Big techs terão de prestar contas ao TSE sobre combate à desinformação eleitoral

MPF investiga possível uso irregular de R$ 735 milhões do Fundeb em municípios

Já está na hora de criarmos a Lei do Vorcaro e a Lei do Careca do INSS

Gerson, o Canhotinha de Ouro, relembra com carinho sua infância em Niterói e destaca a importância do Campo de São Bento em suas memórias no mais novo episódio do **NiteróiCast**. , O craque, ídolo do ...

Aos 85 anos, Gerson continua trabalhando na Rádio Tupi

Vicente Limongi Netto

Em O Globo, o leitor Ari Guezunt recorre à surrada, patética, estúpida, injusta  e idiota Lei de Gerson para mostrar indignação com a corrupção que assola o Brasil. O cerebral meia Gerson, 85 anos de idade, tricampeão do mundo,  não merece ser eternamente motivo de chacotas por conta de um anúncio de cigarros que fez há mais de 60 anos.

Gerson é cidadão decente, amado pelo torcedor. Honrou a camisa da seleção e dos clubes onde jogou.  Exemplar pai de família. Comentarista da rádio Tupi. Mantém em Niterói o Instituto Canhotinha, onde cuida de crianças e adolescentes.

Passou da hora do cidadão enterrar a Lei de Gerson e adotar, com ênfase, outras leis pertinentes e atualizadas, para enfatizar corrupção, como por exemplo, a Lei do Daniel Vorcaro ou a Lei do Careca do INSS. Ou muitas outras, que desgraçadamente deslustram a vida pública.

O próximo dia 16 lembra os 10 anos de morte do notável cidadão e desportista João Havelange. Dedicou a vida ao futebol.  Transformou na maior entidade do mundo, que congrega hoje 211, países, bem à frente da ONU (Organização das Nações Unidas), que só tem 193.

Foi Havelange quem colocou seleções africanas nas disputas da copa do mundo. E foi ele quem tornou a Fifa uma potência financeira.

MENSAGEM – Fui amigo de Havelange e sou de   amigo de Gerson e deJosé Sarney, que me enviou a seguinte mensagem:

Agradeço, caro amigo, suas intervenções como leitor, sempre marcadas por seu estilo e por suas convicções, nesta amizade que ultrapassa os 50 anos  e muito me honra. 

Receba meu afetuoso abraço,
José Sarney.

Com 80% de confiança, Pix se torna uma grande moeda política da eleição

Inquérito chega à reta final e a PF deve indiciar Vorcaro ainda este mês

Nova Guerra Fria inclui eleições brasileiras na disputa entre as potências

Progressistas alertam Parlamento dos EUA contra interferência de Trump no Brasil

Frente evangélica tse reuniu com parlamentares americanos

Bela Megale
O Globo

Representantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito estiveram em Washington (EUA), na semana passada, para entregar uma carta a congressistas americanos sobre as eleições brasileiras de outubro. O documento foi levado pelo grupo aos gabinetes dos senadores Raphael Warnock e Adam Schiff, e da deputada Hillary Scholten, três lideranças religiosas ativas.

Warnock é pastor titular da Ebenezer Baptist Church, em Atlanta, a mesma congregação de Martin Luther King Jr. Schiff, que é judeu, presidiu o Comitê de Inteligência da Câmara, com atuação histórica em política externa e defesa das instituições democráticas. Scholten atuou como auxiliar na LaGrave Avenue Christian Reformed Church, igreja localizada em Grand Rapids, conhecida por sua atuação comunitária e pela ênfase em valores bíblicos.

INTERFERÊNCIA – Na carta, o grupo progressista criado em 2016 destaca a preocupação com a tentativa de interferência dos Estados Unidos nas eleições presidenciais do Brasil e aponta reportagens que destacam o plano da gestão Donald Trump de enviar funcionários a Brasília para questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro.

A Frente também criticou as recentes medidas tarifárias dos EUA que afetam exportações brasileiras, ressaltando que elas deveriam se basear em critérios econômicos e técnicos, evitando influências políticas internas.

REPRESENTATIVIDADE – Por fim, os signatários da carta destacam que, embora alguns líderes evangélicos brasileiros apoiem publicamente o senador Flávio Bolsonaro, eles não representam a totalidade da comunidade evangélica brasileira, que é diversa em opiniões políticas.

A carta ainda reforça a importância do Brasil como maior democracia da América do Sul e sua influência regional, destacando a necessidade de proteger suas instituições contra pressões externas que possam fragilizar o processo democrático. A Frente solicita um canal de diálogo permanente com os parlamentares americanos, cooperação para fortalecer a independência das instituições brasileiras e a abstenção de intervenções externas nas eleições.

Republicanos abraça Lula onde convém e Bolsonaro onde interessa

A escolha de Motta obedece à realidade eleitoral da Paraíba

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

O apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva expõe a ambiguidade eleitoral do Republicanos. Formalmente, o partido decidiu permanecer neutro na disputa pelo Palácio do Planalto, não indicar o candidato a vice de Flávio Bolsonaro nem integrar nenhuma coligação presidencial. Na prática, liberou seus dirigentes e diretórios estaduais para escolherem publicamente o lado mais conveniente às respectivas circunstâncias locais. É uma salvo-conduto para múltiplas alianças regionais, inclusive com forças antagônicas.

Foi o que permitiu a Hugo Motta anunciar o apoio a Lula sem romper com a direção partidária. “A tendência nossa aqui na Paraíba é que caminhemos com o presidente Lula”, declarou, acrescentando que o petista representa aquilo que seu grupo considera “o melhor para o país”. O presidente da Câmara aguardou deliberadamente a decisão nacional do Republicanos para somente então revelar sua posição. O Republicanos da Paraíba apoiará a reeleição de Lula, segundo Motta.

INTERESSES – A escolha obedece à realidade eleitoral da Paraíba. Motta precisa renovar seu mandato, preservar a influência nacional conquistada na Presidência da Câmara e eleger o pai, Nabor Wanderley, para o Senado. Seu grupo participa da aliança que sustenta o governador Lucas Ribeiro, do PP, herdeiro da coalizão liderada anteriormente por João Azevêdo, do PSB, e apoiada por Lula. Embora o atual governador não pertença à esquerda, governa com uma composição na qual PT e PSB exercem grande influência. O que também explica a neutralidade do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI).

Romper com Lula na Paraíba significaria desafiar um eleitorado majoritariamente lulista e colocar em risco a própria sobrevivência política do grupo de Motta. Os números explicam o movimento. Na pesquisa Genial/Quaest, Lula ampliou de 57% para 64% sua votação num eventual segundo turno no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 31% para 25%. A diferença de 39 pontos transforma qualquer tentativa de impor um palanque bolsonarista exclusivo na região em aventura de alto risco.

Nacionalmente, Lula aparece com 39% no primeiro turno, contra 30% de Flávio, e vence o segundo por 44% a 39%. Flávio cresceu e reduziu a distância, mas ainda não conseguiu transformar a polarização social existente no país numa coalizão partidária equivalente àquela que sustentava seu pai.

SÃO PAULO E MINAS –  A decisão do Republicanos também revela uma estratégia que mira as eleições de 2030. Tarcísio de Freitas, principal liderança da legenda e candidato à reeleição em São Paulo, depende do eleitorado bolsonarista para se manter no Palácio dos Bandeirantes, mas não deseja subordinar completamente seu futuro político ao projeto pessoal de Flávio.

Tarcísio mira 2030, quando o cenário poderá ser definido pela sucessão simultânea de Lula e de Jair Bolsonaro como grandes polos organizadores da política nacional. Para chegar competitivo a essa eleição, precisa conservar o apoio da direita, dialogar com o centro, cultivar relações institucionais com o governo federal e não se tornar mero coadjuvante do clã Bolsonaro. O Republicanos procura ocupar simultaneamente o governo e a oposição, o Nordeste lulista e o Sudeste conservador, a eleição de 2026 e a sucessão de 2030.

O mesmo fenômeno aparece em Minas Gerais, onde a candidatura camaleônica de Cleitinho Azevedo ao governo embaralhou os palanques presidenciais. O senador do Republicanos chegou a ser impedido pelo próprio partido de concorrer, reagiu publicamente e acabou reconduzido à disputa depois da intervenção de dirigentes interessados em sua capacidade de puxar votos para as chapas proporcionais.

DIVISÃO – Cleitinho lidera a corrida mineira com 35%, muito à frente de Alexandre Kalil, com 12%, e Patrus Ananias, com 10%. No plano presidencial, porém, Minas está dividida: Lula tem 30% e Flávio, 29%, no primeiro turno; num eventual segundo turno, o petista aparece com 38% e o bolsonarista, com 35%, ambos em empate técnico. A pesquisa mineira mostra a liderança isolada de Cleitinho e o equilíbrio entre Lula e Flávio.

Qual é a do Cleitinho? Ele necessita dos eleitores bolsonaristas, mas não pode hostilizar a parcela lulista de Minas nem atrelar completamente sua candidatura a um presidenciável que aparece numericamente atrás no estado. Nos bastidores, prevalece a expectativa de que abra o palanque, permitindo que aliados e candidatos proporcionais façam campanha para Flávio ou Lula segundo suas bases.

Moraes manda investigar fonte de jornalista que denunciou Flávio Dino

E Caetano saiu caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento…

Caetano Veloso - Alegria, Alegria (3º Festival da MPB - 1967) | Vídeo da final na descrição

No Festival da Record, Caetano investiu contra a ditadura

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor, músico, produtor, escritor, poeta e compositor baiano Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, na letra da marcha “Alegria, Alegria” apresentada no III Festival de MPB da TV Record, em 1967, procurou conscientizar e incentivar a população a se rebelar e protestar contra o governo da época, conforme explica o professor de português Alexandre Varela Castilho.

Segundo o professor, nos primeiros versos, Caetano já manifesta a sua ideia política contrária a ditadura militar, na época, vigente no país, ou seja, “caminhando contra o vento” significa resistência,  “sem lenço e sem documento” eram acessórios obrigatórios para se andar nas ruas,  então andar sem documento reforçava a ideia de resistência e rebeldia.

Alexandre Castilho afirma também  que a estrofe “O sol se reparte em crimes/Espaçonaves, guerrilhas/Em cardinales bonitas…”, refere-se ao jornal O Sol, que circulava na zona sul carioca.

A marcha “Alegria, Alegria” foi gravada por Caetano Veloso em compacto simples, em 1967, pela Philips.

ALEGRIA, ALEGRIA
Caetano Veloso

Caminhando contra o vento
Sem lenço, sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou

O sol se reparte em crimes,
Espaçonaves, guerrilhas
Em Cardinales bonitas
Eu vou

Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot

O Sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia?
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não?…

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço, sem documento,
Eu vou

Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome sem telefone
No coração do Brasil

Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou

Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou
Por que não, por que não?…

Lula e Flávio apostam no Sudeste para abrir vantagem na corrida presidencial

Indeciso, o PL mantém brecha para trocar vice de Flávio até 15 de agosto

Flávio priorizou emendas com segurança e defesa, mas esqueceu educação e agricultura

A saída de Sidônio e o problema que o marketing não consegue esconder

Lula mantém Sidônio na Secom e o afasta da campanha

Pedro do Coutto

O afastamento de Sidônio Palmeira do núcleo central da campanha de Lula da Silva à reeleição é mais do que uma mudança de nomes na comunicação petista. É um sinal político de que a campanha entrou numa fase de ajustes, disputas internas e crescente preocupação com uma eleição que, embora ainda tenha Lula na liderança, deixou de oferecer ao governo a margem de segurança que seus estrategistas desejariam.

Segundo reportagem de Sérgio Roxo, O Globo, o presidente decidiu retirar Sidônio do comando da estratégia eleitoral. O ministro continuará à frente da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, mas deixará de participar diretamente da coordenação cotidiana da campanha. A decisão ocorre depois de meses de tensão entre diferentes grupos responsáveis pela comunicação do governo e da candidatura.

RELAÇÃO DE CONFIANÇA – A escolha é particularmente significativa porque Sidônio não era um profissional qualquer dentro do universo lulista. Publicitário responsável pelo marketing da campanha vitoriosa de Lula em 2022, ele construiu uma relação de confiança com o presidente e chegou ao comando da Secom justamente pela combinação entre experiência eleitoral e capacidade de leitura política.

No início de 2025, Lula havia confiado a ele a tarefa de reorganizar a comunicação do governo. Por isso, sua saída da campanha não pode ser interpretada simplesmente como uma troca técnica. Ela representa uma revisão de estratégia. O problema, porém, é que campanhas eleitorais não são agências de publicidade.

Um marqueteiro pode organizar uma mensagem, escolher uma linguagem, definir uma identidade visual, orientar discursos e explorar determinados temas. Não pode, entretanto, produzir por publicidade aquilo que a realidade política não entrega. É justamente aí que está a questão central para Lula.

DIANTEIRA – A pesquisa Datafolha divulgada em julho mostra o presidente com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 32% de Flávio Bolsonaro. Num eventual segundo turno, Lula aparece com 48%, ante 43% do senador. Ou seja: o presidente continua à frente, mas a vantagem não é suficientemente confortável para permitir que sua campanha trate a eleição como uma formalidade.

Outro levantamento recente, da Quaest, também apontou Lula na liderança, mas registrou aproximação de Flávio Bolsonaro. A fotografia eleitoral, portanto, é clara: Lula continua sendo o candidato a ser batido, mas o adversário já encontrou espaço suficiente para transformar a eleição numa disputa competitiva. Nesse cenário, a crise de comunicação ganha uma dimensão maior.

Desde o início do ano, a campanha lulista vem sendo marcada pela tentativa de distribuir responsabilidades entre diferentes núcleos. Em janeiro, a própria Folha informou que Lula havia decidido manter Sidônio no governo e procurar outro profissional para o marketing eleitoral. O nome de Raul Rabelo, ex-sócio de Sidônio, passou a ser considerado para a função. A intenção era preservar a influência política de Sidônio sem necessariamente colocá-lo na linha de frente da campanha.

COMPLEXIDADE – A experiência dos últimos meses, entretanto, mostrou que separar governo, partido, comunicação institucional e campanha eleitoral é muito mais complicado na prática do que no organograma. O PT precisa comunicar as realizações do governo. O Planalto precisa defender sua agenda. A campanha precisa conquistar votos. E Lula, como candidato à reeleição, precisa apresentar ao eleitor uma razão convincente para permanecer no poder. São objetivos relacionados, mas não idênticos.

Quando essas estruturas começam a disputar espaço, a comunicação deixa de ser instrumento de uma estratégia política e passa a ser também território de disputa política. É nesse ponto que o afastamento de Sidônio se torna revelador.

PROBLEMAS ESTRUTURAIS -A troca não significa necessariamente que o publicitário tenha fracassado. Tampouco seria correto atribuir a ele, individualmente, eventuais dificuldades eleitorais de Lula. A política brasileira oferece inúmeros exemplos de campanhas altamente profissionais que não conseguiram superar problemas estruturais dos candidatos ou dos governos que representavam.

O marqueteiro pode ajudar o candidato a explicar uma realidade. Não pode substituir a realidade. Essa regra vale para Lula e também para seu principal adversário.

A equipe de Flávio Bolsonaro enfrenta problema semelhante quando tenta administrar a associação entre o senador e Daniel Vorcaro, personagem central da crise envolvendo o Banco Master. A comunicação pode tentar estabelecer distância, modificar a agenda e oferecer novas narrativas, mas não consegue simplesmente apagar fatos que já ingressaram no debate público.

INTERPRETAÇÃO DA REALIDADE – É justamente por isso que a eleição de 2026 tende a ser menos uma disputa entre campanhas publicitárias e mais uma disputa pela interpretação da realidade. Lula tem ativos importantes. Continua conhecido por praticamente todo o eleitorado, possui uma história política singular, mantém forte identificação com parcelas relevantes da população e dispõe da estrutura de um governo federal. As pesquisas ainda mostram sua vantagem nos principais cenários de segundo turno. Mas esses ativos não eliminam suas vulnerabilidades.

O governo precisa transformar indicadores econômicos, políticas sociais e resultados administrativos em percepção concreta para o eleitor. Precisa responder à insatisfação de setores que não se sentem representados pela atual administração. Precisa enfrentar o desgaste político acumulado e, sobretudo, encontrar uma linguagem capaz de dialogar para além do eleitorado já convencido. Esse talvez seja o maior desafio da comunicação lulista.

Durante boa parte de sua trajetória política, Lula demonstrou extraordinária capacidade de transformar acontecimentos políticos em narrativas simples, compreensíveis e emocionalmente fortes. O Lula candidato de 2002 e o de 2022 souberam construir mensagens que ultrapassaram a fronteira do PT e alcançaram eleitores que não necessariamente tinham identificação ideológica com o partido.

ESTRATÉGIA – O Lula de 2026 precisa fazer novamente esse movimento. E não há marqueteiro capaz de realizá-lo sozinho. A mudança na equipe pode até produzir uma campanha mais agressiva, mais organizada ou mais eficiente nas redes sociais. Pode melhorar a resposta aos adversários e corrigir erros de comunicação. Mas, se a estratégia depender exclusivamente de publicidade, estará condenada a administrar sintomas em vez de enfrentar as causas.

A eleição também exige uma resposta política. Lula precisa decidir que campanha quer fazer. Uma campanha de defesa do legado? Uma campanha de confronto com o bolsonarismo? Uma campanha centrada na economia e na melhoria das condições de vida? Uma campanha de continuidade ou de renovação? É possível combinar esses elementos, mas não é possível substituir uma estratégia por slogans.

A definição do conceito “O Brasil pronto pra mais”, divulgado nos últimos dias, aponta justamente para a tentativa de apresentar a continuidade como promessa de futuro, e não apenas como defesa do governo atual.

MENSAGEM AO ELEITOR – A dificuldade estará em fazer essa ideia chegar ao eleitor como experiência concreta, e não como peça publicitária. É por isso que a saída de Sidônio deve ser observada com atenção. Ela revela que o problema da campanha de Lula não está apenas em quem segura o volante da comunicação. Está na necessidade de encontrar uma narrativa política suficientemente forte para atravessar um ambiente eleitoral mais competitivo, uma oposição mais organizada e um eleitorado menos disposto a votar apenas por memória.

A eleição de 2026 ainda está aberta. Lula parte de uma posição favorável, mas não confortável. Flávio Bolsonaro já demonstrou capacidade de reduzir distâncias, enquanto nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema tentam preservar espaço próprio. Nesse contexto, trocar o marqueteiro pode ser necessário. Mas não será suficiente.

O verdadeiro teste de Lula será descobrir se ainda consegue transformar governo em esperança, realizações em voto e experiência em futuro. Se não conseguir, nenhuma agência, nenhum slogan e nenhuma operação de redes sociais será capaz de produzir o milagre que a política, sozinha, deixou de entregar. O marketing pode melhorar a embalagem. A eleição, porém, continuará sendo decidida pelo conteúdo.

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Recuperar a credibilidade dos Poderes é a maior missão de André Mendonça

André Mendonça: 25 anos de jornalismo especializado e independente

André Mendonça, retratado por Spacca

Carlos Newton

Em meio a tanto negativismo e desânimo, com a administração pública dominada por políticos enriquecidos ilicitamente, como Lula da Silva, Jair Bolsonaro, Davi Alolumbre e tantos outros sanguessugas que se espalham pelos Estados e municípios, mesmo assim sou otimista e acredito que este país vai conseguir ir em frente, apesar do apodrecimento dos Três Poderes e seja qual for o vencedor dessa eleição.

Minha convicção é inabalável, porque se trata de um país continental, com imensuráveis riquezas minerais a explorar, as mais extensas terras agricultáveis, amplas possibilidades de irrigação, por possuir as maiores reservas de água potável no subsolo e ter condições ideais de clima, que possibilitam várias safras por ano, além de além de possuir a maior reserva ambiental do mundo, com sua incalculável biodiversidade, e de contar com uma indústria diversificada e de grande porte,  tudo isso confirma que o crescimento socioeconômico do Brasil é apenas uma questão de tempo.

FORÇA DA NATUREZA – Qualquer pessoa medianamente interessada em geopolítica sabe que o Brasil é uma força da natureza e seu desenvolvimento é irrefreável, não importa os imbecis que nos governem, sejam petistas, bolsonaristas ou alcolumbristas, cada um pior do que o outro.  

A conjunção dos astros é favorável ao Brasil e inevitavelmente estará nos transformando em grande exportador de petróleo, que será cada vez mais importante na economia como produtor de matérias-primas, embora tenda a perder importância no setor de transportes.

Segundo o estrategista norte-americano Robert Clive, ex-diretor da CIA, que previu com impressionante exatidão a desagregação da União Soviética, o Brasil é um país muito especial, que tem uma impressionante união interna, pois todas as regiões falam o mesmo idioma, têm os mesmos hábitos e não há tendências separatistas, como ainda existem no que restou da União Soviética, na China e na Índia.

O QUE FALTA? – O velho ditado ensina que o Brasil cresce à noite, quando os políticos estão dormindo e não conseguem atrapalhar. Na situação atual, o maior problema, além de dívida pública que Lula despreza (“o dinheiro vai sair de onde está e ser levado para onde deveria estar”, diz ele), é a deterioração das instituições.

No entanto, esse tipo de crise é passageiro, porque acaba se formando um sentimento de inconformismo que obriga os três Poderes a se aprimorarem.

Assim, podemos acreditar que chegamos ao fundo do poço e agora deve sobrevir uma fase de recuperação. Nesse sentido, será fundamental a atuação do ministro André Mendonça, que tem demonstrado invulgar seriedade em sua carreira, seja na Controladoria-Geral da União, na Advocacia-Geral da União, no Ministério da Justiça e no Supremo Tribunal Federal.

NA RELATORIA – Agora, como relator dos mais importantes e explosivos inquéritos de consequências políticas, que são os escândalos do Banco Master e do INSS, com investigações sobre importantes parlamentares e autoridades, além de figuras exóticas como Lulinha, filho  de Lula, que se tornou um fenômeno em lavagem de dinheiro, o ministro Mendonça parece estar destinado a ser um nome na História.

Aos 53 anos, formado em Teologia e atuando como ministro da Igreja Presbiteriana, que não deve ser confundida com as seitas evangélicas que exploram o povo, Mendonça tem a seriedade necessária para provocar a recuperação do Supremo, especialmente a partir de 2030, quando terminar a atual fase decadente liderada por Gilmar Mendes, que terá de se aposentar os 75 anos.

Com a moralização do Supremo, o país saí lucrando. Quando a Justiça funciona adequadamente, respeitando as leis e fazendo com que sejam cumpridas, tudo se encaixa e os outros Poderes se aprimoram automaticamente, acredite se quiser.

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P.S. 1O que evita corrupção e lavagem de dinheiro é justamente a possibilidade de prisão, mas hoje, do lado debaixo do Equador, ainda vivemos num intolerável clima se impunidade, que faz a festa de criminosos abomináveís como Sérgio Cabral. Condenado a mais de 350 anos de cadeia, ele continua solto, e o juiz que o condenou foi punido e está suspenso das funções.

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P.S.
2André Mendonça tem o perfil ideal para limpar a honra dos brasileiros. Ele está consciente disso e tem conseguido enfrentar e vencer Gilmar Mendes no plenário, o que é o primeiro passo para se consagrar como um grande brasileiro. (C.N.)

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