Briga de Edinho com Quaquá vai tumultuar a reunião do Diretório do PT

Entre tensões, Anielle Franco e Quaquá dividirão palco no aniversário do PT - PlatôBR

Quaquá é considerado dissidente e poderá ser expulso

Carlos Newton

Depois de  perder o primeiro turno e depender de um esforço notável de Lula da Silva para virar a eleição no segundo turno, um fenômeno que nenhum candidato à Presidência da República conseguira até agora, o PT caiu na real, sentiu que entrou em decadência e agora resolveu discutir como o partido poderá sobreviver depois que Lula abandonar a política.

Foi marcada inicialmente uma reunião da Comissão Executiva, mas houve protestos de dirigentes nacionais, devido à importância da questão, e o presidente Edinho Silva decidiu convocar uma reunião extraordinária do Diretório Nacional, no próximo dia 13. Mas não adiantou nada, porque o racha pós-Lula já começou, em grande estilo.

DUELO DE TITÃS – É grave a crise, porque envolve o presidente do partido, Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara, que conseguiu se eleger deputado federal, e o vice-presidente Washington Quaquá, que elegeu o filho para deputado federal e renovou o mandato da ex-mulher Zeidan na Assembleia do Rio.

Quando o PT mais precisa de união e vislumbra um futuro duvidoso, com Lula chegando aos 81 anos sem ter herdeiro político, o racha na cúpula do partido tornou-se uma tenebrosa ameaça. Assim, a reunião do dia 13, na próxima sexta-feira, promete pegar fogo, dividindo os líderes da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), que é integrada pelo próprio Lula, Edinho e Quaquá.

Ao invés de tentar unir o partido, Edinho ameaça abrir inquéritos na Comissão de Ética do partido para expulsar Quaquá e “outros dissidentes”, conforme afirmou a Lula, .

AMEAÇAS CLARAS – Edinho chegou a falar em “saída negociada” de Quaquá, mas mudou de ideia e já procurou Lula e pediu autorização para expulsar o vice-presidente. Se essa ameaça for cumprida, Quaquá vai reagir denunciando ao Diretório que Edinho fortaleceu irregularmente sua candidatura a deputado, agindo em causa própria, ao desviar verbas da campanha nacional de Lula e aplicá-las na região de Araraquara, onde conseguiu os votos para se eleger deputado federal. 

A repórter Vera Rosa lembra que no primeiro turno Quaquá fez duras críticas à estratégia da campanha de Lula, coordenada nacionalmente por Edinho. À época, disse que, enquanto Flávio Bolsonaro tratava da vida real, como preços em supermercado, a campanha de Lula falava de “terras raras”.

Lula concordou com as críticas e disse a Edinho que essa campanha foi a mais desorganizada desde a criação do PT, e agora Edinho que se vingar de Quaquá.

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P.S.
– Em tradução simultânea, a próxima reunião do Diretório Nacional do PT, que pretendia discutir como o partido poderá sobreviver quando Lula abandonar a política, agora terá de debater como evitar que os dirigentes destruam o partido com Lula ainda no poder. (C.N.)

6 thoughts on “Briga de Edinho com Quaquá vai tumultuar a reunião do Diretório do PT”

  1. O futuro do PT, vai depender das cláusulas constantes do compromisso com Golbery e firmadas lá atrás, pelo designado agente “empreende-dor”!. Quem sabe se esse cerceamento de “substitutos” não era uma delas visando acabarem ambos num mesmo tempo de validade e “mi$$õe$”?

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