A conta do Estado social chega à França — e o Brasil deveria prestar atenção nesta crise

Nó do impasse na França está na Previdência

Solange Srour
Folha

Por décadas, a França construiu um amplo modelo de bem-estar social. Serviços públicos abrangentes, uma previdência generosa e uma rede de proteção que sustentaram um elevado padrão de vida. Hoje, a capacidade de financiar esse arranjo está em xeque. O envelhecimento pressiona a previdência e a saúde enquanto a economia cresce pouco e a produtividade avança lentamente. Sem uma correção crível e politicamente sustentável, o país pode ser obrigado a fazer um ajuste abrupto e socialmente mais custoso.

A credibilidade fiscal da França importa para a estabilidade do euro. Uma crise de confiança em sua dívida teria implicações sistêmicas e colocaria o Banco Central Europeu diante do desafio de conter uma escalada dos juros, como na crise da dívida europeia, de 2010 a 2012.

CONSENSO POLÍTICO – Naquele episódio, países como Grécia, Portugal, Irlanda e Chipre adotaram programas de consolidação fiscal e reformas em troca de assistência financeira. Uma intervenção monetária similar poderia aliviar a pressão dos mercados, mas não enfrentaria o problema fundamental: a falta de consenso político e social sobre medidas capazes de conter o avanço dos gastos.

Os investidores já cobram por esse impasse. O rendimento do título francês de dez anos se aproximou de 5%, maior nível desde 2002, enquanto o diferencial em relação ao título alemão passou de 0,4 a 0,5 ponto percentual para mais de 1,4 ponto percentual. Essa reprecificação acompanha o quadro fiscal: a dívida, inferior a 100% do PIB em 2019, deve superar 120% em 2026. Nesse contexto, a redução do déficit proposta pelo atual governo, de 5,4% para 5% do PIB, é claramente insuficiente para estabilizar essa trajetória.

O nó do impasse francês está, em grande medida, na previdência. A idade mínima permanece em 62 anos e nove meses, apesar do aumento da longevidade. A tentativa de ajustar essa regra desencadeou meses de protestos, avançou sem maioria parlamentar e acentuou a fragmentação política após as eleições de 2024. O episódio expôs uma dificuldade que vai além da França: sem respaldo político e percepção de equilíbrio na distribuição dos custos, reformas necessárias acabam adiadas.

REAVALIAÇÃO – O Brasil deveria olhar essa experiência com lupa. A reforma previdenciária de 2019 fixou idades mínimas de 65 anos para homens e 62 para mulheres, mas as transições ainda permitem aposentadorias precoces e preservam diferenças entre regimes, regras especiais e benefícios rurais. Com o envelhecimento da população, será necessário rediscutir idade mínima, convergência de regras e tempo de contribuição.

A assistência também merece atenção. Em 15 anos, o custo dos programas sociais passou de 1,3% para 2,7% do PIB, sem melhora proporcional na qualidade do gasto. Previdência e programas sociais representam quase 60% da despesa, comprimindo investimento e custeio. O BPC cresceu a taxas de dois dígitos nos últimos três anos, impulsionado por critérios frágeis, judicialização e controles insuficientes. Já benefícios pouco focalizados, como o abono salarial, seguem fora do debate.

MEDIDAS – A legitimidade social também será decisiva no Brasil. Uma solução crível e politicamente aceitável não pode se resumir a cortes de benefícios. Deve combinar redução de supersalários no funcionalismo, maior controle das emendas parlamentares, revisão de subsídios e programas mal focalizados, integração de cadastros, combate a fraudes e proteção aos vulneráveis. O objetivo não é enfraquecer a proteção social, mas tornar o gasto público sustentável e eficiente.

A experiência francesa mostra que a crise se agrava quando o mercado duvida da capacidade política de definir prioridades. Com juros reais muito altos, a reação pode ser mais rápida e custosa. Preservar o Estado de bem-estar exige reformá-lo antes que o financiamento imponha escolhas que a política preferiu adiar.

4 thoughts on “A conta do Estado social chega à França — e o Brasil deveria prestar atenção nesta crise”

  1. General ex-ministro de Jair Bolsonaro depõe no programa eleitoral de Lula

    No horário eleitoral transmitido nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, a campanha do presidente Lula (PT) veiculou o depoimento do general Carlos Alberto dos Santos Cruz.

    O depoimento do militar, que foi ex-ministro da Secretaria de Governo do governo Jair Bolsonaro, consistiu em um trecho extraído de uma entrevista concedida ao canal “Revelando” no YouTube.

    Na gravação exibida, o general faz críticas abertas e diretas a Jair Bolsonaro e ao seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL) — que disputa o segundo turno presidencial contra Lula.

    A inserção do depoimento do general Santos Cruz fez parte de uma estratégia focada em rebater os adversários e destacar as ações do atual governo:

  2. O General Carlos Alberto dos Santos Cruz é amplamente respeitado nas Forças Armadas por sua trajetória militar sólida, liderança em missões internacionais e defesa rigorosa da hierarquia, da disciplina e da obediência à Constituição.

    Prestígio Operacional: É visto como um militar de grande competência técnica e operacional, com trânsito histórico positivo entre a tropa e oficiais que valorizam o profissionalismo militar.

    Crítica à Politização: Ganhou respeito de setores legalistas ao criticar publicamente a mistura entre farda e política, a tentativa de usar os quartéis como instrumento partidário e as narrativas golpistas associadas ao governo de Jair Bolsonaro.

    Resistência Interna: Por outro lado, suas posições firmes, as críticas abertas ao bolsonarismo e o apoio a regras mais rígidas para militares na política geram incômodo ou ressalvas entre alas mais ideológicas ou simpáticas ao ex-presidente.

  3. Quem, os manipula?
    https://www.henrymakow.com/2022/12/trump-masonic-jewish-tag-team.html
    “Trump e a dupla judaico-maçônica (esquerda-direita, comunista-sionista).”
    14 de dezembro de 2022.
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    (À esquerda, comandantes judeus comunistas do Gulag na URSS. À direita, pioneiros judeus sionistas no Kibutz Gan Shmuel em 1921. Ambos estão fazendo o sinal clássico maçônico com a mão.)

    Eu exponho a farsa política de “dividir para conquistar”. A esquerda (comunista, globalista) e a direita (conservadora, nacionalista) são ambas facções judaico-maçônicas. Ambas são controladas pelo cartel bancário mundial Rothschild. Ambas são cabalistas (satânicas) judaicas.

    A falsa oposição conservadora dos EUA existe para fomentar a divisão e esconder o fato chocante de que a humanidade foi possuída satanicamente por judeus cabalistas e maçons. Veja o que aconteceu com Kanye quando ele chamou a atenção para a hegemonia judaica. A distribuição da “vacina” ocorreu sob o governo do traidor comunista Donald Trump.

    Assim como Trump, Elon Musk é judeu e faz parte da ala sionista pseudoconservadora. Ele pode até fazer algumas coisas boas, mas não se pode confiar nele.

    Larry Romanoff escreve:

    “Alguns afirmam que Elon Musk não é judeu. Elon ou Alon é um nome masculino hebraico que não constaria em uma lista de nomes não judeus. Musk frequentou escolas judaicas na África do Sul. Sua mãe, Maye Haldeman, é judia, mas consta como “canadense”, o que dificilmente se enquadra em um grupo étnico. Há familiares judeus e outros parentes (o irmão de Elon casou-se com Jen Lewin), e mais. As conexões de Musk com Israel e judeus influentes têm uma longa história; a estreita relação da Tesla com a tecnologia israelense se estende por muitos anos, e sua tecnologia de direção autônoma é 100% judaica, originária da empresa israelense Mobileye . Musk tem contatos próximos e de alto nível em Israel, tendo se encontrado com Netanyahu (em sua residência particular) em mais de uma ocasião.”

    Mas, oposição falsa é preferível à ausência total de oposição. Então, sim, Elon Musk! Prefiro muito mais o roteiro sionista para a supremacia judaica cabalista do que o roteiro comunista insano.
    Qual é o lugar de Donald Trump no contexto geral?

    Trump é maçom e provavelmente criptojudeu . Assim como Biden, ele está cercado por judeus . O objetivo dos judeus maçônicos (Illuminati) é reduzir a raça humana (goyim) à condição de animais domésticos a seu serviço. Observamos esse padrão emergente nas gritantes disparidades de riqueza no mundo atual.

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    Os Illuminati promovem essa agenda através do controle mental (mídia de massa, educação) e da guerra. Eles não podem subjugar a humanidade sozinhos; precisam que os gentios se destruam uns aos outros.

    “A guerra é revolucionária”, disse o informante Chaim Rakofski.

    Assim, eles desenvolveram uma estratégia conjunta para promover a guerra. De um lado, temos os judeus comunistas (“globalistas”) que atacam os gentios minando sua identidade nacional (patriotismo), religiosa (moral), racial e familiar (gênero) .

    Por outro lado, estão os fascistas, nazistas ou judeus sionistas (“nacionalistas”), que parecem defender os gentios desse ataque. Trump venceu a eleição apelando para esse último grupo demográfico.

    De um ângulo diferente, temos um conflito entre judeus maçons filo-semitas (comunistas) e judeus maçons “anti-semitas” (fascistas, nazistas, sionistas). Embora aleguem defender os judeus, o sionismo usa o antissemitismo (e ataques terroristas de falsa bandeira) para coagir os judeus a servirem à sua agenda megalomaníaca .

    Da mesma forma, eles usam o terror de falsa bandeira para controlar os gentios. A verdadeira elite gentia foi dizimada em guerras arquitetadas pelos Illuminati. Os últimos vestígios da elite gentia (Maçonaria) foram cooptados com a promessa de uma parte dos espólios.

    Muralha Ocidental-1024×682.jpgESCRAVIZAÇÃO

    O sionismo não se resume a um Estado judeu; trata-se de uma ordem mundial judaica. O mesmo se aplica ao comunismo: eles usam a “justiça social” como um artifício. A ordem mundial judaica é alcançada colocando os gentios uns contra os outros. A maioria dos judeus não tem consciência disso. Eles se assimilariam de bom grado, mas, assim como os gentios, foram enganados e levados a apoiar o sionismo ou o comunismo. “

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