Ministro da Justiça pede cautela em apuração sobre possível interferência externa na eleição

Wellington César defende análise para evitar ‘falso alarde’

Patrik Camporez
O Globo

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou neste domingo (4) que a apuração se houve interferência externa nas eleições brasileiras exige “cuidado” e “escrutínio” para evitar um “falso alarde” e impedir que dados relevantes sejam desprezados.

Em entrevista neste domingo, ele confirmou que a Polícia Federal analisa uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o assunto. “Minha avaliação é de que assuntos como esse merecem o cuidado, o escrutínio e a pesquisa correta para que nós não tenhamos nenhum falso alarde”, afirmou.

ANÁLISE – O ministro também destacou a necessidade de evitar que algum dado relevante seja desprezado durante a análise. Wellington relatou que participou de uma reunião com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que confirmou que o procedimento está em tramitação e análise na Diretoria de Inteligência Policial (DIP). Segundo o ministro, a representação passou pela Corregedoria-Geral antes de chegar à diretoria.

Questionado sobre as implicações diplomáticas da apuração, ele afirmou que cabe às autoridades brasileiras investigar eventuais infrações penais, inclusive durante o período eleitoral. O ministro também disse que as eleições seguiram em “absoluta normalidade” e avaliou que as ocorrências registradas foram pequenas diante da dimensão da operação de segurança.

Segundo Wellington, mais de 320 mil agentes participaram da operação de segurança em todo o país. Ele disse que a mobilização demonstra integração e coordenação entre as forças federais, estaduais e municipais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *