Faltando pouco para o segundo turno, estão à solta os chatos eleitorais

Imagem relacionada

Charge do Duke (dukechargista,com.br)

Elio Gaspari
Folha/O Glbo

Faltando pouco para o segundo turno, está à solta o chato eleitoral. É um personagem que tenta transformar qualquer conversa em discussão política para defender seu candidato. Assim como sempre haverá gente que enfia o dedo no nariz, não há como evitar que ele exista. Pode-se limitar o alcance de sua chateação cortando-se polidamente o assunto. O general Alfredo Malan tinha uma fórmula: “Política e jogo de cartas me dão sono”. (Não era verdade, mas funcionava.)

Há dois tipos de chatos eleitorais. O primeiro, benigno, é o militante. Ele supõe que sua palavra iluminada pode conseguir um voto para seu candidato. Esse chato pode ser neutralizado com uma simples mudança de assunto. O melhor remédio é deixá-lo falar o tempo que quiser. Interrompê-lo será estimulá-lo.

CHATO MALIGNO – O segundo chato eleitoral, maligno, quer vender seu candidato, mas há nele algum tipo de insegurança. Fez sua escolha mas busca apoio, cumplicidade.

Esse é o tipo mais desagradável e perigoso, porque precisa de uma discussão. Afinal, só assim poderá se convencer que fará o certo, pois mais gente decidiu como ele. Quanto mais corda recebe, mas enfático ou radical se torna. Nesse caso o culpado pela chateação será quem lhe deu corda. (Trocar ideias com um eleitor de Bolsonaro tem uma complicação exclusiva, pois o candidato não quer debater as suas.)

Se nenhum recurso der certo, pode-se recorrer ao truque do deputado Temperani Pereira. Depois de ouvir uma exposição de um colega ele lhe disse: “Sua opinião me deixa incorrobúvel e imbafefe”.

Depois comentou: “Quero ver ele achar essas palavras no dicionário.”

MEDO MÚTUO – O pior sinal do tamanho do ódio e do medo que se espalharam pela política pode ser comprovado nas ruas. Não há carros com adesivos dos candidatos.

A igualdade, base da democracia, requer combate a todos os privilégios

Resultado de imagem para democracia charges

Charge do Justino (Arquivo Google)

Manfredo de Oliveira
Blog do Boff

“Na raiz da democracia está a primazia da igualdade, o que implica combate aos privilégios” – a ideia da igualdade de direitos emergiu na modernidade como o núcleo da vida democrática. A partir dela se criou o espaço das lutas políticas em função de sua efetivação na configuração das sociedades.

Desde a redemocratização, após a dissolução da ditadura militar, nós, brasileiros, temos passado por essa experiência e tomamos consciência de que há obstáculos enormes para o estabelecimento de uma sociedade que mereça o nome de democrática.

VISÃO ARISTOCRÁTICA – Um dos obstáculos vincula-se à nossa cultura política e se pode chamar de “visão aristocrática da vida”, radicalmente contraposto à concepção democrática e ainda fortemente presente em nossa maneira de ver o social, embora no mais das vezes de forma implícita.

Uma primeira característica dessa forma de pensar é o que os sociólogos denominam a “naturalização da vida social”. Trata-se da legitimação da ordem social faticamente existente através de sua identificação com uma ordem que provém da própria constituição do ser humano.

Nessa ordem não se deve tocar porque o lugar que cada indivíduo ocupa no todo social lhe é determinado pela ordem natural das coisas, transmitida em seu nascimento.

ORDEM NATURAL – Nessa perspectiva, o rico deseja ser rico, o pobre deve desejar ser pobre, o negro e a mulher não têm porque querer mudar seu lugar no mundo. Só a ilusão, a fraqueza da vontade ou a manipulação da consciência explica o aparecimento de posturas que não se adequam a essa situação natural. Significa identificar o faticamente existente com o normativo e em alguns casos essa identificação ainda aparece justificada por referência a ideias religiosas.

Na visão aristocrática da vida, cada um se encontra num nível determinado na hierarquia dos humanos. Há uma experiência das diferenças entre os seres humanos que resiste às semelhanças biológicas e às características comuns do ser pessoal. Cada um deve se contentar com “seu lugar”.

DE USO COMUM – Para essa concepção há graus de humanidade (embora normalmente ninguém tenha coragem de assumir abertamente essa afirmação) e certamente tomaríamos um grande susto se examinássemos com honestidade e rigor nossos comportamentos e palavras porque iríamos descobrir que nos comportamos e falamos muitas vezes de acordo com esta concepção e, na realidade, nos contrapomos à tese da igualdade de direitos.

A visão democrática emerge de uma experiência radicalmente oposta: pode-se dizer que aqui a experiência básica é a de que o outro é meu semelhante, de onde decorre a tese da igualdade básica de todos os humanos e a exigência de configurar a vida de tal modo que esta igualdade básica se efetive em relações simétricas em todas as esferas da existência, resistindo a todo tipo de ordenação que impeça ou limite sua efetivação.

PRIMAZIA DA IGUALDADE –  Na raiz da democracia está a primazia da igualdade, o que implica combate aos privilégios que devem ser considerados elemento inaceitável, e a luta pela igualdade de direitos. Com esta postura, a visão aristocrática perde seu caráter natural e se revela fruto de pura convenção fundada em interesses de determinados grupos.

Como diz P. Savidan, presidente do Observatório de Desigualdades de Paris, a descoberta do caráter construído da ordem social, econômica e política traz grandes consequências não só para a configuração da vida coletiva, mas para a experiência que o ser humano faz de sua própria humanidade.

(Manfredo Araújo de Oliveira, filósofo e professor da UFC, é autor de “Etica, Direito e Democracia” (Paulus) 2010; e “Etica e Sociabilidade” (Loyola) 1993, entre outros livros).

Pergunta indiscreta: Por que a grande mídia passou a atacar tanto Bolsonaro?

Resultado de imagem para grande midia charges

Charge do Bier (Arquivo Google)

Antonio Fallavena

Sem condições de ir aos debates, devido a seu estado de de saúde, Bolsonaro é atacado por todos aqueles que desejam manter as benesses e a corrupção atuante no país. E todos sabem que a grande mídia depende de dinheiro público. Alguma novidade ou mentira? O patrocínio privado é só para programações esportivas e de produtos que necessitam ser vendidos por artistas.

O PT foi o melhor governo não só para a mídia, mas também para todos os tipos de ladrões, espertalhões e vivaldinos! Agora, diante da eminente e irreversível vitória do capitão de verdade e não da marionete do ladrão e bêbado, estão tentando bombardear de fora para dentro a candidatura do povo brasileiro. Alguma dúvida que a maior esmagadora dos brasileiros votará em Bolsonaro?

E o bombardeio é cada vez maior, agora culpando Bolsonaro pela existência das “fake news” que marcaram praticamente todas as campanhas…

É PRECISO MUDAR – Sem haver mudanças nas práticas políticas e administrativas, o governo Bonsonaro não terá os resultados que almeja. Fazer as mesmas coisas do mesmo jeito, sempre nos leva aos mesmos resultados. Assim, com o devido respeito, não se pode exigir que alguém faça tudo como sempre foi feito e tenha um resultado diferente.

Alguém sabe quais são as funções, obrigações e responsabilidades de um parlamentar (senador e deputado)? Com Bolsonaro eleito, seu projeto de governo/estado também estará eleito. Correções e aperfeiçoamentos são cabíveis e devem ocorrer. Mas se o congresso bloquear ou deformar aquilo que o eleitor escolheu (a maioria dos eleitores está votando em Bolsonaro pelas suas posições e propostas também) caberá ao povo cobrar e mostrar aos parlamentares quem manda no país!

Muitos querem mudanças, inclusive na postura dos meios de comunicação e dos comunicadores. E não é difícil seguir no caminho certo. Basta que cada instância de poder cumpra com seus deveres. Isto é difícil? Só quando um se intromete nas atividades do outro.

E A SOCIEDADE? – A palavra está com a sociedade. Afinal de contas, estado e instituições existem, para quê e para quem? As bases de apoio aos governos, na imensa maioria, só têm servido aos oportunistas de sempre, que jamais buscam atender aos interesses nacionais.

Pois que cada um, dentro de seus limites, cumpra com suas responsabilidades. Somente isso. E avançaremos bastante.

 

Caça a javali e posse de armas têm chances de serem aprovadas no Congresso

Resultado de imagem para caça ao javali

Javali tornou-se uma ameaça aos produtores rurais

Dimitrius Dantas e Gustavo Schmitt
O Globo

Com o avanço das bancadas de partidos conservadores na Câmara , questões polêmicas como caça e posse de armas, que estavam fora da pauta política, devem voltar à discussão sob uma eventual gestão de Jair Bolsonaro (PSL). A regularização do abate de animais exóticos como o javali, discussão que existe em São Paulo, já é vista como uma porta de entrada para a caça de várias outras espécies.

Em caso de vitória do capitão da reserva, grupos como a Associação Nacional de Caça e Conservação (ANCC) esperam pela desburocratização da caça ao javali, espécie considerada exótica e que destrói plantações. Bolsonaro aparece em um vídeo exibido nas redes sociais da ANCC.

BOLSONARO APOIA – “Se Deus quiser, a partir de 2019, burocracia zero. Vamos implementar, porque é um esporte saudável. Caçadores, parabéns, estamos juntos!” — diz o capitão.

Entre os contribuintes da vaquinha virtual de Bolsonaro há doações do fazendeiro Célio Neri, réu sob acusação de fazer parte de um grupo de caçadores de onças e que fez quatro doações à campanha que somam R$ 4 mil. Sua defesa não retornou as ligações da reportagem. A campanha teve outros 26 mil doadores.

Apoiador de Bolsonaro, o deputado Valdir Colatto (MDB-SC), é defensor de outra pauta polêmica que poderá ganhar força: o plantio ou pecuária em terras indígenas, hoje proibido. Alvo de críticas de ambientalistas, Colatto se diz animado com a possibilidade de Bolsonaro chegar ao Planalto: “O Lula e a Dilma nunca nos receberam. Se o presidente concorda com nossas teses, vamos buscar aprová-las”.

POSSE DE ARMAS – Muito discutida na campanha, a posse de armas é outra pauta que deve ganhar força no Congresso, caso Bolsonaro seja eleito, assim como a discussão sobre o endurecimento de penas, além da redução da maioridade de 18 anos para 16.

Esse é um dos pontos defendidos por aliados de Bolsonaro, como os deputados federais Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cotado como ministeriável, e Rogério Peninha (MDB-SC). Eles apresentaram projetos que defendem a liberação do porte de armas. O mais avançado é o de Peninha, que já tramitou nas comissões e está pronto para votação no plenário.

 — Eu prefiro votar no ano que vem, quando o perfil da câmara será mais conservador. Se aprovado, com certeza ele (Bolsonaro) não vai vetar — disse Peninha.

ESCOLA SEM PARTIDO – Outro projeto de estimação dos apoiadores de Bolsonaro é o Escola Sem Partido. Já em tramitação na Câmara, a proposta quer proibir o que seus proponentes afirmam ser “doutrinação ideológica” nas escolas.

Um dos proponentes é Kim Kataguiri, do Movimento Brasil Livre eleito pelo DEM, por São Paulo. Segundo ele, o projeto, que encontra resistências entre partidos de esquerda, é um daqueles que devem avançar no novo governo.

Tasso Jereissati fez um convite ao diálogo que o PT não quis entender

Resultado de imagem para tasso jereissati

PSDB errou ao apoiar Temer, diz Tasso Jereissati

Marcos Lisboa
Folha

Tasso Jereissati estendeu a mão. Pouco antes do primeiro turno, fez o que se tornou produto raro no debate público brasileiro: reconheceu erros. Para quem é do ramo, o gesto deveria ser óbvio. Em tempos de polarização, ele convidou o PT ao diálogo.

Vale lembrar que se tornou governador ao derrotar os velhos coronéis do Ceará e fez uma gestão admirável, iniciando uma sequência de administrações que, décadas depois, conseguiu alguns avanços importantes em um país carente de bons exemplos.

SEM MIUDEZAS – Tasso, de fala mansa e convicções firmes, foi fundamental para a aprovação de muitas reformas no começo do governo Lula. Apesar de estar na oposição, jamais compactuou com a miudeza da política de ocasião que tem como objetivo único derrotar o adversário.

O primeiro Lula reforçou a política de estabilidade econômica e aperfeiçoou a agenda social iniciada por FHC. Ele teve o mérito adicional de, por meio do seu discurso, trazer os grupos mais vulneráveis, incluindo as minorias, para o centro da política pública.

Paulatinamente, porém, o governo deixou de dialogar com a oposição, optando pela aliança com pequenos partidos em troca de cargos. Sabemos das consequências.

DESENVOLVIMENTISMO – Para piorar, a partir de 2008 resgatou o nacional-desenvolvimentismo tentado por Geisel e que nos levou à severa crise dos anos 1980. O resultado com o PT não foi diferente. Fracassaram quase todos os grandiosos projetos iniciados sob a euforia do pré-sal, ainda na década passada. Apesar disso, lideranças do partido insistem em atribuir a crise recente aos erros cometidos após 2013.

A intervenção do setor de óleo e gás começou com Lula, assim como a expansão do crédito subsidiado e as medidas para estimular setores como a indústria naval. O fracasso imenso custou caro. Não se despreza a incompetência incomparável da gestão Dilma, mas Lula iniciou a agenda equivocada.

TUDO ERRADO – Em 2014, o governo abusou da expansão dos gastos públicos em meio a uma campanha eleitoral em que demonizou a oposição e prometeu uma coisa para depois fazer outra. O resultado foi uma ruptura que inviabilizou a reconciliação política e a reconstrução da economia.

Por tudo isso, surpreendeu a generosidade de Tasso ao estender a mão em um país dividido, onde ambos os lados têm medo da alternativa por boas razões. O PT, porém, optou pela soberba. Arrogou-se senhor da razão em vez de reconhecer seus imensos erros na economia, na falta de condenação da opressão na Venezuela e na opção pela política de balcão.

Tasso fez o gesto que o PT não quis entender. Recusar o seu convite ao diálogo foi mais um exemplo da pequenez que nos trouxe a essa polarização disfuncional e preocupante.

Bolsonaro diz que, se eleito, a escolha de ministros seguirá critérios técnicos

Resultado de imagem para bolsonaro

Bolsonaro quer reduzir o número de parlamentares

Por G1 — Brasília

O único compromisso na agenda do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, neste sábado (20), foi a gravação de programas do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Ele saiu de casa por volta das 10h. Depois de gravar, o presidenciável deu uma entrevista à imprensa em que comentou sobre as propostas que tem para a educação.

“Você tem que restabelecer a autoridade do professor em sala de aula. Você tem que ter um currículo voltado para formar um bom profissional no futuro. 70% da garotada lá da nona série do ensino fundamental não sabe fazer uma regra de três, não sabe interpretar um texto e tem dificuldade para responder a perguntas básicas sobre ciências. Tem que mudar isso daí. Não é fácil, não é”, afirmou.

ESPECIALISTAS – Para implementar as propostas, Jair Bolsonaro disse que o ministro da educação e todo o primeiro escalão do governo vão ser escolhidos por critérios técnicos, sem a interferência de partidos políticos.

“Tem que ser alguém que entenda daquele assunto. Assim como na Defesa vai ter um oficial quatro estrelas, no Itamaraty, alguém do Itamaraty, na Agricultura, alguém que venha indicado pelo setor produtivo, com a educação, não é diferente. A gente está escolhendo por critérios técnicos, né? Competência, autoridade, patriotismo e iniciativa”, declarou.

Ainda comentado a indicação de uma eventual equipe de governo, o candidato defendeu autonomia para o Banco Central. “Banco central tem que ter autonomia política”, disse.

MERCOSUL – Sobre política externa, Bolsonaro defendeu a presença do Brasil no Mercosul, mas disse que pretende mudar o relacionamento do país com o bloco e que não irá atender a “interesses ideológicos.

“Você não pode jogar para o alto o Mercosul. […] Nós vamos buscar maneiras de fazer comércio com toda a América do Sul, repito, sem o viés ideológico”, afirmou.

O candidato do PSL também falou sobre reforma política. Disse que, se eleito, vai propor mudanças na área, incluindo o fim da reeleição.

“Pretendo fazer, vou conversar com o Parlamento também, é ter uma excelente reforma política. Você acabar com o instituto da reeleição. No caso, começa comigo se eu for eleito. E diminuir um pouco em 15, 20% a quantidade de parlamentares”, destacou.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Já existe, no Senado, um projeto de Jorge Viana (PT-AC) que reduz o número de parlamentares. A proposta foi submetida a consulta público e recebeu apoio em massa pela internet, no site do Senado. É só Bolsonaro tocar o barco para a frente. (C.N.)

Governabilidade depende de confiança, diálogo e base forte no Congresso

Resultado de imagem para BASE ALIADA charges

Charge do Alpino (Yahoo Brasil)

João Domingos
Estadão

Em uma eleição nada parecida com as anteriores, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) já falaram mal um do outro até não ter mais jeito. Buscam se mostrar como opostos. E são. Até na forma de divulgar o programa de governo. Bolsonaro libera o dele a conta-gotas, o que é uma prática bastante comum na política de todo o mundo, pois torna possível medir a aceitação ou rejeição de determinada proposta.

Haddad apresentou um programa completo, um catatau que aos poucos vai sendo modificado para se adaptar ao pensamento do próprio candidato, visto que o primeiro fora pensado para a eventual candidatura do ex-presidente Lula, como a convocação de uma Assembleia Constituinte.

ATIPICIDADES – Como essa é uma eleição carregada de novidades e atipicidades, o brasileiro não deverá ver um debate entre os dois finalistas ao Palácio do Planalto. Pelas redes sociais e pela propaganda no rádio e na TV, os mais de 140 milhões de eleitores tentam entender o que um e outro pensam a respeito de temas que dizem respeito ao cotidiano do cidadão, a exemplo do combate ao desemprego, da melhoria dos serviços públicos de saúde, transporte, segurança, educação e também em relação ao futuro do País. Vamos para a frente ou vamos para trás?

O futuro do País. Essa é uma questão muito importante. Um deles, Bolsonaro ou Haddad, será eleito daqui a sete dias. Terá o escolhido pelas urnas – e essa é a decisão que vale, independentemente de tendências ideológicas – competência para governar o País, pacificar a sociedade? Ou se sentará na cadeira de presidente, no Palácio do Planalto, por um gosto pessoal ou para cumprir uma tarefa partidária?

COLLOR RADICAL –  Eleito em 1989 com uma votação expressiva, Fernando Collor mostrava tanta confiança que, um dia depois da posse, baixou uma medida provisória que confiscou todos os ativos financeiros dos cidadãos que o haviam elegido presidente, o chamado confisco da poupança. Foi uma medida tão drástica e traumática que em 2001 o Congresso aprovou uma emenda constitucional proibindo o presidente da República de editar medida provisória “que vise a detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro”.

Collor assumiu o mandato em 15 de março de 1990. Em 2 de outubro de 1992, sem nenhum apoio no Congresso, e com o processo de impeachment contra ele já instaurado no Senado, foi afastado da Presidência. Em seu lugar assumiu Itamar Franco, que fez um governo de pacificação e salvação nacional.

GOVERNABILIDADE – A construção da governabilidade depende de vários fatores. Um deles é básico: a capacidade que o eleito tem para montar uma equipe de credibilidade, ter o comando sobre ela, mas não centralizar tudo em torno de si, uma base forte no Congresso, diálogo com os outros poderes e com os diversos setores da sociedade. Lula, por exemplo, conseguiu montar uma equipe forte e variada. Ante a desconfiança do mercado buscou no PSDB, com o qual havia disputado o segundo turno da eleição, o seu presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que construíra a carreira no BankBoston. Seu ministro da Fazenda foi o médico Antonio Palocci, que durante a campanha tivera uma aproximação muito forte com o mercado e com os empresários.

Já Dilma Rousseff foi apresentada como a gestora das gestoras. Sua gestão, no entanto, foi um fracasso. Ela não tinha jogo de cintura para negociar com o Congresso, não gostava de se reunir com os políticos, centralizava tudo e provocava tanto medo físico em alguns de seus ministros que vários preferiam ficar longe do Palácio do Planalto. Como Collor, Dilma sofreu um processo de impeachment e teve o mandato cassado. Talvez a marca maior dela tenha sido a mudança que impôs ao substantivo comum de dois gêneros presidente, trocando-o por presidenta.

Já é mais do que tempo de “lacrar” para sempre a era da irresponsabilidade

Resultado de imagem para gilmar mendes charges

                 Charge do Pataxó (Arquivo Google)

Percival Puggina

Nesta eleição, contra quase tudo e quase todos, o povo brasileiro promoveu uma grande faxina eleitoral. Se lamentamos a preservação de certos mandatos, simbolizados pelos de Renan Calheiros, Jader Barbalho e Ciro Nogueira, é forçoso reconhecer que sempre haverá eleitores com tais imagens e semelhanças. Por outro lado, três em cada quatro colegas da trinca sinistra foram devolvidos à planície. E muitos à justiça dos homens.

Diversos indicativos deste pleito sugerem haver chegado ao fim a era da irresponsabilidade. Até o indulgente e leniente Supremo Tribunal Federal será atingido com mudanças no seu perfil. Nos próximos quatro anos, duas ou três substituições por aposentadoria conduzirão a alterações no perfil do colegiado. Isso poderá levar, entre outras consequências, à maior valorização da colegialidade e à coibição do uso abusivo de prerrogativas individuais por seus membros.

UM PAÍS QUEBRADO – A era da irresponsabilidade quebrou o país. Impulsionado pela influência positiva de um ciclo de crescimento da economia mundial, o petismo fez explodir a despesa pública. Já no fim do ciclo, para preservar a bolha da aparente prosperidade geral, o próprio gasto das famílias passou a ser estimulado. Consequências: recessão, êxodo de investimentos, 14 milhões de desempregados, dívida da União próxima do PIB anual e, em julho deste ano, 63,4 milhões de brasileiros com contas atrasadas! São produtos da falta de juízo que casou o keynesianismo de alguns economistas de esquerda com o insaciável populismo eleitoreiro do petismo.

Simultaneamente, o aparelho estatal brasileiro, que já era tamanho XL, passou para a categoria XXL. Povoadas por companheiros, criaram-se 41 novas estatais. Na década petista anterior a 2015, o funcionalismo federal cresceu 28%. Contrataram-se centenas de obras que permanecem paralisadas.

DOIS LEGADOS – A irresponsável Copa de 2014, de tão má memória, desencadeou uma gastança altamente comissionada por todo o país (entre elas as famosas “obras da Copa”). A insanidade atingiu seu ápice com a simultânea realização dos Jogos Olímpicos que deixam reminiscências na crise do Rio de Janeiro e nas já ruinosas instalações esportivas.

A era da irresponsabilidade é um mostruário de lições penosas que – espera-se – tenham cumprido função pedagógica. O Estado brasileiro assumiu um peso insustentável. Também para ele falta dinheiro porque todo item de despesa criado pelo poder público adquire uma espécie de dimensão imanente da eternidade. Subsistirá até a ressurreição dos mortos. Daí a contenção de gastos. Daí, também, os crescentes bolsões de miséria salarial e material em serviços voltados ao atendimento da população nas áreas de segurança, saúde e educação. OPULÊNCIA –  Simultaneamente, bem à moda da casa, preservam-se no aparelho de Estado núcleos de opulência que, por pura “coincidência”, correspondem aos centros de poder e decisão. Claro.

A mesma sociedade que, nos limites do possível, promoveu sua lava jato eleitoral, precisa agora cobrar dos futuros detentores de poder todas as providências necessárias para “lacrar” em definitivo a era da irresponsabilidade.

Com a derrota nas urnas, PT aposta em “terceiro turno” no tapetão do TSE

Imagem relacionada

Charge do Kacio (Arquivo Google)

Andréia Sadi
G1 Brasília

Com as mais recentes pesquisas Ibope e Datafolha indicando vantagem de 18 pontos percentuais de Jair Bolsonaro sobre Fernando Haddad no segundo turno, aliados do presidenciável do PSL avaliam nos bastidores que o PT já se prepara para um “terceiro turno”: questionaria a vitória do adversário no Tribunal Superior Eleitoral.

Integrantes da campanha de Fernando Haddad admitem, de forma reservada, que em caso de derrota nas urnas, o PT quer se reposicionar como principal partido de oposição – dominando a esquerda – e precisará de uma nova narrativa a partir de 2019.

DILMA DERROTADA – Os próprios petistas admitem que o discurso de que o impeachment de Dilma Rousseff foi “golpe” se enfraqueceu. Nas palavras de um dirigente petista, “está vencido” com a derrota da ex-presidente ao Senado, em Minas Gerais.

Também a narrativa de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “vítima” da Justiça e maior líder político do país perdeu força diante da onda Bolsonaro e do desempenho dos candidatos apoiados pelo presidenciável do PSL nos Estados.

Especialistas dos institutos de pesquisa – como Mauro Paulino, diretor do Datafolha – admitem que, hoje, Bolsonaro é o principal cabo eleitoral do país, só comparável a Lula em 2002.

QUEIXAR-SE AO TSE – Diante do quadro, petistas devem repetir o PSDB em 2014. Após a vitória de Dilma, Aécio Neves, derrotado nas urnas, foi ao TSE questionar a vitória da presidente reeleita. O TSE abriu um processo, que, no entanto, não resultou na cassação da chapa Dilma-Temer.

Mais tarde soube-se, pelo próprio senador que agora virou deputado, que a ação não era para valer. Em uma das conversas gravadas com o empresário Joesley Batista, o tucano reclamava da campanha em que foi derrotado e revelou: “Vamos entrar com um negócio aí para encher o saco deles também”.

Antes da estratégia de terceiro turno no TSE, que petistas chamam de “inexorável”, a campanha de Haddad tentará, na semana que vem, “colocar Bolsonaro na defesa” com a investigação aberta pela corte eleitoral nesta sexta-feira, a pedido do PT. O partido acusa o rival de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Aécio Neves é irresponsável, corrupto e imaturo. O PSDB entrou no TSE com provas sólidas, que o relator Herman Benjamin considerou procedentes. Dilma e Temer só não foram cassados por causa do voto salvador de Gilmar Mendes (ele, sempre ele…). No caso de Bolsanaro não há nenhuma prova e a campanha do PT também será investigada, a pedido do PSL. (C.N.)

‘Felicidade, passei no vestibular, mas a faculdade é particular’, canta Martinho

Resultado de imagem para Martinho da Vil

Martinho, feliz e realizado, aos 80 anos

Paulo Peres

Site Poemas & Canções
O escritor, cantor e compositor Martinho José Ferreira, o Martinho da Vila (Isabel), nascido em Duas Barras (RJ), na letra de “O Pequeno Burguês”, expressa as dificuldades de um aluno oriundo de classe popular para se manter na universidade particular, uma vez que as universidades públicas
estão ameaçadas, atualmente, de desmonte no Brasil, ato este que esperamos não seja praticado pelos novos governantes. O samba faz parte do LP Martinho da Vila lançado, em 1969, pela Victor.


O PEQUENO BURGUÊS

Martinho da Vila

Felicidade, passei no vestibular
Mas a faculdade é particular
Particular, ela é particular
Particular, ela é particular

Livros tão caros tanta taxa pra pagar
Meu dinheiro muito raro,
Alguém teve que emprestar
O meu dinheiro, alguém teve que emprestar
O meu dinheiro, alguém teve que emprestar

Morei no subúrbio, andei de trem atrasado
Do trabalho ia pra aula
Sem jantar e bem cansado
Mas lá em casa à meia-noite
Tinha sempre a me esperar
Um punhado de problemas e criança pra criar
Para criar, só criança pra criar
Para criar, só criança pra criar

Mas felizmente eu consegui me formar
Mas da minha formatura, não cheguei participar
Faltou dinheiro pra beca e também pro meu anel
Nem o diretor careca entregou o meu papel
O meu papel, meu canudo de papel
O meu papel, meu canudo de papel

E depois de tantos anos, só decepções, desenganos
Dizem que sou um burguês muito privilegiado
Mas burgueses são vocês
Eu não passo de um pobre coitado
E quem quiser ser como eu,
Vai ter é que penar um bocado
Um bom bocado, vai penar um bom bocado,
Um bom bocado, vai penar um bom bocado

Melhora clínica leva auxiliares a cogitar antecipação da cirurgia de Bolsonaro

Resultado de imagem para BOLSONARO DA ENTREVISTA

Bolsonaro pode ser operado no início de novembro

Gerson Camarotti
G1 Brasília

Diante da evolução do quadro clínico, interlocutores mais próximos de Jair Bolsonaro já trabalham com novo calendário para a cirurgia de retirada em definitivo da bolsa de colostomia que o candidato do PSL vem usando. A bolsa, que fica presa externamente ao corpo, foi colocada depois da cirurgia à qual o presidenciável foi submetido em razão da facada que recebeu em um atentado durante um ato de campanha no último dia 6 de setembro em Juiz de Fora.

A expectativa é que ele já possa fazer o procedimento de retirada da bolsa no final de novembro. A projeção inicial é que ele teria de se submeter a essa cirurgia no final de dezembro ou até mesmo depois da posse, caso eleito, o que o obrigaria a se licenciar logo no início do mandato.

CERIMÔNIA DE POSSE – Se fizesse essa cirurgia no final de dezembro, Bolsonaro teria dificuldades para participar da cerimônia de posse, na hipótese de vir a ser o vitorioso na disputa em segundo turno contra Fernando Haddad (PT), no próximo dia 28.

O novo cronograma, com a antecipação da cirurgia para novembro, é visto como ideal pelos interlocutores mais próximos porque daria a Bolsonaro tempo de recuperação suficiente antes de receber a faixa presidencial.

De qualquer maneira, a palavra final será da equipe médica que cuida de Bolsonaro.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA notícia é altamente tranquilizadora e reduz as possibilidades de a gente comprar gato por lebre, ao eleger Bolsonaro e ter de aturar o trator Hamilton Mourão como presidente. Bolsonaro, com 28 anos na estrada, já pegou um verniz de político, embora se saiba que continua defensor de torturar e matar. Mas em regime democrático isso non ecziste, como diria o Padre Quevedo. Então, vamos em frente. (C.N.)

Ditadura, tortura e censura formam uma afronta à dignidade humana

Suplício do pau-de-arara era praticado nas ruas

Pedro do Coutto

Pesquisa do Datafolha publicada ontem pela Folha de São Paulo e O Globo revelou que a grande maioria da população brasileira, na qual se inclui o eleitorado que volta as urnas no próximo domingo, rejeita todas essas formas que atentam contra a liberdade e a dignidade humana. O levantamento assim iluminou o pensamento brasileiro de forma bastante clara, mas ao mesmo tempo acentuou que uma parcela considerável da opinião pública teme a hipótese de implantação de novo regime totalitário do país. A imensa maioria, vale frisar, é contra qualquer ditadura, porém, ao mesmo tempo, teme pela hipótese de se configurar a sombra do passado recente.

As ditaduras incluem automaticamente a censura à imprensa e a tortura nos porões das masmorras. No passado recente pode se dividir em duas partes de nossa história: a de Vargas de 37 a 45 e a que foi instalada em 1964 e só terminou 21 anos depois.

TUDO IGUAL – Nas duas ditaduras houve censura à imprensa, torturas, suspensão de habeas corpus e de mandados de segurança. Na ditadura de Vargas, para se ter uma ideia, basta lembrar que o lendário advogado Sobral Pinto invocou a Lei de Proteção aos Animais para fazer cessar as torturas praticadas contra o comunista alemão Harry Berger. Uma versão que predominou através de décadas foi a de que Sobral se baseou na Lei de Proteção aos Animais para defender Luis Carlos Prestes.

O advogado na fase final de sua vida, em almoço com jornalistas políticos, ao responder a uma colocação de Vilasboas Correa, esclareceu que usou essa figura legal para que cessasse as torturas contra o comunista alemão encarcerado pela polícia de Filinto Muller. Fica aí, portanto, uma informação que talvez seja útil para que o ponto verdadeiro da questão seja esclarecido.

Prestes, preso em 35, não foi vítima de torturas físicas. Anistiado por Vargas em 45, o líder comunista elegeu-se senador pelo então Distrito Federal, hoje cidade do Rio de Janeiro.

SOMBRAS DO PASSADO – São episódios dos quais a história do Brasil e a própria história universal flutuam como sombras de processos indignos à consciência humana e também a idéia de liberdade. Não precisamos citar o nazismo, que é o ponto máximo do que de hediondo pode produzir a mente de seres incompatíveis com a existência dos seres humanos. Podemos citar também o ditador Stalin que comandou a antiga União Soviética de 1924 a 1953.

Passemos ao futuro. O repúdio a ditadura está também sintetizado no temor que tal hipótese desperta. O povo brasileiro quer viver em liberdade, o bem maior que se pode desejar para o país.

Haddad perde a compostura e chama Bolsonaro de “soldadinho de araque”

Fernando Haddad na Caminhada e Ato pela Democracia em Fortaleza, Ceará Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

Haddad se empolgou ao discursar em Fortaleza

Sérgio Roxo
O Globo

 Em sua primeira atividade de rua no segundo turno da disputa presidencial, o candidato Fernando Haddad (PT) endureceu o discurso contra Jair Bolsonaro (PSL) e chamou o adversário de “soldadinho de araque”. O petista faz campanha neste sábado no Ceará, estado em que tenta herdar os votos de Ciro Gomes, apesar do “apoio crítico” dado pelo pedetista. Nem o terceiro colocado presidencial nem seu irmão, o senador eleito Cid Gomes, acompanham Haddad nas atividades.

Em um comício realizado após uma caminhada em Fortaleza, o petista novamente acusou Bolsonaro de tentar fraudar as eleições por meio de envio de notícias falsas pelo Whatsapp.

DESAFIO – “Vem falar da minha família na minha cara, vem falar dos meus bens. Vem me enfrentar. Soldadinho, soldadinho de araque. Não está preparado para presidir a República  – discursou, com tom de voz mais agressivo que o habitual”.

Haddad ainda se referiu a uma fala do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que descartou a possibilidade de Bolsonaro ir a debates porque a bolsa de colostomia colocada após a facada “expele odores”.

– Por que ele foge de debate? O possível ministro da Casa Civil dele (Onyx), que é tão desqualificado quanto ele, diz que ele foge do debate porque fede. Ele não mentiu. Faz 28 anos que ele está no Congresso Nacional e só vomita barbaridades – atacou o candidato do PT.

FALTA CIRO – Em entrevista após o ato, Haddad minimizou a ausência de Ciro em sua campanha, mas admitiu o interesse pelos votos do pedetista.

– O Ciro é um grande brasileiro. Mesmo tendo sido crítico, o apoio dele é muito importante.70% dos eleitores dele já estão votando na gente, e eu vim para o Ceará buscar os outros 30%.

De acordo com um petista do Ceará, diante do constrangimento provocado pela fala de Cid em um ato pró-Haddad na segunda-feira, o PT não procurou o senador eleito, nem ele manifestou interesse em estar nos atos com Haddad neste sábado. Já Ciro viajou para a Europa e só deve voltar ao Brasil na véspera do segundo turno, no dia 28. Aliada de Ciro, a vice-governadora do Ceará, Izolda Cela (PDT), participou do ato em Fortaleza.

AMIGO DOS GOMES – Por já considerar impossível reverter o posicionamento dos Gomes, Haddad também não fez nenhum movimento de aproximação com os irmãos em sua passagem pelo Ceará. Em discurso na noite da última segunda-feira, Cid Gomes cobrou um pedido de desculpas do PT pelas “besteiras que fizeram” e disse que que o partido “criou” Bolsonaro.

Mais tarde, em Juazeiro do Norte, Haddad foi questionado sobre a ausência de Cid. O petista respondeu que a pergunta deveria ser feita ao senador eleito e novamente destacou ser amigo do irmão de Ciro. Na cidade, o presidenciável visitou a estátua de Padre Cícero, onde posou para fotos com um chapéu de vaqueiro.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O desespero bateu forte. Em tradução simultânea, Haddad chamou Bolsonaro para sair na mão com ele: “Vem falar da minha família na minha cara, vem falar dos meus bens. Vem me enfrentar”, desafiou, como se Bolsonaro estivesse em condições físicas para reagir. Foi uma ato covarde e abjeto de Haddad, sem dúvida. (C.N.)

Partido de Bolsonaro pede que a PGR investigue esquema sobre fake news

Resultado de imagem para gustavo bebiano

Bebiano diz que o PSL agora exige ser investigado

Deu na Agência Brasil

O presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno, disse neste sábado (20) que seu partido ingressará na segunda-feira (22) com uma ação na Procuradoria-Geral da República (PGR) para abertura de investigações sobre suposto esquema de disseminação de fake news anti-PT, financiado por empresários via caixa 2.

A denúncia – publicada na imprensa ao longo desta semana – informa que a propagação de informações falsas é ampla e ocorre por meio da plataforma do WhatsApp. O assunto já está na Justiça Eleitoral. Nessa sexta (19), o ministro Jorge Mussi, do Tribunal Superior Eleitoral, abriu ação para investigar o suposto esquema, a pedido do PT.

CENTRO DE CALÚNIAS – Em Fortaleza, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse que tem sido “o centro de calúnias” do adversário Jair Bolsonaro (PSL). Novamente, ele cobrou providências sobre as suspeitas que envolvem o envio de mensagens falsas.

Bolsonaro e sua equipe negam qualquer envolvimento no esquema. Segundo o candidato, ele que é vítima de notícias falsas. Hoje (20) pela manhã, o presidenciável foi à residência do empresário Paulo Marinho, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, para gravar programas eleitorais.

De acordo com assessores, Bolsonaro gravará entrevistas para a TV Aparecida e concederá exclusivas para rádios do Norte e Nordeste. Haddad passa o fim de semana no Nordeste onde tem compromissos em cidades do Ceará, Piauí e Maranhão.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Manobra inteligente do PSL. Para mostrar que sabe ser inocente, o próprio partido pediu a apuração dos fatos. É assim que os homens de bem devem proceder. Quando sofrem acusações, têm de ser os primeiros a exigir investigação. (C.N.)

Bolsonaro volta atrás sobre Mercosul e buscará comércio ‘sem viés ideológico’

Resultado de imagem para bolsonaro

Bolsonaro mostrou que sabe voltar atrás quando está errado

Alba Valéria Mendonça
G1 Rio

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, defendeu neste sábado (20) o bilateralismo “no que for possível” nas relações comerciais com outros países e afirmou que, na América do Sul, buscará uma forma de fazer comércio “sem viés ideológico”.

Embora defenda relações bilaterais, o presidenciável afirmou que o Mercosul “não pode ser abandonado assim de uma hora para a outra” porque “muita gente investiu alto” no bloco comercial, cujos membros efetivos são Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela (atualmente suspensa do bloco).

“Vamos partir para o bilateralismo no que for possível. Conversei com Macri [presidente da Argentina] por telefone esses dias aí. Ontem [sexta, 19], rapidamente por telefone conversei com o presidente eleito do Paraguai, recebi a visita de três senadores do Chile, que não está no Mercosul. Mas nós vamos buscar uma forma de fazer comércio com toda a América do Sul, sem viés ideológico”, declarou.

EXEMPLO DE TRUMP – Em entrevista na casa do empresário Paulo Marinho, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, onde gravou os últimos programas da campanha eleitoral, ele afirmou que pretende reduzir a carga tributária como forma de atrair empresas e estimular o emprego. Como exemplo, mencionou o presidente norte-americano Donald Trump.

“Ele quer uma América grande. Eu quero o Brasil grande também. Ele está preocupado com seu país. Ele diminuiu a carga tributária dos empresários, muitos criticaram, mas com isso voltou o emprego. As empresas que estavam fora do seu país voltaram para o seu país. A Inglaterra fez isso a 20 anos atrás. E o que nós queremos é isso”, afirmou.

Bolsonaro disse na entrevista que nem tudo está errado no governo de Michel Temer (MDB). Segundo ele, o que está certo “tem de continuar”.

BANCO CENTRAL – Como exemplo do que está “dando certo”, ele mencionou o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, mas não assegurou que ele permanecerá no posto.

“Não sei se vai ser mantido. O que está dando certo você tem de continuar. Não vou dizer que tudo está errado no governo Temer. Tem muita coisa errada, mas não vou citar exemplo. O presidente do Banco Central está dando certo, mas não sei se ele vai ser mantido”, declarou.

Bolsonaro afirmou que a primeira providência a ser tomada se eleito será a nomeação dos ministros. O candidato disse que chamará “quadros técnicos e competentes, que tenham patriotismo e iniciativa”.

ASTRONAUTA – Ele afirmou que o ex-astronauta Marcos Pontes está “quase certo” para o Ministério de Ciências e Tecnologia, atualmente unificado com Comunicações – o candidato diz pretender separar.

Bolsonaro já anunciou três ministros: o economista Paulo Guedes (para uma pasta que uniria Fazenda e Planejamento); o deputado Onyx Lorenzoni (Casa Civil); e o general Alberto Heleno (Defesa).

“O tenente-coronel da Aeronáutica Marcos Pontes, está quase certo, para o Ministério de Ciências e Tecnologia. A ideia é separar esse ministério do das Comunicações. Talvez fique junto da educação”, declarou.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGDepois de esculhambar o Mercosul e a China, Bolsonaro está certíssimo ao passar a pregar um comércio exterior sem viés ideológico. Isso significa que diz besteiras, mas é capaz de ouvir conselhos e mudar de ideia, uma postura que todo governante tem obrigação de cultivar. Mas, no caso do astronauta, Bolsonaro está equivocado ao querer nomeá-lo para o Ministério. Deveria consultar antes o Comando da Aeronáutica. Os brigadeiros detestam o tenente-coronel espacial, que realmente não é flor que se cheire e tem um perfil militar inconsistente, digamos assim. (C.N.)

Não devemos atribuir poderes mágicos à manipulação eleitoral de “fake news”

Resultado de imagem para FAKE NEWS CHARGESHélio Schwartsman
O Globo

Longe de mim sugerir que as fake news não são um problema, mas me parece que estão superestimando o tamanho da encrenca. Para início de conversa, fake news é só um nome novo para um contratempo antigo: a falsidade. E, das pintas da onça ao camaleão que muda de cor para enganar predadores, o logro está inscrito na própria natureza. Antecede o ser humano em centenas de milhões de anos.

Mentiras, rumores e boatos sempre assombraram eleições. A novidade agora é que, com as redes sociais, eles circulam com muito mais rapidez e atingem muito mais gente. Em algumas circunstâncias, em especial quando a disputa é apertada e a corrente de desinformação surge nos últimos instantes, fake news podem definir o resultado do pleito. Não devemos, porém, atribuir poderes mágicos à manipulação eleitoral.

CONTRA A VONTADE? – Ninguém ainda inventou uma técnica de marketing político que faça com que petistas votem contra a vontade em Bolsonaro ou que direitistas convictos se encantem com o candidato do PT. É quase zero a probabilidade de um militante petista deixar de apoiar Haddad porque leu em algum canto que o ex-prefeito seria a favor do incesto.

O que esse tipo de informação fraudulenta costuma fazer é turbinar o ânimo do sujeito que já era antipetista, radicalizando-o mais. As fake news falam muito sobre o nível ético de quem as utiliza, mas não creio que estejam deturpando a vontade popular.

SEM SOLUÇÃO – Sou um pouco cético quanto à possibilidade de encontrarmos soluções tecnológicas para resolver esse problema. Ninguém ainda desenvolveu o algoritmo da verdade. Mudanças nas leis e nas regras das redes podem até melhorar momentaneamente as coisas, mas, como na biologia, acabam desencadeando uma espécie de corrida armamentista, na qual fraudadores e reguladores correm para não sair do lugar.

Nossa melhor esperança acaba sendo que, com o tempo, as pessoas aprendam a desconfiar mais do que encontram nas redes sociais.

Grossas grossuras, com Pedro II, Sarney, Senghor e Ademar de Barros

Resultado de imagem para ademar de barros

Ademar de Barros fez uma das maiores grosserias

Sebastião Nery

Uma tarde, no Império, enquanto passeava a cavalo, o Imperador Dom Pedro II caiu do cavalo. O Rio se encheu de boatos. O Imperador estava mal, seria internado e, quem sabe, talvez tivesse que ir tratar-se em Lisboa ou Paris. Ainda não havia Incor, Sírio-Libanês etc.

Os boatos continuaram. O Imperador apareceu na sacada do Paço Imperial apoiado em duas “muletas”. O jornal “Aurora Fluminense”, dirigido por Evaristo da Veiga, nosso bravo patrono, nome da rua onde está hoje o Sindicato dos Jornalistas do Rio, publicou que “o Imperador apareceu na sacada do Paço apoiado em duas “maletas”. No dia seguinte, o “Aurora” consertou:

– “Ontem, por lamentável equívoco, nosso jornal publicou que o Imperador apareceu na sacada do Paço Imperial apoiado em duas “maletas”. Na verdade, o Imperador estava apoiado em duas mulatas”.

A emenda ficou pior do que o soneto.

HOSPITALIZADO – Quando presidente da Republica, Sarney veio ao Rio e foi xingado por um grupo de brizolistas que quebrou as janelas de um ônibus da Presidência onde ele estava. Na TV Manchete, a jornalista Jacyra Lucas se atrapalhou e disse que ele foi “hospitalizado” em vez de “hostilizado”.

Com Sarney não foi nem “muleta”, nem “maleta”, nem “mulata”. Foi mesmo a “maleita” do Poder.

POETA SENGHOR – Negro, alto, elegante, Leopold Senghor (1906-2001) foi o grande herói do Senegal, desde quando colônia francesa. Poeta, teórico da “negritude” e da poesia africana, formado na Sorbonne, professor em Dacar, deputado na Assembleia Nacional da França, em 58 ajudou a fundar o PUA (Partido da Unidade Africana).

Liderou a independência do Senegal, prendeu o ditador Mamadou Dia e em 1960 foi o primeiro presidente eleito de seu pais.

Em 1965, Senghor esteve no Brasil como presidente. Ademar de Barros era governador de São Paulo. O programa elaborado pelo Itamaraty previa uma visita ao Estado. Senghor, conhecido por sua cultura, falava diversas línguas, inclusive o português, ficou bem à vontade no Brasil.

Quando o chefe do cerimonial do Palácio dos Bandeirantes anunciou a presença do visitante, Ademar gritou lá de dentro:

– Manda o crioulo entrar.

Senghor ouviu, mas fingiu que ignorava o português e cumprimentou Ademar em francês. Ademar, que também falava várias línguas, continuou com suas irreverências, conversando em francês com o presidente e entremeando a conversa com frases em português:

– Estou maluco para ver as canelas desse crioulo. Se forem finas e de calcanhar alto, ele é bom de enxada, conforme dizia meu avô na fazenda.

Ademar levou-o a visitar a cidade, a Assembleia, o Ibirapuera, os cartões de visita. No dia seguinte, foi até o aeroporto de Congonhas, de onde Senghor seguiu para Brasília. Depois, Ademar disse aos jornalistas:

– Vejam só. Não sei o que esse pretinho veio fazer aqui. Comprar o quê? Assinar o quê? Nem sei onde fica o Senegal.

Senghor vingou-se. Contou tudo no livro que escreveu sobre o Brasil.

Lula tentou combinar falso testemunho sobre reuniões com delator, diz Palocci

Resultado de imagem para palocci depondo

Ex-amigo Palocci está entregando Lula em detalhes

Ricardo Brandt, Julia Affonso e Luiz Vassallo

O delator Antonio Palocci afirma que em 2014 Luiz Inácio Lula da Silva teria o procurado para tentar combinar falso testemunho sobre encontros com João Carlos de Medeiros Ferraz, o ex-gerente da área de Finanças da Petrobrás que montou e virou presidente da Sete Brasil – empresa criada e contratada por US$ 22 bilhões para fornecer os primeiros 28 navios-sondas para exploração os poços de petróleo do pré-sal. A proposta teria sido feita quando a Operação Lava Jato já estava nas ruas e começava a chegar no esquema de corrupção nos negócios da estatal.

“Ele (Ferraz) foi falar com o presidente Lula sobre as dificuldades que ele tinha na Sete, pedindo apoio”, afirmou o ex-ministro da Fazenda do primeiro governo do PT e ex-Casa Civil de Dilma Rousseff. “O próprio presidente Lula me falou, porque ele (Ferraz) foi duas vezes ao presidente Lula e o presidente Lula queria depois que soube que o João Ferraz tinha pego propina, o presidente Lula queria que eu assumisse que eu tinha levado o Ferraz lá.”

PÓS-MANDATO – Palocci narrou em um dos termos de seu acordo de colaboração premiada fechado com a Polícia Federal em Curitiba, homologado em junho, e que serve também para investigação da Operação Greenfield, sobre desvios em fundos de pensão de estatais, que o ex-presidente da Sete Brasil buscou apoio de Lula quando ele já não era mais presidente, entre 2012 e 2013, para os negócios da empresa.

Formada pela Petrobrás em sociedade com investidores, entre eles os fundos de pensão de estatais Previ, Funcef e Petros, e os bancos BTG, Santander e Bradesco, a Sete serviu para contratar os estaleiros para construção dos primeiros 28 navios-sondas e fornecê-los em funcionamento para a estatal.

Em 2014, a Lava Jato descobriu que todos os contratos tinham acerto de 1% de propinas, que era divididas entre políticos do PT e os agentes públicos envolvidos.

RÉU CONFESSO – O ex-gerente de Engenharia da Petrobrás Pedro Barusco – que era uma área dominada pelo partido – foi o primeiro a confessar o esquema. Como Ferraz, ele ajudou a criar a Sete Brasil e em 2011 saiu da estatal para ser diretor de projetos na empresa. Ferraz outro ex-executivo da Sete Brasil, Eduardo Musa, fecharam delação em 2015, confirmaram o revelado por Barusco e terem recebido propinas nos negócios de navios-sondas.

Palocci afirma que 2014 o ex-presidente Lula queria que ele assumisse a responsabilidade por ter levado Ferraz até ele para tratar dos negócios das sondas do pré-sal, “porque percebe que o assunto pode chegar nele”. Relata ainda que avisou o ex-presidente que não assumiria a responsabilidade e sobre os riscos. “Eu não concordei com ele, falei que ele deveria falar como foram essas visitas, quem marcou e não tinha porque falar que eu tinha levado porque essa mentira ia aparecer depois.”

O delator é enfático nesse trecho: “Eu sei que o Ferraz esteve pelo menos duas vezes com o ex-presidente Lula”.

NOS ARQUIVOS – A Polícia Federal recuperou no mês passado os arquivos apreendidos na sede do Instituto Lula elementos de prova sobre os encontros do ex-presidente com o representante da Sete Brasil que reforçam as afirmações do delator. São trocas de e-mails entre o ex-presidente da Sete Brasil e a assessora direta de Lula Clara Ant, mandados para o Instituto Lula.

Um deles de agosto de 2012 indica que o destinatário dos mensagens de Ferraz era Lula. “Conforme combinamos na última 6.ª feira, sirvo-me da presente para atualizá-la a respeito do assunto em referência. Porém, antes de entrar em detalhes a respeito da questão específica, gostaria que você fosse portadora ao meu querido líder e destinatários dessas informações no sentido de que fiquei extremamente feliz com as notícias hoje veiculadas sobre a sua saúde”, escreve Ferraz.

ACOMPANHANDO… – Documento da equipe de peritos da Lava Jato registra que os e-mails do Instituto Lula mostram que o ex-presidente se “encontrava informado pari e passu da fase final do processo de contratação das Sondas com a Odebecht, mesmo após sua saída do governo”.

Ferraz agradece em uma das mensagens Clara Ant e “ao destinatário deste e-mail todo o fundamental apoio para que fosse possível chegarmos a este momento”.

“Vale notar que temos investidores e recursos financeiros suficientes para realizarmos novos investimentos em diferentes setores industriais do País, diversificando investimentos em relação às nossas sondas.”

PROPINAS EM SÉRIE – O negócio de US$ 22 bilhões com cinco estaleiros controlados por empreiteiras do cartel que fatiava obras de refinarias na Petrobrás – como Odebercht, OAS e Engevix – envolvia propinas para o PT, seus políticos e agentes públicos indicados.

O delator João Carlos de Medeiros Ferraz é figura central nesse negócio. Ex-executivo da área de finanças da Petrobrás, ele deixou a companhia para ser o primeiro presidente da Sete Brasil, a pedido do então diretor Almir Barbassa. O então gerente de Engenharia da estatal, Pedro Barusco, foi ser o diretor de operações da empresa.

No PT e no governo, Palocci foi um dos pilares de formação do partido e da primeira vitória de Lula em 2002 – após três tentativas. Homem de confiança do ex-presidente, ele diz que mesmo fora do governo era chamado para ser a ponte com os empresários.

BARUSCO E VACCARI – “Esse esquema foi implantado pelo próprio Barusco, e pelo que ele me informou, em conjunto com o João Vaccari (ex-tesoureiro do PT). Os dois negociaram com os estaleiros o pagamento de comissão de 0,9% sobre o valor total de cada contrato”, contou Ferraz em depoimento prestado em julho de 2016 a Moro, em ação penal sobre o caso Sete Brasil. O delator contou como abriu a conta no banco Cramer para receber sua parte da corrupção, em uma viagem que fez a Itália com Barusco para ver o Grande Prêmio de Fórmula 1 no circuito de Monza, a convite da Petrobrás.

Tanto Palocci como Ferraz disseram o mesmo ao negarem que o nome do executivo tinha sido indicado pelo ex-ministro para o cargo na Sete Brasil. Em seu acordo, Ferraz disse que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto era quem dizia que ele tinha sido indicado por Palocci.

O ex-presidente da Sete afirmou que tratou de propinas com Vaccari e com Barusco.

NO ALVORADA – Palocci detalhou na delação as ordens de arrecadação de propina dadas por Lula antes da criação da Sete Brasil e sua atuação posterior para manter o negócio. No Termo 01 da delação, tornado público pelo juiz federal Sérgio Moro, da Lava Jato em Curitiba, no dia 1.º, relata uma suposta reunião na biblioteca do Palácio da Alvorada, no início de 2010, em que o ex-presidente teria exigido que os contratos do pré-sal fossem feitos com estaleiros no Brasil e que os contratos pagassem a campanha de Dilma Rousseff, sua sucessora – eleita naquele ano, reeleita em 2014 e cassada em 2016.

As revelações sobre o pedido de Lula fazem parte do acordo e parte delas foram citadas em depoimento prestado à Polícia Federal em consequência de sua delação com a Lava Jato, no âmbito da Operação Greenfield, de Brasília – que apura desvios nos fundos de pensão.

Bolsonaro deve apoiar eleição de Rodrigo Maia para presidência da Câmara

Resultado de imagem para rodrigo maia

Maia se mexe para permanecer presidindo a Câmara

VDeu em O Tempo

O deputado Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, orientou os 52 deputados eleitos por seu partido a não se mobilizarem para disputar cargos na mesa diretora da Câmara que assumirá na próxima legislatura.

Nos últimos dias, lideranças do PSL defenderam que o partido, que elegeu a segunda maior bancada, teria o direito de reivindicar o comando da Casa. A expectativa é que o PSL receba mais parlamentares com a janela de transferência partidária, supere o PT e se torne a maior força do Câmara.

INDICAÇÃO TOLA – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), que é filho do presidenciável, chegou a ser apresentado pelo PSL paulista como possível candidato ao cargo. A movimentação irritou lideranças de partidos do “Centrão” que articulam a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara.

Bolsonaro tratou desse assunto em uma entrevista concedida nessa sexta-feira, 19, à Rádio Folha, de Pernambuco. Questionado sobre a possível indicação de Luciano Bivar, presidente licenciado do PSL e deputado federal eleito, para presidir a Câmara, o presidenciável defendeu que o cargo seja ocupado por um político de outra legenda.

OUTRO PARTIDO – “Com todo carinho que tenho por Luciano Bivar, acredito que ele terá lugar na Mesa (Diretora) conosco, mas o presidente da Câmara, no meu entender, teria que ser de outro partido, para exatamente formarmos uma base lá dentro”, afirmou o candidato do PSL.

Bolsonaro deixou em aberto a possibilidade de apoiar Maia. “Nada de concreto apoiar Rodrigo Maia, nunca conversei com ele assunto nenhum. Digo mais: um presidente eleito não pode interferir nas eleições da Câmara e do Senado”, assinalou.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Bolsonaro surpreende e começa bem a partida que ainda nem foi iniciada. Realmente não deve interferir nas questões internas do Congresso. Mas ele vai apoiar Maia, que vai conduzir o Centrão em romaria para beijar a mão e aderir ao novo locatário do Planalto/Alvorada. (C.N.)