Confiante na impunidade, Moraes agiu de forma ilegal contra Flávio Bolsonaro

Alexandre de Moraes e o golpe, Leite interrompe as férias e outras frases  da semana | GZH

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Carlos Newton

Já escrevi aqui, diversas vezes, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tem demonstrado enfrentar problemas sérios de equilíbrio emocional, que exigem tratamento e reabilitação, o mais rápido possível. Nem é preciso convocar junta médica, fazer exames e discutir diagnóstico. Basta analisar seu comportamento e as decisões que toma, solitariamente ou em conjunto com seus apaniguados, especialmente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A jornalista Malu Gaspar, por exemplo, publicou uma notícia gravíssima, que revela a que ponto de descaramento chegamos, ao informar que o diretor do PF pediu a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro apenas sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral ter anunciado o resultado das eleições. Jamais poderia fazer isso, porque Flávio ainda é senador da República.

PERSEGUIÇÃO? – Em tradução simultânea, isso significa que o diretor Andrei Rodrigues, no domingo da eleição, colocou de plantão um alto servidor da PF com a única e exclusiva incumbência de pedir ao STF a retenção dos passaportes.

E o ministro Alexandre de Moraes também ficou de plantão no domingo, para emitir a tempo e a hora essa ordem de apreensão.  Assim, foi um conluio feito às claras, como se a Justiça pudesse funcionar à la carte, ao gosto do freguês, em acordo entre os dirigentes dos poderes da República.

E o pior é saber que a decisão era totalmente ilegal, não importava quem vencesse a eleição, porque Flávio Bolsonaro ainda é senador da República e ainda nem foi incriminado, existe apenas investigação em andamento, ainda não foi feita denúncia. Portanto, não é réu nem pode se defender, porque sequer há acusação.

RESULTADO SABIDO – O esquema funcionou como se a dupla Andrei/Moraes já soubesse de véspera que Flávio perderia e aqueles votos de Caiado, Cury, Renan e Zema tivessem passado totalmente para Lula. Aliás, podia-se acreditar em tudo, depois daquele estranhíssimo apagão do primeiro turno, quando Flávio ameaçava vencer direto e Lula se recuperou no final.

De toda forma, era como se a apreensão dos passaportes tivesse sido preparada e emitida confiante na derrota de Flávio. Se ele ganhasse, é claro que Andrei e Moraes não teriam coragem de descumprir a Constituição, que protege os presidentes eleitos.

“O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções” (Artigo 186, § 4º). Além do mais, processos por crimes comuns, como é o caso, só ocorrem com autorização de 2/3 da Câmara dos Deputados e julgamento pelo STF.

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P. S. 1 –
Na avaliação do ministro aposentado Marco Aurélio Mello, ex-presidente do STF, a retenção dos passaportes restringe a liberdade de ir e vir de um senador, representante do povo. ‘Portanto, vejo como uma extravagância essa medida tomada em etapa inicial da apuração, em relação a um ex-candidato à Presidência da República, que teve o nome sufragado por milhões de eleitores”.

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P.S. 2
– Posso estar enganado, mas acho que Flávio deveria ter ficado no país, para mostrar que seu mandato de senador tinha de ser respeitado, para provar que é inocente e para lutar de peito aberto contra quem o persegue. A inocência é uma arma poderosa e invencível na democracia, mas é preciso muita coragem para defendê-la. (C.N.)  

5 thoughts on “Confiante na impunidade, Moraes agiu de forma ilegal contra Flávio Bolsonaro”

  1. CN, entendo que o Flávio fez o correto. Você confiaria na imparcialidade do $upremo Tayayá Fedoral? Se fizeram o que fizeram com um senador da república, o que não fariam se ele ainda estivesse no Brasil? O psicopata e corruPTo Moraes não tem limites, nem lei.

  2. ‘Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos’, diz Malafaia após carta golpista de Flávio

    Uma das principais lideranças evangélicas do país, o pastor Silas Malafaia disparou nesta quarta-feira (28) a aliados uma mensagem pelo aplicativo WhatsApp em que chama os filhos de Jair Bolsonaro de “jumentos”.

    O comentário foi uma reação à postura do candidato derrotado à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), que se autoproclamou o presidente eleito do Brasil, citando, sem provas, uma “fraude eleitoral” no processo brasileiro.

    “Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu Silas Malafaia.

    “Trump já tirou o apoio. ‘Deixei ele vir para a América, mas não me meto nessa questão’. Um bando de amadores babacas”.

    (…)

    Fonte: O Globo, Política, Opinião, 28/10/2026 19h28 Por Rafael Moraes Moura / Malu Gaspar

    Seriam só jumentos, ou também golpistas e corruptos?

  3. Em 2014 o opositor do PT morreu.
    Em 2018 o opositor do PT foi esfaqueado.
    Em 2022 o opositor do PT foi preso.
    Em 2026 o opositor do PT foi exilado.

    Precisa dizer mais alguma coisa?

  4. À extrema-direita arrogante, autoritária, prepotente e truculenta faltam inteligência, competência e sabedoria.

    Vassala do ex-mito, perde no voto e quer ganhar na truculência.

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