Valdemar havia anunciado que filiaria Damares “em breve”
Victória Cócolo
G1
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou nesta quarta-feira (4) que nunca se filiará ao PL. A declaração foi dada ao G1 após o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, anunciar publicamente que pretende levar a parlamentar para o partido. “Nunca! Eu estou é convidando Michelle pra vir para o Republicanos e daí ele saiu com essa, fazendo resenha”, afirmou Damares.
A troca de declarações ocorre em meio a articulações do Republicanos para filiar a ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF). Damares negou que vá mudar de sigla e confirmou que há um esforço para atrair Michelle. A ex-primeira-dama conquistou 38.496 votos e assumirá a cadeira em 2027.
PROTAGONISMO – Lideranças do Republicanos, entre elas o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, já disseram publicamente que a ex-primeira-dama seria bem-vinda ao partido. Michelle tem papel central no PL e foi convidada recentemente a voltar ao comando do PL Mulheres.
Na terça-feira (3), ao ser questionado pelo portal “Metrópoles”, sobre a movimentação do Republicanos, Valdemar classificou a articulação como “bobagem” e afirmou que o PL é que filiaria Damares. “Vamos trazer a Damares”, disse.
Valdemar afirmou que a filiação seria concretizada “em breve”, mas evitou detalhar as negociações. “Não posso falar mais”, declarou. Damares já exerce mandato no Senado pelo Distrito Federal. Michelle foi eleita neste ano com 38.496 votos (29%), a maior votação da história do DF, e assumirá uma cadeira na Casa em 2027. As duas são importantes lideranças da direita, sobretudo entre mulheres.
MOBILIZAÇÃO – À frente do PL Mulheres, Michelle atuou na mobilização de eleitoras e na ampliação da presença feminina na legenda. Segundo a própria ex-primeira-dama, o número de mulheres filiadas ao partido dobrou durante sua gestão, entre 2023 e junho de 2026.
Michelle é vista como um nome que pode assumir protagonismo na oposição ao governo Lula, principalmente após a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos. Derrotado pelo petista na eleição presidencial, Flávio deixou um vácuo de liderança na direita. Além da ex-primeira-dama, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é apontado como uma possível liderança desse campo.
Na semana passada, Michelle defendeu Tarcísio nas redes sociais e afirmou que Jair Bolsonaro é grato a ele. O governador havia sido alvo de ataques de bolsonaristas após admitir publicamente a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2030.
Com a derrota esmagadora do partido de Trump, aliados de Dudu Bananinha acham que o ex-deputado deve deixar o Texas e mudar para a Flórida.
O estado do Texas, onde Bananinha vive desde o ano passado, foi um dos que passaram pela chamada “onda azul”, com a eleição da governadora Gina Hinojosa e do senador James Talarico, ambos democratas.
O Texas vinha sendo governado pelo Partido Republicano, de Trump, há 31 anos consecutivos.
A nova governadora toma posse no dia 19 de janeiro de 2027, e o novo senador no dia 03 de janeiro de 2027.
Ajudante de Bananinha nos EUA, o ex-comentarista da Jovem Pan Paulo Figueiredo disse que o ex-deputado deve, alternativamente, se mudar do Texas para a Flórida.
O professor Lucas Souza Martins, que leciona história dos EUA na Temple University, na Filadélfia avalia que a vitória democrata nos EUA fragilizou a presença de tanto Eduardo e quanto de Flávio nos EUA.
Dudu Baninha e Flávio Rachadinha estão com o cu na mão. E Rachadinha nem sabe ainda onde vai ficar.
Rachas no PL do ex-mito e no Republicanos de Tarcínico?
Rubio avalia renunciar e abandonar governo Trump após midterms
Fontes dizem à Bloomberg que secretário de Estado cogita renunciar ao cargo
Político natural da Flórida buscaria se afastar de Trump
Fonte Folha de S. Paulo, Mundo, 5.nov.2026 às 20h33
Amiguinho dos Bolsonaros parece em maus lençóis.
Rubio pode estar sendo descartado por Trump, por fracassos como no Brasil com os Bolsonaros.
Derrota de Trump é má notícia para a família Bolsonaro
O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 05/11/2026 | 18h00 Por Raquel Landim
Descobriu a pórva! (Demorou a perceber!)
Sr. Newton
Como pode isso
Uma candidata pelo DF ao Senado receber míseros 38 mil votos enquanto em São Paulo o candidato ao Senado teve 12 milhões de votos..
Alguma coisa está errada, a conta não fecha…
E tem o mesmo peso do Senador de SP..
aquele abraço
É uma aberração geopolítica, Senhor Armando:
Com se sabe, o estado do Acre tem respeitosamente apenas 614 mil eleitores aptos a votar, o Amapá 577 mil e Roraima 401 mil, mas esses estados têm igualmente três Senadores cada um, exatamente como Estado de São Paulo, por exemplo, que tem 34 milhões de eleitores.
E, como fosse óbvio, é do Amapá o parlamentar mais poderoso do Congresso: o senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado.
Os “Senadores Biônicos”
Nas eleições de 1978, seriam eleitos dois senadores por estado.
Para frear o avanço da oposição (MDB), o governo de Ernesto Geisel, sob o desenho estratégico de Golbery, decretou que um terço do Senado (1 de cada 3 senadores) seria escolhido de forma indireta por um colégio eleitoral controlado pela ARENA (partido governista).
Esses parlamentares ficaram conhecidos como “senadores biônicos”.
Aumento do peso do Norte/Nordeste
O Pacote de Abril (de 1977) alterou o cálculo de deputados e inflou politicamente as bancadas das regiões Norte e Nordeste (onde o regime tinha maior controle eleitoral), com o claro objetivo de manter a maioria governista no Congresso Nacional.
Ah, o Distrito Federal tem 2.253.732 eleitores aptos a votar.