Estratégia do PT para desconstruir Bolsonaro é chamá-lo de “mentiroso”

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Cúpula do PT não vai mais chamar Bolsonaro de “fascista”

Daniela Lima
Folha/Painel

Pesquisas qualitativas feitas pelo PT deram novo norte aos aliados de Fernando Haddad que buscam uma rota para desconstruir Jair Bolsonaro (PSL). Integrantes da equipe do petista dizem que “não é chamando o eleitor dele de fascista” que vão minar o apoio ao candidato do PSL. A ordem é explorar contradições de Bolsonaro e tentar apresentá-lo como mentiroso. Essa foi a linha definida na última propaganda, que expôs posições divergentes do presidenciável sobre o Bolsa Família.

O PT começou a exibir votos do capitão reformado na Câmara em projetos de interesse social para pôr em dúvida propostas que ele faz hoje.

RELEMBRAR… – Parte da retórica de Bolsonaro contra o PT nessas eleições não é nova. Palavras-chave de seu discurso já foram usadas para celebrar uma derrota do petismo no governo Lula. “Foi a vitória de Davi contra Golias, do bem contra o mal, da democracia contra a ditadura e da verdade sobre a mentira deslavada do PT”, disse ele, em 2005.

Na ocasião, o deputado parabenizava Severino Cavalcanti, de seu partido à época, o PP, por ter vencido a disputa pela presidência da Câmara. Severino ficou no cargo por menos de 250 dias. Caiu com o escândalo do “mensalinho”, acusado de cobrar propina de donos de restaurantes que funcionavam na Casa.

E um sinal dos tempos foi uma funcionária transgênero de uma hamburgueria frequentada por Haddad e integrantes de sua equipe de comunicação perguntar a auxiliares do petista se deveria voltar a se vestir de homem até “isso tudo terminar”.

NORDESTE – No sábado (dia 13), Bolsonaro gravou vídeos direcionados ao Nordeste. Ele falou sobre o pagamento do 13º salário para o Bolsa Família e propostas para o semiárido. As peças serão incluídas nas propagandas do candidato na TV.

A equipe do presidenciável incluiu entre as propostas do plano de governo o incentivo à atuação do Exército na construção de poços artesianos no sertão nordestino.

Outra ação que entrou no catálogo do PSL é a conclusão da Ferrovia Oeste-Leste, estratégica para escoar minério e grãos na Bahia.

POTE DE OURO – O superministério idealizado por Bolsonaro para agregar Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário já tem provocado uma corrida ao presidenciável pela indicação do eventual futuro ministro. Amigo de Bolsonaro e antes certo para a pasta, o presidente da UDR, Luiz Antônio Nabhan, não está mais sozinho no páreo.

Nabhan tem o apoio de grandes produtores independentes, mas outros dois pesos pesados do setor reivindicam indicar o ministro: a Frente Parlamentar da Agropecuária e a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), que agrega federações e sindicatos rurais.

O nome de Nabhan divide a bancada ruralista. Bolsonaro foi avisado.

PELOS DIREITOS – A Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho vai cobrar que o próximo governo respeite os direitos trabalhistas previstos na Constituição e garanta a aplicação da atual legislação ambiental. Os juízes tentam marcar posição após falas polêmicas de aliados de Bolsonaro.

Os magistrados vão emitir nota. Haverá ainda recado ao PT. O documento vai repudiar a hipótese de aparelhamento do estado e condenar a corrupção.

FÍSICA E POLÍTICA – Do cientista político Carlos Melo, do Insper, sobre FHC ter dito ao jornal O Estado de S.Paulo que não dará apoio automático a Haddad:

O PT esperava que apoios de segundo turno se dessem pela lei da gravidade. Não entende de física, nem de política…

Ibope para presidente: nos votos válidos Bolsonaro tem 59% e  Haddad, 41%

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A 13 dias da eleição, Bolsonaro lidera com muita folga

Por G1 Política

O Ibope divulgou nesta segunda-feira (15) o resultado da primeira pesquisa do instituto sobre o segundo turno da eleição presidencial. O levantamento foi realizado na sábado (13) e domingo (14), e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos.

Nos votos válidos, os resultados foram os seguintes: Jair Bolsonaro (PSL): 59%; e Fernando Haddad (PT): 41%

VOTOS EXCLUÍDOS – Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Nos votos totais, os resultados foram os seguintes: Jair Bolsonaro (PSL): 52%; Fernando Haddad (PT): 37%; Em branco/nulo: 9%; Não sabe: 2%

REJEIÇÃO – A pesquisa também apontou o potencial de voto e rejeição para presidente. O Ibope perguntou: “Para cada um dos candidatos a Presidente da República citados, gostaria que o(a) sr(a) dissesse qual destas frases melhor descreve a sua opinião sobre ele”?

Com certeza votaria em Bolsonaro para presidente – 41%; Poderia votar nele para presidente – 11%; Não votaria nele de jeito nenhum – 35%; Não o conhece o suficiente para opinar – 11%; Não sabem ou preferem não opinar – 2%.

Com certeza votaria em Fernando Haddad para presidente – 28%; Poderia votar nele para presidente – 11%; Não votaria nele de jeito nenhum – 47%; Não o conhece o suficiente para opinar – 12%; Não sabem ou preferem não opinar – 2%.

SOBRE A PESQUISA – Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Entrevistados: 2506 eleitores em 176 municípios. Quando a pesquisa foi feita: 13 e 14 de outubro. Registro no TSE: BR‐01112/2018. Nível de confiança: 95%. Contratantes da pesquisa: TV Globo e “O Estado de S.Paulo”.

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Mensagem ao grande humanista chamado Jorge Béja, um exemplo para todos

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Jorge Béja demonstra um caráter a toda prova

Carlos Newton

Querido amigo Jorge Béja, retirei do blog seu comentário sobre Merval Pereira por vários motivos, acredito que todos relevantes.

Primeiro: O jurista Jorge Béja e o jornalista Merval Pereira sempre foram amigos, há mais de 40 anos. Amizades sempre sofrem abalos, mas é preciso que as mantenhamos, não se deve perder amigos.

Segundo: Acho que Merval errou ao não citar uma tese sua, mencionada numa coluna dele. Mas no meu caso, já lhe expliquei que Merval não pode nem deve citar a Tribuna da Internet ou meu nome, devido aos artigos que tenho escrito contra a Organização Globo através dos anos.

Terceiro: Sua vida, Dr. Béja, é um exemplo de humanismo e sabedoria. Na carreira de advogado, jamais houve nada igual. Somente o portentoso Sobral Pinto pode ser comparado ao sr., mas com uma diferença: Sobral defendia todos que a ele recorressem, fossem pobres, remediados ou ricos, enquanto o sr. somente defendeu e defende, sempre gratuitamente como Dr. Sobral, apenas os carentes e abandonados, aqueles que jamais teriam voz contra o Estado e as grandes corporações. Nunca se soube de um processo seu que envolvesse alguém que pudesse pagar advogado.

Quarto: Sua vida e sua carreira são exemplares. Os escassos erros que o sr. deve ter cometido, porque aqui na Terra todos erram, certamente foram tentando fazer o bem, combater o bom combate do apóstolo Paulo.

Quinto: Como sou mediador do blog, assumo a responsabilidade de zelar pelo bem de quem o frequenta. Já lhe disse, pessoalmente, que não permitirei que na TI o sr. faça nada de que depois possa se arrepender. Acho que este é o papel do verdadeiro amigo. E vamos em frente, sempre juntos.

Tacla Durán, caluniador do juiz Moro, era o “principal operador” da Mendes Jr.

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Durán depôs contra o juiz Moro na CPI do Grupo JBS

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

Rogério Oliveira da Cunha, ex-executivo da Mendes Júnior e delator da Operação Lava Jato, registra um termo de colaboração somente para narrar como o advogado foragido na Espanha Rodrigo Tacla Duran, teria se transformado no “principal operador de propinas” da empreiteira. Junto de seus depoimentos, ele entregou contratos entre a empreiteira e o escritório do advogado.

Rogério da Cunha teve sua colaboração homologada pelo juiz federal Sérgio Moro no dia 28 de setembro. Além de confessar crimes, ele deve pagar R$ 4,3 milhões. O termo prevê que o delator cumpra um ano e seis meses de prisão em regime fechado. Ele está condenado em segunda instância a 25 anos, 8 meses e 20 dias.

ATRASADOS – Segundo o delator, no “segundo semestre do ano de 2011 a Mendes Júnior se encontrava com um contingente muito elevado de recebíveis em razão da participação em obras públicas”. “Apenas da Petrobras eram cerca de R$ 400 milhões a receber por serviços já executados, alguns há mais de dois anos, mas cujo pagamento se encontrava paralisado”.

O delator afirma que “até então não havia uma sistematização e metodologia em relação ao pagamento e propina para liberação dos recebíveis, fato que fez com que o diretor Ângelo Mendes se sentisse muito demandado e o levou a contratar José Reinaldo, ex-funcionário da Mendes Júnior, a quem caberia organizar tais questões’.

SETOR DE PROPINAS  – “Jose Reinaldo passou a ter atuação semelhante à “área de pagamentos estruturados” da Odebrecht, com a diferença que não dispunha de uma equipe para tanto. Atuava sozinho, sob orientação de Ângelo Mendes”, afirmou.

Responsável por operacionalizar as propinas, segundo o delator, José Reinaldo teria sido apresentado por Cesar Rocha, da Odebrecht, a Rodrigo Tacla Duran, conhecido como “Vampeta”, segundo narrou o delator.

O ex-executivo diz que o “escritório de advocacia de Duran providenciava contrato fictício de prestação de serviços e nota para que a Mendes Júnior pudesse justificar pagamento” ao advogado, que, “por sua vez, repassava os valores para pessoas indicadas” pela construtora.

“A Tacla Duran Advogados passou a ser a principal operadora da Mendes Júnior para pagamentos ilícitos. Todos os contratos para justificar pagamento de propina feitos entre Mendes e Tacla Duran foram executadas por José Reinaldo sob ordem de Ângelo Mendes”, afirma o delator.

ANEXOS – Dois termos de delação de Rogério da Cunha foram anexados à ação penal em que é réu desde março de 2018. Ele é acusado, ao lado de executivos da Odebrecht, de pagar propinas para o ex-gerente da Petrobras Simão Tuma.

Segundo a acusação, além de ter repassado informações sigilosas aos agentes corruptores durante a fase licitatória, Tuma atuou de forma decisiva para que a Petrobras dispensasse nova licitação e efetuasse a contratação direta do consórcio Pipe Rack no montante inicial de R$ 1.869.624.800,00. O valor das propinas foi ajustado em 1% do valor do contrato, isto é, cerca de R$ 18 milhões.

Em seu depoimento, Rodrigo da Cunha admite que a Mendes Júnior fez os pagamentos “simulados” de propinas por meio do operador Rodrigo Tacla Duran. O ex-executivo entregou à força-tarefa contratos entre o advogado e a empreiteira.

ASSESSORIA – Um dos contratos com o escritório de Duran prevê assessoria de serviços advocatícios para reivindicações junto à Petrobrás. “Este escritório providenciava contrato fictício de prestação de serviços e nota para que a Mendes pudesse justificar pagamento ao Tacla Duran que, por sua vez, repassava os valores para pessoas indicadas pela Mendes Júnior”, afirma, em delação.

Ele diz ainda que a Mendes Júnior foi apresentada ao advogado por executivos da Odebrecht que também se utilizavam de seus serviços para operar propinas. Nesta ação, Duran é justamente acusado por viabilizar pagamentos da empreiteira ao ex-gerente da Petrobrás por meio de contratos simulados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Que vergonha, hein? Durante dois anos, a grande imprensa brasileira abriu espaço para Tacla Durán atacar o juiz Moro, das maneiras mas sórdidas e mentirosas, envolvendo até a esposa do magistrado. Os jornalistas exaltaram tanto Durán que ele foi convidado a depor contra Moro numa CPI Mista do Congresso. Agora, surge a verdade sobre esse criminoso apátrida que enriqueceu operando a corrupção no Brasil e está foragido na Espanha. Que vergonha, hein? (C.N.)

Se nada mudar, o futuro presidente só poderá mexer em 3% do Orçamento

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Charge do Lézio Junior (Arquivo Google)

Eduardo Oinegue
O Globo

Se fosse um livro, o Orçamento Geral da União (OGU) seria uma obra de não-ficção. Ainda que não traduza literalmente da realidade, traz dados bem concretos. A dúvida é saber em que prateleira da livraria seria colocado: comédia ou terror.

Comédia, talvez, pelo estilo debochado de tratar o presidente da República como personagem absolutamente secundário. Todo mundo bajula o presidente. O Orçamento, não. Figura poderosa, capaz de nomear dezenas de milhares de cargos de confiança, o presidente pode muito. Menos mandar no OGU. Ele até mexe no conteúdo, mas num pedacinho miúdo. No grosso do dinheiro não, porque é tudo carimbado.

TERROR – O OGU poderia ser livro de terror porque lembra as histórias assustadoras de bonecos que ganham vida própria. O OGU tem vida própria, tem personalidade patologicamente rígida e gosta de amarrar presidentes, impedindo-os de orientar os rumos do país. Amarrou todos os presidentes. Se nada for feito, amarrará o próximo.

A proposta orçamentária para 2019 já está no Congresso. Sabe qual será o “pedacinho miúdo” dos recursos que o presidente poderá manejar? Perto de 3%. Os outros 97% sairão do tesouro automaticamente.

A arrecadação do ano que vem foi estimada em R$ 3,26 trilhões. Do total, R$ 1,56 trilhão será usado no pagamento de juros, amortizações e refinanciamento da dívida. A Previdência consumirá R$ 637,9 bilhões. Pessoal e encargos, incluídos os inativos e pensionistas da União, mais R$ 325,9 bilhões. E as transferências para estados e municípios drenarão R$ 275,2 bilhões. Há ainda uma infinidade de outras despesas obrigatórias que somam R$ 350,6 bilhões.

SOBRAM 3% – Os itens acima sorverão R$ 3,15 trilhões. Restarão R$ 112,6 bilhões para as chamadas despesas discricionárias, os tais 3%. Investimentos, que em 2018 receberam R$ 31,1 bilhões, receberão em 2019 parcos R$ 27,4 bilhões. Em seu primeiro ano, o novo governo não terá dinheiro para quase nada. Se não se alterarem as regras da formulação orçamentária, 2020 também não.

Esse cenário não é herança de Dilma ou Temer, mas fruto de travas constitucionais e infraconstitucionais até agora não enfrentadas. Há espaço para alívio de caixa? Há, se o novo governo aprovar uma reforma da Previdência, e se atacar os incentivos fiscais, orçados para 2019 em R$ 376 bilhões. É mais dinheiro do que o destinado para educação, saúde, transportes, trabalho, agricultura, cultura, turismo e direitos humanos, tudo junto.

“Quem vai mandar no Brasil serão os capitães”, diz Bolsonaro em visita ao Bope

Bolsonaro posa para fotos com militares em sede do Bope, no Rio Foto: Divulgação

Bolsonaro posa para fotos com os PMs da Tropa de Elite

Bernardo Mello
O Globo

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro ( PSL ) saiu de casa na manhã desta segunda-feira para visitar a sede do Batalhão de Operações Especiais ( Bope ) da Polícia Militar, na Zona Sul do Rio. Bolsonaro deixou sua residência por volta das 10h30, e chegou ao Bope pouco depois das 11h, sem conversar com jornalistas na entrada, tampouco detalhar os motivos de sua visita.

Em discurso na sede, Bolsonaro agradeceu o apoio, elencou o feito do PSL na eleição legislativa e ressaltou que a classe militar “terá um dos nossos” em Brasília, caso seja eleito.

AGRADECIMENTO – “Temos a segunda bancada em Brasília, sem televisão, sem fundo partidário, sem nada. Então nós temos que tentar mudar, fazer a coisa certa. Eu acho que isso é possível, afinal de contas não temos outro caminho. Meu muito obrigado a todos vocês, pela confiança por parte de muitos. Podem ter certeza, chegando (à Presidência), teremos um dos nossos lá em Brasília. Caveira! – afirmou o presidenciável, que fechou a fala com o tradicional grito do batalhão.

Em seguida, o militar brincou que, embora batesse continência para o coronel na sede, “quem vai mandar no Brasil serão os capitães”. O candidato ainda posou para fotos ao lado de militares.

EM CASA – Desde que voltou ao Rio após sofrer um ataque em Juiz de Fora, no início de setembro, Bolsonaro tem passado a maior parte do tempo em sua residência. A maioria das saídas aconteceu para gravar programas eleitorais, na casa do empresário Paulo Marinho, na Zona Sul do Rio.

O candidato do PSL tem feito pronunciamentos diariamente através de transmissões ao vivo em seu Facebook. Bolsonaro tem alegado questões de saúde e necessidade de repouso para adiar sua participação em debates com Fernando Haddad (PT).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG A visita de Bolsonaro ao Bope é um golpe de mestre em matéria de marketing eleitoral. Para quem está cansado da criminalidade, da violência e da insegurança, a visita do candidato do PSL ao quartel-geral da corporação tem enorme significado e Bolsonaro demonstra um incomum senso de oportunidade. (C.N)

Moraes, do Supremo, manda prender o senador Acir Gurgacz (PDT-RO)

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Para escapar da prisão Gurgacz fingia estar doente

Deu no Correio Braziliense

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou na noite deste domingo (14/10) a transferência imediata do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) para Brasília para dar início ao cumprimento da pena. O parlamentar foi condenado a 4 anos e 6 meses de prisão por crimes contra o sistema financeiro, após ser considerado culpado de fraudar um empréstimo obtido para empresa de turismo da família.

Internado desde a última quarta-feira (10/10), devido a uma crise de labirintite e transtorno de ansiedade generalizada, Gurgacz recebeu o mandado de prisão ontem, no Hospital São Lucas,  em Cascavel, no Paraná. Na decisão, o ministro afirmou que “inexiste notícia de que a imediata remoção para seu início (do cumprimento da pena) poderá acarretar imediato risco de vida e à saúde física ou psíquica do condenado”.

SEMI-ABERTO – O ministro argurmenta que a “terapia medicamentosa” poderá prosseguir durante a execução da pena — inicialmente em regime semiaberto. O despacho foi proferido após um pedido da defesa do senador pela suspensão da ordem de remoção.

De acordo com a denúncia, o senador teria feito um financiamento com o Banco da Amazônia de R$ 1,5 milhão para renovar a frota de ônibus da Eucatur, empresa de transporte da família de Gurgacz, e se apropriado de R$ 525 mil. E com o restante do dinheiro, comprado ônibus velhos, apresentando contas com notas fiscais falsas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO ilustre senador, que é um tremendo estelionatário, estava usando a técnica de José Genoino, Paulo Maluf e Jorge Picciani para fugir da prisão. Mas o ministro Alexandre de Moraes não entrou na armação medicamentosa e determinou a remoção imediata do paciente, que terá de dormir na Penitenciária da Papuda. (C.N.)

No dia 28, vamos conferir se Minas ainda é o espelho da política brasileira

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Afonso Arinos conseguiu definir Minas Gerais

Merval Pereira
O Globo

O resultado da eleição presidencial em Minas Gerais continua sendo o espelho do resultado final da eleição do Brasil. Desta vez não foi diferente. Bolsonaro teve 48,31% em Minas e 46% no país. Haddad teve 27,65% em Minas e 29% no país. O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro identificou essa coincidência depois de muitos anos de pesquisa, assim como José Perigault, um dos fundadores do Ibope, descobriu certa vez que o Méier era a representação do Rio de Janeiro.

Hoje creio que já não seja, devido ao deslocamento geográfico da população do Rio por questões de segurança e alteração de padrão de vida, entre outras.

DIVERSAS REGIÕES – Minas continua espelhando o Brasil porque contém em seu território representação das diversas regiões, que já havia sido detectada por um mineiro ilustre, Afonso Arinos de Mello Franco, que explicou em linguagem poética o que os números frios das urnas definem:

“As suas terras tocam os climas do norte. Participa dos climas úmidos e florescentes da orla litorânea. A oeste, da civilização do couro. Ao sul, confina com a riqueza paulista. Daí a sua posição histórica, que é um imperativo geográfico, econômico, étnico”.

Isso porque Minas tem sua parte Nordeste na região do Vale do Jequitinhonha, e por isso faz parte da Sudene; ao mesmo tempo, é a segunda economia do país (disputando com o Rio), tem uma região fortemente industrializada, grande influência paulista na divisa com São Paulo; Juiz de Fora é muito ligada ao Rio de Janeiro; e o Estado tem no agronegócio uma parte influente de sua economia.

COMPARAÇÕES – Em alguns casos, o resultado local foi praticamente igual ao nacional. E quando isso não acontece, é certo que a tendência fica definida nas urnas mineiras: em 2006 Lula teve 50,80% (48,6% no país), contra 40,6% (41,6% no país) de Alckmin. Em 1989, Collor teve 36,1% em Minas (30,5% no país) contra 23,1% (17,2%) de Lula.

Em 2014, o mineiro Aécio Neves, achando que a eleição estava ganha no Estado que governara nos últimos anos, não deu prioridade à campanha por lá e acabou perdendo para Dilma, uma mineira extraviada cuja mineiridade era colocada em dúvida pelos mineiros, tanto que na eleição de agora ficou em quinto lugar na disputa pelo Senado, enterrando a lenda de que o impeachment foi um golpe.

Dilma teve no país 41,59% no primeiro turno e 43,48% em Minas, enquanto Aécio teve 39,75% em Minas e 33,45% no país.

BOLSONARO – As primeiras pesquisas divulgadas no segundo turno mostram um crescimento de Bolsonaro, na mesma direção do candidato que o apóia ao governo de Minas, Romeu Zema, do Novo. Segundo o Instituto Paraná, Bolsonaro está com 69,6% dos votos em Minas, no mesmo patamar de Zema, que estaria com 73% dos votos. Amanhã o Ibope divulga sua primeira pesquisa de intenção de votos no segundo turno. A pesquisa do DataFolha, divulgada na quarta-feira, deu 58% para Bolsonaro e 42% para Haddad.

INTELECTUAL STALINISTA – O editor José Mario Pereira, da Top Books, lendo a coluna de ontem, onde relembrei o estranho elogio ao intelectual Stalin feito por Fernando Haddad quando era ministro da Educação, lembrou-se de Molotov, outro intelectual soviético stalinista.

Molotov foi ministro das Relações Exteriores da União Soviética, responsável pelo acordo de não agressão com a Alemanha nazista conhecido por Tratado Molotov-Ribbentrop, e dá nome ao coquetel molotov, bomba caseira assim chamada até hoje, utilizada por guerrilheiros.

A frase famosa do então ministro da Educação Fernando Haddad, confrontado sobre a adoção pelo MEC de um livro que considerava os erros de português aceitáveis, por se tratar da linguagem espontânea do brasileiro, e insinuando que os que reclamavam eram nazistas, disse que havia uma diferença entre Hitler e Stalin. “Ambos fuzilavam os seus inimigos, mas Stalin lia os livros antes de fuzilá-los”.

DEVER DE OFÍCIO – José Mario concorda que Stalin era um bom leitor, estudou em seminário e lia Homero em grego. Mas ressalta que quem lia mesmo todos os livros de poetas e escritores que foram mandados para a Sibéria, ou foram mortos, era o Molotov. Talvez por dever de ofício.

“Encontraram na casa dele muitas obras de autores perseguidos pelo regime, lidos e anotados. Em seguida, fazia um relatório e a partir daí estava selada a sorte dos escritores e poetas da época”. As informações estão no livro “A lanterna mágica de Molotov”, de Rachel Polonsky.

CORREÇÃO – Errei na coluna de ontem ao afirmar que o dono do bar em que ocorreu o assassinato do mestre de capoeira Moa do Katendê confirmou a versão do assassino, de que a discussão que resultou no crime não foi de cunho político. Peço desculpas aos leitores.

Pesquisa mostra Bolsonaro em alta e revela rejeição recorde a Haddad

53% dizem que não votam em Haddad de jeito nenhum

Deu no Diário do Poder

Pesquisa realizada no sábado (13) e domingo (14) em todo o País pelo instituto FSB, contratada pelo Banco BTG Pactual, confirma o favoritismo de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pela presidência da República, com 51% das intenções de voto na modalidade estimulada, representando 59% dos votos válidos, contra 35% para Fernando Haddad (41% dos votos válidos).

O levantamento revela uma mudança substantiva do eleitor: chega a 53% a rejeição ao candidato do PT, indicada pelos entrevistados afirmando que não votariam nele “de jeito nenhum”. Nesse quesito, Bolsonaro tem rejeição bem inferior: 38%.

Foram entrevistados dois mil eleitores por telefone em todo o País, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, segundo o instituto FSB Pesquisa. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral(TSE) sob nº BR-07950/2018.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Nada de novo no front ocidental, diria o escritor Erich Maria Remarque. Bolsonaro emagreceu 15 quilos e precisa fazer um terno novo para tomar posse. A eleição está decidida desde que Bolsonaro foi esfaqueado. Mas quem morreu politicamente foi Lula, por septicemia eleitoral, vitimado pelas bactérias da ficha suja. (C.N.) 

Gestão Haddad pagou R$ 245 milhões em contratos sob suspeita na Lava Jato

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Haddad só contratava empreiteiras aliadas ao PT 

Fabio Leite
Estadão

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad,  pagou durante sua gestão como prefeito de São Paulo R$ 245 milhões a empreiteiras envolvidas na Lava Jato por obras incluídas nos mesmos contratos do túnel que, agora, ele diz ter suspendido por “indícios de superfaturamento” há cinco anos. Os negócios também são investigados por suspeita de cartel, admitido no ano passado pela Odebrecht ao Ministério Público paulista.

Dados da Prefeitura obtidos pelo Estado mostram que os valores foram repassados pela gestão petista (2013-2016) para os quatro consórcios encarregados de executar o prolongamento da Avenida Roberto Marinho, na zona sul da capital. Os lotes são liderados pelas empresas OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão.

KASSAB CONTRATOU – Os contratos foram assinados em 2011 pelo ex-prefeito e atual ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), com valor original de R$ 1,98 bilhão. A construção do túnel de 2,4 km até a Rodovia dos Imigrantes está distribuída nos quatro lotes, junto com outras obras viárias, quatro mil moradias populares e trechos de um parque linear. Até deixar a Prefeitura, em dezembro de 2012, Kassab já havia pago R$ 105 milhões às empreiteiras. O túnel, porém, ainda estava na fase de instalação do canteiro de obra.

Em fevereiro de 2013, segundo mês de mandato, Haddad decidiu suspender a execução do túnel e manter as demais obras previstas nos mesmos contratos. À época, alegou falta de recursos e inversão de prioridade em uma nota pública de esclarecimento. Não mencionou nenhuma suspeita de irregularidade na obra suspensa e disse que pretendia retomar o projeto. Naquele momento, a Lava Jato ainda não havia sido deflagrada.

PRIORIDADE – “Ao invés do túnel, vamos priorizar todas essas obras e quando vendermos mais Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), sobretudo na região do Jabaquara, você pode retomar a ideia de fazer o túnel, que já está licitado e licenciado. Não está havendo um cancelamento, apenas uma inversão de prioridade”, disse Haddad na ocasião.

De fato, o túnel nunca saiu do papel, mas as demais obras previstas nos mesmos contratos foram tocadas adiante pela gestão do petista – depois pela administração João Doria e agora pela gestão Bruno Covas, ambos do PSDB. Entre as obras concluídas estão o viaduto da Avenida Lino Moraes Leme, entregue em março deste ano, e 430 habitações de interesse social.

A maior parte das obras foi executada pelo consórcio liderado pela OAS, que recebeu R$ 221,9 milhões nos quatro anos da gestão Haddad. Odebrecht e Andrade Gutierrez, que têm a maioria dos seus contratos vinculados ao túnel suspenso, receberam R$ 5 milhões e R$ 5,4 milhões, respectivamente. Já o consórcio da Queiroz Galvão recebeu R$ 12,4 milhões.

NOVA VERSÃO – Foi somente após as acusações de caixa dois para a campanha de 2012 feitas por delatores da Odebrecht e da UTC – parceiras no contrato do túnel da Roberto Marinho – que o presidenciável petista mudou publicamente o discurso sobre a obra. Primeiro, em sua defesa, começou a dizer que estava sofrendo “retaliações” dos executivos porque “contrariou os principais interesses das empresas” ao suspender a construção do túnel.

Depois, já durante a campanha ao Palácio do Planalto e após ser alvo de duas ações (civil e eleitoral) e uma denúncia criminal pelo suposto recebimento de R$ 2,6 milhões de caixa 2 da UTC, Haddad passou a afirmar que suspendeu a obra do túnel por “indícios de superfaturamento” que teriam sido repassados a ele por um secretário. Apesar da afirmação, o petista não solicitou nenhuma investigação ao Ministério Público nem à Controladoria-Geral do Município (CGM), criada por ele em 2013 para combater corrupção na Prefeitura.

SUPERFATURAMENTO – “A Odebrecht e a UTC tiveram o túnel da Roberto Marinho suspenso no meu segundo mês de mandato. Eu tinha exatos 44 dias à frente da Prefeitura de São Paulo quando suspendi uma obra por indícios de superfaturamento. Essas duas empresas resolveram me retaliar e, sem apresentar nenhuma prova, foram ao Ministério Público denunciar o que seria um pagamento de despesas de campanha que não provaram até agora”, afirmou o petista ao ser entrevistado no Jornal Nacional, da TV Globo, no dia 14 de setembro.

No fim do ano passado, a Odebrecht assinou o primeiro de uma série de acordos de colaboração com o Ministério Público de São Paulo no qual afirmou que todos os contratos de obras do chamado Sistema Viário Metropolitano, incluindo os lotes do túnel da Roberto Marinho, foram alvo de cartel das empreiteiras, que combinaram os preços previamente.

PAULO PRETO – Segundo a Promotoria, o esquema foi coordenado pelo engenheiro Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa (2007-2010), e também teve participação do ex-secretário municipal de Infraestrutura e braço direito de Kassab no ministério, Elton Santa Fé Zacarias.

Ambos teriam cobrado 5% de propina sobre o valor dos contratos. Assim como Kassab, eles são alvo de ação de improbidade por enriquecimento ilícito, mas negam as acusações.

Olavo faz incitação à violência; convoco meus concidadãos a repudiá-lo

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Carvalho é o porta-voz do radicalismo

Caetano Veloso
Folha

Olavo de Carvalho sugere em texto que, caso Bolsonaro se eleja, imediatamente à sua posse seus opositores sejam não apenas derrotados mas totalmente destruídos enquanto grupos, organizações e até indivíduos. Ele diz que os que consideram Bolsonaro uma ameaça à democracia não estão lutando para vencer uma eleição e sim “pela sobrevivência política, social e até física”. Isso é anúncio de autoritarismo matador.

Bolsonaro já disse que a ditadura matou pouco, já apareceu usando tripé de câmera como fuzil a metralhar petistas, já louvou o torturador e assassino coronel Brilhante Ustra. Quando atacado a faca por um maníaco, todos os outros concorrentes à presidência condenaram veementemente o atentado e seu autor; quando um eleitor seu matou um artista baiano que declarara voto no PT, Bolsonaro disse que não tinha nada a ver com isso.

Escalada da violência – Esse texto de Olavo anuncia uma escalada de ações violentas e conclama seus seguidores a perpetrá-las tão logo Bolsonaro chegue (se ele chegar) ao Alvorada.

É evidente que todo cidadão brasileiro que mereça esse nome –seja ele Fernando Henrique Cardoso, Roberto Carlos, Roberto Schwartz, Suzana Vieira, Chico Buarque, Luiz Tenório de Oliveira Lima, Letícia Sabatela, Fernando Haddad, Zezé de Camargo, Miriam Leitão ou ACM Neto– deve agir contra a possibilidade de eleição de Bolsonaro. A não ser que este desautorize publicamente o texto de Olavo. Único modo, aliás, de dar credibilidade a suas tentativas de amenizar o sentido de seus antigos brados.

FAKE NEWS – Olavo, o sub-Heidegger do nosso sub-Hitler (ou sub-Spengler do nosso sub-Goebels), diz que petistas, artistas, mídia, professores, jornalistas e intelectuais apelam a recursos ilícitos e imorais para obter vitória. No entanto, acabo de ler um texto em letras grandes, produzido pelos correligionários do capitão, que diz: “O PT QUEBRA IMAGENS, ESFREGA O CRUCIFIXO NOS ÓRGÃOS GENITAIS, URINAM (sic) NA BÍBLIA E AGORA QUER APOIO CATÓLICO“.

Deve ser a milionésima fake news expedida pela campanha bolsonarista. Olavo é figura histórica da antiesquerda. Catequizou gerações de jovens brasileiros a um anticomunismo delirante e ressentido.

ISLAMISMO – Faz décadas uma jovem conhecida minha tinha se convertido ao islamismo através dos ensinamentos de Olavo, seu carismático professor. A força dos parágrafos de Fritjof Schuon, autor que li fascinado, devem ter chegado com beleza aos ouvidos da moça, através das explanações brilhantes de Olavo. Mas desconfio de que o que o animava não era a beleza do Islã, sua tradição, sua riqueza espiritual. O que o entusiasmava eram as teocracias tardias que o desfiguram.

Olavo hoje posa nos EUA segurando arma pesada. Quão útil será sua cruzada para a indústria armamentista? É-se inocente útil mesmo quando se torna paranoicamente suspicaz. Para ele, o que há na aventura da modernidade é necessariamente o mal.

AO SEU LADO – Intelectual erudito e mente insana, nem sabe que eu só sei de um caso de artista que masturbava-se com um crucifixo (ele o declarou em entrevista na TV) –e era justamente um que hoje aparece ao seu lado.

Eu nunca fui petista. Nunca fui comunista. Odeio ter ouvido de Dirceu que o caso não é de ganhar eleição mas de tomar o poder. Meu pai me ensinou a ser anti-stalinista e, vendo a discrepância entre a vida real dos trabalhadores e os planos das “vanguardas” políticas, aprendi a ser anti-leninista (diante das filas para ver a múmia de Lenin em Moscou, reafirmou-se meu desprezo: detesto o mais ínfimo resquício de culto à personalidade que ronda Lula). Mas farei o que me for possível para vencer o crescimento da desigualdade e, acima de tudo, defenderei os direitos da pessoa humana.

Considero o texto de Olavo incitação à violência. Convoco meus concidadãos a repudiá-lo. Ou vamos fingir que o candidato dele já venceu a eleição e, por isso, pode mandar matar quem não votou nele? Respeitarei como presidente quem quer que se eleja. Mas exijo dele que exiba compromisso com os direitos da pessoa humana e, como os outros cidadãos, rejeite o que foi sugerido por Olavo de Carvalho.

Veja por que Jair Bolsonaro não deve comparecer aos debates com Haddad

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Ilustração reproduzida do Youtube

José Carlos Werneck

Qualquer debate, ou qualquer competição, só é válido e justo quando os participantes estão nas mesmas condições de que seu adversário ou concorrente. É por essa razão que, em todo debate existem regras pré-estabelecidas, que devem ser rigorosamente obedecidas pelos que comparecem ao evento.

Por isso os candidatos dispõe de igual tempo para perguntas e respostas. Para a réplica e tréplica. Para o direito de resposta. Etc. e etc. Tudo igualzinho que para todos os debatedores possam expor, em iguais condições, suas ideias e propostas.

SEM VANTAGEM – São regras que devem ser obedecidas e observadas devidamente, para que nenhum candidato leve vantagem sobre o outro. E é muito bom que seja assim.

Portanto, o candidato Jair Bolsonaro só deveria comparecer aos debates, se seu oponente, o ex-prefeito de São Paulo e professor Fernando Haddad, tivesse levado uma facada igualzinha a que ele levou. E consequentemente estivesse nas mesmíssimas condições de saúde do que seu adversário. Com bolsa de colostomia e tudo o mais que Bolsonaro é obrigado a portar, por força da tentativa de homicídio que sofreu na cidade mineira de Juiz de Fora, em 6 de setembro.

SEM SOLIDARIEDADE – Assim, da forma como Haddad pretende que sejam agora realizados os debates, com Bolsonaro ainda em recuperação, o evento vira “gopi”, como dizem os correligionários políticos do ilustre professor Fernando Haddad. Num arroubo de arrogância e total ausência de solidariedade humana, que não deveriam faltar num intelectual respeitável, Haddad afirmou, na tentativa de humilhar seu oponente, que estava disposto a debater com ele na enfermaria.

Esse tipo de declaração é algo realmente lamentável e constrangedor.

No Dia do Mestre, um poema de Cora Coralina homenageia os professores

Resultado de imagem para cora coralinaPaulo Peres
Site Poemas & Canções
Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1880-1985), nasceu em Goiás Velho. Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica, conforme este belo poema “Elevar”, que publicamos hoje para homenagear o Dia do Mestre.


ELEVAR
 

Cora Coralina

Professor, “sois o sal da terra e a luz do mundo”.
Sem vós tudo seria baço e a terra escura.
Professor, faze de tua cadeira,
a cátedra de um mestre.
Se souberes elevar teu magistério,
ele te elevará à magnificência.
Tu és um jovem, sê, com o tempo e competência,
um excelente mestre.

Meu jovem Professor, quem mais ensina e quem mais aprende?
O professor ou o aluno?
De quem maior responsabilidade na classe,
do professor ou do aluno?
Professor, sê um mestre. Há uma diferença sutil
entre este e aquele.
Este leciona e vai prestes a outros afazeres.
Aquele mestreia e ajuda seus discípulos.
O professor tem uma tabela a que se apega.
O mestre excede a qualquer tabela e é sempre um mestre.
Feliz é o professor que aprende ensinando.
A criatura humana pode ter qualidades e faculdades.
Podemos aperfeiçoar as duas.
A mais importante faculdade de quem ensina
é a sua ascendência sobre a classe
Ascendência é uma irradiação magnética, dominadora
que se impõe sem palavras ou gestos,
sem criar atritos, ordem e aproveitamento.
É uma força sensível que emana da personalidade
e a faz querida e respeitada, aceita.
Pode ser consciente, pode ser desenvolvida na escola,
no lar, no trabalho e na sociedade.
Um poder condutor sobre o auditório, filhos, dependentes, alunos.
É tranquila e atuante. É um alto comando obscuro
e sempre presente. É a marca dos líderes.

A estrada da vida é uma reta marcada de encruzilhadas.
Caminhos certos e errados, encontros e desencontros
do começo ao fim.

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
O melhor professor nem sempre é o de mais saber,
é sim aquele que, modesto, tem a faculdade de transferir
e manter o respeito e a disciplina da classe.

Organização Globo tenta demolir o ficha-limpa Witzel e eleger o ficha suja Paes

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Carlos Nuzman e Paes enriqueceram na Olimpíada

Carlos Newton

A campanha para governador do Rio de Janeiro está cada vez mais emocionante. Os dois candidatos (Wilson Witzel, do PSC, e Eduardo Paes, do DEM) deixaram as propostas de lado e a campanha descambou totalmente para a baixaria. O mais interessante, porém, é o apoio flagrante da Organização Globo, que usa todas as suas armas – jornais, TVs e rádios – na tentativa de destruir a imagem do ex-juiz Wilson Witzel, que tem ficha-limpa e uma carreira vitoriosa em concursos públicos.

PAES É FICHA-SUJA – O grupo empresarial dos irmão Marinho quer eleger Eduardo Paes, que é um tremendo ficha-suja e somente conseguiu ser candidato com uma liminar no TSE, depois de condenado pelo TRE estadual. Ou seja, Paes conquistou exatamente  o que Lula da Silva pretendia – ser candidato sub judice.

Junto com o Pedro Paulo, seu secretário da Casa Civil, Paes foi condenado em dezembro de 2017 por abuso de poder político-econômico e conduta vedada a agente público. Foi decisão unânime do TRE.

LIMINAR SALVADORA – Paes e Paulo, que fazem uma espécie de dupla Batman e Robin na política estadual (mas ninguém sabe quem é o Batman e quem é o Robin), conseguiram em maio uma liminar do ministro Jorge Mussi, em decisão monocrática provisória que desconheceu a Lei da Ficha Limpa.

Pedro Paulo foi eleito deputado federal pelo DEM, mas perderá o mandato se o TSE confirmar a decisão unânime do TRE. O mesmo acontecerá com Paes, caso derrote Witzel, o que parece altamente improvável, embora não se possa desprezar o poderio da Vênus Platinada.

E a situação agora se complicou, porque a delação da Odebrecht acaba de revelar que um dos maiores legados da Olimpíada foram as propinas recebidas por Eduardo Paes e seu secretário de Obras, Alexandre Pinto, que depôs na Justiça Federal e acusou o então prefeito de chefiar o esquema de corrupção.

ODEBRECHT CONFIRMA – Muitas empreiteiras estão envolvidas no esquema de Paes. Reportagem do Estadão, publicada na última sexta-feira, dia 12, mostra que o homem forte do Departamento de Propinas da Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, declarou em delação premiada que a empreiteira baiana repassou propinas de R$ 15 milhões ao ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB) e está tudo registrado na planilha da empresa, na qual Paes é apelidado de “Nervosinho”.

Na verdade, Paes é um dos poucos líderes da quadrilha do MDB do Rio de Janeiro que continuam à solta, enquanto Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Jorge Picciani e muitos outros já estão até cumprindo pena.

IRMÃOS MARINHO – Esta opção preferencial pelo ficha-suja Eduardo Paes depõe contra a nova postura jornalística dos irmãos Marinho, que alegam praticar “jornalismo independente” desde que, em 31 de agosto de 2013, renegaram o passado de Roberto Marinho e publicaram editorial considerando um erro o apoio que o patriarca global deu à ditadura militar.

Quando se pensava que as coisas estivessem melhorando na  Organização Globo, constata-se que nada mudou. Entre apoiar um homem honrado como Wilson Witzel, os irmãos Marinho rasgam a fantasia e se aliam a Eduardo Paes, fazendo um papel tão lamentável quanto o comportamento de Roberto Marinho em 1964. E assim la nave va, cada vez mais fellinianamente.

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P.S. –
Eduardo Paes deixou a prefeitura falida e destruiu o sistema previdenciário municipal. Suas obras principais (Museu do Amanhã, Trenzinho VLT e Cidade das Artes, que herdou de Cesar Maia), dão um prejuízo absurdo à Municipalidade, e o prefeito Marcelo Crivella precisa convocar uma entrevista coletiva, ao lado do secretário da Fazenda, para denunciar a real dimensão do legado de Eduardo Paes e Pedro Paulo. Mas é claro esse tipo de denúncia a Organização Globo jamais divulgará. (C.N.)

Totalmente desmoralizados, Ibope e Datafolha preparam novas pesquisas

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Charge do Newton Silva (newtonsilva.com)

Léo Simonini
O Tempo

Ibope e Datafolha, dois dos principais institutos de pesquisas do país, irão divulgar mais um levantamento nesta semana, tanto da disputa presidencial entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), quanto da estadual, entre Antonio Anastasia (PSDB) e Romeu Zema (Novo). Para a disputa pelo Palácio do Planalto, o Ibope divulga novos números nesta segunda-feira (15), onde serão entrevistadas 2506 pessoas de todo o Brasil.

A pesquisa foi contratada pela rede Globo e pelo Estadão. Para as disputas de governadores, o instituto divulga o resultado na quarta-feira (17), quando serão ouvidas cerca de 1,5 mil pessoas em cada Estado.

Também na quarta-feira 17 o Datafolha mostra os dois resultados, tanto para presidente, quanto para governador. Serão 9128 entrevistados no Brasil, enquanto que para o cargo de governador serão cerca de 1,5 mil eleitores ouvidos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Os institutos de pesquisa – todos eles, incluindo Vox Populi, Paraná, MDA etc. – estão completamente desmoralizados pela imprecisão de seus resultados no primeiro turno. Vamos acompanhar como se comportarão agora, já quase na metade do segundo tempo. Aliás, será que existe alguém que ainda confie em pesquisa eleitoral? (C.N.)

Fernando Haddad espera que FHC formalize apoio à sua candidatura

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FHC diz que não apoia Bolsonaro, de jeito nenhum

Alessandro Giannini
O Globo

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad,  disse neste domingo, em São Paulo, que espera obter apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que declarou neutralidade, mas admitiu a possibilidade de apoiar o concorrente petista. Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, publicada neste domingo, FH disse existir um muro entre ele e Bolsonaro, e que, por enquanto, havia uma porta a ser aberta na direção de Haddad.

—  Se depender de mim, essa porta vai ser aberta em nome da democracia — disse o candidato, que mantém uma relação cordial com Cardoso, além de terem amigos em comum.

DEMOCRACIA EM JOGO —“Independentemente de o PSDB ser oposição ou situação no próximo governo, o mais importante hoje é garantir as liberdades democráticas, que estão em risco em nosso país, como ele mesmo reconhece na entrevista”, disse. 

Haddad também comentou a campanha de Bolsonaro na TV e no rádio, que aponta o PT e seus principais líderes como defensores dos regimes de Cuba e Venezuela:

— Olha, o PT nunca violou um princípio democrático enquanto esteve no comando do governo. O Estado democrático de Direito era e continua sendo um princípio basilar nosso. O meu adversário, ao contrário, defendeu tortura, a morte de 30 mil pessoas durante a ditadura, chamou Dom Paulo Evaristo Arns de vagabundo e charlatão. E está tudo registrado.

OLAVO DE CARVALHO – O candidato petista também comentou um tuíte publicado pelo filósofo Olavo de Carvalho, e republicado por um dos filhos de Bolsonaro, dizendo que o candidato do PT defendia o incesto. Carvalho apagou a publicação logo em seguida. 

—  Já disseram que sou dono de uma Ferrari e que meu relógio, presente da minha família quando me formei, custa R$ 400 mil reais —  disse —  Onde essa loucura vai parar?

Haddad também atacou Bolsonaro por espalhar “mentiras” na internet sobre sua religiosidade. E incluiu a imprensa no desabafo:  “Não entendo por que razão a imprensa não está denunciando isso”.

Guedes quer baixar o imposto de importação e destruir a indústria brasileira

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Guedes é um apátrida que não se interessa pelo Brasil

Daniela Lima
Folha/Painel

O presidente do DEM, ACM Neto, quer manter distância pública de Jair Bolsonaro (PSL), mas avisou a aliados que sua estrutura na Bahia vai trabalhar e pedir votos para o candidato. Prefeito de Salvador, ACM Neto disse optar pelo capitão da reserva contra o PT, mas afirmou que não se envolveria pessoalmente na eleição. Ele, porém, tem falado com apoiadores do presidenciável para acompanhar os passos da campanha e já na semana passada admitiu colocar o bloco na rua para ajudar no Nordeste.

A pessoas próximas, ACM Neto disse que não está disposto a fazer campanha em suas redes sociais, mas que derrotar o PT é fundamental para sua estratégia política no estado, governado por petistas há mais de uma década.

ACENDA O FAROL – Executivos de emissoras de televisão disseram a interlocutores que um dos pleitos que farão ao próximo governo é a proibição do pagamento de bonificações por volume, espécie de bônus a agências que emplaquem publicidades na grade de programação. A TV Globo é adepta da prática.

O PT vai explorar contradições de Bolsonaro em relação a questões sociais. Neste domingo (14), Haddad terá um encontro com pessoas com deficiência, em SP. O capitão reformado e seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) votaram contra um inciso da lei que criou o Estatuto da Pessoa com Deficiência, em 2015.

APOIO A HADDAD – O grupo de advogados intitulado “Prerrogativas” lança nesta segunda (15) manifesto pluripartidário em apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT). O documento afirma que a união se dá em torno da defesa da democracia, que está acima de “interesses individuais, corporativos e partidários”. Os organizadores recolheram, até a noite de sexta-feira (dia 12), cerca de 500 adesões ao manifesto.

O candidato ao governo do RN, Carlos Eduardo (PDT), deve ser no máximo advertido pela sigla por ter declarado apoio a Bolsonaro. Ele disputa o segundo turno contra Fátima Bezerra (PT).

Um pedetista justifica: o partido não pode obrigá-lo a se suicidar eleitoralmente para preservar o PT.

FINS E MEIOS – A equipe que ajuda o guru econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, a estruturar as ideias para a área incluiu como medida a ser tomada nos 100 primeiros dias de um eventual governo a redução drástica de tarifas aplicadas ao mercado externo.

A proposta tem como guia relatório técnico da Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo Temer de março deste ano. O estudo simula a redução da tarifa para a importação de produtos de 57 setores de bens comercializáveis.

O relatório da SAE estima que haveria redução geral de no mínimo 5% no patamar dos preços. Por outro lado, “as firmas menos competitivas tendem a não sobreviver, o que leva os trabalhadores a migrarem para outros setores da economia”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Ao invés de incentivar a indústria brasileira, o gênio do mal Paulo Guedes quer baixar o imposto de importação (IPI) para abrir empregos na China e em outros países. Os generais que assessoram Bolsonaro precisam enquadrar esse entreguista, que pretende vender o Brasil por 30 dinheiros. (C.N.)