A partir de hoje, vira pesadelo o sonho de Augusto Aras destruir a Lava Jato e Moro

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Charge do Chico Caruso (O Globo)

Carlos Newton

Como previu nos anos 60 o artista plástico e animador cultural americano Andy Warhol, chegamos à fase em que as pessoas ficam famosas por 15 minutos, o que era um exagero psicodélico e o general Golbery do Coutto e Silva, mentor intelectual do regime militar, corrigiu para 15 dias. Golbery era inteligentíssimo e o cineasta Glauber Rocha o chamava de “o gênio da raça”, mesmo apelido que depois foi dado ao economista Carlos Lessa, que acaba de nos deixar, levado pelo covid-19, abrindo um buraco enorme no coração da gente. Mas isso já é outra história.

O fato é que o procurador-geral Augusto Aras, escolhido a dedo pelo presidente Jair Bolsonaro e instruído para destruir a Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro, realmente se julgou capaz de levar a cabo essas espinhosíssimas tarefas, vejam a que ponto chega a vaidade desse pessoal.

UM GIGANTE ANÃO – O fato concreto é que Aras começou discretamente sua gestão. Com o passar dos tempos, foi-se robustecendo até pensar que se tornara um gigante, que ia mesmo demolir a Lava Jato e desmoralizar Moro.

Até a semana passada, fez o possível e o impossível para levar adiante essas missões, inclusive alardeou ter provas de ilegalidades cometidas pelas forças-tarefas, mas foi desmentido ao vivo e a cores, em videoconferência transmitida pela internet, na qual foi ridicularizado por outros procuradores, que hipoteticamente seriam seus subordinados.

Percebeu-se, então, que o gigante era apenas um anão, que saiu correndo do picadeiro para não ser pisoteado pelo respeitável público. Simplesmente sumiu de circulação, enquanto se esperava que apresentasse as “provas” contra Moro e os procuradores de Curitiba.

HOJE É O DIA D – Na ânsia de servir ao presidente Bolsonaro e ganhar a próxima vaga no Supremo, Aras cometeu um erro atrás do outro, e agora está cruzando esquina para fugir dos jornalistas. Mas não adianta. Hoje é o Dia D para acabar com a banca dele, porque as tropas rivais vão desembarcar e tomar posse na nova gestão do Conselho Nacional do Ministério Público, onde têm ampla maioria.

Na semana passada, foram duas derrotas. O relator da Lava Jato, Edson Fachin, revogou decisão do presidente do Supremo, Dias Toffoli, que na calada do recesso atendera a Aras e determinou à força-tarefa que compartilhassem informações sigilosas com a Procuradoria-Geral.

A segunda derrota foi a reclamação feita por sete senadores ao Conselho Nacional do Ministério Público, para que seja investigada a conduta do procurador-geral quanto a Lava Jato. Os parlamentares argumentam que Aras está quebrando o decoro da função, ao tentar interferir na atuação dos membros do Ministério Público Federal.

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P.S.
-“É evidente que a sequência de atos do procurador-geral da República pretende esvaziar as prerrogativas de que gozam os membros das forças-tarefas, em especial da Lava Jato em Curitiba, São Paulo e no Rio de Janeiro, em grave prejuízo à independência funcional de cada qual”, afirmam os parlamentares na denúncia. E assim estão acabando os 15 minutos de fama de Aras, que se deixou levar pela vaidade e pela ambição, e terminou se desmoralizando perante a opinião pública toda a classe que julga conduzir. (C.N.)

TV Globo devia prestigiar o ministro Noronha, do STJ, que inocentou Roberto Marinho

Intrigas e 'esqueletos' minam candidaturas a ministro do STF | VEJA

Noronha foi muito compreensivo ao julgar a TV Globo

Carlos Newton

O ministro João Otávio de Noronha, que até o mês que vem está na presidência do Superior Tribunal de Justiça, vem sendo cobrado por todos os meios de comunicação por ter tomado, monocraticamente, decisões equivocadas e até favorecedoras, em diversos habeas corpus impetrados por pessoas ligadas ao presidente Bolsonaro. Algumas dessas decisões, de tão heterodoxas, já foram reformadas por seus pares ou pelo Supremo Tribunal Federal.

Dizem que ele tem pretensões de substituir o ministro Celso de Mello, que deixará uma vaga no STF e que para tanto contaria com a admiração do clorofinólogo ocupante do Palácio do Planalto, que disse “admirar o ministro desde o primeiro encontro, amor à primeira vista”.

ALGUMAS RAZÕES – Amor e simpatia à parte, há de se ter tolerância com relação às decisões do ministro Noronha  pelas seguintes razões: 1 – ao longo de sua vida como advogado, atuou sempre como funcionário do Banco do Brasil; 2 – nunca submeteu-se a algum concurso de ingresso na magistratura, diferentemente, do presidente do Supremo, Dias Toffoli, que tentou duas ou três vezes e foi logo eliminado nas etapas iniciais; 3 – foi catapultado ao topo do Poder Judiciário, como indicado em lista tríplice da OAB, na condição de advogado, graças ao relacionamento e ao forte apoio político; 4 – foi indicado pelo então presidente FHC em 2002 e aprovado pelo Senado Federal.

Nesse contexto, o errado não é o ministro que produz decisões reparáveis, mas quem o escolheu em lista tríplice, ou seja, o presidente FHC, que indicou seu nome e os senadores que referendaram a escolha. 

Para todos os efeitos, ele foi ungido porque tinha “notório saber jurídico e reputação ilibada”. 

TODOS ERRARAM – Portanto, quando Noronha decide de forma errônea e em desacordo com o bom direito, falharam e erraram todos que por livre e espontânea vontade o ungiram para ocupar uma vaga de ministro no Tribunal da Cidadania (STJ).

A propósito, a Rede Globo de Televisão, mais do que ninguém, está sendo ingrata e injusta com esse ministro que, em 2011, lhe prestou inestimáveis serviços ao decidir ação referente à usurpação do canal 5 de São Paulo (TV Paulista) pelo jornalista. Roberto Marinho

O criador da Rede Globo se apossou do capital total da emissora sem ressarcir seus mais de 600 acionistas, mas, ao julgar a causa, o ministro Noronha entendeu que esse negócio, de fato, existiu, não obstante os documentos falsos e anacrônicos apresentados em juízo pelo próprio Roberto Marinho, depois por seu espólio e pela Globopar. 

JULGAMENTO ERRADO – Na sua estranha decisão, Noronha contrariou os argumentos dos próprios advogados da Globo, que afiançaram nos autos nunca ter havido negócio de Roberto Marinho com a família Ortiz Monteiro, detentora da maioria do capital social da Rádio Televisão Paulista S/A, hoje, TV Globo de São Paulo. Os advogados disseram que Marinho comprou a emissora em negociação com o empresário Victor Costa, embora ele fosse apenas era diretor do Canal 5, sem possuir uma só ação da empresa e sem ter poderes para vendê-la.

Nesse julgamento complexo, o ministro Noronha  também confundiu “ação declaratória de inexistência de ato jurídico” com “ação de nulidade de ato jurídico”, dois tipos de processos totalmente diferentes entre si e que não são amparadas pela prescrição.

VOTO DIFERENTE –  A decisão de Noronha foi contestada pelo próprio governo federal, através do Ministério das Comunicações, que já produziu documento destacando que ignora totalmente qualquer transferência de controle societário do canal 5 de São Paulo, envolvendo Roberto Marinho, a família Ortiz Monteiro e o não acionista Victor  Costa. Ou seja, para o governo, Marinho jamais comprou a TV Paulista.

Esquecido desse julgamento de Roberto Marinho, mais recentemente, em recurso especial semelhante, julgado pela 3ª Turma do STJ, o ministro João Otávio de Noronha votou e apoiou acórdão que admitia “que é nula e imprescritível  alteração contratual realizada mediante falsificação da assinatura de sócio controlador. É negócio nulo de pleno direito, impossível de ser ratificado e com efeito “ex tunc”, isto é, desde a sua prática, não importando o tempo transcorrido. 

É DE SE ESTRANHAR – Em todo esse imbroglio sobre crimes cometidos por Roberto Marinho ao usurpar o controle da TV Paulista, que continua rolando na Justiça, é de estranhar a posição dos filhos do criador da Rede Globo. 

Ao invés de simplesmente indenizar os acionistas da TV Paulista e colocar uma pedra no assunto, eles permitem que a memória do pai seja enxovalhada na Justiça, com seus crimes já apontados em pareceres da Procuradoria-Geral da República, inclusive as ilegalidades na transferência da concessão do Canal 5 para nome de Roberto Marinho.

Se o presidente Bolsonaro determinar rigor nas negociações para renovar a concessão da TV Paulista, facilmente serão comprovadas as múltiplas irregularidades cometidas por Roberto Marinho. Mas será que ele tem coragem para tanto?

Aras, cadê as provas de crimes da lava Jato? A opinião pública está esperando…

Ataque de Aras à Lava Jato é para acoitar corrupção de Bolsonaro e ...

Charge do Éton (Hora do Povo)

Carlos Newton

Escolhido a dedo pelo presidente Jair Bolsonaro fora da lista tríplice dos mais votados no Ministério Público Federal, nem candidato foi, o atual procurador-geral Augusto Aras é um fracasso monumental. Na semana passada, depois de ter anunciado publicamente que tinha provas de irregularidades e crimes cometidos pelos membros da força-tarefa de Curitiba, Aras refluiu e entrou num silêncio constrangedor.

Desde então, os jornalistas vêm assediando o procurador-geral, na tentativa de saber os erros cometidos pela Lava Jato, mas Augusto Haras está fugindo da imprensa como o Diabo foge da cruz. Ninguém consegue arrancar uma palavra dele.

RESISTÊNCIA – Enquanto Sérgio Moro esteve no Ministério da Justiça, o farsante Augusto Aras não teve coragem de enfrentá-lo. Depois de sua saída, em 24 de abril, o procurador-geral pensou que não encontraria mais resistência. No final de junho, mandou à Curitiba a subprocuradora-geral Lindôra Araújo, com objetivo de coletar todos os dados sigilosos da Lava Jato. Mas a força-tarefa reagiu.

Na calada do recesso do Poder Judiciário, o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo, atendeu Aras e determinou à força-tarefa que compartilhassem as informações com a Procuradoria-Geral. Mas os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Eduardo Girão (Pode-CE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Styvenson Valentim (Pode-RN), Lasier Martins (Pode-RS), Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Leila Barros (PSB-DF) recorreram e na semana passada o ministro Edson Fachin, como relator da Lava Jato, revogou o compartilhamento.

QUEIXA AO CONSELHO – Simultaneamente, os senadores encaminharam uma reclamação ao Conselho Nacional do Ministério Público, para que que apure a conduta do procurador-geral quanto a Lava Jato. Os parlamentares argumentam que Aras está quebrando o decoro da função, ou seja, descumprindo a postura exigida aos membros do Ministério Público Federal.

“É evidente que a sequência de atos do procurador-geral da República pretende esvaziar as prerrogativas de que gozam os membros das forças-tarefas, em especial da Lava Jato em Curitiba, São Paulo e no Rio de Janeiro, em grave prejuízo à independência funcional de cada qual”, afirmam os parlamentares.

As próximas etapas são as seguintes: 1) notificação de Aras para prestar esclarecimentos; 2) apuração se os fatos apresentados na denúncia são verdadeiros; 3) se as provas não forem suficientes, a corregedoria pode fazer diligências; 4) instauração de processo administrativo disciplinar caso haja indícios da infração ou arquivamento da reclamação.

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P.S. 1 –
Na ânsia se agradar ao presidente Bolsonaro e ser indicado ao Supremo, o procurador Aras tem se comportado de maneira patética. Nesta segunda-feira, toma posse a nova composição do Conselho Superior do Ministério Público, na qual Aras deixará de ter maioria, no transcurso da reclamação. Pena que no seu caso a punição máxima seja apenas a aposentadoria precoce, que equivale a um prêmio. É por essa leniência que existem os abusos. (C.N.)

Bolsonaro será operado de novo, mas está pouco ligando para sua saúde e a dos outros

Bolsonaro montou do lado errado em cavalo no Piauí? 😂 - Compre Rural

Com problemas no abdômen, Bolsonaro não se poupa

Carlos Newton

“A gente lamenta todas as mortes. Tá chegando no número de 100 mil talvez hoje. É isso? Esta semana… Mas vamos tocar a vida e buscar uma maneira de se safar desse problema”, declarou o presidente Jair Bolsonado nesta quinta-feira, na mensagem live que dá no final da tarde. 

Mas não adianta lamentar, enquanto ele não der o exemplo de que a doença é grave e ameaça a todos os brasileiros. No entanto, o presidente continua a descumprir decretos de obrigatoriedade do uso da máscara e de evitar aglomerações.

Foi o que aconteceu na semana passada, por exemplo,após ter se recuperado do coronavírus. Na quinta-feira, dia 30, Bolsonaro retomou a agenda de viagens pelo país e participou da cerimônia de acionamento do Sistema Integrado de Abastecimento de Água na cidade de Campo Alegre de Lourdes, na Bahia.

SEM MÁSCARA – Horas antes,  na chegada ao aeroporto de São Raimundo Nonato, no Piauí, o chefe do Executivo colocou um chapéu nordestino, montou em um cavalo em meio a uma aglomeração de apoiadores e retirou a máscara que usava.

Assim como em outros estados, no Piauí há um decreto que determina a obrigatoriedade do uso de máscaras, e a multa para o descumprimento vai de R$ 500 a R$ 1 mil.

Além de retirar a máscara, Bolsonaro também cumprimentou os participantes com apertos de mãos, que também devem ser evitados.

QUINTA CIRURGIA – Ao causar aglomerações, Bolsonaro dá péssimo exemplo em relação à saúde pública, num momento em que a pandemia continua grassando. Além disso, ao montar a cavalo, andar de moto ou jet-ski e até abusar de viagens aéreas, ele coloca em risco a própria saúde.

Seu problema no abdômen voltou há alguns meses, com descolamento da tela que os médicos levaram mais de dez horas para instalar na última cirurgia. Em breve, o presidente será operado pela quinta vez em menos de dois anos, sempre em cirurgias demoradas, com anestesia geral. Para um doente como ele, é absolutamente proibido andar a cavalo, moto e jet-ski.

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P.S. – Nas viagens aéreas, precisa ter cuidado quando o avião aterrissa e as rodas batem contra o solo, forçando o abdômen dos passageiros. Qualquer criança é capaz de entender isso. Mas Bolsonaro…   (C.N.)

Acredite se quiser! Robôs do gabinete do ódio são muito sensíveis e sentimentais…

Robot Robot - SUBPNG / PNGFLY

Reprodução do Arquivo Google

Carlos Newton

Editar um blog como a Tribuna da Internet, que aborda preferencialmente assuntos políticos, econômicos e intelectuais, é trabalho árido e prazeroso, que hoje executo junto com Marcelo Copelli, um dos melhores jornalistas da nova geração. Nesses onze anos, sempre tivemos problemas com robôs, que é como apelidamos os comentaristas infiltrados para defender interesses meramente partidários, enquanto a gente percebe que os comentarista de verdade defendem sempre os interesses nacionais.

Todos os partidos têm robôs mecânicos e humanos, para desempenhar uma atividade que antigamente era sem remuneração, a cargo dos militantes tipo “voluntários da pátria”, mas veio se transformando em uma espécie de profissão, que parece ser muito bem paga, tal o empenho com que se dedicam, dia e noite, sem folga nem férias.

SEMPRE INFESTADOSOs mais antigos frequentadores do Blog têm pleno conhecimento dessa situação. Na era do PT, também éramos infestados. Qualquer crítica ao governo ou aos presidentes Lula da Silva e Dilma Rousseff era respondida de imediato por muitos robôs. Hoje, o número de petistas diminuiu bastante, podem perguntar ao Alex Cardoso, um robô que defende o PT aqui na TI hà anos, de uma forma altiva e educada, fez grandes amigos por aqui.

Há também robôs tucanos, pedetistas etc., o partido não interessa e a gente convive com eles numa boa, o caso de Alex Cardoso não é o único exemplo.

O que não permitimos aqui são linguagem chula e ofensas ou perseguições aos verdadeiros comentaristas, porque a TI é uma espécie de gigantesco ciber café, em que as pessoas se encontram e relacionam com a maior facilidade, perguntem ao Francisco Bendl, colecionador de amigos.

HÁ MUITAS DIFERENÇASNo momento, a predominância é de robôs bolsonaristas, que vivem sob jugo do gabinete do ódio.

Os infiltrados de outras facções políticas têm comportamento padronizado. Quando começam a se exceder, eu os identifico, deleto seus comentários, eles se conformam, mudam de pseudônimo e voltam ao Blog normalmente, e a gente finge que não percebeu. Os robôs bolsonaristas, não. Quando identificados (de vez em quando fazemos uma varredura), eles enlouquecem, não querem sair e voltar com outros nomes. É como se o gabinete do ódio os obrigassem a dominar os espaços da web, sem o direito de falhar.

Aí passam a choramingar, são sensíveis e sentimentais. Ficam com aquela bobajada de me chamar de censor, eu me divirto deletando as ofensas, eles dão fricotes e faniquitos de novo, eu continuo me divertindo, e vida que segue, diria nosso amigo João Saldanha.

BALANÇO DE JULHO – Como fazemos todos os meses, vamos publicar o balanço de julho, agradecendo muito aos amigos que ainda conseguem colaborar para manter esse espaço livre na internet

De início, os depósitos na Caixa Econômica Federal:

DIA  REGISTRO  OPERAÇÃO           VALOR
04      040814           DP DIN LOT……………100.00

06      060833           DP DIN LOT……………100,00
06      061033            DP DIN LOT…………..230,00
06      800028           DOC ELET……………….31,00
15     151153             DP DIN LOT…………….20,00
23      500012            DOC ELET……………….39,90
28      281606            DP DIN LOT……………100,00
30      301108            CRED TEV………………100,00
30      301626            DP DIN LOT……………..72,00

Agora, os depósitos na conta do Itaú/Unibanco:

02      TBI  2958.07601-6 ……………………….40,00
03      TBI  6014.01912-6 C/C…………………150,00
06      TBI  2971.21174-9 ……………………….150,00
15       TED 001.4416 MARIOACRO………..250,00
17       TBI  8055.21120-8 C/C…………………150,00
17       TED  033.3593 SOUZA………………….80,00
29      TBI  6014.01912-6 C/C………………….150,00
30      TBI  0405.49194.4……………………….100,00
30      TED 033.3591 ROBERSNA…………..200,00

Agradecendo muitíssimo a todos os amigos que conseguiram contribuir apesar dos transtornos da pandemia, vamos em frente, sempre juntos, como diz um de nossos decanos, o Pedro do Coutto. Um outro decano, que nos dá aulas de brasilidade e trabalhismo, é o Antonio Santos Aquino, que anda meio sumido, mas logo estará de volta. Ou decano sumido é Théo Fernandes, um guerreiro indomável. 

Saúde e paz para todos, como diz o Bendl.     

Hoje, 6 de agosto, é dia de homenagear o maior herói brasileiro: o major Plácido de Castro

José Plácido de Castro – Wikipédia, a enciclopédia livre

Major Plácido de Castro, um grande herói esquecido pelos brasileiros

Carlos Newton

É decepcionante constatar que o Brasil não cuida de sua memória. Se você perguntar a algum historiador brasileiro sobre o dia 6 de agosto, possivelmente ele não lembrará do que se trata.Se for estudioso da História das Américas, poderá lembrar que foi em 6 de agosto que Simón Bolívar entrou em Caracas, após a vitória de Taguanes, e recebeu o título honorífico de Libertador, e 12 anos depois, também num 6 de agosto, Bolívar declarou a independência do país que levou seu nome, a Bolívia.

Mas dificilmente o historiador se lembrará do que deveria significar o 6 de agosto para os brasileiros, por ser a data em que se iniciou a revolução que culminou na anexação do Acre ao território nacional, livrando a Amazônia da possibilidade de ser colonizada pelo Império britânico, que na época (1902) dominava a maior parte do mundo e estava tentando usurpar a Amazônia com apoio dos Estados Unidos, que começava a ser firmar como grande potência.

CORRIDA DA BORRACHA – Naquele início de século XX, a borracha já se tornara uma das mais estratégicas matérias-primas, e toda a produção mundial provinha de um só lugar, a Amazônia, onde a nativa hevea brasiliensis vicejava com maior abundância justamente no território boliviano do Acre, uma extensa região que desde 1870 vinha sendo colonizada por brasileiros, que emigravam para viver da borracha. Lá havia seringueiros e aventureiros de todo o país, mas a imensa maioria vinha do Nordeste, sobretudo do Ceará.

Um desses aventureiros chamava-se José Plácido de Castro, era gaúcho de São Gabriel, filho do capitão Prudente da Fonseca Castro, veterano das campanhas do Uruguai e do Paraguai, e de Dona Zeferina de Oliveira Castro.

Plácido começou a trabalhar aos 12 anos – quando perdeu o pai – para sustentar a mãe e os seis irmãos. Aos 16 anos, ingressou na vida militar, chegando a 2° sargento, entrou na Escola Militar do Rio Grande do Sul e depois lutou na Revolução Federalista ao lado dos “maragatos”, chegando ao posto de Major.

SEM ANISTIA – Com a derrota para os “pica-paus”, que defendiam o governo Floriano Peixoto, Plácido decidiu abandonar a carreira militar e recusou a anistia oferecida aos envolvidos na Revolução.

Mudou-se para o Rio de Janeiro, foi inspetor de alunos do Colégio Militar, depois empregou-se como fiscal nas docas do porto de Santos, em São Paulo e, voltando ao Rio, obteve o título de agrimensor. Inquieto e à procura de desafios, viajou para o Acre em 1899, para tentar a sorte como agrimensor, e logo arranjou trabalho por lá.

Na época, já havia a disputa de terras com a Bolívia, os colonos brasileiros tinham até declarado duas vezes a independência do Acre, mas o governo brasileiro mandava tropas para devolver o território. Até que surgiu a notícia de que a Bolívia havia arrendado o Acre aos Estados Unidos, através do Bolivian Syndicate, uma associação anglo-americana sediada em Nova York e presidida pelo filho do então presidente dos EUA, William McKinley.

COLONIA DOS EUA – O acordo autorizava o Bolivian Syndicate a usar força militar como garantia de seus direitos na região, onde as leis seriam impostam por juízes norte-americanos, a língua oficial seria o inglês e os Estados Unidos se comprometiam a fornecer todo o armamento que necessitassem. Além disso, tinham a opção preferencial de compra do território arrendado, caso viesse a ser colocado à venda, e a Bolívia também se comprometia, no caso de uma guerra, a entregar a região aos Estados Unidos.

Plácido de Castro estava demarcando o seringal Victoria, em 1902, quando ficou sabendo do acordo pelos jornais e viu nisto uma ameaça à integridade do Brasil. Tinha 27 anos, era o único militar de carreira que morava naquela região e decidiu liderar uma resistência. Convocou os comerciantes, seringalistas e emigrantes brasileiros, formou um pequeno grupo de guerrilheiros e aproveitou o dia 6 de agosto, feriado nacional na Bolívia, para iniciar a revolução.

UMA REVOLUCIÓN – Quando Plácido chegou com cerca de 60 guerrilheiros ao pequeno quartel do Exército boliviano na vila de Rio Branco, às margens do Rio Acre, o oficial boliviano julgou que os brasileiros vinham comemorar o feriado. “Es temprano para la fiesta” (É cedo para a festa), disse ele, e Castro respondeu: “Non es fiesta, es revolución”. E a guerra começou, para desespero do governo brasileiro, que não se interessava pelo Acre.

A Bolívia logo enviou mais um contingente de 400 homens, comandados pelo coronel Rosendo Rojas. Mas Plácido de Castro, precursor da guerrilha na selva, se revelou um grande estrategista e conseguiu enfrentar e derrotar o Exército e a Marinha da Bolívia em seguidos enfrentamentos.

Os combates da Revolução Acreana duraram vários meses e a revolução só acabou em janeiro de 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, pelo qual o Brasil comprou o território do Acre à Bolívia, anexando essas terras ao nosso país.

SONHO AMERICANO – Com o fim do conflito, o Brasil seguiu dominando o comércio mundial da borracha, e a revolução liderada por Plácido de Castro sepultou o sonho anglo-americano de dominar o Acre e a Amazônia. Ao vencer o Exército e a Marinha da Bolívia, aqueles valorosos guerrilheiros brasileiros na verdade estavam derrotando também a maior potência militar do mundo, a Inglaterra, e seu principal aliado, os Estados Unidos.

Esta é uma história linda, que infelizmente não se aprende nos colégios brasileiros. O major Plácido de Castro merecia ser lembrado e homenageado como um dos maiores heróis da História do Brasil, ao lado dos almirantes Tamandaré e Barroso, do duque de Caxias e do marechal Rondon, que é precursor da força armada do futuro, aquela que, ao enfrentar um adversário mais fraco, apenas o domina, ao invés de aniquilá-lo. Sua ordem aos comandados (“Matar, jamais; morrer, se for preciso…”) há de constar na História da Humanidade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Há alguns anos, o prefeito de Rio Branco quis mudar o nome da Rua Seis de Agosto, que fica bem no centro da capital. Felizmente, foi impedido de fazê-lo. Mas esta iniciativa do prefeito significa que até no Acre a lembrança de Plácido de Castro está se diluindo. Mas quem se interessa? (C.N.)

Pandemia evitou a demissão de Paulo Guedes, mas agora não tem mais desculpas

fora da curva : Últimas Notícias | GaúchaZH

Charge do Gilmar Fraga (Gáucha/ZH)

Carlos Newton 

O estranho governo de Jair Bolsonarro é envolto em dúvidas, todo nebuloso, mas uma coisa é certa – se não tivesse havido a pandemia de coronavírus, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já teria rolado ladeira abaixo, junto com o posto Ipiranga e tudo o mais. E não é por mera coincidência que três de seus mais importantes assessores já tenham se desligado, a começar pelo secretário do Tesouro, Mansueto Almeida.

É impressionante que Guedes tenha assumido o cargo sem haver esboçado um programa econômico, exatamente como ocorreu com o petista Antonio Palocci, ao assumir o ministério da Fazenda em 2003. O PT não tinha nenhum plano para a economia, quem colocou o governo para andar foi a dupla Carlos Lessa e Darc Costa, dois grandes craques em política econômica.

PIB DE 7,5% – Lessa e Darc, presidente e vice do BNDES, colocaram o banco a serviço do país, recriaram a indústria naval, apoiaram os setores produtivos e as exportações, especialmente o agronegócio, incentivaram os micros e pequenos empresários com o cartão BNDES, e o resultado foi a subida do PIB, que chegou a 7,5% em 2010, último ano de Lula.

Quando deixou o governo, por se desentender com Palocci, o professor Lessa deu uma aula à Nação, ao atacar a postura da Fazenda e prever que a alta da economia seria um “voo de galinha”, logo iria desabar. Não deu outra, e até agora não ocorreu a retomada da economia.

Palocci tinha a desculpa de ser médico, mas Guedes é economista e se julga um gênio, embora seja apenas genioso.

TODO ENROLADO – Desde o início do governo, Guedes se mostrou todo enrolado, não sabe o que fazer. Como uma espécie de samba de uma nota só, fica repetindo que é preciso vender Petrobras, Eletrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica e algo que mais que tenha dado certo e  propicie lucro e segurança ao país.   

Ao assumir, em 1º de janeiro de 2019, Guedes não tinha nenhum plano, deveria ter seguido a linha de Meirelles, que se mostrara acertada, mas a vaidade não permitiu. Com a reforma da Previdência, prometeu que o país economizaria R$ 100 bilhões por ano, perfazendo R$ 1 trilhão em dez anos, mas ninguém pensou em interná-lo.

Em fevereiro deste ano, entregou a Bolsonaro seu projeto de reforma tributária. Apesar de não saber da briga entre  José Lins do Rego e Oswald de Andrade, o presidente poderia ter repetido a frase do escritor paulista, dizendo: “Não li e não gostei”, porque simplesmente recusou a proposta de Guedes, sem entrar no mérito.

A NOVA VERSÃO – Guedes aproveitou a pandemia e ficou escondido atrás do coronavírus até 21 de julho, quando enviou ao Congresso a primeira parte da reforma, envolvendo a tributação sobre o consumo.

Não se trata de reforma, mas de aumento de impostos. Atualmente, paga-se 0,65% de PIS e 3% de Cofins, num total de 3,65%, que o farsante Guedes quer elevar para 12%, mais do que triplicando o valor para os empresários. Os banqueiros, porém, pagariam apenas 5,8%, a pretexto de que as instituições financeiras “não apropriam nem permitem a apropriação de créditos”. Entenderam? Claro que não vai. É só mais uma desculpa para favorecer os bancos.

Bolsonaro também proibiu Guedes de recriar a CPMF, mas o ministro de uma nota quer ressuscitá-la com outro nome. Em tradução simultânea, isso não vai dar certo e Bolsonaro vai deletar o ministro.   

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P.S. –
Pode parecer esquisito, mas Bolsonaro acha que não tem nada a ver com isso. A retomada da economia é problema de Guedes. Se ele não resolver, é só mudar o ministro. Simples assim. Mas a recíproca também é verdadeira. Quando o governo não dá certo, é só trocar o governante. Pensem nisso. (C.N.)

Sórdidas acusações a Sérgio Moro podem dar errado e levá-lo a se candidatar em 2022

Sérgio Moro: “Se houver irregularidade da minha parte, eu saio ...

Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Carlos Newton

Faz apenas três meses, porém ninguém lembra mais a patética cena de Jair Bolsonaro, perante todo o Ministério e com Paulo Guedes sem sapatos, a mentir desbragadamente sobre Sérgio Moro, até fazer a denúncia final, que o presidente julgou definitiva e arrasadora, acusando o então ministro da Justiça de chantageá-lo para ser nomeado ao Supremo.

Era uma acusação tão grotesca e estapafúrdica que ninguém acreditou, nem mesmo os mais fanáticos adoradores do mito Bolsonaro. A bala de prata presidencial pipocou, não teve a menor repercussão. Acabou sendo arquivada como inscrição ao concurso Piada do Ano.

CAMPANHA MULTILATERALÉ impressionante essa campanha que vem sendo feita contra o ex-juiz Sérgio Moro, fazendo-se o possível e até o impossível para desmoralizá-lo.

Por coincidência, é claro, tudo começou exatamente depois que os dirigentes dos três Poderes (Dias Toffoli, Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre), em maio de 2019, acertaram o sinistro pacto de proteção mútua contra a Lava Jato, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e a Receita Federal.

Logo a seguir, em junho de 2019, já surgiam as gravações do site The Intercept, com transcrições de centenas de horas de conversas entre integrantes da força-tarefa da Lava Jato, inclusive mantendo diálogos com o então juiz Sergio Moro.

NADA PROVARAM Embora fossem informações ilegais, não houve censura, tudo foi esmiuçado, ninguém aguentava mais tanta gravação, porém a única coisa que restou provada foi que a Lava Jato tinha sido criada por jovens idealistas, que fizeram um trabalho formidável, mas nas horas vagas eram infantis, conversavam bobagens, faziam bravatas, tudo uma grande chatice que não conseguiu provar nenhum complô, nenhuma irregularidade;

Até hoje não desistiram. Neste domingo, dia 2, a manchete do The Intercept era a seguinte: “Lava Jato aplicou os métodos de espionagem clandestina de Hoover, o poderoso chefão do FBI”, dizendo que “por décadas, John Edgar Hoover espionou ilegalmente adversários políticos nos EUA em nome do combate à corrupção”.

Caraca! Para atacar Moro, o grande jornalista Glenn Greenwald teve de se socorrer em Hoover, que morreu em 1972? É muita decadência e falta de assunto do Intercept, minha gente.

ARAS NO ATAQUEDepois houve o desastrado inquérito aberto no Supremo por Bolsonaro contra o ex-ministro Moro, que foi logo inocentado e hoje se tornou uma investigação sobre o presidente, que inclusive precisa prestar depoimento, mas está fugindo da Polícia Federal  como o diabo foge da Cruz.

E agora surge o atabalhoado procurador-geral Augusto Aras e assume o comando da campanha, mas com acusações malucas      e que não atingem Sérgio Moro, apenas os procuradores de Curitiba. Aliás, nesse novo imbroglio Aras ainda não teve coragem de mencionar o nome de Moro.

Em tradução simultânea, esses assassinos de reputações nem percebem que não conseguem atingir Moro. Suas denúncias vazias já se tornaram ridículas e bizarras. O efeito sai ao contrário. De tanto perseguirem o ex-juiz, ele vai acabar perdendo a paciência e aceitando o convite do senador Alvaro Dias, presidente do Podemos, para sai candidato em 2022.

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P.S. Vai ser eletrizante essa eleição de 2022. Se Moro concorrer, é claro. Caso contrário, vai ser apenas mais do mesmo, como se diz hoje em dia. Uma redundância desanimadora. (C.N.)

Aras mente ao dizer que tem provas contra a Lava Jato. Se tivesse, já teria exibido.

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Charge do Clayton (O Povo/CE)

Carlos Newton

Está cada vez mais evidente o objetivo das sucessivas investidas do procurador-geral da República, Augusto Aras, para inviabilizar a Lava Jato. Esse exibicionismo “fake” faz parte do pacto entre os dirigentes dos três Poderes, cujo objetivo principal é a blindagem das autoridades, assim como da “família e amigos”, conforme deixou claro o presidente Jair Bolsonaro, naquela célebre reunião ministerial realizada em 22 de abril.

Na ânsia de servir aos poderosos da atualidade, o procurador Augusto Aras está fazendo o possível e o impossível para desestabilizar as forças-tarefas, já tendo obtido êxito inicial, como pedido de exoneração coletiva de três procuradores de Curitiba, que recentemente seguiram o exemplo de uma outra procuradora, que já tinha se afastado.

A MAIOR CRISE – Com essas iniciativas patéticas para agradar ao presidente Bolsonaro, o atrapalhado Aras já conseguiu criar a maior crise da História de Procuradoria, ao dividir o Ministério Público Federal em três facções – uma delas, enorme, que reúne os defensores da Lava Jato; outra, bem menor, formada pelos procuradores que não querem se meter nessa briga; e a terceira, mínima, integrada pela meia dúzia de procuradores que foram promovidos por Aras ou são ligados à classe política e ainda apoiam o procurador-geral.

Na última terça-feira (dia 28/7), Aras ingenuamente abriu o jogo, ao afirmar em uma transmissão ao vivo com advogados que “é hora de corrigir os rumos para que lavajatismo não perdure”. Tornou-se, assim, a primeira autoridade a defender o fim da Lava Jato, sob justificativa de que as forças-tarefas funcionam como uma “caixa de segredos” e que a quantidade de dados armazenados pela força-tarefa de Curitiba é muito maior que os dados armazenados no sistema único do Ministério Público Federal (MPF).

É TUDO MENTIRA – Mas logo ficou provado que o principal argumento de Aras era falso. Disse ele que a equipe possui informações de 38 mil pessoas, e que ninguém sabe como essas pessoas foram escolhidas, repetindo a tese de Toffoli, ao defender sua mulher e a de Gilmar Mendes, flagradas como sonegadoras na malha fina da Receita.

Na verdade, 38 mil é o número de pessoas físicas e jurídicas mencionadas em relatórios de inteligência do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), em seu trabalho rotineiro de supervisão de atividades suspeitas de lavagem de dinheiro. Essa relação foi encaminhada diretamente à Procuradoria-Geral da República e não à Lava Jato.

Aras não tem qualquer prova de irregularidade contra a Lava Jato, é tudo mentira. Se tivesse qualquer prova, por menor que fosse, já teria apresentado ao vivo e a cores. É um farsante, que sonha em chegar ao Supremo, mas não conseguirá.

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P.S. –
O segundo objetivo dessa confusão toda é desmoralizar o ex-juiz Sérgio Moro, uma tarefa verdadeiramente impossível. Os mentores do pacto dos Poderes morrem de medo que ele chegue ao poder, porque sabem que Moro vai colocar os corruptos no seu devido lugar, e nem adiantará alegar uso de fraldas geriátricas, como Paulo Maluf e Jorge Picciani fizeram, para ganhar prisão domiciliar. (C.N)

Moraes dá um olé no Facebook e mostra que vai mesmo combater as “fake news”

Moraes multa Facebook Brasil em quase R$2 mi e intima presidente ...

Moraes soube colocar a empresa Facebook em seu devido lugar

Carlos Newton

Foi maravilhoso e revigorante acompanhar essa queda de braço entre o ministro  Alexandre de Mores, do Supremo Tribunal Federal, e  a arrogante diretoria da multinacional Facebook, que julgou ser capaz de desobedecer à determinação de bloquear as contas de 16 apoiadores e aliados de Jair Bolsonaro. Como se sabe, são elementos citados no inquérito do STF por envolvimento na disseminação de notícias falsas e ameaças contra autoridades.

A tranquilidade do ministro Moraes foi impressionante. Quando soube que o Facebook estava desobedecendo sua ordem e mantinha no ar as contas na web mundial, com bloqueio apenas na internet brasileira, Moraes foi curto e grosso. Aumentou as multas e atingiu a parte mais sensível do corpo dos empresários multinacionais – os bolsos.

MULTAS ELEVADAS – No despacho divulgado pela TV Globo, Moraes afirma que a ordem de impedir acesso às contas vinha sendo descumprida há oito dias e que, por isso, a multa do Face estava acumulada em R$ 1,92 milhão. A partir desta sexta, subiu a multa para a R$ 1,6 milhão ao dia – R$ 100 mil para cada uma das 16 contas a serem barradas.

Essa linguagem financeira foi entendida imediatamente pelos diretores do Facebook, que não sabem falar português mas nem precisaram de tradução simultânea.

Agora, ficou estabelecido na prática que a Matriz USA, nesse tipo de pendenga, manda lá nos States e nos países periféricos, mas aqui na Filial Brazil ainda mandamos nós, apesar de o governo ser nitidamente entreguista.

UMA BOA SURPRESA – No mais, é preciso destacar que Moraes está sendo uma grande surpresa no Supremo. Quando Toffoli lhe entregou esse inquérito,- para livrar das malhas da Receita sua mulher e a de Gilmar Mendes, flagradas em sonegação, Moraes caiu na armadilha e bloqueou as investigações do Coaf e da Receita que não tivessem autorização judicial.

Depois, o ministro notou o erro, colocou o caso em votação no plenário e devolveu os poderes ao Coaf e à Receita. Ao mesmo tempo, investiu contra as fake news e a robotização da campanha eleitoral e está levando à loucura os bolsonaristas.

A desculpa é que Moraes estaria “censurando” a liberdade de expressão, mas é uma balela. Combater fake news e robotização significa um dever de todo cidadão com um mínimo de dignidade, esta é a nossa orientação na TI.

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P.S. 1
A esculhambação chegou a tal ponto, que um desses robôs humanos plantou uma fake news aqui na TI, para desonrar Leonel Brizola, e eu deletei. Ele insistiu, expliquei que a fake news tinha sido desmentida pela própria fonte que o robô mencionara, mesmo assim até hoje ele insiste que tenho de divulgar a fake news, em razão da liberdade de expressão dele.

P.S. 2Esses robôs humanos, tipo Policarpo, Piadinha, T1000, Eliel e Al, podem tirar o cavalo da chuva, porque não vão se criar aqui na TI. Podem me xingar de “censor” à vontade, porque entrei em ritmo de axé music e não estou nem aí… (C.N.)

Jair Bolsonaro abandonou mesmo o radicalismo ou é apenas “nuvem passageira”?

Bolsonaro continua sem governar. Só quer distribuir cloroquina ...

Jair Bolsonaro só continua radical no apoio ao uso da cloroquina

Carlos Newton

O presidente Jair Bolsonaro, para o público e o eleitorado que o segue e admira, parece ser uma pessoa muito simpática. Sai às ruas sem máscara, frequenta aglomerações, abraça simpatizantes e tudo o mais. Mas cultiva um radicalismo político extemporâneo e não consegue ter um comportamento equilibrado, como se requer ao cargo de presidente da
República.

Fala o que quer e o que acha, inclusive usando palavrões até mesmo em plena reunião ministerial, algo inimaginável no mundo de hoje. Com esse proceder, cria problemas seguidos à própria administração do país. Mesmo assim, continua a ser ovacionado por seus admiradores e fanáticos.

BOLSONARO ZEN – Porém, de repente alterou de forma drástica seu comportamento, parou de atacar outras instituições, como o Supremo e o Congresso, está há mais de um mês com este comportamento zen e até parou de defender um golpe militar.

Diante dessa realidade, entrevistamos o Dr. Ednei Freitas, renomado psiquiatra e psicanalista carioca, conhecido internacionalmente por suas pesquisas sobre a chamada segunda memória. E pedimos que analisasse esse novo fenômeno na trajetória de Bolsonaro.

É possível haver mudança tão radical de personalidade numa pessoa de características impulsivas como o presidente Jair Bolsonaro, sem uso de medicamentos? 
Bem, de início, cabe parafrasear a definição de saúde mental elaborada pela Organização Mundial da Saúde: é um estado de bem-estar no qual um indivíduo realiza suas próprias habilidades, pode lidar com o estresse normal da vida, trabalhar produtivamente e é capaz de contribuir com
sua comunidade. Bolsonaro se enquadra nessa definição, porém já demonstrou ter uma visão muito pessoal sobre como contribuir para a comunidade.

Visão pessoal? Como assim?
Vejamos seu comportamento em face da pandemia. Ele jamais aceitou a gravidade da doença, que atinge cada paciente com uma intensidade diferente. Desde o início, tem se comportado assim, desdenhando do coronavírus, posicionando-se contra o isolamento social e o uso de máscara, dizendo que é coisa de veado, e até recomendando um medicamento muito perigoso, como a cloroquina, quando há muitas outras formas de tratamento. Mesmo com evidências científicas, ele continua
se comportando assim, de forma irresponsável, reconheçamos, a ponto de ter oferecido uma caixa de cloroquina a uma ema, no jardim do palácio.
Ou seja, ele mudou de comportamento somente em relação a assuntos políticos, mas quanto à pandemia permanece irredutível.

O Sr. acha que Bolsonaro toma medicamentos psiquiátricos?
Não é meu paciente, jamais o examinei, mas acredito que tome algum tipo de medicamento de tarja preta ou antipsicóticos, como é habitual hoje em dia. Mas o fato de um político como Bolsonaro mudar de comportamento, de uma hora para outra, sem estar sendo medicado, é preciso que tenha acontecido algo muito grave, capaz de refrear seus
impulsos. Não há medicamentos ou terapias que tenham possibilidade de promover uma mudança de comportamento tão radical, que lhe tem custado vários inimigos, aos quais insulta, muitas vezes gratuitamente, ou por achar que o
ex-aliado quer tirar a vaga dele na presidência em 2022, pelas urnas, coisas assim.

Em Brasília, especula-se que os excessos de Bolsonaro, que chegou a participar de manifestação pelo golpe militar diante do Forte Apache, quartel-general do Exército, tenham motivado uma advertência do Estado-Maior do Exército, para que abandonasse essa postura radical.
É provável que tenha acontecido alguma coisa de muito grave, além da quarentena médica, para fazer Bolsonaro adotar essa postura conciliadora, adulando o Congresso e o Supremo. Seu temperamento não é assim, todos sabem. Por mais que tente parecer que mudou, a tendência é que, mais cedo ou mais tarde acabe voltando ao que era antes, como se uma brecha da personalidade dele se abrisse e deixasse vazar uma nova essência, mas depois se fechasse novamente.

O Sr. então acha que a mudança de postura de Bolsonaro é apenas passageira e ele vai voltar ao radicalismo de antes?
Com toda certeza. É uma questão de temperamento, não apenas de comportamento. Todos sabem o que ele pensa, porque não consegue esconder nada. Já afirmou ser um enviado de Deus e já disse que a Constituição é ele, pois se considera o salvador da pátria. Isso não vai mudar, porque faz parte dele, está arraigado. E temos de aceitar, porque ele foi eleito.

Pacto dos três Poderes visa a inviabilizar a Lava Jato e desmoralizar Sérgio Moro

Pacto entre os três poderes terá quatro pilares principais

Pacto foi fechado no dia 28 de maio de 2019, no Palácio da Alvorada

Carlos Newton

Com Bolsonaro calado com uma esfinge, sem provocar novas divergências institucionais, rapidamente se recompôs o sinistro pacto entre os Três Poderes, para inviabilizar a Lava Jato e garantir a impunidade dos políticos, autoridades e empresários envolvidos em corrupção, lavagem de dinheiro, caixa 2 eleitoral, improbidade administrativo e outros crimes que propiciam abuso de poder econômico e enriquecimento ilícito.

Não pensem que a ideia oriiginal foi do presidente Jair Bolsonaro, desde sempre empenhado em blindar a família inteira, devido ao escândalo das rachadinhas.

TOFFOLI, O CRIADOR – Na verdade, a iniciativa foi de Dias Toffoli, que em 19 de novembro de 2018 escreveu um surpreendente artigo no jornal El País, defendendo um acordo entre os três Poderes, a pretexto de facilitar a reforma da Previdência e garantir governabilidade ao presidente eleito.

Na época, poucos analistas estranharam essa proposta de pacto, que nada tem de republicana. Não perceberam a gravidade desse tipo de acordo, que pode desequilibrar o jogo democrático e transformar o governo numa ditadura disfarçada.

Os três poderes devem ser harmônicos e independentes entre si, todos sabem, mas aqui no Brasil criou-se uma perigosa promiscuidade. 

TOFFOLI NO COMANDO – Em 9 de fevereiro de 2019, na reabertura dos trabalhos legislativos, Toffoli voltou à carga e dedicou seu discurso inteiro à defesa do pacto entres os poderes.

A partir daí foram iniciadas as negociações, que chegaram a bom termo dia 28 de maio, num café da manhã reforçado no Palácio da Alvorada, que Bolsonaro ofereceu a Dias Tofolli e aos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre.

Depois, com o pacto a todo vapor, Maia e Alcolumbre seguravam o pacote Anticrime de Sérgio Moro, enquanto Toffoli apoiava Flávio Bolsonaro e mandava invalidar as denúncias do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), beneficiando criminosos e sonegadores. Depois, conseguia u aprovar em plenário (6 a 5) a impossibilidade de prisão após segunda instância, enganando a ministra Rosa Weber, que sinalizou votar na prisão após terceira instância, o que deixaria Lula na cadeia, mas Toffoli encerrou abruptamente a sessão, sem lhe dar a palavra, e a ministra sequer  protestou.  

DESDE O INÍCIO – Aqui na TI, desde o início ficamos contra esse pacto, por ser inconstitucional, antidemocrático e criminoso. Agora, em seus últimos dias na presidência do Supremo, Toffoli deixa bem claro que está unido a  Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia e Davi Alcolkumbre na campanha para inviabilizar a Lava Jato e evitar que ex-ministro Sérgio Moro seja candidato em 2022.

É uma vergonha assistir ao desenrolar dessa sórdida campanha contra o ex-juiz Moro e a força tarefa da Lava Jato, formada pelo Ministério Público, a Polícia Federal e a Receita, que muito têm feito pelo país.

Esse movimento contra Moro e a Lava Jato vai emporcalhar ainda mais a imagem do Brasil no exterior. Sinceramente, é quase impossível acreditar no futuro de uma nação que  tem no comando dos Poderes da República figuras patéticas como Bolsonaro, Tofolli, Maia e Alcolumbre. É desanimador, sem dúvida. Mas há de chegar um dia em que nos livraremos deles.

Com a ação no STF, Bolsonaro quer mostrar aos aliados que ainda manda no país

Bolsonaro diz que não é "autoritário" porque não toma decisões ...

A grande dúvida é saber quando Bolsonaro voltará ao normal

Carlos Newton

A nova fase paz & amor de Jair Bolsorano representa um enigma para milhões de seguidores, que continuam acreditando na espécie de super-homem que ele procura encarnar, naquele papel de “mito’. Mas a súbita mudança de comportamento é inexplicável para eles e segue causando estranheza, porque seus aliados nas redes sociais agora estão permanentemente na linha de fogo do Supremo Tribunal Federal, sem que o presidente se manifeste a respeito.

Aparentemente alheio, Bolsonaro estava fechado em copas, como se diz no carteado. Seus espaços nas redes sociais permaneciam num silêncio ensurdecedor, que incomodava os aliados do presidente e intrigava seus adversários.

GABINETE DO ÓDIO – Nas últimas semanas, desde que aconteceu a metamorfose ambulante de Bolsonaro, a defesa de suas teses pouco republicanas ficou inteiramente a cargo do chamado gabinete do ódio, aquela entidade etérea que funciona de modo informal no terceiro andar do Planalto  digamos assim.

Nas redes sociais, nos blogs e sites amestrados, o “gabinete do ódio” despejava carga pesada em Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fakes news, enquanto Bolsonaro fazia olhar de paisagem, com apoio de apenas um dos filhos, Flávio, que deu entrevista a O Globo, dizendo que a fase zen do pai será permanente, daqui em diante.

Mas na sexta-feira Moraes partiu novamente para o ataque e  mandou o Facebook e o Twitter se livrarem das contas de alguns dos mais importantes aliados do presidente. Os outros dois filhos – Carlos e Eduardo – então conseguiram tirar o pai do sono profundo.

UMA AÇÃO PESSOAL – Aconselhado por Zero Dois e Zero Três, Bolsonaro mandou que a Advocacia-Geral da União protocolasse neste sábado (25/7), em seu nome pessoal, uma ação no Supremo contra as decisões do relator Alexandre de Moraes. Estranhamente, porém, não deu entrevista nem publicou nada em suas contas nas redes sociais, sinal de que a fase Zen continua mantida e a ação no Supremo significa apenas um ponto fora da curva.

Não há chances de sair vitorioso nessa batalha contra Alexandre de Moraes, que conta com apoio de nove ministros  – o único discordante é Marco Aurélio de Mello, cuja vaidade extremada o conduz a essa mania de ser diferente, bancar a exceção, o “primus inter pares” de cabeça para baixo. 

Como está jogando para as arquibancadas, como se diz no futebol, a iniciativa é válida. Vamos aguardar o que fará quando aparecem outras vicissitudes, o que logo vai acontecer, porque a fila anda.

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P.S. – Quem quiser que acredite nessa fase Zen do presidente Bolsonado. Se o padre Quevedo ainda estivesse entre nós, com certeza diria que “isso non ecziste”.  Somente pode ocorrer, digo eu, à base de muito remédio de tarja preta. Aliás, essa mudança de comportamento de Bolsonaro é um tema maravilhoso para o Dr. Ednei Freitas. Vou pedir a ele um artigo a respeito. (C.N.) 

Bolsonaro estava conseguindo ficar quieto, mas de repente voltou ao desequilíbrio normal

Depois da facada, não vai ser "uma gripezinha que vai me derrubar ...

Como diria o senador Romário, “Calado, Bolsonaro é um poeta” 

Carlos Newton

Para um homem com a personalidade de Jair Messias Bolsonaro, especialmente na posição de presidente da República, é muito difícil ficar em quarentena médica ou política, até porque ele se julga responsável por tudo, a ponto de dizer, dia 20 de abril: “Eu sou a Constituição”.

Apresentou-se assim ao respeitável público, como nova versão do rei francês Luiz 14, que morreu em 1715, a quem se atribui a célebre frase “O Estado sou Eu”.

APÓS O FORTE APACHE – A despropositada frase constitucional foi dita após Bolsonaro criticar duramente o Supremo e o Congresso, no dia seguinte à mais provocativa das manifestações já realizadas por seus admiradores, diante do famoso Forte Apache, o quartel-general do Exército Brasileiro.

 Nesta altura do campeonato, em meio a fricotes e faniquitos. Bolsonaro, os três filhos e seus áulicos previam abertamente que haveria um golpe militar para fechar Supremo e Congresso e dar ao presidente poderes inconstitucionais e arbitrários.

Mas os comandantes da Forças Armadas (leia-se o general Eduardo Pujol) tiveram o bom senso necessário para dizer não ao aprendiz de ditador e lhe impuseram um sigilo estratégico, que Bolsonaro vem cumprindo desde então, recolhido a uma quarentena política.

BOLSONARO ZEN – De lá para cá, o presidente fez lembrar dois líderes políticos que já se foram – Antonio Carlos Magalhães, o ACM Ternura, que faz tempo passou dessa para a melhor, e o Lula Paz e Amor, ainda entre nós, mas politicamente sepultado pela Lei da Ficha Limpa, sancionada por ele mesmo em 2010.

Assim, no final do mês passado, atendendo a insistentes pedidos superiores, o verborrágico Bolsonaro se recolheu à sua insignificância e se transformou num túmulo. Coincidentemente, logo a seguir pegou a covid-19, teve de ficar também em quarentena médica, e o país respirou aliviado. O presidente passou a ser uma ausência que preenchia uma lacuna, como se dizia antigamente

De repente, a surpresa: Bolsonaro não resistiu e decidiu comprar nova briga com o STF, ao determinar que o ministro da Advocacia-Geral da União ingressasse com Ação de Inconstitucionalidade contra um ato do ministro Alexandre de Moraes, que é respaldado por dez dos onze integrantes da Suprema Corte.

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P.S. 1
 –Com isso, desvirtuou o papel constitucional da AGU, que não pode defender interesses pessoais ou políticos do presidente. Além disso, passou recibo e mostrou seu empenho em proteger atitudes ilegais de criadores de fake news que funcionam como seus cabos eleitorais.

P.S. 2 – Acredito que essa seja a primeira e última tentativa do Alto Comando do Exército para ajudar Bolsonaro a levar seu mandato adiante. Se sair da quarentena política para criar caso e botar banca, seu destino será outro. Com diz o mais novo ministro, Fábio Faria, “ninguém aguenta briga todo dia”. (C.N.)

Espera-se que, com Fux na presidência do Supremo, acabe o fuzuê no Judiciário

A eleição de Fux para presidente será a pá de cal no Supremo - O ...

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Carlos Newton

Em setembro próximo, o ministro Luiz Fux passará a responder pela presidência da mais alta corte do Poder Judiciário brasileiro, o Supremo Tribunal Federal, que, sem dúvida, nos últimos anos, ganhou evidência inimaginável, transformando-se na maior fonte de notícias diariamente veiculadas por toda a mídia.

Seus onze ministros firmaram-se como personalidades tão conhecidas quanto qualquer ídolo em suas mais diversas áreas de atuação. E isso foi e é bom para a Justiça brasileira? Avalie você e tire suas conclusões.

DISSE O ESTADÃO – No dia 1º de julho de 2018, o centenário e conceituadíssimo jornal “O Estado de S. Paulo”, publicou um editorial muito crítico ao Supremo, sob o título “Fuzuê”, que, em linguagem simples significa “briga, desordem, desavença ruidosa entre várias pessoas, confusão, sururu etc”.

Afirmou o isento jornal, sem meias palavras: “Previsto para ser o guardião da Constituição Federal e o cume hierárquico do Poder Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF) deixou de ser uma casa onde se pratica o Direito, para se transformar numa casa de jogos, onde o que importa é ganhar e não interpretar e aplicar corretamente as leis. Sem o mínimo pudor, juízes da Suprema Corte operam os mais variados estratagemas para conseguir que as causas sob sua competência tenham o resultado que almejam”.

E DISSE MAIS – Ainda foi além o editorial do Estadão, que, entre 1960 e 1975, aos domingos, tinha uma tiragem de 300 mil exemplares, com mais de 200 páginas de anúncios:

“Que fique bem claro o que se tem visto no STF: não são as partes, compreensivelmente interessadas num determinado desfecho do caso, que estão jogando. São os próprios ministros, cujo cargo exige isenção e imparcialidade, os jogadores desse intrincado tabuleiro.

A cada semana há um novo lance e já não se sabe com segurança o que pode e o que não pode ser feito no Supremo. Os processos caminham num clima de forte insegurança jurídica……”

JUIZ NATURAL – E assim prosseguiu o jornalão:

“É imperioso respeitar, sem exceções, o princípio do juiz natural e aplicar o procedimento legal previsto. No entanto, o atual Supremo não parece muito afeito a essas questões jurídicas, por mais relevantes que elas sejam num Estado de Direito. O que importa é a perspicácia de antever os movimentos dos outros ministros e assegurar um jeito para que sua posição prevaleça. É ASSIM QUE SE PRATICA A TAVOLAGEM NA SUPREMA CORTE”.

Segundo o corajoso e imparcial jornal, “outra jogada habitual no STF – INDECENTEMENTE HABITUAL – são as decisões LIMINARES, que num passe de mágica se tornam definitivas. A tática é melhor ainda quando empregada às vésperas do recesso do STF. Assim, uma decisão monocrática, de natureza temporária e sujeita à revisão do colegiado, GANHA ARES DE COISA JULGADA POR UM LONGO PERÍODO. Trata-se de uma perversa inversão, em que o STF, órgão máximo de defesa da Democracia e da Constituição, assume uma natureza ESCANDALOSAMENTE autoritária. A voz provisória de um único ministro torna-se mandamento irrevogável para todo o País”.

TAVOLAGEM – Realmente, é no recesso, nas férias, do STF e do STJ, que muitos réus, conhecendo, por antecipação, o entendimento do juiz de plantão, ou do presidente da corte, buscam habeas corpus ou liminares, que julgados pelo colegiado, não seriam, por certo, acolhidos sem um exame exaustivo e muito isento.

Esse tipo de procedimento (“tavolagem”, segundo o “Estadão”) é o que se espera seja eliminado de vez pelo ministro Fux, juiz de fato e de carreira do STF e que vai substituir José Toffoli, ex-advogado eleitoral do PT, auxiliar de José Dirceu, no governo Lula, que está livre, leve e solto.

Ao contrário de Fux, o atual presidente Toffoli nunca passou em concursos da magistratura. Parece que fez duas tentativas. Assim, o Estadão cobrou certo. Chega de “fuzuê” e de penduricalhos!

Brasil precisa seguir a trilha dos países nórdicos, mas continua mergulhado no radicalismo

Charge do dia

Charge do Cabalau (Arquivo Google)

Carlos Newton

Aqui na trincheira da Tribuna da Internet, abordamos neste domingo, dia 26,  o fenômeno da derrocada das ideologias, mediante a progressiva extinção da dicotomia entre direita e esquerda, embora no Brasil e em outros países essa estranha discussão continue a existir, como se fosse uma mula política sem cabeça.

O sepultamento desse debate bizantino, conforme se dizia antigamente, já é uma realidade concreta nos países nórdicos, que adotaram um regime misto de capitalismo e socialismo para conseguir chegar a uma situação satisfatória em termos de desenvolvimento social, que é tão importante quanto o crescimento econômico.

DESIGUALDADE SOCIAL – Somente com o incremento do desenvolvimento social, caminhando acoplado ao crescimento econômico, é que se poderá reduzir a desigualdade social, para evitar que se mantenha uma divisão da sociedade em muitas castas, com enorme distância entre os maiores e os menores rendimentos, como ainda ocorre na grande maioria das nações.

Essa é a preocupação de economistas modernos como os americanos Joseph Stiglitz e Paul Krugman, ambos prêmios Nobel, o francês Thomas Piketty e os brasileiros Armínio Fraga e André Lara Resende.

Mas o Brasil está caminhando no sentido inverso, aprofundando o abismo entre os maiores e os menores salários, ao tentar uma sociedade em que a miséria absoluta possa conviver com a riqueza total.

NÓRDICOS À FRENTE – Não existe polêmica a respeito dos excelentes resultados obtidos pelos países nórdicos com esse democrático regime misto de capitalismo e socialismo, porque se trata de fatos incontestáveis em termos de qualidade de vida, com atendimento adequado em educação, saúde, habitação e emprego, que resultam em evolução também da segurança pública, com baixa existência de criminalidade.

A propósito da criminalidade, os problemas derivam da redução do número de habitantes, que é compensada com a atração de imigrantes de países árabes e africanos, que acaba formando guetos nas grandes cidades, pois ainda não existe mundo perfeito.

AINDA MUITO LONGE – Aqui nas Américas, ainda estamos muito longe de atingir o desenvolvimento socioeconômico dos países nórdicos. Pelo contrário, a classe política dos países americanos, incluindo os Estados Unidos, insiste em manter as diferenças sociais, como se fosse possível manter eternamente a convivência entre ricos e miseráveis. Mas esta mistura não pode existir, é como água e óleo e o produz uma situação explosiva em termos de segurança, fato incontestável nas grandes cidades do país inteiro.

Essa dolorosa realidade brasileira nos castiga e faz com que persista aqui a dicotomia entre direita e esquerda, com cada facção culpando a outra pelas mazelas do país. Embora essa divisão política demonstre ser cada vez mais artificial, continuam a existir adeptos de todo tipo de tendências ideológicas radicais, inclusive racistas, porque o ser humano é mesmo cheio de defeitos.

DEBATER EM ALTO NÍVEL – Aqui na Tribuna da Internet fazemos um esforço permanente para que essa discussão ideológica se trave em alto nível, para que se consiga deixar o radicalismo de lado, na busca de caminhos que possam ser trilhados por nosso país.

Muitos comentaristas e leitores não aceitam esSa abertura, tentam forçar que suas ideias prevaleçam, em detrimento das demais. Alguns ficam revoltados e até abandonam o blog, mas depois acabam voltando normalmente, pois o espaço não pertence a ninguém e está aberto a todos, desde que não haja ofensas.

Muitos voltam sob pseudônimos, o que é um errado, pois cada um de nós deve se orgulhar de seus ideais, mas sempre concedendo aos demais o direito de divergir. Não é fácil, mas vamos perseguir sempre esses objetivos.

Discutir Ideologia é perda de tempo, o governo precisa apenas fazer a coisa certa

Resultado de imagem para ideologias frasesCarlos Newton

Na “Tribuna da Internet”, não se discutem frivolidades nem são divulgados modismos ou notícias de interesse popular, digamos assim. Por isso, o Blog é frequentado basicamente por pessoas intelectualizadas, que se interessam pela abordagem de assuntos políticos e econômicos do Brasil e do mundo. É natural que se discutam aqui temas de natureza ideológica, embora as ideologias já estejam totalmente ultrapassadas, tese que defendo desde a década de 70, quando minha tese foi discutida na Escola Superior de Guerra, conforme já expus aqui na TI.  

DEBATE INFINITO – É claro que as ideologias morreram e não sabem, o debate é apenas bizantino, mas está destinado a resistir in saecula saeculorum, como se dizia no Latim arcaico, e o dia a dia da “Tribuna da Internet” demonstra esta realidade à exaustão.

Como admirador do marxismo, hoje transformado em  socialismo democrático, porque as teses evoluem, acompanho com especial interesse essas discussões e posso garantir que neste Blog há muito mais comentaristas de direita do que de esquerda.

Com a ascensão de Jair Bolsonaro, trazendo a reboque teorias exóticas de Olavo de Carvalho, a direita floresceu no lodo, defendendo um retrocesso político-ideológico.

SUPERAÇÃO – Na vida tudo muda, nada é permanente, conforme ensinava Sidarta Gautama, o Buda. O editor da “Tribuna” admira os ensinamentos de Karl Marx e Friedrich Engels, mas procura atualizá-los, em função das mudanças ocorridas no mundo. Reconhece que não há exercitar o marxismo , é coisa para daqui a 5 mil anos, como diz Antonio Santos Aquino.

Nos artigos que escrevi na “Revista Nacional” em 1978, sob o título “A morte das ideologias”, assinalei que, se Marx e Engels estivessem vivos e morassem na URSS, teriam sido exilados nos Gulaps da vida. Eles jamais concordariam com os rumos da Revolução russa, seriam dissidentes.

EXAGERO – A cegueira ideológica que conduz ao radicalismo entre direita e esquerda (ou vice-versa) chega a ser ridícula e patética. A meu ver, as pessoas precisam se despir desses preconceitos e raciocinar com liberdade, para identificar o que é certo ou errado.

Chamar de marxistas os regimes da URSS, da China, da Albânia, de Cuba, de Angola, do Camboja, da Coreia do Norte  e da Venezuela, entre outros, é um tremendo exagero. O país que chegou mais perto do comunismo foi o Vietnã,que lutou para se libertar do imperialismo da França, da China e dos Estados Unidos, e que agora parece que está dando um salto rumo a um marxismo mais moderno, que Deus os proteja.

OS AVATARES – Nos últimos anos, tenho estudado um pouco os chamados avatares – aqueles líderes religiosos que na História da Humanidade têm ensinado os caminhos de uma vida melhor, entre os quais Jesus Cristo desponta como uma síntese de seus antecessores.

Tenho especial interesse pelo nobre hindu Sidartha Gautama, conhecido como Buda, que nasceu 560 anos antes de Cristo, na região que hoje chamamos Nepal. Foi ele quem criou o “caminho do meio”, baseado na moderação e na harmonia, sem cair em extremos. E ensinou as oito práticas para que nos libertemos do sofrimento:

“1) Entendimento correto; 2) Pensamento correto; 3) Linguagem correta; 4) Ação correta; 5) Modo de vida correto; 6) Esforço correto; 7) Atenção plena correta; 8) Concentração correta”– eis a síntese dos ensinamentos de Buda, que podem ser traduzidos como “faça a coisa certa. . No dia em que estas lições forem enfim assimiladas, a Humanidade será infinitamente melhor, sem necessidade de nenhuma ideologia.

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P.S.Os ensinamentos de Buda confirmam minha opção por um marxismo moderno, que aproveite o que há de melhor nas ideias de Marx e Engels e as misture ao capitalismo de nossos dias, fazendo um chiclete com banana, nem que seja para lembrar o genial cantor Jackson do Pandeiro. No Brasil de hoje, a realidade é negativa, pois o governo raciocina ideologicamente, ao invés de apenas tentar fazer a coisa certa, (C.N.)

Bolsonaro teve uma visão, na qual Deus apareceu usando um traje verde oliva…

ContilNet – O Acre em um só lugar – Portal de Notícias do ...

Charge do Cao-Gomez (Charge Online)

Carlos Newton

Causa espécie o estranho comportamento do presidente Jair Bolsonaro, que está completando um mês de completa austeridade. E não se pode atribuir essa postura ao fato de ter contraído a covid-19, porque o chefe do governo iniciou essa mudança de hábitos antes mesmo de estar contaminado.  

Essa postura, todos sabem, deveria ter sido adotada por Bolsonaro desde a vitória nas urnas, porque é justamente isso que se espera de um presidente da República, para conquistar a confiança da sociedade.

HÁ ALGO NO AR – Como dizia o Barão de Itararé, essas coisas não acontecem à toa. Realmente, há algo no ar, além dos aviões de carreira e dos jatinhos da nomenclatura. Nem Freud conseguiria explicar essa mudança, porque Jair Messias já completou 65 anos e não existe possibilidade de espontânea alteração de comportamento. Isso só ocorre quando surge algum problema mental, há uso de medicamento de tarja preta ou a pessoa sofre um impacto profundo.

Seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) deu entrevista a O Globo nesta quarta-feira e afirmou que a nova postura de “distensionamento” adotada pelo presidente Jair Bolsonaro, será permanente. Ao repórter Paulo Capelli, , Flávio garantiu que Bolsonaro evitará atritos com outros poderes mesmo quando sair da reclusão imposta por causa da contaminação pelo novo coronavírus.

DIZ O FILHO – “Essa postura de distensionamento não vai ser provisória. Vai ser permanente. Eu não confio muito em pesquisas, mas essa subida na imagem do governo em levantamentos recentes é efeito do distensionamento. O presidente está consciente de que isso é importante e quer manter um diálogo aberto com todos. Menos atritos com o Supremo, com o Legislativo… Rusgas são muito ruins. Ninguém quer uma ruptura”, justifica Flávio.

Caramba! Certamente aconteceu um milagre tremendamente evangélico. O impulsivo Bolsonaro deve ter trepado em alguma goiabeira naquele extenso pomar do Palácio Alvorada e recebido uma divina inspiração: “Fica quieto, não incentive golpe militar nem ofenda as instituições. Caso contrário, a situação vai ficar incontrolável, acredite se quiser.

De início, Bolsonaro julgou que fosse repetição das visões goiabísticas da ministra Damares Alves, mas notou que era outra divindade, porque as vestes eram verde oliva.

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P.S. 1
Segundo Flávio Bolsonaro, a redução nas declarações polêmicas do presidente foi avaliada como positiva pelo Planalto, o que é o óbvio ululante. Se o pai tivesse contado ao filho que sua visão não fora propriamente com o espírito santo, não seria necessário haver tradução simultânea.

P.S. 2A mudança coincide com o ressurgimento do vice Hamilton Mourão, que saiu da toca onde Bolsonaro o escondera e está novamente no jogo. (C.N.)

Realidade política do Brasil é deplorável – não tem líderes na situação nem na oposição

Fazer antes de morrer!: Analfabetismo político!

Charge do Tiago Recchia

Carlos Newton

A situação que o Brasil atravessa é muito triste e nos remete à célebre frase de Oswaldo Aranha: “O Senado é um deserto de homens e ideias”. Quase 80 anos depois, a genial definição pode ser estendida à Câmara, ao Planalto e ao Supremo, porque os três poderes estão simultaneamente apodrecidos.

A desertificação intelectual chegou a tal ponto que não há lideranças na situação nem na oposição. O único líder que restou chama-se Lula da Silva, é um criminoso condenado e está alijado da política por oito anos. 

FALTAM  LIDERANÇAS – Como na canção de Ivan Lins e Vitor Martins, somos todos iguais, não há um líder que se destaque e seja verdadeiramente respeitado. Não há exagero nessa análise. Entrem no Congresso e procurem um líder de verdade, cujos discursos possam mudar alguma coisa. Depois, atravessem a praça e procurem alguém no Planalto que possa dar declarações importantes, capazes de mobilizar o país. Por fim, procurem no Supremo e terão uma surpresa. Ainda há alguma vida inteligente lá dentro, mas está subjugada por uma maioria de falsos juristas que envergonham o país.

Lembrem-se de que foi o STF que colocou o Brasil como primeiro colocado no ranking mundial da impunidade em crimes de corrupção, colarinho branco, improbidade administrativa e outros mais que possam causar prisão de políticos, empresários e autoridades públicas. 

Para libertar Lula da Silva, José Dirceu e outros envolvidos em corrupção, o Supremo fez com que o Brasil se tornasse o único dos 193 países da ONU em que a prisão só ocorre após quarta instância, que vem a ser… o próprio Supremo. 

APODRECIMENTO – É impressionante que a Justiça tenha caído a esse ponto sem que houvesse pronta-reação dos outros Poderes. A Presidência da República e o Congresso fizeram olhar de paisagem, como se nada tivesse acontecido, porque seus dirigentes estão beneficiados pela decisão do Supremo. 

O mais impressionante de tudo isso é que essa desertificação política constatada por Oswaldo Aranha, ao atingir seu ápice neste ano de 2020, significa que a falta de lideranças coloca Jair Bolsonaro como franco favorito à reeleição. porque muitos eleitores voltarão a votar nele, para evitar a vitória do PT.

Politicamente, Bolsonaro está tranquilo. As ameaças a ele são jurídicas, com os três inquéritos abertos contra ele no Supremo: 1) gabinete do ódio e fake news; 2) patrocínio a manifestações contra Supremo e Congresso; 3) interferência na Polícia Federal.

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P.S. 1Eleitoralmente, Bolsonaro só poderia ser ameaçado por Sérgio Moro, mas o ex-juiz não parece disposto a concorrer.

P.S. 2Se  Bolsonaro sofrer impeachment, seu espólio político beneficiará o vice Hamilton Mourão, que automaticamente passará a ser favorito na sucessão de 2022, devido a essa falta de lideranças.  (C.N.)  

Ao desprezar indígenas e meio ambiente, o governo cava a própria sepultura

General Heleno diz que índios não precisam de tratamento ...

Índigenas exigem um atendimento prioritário contra o coronavírus

Carlos Newton

Uma coisa que se aprende em Brasília é que não deve maltratar os indígenas. Eles são diferentes e fazem o que bem entendem, na defesa de seus direitos constitucionais, que têm de ser respeitados a qualquer custo.

MATAR OU MORRER – Por um motivo ou outro, os indígenas invadem prédios públicos e a Polícia não pode retirá-los à força, porque estão dispostos a matar e a morrer. É preciso saber dialogar com eles, diplomaticamente, como se fossem uma outra nação. Aliás, é assim que são vistos pelo resto do mundo.

Aqui no Brasil, nós achamos que eles são brasileiros, porque a grande maioria é aculturada e vive como homem branco, desculpem a expressão racial. Mas no exterior eles são considerados um outro povo, porque ainda há tribos arredias, sem contato com o que exageradamente chamamos de civilização.

ERA DIA DE ÍNDIO – Eles eram os donos de tudo, todo dia era Dia de Índio, como compôs magistralmente Jorge Benjor. Mas hoje isso não funciona assim, embora eles precisem ser respeitados, porque são diferentes e a lei os considera assim.

Já contei aqui na Tribuna da Internet que na Constituinte, a pedido da Funai, tive oportunidade de levar 18 dos maiores caciques brasileiros a encontros com o presidente Ulysses Guimarães e o relator Bernardo Cabral.

Todas as reivindicações deles foram consideradas justas e aprovadas na Constituição. Muitos artigos foram escritos por mim, num trabalho liderado por um sobrinho de Tancredo, o jornalista Gastão Neves.  

DE OLHO NO BRASIL – Em função do aquecimento global, já mais do que comprovado cientificamente, o mundo inteiro já estava de olho na Amazônia, por causa dos desmatamentos,  E agora passou a se preocupar também com os indígenas, devido à contaminação das tribos.

Por isso, foi inaceitável o comportamento do ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, e do secretário Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Robson Santos da Silva, no encontro com os representares da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, em pleno Supremo Tribunal Federal, sobre o atendimento às vítimas da covid-19.

Segundo os participantes, Heleno disse que o governo atenderia apenas indígenas em terras demarcadas. Os demais seriam tratados como produtores rurais. Foi uma idiotice, pois as tribos sem demarcação geralmente são as menos aculturadas, nada a ver com fazendeiros.

CÍNICOS E LEVIANOS – O representante do Ministério da Saúde, Robson Santos da Silva, chamou os povos indígenas de “cínicos, levianos e covardes”, porque ele repetiram Gilmar Mendes e chamaram de “genocídio” a falta de ações coordenadas para proteger povos indígenas isolados e de recente contato.

Depois do cacique Juruna, não há mais índio otário e ele gravaram essas preciosidades do ministro e do secretário, que estão correndo o mundo, contribuindo para emporcalhar ainda mais a imagem do Brasil.

Heleno é um grande chefe militar, mas um péssimo político, pois vive de mau humor. A reunião deveria ter sido conduzida pelo vice Hamilton Mourão, presidente da Comissão da Amazônia, que certamente se sairia melhor.

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P.S. –
É claro que também fica afetada a imagem das Forças Armadas, porque se trata de um governo civil fantasiado de militar. Com toda a certeza, em jamais pensei que a política brasileiro fosse ficar nessa situação atual, em que não há um só líder em que possamos confiar. Brizola foi o ultimo e nos deixou sem deixar herdeiros. É por isso que la nave va, cada vez mais fellinianamente. (C.N.)