flagrado como dono de um resort, envolvido com banqueiros corruptores como Daniel Vorcaro (Master) e André Esteves (BTG), Toffoli ainda tentou se justificar. Em sessão do plenário, disse que, se ministro do STF pode ter ações de empresas, com certeza tem direito de ser dono delas. Quanto a Moraes, nem tenta se defender – simplesmente finge que não está acontecendo nada.

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P.S. 1 –
Em qualquer país minimamente sério, Moraes e Toffoli teriam sido afastados sumariamente de suas funções. Mas aqui não se pode fazê-lo, porque o Regimento não prevê a existência de ministros corruptos ou vendedores de proteção. Ora, essa justificativa é ridícula, porque a legislação determina afastamento e punição de servidor que comete crime, e os ministros do Supremo são funcionários públicos como os outros.

P.S. 2 – Outro argumento é de que o Supremo está com menos um ministro desde a saída de Luís Roberto Barroso. Mas a desculpa não cola. Basta convocar ministros do STJ para cumprirem a função, até serem nomeados os novos integrantes, como se faz em todos os tribunais de segunda e terceira instâncias. E o resto é folclore, como dizia o magistral Sebastião Nery. (C.N.)

Moraes finge que não aconteceu nada e marca julgamento do recurso de Eduardo Bolsonaro

Eduardo foi condenado pela 1ª Turma a 4 anos e 2 meses

Ana Pompeu
Folha

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), marcou o julgamento do recurso contra a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela atuação nos Estados Unidos para o plenário virtual da corte, entre 11 e 18 de setembro.

Eduardo foi condenado em 16 de junho, por unanimidade, a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto pelo crime de coação no curso do processo por sua atuação nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário brasileiro e impedir a análise da trama golpista.

JULGAMENTO – O recurso contra a condenação será julgado pela Primeira Turma da corte, formada por Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Os embargos de declaração foram apresentados pela Defensoria Pública da União, já que Eduardo não definiu advogado para defendê-lo no processo. Moraes determinou, sob alegação de que ele dificultava o andamento do processo sem estabelecer defesa, que o ex-deputado fosse intimado por edital e que a DPU assumisse o caso.

O relator abriu o inquérito em 26 de maio a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ter cometido os crimes ao atuar, nos EUA, junto a autoridades estrangeiras contra integrantes do Supremo, da PGR e da PF.

UNANIMIDADE – A Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, receber a denúncia contra o então parlamentar em 15 de novembro. Em nota conjunta divulgada após a denúncia, a dupla disse que a acusação revelava a “perseguição política em curso”. Eles ainda dizem que a acusação é “fajuta” e chamam a equipe de Paulo Gonet na PGR de “lacaios de Moraes”.

O crime de coação consiste em “usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial”.

CONSTRANGIMENTO – Na denúncia, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo tentaram explorar o relacionamento que mantêm com integrantes do governo americano e assessores e conselheiros do presidente Donald Trump e que se valeram dessa rede de contatos para constranger a atuação do Supremo.

No julgamento, Moraes disse que “não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país”. Ainda, que a “desinformação” levada por Eduardo e por Figueiredo ao governo de Donald Trump, que resultou na aplicação de tarifas contra produtos brasileiros, prejudicou todo o Brasil com o intuito de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas “não amedrontou essa corte”.

Lula recebe empresários e discute contas públicas e juros após ofensiva de Flávio na Faria Lima

No meio de tanta lama, é difícil prever se o STF vai mesmo investigar Moraes

Tribuna da Internet | Não existem santos no STF, porém há ministros mais  sujos do que os outros

Charge do Zappa (humortadela.com)

Carolina Brígido
Estadão

O relatório da Polícia Federal que mostra a relação aparentemente pouco republicana entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro impacta não apenas o ministro, que corre o risco de virar alvo de um inquérito no próprio Supremo Tribunal Federal (STF). A notícia deve custar caro para a Corte como um todo.

O relator, André Mendonça, indicou que deve ser do plenário, em sessão pública e presencial, a decisão sobre a abertura ou não de inquérito contra o colega. A recomendação depende do aval dos ministros – especialmente do presidente, Edson Fachin.

GONET ENVOLVIDO – Mendonça pediu um parecer para a Procuradoria-Geral da República (PGR), mas não deve levá-lo em conta, já que o próprio chefe da instituição, Paulo Gonet, foi citado pela PF por ser ligado a Vorcaro. Não há previsão de quando essa sessão será realizada – nem mesmo se vai acontecer.

Nos bastidores do STF, a avaliação é que, seja qual for a decisão tomada em plenário, o tribunal sairá derrotado. Abrir o inquérito significaria soltar a mão de um dos pares e abrir a guarda para a ampliação de críticas ao Supremo – não apenas pelos indícios encontrados pela PF, mas também por motivações políticas. O cenário é provável, já que o País está a um mês das eleições e boa parte dos candidatos usa impeachment de ministros do STF como bandeira.

Por outro ângulo, a abertura de inquérito contra Moraes aumentaria a chance de ser instaurado processo de impeachment contra ele no Senado. Na avaliação de integrantes da Corte, se isso acontecer, outros ministros do Supremo podem ser afastados na mesma leva, o que enfraqueceria o tribunal como instituição e pilar da democracia.

DESMORALIZAÇÃO – Ao mesmo tempo, arquivar indícios fortes colhidos pela PF desmoralizaria o Supremo e deixaria o tribunal com a pecha de corporativista. Diante desse dilema, fontes do Supremo avaliam que hoje seria difícil prever o placar de um eventual julgamento sobre a questão no plenário.

O resultado do julgamento dependerá do trabalho que Mendonça e Moraes farão nos bastidores nos próximos dias. É dado como certo que Mendonça conta com ao menos um voto, o de Luiz Fux. No time de Moraes, devem ser elencados Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Os outros quatro ministros estariam na coluna do meio, podendo se inclinar para um lado ou para outro, a depender das conversas reservadas aguardadas para os próximos dias.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
São procedentes as dúvidas sobre o que decidirá o plenário, porque o Supremo já está mais do que desmoralizado desde 2019, quando determinou ilegalmente a soltura de Lula, tornando o Brasil o único país da ONU (são 193 nações) que não prende criminoso condenado em três instâncias. Mas é certo que o ministro André Mendonça vai pedir ao plenário a abertura de inquérito contra Moraes, cuja presença no Supremo é uma ofensa à cidadania. (C.N.)

Após o escândalo, Lula abandona Moraes e vai defender a investigação contra ele…

Diante de tensão com Milei, Lula convida Moraes para um café

Lula acha que a amizade com Moraes prejudica a campanha

Vera Rosa
Estadão

Os diálogos revelados primeiro pelo Estadão entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, causaram extrema preocupação na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Desta vez, a gravidade do relatório da Polícia Federal detalhando mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro é tanta que o comitê de Lula ainda está à procura de uma estratégia para se afastar da crise. Agora, a guerra fratricida nas fileiras do STF ameaça explodir em várias direções da Praça dos Três Poderes e até paralisar votações de interesse do governo no Congresso.

NÃO HÁ SAÍDA – Para o candidato Lula, não é mais suficiente dizer que quem tem de prestar contas sobre a relação com Vorcaro é o candidato do PL, Flávio Bolsonaro – uma vez que até hoje não se sabe onde foi parar o dinheiro enviado pelo banqueiro para financiar o filme Dark Horse. Muito menos observar que o ministro do STF André Mendonça – antagonista de Moraes na Corte – atua com dois pesos e duas medidas por ter sido indicado para a Corte pelo então presidente Jair Bolsonaro.

A partir de agora, Moraes e o Supremo viraram o principal assunto da disputa eleitoral. Aliás, nada mais conveniente para Flávio do que o surgimento dessas revelações às vésperas do ato convocado por ele para 7 de setembro, na Avenida Paulista.

Embora o escândalo não se refira a Lula, o episódio serve de munição para Flávio e fortalece a defesa do impeachment de ministros do STF. O afastamento de magistrados precisa passar pelo crivo do Senado e candidatos a uma cadeira na Casa de Salão Azul que já adotam essa bandeira vão ampliar a ofensiva.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como se vê, os três Poderes estão apodrecidos. Lula foi um otário ao aceitar um jantar na casa de Moraes, para se reunir com os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre. Em Brasília, a partir das tentativas do delegado Andrei Rodrigues para proteger Moraes, já se sabia que o ministro do STF iria acabar sendo investigado. Lula não acreditou e aceitou o convite de Moraes, porque corrupção atrai corrupção, é uma verdadeira praga. (C.N.)

Mendonça enfrenta Moraes e questiona “proteção” da Polícia Federal ao ministro

Moraes e Mendonça tiveram reunião tensa antes de divulgação de mensagens de Vorcaro

Moraes quis pressionar Mendonça e foi repelido na hora

Roseann Kennedy
Estadão

O ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), e o ministro Alexandre de Moraes tiveram uma discussão tensa nesta segunda-feira, 31. Moraes chamou Mendonça para conversar após saber que seria alvo de um pedido de informações encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) a respeito de suas conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Como Mendonça ainda não havia protocolado o pedido no órgão ministerial — o que só ocorreu nesta terça-feira —, o relator indagou como o colega havia ficado sabendo antecipadamente, questionando se informações da Polícia Federal sobre o caso estariam vazando previamente para Moraes.

MENSAGENS REVELADORAS – O clima na Corte se deteriorou ainda mais nesta terça-feira, quando Mendonça decidiu derrubar o sigilo sobre a troca de mensagens entre Moraes e o dono do Banco Master.

No ofício encaminhado à PGR, Mendonça solicitou esclarecimentos sobre os diálogos em que Vorcaro citava a necessidade de “proteção” e mencionava o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

O pedido engloba ainda dados que apontam que Moraes editou a minuta do contrato de R$ 131,2 milhões do escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, além de indícios de vazamento de datas e horários de diligências da Operação Compliance Zero.

CARTÕES DE CRÉDITO – As provas contra  Moraes são arrasadoras, envolvem até cartões de crédito para os filhos do ministro. O administrador do escritório Barci de Moraes, Guilherme de Toledo Benazzi, entrou em contato com Vorcaro para tratar da emissão dos cartões. E Vorcaro autorizou cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para filhos de Moraes, aponta mensagem.

Já o advogado Ciro Soares enviou foto ao lado do procurador-geral da República, Paulo Gonet, segundos antes de intermediar uma ligação telefônica entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro. Gonet disse que sentia saudades de Vorcaro e chamou banqueiro de ‘máquina’

ABRIR INQUÉRITO – Moraes coordenava eventos privados com autoridades organizados pelo banqueiro Vorcaro, segundo mensagens extraídas pela Polícia Federal no celular do dono do Master. As mensagens mostram que Moraes vetava convidados, mandava convites para autoridades e até receberia um troféu de Vorcaro.

“Alexandre morre se vc fizer isso. Aliás nos mata”, disse Vorcaro a uma funcionária que sugeriu colocar o presidente do União Brasil, Antonio Rueda,  como um dos moderadores do evento.

Diante dessas provas, Mendonça não descarta solicitar a abertura formal de uma investigação contra Moraes no STF. Por rito regimental, a instauração de um inquérito contra um integrante do tribunal depende de autorização do Plenário. Como apurou a Coluna do Estadão, caso decida avançar com esse pedido, Mendonça só o fará após uma consulta prévia ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para avaliar os impactos institucionais da medida sobre o Supremo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Mendonça não tem alternativa. É obrigado a convocar o plenário para abrir a investigação. Moraes vai ser afastado da função e ser condenado por corrupção. Não há como mantê-lo no Supremo e uma prisão preventiva de Moraes faria um bem enorme à democracia brasileira. (C.N.)  

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