
Charge do Cazo (Blog do AFTM)
Carlos Petrocilo
Gabriela Echenique
Folha
Uma licitação aberta pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para monitoramento de redes sociais tem aumentado as críticas da direita à corte, que aponta risco de uso político das informações para perseguição de adversários.
O processo foi aberto em maio, para renovação de um contrato de acompanhamento de informações sobre a corte em redes como Instagram, X, YouTube, Facebook, TikTok, LinedIn, Kwai e Discord. O valor é de R$ 249 mil.
“SENTIMENTO” – Um dos pontos contestados por políticos de oposição é a exigência de que a empresa vencedora faça uma classificação sobre o “sentimento” de influenciadores com relação ao STF, rotulando suas interações como positivas, negativas ou neutras.
No início de agosto, o senador Rogerio Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), entrou com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a suspensão do edital. Ele justificou que o certame representaria um risco potencial à liberdade de pensamento e expressão. Outros que criticaram o edital foram candidatos do Partido Novo, como Cris Monteiro, que disputa mandato de deputada federal em São Paulo, e Gerson Pires, que busca vaga na Assembleia Legislativa do estado.
Procurado, o STF negou objetivos políticos e afirmou que o monitoramento de redes é uma prática rotineira em grandes órgãos e empresas, usada apenas para aprimoramento das suas ações de comunicação. Acrescentou ainda que se trata somente da renovação de um contrato já existente, que expirou.
Extrema direita transforma ataques ao Supremo em estratégia eleitoral e aposta no caos para enfraquecer as instituições
(…)
A ultradireita bolsonarista já havia colocado a pauta sobre o Supremo e o Judiciário entre suas prioridades quando, em julho de 2018, Dudu Bananinha afirmou: “Se quiser fechar o STF, sabe o que faz? Não manda nem um jipe. Basta 1 soldado e 1 cabo”.
Na verdade, era mais do que uma idiota frase de efeito; hoje se percebe.
A fixação pelo uso da força fez com que os ultradireitistas percebessem que seus eleitores apoiam todo tipo de violência e que a promessa de fechar o Supremo, prender alguns ministros, ofender a toga, escolher o Judiciário e, especialmente, o Supremo Tribunal como adversário, daria prestígio e votos.
A começar pela plataforma de desacreditar as urnas eletrônicas e a Justiça Eleitoral. Nada é por acaso.
Com a eclosão da tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, vivemos no Brasil um momento único. O país saía de 4 anos de um Executivo fascista (o governo Bolsonaro) que desmantelou todas as estruturas democráticas do Estado e convivia com um Poder Legislativo cooptado, mais do que omisso.
Com a vitória e a posse de Lula, a democracia vencia a barbárie e os golpistas tentavam fazer valer a força para instituir uma ditadura no Brasil.
E foi aí que o Judiciário, um Poder, em regra, patrimonialista, reacionário, machista, misógino e até racista, botou o pé na porta e garantiu a estabilidade democrática.
Com o julgamento e a condenação do líder Jair Bolsonaro e de seus principais ministros e generais, que estão cumprindo pena de prisão, o Supremo Tribunal passou a ser ainda mais odiado pelos bolsonaristas.
Rasgaram as máscaras e os ataques passaram a ser cada vez mais abertos e diretos. Com uma política pensada e estudada, a extrema direita levou às ruas e aos comícios a raiva contra os ministros que atuaram para resguardar a Constituição da República.
O ministro Alexandre de Moraes, que teve papel destacado como relator do processo de tentativa de golpe, passou a ser odiado pelos bolsonaristas e golpistas e, hoje, na atual campanha à Presidência da República, eles conseguiram colar a imagem do ministro ao governo Lula para desgastar o candidato à Presidência.
Alexandre é (…) de centro-direita e historicamente ligado ao campo conservador, que atuou em governos do PSDB e do antigo PFL em São Paulo, tendo sido secretário de Segurança do Estado e ministro da Justiça de Michel Temer, do MDB, que o nomeou em 2017 para o STF. (…)
Por isso, quando as campanhas dos candidatos conservadores, de direita extrema, dedicam-se a atacar especialmente o Supremo, não é por acaso. Promessas de impeachment, de fechamento da Corte e de aposentadoria de ministros: tudo faz parte de uma estratégia. (…).
O grau de tensão do que ocorre hoje na Corte Suprema parece ter fugido do controle.
Os interesses eleitoreiros estão se sobrepondo à necessária estabilidade democrática. E tende a piorar, pois a estratégia bolsonarista é o caos. Para isso, não terão limites: enfrentarão a Polícia Federal, o Ministério Público e a parte da imprensa que se posicionar a favor da democracia.
(…) No desespero, eles usarão mais do que um soldado e um cabo. Estão a serviço do novo golpe o uso criminoso da religião, da milícia, da força do poder da caneta no Judiciário e, mais uma vez, da mentira e da proteção seletiva de fatos escandalosos que não serão investigados antes das eleições.
(…)
Fonte: Poder360, Opinião, 11.set.2026 – 6h00 Por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado criminal.
O Brasil está sob o Comando do Crime Organizado em todos os Poderes. A Nação não pode mais continuar Sequestrada e Ameaçada em suas Liberdades e Existências por CleptoCorruptosLadrões dos Três Poderes Travestidos de Juízes e Donos do Brasil.
OU O BRASIL, OU ELES, CHEGAMOS A UMA ENCRUZILHADA , AS RUAS NOS ESPERAM !
Os caras que tanta falaram de ataque a democracia, isso que estão querendo fazer é uma caracteristica de regimes ditatoriais. S e não querem aceitar críticas pedem o chapéu e vão embora