Por 5 a 2, ministros decidiram não analisar decisão de Mendonça
Mariana Muniz
O Globo
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impediu a análise de uma decisão do ministro André Mendonça que havia determinado ao PT a apresentação de documentos sobre o 8º Congresso Nacional da legenda e o chamado “Canal Porta Vozes do Lula”. Por 5 votos a 2, os ministros entenderam que houve uma inadequação na distribuição do processo e determinaram que o caso seja redistribuído entre os integrantes da Corte.
A decisão de Mendonça havia sido tomada em uma representação apresentada pelo PL contra a Federação Brasil da Esperança, integrada pelo PT. O processo discute suposto uso indevido de recursos partidários em uma estratégia para orientar militantes a produzir e disseminar conteúdos contra o senador Flávio Bolsonaro.
PLENÁRIO VIRTUAL – O julgamento ocorreu no plenário virtual extraordinário do TSE entre quarta e sexta-feira. O processo tinha André Mendonça como juiz da propaganda eleitoral, e o referendo de sua decisão foi submetido aos demais integrantes da Corte.
Prevaleceu, no entanto, uma divergência aberta pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Para a maioria, a ação foi distribuída de maneira inadequada. Por isso, o TSE decidiu não apreciar o referendo da tutela provisória e determinou que o processo seja redistribuído, agora na classe de Ação Cautelar, entre os ministros competentes do tribunal.
Além de Cueva, votaram nesse sentido Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e o presidente do TSE, Nunes Marques. Ficaram vencidos André Mendonça, relator do caso, e Dias Toffoli.
CONTROVÉRSIA – Na prática, com a decisão, a liminar de Mendonça não foi referendada pelo plenário na forma em que havia sido submetida ao julgamento. A controvérsia deverá voltar a ser analisada depois da redistribuição do processo.
A medida de Mendonça havia determinado a apresentação de documentos para aprofundar a apuração sobre o 8º Congresso Nacional do PT e o “Canal Porta Vozes do Lula”. Na própria decisão, o ministro havia registrado que, naquele momento, não havia elementos suficientes para comprovar diretamente o uso irregular de recursos partidários, eventual pagamento ou vantagem econômica a participantes ou a ilicitude da estratégia de comunicação adotada.
A ordem, portanto, tinha caráter cautelar e buscava obter informações que permitissem avançar na investigação das suspeitas levantadas pelo PL. Com a decisão do TSE, não houve análise do mérito dessas acusações nem reconhecimento pelo plenário de eventual irregularidade na utilização de recursos partidários.
O PLANO DE GOVERNO QUE VAI FAZER FORÇA
Há candidatos que, quando anunciam a própria reeleição, apresentam ao eleitor um plano de governo, outros apresentam um discurso e há aqueles que apresentam apenas a intenção de continuar — como se o cargo presidencial viesse com renovação automática de contrato e o eleitor fosse apenas uma testemunha de firma.
O candidato anunciou a reeleição com três palavras de ordem: soberania nacional, segurança pública e educação, palavras muito bonitas, tão bonitos quase dá vontade de perguntar: – e o resto?
Onde estão as metas? Os números? As prioridades? O cronograma? Como pretende melhorar a segurança? Quanto será investido? De onde virá o dinheiro? O que será feito na educação? Como? Quando? Com quais resultados?
Diante do silêncio absoluto, talvez o plano de governo esteja sendo redigido ou talvez tenha ido ao banheiro, porque política brasileira tem dessas coisas: quando o sujeito é “pego com as calças na mão”, colocado diante de uma pergunta que exige conteúdo, responsabilidade, explicação, desaparece em passe de mágica, aquela extraordinária capacidade de falar durante horas sem dizer absolutamente nada.
Na porta de certos banheiros antigos havia uma inscrição que parecia ter sido escrita especialmente para alguns políticos: “Neste lugar solitário, onde toda vaidade se APAGA, todo covarde faz força e todo valente se CALA.”
É uma frase quase constitucional pois ali, no recinto democrático da privada, desaparecem as ideologias, os títulos, os discursos inflamados e até certas bravatas eleitorais, onde o poderoso vira cidadão, o valente vermelho fica quieto e o covarde… bem, o covarde faz força.
Mas há um detalhe linguístico que a política brasileira jamais deixaria passar, pois nas atuais circunstâncias na frase, onde está escrito CALΑ, basta trocar o L pelo G e temos uma versão muito mais apropriada para determinado personagem público: “TODO VALENTE SE CA(L)GA e talvez seja justamente isso que esteja acontecendo com ELE ao chegar a hora de transformar palavras bonitas em compromissos concretos: Soberania! Ótimo. Mas soberania de quê? Segurança pública! Excelente. Mas como? Educação! Maravilha. Mas qual projeto?
O eleitor, entretanto, continua esperando a parte mais importante: o PLANO, porque governar não é concurso de palavras bonitas, não bastando colocar três assuntos importantes numa frase, acrescentar meia dúzia de adjetivos patrióticos e esperar que o eleitor complete o resto com a imaginação.
Isso não é plano de governo, mas trailer de governo, pois plano de governo deveria ser como receita de bolo: ingredientes, quantidade, modo de preparo, tempo necessário, caso contrário, o eleitor corre o risco de receber uma coisa completamente diferente daquela que imaginou e reeleição sem apresentar claramente o que se pretende fazer é uma espécie de pedido de casamento político acompanhado da frase: – Confie em mim, depois eu explico.
O problema é que o brasileiro já ouviu esse “depois eu explico” tantas vezes que desenvolveu anticorpos: na hora da campanha, aparece a soberania, na hora do palanque, aparece a segurança, na hora do discurso, aparece a educação, mas quando alguém pergunta “como?”, o candidato procura uma porta e se encontrar um banheiro por perto, melhor ainda, porque, naquele pequeno recinto democrático, não existem assessores, marqueteiros, pesquisas qualitativas nem aplausos contratados, mas tão somente o sujeito consigo mesmo e talvez seja exatamente ali que alguns políticos deveriam elaborar seus planos de governo: sentados, pensando, fazendo força e principalmente, calados, porque existe uma diferença monumental entre prometer governar e saber governar, pois a primeira coisa qualquer candidato faz, a segunda exige plano e ao contrário de discurso, não se esconde atrás da porta do banheiro.
Ele precisa aparecer na mesa, diante do eleitor, caso contrário, resta apenas a impressão de que o único plano apresentado até agora é justamente aquele que alguns políticos conhecem melhor: entrar no banheiro, fechar a porta e esperar a pergunta descer e desaparecer com a descarga.
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No Ferreira Viana, estava escrito em um banheiro: “Neste lugar solitário, em que toda vaidade se APAGA, todo covarde faz FORÇA e todo valente se CAGA”. Rimava. Pobre, mas rima. Não era usado “CALA”.
Redistribuição ? Era esperado.
Os esquerdopatas andam loucos e parecem cães raivosos. Posso imaginar o que vai acontecer até o dia 4 de outubro. Nem o diabo vai aturar. Ontem trouxeram ônibus, pagos com dinheiro público, até do fim do mundo e, tiveram que tapar a metade das arquibancada para não mostrar o desastre. E, a Janja acabou mostrando tudo. Como diria o Lula: quem tem uma Janja não precisa de inimigos.
A MENOS QUE DEUS SEJA DE FATO BRASILEIRO, tenha piedade do povo brasileiro, e que interceda por nós de alguma forma, e não pelos nós, obrigando o militarismo e o partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, os donos de partidos, a imprensa falada, escrita e televisionada dos me$mo$, submissos ao capital velhaco, ao establishment de plantão e, ao que parece, dominados pela loucura por dinheiro, poder vantagens e privilégios, sem limite$, enquanto donos de fato da república, e do país capturado pelos me$mo$ há 136 anos, a procederem no sentido das mudanças de verdade, sérias, estruturais e profundas, em prol da democracia de verdade, enquanto poder e governo do povo para o povo, ou vai continuar tudo como dantes no velho quartel de Abrante$, como soe acontecer há 136 anos, até porque, nós, na nossa insignificância de simples mortais, na condição de vítimas, reféns, súditos escravos dos me$mo$, de mãos atadas e bocas amordaçadas não podemos fazer nada a não ser apenas sugerir com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, pacificamente, as mudanças que se fazem necessárias há muito tempo, como temos feito há cerca de 40 anos, e como fizemos nas ruas do país em Junho de 2013, com a RPL-PNBC-DD-ME, a mega solução, via evolução, com a posterior devolução da bola das mudanças ao congresso nacional para que agissem na forma legal, legitimamente, no sentido de levá-las a efeitos, posto que necessárias, improrrogáveis e inadiáveis há muito tempo, o qual, infelizmente, por sua vez, até esta parte da história tem respondido apenas com bolas nas costas do povo brasileiro, que, em sã consciência, não suporta mais o continuísmo da mesmice dos me$mo$. https://tribunadainternet.com.br/2026/08/16/quatro-decadas-depois-brasil-ainda-busca-o-caminho-para-amadurecer-a-democracia/?fbclid=IwY2xjawTv-uNwZG9mAWV4dG4DYWVtAjEwAGJyaWQRMTZVelp3Zkg0MVhwTjhYQVNzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEemetdhkqQ0xEYNm9CVXK9CMvWz3qfKn9yok2skDVD4Bjvayx8UwwgYNidLrs_aem_4o88epMrXgIf6tK_bVVOCQ https://tribunadainternet.com.br/2026/08/16/com-o-brasil-caminhando-desse-jeito-nao-se-sabe-onde-ele-vai-chegar-2/?fbclid=IwY2xjawTwNIpwZG9mAWV4dG4DYWVtAjEwAGJyaWQRMUxvdFFKRWRZdXo0VXpLb0dzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeFusSMas7ubHfESiotY2BUfCiXnwWpOYMCdKo5X49WkwcqiHTfZcA9Zozilw_aem_XHagqfuCoYib3fbBSM7G4A#comment-209480
Quando se trata de proteger o PT (partido dos traficantes) os “cumpanhêros” sempre encontram um atalho.