Partidos ignoram apelo à renovação e lançam velhos conhecidos em 23 estados

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Roseana Sarney quer governar o Maranhão pela quinta vez

Hugo Boghossian
Folha

Não foi desta vez que o fantasma da renovação assustou os políticos. Em 23 das 27 unidades da federação, governadores ou ex-governadores disputam mais um mandato. No Maranhão, a recordista Roseana Sarney (MDB) quer comandar o estado pela quinta vez. O quadro deste ano mostra que os caciques locais põem suas fichas em nomes famosos e no poder das máquinas dos governos. Embora a política tradicional esteja em baixa, pode ser mais fácil conquistar votos com os rostos de velhos conhecidos.

A saudade do ex será posta à prova em sete estados, onde haverá embates entre atuais e antigos governadores.

CONCORRENTES – No Maranhão, Roseana tenta desbancar Flávio Dino (PC do B). Antonio Anastasia (PSDB) se empenha para voltar a governar Minas contra Fernando Pimentel (PT). Quase 30 anos após deixar o poder em Alagoas, Fernando Collor (PTC) enfrenta Renan Filho (MDB).

Em três estados, ex-governadores disputam o cargo sem a sombra dos atuais mandatários: Anthony Garotinho (PRP), no Rio; Renato Casagrande (PSB), no Espírito Santo; e José Maranhão (MDB), na Paraíba.

Em uma eleição curta, com só 35 dias de propaganda na TV para apresentar ilustres desconhecidos ao público, o recall beneficia os veteranos.

LIDERANDO – Anchieta Júnior (PSDB), por exemplo, lidera em Roraima quatro anos depois de sair do cargo. Além dele, antigos ou atuais governadores lideram pesquisas em Alagoas, Amazonas, Amapá, Ceará e Tocantins. Até José Ivo Sartori (MDB), cuja popularidade não é das maiores, aparece em primeiro lugar no Rio Grande do Sul.

Pode ser que todos sejam cavalos paraguaios e fiquem pelo caminho quando a campanha engrenar. Mas boa parte dos novos e velhos mandachuvas sai empurrada por grandes siglas, fatias gordas do fundo eleitoral e a força de governos.

Embora a linha de chegada ainda esteja distante, a composição dos páreos não ajuda os azarões. Em muitos estados, a renovação só se dará entre os nomes de sempre.

Gil quer soltar Lula, Caetano defende Ciro e Tom Zé está “sofrido e arrebentado”

Ciro Gomes é o candidato  preferido de Caetano Veloso

Fernanda Krakovics
O Globo

Ícones do Tropicalismo, movimento cultural dos anos 60, os cantores e compositores Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé estão em campos diferentes nas eleições presidenciais deste ano. Caetano apoia o candidato do PDT, Ciro Gomes. Gil, por sua vez, tem feito campanha para a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defende que ele possa concorrer ao Palácio do Planalto. Tom Zé está recolhido.

Veterano do trio, aos 82 anos, Tom Zé não tem se manifestado publicamente sobre política desde que lançou três marchinhas e um samba com críticas ao presidente Michel Temer, no início de 2017. À época, Tom Zé e sua mulher, Neusa, se assustaram com os comentários de ódio contra o cantor nas redes sociais. “Eu podia tomar uma posição semelhante (a Gil e Caetano), mas sofro de uma maneira diferente o que acontece“— disse o cantor, em conversa por telefone com O Globo.

AÇÃO LIMITADA – Sem cravar apoio a algum candidato, Tom diz que o próximo presidente terá capacidade de ação limitada pelo Congresso.

“Por exemplo, posso votar no Ciro. Eu e Neusa escutamos ele outro dia e ficamos bem impressionados. No (Guilherme) Boulos (PSOL) também. Mas eu me pergunto: como é que algum presidente pode fazer alguma coisa se ele tem que atender primeiro a bancada da bala, a bancada da Bíblia, a bancada do agronegócio, a bancada que desmata a Amazônia? São grupos de força extremamente grandes e cruéis para quem não faz parte de suas hostes” — pondera.

ARREBENTADO” – Tom Zé rejeita, no entanto, as palavras “desiludido” ou “descrente” para descrever o que sente. Prefere termos como “arrebentado”, “sofrido” e “derrotado”. O cantor diz ter medo de ver “a democracia falir”:

“Um dos maiores perigos é o povo eleger um autoritário que não entende nada de nada, que é a própria estupidez humana, a ferocidade que ainda resta do animal no homem, achando que pode governar com ordens. Um negócio até do passado, uma coisa semelhante a essa foi feita na ditadura” — alerta.

CAETANO E CIRO – Já Caetano tem declarado, em redes sociais, que Ciro é seu candidato. O cantor é admirador de Mangabeira Unger, guru do candidato do PDT, e conhece Ciro desde que este foi prefeito de Fortaleza, em 1988.

“Ciro é explosivo, Temer é dissimulado. Ciro busca união, Temer busca conchavos. Ciro pensa no país, Temer pensa em si. Ciro é nosso contemporâneo, Temer é assombração do passado. Ciro tem vitalidade, Temer é um morto-vivo. Ciro fala com coragem, Temer cala com astúcia. Ciro é o oposto de Temer”, escreveu Caetano, em uma rede social, no último dia 24. Procurado, Caetano disse por meio de sua assessoria que estava com a agenda cheia e não se dispôs a falar com a reportagem.

GIL LULISTA – Gil, ex- ministro da Cultura de Lula, participou do festival “Lula livre”, no Rio, no fim de julho. Na ocasião, ele cantou, junto com Chico Buarque, “Cálice”, marco da luta contra a ditadura. Ele tem questionado a isenção da Justiça no caso do tríplex do Guarujá, no qual o ex-presidente foi condenado.

“A minha razão básica (para querer a libertação de Lula) é imotivada, vem de dentro, de um lugar quase insondável da minha própria interioridade”, disse ele à TV dos Trabalhadores (TVT), no final de junho.

Procurada pelo GLOBO, a assessoria de Gil disse que ele estava viajando para lançar seu novo disco.

Vídeo mostra que a matéria sobre Bolsonaro e a ONU era apenas “fake news”

Resultado de imagem para fake newsFrancisco Vieira

Sobre o comentário feito por Jair Bolsonaro a respeito da ONU, eu não tinha assistido ao vídeo da entrevista, por isso fui na onda… Era fake News, postada pelo conhecido jornal Estado de S. Paulo. Hoje em dia, com tantos ativistas políticos atuando somente pelo dinheiro, é sempre bom procurarmos, diretamente, a fonte da informação. E isso não vale só para o “canela de palmito” não. Vale para todos os demais candidatos.

Aqui tem o vídeo de apenas 39 segundos, onde Bolsonaro diz, claramente, que tiraria o Brasil não da ONU, mas do Conselho de Direitos Humanos na ONU, tal qual o Trump já teria feito, segundo ele. Portanto, a matéria em questão e que originou mais de 100 comentários foi manipulada. E o mestre Flávio José Bortolotto estava certo. Mais uma vez.

PRESIDÊNCIA – Como ainda não é possível privatizar ou terceirizar a Presidência da República, não podemos desejar um governante vindo da Finlândia ou da Suécia, nem um Congresso do nível da Dinamarca. Bom seria se pudéssemos. Temos que nos virar com os trastes eleitos que representam os trastes eleitores – que se equivalem a cegos escolhendo as roupas pela cor e analfabetos comprando livro pela capa mais bonita.

E a única forma que eu vejo de melhorar o nível político atual seria os eleitores votarem nos menos piores e naqueles que têm a antipatia dos grandes ladrões da política, coronéis cujos nomes eu não preciso dizer, mas que têm os processos aquecidos sob as nádegas dos respectivos magistrados-bandidos. Como disse, esta seria a melhor forma.

No mais, é tentar viver e sobreviver ao atual caos político, econômico e social. Ou tentar a cidadania portuguesa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Caramba! Peço mil desculpas ao deputado Jair Bolsonaro e vou deletar o comentário anterior que fiz contra ele. O vídeo mostra que na primeira entrevista o candidato do PSL não disse que tiraria o Brasil da ONU,  mas do Conselho, que não é integrado pelo Brasil. Depois, novamente assediado pelos jornalistas, em outra entrevista ele se confundiu e acabou falando em sair da ONU, mas foi um ato falho, como se dizia antigamente. (C.N.).

Com as incertezas da política, os especuladores saíram da toca dispostos a faturar

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Charge do Genildo (Arquivo Google)

Antonio Temóteo
Correio Braziliense

De olho na sangria que as eleições provocarão no preço dos ativos brasileiros, os especuladores saíram da toca e já estão com as facas nos dentes. Após o registro de candidatos e o início da campanha eleitoral, as mesas de corretoras, bancos, gestoras e fundos acompanham com lupa cada boato para aproveitar oportunidades de ganhar milhões de reais ou dólares com o prejuízo de companhias e do governo. As oscilações do mercado são o primeiro termômetro desse processo.

Por exemplo, o desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e do dólar foi afetado pelo boato de que o Ministério Público de São Paulo poderia denunciar o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) por suposta prática de improbidade administrativa ao receber recursos de caixa dois de empreiteiras nas campanhas de 2010 e 2014. Com isso, a bolsa terminou o pregão em baixa de 0,34%, aos 76.818 pontos, e o dólar subiu 0,08%, vendido a R$ 3,904.

OSCILAÇÕES – A volatilidade no preço dos ativos é uma medida que aponta a frequência e a intensidade das oscilações em um período determinado de tempo. Por meio dela, o investidor pode ter uma estimativa da variação do preço de um título, de uma ação ou de moedas estrangeiras.

Na prática, a volatilidade permitirá que o investidor avalie o papel em que pretende aplicar e a capacidade de gerar retorno. Entretanto, outras medidas mostram o tamanho do nervosismo do mercado e uma delas é a volatilidade implícita. Nesse caso é uma estimativa da volatilidade futura adotada pelo mercado financeiro.

 No caso do dólar, a volatilidade implícita está em 20,5%. Há uma semana estava em 17% e em abril chegou a 12%. Significa dizer que os investidores temem que os preços tendem a oscilar mais em um futuro próximo.

OPORTUNISTAS – Alguns investidores são especialistas em ganhar dinheiro nesses períodos de movimentos especulativos. Uma prévia desse movimento ocorreu em junho, quando o Banco Central (BC), após sinalizar que cortaria os juros, manteve a taxa em 6,5% ao ano.

A sinalização da autoridade monetária preocupou investidores e levou os especuladores a sair da toca. O dólar disparou, chegou a R$ 3,96, e o BC precisou intervir no mercado cambial com a venda de swaps e leilões de linha. Com 13 candidatos na disputa pela presidência, e sem qualquer clareza sobre quem comandará o país a partir de janeiro de 2019, a tendência é de que o nível de volatilidade aumente significativamente.

ANTICALOTE -Outro indicador que aponta para o temor dos investidores é a variação dos Credit Default Swaps (CDS) brasileiros de cinco anos. Os papéis, que são uma espécie de seguro contra calote, têm oscilado muito nas últimas semanas. Na sexta-feira passada, chegaram a 252 pontos, com a escalada da crise cambial na Turquia, caíram para 238 na terça-feira, com a redução do temor, subiram para 240 na quarta e ontem recuaram para 237 pontos.

Por enquanto, mesmo com o temor do mercado, a alta do dólar tem ocorrido com liquidez. Os especuladores estão de olho em dados negativos para fazer pressão no preço dos ativos. “A temporada de boatos começou e tem sido bastante associada a qualquer risco à candidatura tucana. Ele é o queridinho do mercado, por enquanto. Mas o capital gosta de sombra e água fresca. O maior risco é a esquerda crescer”, disse um investidor.

IMPREVISIBILIDADE – Outro especulador ressaltou que as opiniões são distintas no mercado. Os estrangeiros têm apostado na possibilidade real de Jair Bolsonaro (PSL) ser eleito presidente da República. Já os brasileiros continuam com a ideia de que a polarização entre PSDB e PT permanecerá, com chance de Alckmin chegar ao Palácio do Planalto.

Em uma eleição com tantas incertezas, ignorar Marina Silva, o papel das redes sociais no pleito eleitoral, o nível de insatisfação da população e a Lava-Jato parece prepotência.

 “As eleições estão abertas e pouco se sabe sobre o comportamento do eleitor. Corremos o risco de um pleito com o maior nível de abstenção. Além disso, há um sentimento forte de incredulidade na classe política. Isso é um movimento global e o Brasil está totalmente inserido nesse contexto”, disse o especulador.

VOTAR COM CLAREZA – Ignorar a necessidade de ajustes e reformas é negar que as cores da bandeira do Brasil são verde, amarelo, azul e branco. Além de escolher o próximo presidente com sabedoria e discernimento, os brasileiros terão de avaliar com clareza quem elegerão para as assembleias legislativas, para a Câmara dos Deputados e para o Senado Federal. Serão esses senhores e senhoras, no fim das contas, os responsáveis por aprovar ou barrar as medidas necessárias para o país se livrar do estigma de baixo crescimento, inflação descontrolada e desemprego.

O Brasil têm 13 milhões de desocupados, além de gargalos estruturais que impedem o desenvolvimento. Reformas tributária, da Previdência, abertura comercial, investimentos em infraestrutura e educação são temas conhecidos, mas ignorados por todos os governos, interessados apenas em se perpetuar no poder por meio da reeleição. O Brasil precisa de um programa de Estado para que volte a crescer e para deixar de voar como uma galinha.

O país foi tomado por bandidos, muitos deles engravatados, roubando o sonho de muitos jovens que tiveram o futuro hipotecado. O ano da mudança é 2018 e as datas marcadas para iniciar o processo de transformação são 7 e 28 de outubro. A responsabilidade, não é novidade, deve ser compartilhada por todos nas urnas.

Piada do Ano! Fux deve julgar as ações sobre auxílio-moradia “em breve”…

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Charge do Iotti (Zero Hora)

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

Relator das ações que tratam do pagamento de auxílio-moradia no Judiciário, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou ao Estado que pretende liberar o tema para julgamento “em breve”. As ações aguardam há dois meses um encaminhamento depois de a Advocacia-Geral da União (AGU) ter informado que não chegou a um acordo na conciliação aberta por determinação do próprio relator.

O julgamento das ações estava marcado para o dia 23 de março, mas foi suspenso na véspera porque Fux resolveu atender a um pedido da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e enviar o caso para a conciliação. Naquele momento, havia a expectativa de que a maioria dos ministros pusesse fim ou limitasse o pagamento de R$ 4,3 mil mensais que tem sido garantido a magistrados, promotores e procuradores, mesmo para quem já mora em um imóvel próprio.

R$ 1 BILHÃO – Até o início de agosto, com a demora do STF para decidir sobre a legalidade do auxílio-moradia, o benefício pago aos magistrados do País já custou quase R$ 1 bilhão (R$ 973,5 milhões) em 2018, segundo estimativa baseada em estudo da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados.

Fux afirmou que as ações “devem entrar em pauta tão logo seja liberado pelas partes”. A reportagem disse ao ministro que era preciso, primeiro, um despacho do relator liberando o tema para que a Presidência possa pautar. “Eu vou deliberar. Mas certamente ainda não liberei porque deve haver alguma pendência de algum despacho”, disse Fux, sem esclarecer qual era a pendência.

PROMESSA – Embora o ministro não tenha se comprometido com uma data, Fux disse que será antes do fim do ano. “Nós vamos pautar, vamos julgar isso. Isso aí tem que ser julgado e nós vamos julgar”, afirmou.

O pagamento de auxílio-moradia, previsto na legislação em situações específicas, foi estendido desde 2014 a todos os juízes do País, atendendo a ações de entidades de classe, por meio de liminar (decisão provisória) concedida por Fux. O pagamento foi estendido a membros do MP e do Judiciário de todo o Brasil no mesmo ano em resoluções aprovadas pelos conselhos Nacional de Justiça (CNJ) e do Ministério Público (CNMP).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Essa promessa de julgar o auxílio-moradia só pode ser Piada do Ano. O diligente Fux nem sabe por que as ações estão paradas. Só falta perguntar quem colocou essas ações na cadeira para ele sentar em cima… (C.N.)

Há demofobia nos ataques a Ciro Gomes por causa dos devedores na Serasa

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A proposta da Ciro é viável e ajudará muitos brasileiros

Elio Gaspari
O Globo/Folha

Desde o mês passado, quando Ciro Gomes anunciou que, se eleito, trabalharia para limpar a lista de devedores da Serasa, ele tem apanhado mais que boi ladrão. Protetor de caloteiros, irresponsável, demagogo. Se um sistema de crédito tem 63 milhões de consumidores na lista negra, algo de grave está acontecendo na economia. O total dessa dívida é de R$ 225 bilhões, e o espeto médio do caloteiro do Serasa é de R$ 1.200.

No último grande calote do mercado financeiro, a Sete Brasil acertou pagar só R$ 2 bilhões aos grandes bancos que lhe emprestaram R$ 18 bilhões. Ganha um fim de semana em Miami quem conhecer um diretor de banco que emprestou à Sete acreditando que a empresa recriaria um setor da construção naval que já quebrara duas vezes. Por trás da Sete, estaria a Petrobras, e atrás dela, a Viúva.

13 MILHÕES – O inadimplente médio da Serasa comprou um iPhone, pretendia pagá-lo, e a loja que o vendeu achava que receberia. São necessários 13 milhões de caloteiros do Serasa para produzir um rombo comparável ao da Sete.

Pouco se ouviu falar do calote da Sete. Já a proposta de Ciro pareceu um prenúncio do fim do mundo. O restabelecimento do crédito de milhões de pessoas é coisa necessária e factível. Como alivia o andar de baixo, provocou muxoxos. Foi assim com a jornada de oito horas no século passado, com o Bolsa Família e com as cotas nas universidades públicas.

DEMOFOBIA – Pode-se reclamar da má qualidade dos candidatos à Presidência ou do nível de empulhação de suas propostas, mas quando aparece algo que merece ser discutido, como é o caso da proposta de Ciro, deve-se controlar a demofobia. Essa cautela é útil porque numa eleição presidencial prevalece a opinião dos sujeitos que se apertam para pagar uma dívida de R$ 1.200.

A renda domiciliar de sete em cada dez eleitores é de menos de três salários-mínimos. A turma que foi capaz de emprestar R$ 16 bilhões à Sete Brasil só elege o síndico do próprio edifício.

Piada do Ano! Meirelles ainda pensa que sua candidatura é apoiada por Temer

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Charge do Kacio (Arquivo Google)

Laura Maria
O Tempo

Candidato à Presidência da República pelo MDB, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles disse, na tarde deste sábado (18), que não há possibilidade de o presidente Michel Temer (MDB) apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) às eleições presidenciais marcadas para outubro deste ano. A declaração do candidato emedebista veio após Temer falar em entrevista ao jornal “Folha de São Paulo”, concedida na última quarta-feira (17), que o atual governo apoiaria o tucano.

“Não tem essa possibilidade (de Temer apoiar Alckmin). Ele tinha essa opinião antes de eu definir a candidatura”, destacou o presidenciável ao jornal O Tempo.

O ALCKMIN, NÉ? – Ao jornal paulistano, Temer cogitou a possibilidade de seu atual governo se atrelar ao do tucano, caso seja eleito. “Se você dissesse: ‘Quem o governo apoia?’ Parece que o Alckmin, né?”, comentou o presidente.

Meirelles também reforçou que o MDB vai pedir impugnação da candidatura de Alckmin por problemas de irregularidade nas atas de coligação do tucano. “Existem irregularidades do partido (PSDB) ao querer fazer um registro que não foi feito”, destacou.

De acordo com os advogados do MDB, o registro das atas dos partidos que se coligaram ao PSDB não teriam sido atualizados após as convenções partidárias e, consequentemente, o apoio ao candidato não teria sido formalizado.

DEBATE – Em relação ao debate realizado na RedeTV!, na noite dessa sexta-feira (17), Meirelles afirmou que o resultado foi positivo. “Foi uma boa oportunidade de me apresentar para pessoas que não me conhecem. Cada vez que apresento meus planos para o futuro, a tendência é de voto”, comentou.

Sobre seu posicionamento de afirmar-se como “não político”, Meirelles afirmou que quer se aproximar das pessoas por meio do discurso de geração de empregos. “À medida em que o emprego cresce, há geração de renda para os estados e municípios nos serviços básicos, como segurança e educação básica”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A declaração de Temer teve objetivo de fazer Meirelles desistir e aceitar ser vice de Alckmin. Apenas isso. Mas o candidato Meirelles é carne de pescoço e não ainda não soltou a franga que Temer tanto almeja. (C.N.)

“Meu caminho pelo mundo, eu mesmo traço, a Bahia já me deu régua e compasso…”

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Gil, que é tricolor, mandou um abraço ao Flamengo

Paulo Peres

Site Poemas & Canções
O administrador de empresas, político, escritor, cantor e compositor baiano Gilberto Passos Gil Moreira, conhecido como Gilberto Gil, na letra de “Aquele Abraço”, traz seu momento histórico e eufórico como reação, que invoca a liberdade (da qual Gil esteve privado algum tempo) em todos os seus aspectos pitorescos: Carnaval, Banda de Ipanema, Chacrinha, Flamengo e Realengo.

                                                                                                                                                                   A menção de Realengo, bairro suburbano carioca, é uma provocação aos militares do período da ditadura, tendo em vista que Gilberto Gil ficou preso na Escola Militar do mesmo bairro, hoje Comando da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada na Praça do Canhão e, posteriormente, Gil foi exilado.

“A Bahia já me deu régua e compasso”, mas nem por isso deixo de reconhecer que “o Rio de Janeiro continua lindo! O Rio de Janeiro continua sendo!”. afirma Gilberto Gil.

Naquele mesmo 1969, o Fluminense tinha acabado de ser campeão carioca em cima do Flamengo, vencendo o jogo final por 3 a 2 e Gil, ferrenho tricolor, estava no Maracanã e vendo a triste massa rubro-negra indo embora, mandou outro irônico “Abraço” como se dissesse “valeu, o importante é competir”. A música foi lançada durante o exílio do artista em Londres no Lp Gilberto Gil, em 1969, pela Philips.

AQUELE ABRAÇO
Gilberto Gil

“O Rio de Janeiro continua lindo,
O Rio de Janeiro continua sendo,
O Rio de Janeiro, fevereiro e março,
Alô, alô, Realengo, aquele abraço.
Alô torcida do Flamengo, aquele abraço.
Chacrinha continua balançando a pança,
E buzinando a moça e comandando a massa,
E continua dando as ordens do terreiro.
Alô, alô, seu Chacrinha, velho guerreiro.
Alô, alô, Teresinha, Rio de Janeiro.
Alô, alô, seu Chacrinha, velho palhaço.
Alô, alô, Teresinha, aquele abraço.
Alô moça da favela, aquele abraço.
Todo mundo da Portela, aquele abraço.
Todo mês de fevereiro, aquele passo.
Alô Banda de Ipanema, aquele abraço.
Meu caminho pelo mundo, eu mesmo traço.
A Bahia já me deu régua e compasso.
Quem sabe de mim sou eu, aquele abraço.
Pra você que me esqueceu, aquele abraço.
Alô Rio de Janeiro, aquele abraço.
Todo povo brasileiro, aquele abraço.”

De repente, a utopia da “Tribuna da Internet” demonstra ser altamente viável

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Quadrinhos de Alexandre Afonso (nadaver.com)

Carlos Newton

Deste que foi criado, há quase 10 anos, o blog da Tribuna da Internet sempre teve muitos leitores e grande repercussão. As notícias e artigos aqui publicados são reproduzidos em sites, portais, blogs e redes sociais. Chega a ser engraçado, porque raramente é mencionada a origem, muitos blogueiros não registram que se trata de uma transcrição, alguns até assumem a autoria dos textos, e fica tudo por isso mesmo. Há articulistas que constantemente são copiados, como Jorge Béja e José Carlos Werneck. Quando reclamam comigo, eu respondo que a internet é assim mesmo, do tipo Chacrinha: “Nada se cria, tudo se copia”.

Percebe-se com facilidade que a “TI” serve de pauta para os coleguinhas, há jornalistas de renome que reaproveitam notícias aqui publicadas, mas sabemos também que eles não podem citar a origem da informação, porque a gente dá muita pancada na grande mídia, a situação pode ficar delicada, digamos assim.

NOTÍCIA PASSARINHO – Como editor do blog, recomendo aos articulistas que não liguem para esse reaproveitamento. Pelo contrário, devem ficar orgulhosos. E passo adiante o que aprendi com o amigo Paulo Francis, com quem trabalhei apenas na “Ultima Hora”, pois quando comecei a escrever no “Pasquim” ele já tinha saído. Francis dizia que a gente não deve dar importância ao que escreve e publica. É realmente uma excelente estratégia. Adotei na hora. Além do mais, no jornalismo há o ditado de que notícia é como passarinho – foi publicada, está voando, não tem dono.

Essa longa introdução ao assunto que quero abordar mais parece vitupério (elogio em boca própria), mas não tem esse objetivo. O que me anima é que as coisas parecem estar mudando aqui na “Tribuna”, onde sempre tivemos problemas com os comentários.

MENOS AGRESSÕES – Não mais que de repente, diria o poeta Vinicius de Moraes, os comentaristas estão diminuindo as agressões ridículas que trocavam. E isso acontece em pleno clima eleitoral, quando a radicalização se exacerba. Parece que enfim entenderam a importância da existência de um espaço democrático, aberto a todas as ideologias, em que a gente pode trocar ideias livremente.

Estou surpreso e até estupefato com essa novidade. Sinceramente, achava que a ideia de um blog livre era meramente utópica e não tinha futuro, moderar os comentários seria como o mito de Sísifo, um trabalho jogado fora.

E o mais animador é que o número de comentários aumenta cada vez mais, não estou conseguindo moderá-los. Por isso, volto a insistir – nada de ofensas, palavrões e baixarias. Vamos respeitar ao próximo e trocar ideias civilizadamente. Não custa nada e tem um valor incalculável.

Institutos de pesquisa deviam apurar as tendências eleitorais por classe social

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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Pedro do Coutto

É exatamente isso que se encontra no título desta matéria, uma ideia que deixo aqui para ser apreciada. A divisão por classes sociais é fundamental para que as tendências eleitorais possam ser observadas com maior nitidez. Quase sempre a tendência registrada nos grupos de renda mais alta é diversa da constatada nos grupos de menor renda. Trata-se, assim, de aplicar uma visão com base na média, a partir dos índices expostos para cada classe. Trata-se de uma média algébrica e não de uma média aritmética. Os pesos proporcionais não são os mesmos. Isso porque os grupos majoritários são aqueles mais sensíveis às ações paroquiais.

Mas essa colocação refere-se com mais intensidade aos votos para deputados federais e estaduais. Nos pleitos majoritários, os chamados currais eleitorais perdem-se no oceano das disputas. Pois não é possível praticar um mesmo sistema num eleitorado de praticamente 100 milhões de pessoas.

DEPENDEM DA CANETA – Há problemas cuja solução depende de ações executivas e não de ações legislativas, estas podem servir de base para as decisões do presidente da República e dos governadores. De qualquer forma as decisões finais sempre dependem da caneta dos governantes.

As pesquisas que têm sido publicadas, como Ibope, Datafolha e Big Data, têm apresentado uma convergência generalizada, apontando as preferências em torno de Bolsonaro e Marina Silva e logo atrás Ciro Gomes e Geraldo Alckmin. Álvaro Dias registra índices que variam de 3 a 4%. Os demais candidatos ficam abaixo dessa linha e praticamente estão contidos, sem decolar no piso de 1 ponto. Mas isso não reflete ainda tendências definidas. Pode haver mudanças porque o desempenho dos candidatos pode definir o rumo das indecisões que devem baixar de patamar. Aí entra a importância da divisão por categorias sócioeconômicas.

QUEM NÃO VOTA – São elevados os índices relativos aos que votarão em branco ou anularão o voto, e todos os candidatos sonham em vencer essa barreira, o que seria mais fácil se as pesquisas identificassem as tendências de hoje pelas divisões nas categorias da sociedade que acabei de citar.

Com base em tantas pesquisas através das décadas, a realidade é que as indefinições maiores encontram-se nas faixas de menor escolaridade e de menor poder aquisitivo. Uma pesquisa recente, da Big Data, apontou uma soma enorme de eleitores que não se motivou ainda para escolher seu candidato. A tarefa é difícil, pois a campanha atual não apresentou até agora motivos para maiores entusiasmos. Porém, esse distanciamento tende a se encurtar. Mas o mais importante é que o eleitorado de renda mais alta decide mais rapidamente em qual candidato votar.

NA ÚLTIMA HORA – Ao contrário, as classes cuja remuneração mensal é de 1 a 3 salários mínimos deixa sempre para decidir na semana final das campanhas.

Os eleitores de renda mais alta são minoria, basta dizer que 50% do eleitorado brasileiro ganham mensalmente de 1 a 3 salários mínimos. Portanto, tais categorias são amplamente majoritárias.

De toda forma, com base em pesquisas abrangendo divisão por renda, tanto os partidos quanto os eleitores vão se situar melhor no panorama.

Alckmin tenta negar que está sendo apoiado por Temer: “Ele nem gosta de mim…”

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Charge do Clayton (Jornal O Povo/CE)

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

O candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB) negou neste sábado (18/8) que esteja sendo apoiado pelo presidente Michel Temer. “Não tem apoio nenhum. O Temer nem gosta de mim, principalmente depois que a bancada do PSDB na Câmara votou pela investigação contra ele”, disse o tucano.

Além disso, para Alckmin, o apoio de Temer a ele não faz sentido porque o partido do presidente, o MDB, tem candidato, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles. As declarações foram dadas após participação em evento do Partido Humanitário Nacional (PHN), em São Paulo.

IMPUGNAÇÃO – Alckmin, inclusive, lamentou o pedido que a coligação de Meirelles fez ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para rejeitar a candidatura do tucano, alegando que as atas de seis partidos que compõem a aliança de Alckmin estão irregulares porque não exibem concordância com a participação de todos os partidos na coligação.

O tucano negou irregularidades e disse que o pedido da coligação de Meirelles é “tapetão puro”. “Eu estive em todas as convenções dos partidos e fui anunciado como candidato. Não tem o menor sentido fraudar a vontade do partido político”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Alckmin pode desmentir à vontade, mas sua candidatura é apoiada por Temer, que sonhava em levar o MDB a fazer coligação com o PSDB e colocar Meirelles como vice da chapa. Temer e Alckmin jamais esperavam que Meirelles fosse até o final. Sobre o acordo entre MDB e PSDB, isso faz parte do plano conjunto contra a Lava Jato, que tem apoio também do PT e do Centrão, que Temer obrigou a fazer aliança com Alckmin, caso contrário iria exonerar todos os indicados pelo Centrão que estão em postos-chave do governo. Como dizia Ibrahim Sued, em sociedade tudo se sabe. (C.N.)

Os dilemas da democracia, cada vez mais ameaçada pelo radicalismo  

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O maior desafio é reduzir a crescente desigualdade social

Merval Pereira
O Globo

Estudos mostram que os cidadãos, e não apenas aqui, estão cada vez mais abertos a soluções autoritárias. Tanto a democracia quanto o capitalismo estão postos, não de hoje, em discussão em diversos livros e estudos acadêmicos. Com o surgimento do “capitalismo de Estado”, capitaneado pela China, a relação direta entre democracia e capitalismo já não é mais uma variável tão absoluta quanto parecia nos anos 80 e 90 do século passado.

O caso brasileiro, quando chegamos às vésperas da eleição geral em nível de radicalização política exacerbado e uma perspectiva de o não voto superar o primeiro colocado nas pesquisas, já vinha dando sinais há tempos, e foi objeto de análise do centro de estudos (think tank) independente, baseado em Washington, New America Foundation, em reportagem sobre o declínio da confiança nas instituições políticas no mundo.

TENDÊNCIA – Eles focaram a tendência crescente de soluções autoritárias no Brasil. Estudos mostram que os cidadãos, e não apenas aqui, estão cada vez mais abertos a soluções autoritárias. Uma situação considerada perigosa, pois os cidadãos em democracias supostamente estabilizadas, mostram-se cada vez mais críticos aos líderes políticos e mais cínicos quanto ao valor da democracia como sistema político.

Há pesquisas que mostram que a democracia era um valor muito mais respeitado entre as gerações mais velhas, ao passo que na geração dos millennials, os que chegaram à fase adulta na virada do século XX para o XXI, apenas 30% nos Estados Unidos consideram que a democracia é um valor absoluto. O mesmo fenômeno é constatado na Europa, em números mais moderados.

EM XEQUE – A democracia está posta em xeque também pela desigualdade econômica exacerbada em países como o nosso. O economista e acadêmico Edmar Bacha levou a debate na Academia Brasileira de Letras o futuro do capitalismo e da democracia, em função da concentração de renda no topo da pirâmide social e dos avanços do autoritarismo e do populismo mundo afora.

Citou o professor Richard Freeman, do Departamento de Economia de Harvard, que propõe, diante do futuro do emprego e da distribuição de renda face à automação e à inteligência artificial, lidar com a desigualdade de renda gerada pela tecnologia moderna através da participação direta dos trabalhadores no capital das empresas.

MAIS RADICAL – Outro livro publicado pela Princeton University Press, denominado “Mercados radicais: desenraizando o capitalismo e a democracia para uma sociedade justa”, do economista da Microsoft e da Universidade de Yale Glen Weyl e do jurista da Universidade de Chicago Eric Posner, trata da desigualdade de maneira mais radical.

Foi motivado pelo contraste que constataram visualmente entre a riqueza do Leblon e a pobreza da Rocinha. Bacha adverte que eles temem que os países industriais também estejam caminhando nesse sentido, numa espécie de Belíndia mundial, numa alusão ao país imaginário que criou nos anos 1980 para ressaltar a desigualdade brasileira, que tem traços de Bélgica com a pobreza da Índia, pedaço este que cresce mais intensamente do que a prosperidade da parte belga de nosso país.

PROPRIEDADE – Os economistas propõem no livro superar a propriedade privada tal como a conhecemos, que identificam com o monopólio. Mas eles não propõem o Estado substituir os capitalistas, advertiu Edmar Bacha. “Buscam, sim, dissociar a propriedade privada do mercado, e aí está a grande novidade do livro”. Sua proposta consiste em que os proprietários de bens de capital (terras, máquinas, estruturas) tenham que declarar em registro público os preços desses bens.

Sobre os valores declarados, pagariam um imposto semelhante ao IPTU, a uma taxa média de 7% ao ano. Esse imposto sobre o capital geraria uma arrecadação de cerca de 20% do PIB, suficiente para garantir uma renda básica digna a todos os cidadãos. Mais importante, destaca Bacha: ao preço declarado, qualquer pessoa poderá deles comprar os bens de capital, uma maneira de obrigar os proprietários a declarar o preço honesto dos bens, em vez de desvalorizá-los para pagar menos imposto. Edmar Bacha indica que esse livro, no objetivo de repensarmos o capitalismo, rivaliza com o best-seller de Thomas Piketty, “O capital no século XXI. (Amanhã, o individualismo do cidadão)

“Se for eleito, tiro o Brasil da ONU”, diz Bolsonaro, assediado pelos jornalistas

Jair Bolsonaro declarou ter certeza de que seria absolvido

Bolsonaro tem enorme capacidade de dizer bobagens

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, declarou neste sábado (dia 18) que o Brasil deixará a Organização das Nações Unidas (ONU) caso seja eleito presidente da República.  A afirmação de Bolsonaro foi feita em resposta à pergunta sobre como avaliava a recomendação do Conselho de Direitos Humanos da ONU de que o País permita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputar a eleição presidencial.

“Se eu for presidente eu saio da ONU. Não serve pra nada essa instituição”, afirmou Bolsonaro à imprensa, após cerimônia de formatura de cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) em Resende, no sul fluminense. “Sim, saio fora, não serve pra nada a ONU. É um local de reunião de comunistas e gente que não tem qualquer compromisso com a América do Sul pelo menos”, completou o candidato.

PELO TWITTER – Mais cedo, Bolsonaro já tinha se manifestado sobre o tema em sua conta pessoal no Twitter:

“Há mais ou menos 2 meses falei em entrevista que já teria tirado o Brasil do Conselho da ONU, não só por se posicionarem contra Israel, mas por sempre estarem ao lado de tudo que não presta. Este atual apoio a um corrupto condenado e preso é só mais um exemplo da nossa posição”, escreveu o candidato neste sábado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Bolsonaro deu várias declarações. Numa delas, escorregou e falou bobagens. Mas fica claro num dos vídeos que se referia a sair do Conselho e não da própria ONU.  (C.N.)

Quando o Congresso se omite, os problemas do país sempre se agravam

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Percival Puggina

Há uma pedra no meio do caminho e ela não está ali servindo de inspiração a Drummond. A necessária racionalização de nosso modelo institucional, a mudança das regras do jogo político mexeria com interesses daqueles que, vitoriosos no sistema vigente, temem criar riscos ou incertezas às suas carreiras. O tempo mais perdido da minha vida foi o que gastei assistindo infindáveis sessões de comissões parlamentares tratando de reforma política.

 No entanto, esse não é um assunto para ser levado “a panos quentes”. O Brasil subiu no telhado e a informação a respeito não viaja de navio. As projeções que disso se extraem ficam disponíveis online. O Word Economic Forum (WEF) de 2017 classificou as instituições brasileiras em 109º lugar num conjunto de 137 países analisados.

COMO VOLTAIRE – Claro, alguém, feliz da vida, otimista como o Dr. Pangloss de Voltaire, pode afirmar que está tudo indo muito bem e que esse pessoal do WEF deve ter algum problema de visão que impede captar as “virtudes” de nosso modelo institucional.

 No entanto, isso é mais ou menos como fechar as janelas para não ouvir os miados do gato no telhado. Um país que, de modo continuado, perde posições nos rankings internacionais em tudo que importa; cujo risco de crédito vem se elevando, segundo as principais agências; e cujos poderes de Estado se encontram em absoluto descrédito não pode fechar os olhos, imaginando, assim, não ser visto.

CRESCIMENTO? –  Sempre me pareceram incompatíveis com um ano eleitoral as expectativas de crescimento do PIB de 2018, estimadas, no ano passado, como próximas a 3%. Por quais estranhos motivos se animariam os agentes econômicos se o cenário era tão pouco animador? Se tantos partidos e lideranças políticas colocavam seus próprios interesses acima do bem do país? Se os vícios do modelo político se apressavam para entrar em atividade e se era tão incerto o futuro?

Já soara bem antes o alerta de que o dólar haveria de subir, a bolsa cair, e a economia recuar os dedos, resguardando os anéis restantes para depois da roleta eleitoral. Não é isso que nos ensina a experiência? A única coisa certa na hora incerta é a cautela com o dinheiro, seja você consumidor ou empreendedor.

O PROTAGONISTA – Pois bem, para ajudar a complicar, há mais de um ano, o Supremo Tribunal Federal é o mais ativo protagonista da política brasileira. Seus ministros dominam o noticiário com monocráticas declarações e com colegiado silêncio ante as amarguras nacionais. Sem a menor cerimônia, ministros assumem papel regencial, interferindo no rumo dos acontecimentos e das candidaturas.

Muitos fazem coro às honoráveis palavras do senador Romero Jucá quando desabafava sobre a necessidade de estancar a sangria… dos corruptos. A sociedade? Esta que vazasse plasma e hemoglobina pelas sarjetas da violência e das carências. Era preciso parar a Lava Jato. E há ministros do STF a disfarçar seu servilismo a esse objetivo com rompantes de uma orgulhosa e não reconhecível dignidade.

Quando o Congresso Nacional acordará de sua letargia, assumir-se-á como poder e conferirá racionalidade às nossas instituições?

Toffoli, Gilmar e Lewandowski querem processar o procurador Dallagnol

O procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol

Dallagnol disse que os ministros formam uma “panelinha”

Mônica Bergamo
Folha

O STF (Supremo Tribunal Federal) pode abrir um inquérito para investigar o procurador Deltan Dallagnol, da Operação Lava Jato, por críticas feitas a ministros da corte. Nesta sexta-feira (dia 17), tanto a corregedoria do MPF (Ministério Público Federal) quanto a do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) abriram procedimentos para averiguar o teor das declarações dele a uma rádio.

Magistrados do STF acham, no entanto, que as medidas são insuficientes, já que preveem apenas sanções administrativas. Eles pretendem analisar a conduta de Dallagnol do ponto de vista penal. Um deles pensa até em propor uma ação por danos morais.

“PANELINHA” – O procurador da Lava Jato afirmou que os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski formam uma “panelinha” e “mandam uma mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção” com decisões que têm tomado.

Dallagnol não quis se manifestar. Em casos semelhantes, procuradores têm invocado o direito à liberdade de expressão para dizer que não há crime em suas declarações

BAIXO ASTRAL - A revelação de que sua filha, Veronica Serra, administrava contas secretas na Suíça abalou ainda mais o senador José Serra (PSDB-SP), que já estava recluso desde que surgiram as primeiras notícias sobre a referência a seu nome em delações da Odebrecht.

Documentos enviados ao Brasil pela Suíça mostram que ela administrava uma conta que recebeu depósitos de R$ 1,78 milhão.

BOLSONARO E HADDAD – A pesquisa da XP Investimentos divulgada na sexta (17) confirmou sondagens de bancos e administradoras de fundos que mostram a real probabilidade de um segundo turno entre Fernando Haddad (PT-SP), como “candidato de Lula”, e Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

Nas palavras do diretor de uma administradora, o mercado ainda está em fase de “negação” do quadro, considerado o pior para seus interesses.

Em recuperação judicial, Grupo Abril ganha tempo para equilibrar as finanças

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No momento está sendo preparado o plano de recuperação

José Carlos Werneck

Foi com muito pesar que tomei conhecimento de que, prestes a completar 70 anos de existência, o Grupo Abril, responsável pela edição das revistas Veja e Exame, além de outras consagradas publicações, ingressou com um pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira, 15 de agosto. A medida, prevista em lei, serve para que a empresa possa buscar um novo equilíbrio de suas contas, que, segundo o Grupo, foram afetadas nos últimos anos por uma combinação de duas forças negativas.

Uma delas é a ruptura tecnológica que atinge mundialmente as atividades de comunicação, incluindo o jornalismo e a publicidade. A outra diz respeito aos impactos da profunda crise no Brasil, cuja marca mais evidente foi uma queda acumulada de 10% no produto interno bruto per capita, causando a perda de milhões de empregos e dificuldades para inúmeras empresas.

FORMALIZAÇÃO – O pedido de recuperação judicial foi formalizado nesta quinta-feira, através do sistema eletrônico disponibilizado pela Justiça, e será objeto de análise por um juiz de Vara Empresarial nas próximas semanas.

Após ser aprovado, o plano de recuperação judicial será apresentado num prazo de 60 dias aos credores da companhia. A dívida submetida à proposta de recuperação judicial é de 1,6 bilhão de reais. O mecanismo da recuperação prevê um período de 180 dias em que a companhia não pode ser executada, para que a dívida seja renovada após a negociação da empresa com seus credores.

TRADIÇÃO – Fundada por Victor Civita, a Editora Abril fez parte da vida de várias gerações de brasileiros, através de publicações em diversas áreas, do entretenimento à educação e à cultura.

Sua bela trajetória sempre foi marcada pela inovação editorial, com o lançamento de títulos que se tornaram icônicos, desde as revistas infantis da Disney, com o pioneiro Pato Donald, até a revista “Veja”, a maior semanal do Brasil e uma das maiores do mundo e que está completando 50 anos.

Outras publicações, como “Claudia”, considerada a mais importante revista feminina brasileira, e “Quatro Rodas”, leitura imprescindível para os apreciadores de automóveis, e a quinzenal “Exame” publicada há 51 anos, dedicada a economia, negócios, finanças e carreira. Atualmente “Exame” é também o maior site dessas áreas no Brasil, atingindo cerca de 25 milhões de visualizações por mês.

AOS MILHÕES – As revistas da Abril totalizam uma tiragem total de 5 milhões de exemplares mensais e possuem mais de 60 milhões de seguidores em redes sociais. Essa popularidade advém no fato de que a Abril se constituiu em uma verdadeira escola do jornalismo.

A qualidade do trabalho feito por suas revistas e sites é de reconhecida há décadas, mas especialmente hoje é valorizada, quando o público busca se orientar e se proteger contra as notícias falsas.

Não obstante a estes fatores, o ambiente econômico desfavorável e os desafios da mudança tecnológica levaram a empresa a fazer sucessivas reformulações operacionais nos últimos anos, fazendo que vários títulos tivessem sua publicação interrompida, mesmo com a empresa já se movendo na área digital.

Para enfrentar estes problemas, a família Civita, controladora do Grupo Abril, contratou a consultoria internacional Alvarez & Marsal para fazer um trabalho de reestruturação organizacional.

Que tenham êxito e voltem com mais força e retomem a importância que sempre tiveram na Imprensa brasileira.

Supremo simplesmente vai ignorar recomendação da ONU a favor de Lula

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Charge do Aroeira (Portal O Dia/RJ)

Daniela Lima
Folha/Painel

As togas deram de ombros. A tendência do Supremo, segundo quatro ministros consultados pelo Painel, é ignorar o documento de colegiado da ONU que prega a manutenção da candidatura de Lula. Os juízes dizem que não há efeito vinculante e que a força da declaração do Comitê de Direitos Humanos junto ao Judiciário é a mesma de uma “ata de reunião de condomínio”. O PT, porém, vai tentar faturar politicamente. Dirigentes da sigla querem usar a peça na estreia do partido no horário eleitoral gratuito.

Só ele? Um integrante do STF diz que não há sentindo em dar vazão a questionamentos sobre a cassação de direitos políticos prevista na Lei da Ficha Limpa – e em vigor há quase oito anos. Ele lembra que muitos políticos já foram impedidos de disputar com base no dispositivo sem que houvesse alarido.

PRESO POLÍTICO – O PT sabe que a chance de uma mudança de rumo no Judiciário é quase nula, mas quer usar o texto da ONU para criar constrangimento. Ao comentar o fato com um interlocutor, Fernando Haddad, hoje vice de Lula, resumiu: “Se não o registrarem agora, para o mundo o Lula será um preso político”.

A migração de Cármen Lúcia da presidência do STF para a Segunda Turma da corte, em setembro, fará do ministro Celso de Mello, o decano, voto decisivo na maioria dos processos polêmicos vinculados à Lava Jato.

As apostas na corte hoje vão na direção de que Cármen Lúcia tenderia a votar mais alinhada com Edson Fachin, equilibrando o jogo com os garantistas Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

MARINA E ALCKMIN – Marina Silva (Rede) já começou a gravar sua campanha no rádio e na TV. Segundo aliados, ela terá de 21 a 24 segundos de propaganda eleitoral.

Ao menos três partidos da coligação de Geraldo Alckmin deram margens a questionamentos à coligação do tucano no TSE. Os registros que constam no tribunal mostram que PRB, Solidariedade e PR não atualizaram as atas de suas convenções.

Os documentos que essas siglas enviaram à corte informam apenas que a decisão de se aliar ao tucano foi delegada às executivas de cada partido. Esse colegiado teria que ter formalizado depois as opções pela coligação com Alckmin –o que não foi feito junto ao TSE.

As Opiniões e as Doutrinas – um texto de Buda sobre as discussões e as desavenças

Resultado de imagem para ensinamentos de BudaAntonio Carlos Rocha

A propósito do radicalismo da campanha eleitoral, é conveniente lembrar alguns ensinamentos de Sidarta Gautama, o Buda, ao abordar a questão das ideologias e diferentes interpretações hermenêuticas. Isso no século VI antes de Cristo. Vejam como tais debates são antigos. É uma reflexão bem atual para os nossos dias, que têm como base a Lei de Impermanência, pois tudo muda e nada permanece…

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QUAL É A OPINIÃO VERDADEIRA, SEGUNDO BUDA?

“Os sábios do mundo sustentam diferentes opiniões, e discutem, cada qual se julgando descobridor da verdade e chamando de néscios aos que não pensam como eles. Mas qual será a opinião verdadeira?

Se todo aquele que negar um ponto de vista alheio for néscio, todos eles o são, pois todos estão aferrados às respectivas opiniões.

Se todo aquele que se apega a uma opinião é sábio, não há néscios entre eles, pois todos estão aferrados às respectivas opiniões.

O que um diz ser verdade, o outro diz ser mentira, e assim surgem as discussões. Por que os mestres não pregam todos a mesma coisa?

A verdade é uma só, quem a sabe não há motivo para discutir. Porém, os mestres louvam verdades diferentes. Por isso não dizem todos a mesma coisa.

Por que todos os que julgam ter atingido a verdade discutem pregando verdades diferentes? Ouviram-nas de outrem ou eles próprios as elaboraram?

No mundo, não há verdades eternas diferentes e numerosas, embora os homens as julguem eternas e, apoiados em suas idéias, nas tradições da doutrina que abraçam, em mandamentos, juramentos etc., preguem a verdade de suas opiniões, considerando errados todos os defensores de outras idéias.

Cheios de opiniões e cegos pelo orgulho, julgam-se perfeitos, bem como as teorias que defendem.

Sigam sem vos deixardes enlear nessas coisas e sem vos apegardes”.

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P.S. –
A fonte é “Sutta Nipata” – Escritura Canônica da Escola Ortodoxa Theravada (Ensinamento dos Antigos), predominante no Sudeste Asiático. E o livro é “Textos Budistas e Zen-Budistas”, seleção de Ricardo Mário Gonaçalves, professor doutor em História pela USP, editora Cultrix, 1967 (pág. 41),

 

TSE tem de julgar o caso Lula antes de iniciada a propaganda pela TV, no dia 31

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Charge do Ronaldo (Arquivo Google)

Merval Pereira
O Globo

O bom senso manda que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) resolva a questão da candidatura do ex-presidente Lula até o dia 31 de agosto, portanto, antes de começar a propaganda eleitoral no rádio e na TV, e há razões para isso: não é possível realizar uma campanha presidencial com dúvidas jurídicas e as chicanas que o PT está fazendo.

Lula, condenado em segunda instância, não pode concorrer à presidência da República. A posição da Procuradora-Geral da República Raquel Dodge, de impugnar a candidatura sem nem mesmo abrir um processo, faz sentido, pois Lula está condenado em segunda instância pelo TRF-4 e enquadra-se na Lei da Ficha Limpa.

IMPUGNAÇÃO – Há ainda uma medida mais rápida à disposição do TSE, a impugnação de ofício pelo relator do processo, o ministro Luis Roberto Barroso. Essa medida é perfeitamente cabível, pois, como disse a Procuradora-Geral da República, o ex-presidente não preenche as exigências legais para ser elegível,“o que impede que ele seja tratado juridicamente como candidato e também que a candidatura requerida seja considerada sub judice, uma vez que inapta mesmo a causar o conhecimento do pedido de registro pelo Tribunal Superior Eleitoral”.

Porém, quando a Procuradora-Geral argumenta que o ex-presidente “não pode fazer propaganda eleitoral com o financiamento de sua candidatura com recursos públicos, que são destinados apenas a financiar campanhas dos elegíveis”, considero que está forçando a interpretação da lei.

Se até a data de início da propaganda eleitoral gratuita o TSE não tiver definido sua situação, Lula é candidato dentro da lei e poderá usar o fundo partidário para fazer campanha. Se e quando for impugnado, (e o mais provável é que seja), perderá esse direito, mas não terá que devolver nada aos cofres públicos porque atuou legitimamente dentro da lei.

PRECEDENTES – A tentativa de utilizar o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para colocar o nome de Lula na urna eleitoral em outubro tem dado errado com frequência assustadora, na maior parte das vezes por erro técnico da defesa do ex-presidente.

Ontem, 5ª Turma do STJ rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados contra decisão que não suspendeu os efeitos de sua condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) no caso do triplex do Guarujá.

 A anulação do julgamento em segunda instância é a única maneira de Lula tornar-se ficha limpa. A defesa utilizou um argumento técnico em matéria civil para tentar anular a decisão contrária do STJ, pedindo a realização de um novo julgamento de um agravo regimental.

DIZ O REGIMENTO – Ao julgar os embargos de declaração, o relator Felix Fischer lembrou que o regimento interno do STJ, no julgamento de Agravo Regimental em matéria penal, diz que não há necessidade de inclusão em pauta, nem intimação de advogado. 

Segundo o relator, não há previsão de sustentação oral, bastando o recurso ser apresentado em mesa. Houve unanimidade na recusa dos embargos. Também deve ter o mesmo destino o recurso que a defesa do ex-presidente impetrou ontem no mesmo STJ querendo o mesmo tratamento dado ao deputado João Rodrigues, acusado de fraude e dispensa de licitação quando era prefeito de Pinhalzinho, em Santa Catarina.

O deputado do PSD estava preso, mas ganhou uma liminar concedida pelo desembargador Rogério Schietti, que suspendeu os efeitos da condenação, permitindo a ele concorrer nas eleições deste ano.

PRESCRIÇÃO – Acontece que a pena de prisão a que o deputado estava condenado prescreveu, e ele recuperou seus direitos políticos. Segundo o artigo 107 do Código Penal, há dois tipos de prescrição, que obedecem a uma tabela previamente estabelecida: a da pretensão punitiva, quando o Estado perde a possibilidade de punir por decurso de prazo, ou a da pretensão executória, que é o caso do deputado João Rodrigues.

Embora condenado, ele recorreu, alegando que sua condenação prescrevera, com o que concordou o STJ. A Procuradora-Geral Raquel Dodge não concordou e recorreu. Mas o caso nada tem a ver, portanto, com a condenação de Lula, que não prescreverá tão cedo devido ao tamanho da pena: 12 anos e 1 mês de prisão.