Dilma e Temer conseguiram desmoralizar o espírito do Natal  

 

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Charge de Kleber (reprodução Tribuna do Acre)

Vicente Limongi

A presidente Dilma Rousseff telefonou para o vice-presidente Michel Temer no Natal. Com isso, banalizaram e mandaram para o inferno o espírito natalino. Um deboche. Rangendo os dentes, elevaram aos céus as armas da hipocrisia e do cinismo. Até as pedras das ruas sabem que os dois não se toleram. Querem se ver pelas costas. Mortinhos da silva.

Estão em times contrários. Tudo não passou de farsa e conversa fiada. Trégua de araque. Constrangeram inclusive as renas do Papai Noel. Depois do cretino diálogo, não se sabe quem vomitou primeiro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Pior do que a falsidade do telefonema foi o Planalto distribuir a grande notícia aos jornalistas, dizendo que os dois prometeram esforços conjuntos pelo bem do Brasil. Francamente… (C.N.)

Filha de Gérson critica Galvão Bueno e o programa “Bem, Amigos”

Gérson inaugura mais um núcleo do projeto

Vicente Limongi

O programeco “Bem, Amigos!”, no SporTV, citou diversos projetos sociais-educativos dirigidos por ex-jogadores. Lamentavelmente omitiu um dos mais importante, o projeto do Gerson, o Instituto Canhotinha de Ouro, em Niterói. Nem mesmo no programeco seguinte , Galvão e seguidores tiveram a grandeza e sensibilidade de registrar a iniciativa do Gerson. Um escárnio e péssimo jornalismo.

Daí, a justa revolta e indignação da advogada Patricia Nunes, filha do magistral Gerson, que registro abaixo:

Boa noite, amigo!

Mais uma vez agradeço o carinho conosco, e com o Instituto Canhotinha de Ouro.

NUNCA assisti ao “Bem, Amigos!”. Não tenho paciência de OUVIR nem a voz do Galvão Bueno, que dirá, as suas sandices.

O Instituto Canhotinha de Ouro modifica a vida de milhares de crianças e jovens. As pessoas que conhecem o nosso trabalho, que visitam os nossos núcleos, se encantam com as mudanças que o esporte, o carinho, o amor e a dedicação diária de profissionais muito sérios (ex-jogadores de Futebol, Profissionais da Educação Física, Nutricionistas, Psicólogos, Assistentes Sociais, Pedagogos, Médicos e Dentistas) podem trazer para a vida dos alunos e seus familiares.

Conheço várias entidades filantrópicas que trabalham com esportes e crianças (inclusive o futebol), que são apenas marketing. Os seus fundadores “tiram onda” de politicamente corretos, e usam as Instituições em benefício próprio. É lamentável!

No mais, meu pai tem um enorme orgulho dos seus filhos (as), e se emociona (chora muito, acredita?) todas as vezes que visita seus núcleos.

Somos uma imensa FAMÍLIA!

Abraços em todos!

Patricia Nunes

A livre expressão no Blog e a falta de respeito entre comentaristas

Carlos Newton

Este Blog foi criado em busca da utopia da livre expressão e do respeito entre os comentaristas. Suas regras são simples, ninguém está proibido de participar, basta não ofender aos outros. Caminhamos bem durante anos, mas pouco a pouco o Blog foi se modificando. Hoje as ofensas prevalecem, não se sabe mais para que serve este espaço.

Recordar é viver. Esta mudança de rumo começou quando o comentarista Vicente Limongi Netto apoioi aqui o senador Collor de Mello, para o qual então trabalhava e tinha até obrigação profissional de defendê-lo. Foi o que bastou. A partir daí, não teve mais sossego. Sempre que escrevia um artigo ou fazia um simples comentário, era um festival de ofensas, sempre ligadas a Collor. Sem a menor dúvida, Limongi passou a ser perseguido de forma implacável, mas não pelo que escrevia, apenas por ter defendido Collor.

Este sábado, publicamos um artigo dele sobre o gravíssimo problema da insegurança em Brasília, tema que vem sendo abordado aqui também pelo comentarista Francisco Vieira. Praticamente não houve comentários sobre o assunto, apenas ofensas e mais ofensas a Limongi e a Collor.

É como se o jornalista Vicente Limongi Netto estivesse proibido de aqui escrever. Enquanto viver, não poderá publicar um só artigo nem comentar nenhum assunto, porque imediatamente outros comentaristas passarão a ofendê-lo, e ele não pode sequer replicar, vejam bem que condenação ampla, geral e irrestrita.

Este tipo de comportamento coletivo, sectário e irracional, é conhecido também pelo nome de censura. Pensem nisso, porque censura é um procedimento covarde e inaceitável. Aqui na Tribuna da Internet, que um dia sonhou em ser um espaço aberto e verdadeiramente democrático, nenhum tipo de censura pode ser aceitável, especialmente quando a censura se confunde com linchamento moral.

Nota-se este procedimento também em relação a Leonardo Boff e Mauro Santayana, dois homens de bem, dignos de respeito e que merecem ter espaço para apresentar suas ideias. Afinal, se é para este Blog se tornar um espaço de pensamento único, é melhor acabar logo com ele.

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PS1- Por fim, ao escrever esse texto, me veio à cabeça o trabalho incansável de dois grandes juristas: Sobral Pinto e Jorge Béja, que se notabilizaram por defender os despossuídos e os perseguidos, sem nada lhes cobrar. Toda pessoa tem direito de defesa, não importa o que tenha feito. Lembro que Dr. Sobral tinha horror do comunismo, era católico praticante, ia todo dia à missa, mas defendeu com uma garra impressionante o direito de Luiz Carlos Prestes ser comunista. Que lição de vida, hein?

PS2 – Li, há pouco, que Francisco Bendl quer parar de escrever. Espero que pense melhor e não nos deixe. As disputas e divergências passam, o importante é o que fica.

O pavor e o medo tomaram conta de Brasília

Vicente Limongi Netto

A verdade precisa ser dita. Bobagem tentar esconder o sol com a peneira. Basta de conversa fiada. O brasiliense não suporta mais viver com tantos problemas. A ex-capital da esperança tornou-se um caos. Triste constatação. Em todo lugar predomina a avassaladora insegurança.

O  atendimento nos hospitais e prontos-socorros é medonho, humilhante e desrespeitoso. O transporte público, um horror. Uma vergonha.  Diariamente as notícias ruins, tristes e assustadoras tomam conta da televisão, rádio e jornais. O medo tomou conta da rotina do cidadão. O lero-lero das autoridades chega a ser cínico. Alunos não têm mais segurança nem dentro das salas de aula.

Punição severa e cadeia para estes marginais. Moleques, desajustados, bandidos e pedófilos têm que ser enjaulados. A meu ver, esta escória deveria ser perseguida. Chega. A população exige enérgicas providências. Pagamos impostos caros e não temos o devido, merecido e justo retorno. Assaltantes, traficantes, drogados e mendigos tomaram conta das ruas, das esquinas e dos estacionamentos.

O pânico e o medo dominam Brasília. Dói dizer: o governo está perdendo de goleada a guerra contra a bandidagem. Falta firmeza, união, coragem e determinação para coibir a ação dos criminosos. Até quando, Santo Deus, continuaremos reféns de tantas atrocidades?

PSDB não pede impeachment porque não será o “beneficiário”

Catia Seabra e Natuza Nery
Folha

O PSDB desistiu de bancar, neste momento, um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Após receber parecer sobre sua viabilidade jurídica, o presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), admitiu nesta quarta-feira (20) que outras medidas devem ser adotadas antes que o partido apresente um pedido de afastamento de Dilma.

Nesta quinta-feira, Aécio apresentará aos demais partidos de oposição um relatório do jurista Miguel Reale Júnior. O parecer não traz elementos que sustentem um pedido de impeachment agora.

Na avaliação do PSDB, é melhor esperar o avanço da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, e buscar outros elementos que sustentem um processo contra Dilma.

Em vez de impeachment, Aécio vai sugerir que a oposição entre com uma ação penal contra a presidente por causa das manobras fiscais usadas para fechar as contas do governo no seu primeiro mandato, que viraram alvo de questionamentos no TCU (Tribunal de Contas da União). ” Embora afirme que existem indícios fortes contra a petista, este “não é o momento para o movimento de impeachment”.

A mudança de tom no discurso de Aécio é significativa. Em abril, o tucano disse que já via “motivo extremamente forte” para impeachment nas denúncias de corrupção na Petrobras. Dias depois, o líder da bancada tucana na Câmara, Carlos Sampaio (SP), afirmou que apresentaria um pedido de impeachment em uma semana.

Acabou prevalecendo no partido a tese de que é preferível desgastar a presidente do que propor uma ação de resultado incerto agora. Os tucanos reconhecem que não há adesão popular significativa à causa do impeachment, e que não há consenso sobre o tema nem mesmo no PSDB.

BENEFICIÁRIO

O senador José Serra (SP) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, não estão certos de que o PSDB será o beneficiário direto de um eventual afastamento da presidente.

Tucanos lembram que o PMDB, partido alinhado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiria o poder em qualquer circunstância, fosse com a posse do vice Michel Temer ou com a convocação de uma nova eleição, processo que seria conduzido pelos peemedebistas que hoje controlam o Congresso.

Parte da cúpula do PSDB, incluindo Fernando Henrique, acha que, apesar dos arranhões em sua imagem, Lula poderia voltar ao jogo eleitoral. Por isso, a estratégia preferida agora é explorar a atual vulnerabilidade do PT para atingir o líder do partido.

“Em 2016 [ano das eleições municipais], o PT estará nas cordas”, afirmou Aécio. “Até 2018, Dilma não vai recuperar a economia. O crescimento médio [do PIB] será de 1%”, disse o senador tucano.

GOVERNADORES

Na quarta, durante reunião em Brasília, governadores de oposição se mostraram resistentes às propostas de impeachment, porque temem os reflexos de um agravamento da crise político na economia de seus Estados.

Antes de entrar na reunião, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que “o país enfrenta uma recessão maior do que se imagina”. Segundo ele, a gravidade da crise é perceptível na economia de São Paulo.

Os tucanos acham que, com o PMDB à frente do Congresso, há mais chances de os Estados verem suas reivindicações atendidas. “Nunca tivemos um ambiente tão favorável”, afirmou o governador Marconi Perillo (GO).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGAo enviar esta matéria ao blog, o jornalista Vicente Limongi Netto fez a seguinte pergunta: “Até onde irá a canalhice dos tucanos?”. Realmente, é impressionante, e parece que eles não têm limites. (C.N.)

Um hino em louvor às mães, por Herivelto Martins e David Nasser

O jornalista, escritor e letrista, nascido em Jaú (SP), David Nasser (1917-1980), é autor de diversos clássicos do nosso cancioneiro popular, entre os quais “Mamãe” (em parceria com Herivelto Martins), que passou a ser considerada como o hino do Dia das Mães. A música foi gravada por Ângela Maria, em 1956, pela Copacabana.

MAMÃE
Herivelto Martins e David Nassser

Ela é a dona de tudo
Ela é a rainha do lar
Ela vale mais para mim
Que o céu, que a terra, que o mar

Ela é a palavra mais linda
Que um dia o poeta escreveu
Ela é o tesouro que o pobre
Das mãos do Senhor recebeu

Mamãe, mamãe, mamãe
Tu és a razão dos meus dias
Tu és feita de amor e de esperança

Ai, ai, ai, mamãe
Eu cresci, o caminho perdi
Volto a ti e me sinto criança

Mamãe, mamãe, mamãe
Eu te lembro o chinelo na mão
O avental todo sujo de ovo

Se eu pudesse
Eu queria, outra vez, mamãe
Começar tudo, tudo de novo

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MÃE, O BEM MAIS PRECIOSO

Vicente Limongi Netto

Falar da minha mãe é exaltar o belo, é comemorar a competência, é salientar a firmeza de caráter, é cantar o amor, a solidariedade, a ternura e a beleza da vida. Recordar traços marcantes da minha amada irretocável e insuperável mãe, Alcy, é  sublinhar a determinação de viver. É participar de momentos inesquecíveis de lições de fé, de otimismo, de perseverança, de incentivo aos bons sentimentos.

Seguramente,  lembrando da minha mãe,  também homenageio com emoção e prazer, todas  as amadas e dedicadas mães, queridas e amigas, neste domingo especial.
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DIA DAS MÃES
Paulo Peres

Entre a razão e a emoção
Existe um ponto de interrogação
Chamado Humana Renovação:
Ventre bendito – coração MÃE,
Obra Suprema do Criador.

MÃE.
Neste dia dedicado a VOCÊ,
Quero parabenizá-la e pedir-lhe
Que continue a ser esta MÃE
MARAVILHOSA!

               (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Bernardo Cabral bem que avisou sobre a questão da água

A escassez de água tornou-se um problema cada vez mais grave

Vicente Limongi Netto

Hoje, quando a escassez de água tornou-se um tormento para governantes e população, vale recordar que há 18 anos, como senador, palestrante e escritor, Bernardo Cabral já ponderava e alertava sobre o assunto. Dizia ele: “É preciso colocar-se na agenda da humanidade, como questão central, a falta de planejamento e racionalidade no uso dos recursos hídricos, uma constante que começa a ameaçar o abastecimento adequado”.

Como senador, Bernardo Cabral foi relator, em 1997, da lei que criou a politica Nacional dos Recursos Hidricos. Em 2000, foi também relator no Senado da lei que criou a Agência Nacional de Águas. Em 2004, Cabral continuava na sua pregação, no Brasil e no exterior, chamando a atenção para a crise hídrica.  O ex-ministro da Justiça e ex-senador antevia que o Brasil teria imensas dificuldades para lidar com o tema:

“A falta de planejamento e racionalidade no uso de recursos hídricos não é, por certo, uma característica isolada das grandes cidades, mas, sim, uma constante em todo o Brasil, que começa a ameaçar o abastecimento adequado dos vários aglomerados urbanos”, salientava Bernardo, destacando que “a mãe de toda a vida na terra é a água. Dela surgiu a vida. Dela a vida se nutre”.

Cabral tem diversos livros tratando de recursos hídricos , todos com edições esgotadas.

O poder sem limites de um empreiteiro espertalhão

Vicente Limongi Netto

O ciclo de corrupção que se abate sobre o país tem tentáculos espalhados pelos estados e municípios. Um exemplo marcante é a situação de Jaú, uma progressista cidade de São Paulo, onde atua o empreiteiro e empresário imobiliário Ailton Caseiro, que conseguiu influenciar até mesmo o Plano Diretor elaborado pela Câmara Municipal.

A situação chegou a tal ponto que em março de 2012 o juiz federal José Maurício Lourenço atendeu pedido do Ministério Público Federal em Jaú e determinou a indisponibilidade dos bens e a quebra do sigilo telefônico do então prefeito de Jaú, João Sanzovo Neto, de Ailton Caseiro, que é primo dele, e do ouvidor municipal Antonio Dias de Jesus. A liminar foi pedida pelo procurador da República Marcos Salati, em ação civil pública que apurou atos de improbidade administrativa na condução do novo Plano Diretor do município.

O MPF em Jaú investigava as ilegalidades na elaboração do novo Plano Diretor de Jaú desde 2006. O plano foi elaborado, votado e publicado em apenas três meses e, segundo o MPF, beneficiou Ailton Caseiro, o primo do prefeito, que foi favorecido com autorização para construir 12 dos 22 loteamentos previstos pelo Plano Diretor.

FESTIVAL DE IRREGULARIDADES

Para a elaboração do anteprojeto do Plano foi contratada sem licitação a Fundação para a Pesquisa Ambiental (Fupam), presidida por Francisco Segnini Júnior, que por sua vez, contratou o escritório do arquiteto Jorge Wilheim para realizar o anteprojeto. A subcontratação, afirmou o Ministério Público Federal, por si só já é ilegal.

O fato é que o empreiteiro Ailton Caseiro, ao longo dos anos, construiu um patrimônio milionário debaixo do manto da suspeita, pois são notórias as irregularidades cometidas no âmbito dos leilões judiciais, na maior parte das vezes por erros grosseiros da Justiça e conivência criminosa de magistrados. E ainda reforçou sua fortuna no rastro de obras superfaturadas na seara da Prefeitura municipal.

Sendo representante legal de suas empresas, Ailton Caseiro é réu em grande número de ações na Justiça do Trabalho, mas ao mesmo tempo, em leilões judiciais, arremata bens imóveis arrolados em processos também trabalhistas. Em Jaú, ele conseguiu a proeza de arrematar um imóvel após encerrada a hasta pública, num acordo criminoso selado às escuras e longe dos olhos de outros interessados, dentro do gabinete do magistrado.

Esse exemplo de Jaú demonstra que a organização criminosa que derrete o Estado brasileiro sofre de metástase, conforme se comprova pela impunidade do empreiteiro Ailton Caseiro.

Quem é Roger perto da grandeza de Pelé?

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Este é o Roger, que ousa criticar o melhor do mundo

Vicente Limongi Netto

De forma melancólica e estarrecedora, o obscuro e pretensioso ex-jogador Roger criticou Pelé, no programa ArenaSportv de segunda-feira. Também grave que nenhum dos presentes, entre eles Milton Leite e Mauricio Noriega, tenha retrucado as sandices do arrogante Roger, hoje travestido de comentarista esportivo.

Valha-me, Deus! Ainda bem que existe o controle remoto da TV. O medíocre e pernóstico Roger disse que” no futebol atual não existe mais lugar para as cotoveladas que Pelé dava nos adversários”.

“Os jogadores achavam graça e procuravam imitar Pelé”, acentuou Roger, o sabidão do futebol, o gênio da lâmpada estragada.  Mas quem é Roger na história do futebol para criticar Pelé?  Roger ganhou alguma copa do mundo? O currículo de Roger como jogador é pifio e ultrajante,  comparado com a trajetória profissional de Pelé.

Por onde for, Roger tem que andar com crachá, caso contrário não é reconhecido nem pelo guarda noturno do prédio onde mora. Pelé, por sua vez, é recebido por Reis, Presidentes e Rainhas e admirado o mundo inteiro.

Igualmente patético e sórdido que Roger tenha jogado as patas no Rei do futebol no momento em que Pelé encontra-se hospitalizado. Francamente.

O espantoso e deplorável loteamento do Ministério de Dilma

Vicente Limongi Netto

 

Chega a ser patético o noticiário em torno dos novos ministros da presidente Dilma. Politicos tratam do assunto como se estivessem escalando times de futebol para disputar uma “pelada”, ou, então, escolhendo pizza na lanchonete. É um verdadeiro deboche com a população, que deveria e merecia ser a mais ouvida e beneficiada com as escolhas.

Os jornais informam que determinado ministro precisa ser mantido, porque pertence “à cota do vice-presidente Michel Temer”. A televisão revela que o fulano será escolhido porque  é exigência do partido tal.  Colunistas garantem que beltrano vai permanecer no cargo porque o partido dele tem bancada forte.

A mídia também faz especulações em torno de políticos derrotados nas urnas, mas que poderão ser agraciados. Motivo: pertencem á base do governo ou são amigos do peito do Palácio do Planalto. Coitadinhos, não podem ficar na chuva. Ou seja, quem tem padrinho forte não morre pagão.

Por fim, permanecem duas perguntas, dentro deste presidencialismo safado e viciado. Quando, finalmente, anunciarão ministros que trabalharão para solucionar os  imensos problemas que afligem os brasileiros? Ou então: quando os ministérios passarão a ser escolhidos e conhecidos como legitimas cotas do cidadão?

Agnelo Queiroz, um antigovernador que deixa Brasília no caos

Vicente Limongi Netto

O governador Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, deixará o cargo de maneira melancólica. Decepcionou a todos. Seguramente aos próprios correligionários. Tudo indica, pelo descalabro em que se encontra Brasília, que Agnelo não assimilou os golpes da avassaladora derrota sofrida nas urnas.

Resultado: a população está pagando impiedosamente pela incompetência administrativa e política do governador. Mais do que nunca, falta de tudo bastante, em todos os setores de atividade da cidade. O povo é prejudicado por greves de ônibus, os hospitais não têm médicos nem alimentação para servidores e pacientes, o lixo se acumula em todos os lugares, as escolas estão caindo aos pedaços.

O brasiliense é penalizado pela colossal ineficiência do governador e seguidores. É um escárnio que o bom senso não pode nem deve tolerar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Sem contar os atos de corrupção de Agnelo Queiroz, que vêm desde os tempos em que era do PCdoB e trabalhava na Vigilância Sanitária (Anvisa), depois no Ministério do Esporte, até trocar de partido, entrar no PT e chegar ao governo do DF. É mais um dos novos ricos do PT e só falta trabalhar agora como “consultor”.(C.N.)

 

 

 

Os problemas do Brasil são imensos, é hora de somar

Vicente Limongi Netto

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Hora de desmontar os palanques. Hora de guardar as armas. Momento de amainar as paixões. Hora de somar. O resultado das urnas aumenta a responsabilidade de Dilma.   Os obstáculos são duros e variados. Não é mais hora de guardar mágoas e ódios no coração.

Os problemas do Brasil são imensos. Momento de constatar que Dilma é presidenta de todos os brasileiros. Dilma não pode se permitir ser refém de nenhum partido. Apequena o cargo e a si mesma.
A oposição se fortaleceu nas urnas. Tem o dever de  ser critica e vigilante com firmeza e isenção. Governar com oposição omissa não serve ao país, não valoriza a democracia nem
credencia o político e o homem público para futuras batalhas eleitorais. Dilma obrou bem, estendendo a mão aos adversários. Executivo e legislativo precisam trabalhar sintonizados.
O povo precisa voltar a acreditar nas ações dos políticos. É hora de trabalhar. Muita coisa precisa ser feita. O tempo urge. Basta de perder tempo. Deus ajuda quem se ajuda. O trabalho árduo e determinado sempre foi marcante caracteristica da presidente reeleita.

Helio Fernandes, o maior jornalista brasileiro, completa hoje 94 anos

Vicente Limongi Netto

Ele jamais se omitiu. Sua palavra vigorosa, suas verdades, suas denúncias, suas campanhas, incomodam e intranquilizam maus brasileiros. Sempre pensou mais na coletividade. Combateu todos os governos. Nunca pleiteou nada pessoal. Foi cassado. Sem dúvida seria deputado federal, senador, governador e Presidente da República. Dedicou-se então ao jornalismo por inteiro.

Ao lado e na frente do bom combate, das boas e legítimas causas nacionais, sua pena firme e fulgurante visa os interesses do Brasil. Durante mais de 50 anos, façanha dos verdadeiros guerreiros, escreveu coluna diária e ainda fazia artigos. Conhece todos os assuntos. Escreve bem sobre todos eles. Cobriu muitas copas do mundo.

Sempre gostou de conversar, trocar idéias, debater com jovens. Encanta gerações. Sua vasta obra precisa virar livros. Frouxos, burros e hipócritas impediam sua presença na televisão. Recebia muita gente no gabinete. Um deles, jovem determinado e idealista, comunicou-lhe, em primeira mão, que seria candidato à Presidente da República. Foi mesmo e venceu. A tudo e a todos. Só perdeu mais adiante, para o devastador jogo sujo político e parceiros da banda podre da imprensa, da OAB e do empresariado. Corja atuante até hoje.

É o brasileiro mais vezes preso e confinado. Ia e voltava logo. O tempo trouxe-lhe adversidades familiares. Ama a família. Tem adoração pelos netos. tem imensas saudades dos filhos jornalistas. Sofre pelo irmão, também penalizado pelo dedo implacável das leis de Deus. Anteontem o Todo Poderoso levou para perto de si outra figura admirável que viveu com ele, unidos, 56 anos.

Desde a década de 70 escrevo escrevo sob seu comando. Artigos assinados e artigos cruelmente cortados pelos censores.  Tenho ainda muito a dizer sobre ele. Faria com prazer. Deixo apenas estas linhas, como depoimento pessoal a um homem por quem tenho o maior carinho e  amizade. Fico emocionado quando falo ou escrevo sobre ele. Estou com ele em todas as horas e circunstâncias. Assim, peço uma salva de palmas a este gigante Hélio Fernandes, que hoje, dia 17, completa 94 anos de idade. Forte abraço e um beijo. Que Deus lhe dê forças.

Chega de intrigalhadas contra o técnico Dunga

Vicente Limongi Netto

Creio que não é hora de intrigalhadas contra o técnico Dunga. Quem trabalha com grupos sabe que muitas vezes os nervos extrapolam a serenidade. No futebol não é diferente. O ser humano que se preza, que gosta de vencer, que não tem sangue de barata nas veias, pode perfeitamente perder o controle em algumas situações, porque a adrenalina  é muito forte.

Torcedores, dirigentes e jornalistas, até mesmo aqueles contrários ao retorno dele à seleção, entre os quais me incluo, reconhecem que Dunga vem realizando bom trabalho. Volta agora do exterior com mais duas vitórias.

O mal entendido entre Dunga e repórter Tino Marcos, precisa ser encerrado. As pessoas discutem e trocam palavras ásperas desde os tempos da Santa Ceia. Chega a ser patético que alguns setores queiram fragilizar e criticar Dunga porque bateu boca com o massagista da seleção Argentina. O importante, o que conta para o presente e para o futuro da seleção brasileira, é o trabalho eficiente, fora e dentro de campo, que Dunga vem fazendo. O mais, é conversa fiada de rebotalhos fantasiados de paladinos, que entram de graça nos estádios e não entendem nada de futebol. Mas botam uma banca dos diabos.

Seleção motivada com Dunga, mas Ganso faz falta

Vicente Limongi Netto

No primeiro jogo da seleção brasileira sob o comando do “novo” Dunga, elogiei a pegada e a motivação do time. Qualidades também marcantes do Brasil no jogo com a Argentina. Ganhar dos argentinos é ótimo. Não só no futebol, mas no vôlei, no basquete e, até, no cuspe à distância.

Evidente que o trabalho do Dunga ainda é formar uma seleção competitiva, que morda, que não desista nunca, com muita marcação, abrindo e ocupando espaços, sobretudo no meio-campo e que não deixe o adversário sair jogando com liberdade. Não seria sincero se afirmasse que gosto de todos os convocados de Dunga. Mas a caminhada é longa e o técnico merece uma dose de crédito daqueles que realmente gostam do futebol e confiam em melhores resultados para a seleção penta campeã do mundo.

Reitero que a seleção melhorará muito quando Dunga convocar Paulo Henrique Ganso. Percebe-se claramente, desde o desastre da copa de 2014, que falta no meio-de-campo um jogador que crie jogadas, que enxergue as variações do jogo, que segure o jogo nas horas certas, que saiba enfiar bolas em espaços reduzidos, que se entenda com Neymar literalmente de olhos fechados.  Este jogador chama-se Ganso. É um tremendo escárnio deixar Ganso fora da nova seleção brasileira. Quem acha bom e respira aliviado é o técnico adversário. Quem lamenta e chora é a bola e o torcedor exigente.

Vale tudo nas articulações políticas

Vicente Limongi Netto

As emoções não terminaram. Vem muito mais por aí. O jogo continuará pesado. Mais duro do que no primeiro turno. Quem for podre que se quebre. Os conchavos já começaram. Para governador e para presidente. Vale tudo nas articulações políticas.

O xadrez das artimanhas é amplo e tira proveito quem tiver mais argúcia e sensibilidade para antever os lances dos adversários, além de uma boa dose de esperteza misturada com sagacidade. O bom político sabe que o adversário de ontem pode ser o aliado de amanhã.  O jogo inteiro é focado nesta perspectiva.

O leque de promessas também é mais amplo no segundo turno. Quem somar, tiver votos, poder de transferi-los, comando e coordenação, e pertença a partido que  ajude a fortalecer a base política no Congresso, considere-se forte pretendente a ministro ou a diretor de Banco ou de empresa estatal.

É DANDO QUE SE RECEBE

Segundo turno é campo perfeito para o retorno da velha senha do incansável São  Francisco de Assis, “É dando que se recebe”.  Segundo turno também é bom roçado para intrigalhadas, dossiês e plantações torpes e mesquinhas . A internet é campo ainda mais profundo e vasto para patifarias e baixarias.

O jogo pela conquista do poder é para profissionais. Não é concurso para freiras nem para padres e pastores. Evidente que os eleitores dos dois candidatos permanecem afinados com eles. Vencerá quem souber usar as armas e munições que têm. Cativando novos eleitores e, sobretudo, passando a eles credibilidade e firmeza em suas propostas.

Comissão da Verdade destrói a honra de um general inocente

Vicente Limongi Netto

A comissão da (In)verdade vem cometendo uma grande injustiça com o general Agenor Homem de Carvalho, conforme Relatório Preliminar de Pesquisa sobre a “Casa da Morte de Petrópolis” de março de 2014, nas páginas 13 e 20. Acusam-no e até convocaram-no, mas ele já explicou, justificou e pediu para tirar o nome dele daquela lista, pois nunca comandou o 1º Batalhão de Polícia do Exército do Rio de Janeiro em 1971, pois na época era major, da arma de artilharia e cursava a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Registra-se que o referido comando é cargo privativo de tenente-coronel ou coronel de Infantaria.

Mais adiante nesse mesmo documento está sugerida a vinculação entre Agenor Homem de Carvalho, comandante do 1º Batalhão da Polícia do Exército do Rio de Janeiro e a Casa da Morte de Petrópolis:

“(…) O Cel HOMEM DE CARVALHO procurou o chefe da ARJ [SNI agência Rio de Janeiro] informando que está sendo assediado pela revista Isto É, VEJA e  o jornal Folha de São Paulo que desejam entrevistá-lo”.

“(…) O referido oficial informou, ainda, que pretende “sumir por uns tempos” até que o problema seja resolvido e foi alertado, pela ARJ, que deveria procurar o I Exército (…)”.

A VERDADE

O general Agenor, então na época ainda Major, posteriormente foi cursar na Itália e só soube da existência dessa casa pela chamada Comissão Nacional da Verdade (CNV). Mesmo provando seu paradeiro e o erro primário, a CNV teima em deixar seu nome no relatório, deixando-o bastante insatisfeito pela inverdade.

O general Agenor não quer pedir reparação por danos morais como alguns advogados de plantão gostariam. Pela sua crença, busca a esfera administrativa, mas, pelo visto ignoram seus argumentos. Será que a CNV, Ministério da Defesa ou Exército Brasileiro não são capazes de reconhecer esse erro? É lamentável tratar e acusar com leviandades e injustiças patriotas da extirpe do general Agenor Homem de Carvalho.

Que cada um cumpra suas obrigações

Vicente Limongi Netto

As eleições estão perto. Expectativa, civismo, esperança, alegria, vida nova, limpeza. A ordem é passar o Brasil a limpo. Para alguns, o voto do dia 5 significa revanche, vingança, punição, ódio. Que bom seria, nesta linha, que cada um levasse para o dia-a-dia algumas das virtudes que desejamos que nossos escolhidos nas urnas tenham. Que sejam cumpridores de seus deveres. Que façam as coisas certas. Mas, falar é fácil. Cobrar dos outros o que geralmente não fazemos  é cômodo. Teorizar é uma coisa. Praticar é outra bem diferente.
Imaginemos diversas urnas nas ruas, nas faculdades, nos colégios, no trabalho e no shopping. A tarefa é responder, com sinceridade, diversas perguntas. Na base do sim e não. Vamos a algumas delas. Atravessa certo a faixa do pedestre? Costuma oferecer seu lugar para idosos dentro dos ônibus? Sabe da necessidade de ligar a seta quando dirige? Respeita vagas para idosos e deficientes físicos? Usa celular ao volante? Fuma, bebe e come ao volante?
Conhece os dias e horários destinados aos caminhões  nas portas  dos supermercados? Usa muito alto o volume do som do carro? Costuma deixar o carro parado, atrás do outro,e some no mundo? Respeita o motorista que está na frente de você, esperando para estacionar na vaga que acabou de ficar livre? Sabia que a calçada é para o pedestre? Não é lugar para cachorro nem ciclista? Quando vai passear com seu animalzinho de estimação, leva saco de plástico para recolher a porcariada deles? Dentro do cinema fala baixo, não atrapalha os outros?
Obedece as filas? Sabe que é proibido ultrapassar outro carro pela direita? Tem o péssimo hábito de jogar lixo no chão? Respeita o sossego e os ouvidos dos vizinhos  controlando o volume do som? Seguramente o resultado do questionário chegará a conclusão que o cidadão não pode só exigir. Precisa saber cumprir a sua parte. Seria bom passo para o Brasil realmente tornar-se um país melhor e mais civilizado.

Ministério da Cultura desonra Nilton Santos

Vicente Limongi Netto

Li uma noticia triste, revoltante, indigna e injustificável na colunista Mônica Bergamo (Folha Ilustrada de 20/09): o pedido de financiamento negado pelo Ministério da Cultura para uma fotobiografia inédita sobre o eterno craque Nilton Santos.
Um auxiliar de bom senso e conhecedor das conquistas mundiais do futebol  brasileiro precisa informar para a ministra Marta Suplicy o que Nilton Santos, chamado pelo mundo inteiro de a “enciclopédia do futebol”, significou para o torcedor.
Atleta excepcional, cidadão decente e humilde até demais, Nilton encantou os gramados do Brasil e do mundo com lições de técnica e categoria. O Brasil precisa urgente aprender a tratar melhor seus verdadeiros ídolos. Francamente.

Processo da Tribuna da Imprensa envergonha a Justiça brasileira

Vicente Limongi Netto

É um recorde que envergonha o pais. Canalhice que humilha a liberdade de imprensa do Brasil. Covardia e omissão que deveria doer no coração dos juízes. Refiro-me ao processo de indenização da Tribuna da Imprensa. Há 35 anos ainda sem solução. O mais grave é que o STF há muito tempo determinou que a União mandasse pagar a Tribuna da Imprensa.

A má vontade dos homens, aliada à irresponsabilidade, à inércia e à burocracia da justiça, é patética e irritante. Todos se perguntam porque tanta indolência, omissão e sordidez. Os homens de bem que ainda acreditam nas leis e nos magistrados continuam exigindo resposta para uma pergunta simples: o que falta para a justiça pagar a indenização que a União deve a Tribuna da Imprensa?

Será que advogados e parte da banda boa da imprensa não deveriam, mais uma vez, com firmeza, exigir providências para esta insensatez  que cobre de vergonha a todos nós? O próprio STF, a Suprema Corte do país, e seus atilados ministros, que julgaram procedente a ação movida pela Tribuna da Imprensa contra a União, não se sentem incomodados com o pouco caso que a Justiça Federal carioca trata o assunto?

Os magistrados que demoram um eternidade para julgar avançar e finalmente concluir o processo de indenização favorável a Tribuna da Imprensa também são desrespeitosos com Hélio Fernandes, que a vida inteira lutou e continua lutando, bravamente, pelo aprimoramento da democracia e da liberdade de expressão.

A Tribuna da Imprensa comandada por Hélio Fernandes sempre foi uma trincheira das boas causas nacionais. As páginas da Tribuna da Imprensa abrigavam comentaristas consagrados e respeitados. Representantes de todos os segmentos de atividades. Entre eles, lembro com orgulho, Sobral Pinto. Se ainda estivesse entre nós, a palavra forte e marcante de Sobral Pinto não descansaria enquanto a justiça, pela qual ele se dedicou incansavelmente, não desse um ponto final neste longo martírio que se tornou a indenização à Tribuna da Imprensa, pelos dez anos de censura prévia. Foi o único jornal do país a sofrer tão longa perseguição.