Votar é oportunidade única que não se deve desperdiçar
Vicente Limongi Netto
A jornalista Ana Dubeux (Correio Braziliense – 25/10) pede coragem a todos na hora do voto. Não se trata de um voto qualquer. A seu ver, “o voto hoje é o voto pelo futuro”. Enfática, a diretora de redação do Correio Braziliense afirma “que hoje e sempre , farei a opção pela verdade”.
Alimento no coração as exortações de Dubeux. Que o vencedor para Presidente da República respeite o povo. Que saia do palavreado e dos ranços do ódio e do rancor e seja capaz de atitudes e gestos grandiosos que dignifiquem e melhorem a qualidade de vida dos cidadãos.
TUDO MELHOR – Que o medonho novo Congresso pense no povo e no Brasil. Que não seja torpe, covarde e leviano, com planos mesquinhos contra adversários e, sobretudo, contra instituições.
Que as promessas sejam transformadas em mais empregos, mais segurança e mais comida na mesa Epara os mais necessitados.
E que o vencedor, seja Lula ou Flávio, proteja e cuide de verdade das crianças, nosso maior legado para um Brasil justo e feliz.
Doce ilusão, isso é coisa do passado. Bem poucos ainda estão imbuídos desse pensamento
Realmente, o Lula nunca trabalhou pela nação. Pode ser que o Flávio o faça.
Sr. Vicente,
Finalmente leio um texto de vossa autoria com um final sem ódio e rancores. Refiro-me ao…..”que o vencedor seja….ou….cuide de verdade das crianças…!”
Pelé pediu isso no inesquecível milésimo gol no Maracanã, e ninguém deu atenção genuína para o apelo. Só programa oportunista. Tenho 74 e continuo ouvindo a mesma coisa, sem esperança. A criança daquela época, hoje avô, tem netos desesperançosos.
Quando este pesadelo vai terminar?
Sr. Limongi,
Impossível. Seu desejo, por mais nobre que soe, é uma luta inglória, um grito lançado no vazio.
O que virá não será diálogo, será acerto de contas.
Os pobres vão sangrar. A classe média vai ser esmagada até virar pó. E o Brasil, esse país já ferido, será empurrado de vez para o abismo, sem rede de proteção, sem piedade, sem volta.
Essa gente não chega para governar. Chega com ódio seco no peito e sede de vingança no olhar.
O pai do rachador miliciano retornará fervendo, disposto a reabrir feridas antigas e cobrar cada conta que julga devida. Não haverá reconciliação. Haverá acerto.
Se o canalha, o ladrão, e mentiroso sentar na cadeira, no dia 5 de janeiro de 2027 o Brasil inteiro assistirá, ao vivo e a cores, o Planalto ser tomado, não por um governo, mas sim, por uma aliança macabra: crime organizado, narcotráfico, milícias e comandos sentados lado a lado, dividindo o país como quem reparte um cadáver.
Entregaremos o Brasil de bandeja. Não apenas aos interesses de fora, mas à própria destruição interna. E tudo o que o povo conquistou com suor, sangue e décadas de luta será arrancado com as mãos, sem cerimônia e sem vergonha.
Vamos sofrer, Sr. Limongi, e não será por meses. Será por muitos anos.
Um sofrimento longo, lento e calculado.
Primeiro, ele estenderá o próprio mandato. Isso não é hipótese, é plano.
Depois abrirá a caixa de ferramentas e começará o trabalho sujo: destruir, um a um, os pobres e os trabalhadores idiotas que acreditaram que o rachador traria prosperidade.
Os mesmos que o defenderam serão os primeiros a pagar a conta. Sem piedade, sem gratidão, sem memória.
Prevejo o pior, e o pior, desta vez, não virá disfarçado de esperança. Virá de peito aberto, com nome e sobrenome, e não terá pressa de ir embora.
Cordialmente,
José Luis