Lula iguala recorde histórico de Roosevelt com quarto mandato conquistado nas urnas

7 thoughts on “Lula iguala recorde histórico de Roosevelt com quarto mandato conquistado nas urnas”

  1. Bolsonarismo transforma Lula em lenda da política mundial

    Na tentativa de acabar com Lula, os Bolsonaro e seus asseclas acabaram cometendo o equívoco de transformar o petista em uma lenda da política mundial ao elegê-lo para um quarto mandato presidencial.

    E “quando a lenda se torna fato, publique-se a lenda.” (*)

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    (*) Essa frase icônica vem do clássico filme de faroeste “O Homem Que Matou o Facínora” (The Man Who Shot Liberty Valance, 1962), dirigido por John Ford.

    Ela é dita pelo editor do jornal local, Maxwell Scott (interpretado por Carleton Young), ao descobrir a verdadeira e menos heroica história por trás do mito político da cidade.

    • Diante do patamar alcançado por Lula ao eleger-se (aclamado por jovens, adultos e idosos) para o quarto mandato presidencial, torna-se irrelevante o reconhecimento ou não de sua vitória por parte de adversários políticos como o presidente argentino Javier Milei.

      Esse gesto não mereceria sequer uma nota de rodapé na história da grandiosa trajetória política do presidente brasileiro.

      • Registros sob o ponto de vista da História.

        É de conhecimento geral a atual situação socioeconômica da população no governo Barba e a expectativa de que pode até piorar com seu mandato renovado pela maioria dos eleitores.

  2. Bolsonaro, o grande eleitor de Lula

    O responsável pela reeleição do presidente Lula, contra todas as probabilidades, tem nome e sobrenome: Jair Messias Bolsonaro.

    Ao ungir seu inexpressivo filho Flávio como candidato a presidente, interditando o caminho para alternativas bem menos impopulares e mais promissoras no campo conservador, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o ex-presidente na prática deu a Lula o fôlego necessário para permanecer no poder, a despeito de fazer um péssimo governo e de não ter nenhum projeto para o País.

    A direita precisa urgentemente libertar-se de Jair Bolsonaro.

    Fiel ao DNA paterno, Flávio não reconheceu a derrota para Lula e chegou a anunciar que pediria a anulação da eleição. Houve “sacanagem”, disse o rapaz, na linguagem de berço com que o clã trata a República.

    Na peculiar gramática dos Bolsonaros, o eleitor é soberano até escolher o adversário.

    Quando começou a campanha, Flávio vendeu-se como um “Bolsonaro moderado”, o que é um oxímoro evidente – afinal, os Bolsonaros se fizeram na vida pública graças à imoderação.

    Felizmente, contudo, a oposição a Lula não depende de Jair Bolsonaro nem muito menos de Flávio, que em breve ficará desempregado e que terá de prestar contas à Justiça em razão das inúmeras suspeitas de corrupção que pesam contra ele.

    Vários partidos que se alinharam a Flávio no segundo turno aceitaram imediatamente a vitória de Lula e já se preparam para trabalhar com esse cenário. É assim que funciona numa democracia.

    É claro que seria ingênuo imaginar que o bolsonarismo desaparecerá por encanto. O PL, partido dos Bolsonaros, terá no Congresso Nacional uma bancada robusta, formada por 121 deputados e 28 senadores.

    A força que elege familiares e sustenta governadores não se evapora numa derrota presidencial, mas a derrota de Flávio mostra os limites da vassalagem aos Bolsonaros.

    A direita precisa disputar os votos de milhões de eleitores conservadores, não entregar suas convicções em troca de uma autorização da família Bolsonaro para existir.

    A eleição demonstrou que nem só de antipetismo vive o País. O antibolsonarismo tem força própria, e o clã se esmera em renová-la.

    Enquanto o PT explora a identificação abusiva entre sua permanência no poder e a sobrevivência da democracia, os Bolsonaros fornecem a ameaça real que torna esse expediente convincente. Em vez de libertar o País do lulopetismo, garantem-lhe sobrevida. Não se vencerá a chantagem petista repetindo o papel que o PT reserva aos adversários.

    É nessa encruzilhada que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, fortalecido por sua acachapante reeleição, parece ter entendido seu papel.

    Ainda que tenha dado todo o apoio a Flávio Bolsonaro na campanha e no dia da eleição, Tarcísio, segundo relatos de bastidores, tentou convencer o candidato derrotado a aceitar o resultado e o desestimulou a pedir a anulação da eleição.

    Ontem, depois de alguma hesitação, o governador reconheceu a vitória de Lula, marcando posição diversa da de Flávio – que disse ser “impossível” aceitar o resultado.

    Para ser a alternativa liberal, conservadora e democrática de que o País precisa, urge recusar esse golpismo bolsonarista de uma vez por todas. Ademais, reconhecer o eleito está longe de significar dar trégua ao governo.

    O Brasil precisará, e muito, de uma oposição firme, capaz de fiscalizar o Executivo, enfrentar o voluntarismo fiscal e a demagogia petista, defender o equilíbrio entre os Poderes e trabalhar por reformas.

    A democracia não é propriedade do PT, assim como a direita não é propriedade dos Bolsonaros.

    Tarcísio e outras lideranças da direita democrática terão de escolher entre construir uma alternativa de poder e administrar a dependência de uma família. A verdadeira “sacanagem”, para usar as palavras chulas de Flávio Bolsonaro, seria condenar o País a mais quatro anos desse cativeiro.

    O Estado de S. Paulo, Opinião, 28/10/2026 | 03h02 Por Editorial

  3. Uma enlameada nesga sobre FDR, em:
    “Quando perguntados sobre o que aconteceu com seus países no final da guerra, a grande maioria dos europeus que fugiram para o Ocidente responde que foram “vendidos” aos comunistas e ao ditador soviético Josef Stalin pelo presidente americano Franklin Delano Roosevelt (FDR). Hoje, alguns historiadores reconhecem que essa aquiescência foi um erro trágico, que abandonou mais de cem milhões de pessoas na Europa Oriental e Central à mercê dos comunistas de Stalin, que assassinavam e escravizavam em massa.”
    PS. Continua, em:

    https://www.henrymakow.com/fdr_naive_exploited_or_fellow.html

  4. Outra lasca, conforme:
    “Em 4 de março de 1933, Franklin Delano Roosevelt prestou juramento como presidente. Então, no início de abril, em uma medida assustadoramente semelhante ao decreto de Lenin [de 22 de novembro de 1917], FDR confiscou as reservas de ouro de cidadãos americanos privados ao preço de US$ 20,67 por onça, sob a alegação de “emergência nacional”. Os cidadãos que não cumprissem essa lei inconstitucional estavam sujeitos a multas de US$ 10.000 e/ou prisão. Em 30 de janeiro de 1934, FDR fixou o valor de uma onça de ouro em US$ 35 por onça.E alguns meses depois, ele também dobrou o preço da prata.
    Na prática, suas ações foram um roubo descarado da classe média americana, enquanto os grandes detentores e acumuladores de ouro e prata que mantinham seus ativos em contas no exterior (como o sistema bancário internacional) obtiveram um rápido retorno de 70% sobre seus investimentos.

    Em janeiro de 1933, Bernard Baruch disse ao genro de FDR, Curtis Dall, que detinha pessoalmente 5/16 da prata mundial. Assim, Baruch lucrou enormemente com a alta do preço da prata, enquanto os pequenos empresários e agricultores americanos sofreram.

    O presidente do Comitê Bancário da Câmara, o congressista Louis McFadden, acusou a medida de ser “uma operação realizada em benefício dos banqueiros internacionais”. [Após duas tentativas de assassinato, Louis McFadden (nascido em 1876) faleceu em um banquete, em um caso suspeito de envenenamento, em 1936.]”

  5. Ou, conforme:
    “Quando Woodrow Wilson assumiu o cargo, nomeou FDR Secretário Assistente da Marinha dos EUA. FDR ocuparia essa posição durante a Primeira Guerra Mundial até o final da presidência de Wilson. As conexões de FDR provariam ser vantajosas, pois quando ele foi repreendido pelo Congresso por seu envolvimento no escândalo de aliciamento de homossexuais na Marinha dos EUA em Newport, na primavera de 1920, ele escapou relativamente ileso, já que, mais tarde naquele mesmo ano, ainda era o candidato a vice-presidente pelo Partido Democrata, na chapa com o candidato à presidência, o governador de Ohio, James Cox.”

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