
Michelle ganha espaço, e campanha quer usá-la como trunfo
Pedro do Coutto
O primeiro encontro público entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro depois do recente atrito entre os dois não deve ser interpretado apenas como uma reconciliação familiar. Em plena preparação para a eleição presidencial, a imagem dos dois juntos tem uma função política evidente: reconstruir a unidade de um grupo que depende fortemente da força simbólica da família Bolsonaro.
A crise havia adquirido dimensão suficiente para ameaçar a campanha. Agora, Michelle e Flávio voltam a aparecer juntos e procuram transmitir a mensagem de que as divergências foram superadas. A estratégia faz sentido eleitoralmente. Pesquisa Genial/Quaest mostrou que 59% dos eleitores consideraram positiva a reaproximação, percentual que chegou a 90% entre os bolsonaristas.
ATIVO POLÍTICO – Mas a fotografia da reconciliação também revela uma questão mais profunda: Michelle se tornou um ativo político que Flávio não pode ignorar. Sua influência ultrapassa o papel de ex-primeira-dama e alcança segmentos importantes do eleitorado conservador, especialmente entre mulheres e evangélicos. Por isso, sua presença na campanha deixou de ser acessória. Ela passou a integrar a própria equação de poder do bolsonarismo.
Flávio, por sua vez, precisa ampliar sua candidatura para além do núcleo mais fiel ao pai. A pesquisa Genial/Quaest divulgada em agosto mostra Lula com 39% e Flávio com 30% no primeiro turno; no segundo, o presidente aparece com 44%, contra 39% do senador. Já a CNT/MDA, divulgada nesta terça-feira, apontou Lula com 42,4% contra 28,7% de Flávio no primeiro turno e 48% contra 39,1% no segundo.
Os números mostram que Flávio está competitivo, mas ainda enfrenta um obstáculo central: transformar a herança política de Jair Bolsonaro em uma candidatura capaz de conquistar eleitores além da base bolsonarista.
UNIDADE FAMILIAR – É nesse ponto que Michelle pode ajudar. Sua imagem pode suavizar a candidatura, ampliar sua capacidade de comunicação e reforçar a sensação de unidade familiar. Mas existe também um risco: se Flávio depender excessivamente da ex-primeira-dama, poderá reforçar justamente a percepção de que ainda não construiu uma identidade política própria.
A reconciliação, portanto, resolve uma emergência, mas não encerra a disputa de fundo. O bolsonarismo entrou numa fase de sucessão. Jair Bolsonaro continua sendo sua principal referência, mas a eleição de 2026 definirá muito mais do que o adversário de Lula: definirá quem terá condições de comandar esse campo político nos próximos anos.
Nesse cenário, Michelle não é apenas uma apoiadora de Flávio. Ela também preserva capital próprio e capacidade de influência. E isso explica por que o reencontro interessa aos dois lados.
TOMA LÁ, DÁ CÁ – Flávio precisa de Michelle para fortalecer sua candidatura. Michelle precisa manter espaço dentro do grupo que continua orbitando o sobrenome Bolsonaro. O PL precisa dos dois para evitar que uma disputa familiar se transforme em fratura eleitoral. A paz, portanto, é conveniente para todos. Mas conveniência não significa consenso.
O vídeo dos dois juntos pode representar o fim de uma crise. Politicamente, porém, também funciona como o primeiro capítulo de uma disputa muito maior: quem herdará, de fato, o poder construído por Jair Bolsonaro.
Flávio e Michele já disputam o legado político de Jair Bolsonaro como uma partilha de herança
Eles afastam Eduardo e tentam isolar Carlos do espólio familiar.
É um salve-se quem puder.
E continuam usando os slogans “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” e “Deus, Pátria e Família” com a mesma finalidade para a qual foram criados: ou, seja, continuar iludindo bolsotários.
A desavença entre a madrasta e o filho 01 foi superada em nome de um bem maior, a tomada do Poder no seio da família.
O objetivo do clã é abocanhar o Executivo para entregar o Brasil ao Donald Trump e eleger dois de seus.membros para o Senado, formando maioria através de senadores do PL, e então cumprir a vingança com o impeachment de Alexandre de Morais e Flávio Dino.
Para esse fim, estão trabalhando intensamente nos Estados com chapas fortes ao Senado, principalmente nos Estados do Sul e do Centro Oeste.
Nós bastidores trabalham para elegerem o presidente do Senado, para tanto, está em campo pedindo votos a senadora pelo Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina, a “musa” do Agro. O plano B, responde pelo nome de Rogério Marinho do Rio Grande do Norte.
O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, eleito pelo Amapá, que busca a reeleição pela presidência do Senado, já pode botar as barbas de molho, porque é pule de dez, a sua derrota em fevereiro de 2027, data da disputa pela cadeira de presidente do Senado.
Ainda bem que o clã $talinacio não tem esse tipo de problema, eles estão fechadinhos e sem facadas nas costas ou na barriga.
O clã $talinacio unido jamais será punido!
Hehehehe
Além da irreverencia e do humor eu gosto de desagradar os aloprados de cérebro terceirizados que se valem das opiniões alheias.
Como gostava de dizer minha amiga lá de Cuiabá, ‘eu si divirto”.