Gestão anterior injetou mais de R$ 300 bilhões
Fernando Nakagawa
G1
Medidas de incentivo à economia têm sido anunciadas com frequência pelo Palácio do Planalto desde o início do ano. Juntas, essas ações já somam R$ 283,2 bilhões. As medidas com impacto econômico em 2026 foram compiladas pelo banco suíço UBS e atualizadas pela reportagem.
O valor se aproxima rapidamente do pacote de bondades de quatro anos atrás, quando Jair Bolsonaro costurou uma ofensiva de R$ 325 bilhões, em valores corrigidos pela inflação, conforme dados compilados pela Reuters. As iniciativas do governo Lula para estimular a economia ocorrem em várias frentes. Vão da desoneração do Imposto de Renda à oferta de empréstimos com garantia de fundos estatais.
ESTRATÉGIAS DIFERENTES – Apesar de a legislação restringir esse tipo de iniciativa, anos eleitorais historicamente costumam registrar impulso na economia gerado por ações do governo. Ao comparar as medidas adotadas nas duas eleições, é possível ver estratégias bastante diferentes entre Lula e Bolsonaro.
Em 2022, segundo os dados da Reuters, sob o estado de emergência decretado pelo Congresso, Bolsonaro avançou com a então chamada “PEC Kamikaze”, que incluiu corte de impostos e reforço nos programas sociais, como o antigo Auxílio Brasil, além dos inéditos Auxílio Caminhoneiro e Auxílio Taxista.
Na época, o resultado foi um choque no caixa do Tesouro: R$ 167,7 bilhões em isenções e desonerações (51,6%), além de R$ 123 bilhões em renda adicional para a população por meio do reforço dos programas sociais (37,9%). Os valores foram corrigidos pelo IPCA.
CAMINHO ALTERNATIVO – Em 2026, a fórmula é bem diferente. Limitado pelo novo arcabouço fiscal, o governo traçou um caminho alternativo: tenta criar uma sensação de bem-estar econômico mexendo o mínimo possível no próprio caixa. A solução foi recorrer ao sistema financeiro e a fundos estatais de garantia.
Dos recursos mobilizados pela atual gestão, R$ 193,5 bilhões (69%) dependem de um gesto simples, mas decisivo, do cidadão ou do empresário: assinar um contrato de dívida. A assinatura desse contrato para comprar um carro ou uma geladeira nova, no entanto, pode estar esbarrando na realidade. Com o endividamento em alta e a inadimplência em nível recorde, muitos brasileiros — que até gostariam de tomar crédito — não conseguem porque estão com o nome sujo.
MOVE BRASIL – Essa diferença entre expectativa e realidade é simbolizada pela marcha lenta do programa Move Brasil. A iniciativa, que prevê R$ 30 bilhões em crédito para a compra de carros por motoristas de aplicativo e taxistas, entra no segundo mês com apenas R$ 2 bilhões liberados.
A razão? Boa parte dos interessados está com nome sujo ou não consegue cumprir as exigências dos bancos. Isso talvez explique a obsessão do atual governo com as iniciativas para renegociar dívidas, como o Desenrola que cresceu e alcança agora até quem está adimplente.
EQUILÍBRIO FISCAL – O Ministério da Fazenda nega que haja uma concentração de medidas econômicas com objetivo eleitoral e afirma que a equipe busca o equilíbrio das contas públicas. Segundo a pasta, há uma “busca incessante do equilíbrio fiscal, em especial com a meta de alcançar superávits primários em curtíssimo prazo”.
Em nota à GloboNews, o Ministério da Fazenda afirma que, desde o início do governo, foram aprovadas “cerca de 70 políticas públicas” na área econômica pelo Congresso Nacional. “Ou seja, este governo trabalha desde seu início para resolver questões econômicas, estruturais e conjunturais”, cita a nota.
A Fazenda cita como exemplo o novo “Novo Desenrola Brasil”, considerado uma política de longo prazo. “O endividamento das famílias é um problema persistente desde a pandemia, que o governo se esforça para mitigar”, cita.
REDUÇÃO DA DESIGUALDADE – Sobre o novo Imposto de Renda, que prevê isenção para quem ganha até R$ 5 mil, o Ministério afirma que a iniciativa “endereça a baixa progressividade do IRPF, que constituía um problema econômico amplamente diagnosticado no Brasil”. “A reforma buscou enfrentar essa distorção com o propósito de ampliar a justiça tributária e contribuir para a redução da desigualdade socioeconômica em um dos países mais desiguais do mundo”, diz o texto.
Sobre os juros cobrados nos empréstimos e incidentes sobre a dívida pública, o Ministério afirma que eles refletem uma combinação de fatores. “Como os prêmios de risco fiscal, inflacionário, cambial, o diferencial entre os juros domésticos e internacionais, a distância da inflação à meta e a política de juro básico da autoridade monetária para a convergência da inflação efetiva à meta”, cita o texto.
CURVA DE JUROS – “Em particular, desde setembro de 2023, o juro médio americano, principal referência global de juro, muito influente sobre o juro brasileiro, tem estado em máximas de 20 anos. Ou seja, para além dos riscos, por exemplo, fiscais e cambiais, a conjuntura global de juros tem contribuído para a resistência à queda da curva de juros no Brasil, o que onera o custo de rolagem da dívida pública”, argumenta a Fazenda.
O Ministério nega ainda que não haja esforço para equilibrar as contas públicas. “A política fiscal tem buscado contribuir com a redução das taxas de juros e, por consequência, do pagamento de juros nominais, via busca incessante do equilíbrio fiscal, em especial com a meta de alcançar superávits primários em curtíssimo prazo. Assim, reduz-se a precificação do risco fiscal, reduzem-se os cupons cambiais e ajuda-se a estabilizar mais rapidamente a dívida pública”, diz a nota.
1) Licença… Jesus também foi presidiário…
É profundo, avassalador, desanimador e até assustador o desânimo social, apartidário, contra a classe político-partidária-eleitoral em geral, nacional e internacional, com a sensação generalizada de que todos, direita, esquerda e centro, oposição e situação, capitalismo, comunismo e cia, fracassaram no dever e missão política da realização do sucesso pleno do bem comum do conjunto da população, não obstante a abundância de chances que todos tiveram para mostrar a que vieram, inclusive com a ascensão de Donald Trump arvorado em aparente representação de besta do apocalipse político-partidário-eleitoral e até do possível fim do mundo, ou do ser humano, da vida e da Humanidade, tendo em vista a possível 3ª guerra mundial, nuclear, face à loucura compulsiva e insaciável por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, mundo este polarizado e rivalizado entre a plutocracia norte-americana e a autocracia chinesa. O pior de tudo é que ele$ não se fazem de rogados e nem se dão por achados, nem mesmo pegos no flagra de calças curtas com as respectivas bocas nas botijas… Aliás, ao vivo e em cores, via Canal Livre da Band TV, há mais de 40 anos, ao fim e ao cabo da vida, 100% conscientizado sobre a real situação do país, o saudoso Senador, Teotônio Vilela, avisou a todos os navegantes, inclusive ao FHC, que, posteriormente, no poder, por sua vez, tb deu as costas para a necessária mega solução, via evolução, deturpou e usou o “plano real” em benefício próprio, introduzindo inclusive, ardilosamente, o famigerado instituto da reeleição que tornou muito pior o que em si já era muito ruim, abrindo por conseguinte o regulete do sistema de gastança, comilança e da impostança, não obstante avisado que foi, por Teotônio, de que seria impossível libertar o país da encalacrada em que se encontrava metido desde 1889, com os mesmos métodos até então utilizados, tais sejam golpes, ditaduras e estelionatos eleitorais. O problema, portanto, continua sendo como combinar saídas lúcidas, honradas e honrosas, mais evoluídas, mais humanas e mais civilizadas, para o país, a política e a vida do conjunto da população com a índole e a mentalidade do establishment dominante dominado pela loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$ ? Eis a questão. Quem sabe, agora, com a intercessão sábia e pacífica das Igrejas fiéis a Jesus Cristo, com Deus na Causa, seja possível conscientizar a classe político-partidária-eleitoral face às mudanças de verdade, inadiáveis e improrrogáveis, sérias, estruturais e profundas, que se fazem necessárias há muito tempo ? https://www.youtube.com/watch?v=wC6-9w2Wrms https://tribunadainternet.com.br/2026/08/07/o-brasil-troca-a-esperanca-pelo-ressentimento-na-corrida-presidencial/?fbclid=IwY2xjawTlbEVwZG9mAWV4dG4DYWVtAjExAHNydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR6ufVIrGJqugZYi_vtp7HVXJfWyDgbKxudRW-I2uNHNM_dyGjtvTOuurLno5Q_aem_v8EbQga1FEQvkN2zKWJFxQ#comments
1) Antes que reclamem, digamos que o Presidente foi “ressocializado”…
Ressocializado só se foi num manicômio. O Lula continua o mesmo alcoólatra, ladrão e agora está senil e com Alzheimer. Sem falar dos outros predicados negativos que ele tem. Um verdadeiro encantador de jumentos.
A dança de Lula e Flávio na lama
Escândalos de ambos os lados sequestram o debate eleitoral, transformam a PF em grande eleitor e empurram para segundo plano a discussão sobre os desafios e o futuro do País
A Polícia Federal (PF) tornou-se um grande eleitor da disputa presidencial deste ano.
São as investigações da PF nos escândalos que se multiplicam ao redor dos dois principais candidatos, Lula e Flávio, que têm o potencial de decidir quem vai presidir o País a partir de 2027.
O que os candidatos têm a propor para enfrentar questões relevantes e prementes, como o alto endividamento público, a asfixia financeira das famílias e dos empresários, a baixíssima produtividade, as imensas carências da educação pública, o papel do Brasil num mundo em grande transformação tecnológica e geopolítica e as mudanças drásticas no comércio internacional?
Tendo em vista que Lula não tem nada de novo a oferecer ao Brasil, depois de tantos anos de governos medíocres, e que Flávio é declaradamente um figurante na sua própria campanha, sem ter a mais remota ideia do que fazer caso se torne presidente, teremos pela frente uma das campanhas eleitorais mais sofríveis da história brasileira.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Opinião, 09/08/2026 | 03h02 Por Editorial
A tempestade vem de fora
Nunca a geopolítica pesou tanto na definição do futuro presidente
A eleição deste ano traz ingredientes antigos — escândalos, denúncias, investigações — e um novo, de peso inédito na cena tupiniquim neste século: a geopolítica.
Porém, nunca, na história recente, a geopolítica pesou tanto em uma eleição.
Pela primeira vez, o resultado da eleição pode ser decidido por fatores externos.
Nada se compara ao momento atual, marcado por tarifaços e trocas de farpas entre Lula, Javier Milei e Trump. Tudo em meio a um tarifaço que atinge severamente nossas exportações.
O que muda é a procedência da tempestade que não é apenas made in Brazil. Antes, ela nascia dentro do país. Agora, parte expressiva vem de fora, escapando do controle dos próprios candidatos.
A novidade de 2026 não é haver drama, o que já é tradição nacional. É que, pela primeira vez o resultado da eleição pode ser decidido por fatores externos.
Fonte: Revista Veja, Política, 7 ago 2026, 11h07 Por Murillo de Aragão
Estou ficando desacorçoado de ver tanta trambicagem, ou será que existe algum “auxilio jornalista”?
Mais de um bilhão gastos com os jornazistas que infestam a imprensa brasileira.