Defesa de Bolsonaro tenta reabrir julgamento
Pepita Ortega
O Globo
A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve manter sua posição e defender a manutenção da sentença imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado em parecer a ser enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana. Segundo interlocutores do órgão, a avaliação sobre os argumentos de advogados do ex-chefe do Executivo, que pediram revisão criminal na Corte, não muda a compreensão sobre a validade da condenação.
Em documento apresentado ao STF no início de outubro, a defesa de Bolsonaro apontou supostas “quebras na cadeia de custódia das provas digitais”, em especial a do celular de Bolsonaro, e alegou que, por essa razão, não conseguiu conferir a íntegra das informações identificadas no celular do ex-presidente.
ARGUMENTO – Os advogados alegaram também que a Corte adotou medidas diferentes no caso envolvendo o Banco Master, quando foi defendida a necessidade de acesso integral às provas e de prazo hábil para análise de grandes volumes de dados. O mesmo, de acordo com o pedido, não teria sido garantido na ação penal da trama golpista contra Bolsonaro.
Interlocutores da PGR, contudo, veem os argumentos que tentam ligar a condenação de Bolsonaro ao caso Master como frágeis, pouco robustos e sem relação com o caso do ex-presidente. O entendimento é que as alegações não são capazes de modificar a avaliação inicial da PGR sobre o julgamento de Bolsonaro, de que não houve irregularidades capazes de justificar a revisão da sentença.
Na semana passada, o ministro Kassio Nunes Marques, relator dos dois pedidos de revisão criminal de Bolsonaro, deu dez dias para que a PGR se manifestasse sobre as alegações do ex-presidente. O prazo termina neste sábado e foi aberto logo após o segundo turno das eleições. Nunes Marques optou por dar andamento ao caso depois do pleito para evitar que uma decisão sobre a revisão tivesse repercussões na disputa presidencial.
ANÁLISE – Depois de receber o parecer, Nunes Marques deve elaborar seu voto sobre o tema e encaminhar o caso para o revisor, André Mendonça. Só depois o processo pode ser liberado para ser pautado. Então, caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, marcar uma data para que o plenário do STF discuta o caso. Interlocutores na Corte consideram que é possível que essa análise ocorra ainda este ano, mas o agendamento às pressas envolveria uma coordenação entre os ministros.
Ainda que o caso seja pautado, uma decisão favorável pelo plenário precisaria contar com o aval de pelo menos seis ministros. No entanto, como mostrou O Globo, o cenário é adverso para Bolsonaro. Seis integrantes do STF já se manifestaram sobre a regularidade do julgamento. Além dos quatro ministros que votaram pela condenação, Edson Fachin e Gilmar Mendes trataram publicamente do caso. Na Primeira Turma, Luiz Fux votou contra a condenação.
Assim, integrantes da Corte consideram que uma reversão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro é improvável. Há uma leitura de que não há, neste momento, sinais de uma mudança de entendimento capaz de produzir uma maioria favorável a Bolsonaro.
HISTÓRICO – O primeiro pedido de revisão criminal da sentença de Bolsonaro foi apresentado ao STF em maio. A defesa de Bolsonaro argumentou que houve suposto cerceamento de defesa e pediu a anulação de toda a ação penal do golpe, assim como da delação do tenente-coronel Mauro Cid.
Em junho, a PGR defendeu a rejeição do pedido. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, fez uma defesa ampla do julgamento que condenou Bolsonaro, destacando que o ex-presidente “liderou uma organização criminosa armada com o objetivo de restringir o funcionamento dos Poderes constituídos, especialmente o Judiciário, e posteriormente impedir a posse ou depor o governo eleito em 2022”.
Na ocasião, o chefe do Ministério Público Federal também rechaçou os principais questionamentos levantados pela defesa sobre a condução do processo. Afirmou que não houve impedimento, suspeição ou parcialidade dos ministros responsáveis pelo julgamento, que o STF era o foro competente para analisar o caso e que foram respeitados o devido processo legal e as garantias de ampla defesa.
URGÊNCIA – No início de outubro, às vésperas do primeiro turno das eleições, a defesa de Bolsonaro voltou a acionar o STF. Primeiro, chegou a pedir, na ação de revisão criminal, a emissão de uma decisão urgente para soltar o ex-presidente. A equipe, no entanto, desistiu da petição por divergências entre advogados. Em seguida, os advogados entraram com uma nova ação de revisão criminal na Corte.
Neste novo pedido, os advogados de Bolsonaro afirmaram que não houve, durante a tramitação da ação sobre a trama golpista, tempo suficiente para analisar todo o conteúdo que a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) usaram como provas. No documento encaminhado a Nunes Marques, a defesa de Bolsonaro citou 19 vezes o procedimento no qual foi elaborado o relatório que identificou Moraes como interlocutor de mensagens de Vorcaro.
Segundo os advogados, no julgamento sobre as mensagens a Moraes, os ministros do STF destacaram a “necessidade de prazo para que informações volumosas fossem analisadas antes da deliberação” e reforçaram a necessidade de acesso à íntegra das provas analisadas pela acusação. Para eles, tais manifestações “dão especial relevo” a questionamentos feitos no caso Bolsonaro.
‘Bomba no bolsonarismo paraguaio’: esquerda repercute renúncia de presidente e compara crise bancária no país ao Master
Parlamentares do PT e do PSOL também criticaram Donald Trump e o clã Bolsonaro ao tratarem sobre a situação no país vizinho
Aliados do presidente Lula (PT) reagiram nesta quinta-feira à renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, diante da crise no banco digital Ueno Bank.
Os parlamentares de esquerda utilizaram o episódio para ressaltar a importância da mobilização popular nas ruas e relacionar o cenário tanto ao bolsonarismo quanto ao escândalo do Master, que envolveu o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e autoridades brasileiras.
(…)
O Globo, Sonar – A Escuta das Redes, 05/11/2026 17h16 Por Luis Felipe Azevedo — Rio de Janeiro
Se o nome fosse bUeno, não teria dado nada errado.
🤣🤣🤣
A direita está aos pedaços.
Vai vendo, o que iria acontecer com essa dupla lazarento&Willer.
Iam arrasar com o Brasil.
Foi um livramento.
Forte abraço,
José Luis
O macuco do Planalto
Fernando Henrique Cardoso põe como símbolo de seu governo o desmantelamento da legislação trabalhista
SEBASTIÃO NERY
O saudoso senador e ministro paulista Severo Gomes estava caçando macuco, no fim-de-semana, em sua fazenda perto de Parati.
Macuco se caça piando, para chamar. Severo estava piando mato adentro quando chegou um assessor muito puxa-saco: “Dr. Severo, o senhor pia macuco melhor do que muito macuco”.
(O presidente Fernando Henrique está fazendo coisas no governo que os militares, nos mais turvos dias da ditadura, jamais imaginaram fazer. Fernando Henrique pia mais macuco do que qualquer macuco.)
Nem Hitler fez isso. Stálin também não. Mussolini, Franco, Salazar, os piores ditadores deste século cometeram crimes bárbaros contra seus povos.
Mas nenhum deles destruiu a legislação social de seus países.
Quando o presidente assumiu, disse que a Era Vargas tinha acabado. Pensamos todos que fosse mais um arroto de vaidade e presunção. E era um programa de governo. Ele anunciava que a era social da Era Vargas ia acabar.
Ele comunicava que ia tentar implodir a legislação social que as lutas do povo brasileiro construíram neste século.
A legislação social é um patrimônio nacional. Germinou em batalhas seculares. Desde a Inconfidência, em todas as duras rebeliões do Brasil-Colônia, do Brasil-Império, da Primeira República, ela estava lá, começando, já pulsando, como reivindicação e bandeira.
A legislação social não nasceu em 30, com Vargas. Ampliou-se, formalizou-se, consolidou-se com ele. Não é “uma criação da ditadura de Vargas”, como dizem os emplumados elitistas tucanos. Foi plantada bem antes, nos túmulos dos nossos mártires. Regada com o sangue dos escravos. Adubada nas lutas operárias do começo do século, dos imigrantes anarquistas italianos em São Paulo.
E definitivamente conquistada na organização e na experiência sindical de hoje.
Agora, Fernando Henrique põe como símbolo de seu governo o desmantelamento da legislação trabalhista. Cada projeto é um crime:
1) OIT – a Organização Internacional do Trabalho surgiu em 1919, depois da Primeira Guerra, gêmea da Liga das Nações. Uma, para a paz entre os povos. A outra, para a justiça social dos povos.
O Brasil já assinou numerosas convenções com a OIT, inclusive a 158, que dificulta a demissão do empregado sem justa razão. O governo quer rasgar a assinatura para permitir demissão por “justa razão”, quando o patrão alegar “motivos econômicos” ou “necessidades do processo tecnológico”.
Todos conhecemos como age a maioria dos empregadores brasileiros. Só cumpre a lei quando obrigada. “Motivo econômico” e “processo tecnológico” abrangem tudo. Qualquer demissão será “justa causa” (é o pistoleiro procurando razões para matar. Até nenhuma serve.)
2) Justiça do Trabalho – o governo criou um pelotão de fuzilamento social chamado Conselho de Reforma do Estado, presidido (logo por quem!) pelo bedel da Febraban, Mailson da Nóbrega. Eles preparam uma medida provisória que é a proposta mais brutal já apresentada por um governo no Brasil: o empregado demitido que assinar a demissão fica proibido de recorrer à Justiça do Trabalho.
É a fábula do lobo e do cordeiro aplicada no governo “sociológico” de Fernando Henrique. O empregado precisa do dinheiro da demissão para sobreviver enquanto não arranjar outro emprego. Se o que o patrão lhe oferecer para demitir tornar-se definitivo, porque ele precisou assinar o recibo, acabou-se a indenização justa. E acabou a Justiça do Trabalho.
A Justiça do Trabalho existe exatamente para isso: para conferir se estão certas as contas de patrão e empregado. Para ver se o lobo não está devorando o cordeiro. Essa proposta é um abominável e criminoso terrorismo social. Não sei como é que Fernando Henrique e o ministro Paulo Paiva conseguiriam fazer a barba depois de assiná-la.
3) juiz classista – o fim da representação de empresários e empregados na Justiça do Trabalho é o terceiro desses malditos mandamentos anti-sociais que o governo, cumprindo agachado as ordens do sistema financeiro internacional, está querendo impor ao país.
A representação classista é a única presença legal dos trabalhadores no exercício da justiça social. Querem tirá-los até da Justiça do Trabalho, para deixarem sozinhos os juízes de carreira, nas sentenças e nos tribunais. Imaginam que é mais fácil dobrar, aliciar (ou corromper) um do que três.
O povo brasileiro não vai aguentar o pio desse macuco.
Sebastião Augusto Nery, 63, jornalista, é diretor do jornal “Sete Dias” e colaborador do “Jornal de Brasília” e da “Tribuna de Imprensa”, entre outros. Foi deputado federal pelo PDT-RJ (1982-86).
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz120209.htm
Com a derrota esmagadora do partido de Trump, aliados de Dudu Bananinha acham que o ex-deputado deve deixar o Texas e mudar para a Flórida.
O estado do Texas, onde Bananinha vive desde o ano passado, foi um dos que passaram pela chamada “onda azul”, com a eleição da governadora Gina Hinojosa e do senador James Talarico, ambos democratas.
O Texas vinha sendo governado pelo Partido Republicano, de Trump, há 31 anos consecutivos.
A nova governadora toma posse no dia 19 de janeiro de 2027, e o novo senador no dia 03 de janeiro de 2027.
Ajudante de Bananinha nos EUA, o ex-comentarista da Jovem Pan Paulo Figueiredo disse que o ex-deputado deve, alternativamente, se mudar do Texas para a Flórida.
O professor Lucas Souza Martins, que leciona história dos EUA na Temple University, na Filadélfia avalia que a vitória democrata nos EUA fragilizou a presença de tanto Eduardo e quanto de Flávio nos EUA.
Dudu Baninha e Flávio Rachadinha estão com o cu na mão. E Rachadinha nem sabe ainda onde vai ficar.
Derrota de Trump é má notícia para a família Bolsonaro
O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 05/11/2026 | 18h00 Por Raquel Landim
Descobriu a pórva! (Demorou a perceber!)