PF aponta 74 ligações entre Jaques Wagner e ex-sócio do Banco Master

Senador e empresário evitavam conversas textuais

Dimitrius Dantas
O Globo

Segundo um relatório da Polícia Federal, o senador Jaques Wagner realizou 74 chamadas de áudio com o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, entre novembro de 2023 e 25 de maio de 2025. O total de chamadas equivale a aproximadamente uma conversa por telefone por semana. Os dados foram extraídos do celular do executivo, apreendido na Operação Compliance Zero.

No período de 555 dias, as conversas somaram mais de cinco horas e trinta minutos de comunicação entre o senador e o empresário. Ao todo, o total de ligações equivalem a uma chamada a cada 7,5 dias.

LIGAÇÕES POR APLICATIVO – A investigação revela que a comunicação entre o parlamentar e Lima evitava conversas textuais. A PF indica uma “clara e reiterada preferência” de Jaques e Augusto pelo uso de ligações de voz através de um aplicativo de mensagens.

A rotina de ligações é apontada pelos investigadores como um indício da relação de proximidade entre o político e o ex-sócio do Master. Segundo o relatório da PF, o número do parlamentar estava salvo no celular de Lima desde janeiro de 2022.

VANTAGENS INDEVIDAS – A investigação aponta que a intimidade e comunicação constante entre Lima e Wagner ocorre em paralelo à suposta concessão de vantagens indevidas, como o uso de helicópteros, estadias na “Ilha da Paixão” e a compra de ingressos para shows da cantora americana Taylor Swift. A Polícia Federal investiga, ainda, a aquisição de um apartamento de luxo em Salvador.

Um dos principais pontos investigados pelos policiais é a atuação de Wagner em prol dos interesses do Master no Congresso Nacional, sobretudo nas articulações de uma proposta de emenda à Constituição que mudaria as regras do Fundo Garantidor de Crédito e aliviaria o balanço do Master.

5 thoughts on “PF aponta 74 ligações entre Jaques Wagner e ex-sócio do Banco Master”

  1. Vorcaro é um laranja dos petralhas. Por isso o narcoluladrão mandou o ‘banqueiro’ não vender o banco falido e, de quebra, arrumar umas boquinhas para os seus capachos Mantega e Levandowisk.

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