Os defensores da democracia estão preocupados, mas os militares não apoiam a insensatez de Bolsonaro

Altamiro Borges: Bolsonaro faz novos agrados aos militares - PCdoB

Charge do Nani (nanihumor.com)

Vicente Limongi Netto

A calamidade pública de plantão, instalada no Palácio do Planalto pelo imitador barato de Donald Trump, que a exemplo do mandatário norte-americano resolveu colocar em dúvida a credibilidade e a lisura das urnas eletrônicas nas eleições do Brasil. Tenebrosa patetice. O filme é velho e ruim. Recordo que meados do ano passado, o deputado Eduardo Bolsonaro defendeu o fechamento do Supremo Tribunal Federal e a volta do Ato Institucional nº 5. Ou seja, uma nova ditadura.

Os democratas mais antigos estão preocupados se pode haver reprise. Antes mesmo de 2022. O povo, unido, jamais permitirá agressões ao bom senso nem que se apunhale a Constituição. Urnas são soberanas. Respeitar os resultados delas engrandecem o Brasil. Confio que as Forças Armadas não contribuirão para apequenar, humilhar e envergonhar o Brasil e os brasileiros.

VACINA FAMILIAR – Bolsonaro já decidiu. Primeiro, meus amados. Família unida é assim. Os três formidáveis “rachadinhas”, Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e Arthur Lira, serão os primeiros a serem imunizados com a vacina contra a covid. Imagens e entrevistas do trio correrão o mundo. Depois serão vacinados os outros rebentos do mito de meia pataca. Amigos de infância, porteiros do condomínio, generais, ministros e jornalistas amestrados.

Quando as vacinas estiverem acabando, Bolsonaro lembrará de vacinar os legítimos heróis da pandemia, os profissionais da saúde, maqueiros e motoristas de ambulâncias. Que dedicam a própria vida para salvar os outros.

Por último, caso sobrem vacinas, o birrento e debochado chefe da nação mandará imunizar brasileiros que raciocinam com a própria cabeça. Aqueles que não dobram a espinha para seus abusos e pantomimas autoritárias. Cidadãos que enfrentam a pandemia e as agruras da vida com determinação e altivez. Pessoas que esperam por 2022 para finalmente se verem livres da desgraceira ambulante e incompetente que odeia o contraditório e se julga dono do Brasil. Xô, praga!

DISPUTA DO SENADO – A nação exige que o MDB tenha brios, coragem e patriotismo e dispute com determinação e união a presidência do Senado Federal. O MDB tem maioria, com 13 senadores. Não pode nem deve se acanhar diante das legítimas disputas políticas. Seria deplorável fugir de suas responsabilidades históricas.

É preciso tirar da cena política nacional figuras obscuras e desinteressantes como o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Deslustrou o cargo. Um bajulador engravatado. Usurpou a presidência, vencendo em eleição fraudulenta, com mais votos do que senadores, apoiado pelos alquimistas do mal, do Palácio do Planalto.

Senadores decididos a valorizar o cargo não podem mais ficar atrelados aos interesses do Palácio do Planalto. Muito menos serem eternos vassalos das fanfarrices e sandices de Bolsonaro. Basta de subserviência política.

TAMBÉM NA CÂMARA – Semelhante raciocínio se impõe para as eleições da Mesa Diretora da Câmara Federal. Números, fatos e sinais claros indicam que o candidato de Bolsonaro será derrotado pelo deputado apoiado pelo grupo liderado por Rodrigo Maia.

Nesse sentido, registre-se que o Messias de plástico errou feio, rompendo politicamente com Maia. Mostrou não ter visão política nem sensibilidade humana. Brigou cm Maia porque o deputado do DEM do Rio de Janeiro não tem vocação para capacho. Agora é tarde.

Brasil virou um imenso Carandiru, com 200 mil mortos, e Bolsonaro culpa a imprensa

Mídia NINJA - O HOMEM QUE QUEBROU O PAÍS – Uma das mais... | FacebookVicente Limongi Netto

Bolsonaro assistiu ao filme “Carandiru”, focinho e unha do Brasil. “Não consigo fazer nada. O Brasil quebrou. A mídia potencializa a pandemia” – brada o chefe da nação, chorando pitangas e tolices. Patético país. O governo é um Carandiru. O Brasil é o próprio Carandiru. Ninguém se entende. Não há sintonia entre autoridades. Bolsonaro e áulicos batem cabeça. Enchem os ouvidos da população com bobagens. Botam a culpa em governos anteriores e na imprensa.

Time de incompetentes. A vacina, coitada, virou “Conceição”, a canção de Jair Amorim, canção imortalizada por Cauby Peixoto. “Ninguém sabe, ninguém viu”. A quadra brasileira é dramática. A politicalha grassa e emporcalha o Brasil. O ano novo chegou anunciando para breve o assustador recorde de 200 mil mortos pela covid.  Amarguras e decepções do ano velho insistem em perdurar em 2021.

MEU AMIGO GÉRSON – Com 76 anos, em toda minha longa vida de boleiro, ainda me garanto jogando duas “peladas” por semana. Suspensas por causa da pandemia.  Sei o perfume que a bola gosta, vi grandes jogadores atuando. Destaco cinco deles, a meu ver craques extraordinários, eternos e inesquecíveis: Gerson, Pelé, Garrincha, Nilton Santos e Maradona.

Gerson Nunes, o cerebral meia-armador que encantou o mundo jogando com personalidade, objetividade e inteligência, completa 80 anos de idade, no próximo dia 11. Uma segunda-feira com céu estrelado. Corais de anjos saudarão o formidável Gerson. Niterói em festa.

O “Canhotinha de Ouro” antevia as jogadas. Antes de receber a bola já sabia o que fazer com ela. Seus passes longos e precisos foram fundamentais para a conquista do Tri, no México.

DEPOIS DE DIDI – Há 50 anos Didi, outro fantástico jogador, com quem Gerson aprendeu muito, passou o bastão de meia-armador para ele. Há 50 anos! Hoje, incrível, Gerson ainda não encontrou substituto. Não encontrou tanto nos clubes, nem na seleção pentacampeã do mundo.

Gerson, também conhecido como “Papagaio”, enxergava o jogo como ninguém. Dentro de campo, com maestria, alterava o posicionamento de determinado companheiro, para fugir da forte marcação homem a homem do adversário. Facilitando a penetração e a alternância de jogadas de outros colegas. 

GRANDE COMENTARISTA – Gerson tinha visão de jogo e conhecimento tático. Hoje, como comentarista da rádio Tupi, analisa o jogo com igual precisão. Tem canal no Youtube e página no Instagran. Critica e elogia com autoridade e respeito.

Aliás, seus elogios e críticas servem de forte estímulo para todo jogador que se preza. Gerson é personalidade sempre ouvida e consultada por todos que atuam no futebol e gostam do bom jogo. É cidadão exemplar. Dedicado chefe de família.

Os que conhecem Gerson e convivem com ele sentem orgulho de ser seu amigo e admirador. Entre os quais me incluo, com honra, alegria e prazer. Forte abraço, mermão! Muita saúde e vacinas. A galera da “pelada” “Amaralzão” também te saúda.

ANALFABETO POLÍTICO – Por fim, o jornalão Folha de S. Paulo publicou meu comentário sobre um artigo publicado na seção Tendências/Debates, na segunda-feira, sob o título “Por uma nova Constituição”. Dei a seguinte opinião e não mudo uma vírgula:

“Só mesmo amestrados políticos, como Ricardo Barros (PP-PR), têm o descaramento de defender tal sandice”.

Sem vacinas e sem seringas, o governo lança bordão da incompetência e da desfaçatez

Lançamento do Plano Nacional de Operacionalização da vacina contra a Covid-19 – Foto: Ministério da Saúde

Bolsonaro e seu ministro da Saúde não usam máscaras

Vicente Limongi Netto

O governo anuncia o bordão “Brasil imunizado”. Descarada pantomima bolsonarista. Na realidade, sem vacinas e sem seringas, o país dispõe de outros irretocáveis bordões: Brasil ultrajado, vilipendiado, atrasado, humilhado, castigado, rasgado, destrambelhado, desfigurado, desrespeitado, desatinado, desgraçado, achincalhado, desacreditado, desgovernado, desativado, desonrado, desarticulado e envergonhado.

É de pasmar. Não é piada nem notícia falsa. O governo do incompetente, inconsequente e calamitoso Bolsonaro anuncia que só conseguiu comprar inacreditáveis 2,8% de seringas e agulhas, para começar a vacinar milhões de brasileiros.

VEJAM O QUE ESCREVI – Nessa linha, recordo trecho do que escrevi dia 23, aqui, na “Tribuna da Internet”, saudando a chegada da vacina: “Não esqueça de trazer milhões de seringas. Você conhece a má fama do Brasil. Deixamos tudo para a última hora. A improvisação e o amadorismo estão em todas as partes. Sobretudo nos gabinetes dos graduados burocratas”.

Também escrevi a seguinte nota, em dezembro de 2019, e não mudo uma vírgula: “Discordo do colunista Ancelmo Gois (01/12) quando disse, tratando de cinema, que o então presidente Collor “praticamente acabou com a produção nacional”. Na verdade, Collor acabou com a Embrafilme, antro de picaretas, mesquinhos e gulosos patrulheiros, manjados cineastas e produtores interessados apenas em forrar o próprio bolso”.

E recentemente, escrevi o seguinte: “O técnico português Ricardo Sá Pinto foi demitido do Vasco porque deu mole. Prometeu que os atletas jogariam sempre duros contra os adversários, mas fracassou”.

FELIZ 2021, MAS… – Rogo para que 2021 traga mais realizações e menos desilusões. Mais amor, menos desamor. Mais ternura, menos amargura. Mais paixão, menos compaixão. Mais alegria, menos tristeza. Mais tolerância, menos impaciência. Mais solidariedade, menos rancor. Mais empatia, menos antipatia. Mais educação, menos estupidez. Mais vacinas, menos politicalha e torpeza. Mais abraços, menos despedidas. Mais compreensão, menos arrogância. Mais fé, menos pessimismo. Mais emprego, menos fome e miséria. Mais diálogo, menos deboche. Mais atitude, menos acomodação

No entanto, com o terrível aumento do desemprego e devido ao fim do auxílio emergencial, antevejo, com tristeza, que muitos brasileiros precisarão roubar mercados ou recorrer a latas de lixo, em busca de alimentos, como os norte-americanos na Grande Depressão do século passado. Um Ano Novo nada venturoso.

Enquanto o falso Messias tripudia sobre a tragédia alheia, um anjo chamado Lili renasce no Natal

A charge de Luff mostra como Bolsonaro é visto na Alemanha

Vicente Limongi Netto

Perdão, mas não posso deixar de me indignar com tanta hipocrisia, covardia e incompetência. O apalermado Messias de plástico continua debochando dos brasileiros e tripudiando em cima das normas de saúde. Desta vez, indagado sobre o atraso da vacina no Brasil, o antimáscara praguejou: “Não dou bola pra isso”.

Por sua vez, dezenas de países já começaram a vacinar a população. O Brasil segue comandando o atraso. Saudaremos o Ano Novo humilhados aos olhos do mundo, pela incompetência do irrecuperável “mito” das trevas.

A VITÓRIA DE LILI – Enquanto o falso Messias desprezava a desgraça alheia, que levou para o túmulo até a avó de sua mulher, em Belo Horizonte o anjo Lili voltava para casa, na véspera de Natal. Com 101 anos de idade, Maria Auxiliadora Melo de Aguilar, a Lili, como gosta de ser chamada, venceu o coronavírus.

Mostrou ser fortaleza de ternura, paz, esperança e amor.  Aplaudida, deitada na maca, com gorro de Mamãe-Noel na cabeça e boneca no peito, dona Lili recebeu alta, após passar 2 dias  hospitalizada em BH.

“Melhor presente de Natal, mais do que imaginei”, comemorou aliviada sua filha Naneth Aguilar.

A MORTE DA JUÍZA – Inacreditável e surreal: precisou uma juíza ser assassinada pelo ex-marido, na frente das filhas, para finalmente a atitude covarde e brutal que se alastra pelo país merecer o repúdio e a indignação de vozes poderosas do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça.

Como mais nada causa estranheza e perplexidade no louco, hipócrita e perverso Brasil, é provável que membros do Legislativo e do Executivo também exibam colossal repudio contra o feminícidio, caso ocorra semelhante tragédia com alguém de suas famílias, é claro. Francamente. Oremos.

Quando ela enfim chegar, será festejada pelos brasileiros, e todos dirão: “Vacina, eu te amo!”

NoIgnorancia Nuestra tristeza necesita empatía, no ignorancia Nuestra  tristeza necesita empatía, no ignorancia (con ...

Charge do Adão (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Olá, vacina. Onde você andava? Sei que tua missão é árdua. Tua presença no mundo é mais requisitada do que Papai Noel. Dê um jeito. Coloque o Brasil na agenda. A agonia da pandemia destrói famílias, empregos e sonhos. Até mesmo os mais fortes suplicam por você. Seja generosa. Será bem-vinda. Não se acanhe.

Despreze a brigalhada torpe da politicalha.  Será recebida com glórias. Foguetórios e cantorias. Por anjos e crianças. Por idosos que não perdem a esperança.  Em carreatas de ambulâncias e sirenes de bombeiros. Você poderá entrar em todos os lugares. Sem pedir licença.

DE BRAÇOS ABERTOS – A maioria esmagadora dos brasileiros estará esperando por você de braços abertos. Feliz e emocionada. O Cristo Redentor será teu guia e tua luz. Não esqueça de trazer milhões de seringas, que “as autoridades” esqueceram. Você conhece a má fama do Brasil. Deixamos tudo para a última hora. 

A improvisação e o amadorismo estão em todas as partes. Sobretudo nos gabinetes dos graduados burocratas. O ocupante de plantão do Palácio do Planalto é bizarro e birrento. Bateu o pé, igual criança que não quer comer. Garante que não deixará você chegar perto dos braços dele. Destrambelhado estrupício. 

Não perca tempo com ele. Vá em frente. Vacine quem queira. Venha logo. Não demore. Você é a mensageira do amor. Da paz, da harmonia e do sossego.

NÃO HÁ RACISMO? – Deplorável, cretino e covarde o depoimento do “técnico” Mano Menezes, segunda-feira, no Jornal Nacional, isentando o atleta do Bahia no episódio de racismo contra Gerson, jogador do Flamengo. E pensar que o despudorado e vexaminoso Mano já foi técnico da seleção brasileira…

Por fim, no  editorial “A destruição da política externa”( Estadão- 20/12), Celso Lafer é citado como ex-ministro das Relações Exteriores do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Porém, Lafer também ocupou o mesmo posto no governo Collor de Mello. Por que a informação foi sonegada ao leitor? Por acaso o jornal quer reescrever a história republicana? Ou trata-se, apenas, de reles preconceito e torpe rancor contra o então jovem presidente da República que lutou para tirar o Brasil das amarras do atraso? Francamente, jornalismo ruim é isso aí.

As provas do caso Abin são desmoralizantes e só resta a Bolsonaro atacar a imprensa

Bolsonaro usando a imprensa

Charge do Duke (dukechargista.com,br

Vicente Limongi Netto

Paladinos de barro do Palácio do Planalto usam da intimidação, arma dos fracos e sem argumentos, na torpe tentativa de desqualificar a matéria da revista “Época”, que revelou, com fatos abundantes, que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) forneceu relatórios aos advogados do senador Flávio Bolsonaro, para ajudá-lo no inquérito das “rachadinhas”.

Aos desesperados alquimistas palacianos só resta uma melancólica saída, diante da verdade mostrada na reportagem de Guilherme Amado: exibir ao público e ao Supremo um rosário de falsa e hipócrita indignação, porque os fatos falam por si.

CULPA DA IMPRENSA – Sem poder responder à Época, o destemperado Bolsonaro voltou a atacar a imprensa. Em solenidade na Policia Militar do Rio de Janeiro, recomendou aos policiais que não acreditem no que a imprensa publica. Patética, deplorável e absurda sandice, mais uma, de um chefe da nação que deslustra o cargo.

Escrevi, a propósito, sobre o assunto, em artigo também na Tribuna da Internet do dia 26 de agosto. Ponderei, entre outras coisas, que Bolsonaro deveria respeitar os outros. Se quiser ser respeitado. Aprender a conviver com o contraditório. Adquirir bons modos. Evitar ser grosseiro e mal educado. Cansamos de suas diatribes. Não trate jornalistas como se fossem seus vassalos. Pare de pisar nos outros. Troque de remédios. Tudo indica que os que usa estão vencidos.

E o “mito” aloprado reiterou que não vai tomar vacina. Posso reforçar,  então, o que escrevi, aqui na Tribuna da Internet, dia 2 de dezembro.  Problema dele. Sobrarão vacinas para brasileiros que respeitam as normas sanitárias.

CAFAJESTE ENGRAVATADO – As imagens são claras, repugnantes e irrefutáveis. Local:  plenário da AssemblEia Legislativa de São Paulo.  O cafajeste engravatado, deputado  Fernando Cury (Cidadania).  aproxima-se da deputada Isa Penna( PSOL).

Sorrateiro, pelas costas, esfrega-se no corpo da parlamentar e coloca a mão boba no seio dela. Constrangida, ela repele a torpeza do cretino.

E o trêfego Cury ainda  teve o descaramento de declarar que não fez nada de errado. É a pandemia, gerando ordinários e patifes.

BAGAÇO DE LARANJA – Pense com carinho, sem pressa, esfrie a cabeça. Tem horas que a saúde e o conforto da família são mais importantes. No trabalho, você se dedica, se esfola e, geralmente, no fim, é tratado como laranja. O patrão chupa e joga os bagaços na nossa cara. Jamais passei por tais constrangimentos, embora tivesse gênio explosivo e pouca paciência com serviçais de donos de empresas. Muito menos com poderosos calhordas, encrustados nos ministérios, no executivo e no legislativo, que pretendiam monitorar ou conduzir a informação a gosto deles.

Jamais dobrei a espinha para calhordas, pulhas e falsos democratas. Como chefe, sempre apoiei repórteres. Porque nunca deixei de ser um deles. São eles que colhem notícias. São eles que fazem  o jornal, a revista, o rádio e a televisão. Tive o prazer de conviver e trabalhar com mestres. Aprendi muito com eles. 

Belo dia, por ordem da matriz,  fui sacado da chefia de reportagem porque fiquei do lado do repórter contra exigência torpe e canalha de um estúpido  burocrata do Ministério das Comunicações.

AMADURECIMENTO – Nunca me arrependi da minha atitude.  Com o tempo, com esposa, filhas e netos, vamos amadurecendo.  Respiramos mais, antes de possíveis desatinos. Permaneço, até quando Deus permitir, nos calcanhares dos venais, hipócritas, canalhas, oportunistas e patrulheiros em geral. Estão em todos os lugares.

Ocupam cargos altos. Cretinos, incompetentes e covardes. Inimigos da liberdade de informação. Detestam o contraditório. Ameaçam empresas. Se julgam donos da verdade, éticos e santos. Morro de rir.

A bruxa do mal e da subserviência morde, espanta, ronda e assassina chefes de famílias. Cuidem-se. Tenham saúde, luz e nervos de aço.

A pandemia aumenta a miséria e muitos brasileiros têm de esperar mais um feliz ano velho

DOIDOS ABRIDORES-VERSÃO BLOGGER: FRASES DE MANDELA,GABRIEL GARCIA MARQUEZ,JUNG,KARL MARX,PICASSO,BETINHO,CHARGE DE QUINO,E ETCVicente Limongi Netto

A pandemia aumentou a miséria. Milhões de brasileiros não têm nada para comer. Pesquisa do IBGE revela números assustadores e cruéis. A fome e a miséria liquidam ilusões. Afrontam sonhos. Humilham o ser humano. A ausência de higiene, roupas, moradia e escola aumenta a desesperança. Perpetua a dor. Devora famílias. Destrói o futuro. Desespera a alma. Crianças sujas, com fome e maltrapilhas, choram ouvindo a avó agoniada  dizer que não tem comida em casa.  A aflição de pais desempregados esmaga corações. Doações escassas amenizam o sofrimento e a humilhação.

Criança alimentada é feliz. Criança com fome é consumida pela infelicidade da miséria. Sem forte e urgente ajuda dos governantes, o quadro desalentador não será alterado. Quem tem fome não sabe o que é dia radiante. Desconhece bonanças. Só pede a Deus que os ventos dos anjos tragam pratos de comida. E não pode esperar mais um feliz ano velho.

DUAS NOTAS ZERO – A primeira vai para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, exibe, sem constrangimento nem pudor,  colossal vocação para recadeiro engravatado  do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. A ordem para o recruta Caiado é bater em João Dória.  Caiado ainda não juntou os cacos e os caroços de piqui, da derrota eleitoral para Maguito Vilela, na disputa para a prefeitura de Goiânia. Não devia se meter nessa briga.

A segunda nota zero vai para o jornalismo esportivo francês, que surtou ao anunciar uma inviável  e inacreditável seleção dos sonhos de todos os tempos. Bando de brincalhões fantasiados de papai-noel. O torcedor exigente e isento, que realmente conhece futebol, jamais escalaria uma legítima seleção de eternos craques, sem as presenças de Gerson, Nilton Santos, Garrincha, Rivelino e Di Stefano.

MENSAGEM DE LUZ – Por fim, a presença de uma amizade da vida inteira, que muito me honra e engrandece, com a família do saudoso ex-governador Gilberto Mestrinho. Pela passagem de meu aniversário, d. Maria Emília Mestrinho, a viúva do querido amigo, me enviou uma mensagem de luz:

Receba amigo de fé, dia do seu aniversário, o carinho, admiração e respeito por ser Vicente Limongi Netto da maneira que é. Amigo dos amigos nos bons e difíceis momentos da vida. Entre tantas qualidades, essa me toca muito. Receba um abraço do tamanho do Amazonas. Do coração. (as.) Maria Emília Mestrinho. 

No desfile do carnaval da política, o bloco Mascarados do Planalto sai em busca de novos serviçais

Charge do Kacio (Portal Metrópoles)

Vicente Limongi Netto

Sem carnaval, por causa da pandemia, foliões engravatados começaram a esquentar as canelas para o baile das eleições na  Câmara e no Senado. O deputado  Rodrigo Maia lidera  o bloco dos independentes, que desfilam fantasiados de Legislativo Valorizado. Sem dobrar a espinha para o Palácio do Planalto. 

O bloco adversário, com o deputado Arthur Lira, promete brincar o carnaval com a original fantasia de sabujos. Bordada com paetês, cristais, plumas  e confetes, para  agradar Bolsonaro. 

REI MOMO ALCOLUMBRE – No Senado, o Rei Momo Davi Alcolumbre bate tambor, no  barracão dos fantoches. Para ver quem  será o serviçal  escolhido para servir de pasto, na presidência da Câmara Alta, aos interesses da reeleição de Bolsonaro.  Nas arquibancadas virtuais, o povo vaia a colossal pantomima.

Ao mesmo tempo, chegam a ser descarados  e assustadores  os lances de idas e vindas do governo, através do Ministério da Saúde e da Anvisa,  visando atrapalhar e atrasar a anunciada decisão do governador de São Paulo, João Doria, de  iniciar no próximo dia 25 de janeiro a inédita e aguardada vacinação contra o coronavirus.

O objetivo de Bolsonaro, usando  a vacina como palanque eleitoral e inacreditável jogo politico baixo, é fragilizar e   desmoralizar a campanha de Dória rumo ao Palácio do Planalto.

HISTORIADORES FELIZES – Têm farto material sobre as patetices e grosserias de Bolsonaro.  Por insensibilidade e falta de bom senso, chamou a Covid-19 de “gripezinha”. Não admitiu ser advertido pelos governadores que a pandemia era grave e se espalhava diariamente. Desfila pelo Brasil sem máscara. Faz questão de afrontar as normas sanitárias. As trapalhadas do “mito” são infindáveis. Para enumerar todas elas, precisaria usar várias máscaras de uma vez. Para me proteger das parlapatices do chefe da nação e minha própria saúde.

Agora, outra descomunal tolice. Bolsonaro declarou, com a maior cara de pau, que “o Brasil está no finalzinho” da pandemia”. É de pasmar. O vírus está matando brasileiros mais do que antes. A situação beirando o caos. Hospitais lotados. Infectados nos corredores. Lamento, isto sim, que o desastrado governo dele é que não esteja no “finalzinho”.

CORREIO BOBEOU – O Correio preferiu não acreditar na minha análise sobre o caso Davi Alcolumbre, na qual previ o que aconteceria no Supremo e analisei a trajetória desse estranho personagem saído ninguém sabe de onde.

O jornalão de Brasília jogou fora informações seguras e isentas. Pelo jeito, leitores e colaboradores não pode antecipar fatos que “pertencem” aos colunistas do jornal.

Morro de rir. Isso é patético, medonho e inacreditável. E não é jornalismo, conforme faz a Tribuna da Internet, que publicou com grande destaque o meu artigo, sob o título sugestivo de “Manobra para reeleger Davi Alcolumbre no Senado é intromissão indevida que cheira mal”

Manobra para reeleger Davi Alcolumbre no Senado é intromissão indevida que cheira mal

Davi Alcolumbre pede a Bolsonaro que acene com bandeira branca | Congresso  em Foco

Bolsonaro usa Davi Alcolumbre como se fosse uma marionete

Vicente Limongi Netto

Nos meus bons tempos de repórter político, lá se vão 40 anos,  o Palácio do Planalto não metia o bedelho nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado. Os vencedores, apoiadores ou adversários do governo, tinham como foco principal os interesses do país. Zelavam pela governabilidade. Não abriam mão da independência do Legislativo. Hoje, no Senado, o roliço Davi Alcolumbre faz das tripas coração para ser reeleito presidente.  Em trama imoral. Tudo indicando que com o endosso do Supremo.

Trágico, patético e vergonhoso.  Se não colar com Alcolumbre, Bolsonaro saca o plano B. Vai com Eduardo Gomes(MDB-TO), líder do governo no Congresso.

VELHAS PRÁTICAS – A “nova política” de Bolsonaro não quer arriscar. Prefere um parlamentar dócil e servil na presidência do Senado, ao invés de um político de verdade, aberto ao diálogo, mas que não dobra a espinha para os poderosos de plantão.

Semelhante raciocínio é adotado pelos alquimistas palacianos, para a Câmara Federal.  Bolsonaro prefere ver o diabo pela frente do que Rodrigo Maia reeleito presidente. Nessa linha, joga todas as fichas no deputado Arthur Lira, denunciado pelo O Globo e Estado de São Paulo como “rei das rachadinhas” quando era deputado estadual em Maceió.

O clã Bolsonaro já tem um prendado rebento tido como adepto de “rachadinhas”, na época em que o senador Flávio Bolsonaro era deputado estadual no Rio de Janeiro. Tudo em casa. Todos boa gente.

UM GRANDE EXEMPLO – Casagrande bateu um bolão, referindo-se a Maradona. Sem meias palavras, o ex-jogador e comentarista foi exemplar e verdadeiro. Alertou os pais para a tentação das drogas.  Conversem com os filhos. Evitem que sejam contaminados por más companhias. Afastem-se dos falsos amigos.

Revelou que não naufragou totalmente diante do perigo e da ilusão das drogas, como ocorreu com Maradona, porque contou com a solidariedade da família, dos médicos, do amigos e da Rede Globo.

Como dependente químico, a luta de Casagrande tornou-se diária e dolorosa. É movido e grato pela força de Deus.    Casagrande foi taxativo: “O objetivo das drogas é causar derrotas humanas”.

E A PANDEMIA? – Enquanto Bolsonaro e alquimistas do Palácio do Planalto ocupam o tempo cuidando da distribuição de cargos para apaniguados do “Centrão”, o governador João Dória prefere anunciar que São Paulo começa a vacinar a população contra o covid-19 em janeiro. Atitude saudável e bem vinda de Dória, valiosa para alavancar sua candidatura a Presidência da República. Que Deus o ilumine.

Por fim, é inexplicável, injustificável e patético a mídia tirar Cristovam Buarque das catacumbas, para repercutir notícias. O pior, com opiniões rasas, sem brilho, ressentidas e melancólicas.  Próprias dos fantasmas políticos.

 Parece até que Brasília não tem homens públicos em atividade capazes e qualificados para tratar com competência dos mais variados assuntos. Francamente.

Depois da festa da eleição, vem aí o humilhante e patético pires na mão, porque os municípios estão quebrados

TRIBUNA DA INTERNET | A crise está se agravando e muitas prefeituras não demoram a entrar em falência

Charge do Léo Correia (bocadura.com)

Vicente Limongi Netto

Mãos à obra para eleitos e reeleitos. É preciso trabalhar pelos anseios do povo. Mas prefeito do interior e das capitais não respiram sem apoio dos vereadores. Também precisarão unir esforços aos governadores e às bancadas federais e estaduais. Sem ação integrada, não conseguirão realizar e produzir nada, porque praticamente todos os municípios estão quebrados, com mais despesas do que receita.

Nessa linha, não demora e começará a romaria aos ministérios e autarquias. Com a pandemia, a solução é levar os pleitos pelo sistema virtual. Depois, ao vivo, com pires nas mãos, sebo nas  canelas  e choradeira.

NO PLANALTO… – Premiando a árdua caminhada a Brasília, alguns terão o privilégio de ser recebidos pelo Presidente da República. Ele, que tem a caneta poderosa com tinta.

Nenhum chefe da nação, mesmo o atual, de temperamento difícil, cometerá a asneira nem a infâmia de prejudicar Estados e municípios, mesmo que sejam administrados por adversários políticos.

Se agir assim, sendo inclemente, estará dando tiro no próprio pé. E depois irá saindo de cena, sem dó nem piedade, do sonhado jogo político de 2022.

OUTRAS NOTÍCIAS – Venceu o melhor: Petrus Elesbão, o atual presidente, elegeu o sucessor, para a presidência do Sindilegis, que representa os servidores do Legislativo e do Tribunal se Contas em Brasília. É o técnico federal de Controle Externo, Alison Souza. Esta é a primeira vez, em 32 anos de Sindicato, que a presidência da entidade será exercida por um servidor do Tribunal de Contas da União. Os demais eleitos da chapa vencedora também foram apoiados por Petrus Elesbão. Alison Souza era vice-presidente na gestão isenta, firme e competente de Elesbão..

Gerson Nunes, está feliz e orgulhoso. O canhotinha de ouro do tri, o eterno gênio do futebol, está deitando e rolando nas redes sociais, exibindo o talentoso Michel, cria do projeto Gerson, que acabou de sagrar-se campeão sub-20 pelo Botafogo. Vídeo completo no youtube.com/canhotinha 70

Por fim, o birrento e falastrão super-homem Bolsonaro bate o pé. Garante que não tomará vacina contra o coronavírus. Ótimo. Problema dele. Sobrará vacinas para brasileiros que respeitam as normas sanitárias.

Reforma mantém privilégios da elite dos três Poderes e destrói conquistas dos servidores

Charge reproduzida do Arquivo Google

Vicente Limongi Netto

Excelente o teor da entrevista do presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas da  União (Sindilegis), Petrus Elesbão (Eixo Capital- Correio Braziliense- 26/11). Sem meias palavras, firme,  isento  e esclarecedor, como todo bom líder sindical, Elesbão manifesta preocupação e repúdio com relação a proposta da Reforma Administrativa enviada pelo governo ao Congresso.

A seu ver, “sem a estabilidade do servidor, o Brasil voltará a ser um império travestido de democracia”. Em defesa de seus argumentos, Petrus salienta estudo do consultor Petrônio Portella Filho, publicado no Correio Braziliense, mostrando que, em 2018, o governo federal gastou 12% da despesa total com funcionalismo, enquanto a média mundial era 22% e a média na America Latina alcançou 23%.

VAMOS CORTAR ISSO? – “A maioria dos servidores atua em serviços essenciais, como saúde, educação e segurança. “Vamos cortar isso?”, indaga, perplexo, o presidente do Sindilegis.

Petrus enumera mais preocupações da entidade: “Não podemos aceitar a privatização do Estado; a flexibilização da estabilidade; o ingresso no serviço público sem concurso; a exclusão dos militares, juízes, parlamentares e Ministério Público”, assinala, acrescentando que não podem ser aceitos também “os superpoderes dados ao presidente, que não cabem numa democracia”.

Elesbão afirma que sua gestão à frente do Sindilegis, entre outras medidas saudáveis, “rompeu com as práticas do velho sindicalismo. Nosso trabalho se resumiu em quatro palavras: combate, gestão, transparência e modernidade”, concluiu.

NATAL DE SEMPRE – “Tem uma moeda aí, tio?”. É o clamor de crianças e adolescentes. Mãos estendidas. Vozes trêmulas.  Olhos tristes. As   caixinhas de sapatos ou latas de leite compõem o cenário humilhante e melancólico desta época do ano, em todo o Brasil.

Significam esperança de algo para comer. De um natal menos sofrido. Marcam a linha da fome e da miséria. Chegam juntas. Semáforos, estacionamentos e portas de restaurantes e lanchonetes fazem das caixinhas e latas o porto da gratidão à espera de bondosos corações.

Denúncia anônima ao Ministério Público do DF é repudiada pela direção do Sindilegis de Brasília

Ex-jogadora de vôlei, Leila, é eleita senadora pelo DF

Senadora Leila Barros se reuniu com direção do Sindilegis

Vicente Limongi Netto

A diretoria do Sindilegis repudia, com veemência, publicação de “denúncia anônima” no Ministério Público do Distrito Federal, contra a entidade, publicada no Blog do Servidor, no último dia 13.  É patético e estranho que a repórter que deu a “notícia” tenha esquecido normas básicas do jornalismo, não checando a veracidade da suposta denúncia, que virou fake news descarada e covarde. 

É lamentável a falta de escrúpulos e bom senso, porque enfraquece o Sindicato e desgasta a imagem do servidor, em plena batalha contra a reforma administrativa. Além de tirar do sindicalizado o direito de escolher livremente seus representantes.

DENÚNCIAS FALSAS – A  farsa foi urdida pela ex-colaboradora do Sindilegis,  Loisse Galina, demitida em 2018 pela atual diretoria da entidade. Loisse é funcionária da Central do Servidor Público, entidade da qual o Sindilegis foi filiado até 2018, e coordenadora da campanha da chapa 2, que disputa as eleições no Sindilegis, marcadas para o próximo dia 30.

Loisse tentou convencer Marina Noleto, também ex-colaboradora do Sindilegis a participar da trama. Marina teria que forjar e apresentar uma série de denúncias mentirosas relacionadas com o Sindilegis, na tentativa de enfraquecer a atual diretoria.

Em troca, Marina teria o emprego de volta, no Sindilegis. Mas a leviana Loisse Galina errou o alvo. Marina recusou a deslavada e imoral proposta, mostrando ser pessoa íntegra.

ALGUMAS PERGUNTAS – O rosário de sujeiras e sórdida munição da “galera da oposição”, como Loisse tentou convencer Marina, não terminou. Algumas perguntas exigem resposta para a operosa classe dos servidores.

Por que o presidente da Auditar (União dos auditores federais de Controle Externo),  Wederson Moreira,  e o vice-presidente da Alesf (Associação dos consultores do Senado Federal), Fábio Gondin,  participaram da sórdida conspiração contra o Sindilegis, concordando  com o arsenal de baixarias da coordenadora da chapa da oposição, encabeçada por Wederson Moreira?  

Por que Wederson e Gondin insistem em denegrir a imagem do Sindilegis? 

DIZ A SENADORA – Paralelamente, diretores do Sindilegis foram recebidos pela senadora Leila Barros (PSB-DF) para tratar de assuntos relacionados com a reforma administrativa, programas de valorização e reconhecimento do servidor, projetos sociais nas áreas de educação, esporte e cultura e ações sociais de combate ao machismo e feminicidio.

“Estamos aqui para construir pontes. Prometo que, com responsabilidade e equilíbrio, vocês serão sempre ouvidos”, garantiu a senadora Leila Barros ao grupo.

“A mulher é a chama infinita do amor clareando o dia”, diz o poeta Vicente Limongi Netto, que completa 76 anos hoje.

Blog do Saïd Dïb: Aniversário do nosso querido Vicente Limongi Netto. Parabéns!

Maria e Limongi estão casados há 48 anos

Paulo Peres
Poemas e Canções

Nascido em Manaus, Vicente Limongi Netto foi morar em Brasília há mais de 40 anos e se tornou um dos jornalistas e poetas mais queridos da cidade, famoso peladeiro e autor de “Brasília, parceira amorosa do vento”. Nesta sexta-feira, dia 20, Limongi completou 48 anos de casado com a cearense Maria Wrilene, e hoje, dia 21, comemora seus 76 anos, junto com a família e os amigos. Sobre esses aniversários seguidos, o jornalista diz que são momentos em que recorda Adélia Prado: “Não tenho tempo para mais nada/ ser feliz me consome”. Em homenagem ao amigo, publicamos o mais recente poema que fez para sua doce Maria.

MULHER, A RAZÃO DE VIVER
Vicente Limongi Netto

A mulher é o céu,
a nuvem, o vento,
o sol que não se apaga.
É o fogo brilhando,
o encantamento,
o sublime nos olhos.

É a luz eterna,
o fôlego que ensina,
o perfume da alma.
É a flor valorosa,
o estalo da vida,
o prazer do convívio.

É o sonho acalentado,
a pureza da vida,
o sentimento do amor.
É o culto da ternura,
o bálsamo que alivia,
o sorriso que comove.

É a paz que nos vence,
o sopro que fascina,
o castelo da fé.
É o berço da ternura,
o porto divino do amor,
é conviver no paraíso.

É a chama infinita do amor
clareando o dia.

A surpreendente eleição municipal deixou um rastro de perguntas que não têm respostas…

Eleições municipais 2020

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Vicente Limongi Netto

Deixo para analistas e cientistas políticos responderem emocionantes perguntas que permanecerão borbulhando e ocupando espaços no segundo turno das eleições municipais. Muitas delas servirão de avaliações e estudos para o pleito nacional de 2022 Por exemplo: Bolsonaro terá bala na agulha, ou pólvora, para alavancar Marcelo Crivella contra Paes? Lula mostrará a cara para ajudar Boulos?

O PSOL realmente tornou-se herdeiro político do PT? Por que dois senadores, ainda com mandato de 7 seis anos, disputaram eleições para prefeitos? Um deles, do PT, teve votação medíocre. Por que o candidato de Bolsonaro, em Manaus, teve votação bisonha?

SEM “MEA CULPA?” – O presidente escolheu errado,  inclusive quem não é do ramo , e subestimou políticos tradicionais que acabaram indo para o segundo turno? Bolsonaro não vai fazer “mea culpa” por largar na chuva o partido pelo qual se elegeu, e que saiu chamuscado do pleito municipal?

Carluxo, filho de Bolsonaro, reeleito para vereador, no Rio de Janeiro, com menos 36 mil votos do que na eleição passada, vai entrar com vontade na campanha de Crivella? Bolsonaro vai mudar de estratégia política, para se recompor, emocional e politicamente, e encarar o duro pleito de 2022?  As urnas  responderam as destrambelhadas afirmações de Bolsonaro, sobretudo aquela contra a vacina, que estarreceram os brasileiros? É tanta coisa para perguntar…

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NOVO PUXÃO DE ORELHA DA NETA DESAPONTADA

Olá, vovô Jair. É a Geórgia, novamente.  Perto dos 5 meses, zangada com você. Pronta para dar-lhe bons puxões de orelhas. Nos banhos de sol, na pracinha, faceira e bela, dentro do carrinho, com a babá,  ouço  um monte a seu respeito. Palavras duras. Recheadas de cabeludos palavrões.  Quando cheguei, vovô, embrulhada como anjo, de um lugar encantado, estrelado e  florido, anunciei que vinha para botar ordem no seu cotidiano. Adoçar seu coração. 

Pedi, ponderei, implorei para você frear a língua. Parar de insultar as pessoas. Amaciar seu gênio explosivo e autoritário. Até generais estão desapontados com suas atitudes toscas. Deixe de ofender quem discordar de você.

Em vão. Minha beleza está cansando, vovô. Seu desprezo e palavras amargas contra a vacina foram deploráveis. Não satisfeito em praguejar abissal estupidez, afrontou os brasileiros, chamando-os de maricas. As urnas repudiaram suas afrontas. Santo Deus, vovô. Estou corada de vergonha.  Seus atos descontrolados e desatinados apequenam o importante e poderoso cargo que você ocupa. 

Bote na cachola que quem não respeita os outros não merece ser respeitado. Mais amor, vovô, menos rancor.  Mais diálogo, menos insultos. Reitero o que pedi a você assim que cheguei: dê bons exemplos. Menos grosseria, vovô. Mais generosidade. Caso contrário, sua longa caminhada até 2022 permanecerá espinhosa. Pesquisas costumam errar. Fique com Deus. Saúde e luz. Te amo, vovô Jair.

A emoção de viver e votar indica que, após a pandemia, haverá mais fraternidade no mundo

Pin em positivoVicente Limongi Netto

Sinto-me honrado e estimulado. Enfrentando  a dolorosa   pandemia com exortações e pensamentos semelhantes aos do  Nobel de literatura, Mário Vargas LLosa. Considerado o maior escritor vivo da América Latina, LLosa afirmou para a revista Veja na semana que passou: “O mundo sairá melhor”. Frisou que “a pandemia vai nos tornar menos arrogantes.”. Nessa linha, peço licença para recordar o que escrevi, 6 de junho, portanto, há seis meses, aqui na nossa autêntica Tribuna da Internet, com o título ” Depois da pandemia, o mundo certamente vai mudar, para haver mais fraternidade”.

Afirmei, antevendo, sem subterfúgios: A arrogância, o egoísmo e a intolerância perderão o sentido. Hábitos serão filtrados; espíritos, serenos e pacificados. Haverá mais respeito as pessoas. O  ser humano, na hora de se reinventar, terá que lutar para expulsar de dentro de si os sintomas do medo, da vaidade, da exploração, do pânico e do pessimismo.

Precisará encher os pulmões de esperanças. Corações afoitos seguramente ficarão mais próximos da paz e do amor ao próximo. Salientei, concluindo: “A solidariedade, tão presente e marcante na atual quadra do vírus, permanecerá com lugar cativo nos corações”.

VOTAR É VIDA. Rejuvenesce o sorriso. Atrai bons fluidos. Dignifica o cidadão. Enriquece a democracia. O voto é a luz na escuridão. Oxigeniza o coração. O voto é espetáculo sublime. Nesse sentido, é oportuno frisar o trecho do editorial “Hoje é dia de mudança” (CB-15/11): “Devemos votar em pessoas sérias e comprometidas com os anseios da sociedade”.

Ana Dubeux, por sua vez, na mesma edição do Correio Braziiense, no artigo “O valor do voto”, enfatiza, alertando: “Daqui a pouco, tem eleições para governadores, congressistas e presidente. A escolha de agora reflete-se no amanhã”. Perfeito.

Nessa linha, em 2022, se Deus permitir, com 78 anos, dormirei com o título de eleitor debaixo do travesseiro. Irei votar barbeado. De roupa e sapatos novos. Convencido de que não errarei novamente.

JOGO SUJO – O destrambelhado Bolsonaro está se esmerando no jogo político sujo e torpe. Mandou serviçais desprezíveis como o deputado Marco Feliciano, jogar as patas imundas no vice-presidente Hamilton Mourão.

Praticante de hipismo, o sereno e patriota Mourão sabe que o castigo vem sempre a cavalo. 

Com notícias boas e ruins, a politização da vacina e a certeza de que este país vai mudar

Governo do AM prevê chegada de vacinas contra Covid-19 a partir de janeiro | Amazonas | G1

As vacinas são uma dádiva, não podem ser politizadas

Vicente Limongi Netto

As letrinhas do Correio Braziliense( 10/11) refletem a vida. Fatos indicam esperanças. Nada é escamoteado. Desatinos esmagam o bom senso: Idosos vencem o vírus. Olhos amorosos e sorrisos abertos.  Renasceram para a vida. Maria na frente, sempre. Rouxinóis do cerrado brasiliense  encantando no The Voice. Torcida vibrante para Leyilane Carla e Larissa Vitorino.

O técnico Rogério Ceni troca o Fortaleza pelo Flamengo na hora certa. Plantou e colheu bons resultados no futebol cearense. Bons ventos  rondam os céus da Gávea.

DISSE RÊGO BARROS – Vacina politizada é pantomima dos fracos e decaídos. Nessa linha, vale a oportuna advertência do general Rêgo Barros: “Que os políticos entendam: se você não governa para todos, não governa para ninguém”. E leio palavras firme, emocionadas e verdadeiras do Juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Fábio Esteves, ao CB Poder, repelindo o racismo. Cancro que corrói a humanidade.

Flerte de Luciano Hulk e Sérgio Moro pode dar namoro, noivado e casamento. União saudável para o jogo democrático. Se vai dar certo, são outros quinhentos. A politica não é para amadores.

“Daqui jamais vou me ausentar. Verde e amarelo é meu olhar. De quem não deixa de acreditar. Que esse país vai mudar.” (Versos do livro “Inspirações poéticas”, do poeta, compositor e consagrado advogado, Estenio Campelo).

BOLSONARO E MARADONA – Bolsonaro foi eleito com urnas eletrônicas. Sistema adotado com sucesso no Brasil, em outras eleições e sem comprovação de fraudes. Agora, Bolsonaro resolveu avacalhar as eleições e a democracia, afirmando, em tom ameaçador, que vai propor o retorno do atraso – as urnas impressas. Quer atrasar o Brasil em segmento que deu certo. Francamente. Alguém precisa domar a cabecinha do chefe da nação.

Diego Maradona encantou estádios. Fascinou multidões.  Tornou-se Deus inviolável. Viveu ternuras. Iluminou corações. Dividiu opiniões. Tropeçou em desenganos. Desperdiçou o sublime dom herdado dos deuses. Caiu em ilusões diabólicas. Violentou a alma. Fraquejou nas tentações. Dói dizer que falta pouco para o amado e eterno gênio tombe, finalmente, nos escombros da amargura e da solidão. Sob choros candentes da bola. Que amou como poucos.

Reflexões sobre a hipocrisia que caracteriza determinados setores da mídia nacional

Um homem que luta pelo interesse do Brasil', diz Bolsonaro sobre Collor -  Sputnik Brasil

Bolsonaro e Collor, reunidos esta semana em Alagoas

Vicente Limongi Netto

“Collor é um homem que luta pelos interesses do Brasil e também, em especial do seu Estado”. Palavras carinhosas,  verdadeiras e justas do presidente Bolsonaro, inaugurando obra em Alagoas (Correio Brasiliense- 6/11), dirigidas ao ex-chefe da nação e senador. Ninguém, em sã consciência, pode negar iniciativas e leis de Collor, no curto tempo como presidente, que tiraram o Brasil das amarras do atraso. Medidas  que permanecem úteis e servindo ao povo brasileiro. 

O texto informa, que  Bolsonaro, como deputado federal, votou pelo impeachment de Collor. A atividade política é dinâmica. Não é estática, como poste. Não se faz política com defuntos.  Somente parvos não mudam de atitudes. Tantos outros parlamentares fizeram o mesmo. Hoje,  tornaram-se  aliados políticos do senador. Têm  respeito e apreço por ele. Convencidos que naquela época participaram de uma torpe orquestração política.

ATOS E ATITUDES – Por fim, a notícia recorda que, ainda como deputado, Bolsonaro chamou Collor de “mentiroso”. A política é feita de atos e atitudes semelhantes a nuvens. Vão e volta, diria Magalhães Pinto. Para melhor servir a coletividade, o adversário de ontem pode tornar-se o aliado de hoje. E, quem sabe, de toda a vida.

Ainda a propósito dos elogios de Bolsonaro a Collor, registre-se que a matéria nasceu no estadão. Apenas o rapazola do O Globo, Daniel Gullino, resolveu botar intriga no tema, dizendo que Collor é réu na lava jato. Vou desenhar para Gullino: réu não significa que o acusado seja culpado ou venha a ser, de algum delito. Primeiro é preciso julgar, para depois condenar, diriam os versos de Ataulfo Alves.

Mania sórdida da imprensa, que o repórter do Globo vai questão de endossar e colocar na testa como troféu. Coitadinho.

Quatro  notícias do Correio Braziliense de 5/11, extraídas de diversas colunas:  1) vida bela e natal feliz para o ex-deputado distrital Raimundo Ribeiro, com emprego garantido, por 5 anos, mostrando que quem tem padrinho não morre pagão, na  Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF( Adasa); 2) O inefável médium João de Deus teve alta depois de 12 dias internado, provando que vaso ruim não quebra; 3) Um singelo, doce e amoroso  retrato  colorido da  deputada Bia Kicis (PSL-DF) com Bolsonaro, deixou agitados, informa a parlamentar, outros membros do governo também interessados em posar para o artista Marco Angeli, ao lado do fotogênico chefe da nação; 4) por fim, aqui na capital cachorros grandes e assustadores continuam flanando sem a necessária focinheira, como manda a lei. Assim fica difícil evitar a conhecida tragédia anunciada.

No Dia de Finados, há a comprovação de que jamais esqueceremos aqueles que foram amados

14 Dia de Finados Imagens e Gifs com Frases para Whatsapp - Recados OnlineVicente Limongi Netto

Quem amamos jamais será esquecido. Lembranças boas e ruins pertencem ao coração. Damos aos momentos vividos feições belas e cativantes. Afagos e conversas eternizam existências. Quem surge nas nossas vidas fica para sempre. Nunca faltará um cantinho para eles. A ternura e a alegria dos bons momentos navegam pela alma como jardins floridos. Emocionam o espírito. Nessa linha, a matéria “Vivos na memória” (Revista do Correio Braziliense- 01/11) é comovente. Ilustra e relata com perfeição os sentimentos que nutrimos pelos amados que partiram.

Fotos e porta-retratos trazem todos eles de volta ao nosso convívio diário. Integram a galeria dos eternos apaixonados por aqueles que Deus levou para perto de si.

PERSEGUIÇÃO A GANSO –  O canal Sportv, ao invés de oferecer boas e isentas informações ao assinante, resolveu pegar no pé do jogador Paulo Henrique Ganso. Todo jogo do tricolor carioca, alguns medonhos e medíocres analistas e narradores de meia pataca do Sportv, que nunca jogaram nem pedra em vidraça, quanto mais futebol, escoiceiam Ganso. Desrespeitam o atleta.

Em artigo anterior, aqui mesmo na Tribuna da Internet, repudiei grosserias de três outros renomados sacripantas do Sportv. Também contra Ganso. Desta vez, sábado, no jogo Fluminense e Fortaleza, outros três patetas decidiram achincalhar Ganso, anunciando a #Ganso erra passes.

Resultado da bobagem: nenhum telespectador participou da sandice proposta pelos asnos. O estúpido, inacreditável, covarde e torpe patrulhamento contra Ganso prosseguiu durante a transmissão. “Ganso volta no segundo tempo”, anunciou o desapontado narrador. Adiante, nova parlapatice do narrador: “Ganso segue em campo”.

Quebraram a cara, porque Ganso atuou o jogo inteiro e foi elogiado  pelo treinador. É a opinião que vale e acrescenta para todo atleta.  Final do jogo, o falastrão, desesperado  e azedo analista de quinta categoria, voltou a apelar: “A atuação de Ganso foi apagada”. Sugiro, por fim, que o patético trio no próximo jogo do Fluminense e do Ganso crie uma merecida homenagem para eles. A #não sabemos nada. Será a glória.

E O TRUMP, HEIN? – Caso Donald Trump seja reeleito presidente dos Estados Unidos, o que não é impossível,  além de agradecer a confiança dos norte-americanos, para exercer mais um mandato, o topetudo candidato também precisará  agradecer, por justiça, a monumental  cobertura  jornalística e torcida que recebeu do O Globo e da Globonews.

Emocionante a isenção dos dois veículos.

Paulo Guedes se tornou um doentio exterminador de direitos dos servidores

Ministro Paulo Guedes. Charge: Charge Online, Aziz

Guedes é um fracasso como condutor da equipe econômica

 

Vicente Limongi Netto

Firme, esclarecedor e pertinente, o artigo do presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União( Sindilegis), Petrus Elesbão, “A hora do servidor: reforma administrativa silenciosa” (Correio Braziliense- 29/10), retrucando e repudiando as costumeiras pantomimas do ministro da Economia, Paulo Guedes, contra os servidores, sem lembrar que são os funcionários públicos que estão enfrentando a pandemia. 

Petrus Elesbão salienta com rigorosa clareza: “A estratégia batizada por Paulo Guedes de “reforma administrativa silenciosa” é bastante simplória para um economista com ego de dimensões astronômicas como o do ministro: não repor servidores aposentados e deixar a inflação corroer o salário dos ativos. A cada 100 baixas, o governo repõe 26″.

NA CONTRAMÃO – O sindicalista acredita que as propostas de Guedes vão na contramão da legalidade e do bom senso. A seu ver, “é,  no mínimo, bastante ingênuo supor que a tecnologia é capaz de substituir o trabalho de 74 pessoas em todas as áreas em que o Estado brasileiro atua, mesmo as de natureza burocrática”.

O autor do enfático artigo vai além: “Ontem, 28 de outubro, foi Dia do Servidor. Tento manter o otimismo e acreditar que esta pandemia que está causando tanto sofrimento a todos nós, mais especialmente aos mais desprotegidos, derrubou os últimos pilares que  ainda sustentavam o delírio liberal que movia o governo pelas mãos do ministro Paulo Guedes”.

DIZIA LACERDA – Recordo palavras do ex-governador, ex-deputado federal e memorável tribuno, Carlos Lacerda: “O servidor público não ganha eleição. Mas atrapalha bastante”. 

Petrus Elesbão e dirigentes do Sindilegis contam com o apoio do respeitado senador Reguffe( Podemos-DF) para colocar freios nas sandices delirantes de Guedes. O senador quer que o Sindilegis participe dos debates sobre o tema. A exemplo do Sindilegis,

Reguffe é contra o fim da estabilidade. Propõe, nesse linha, a adoção de uma avaliação de desempenho com critérios claros como parâmetro para a eficiência dos servidores públicos.

UM ERRO FEIO – Alexandre Garcia aproveitou a patética, tenebrosa, risível, inacreditável e indigna sandice do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros(PR-PR) propondo plebiscito para elaboração de uma nova Constituição, e saiu também criticando a Carta Magna.

O veterano jornalista deu uma explícita gauchada e errou feio (Correio Braziliense-28/10), chamando Nelson Jobim de “dínamo” da Constituinte. Dínamo de quê e por quê, Alexandre? Deus castiga. 

Entre todos os parlamentares daquela saudável época da política brasileira, que resultou na Constituição, pode-se afirmar, por dever de justiça, e sem medo de cometer excessos, que os legítimos dínamos dos estafantes trabalhos, foram o relator-geral, deputado Bernardo Cabral e seus relatores adjuntos, Antônio Carlos Konder Reis,  Adolfo de Oliveira e José Fogaça. Todos incansáveis. Trabalharam feito mouros. Jobim foi apenas um dos adjuntos e cometeu gravíssimo crime, ao introduzir dispositivo do agrado dos banqueiros, sem que tivesse sido aprovado pelos constituintes.

APENAS PALPITEIROS – Muitos políticos, alguns renomados, entrarão na história daquela quadra, apenas como inesquecíveis palpiteiros.  Nesse sentido, em defesa e valorização da Constituição, transcrevo declaração do procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União(TCU), Júlio Marcelo de Oliveira, em expressiva entrevista ao programa CB.Poder, publicada também na edição do Correio Braziliense de 28/10:

“A Constituição é muito boa. Os problemas de governabilidade, grande parte decorre de má gestão econômica. Quando o país estava crescendo, com a situação fiscal bem, ninguém falava da Constituição”.

A sonhada vacina contra o corona alegrou o mundo. Com exceção do Brasil. é claro…

Charge O Tempo 04/06/2019 | O TEMPO

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Vicente  Limongi Netto

A esperada vacina contra o corona alegrou o mundo. Com exceção do Brasil. Aqui a descoberta indica desunião, insultos, chacotas, deboches e agressões. Com inacreditável doses de irresponsabilidade, falta de grandeza, de espírito público e, sobretudo, desamor ao ser humano. Arranca-rabos e intrigalhadas entraram forte nos corações dos políticos. A temperatura subiu. Ameaça subir mais.

BRIGAS ELEIITORAIS – As inacreditáveis desavenças visam as urnas eleitorais. Sem o endosso do povo.  A impaciência e o destrambelho marcam as declarações. Vaidades pessoais vencem o diálogo.  A alta temperatura política atrasa e envergonha o Brasil.

O diálogo precisa, urgente, voltar a entrar em campo. As coisas pioram porque o governo não tem sintonia. Todos falam. Ameaçam. Querem ganhar no grito. O clima piora e aumenta ainda mais o abismo entre o Executivo  e Legislativo, quando os notáveis e singelos  pimpolhos de Bolsonaro metem a colher onde não devem.

VOLTAR À TERRA – Embora deputado por 7 mandatos, Bolsonaro precisa voltar ao planeta Terra. Sabe que no  Congresso não tem santos. A maioria é composta de homens de bem. Mas é inegável que todos gostam de sentir e ter um pouco do gosto do poder.  Bolsonaro precisa botar na cachola que ceder e recuar, pelo bem da maioria, também engrandece o homem público.

A atual quadra do Brasil é lamentável e preocupante. Repleta de desencontros e destemperos. Dois motivos estão levando políticos, ministros   e magistrados a perderem a  compostura: a reforma administrativa, cada vez mais emperrada e o clima azedo entre ministros do STF, políticos obscuros, demagogos e fanfarrões,  Ministério Público e procuradores. Os poderosos brigam e se esfolam, e quem permanece no prejuízo é a população. Até quando, Francelino?

MENSAGEM A HELIO – O ex-senador Bernardo Cabral e sua mulher,  Dona Zuleide, enviaram ao jornalista Helio Fernandes a seguinte mensagem:

Amigo Helio, você completou uma centúria em 17 de outubro de 2020, e deixa indelevelmente tombado no patrimônio da nossa amizade a figura do Amigo leal. Perseguido, cassado, banido, preso, Você não se utilizou da cautela do silêncio ou do anel da omissão, esse subproduto do nada e do não.  Já ao contrário, aqueles que o perseguiram de forma velhaca ou covarde, acabaram sucumbidos no cadafalso da opinião pública.  Queremos colocar, no mais alto dos relevos, que nunca o vimos atormentado pelas ambições pessoais ou pelo Poder, e, muito menos, pelo medo aos detentores eventuais desse Poder.

Finalmente, querido Amigo Helio, Você jamais pretendeu ser modelo para quem quer que fosse, mas a sua atuação carregando consigo as cicatrizes orgulhosas do dever cumprido servirão de exemplo.

Afetuoso abraço. Parabéns.

Zuleide e Bernardo

ANALISTAS DE FUTEBOL – É assombrosa,  medíocre, irritante e avassaladora a praga  de analistas de futebol de  meia pataca e de pretensiosos apresentadores.  Encastelados  nos  canais Sportv, Fox e ESPN. O controle remoto nos salva. A maioria esmagadora dos sábios de araque nunca jogou  bola de gude, pedra em mangueira e jamais calçou uma chuteira. Nunca ganhou nem torneio de futebol de botão.  É um time ruim, recalcado, pretensioso e arrogante.

De quinta  categoria. Fazem  caras e bocas e pose de inteligentes. O esporte predileto dessa corja de boçais é  tripudiar e fazer pilhérias com jogadores. Nenhum jogador entra em campo para errar. São profissionais e chefes de família. Merecem respeito e consideração. Nessa linha,  o mais grave e desolador é que alguns “analistas” ex-jogadores,  começaram também a proceder de  forma indigna, estúpida e debochada. Inacreditável. Não argumentam, insultam.

Nessa linha, idiotas e bisonhos vulgos Roger Flores, Paulo Nunes  e Paulo Vinicius Coelho, do Sportv, resolveram tripudiar  com Paulo Henrique Ganso. Coitado dos asnos.    Não têm, nunca tiveram  competência para amarrar os cadarços das chuteiras do jogador  do Fluminense, que encara a reserva com maturidade e espírito esportivo.

Como os medonho Roger, Nunes e Coelho,  existem outros “analistas” da mesma laia. Citando todos, vou poluir meu texto de dengue e quem sabe, de  coronavírus. Bom não arriscar.