
Charge do Babu (A Estância de Guarujá)
Carlos Newton
Não adianta afirmar que chegou a hora da verdade para quem acredita em pesquisa eleitoral, porque crença é um sentimento inteiramente desassociado do raciocínio e da lógica. Também não adianta lembrar que, desde a redemocratização do país, em 1989, todos os candidatos que venceram o primeiro turno também ganharam no segundo.
Da mesma forma, não perca tempo argumentando que nesta eleição todas as pesquisas erraram, ao colocar Lula da Silva à frente no primeiro turno. Na verdade, não adianta nada quando se trata de divinizar as pesquisas, esses bizarros levantamentos que são cada vez mais importantes, a ponto de ter hora certa de divulgação.
SUSPENSE TOTAL – E toda quinta-feira cria-se aquele clima – “Vem aí o Datafolha”, que começa a ser divulgada às 18 horas, aos pedaços, com dezenas de jornalistas e cientistas políticos imediatamente passando a fazer interpretações levadas na maior seriedade…
Desta vez, na chamada undécima hora, o Datafolha jogou água no chope ao divulgar nesta quinta-feira (dia 22) sua nova pesquisa sobre a intenção de voto no segundo turno da eleição presidencial, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O famoso instituto decretou que a eleição deu empate entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula da Silva, com 50% dos votos válidos, cada um.
LULA GANHA – Em tradução simultânea, o tal Datafolha está dizendo que Lula vai ganhar, porque o levantamento divulgado no último dia 15 apontou que o candidato do PL tinha 51% dos votos válidos no segundo turno, ante 49% do petista.
Portanto, o petista está em viés de alta e o liberal em baixa, configurando assim que Lula tende a passar Flávio, dentro da margem de erro.
Bem, graças a Deus inventaram essa margem de erro, que serve de desculpa a qualquer patifaria, e agora só falta arranjar mais um apagão na contagem dos votos, como aconteceu durante 20 minutos no primeiro turno, para evitar a vitória de Flávio Bolsonaro.
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P.S. – Só falta agora dizerem que a eleição será decidida nos pênaltis, porque não há prorrogação. E ainda há quem acredite nessas bobajadas… (C.N.)