
Argentina nega entrada de Flávio Bolsonaro
Luísa Marzullo
Sarah Teófilo
Filipe Vidon
Sérgio Quintella
Júlia Cople
O Globo
A Direção Nacional de Imigração e a Casa Rosada afirmaram não ter registrado qualquer entrada de Flávio Bolsonaro (PL) na República Argentina. Diante da repercussão da suspeita, reportada na madrugada pelo site Infobae, as autoridades locais iniciaram os procedimentos de fiscalização da aeronave e da tripulação retidas no Aeroporto Internacional de Iguaçu.
“Por fim, constatou-se que a documentação da empresa está regular e não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro”, ressalta a nota das autoridades argentinas.
APURAÇÃO – A Polícia Federal apura junto às autoridades argentinas se o senador deixou o país após ser derrotado neste domingo no segundo turno presidencial pelo presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a madrugada, o site argentino Infobae reportou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou à Argentina, em Puerto Iguazú, onde pegaria um voo particular rumo a Miami, nos Estados Unidos. O voo foi cancelado.
Segundo o jornal Clarín, a única explicação dada para o cancelamento do voo para Miami foi que “um dos passageiros teve um problema”. E que a lista de passageiros nunca foi entregue ao Serviço de Imigração e Alfândega.
INTIMAÇÃO – A possível viagem ocorre após Flávio ser intimado pela Polícia Federal para que entregasse seus passaportes em 24 horas. A ordem foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF apurou que, desde então, o senador não passou por nenhum ponto regular de migração brasileira. O político não se manifesta nas redes sociais desde a noite desta segunda.
Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no STF. Em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. Ele também é alvo de outro inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.
O QUE SE SABE – Durante a madrugada, o site argentino Infobae reportou que o senador brasileiro Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos. Em um voo particular, ele teria partida prevista de Puerto Iguazú, na província de Misiones, às 2h da manhã, horário local, nesta terça-feira.
Segundo o site, Flávio teria cruzado a fronteira para a Argentina utilizando seu documento de identidade nacional. De Puerto Iguazú, ele viajaria para os Estados Unidos a bordo de uma aeronave Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly SA. A empresa solicitou liberação alfandegária e de imigração para quatro passageiros e três tripulantes.
No entanto, segundo o portal regional Misiones Online, a Administração Nacional de Aviação Civil da Argentina negou a permissão técnica de decolagem para o voo rumo a Miami. Fontes relataram à imprensa local que houve “discussões acaloradas” entre o comandante da aeronave e os inspetores do órgão regulador argentino. A autoridade teria mantido a ordem de retenção do jato na pista até que todos os requisitos normativos para o trajeto internacional fossem rigorosamente cumpridos. As informações, até o momento, não foram confirmadas oficialmente.
COMBOIO – Nesta segunda-feira, por volta de 20h, um comboio saiu da casa de Flávio Bolsonaro no Lago Sul, em Brasília. Não se sabe se o senador e a família estavam em algum dos carros.
Em meio às especulações sobre uma possível saída do Brasil após a derrota eleitoral e a determinação de apreensão de seu passaporte, O Globo procurou Flávio Bolsonaro (PL) em sua residência, em Brasília, nesta terça-feira, para tentar confirmar se o senador permanecia no país. A reportagem solicitou à portaria do condomínio que interfonasse para a casa do parlamentar e se identificou como integrante do jornal.
O porteiro confirmou que havia pessoas na residência e que o pedido de contato tinha sido encaminhado à casa, mas afirmou que não poderia dizer se Flávio estava no local.
PROGRAMAÇÃO – O avião citado pelo Infobae — um Gulfstream G400 LV-JQW fabricado em 2004 pela Gulfstream Aerospace, de matrícula LV-JQW — saiu de Buenos Aires para Puerto Iguazú, na segunda, às 22h20. De acordo com o jornal La Nación, o avião estava programado para decolar novamente às 2h da manhã com quatro passageiros — o destino não foi especificado.
A partida foi cancelada, contudo, porque um dos passageiros do voo não se apresentou, de acordo com fontes da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA) familiarizadas com as operações no aeroporto de Misiones. Segundo a polícia de Misiones, o avião permanece em Puerto Iguazú. Os pilotos são cidadãos argentinos.
O colunista do O Globo Lauro Jardim reportou que a PF está checando com as autoridades argentinas se existe alguma confirmação sobre um suposto ingresso de Flávio Bolsonaro naquele país.
PASSAPORTES – Segundo a colunista Bela Megale, do O Globo, Flávio ainda não entregou seus passaportes à PF. O candidato derrotado na eleição havia combinado com integrantes de sua defesa que atenderia à intimação e entregaria os documentos às autoridades nesta manhã (27), o que ainda não ocorreu. Aliados e advogados tentam contato com o senador, sem sucesso.
Questionado se Flávio está no Brasil, o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha do candidato do PL, respondeu que “sim”. Em seguida, encaminhou uma reportagem da Bloomberg com uma declaração de Fabián Fernández, secretário de Comunicação e Imprensa do governo argentino, de que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não entrou no país.
Com a repercussão da reportagem do Infobae, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ironizou a possibilidade de fuga do irmão. “Sim. E é o Elon Musk que está mandando um foguete”, respondeu ele ao UOL, ao ser questionado se o conteúdo do Infobae procedia.
SAÍDA DO PAÍS – Na sexta-feira, dois dias antes do segundo turno, Eduardo defendeu que Flávio deixasse o país caso perdesse a eleição. À agência Bloomberg, nesta terça, a assessoria de imprensa do presidente argentino, Javier Milei, negou que Flávio Bolsonaro tenha entrado na Argentina. Alinhado ao bolsonarismo, o líder argentino é o único das Américas que não se pronunciou, até o momento, sobre a vitória de Lula.
Além disso, o Ministério da Segurança, chefiado por Alejandra Monteoliva, informou ao jornal La Nación não haver registro da entrada de Flávio Bolsonaro no país. A Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA), a Gendarmaria e a Polícia Federal estão sob a jurisdição da pasta.
Com alcance máximo de 7.800 km, o G400 enquadra-se na categoria de jatos executivos de cabine larga com desempenho intercontinental, capaz de cumprir rotas típicas como São Paulo–Miami em voo direto. A distância entre Puerto Iguazú, no extremo norte da Argentina, e destinos clássicos na Flórida, como Miami ou Orlando, é bem menor do que esse teto de alcance, o que permite um voo direto em termos de combustível e reservas.
Vou-me embora pra
Os States
Lá sou amigo do Trump
Lá tenho os dólares que eu quero
No banco que escolherei
Vou-me embora pra
Os States
Vou-me embora pra
Os States
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que nossa grana do Dark Horse
É lavada e assim transformada
No cavalo branco de Napoleão
E como farei ginástica
Financeira
Domarei e comandarei o meu próprio gado
Os meus burros brabos
Subirei no pau-de-Trump
Tomarei horas de sauna com Rubio e Figueiredinho.
E quando estiver cansado
Deito nas lives pela internet
Mando aloprar
Tal como papai fazia
Que no tempo do meu irmãozinho Pateta
Mama Micheque vinha me contar
Vou-me embora pra Os States
Nos States tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a minha prisão
Tem passaporte e visto automático
Tem folga à vontade
Tem poupanças que montei bem bonitas
Para a gente se esbaldar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do Trump— Meu segundo papai
E irmãozinhos Bananinha e Figueiredinho
Terei a conspiração que eu quero
Na tarifa e sanção contra o Brasil que escolherei
Vou-me embora pra Os States.
Parabéns painho!
Chutou pra longe a ditadura da famílícia.
Papo pra cinquenta anos.
Deus lhe pague.
🙏🙏🙏
P.S. Daniella Marques foi a Carla Zambelli.
Desta feita apontou uma arma na cabeça dos brasileiros.
Deu no que deu…
José Luis
Rachadinha é um equívoco
Cumpre lembrar para não esquecer que Flávio Rachadinha foi candidato à presidência como preposto (representante) do ex-mito.
E que Rachadinha, portanto, não é o verdadeiro detentor do capital político (número de votos) obtido na eleição.
Dizem que teria fugido os Estados Unidos através da Argentina, mas pode estar escondido em um esgoto por aí, condição mais adequada ao seu nível.
Rachadinha é personaficação de fake News
Cumpre lembrar para não esquecer que Flávio Rachadinha foi candidato à presidência como preposto (representante) do ex-mito.
E que Rachadinha, portanto, não é o verdadeiro detentor do capital político (número de votos) obtido na eleição.
Dizem que ele teria fugido para os States através da Argentina, mas pode estar escondido em um esgoto por aí, condição mais adequada ao seu nível.