Na fibra dos sofridos, o brasileiro é solidário e oferece ajuda mesmo sem ter o que dar

Bolsonaro e Caiado visitam obras do 1º hospital de campanha ...

Jair Bolsonaro incentiva aglomerações, ao invés de impedi-las

Vicente Limongi Netto

O povo sofre. Mas não se entrega à desesperança. É tomado por luz divina que fortalece o espírito. A solidariedade conforta a alma. Pessoas que já têm pouco para o próprio sustento estão na trincheira do bem. Sabem que criança com fome corrói o coração. É sublime ajudar quem esteja em pior situação. O entusiasmo para ajudar o próximo é contagiante, um sentimento verdadeiramente cristão.

Os brasileiros enfrentam adversidades com galhardia. Não esmorecem com enchentes, enxurradas, desabamentos e, agora, sabem que é preciso lutar contra o dramático coronavírus.

ATINGE A TODOS NÓS – Vidas e atividades são afetadas. O coração aperta. O amor floresce e desperta a união. Ninguém se omite. Tira-se energia e fé das profundezas da alma.

Precisamos encher o peito de patriotismo e perseverança. O terrível coronavírus destrói famílias. A guerra contra o vírus clama pela união dos brasileiros. Irresponsáveis precisam ter consciência que aglomerações e sair de casa sem necessidade fazem a alegria do vírus. Precisamos dos esforços de todos.   Ricos, podres e remediados. 

A satisfação de colaborar de alguma forma é cativante. Mostra que nem tudo está perdido no reino dos mortais.

NA ROTA DO BOM SENSO – Governantes e políticos precisam trilhar o caminho do bom senso. Da civilidade. Esquecer picuinhas e intrigalhadas. Pensar nas vidas das pessoas e também nas deles. Agora não é hora de arranca-rabos inconsequentes por amor às urnas.

Acorde e cresça, presidente Jair Bolsonaro. O senhor foi eleito para zelar pelo bem-estar do povo. Evite ser destemperado. Prefira o comedimento. Deus observa tudo. E permanece no comando.

Bolsonaro está cercado de serviçais do ódio, que atrapalham, ao invés de ajudar

Vaza áudio de conversa entre Onyx e Osmar Terra sobre saída de ...

Lorenzoni e Terra parecem dois perdidos num governo sujo

Vicente Limongi Netto

Serviçais do ódio e do puxa-saquismo de Jair Bolsonaro não dormem. A essência das vidas dos decaídos de espírito é a completa ausência de escrúpulos, caráter e dignidade. Mais uma vez Onyx Lorenzoni mostra as garras do jogo sujo. Foi assim, com êxito, que tramou a eleição fraudulenta de Davi Alcolumbre, contra Renan Calheiros, para a presidência do Senado.

Agora, usando as mesmas armas mesquinhas e sórdidas, trama nos porões imundos da canalhice, a queda do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Com o detalhe inacreditável: Mandetta é do DEM, mesmo partido de Onyx.

DOIS JUDAS JUNTOS – Para acelerar a traição, o ministro da Cidadania escalou outro Judas, o deputado e ex-ministro Osmar Terra. A população, já assustada com o drama do coronavírus, assiste perplexa o show de baixarias do Palácio do Planalto contra um ministro operoso, isento e dedicado.

Intolerável que Bolsonaro incentive a tentativa de desmoralizar um auxiliar do primeiro escalão. Não se tem mais respeito pelo interesse público. Não se pensa mais, com afinco e grandeza, no bem estar da população.

INSULTOS À INTELIGÊNCIA – Os costumeiros deboches de Bolsonaro insultam a inteligência dos brasileiros. Os três filhos julgam o paizão um gênio político. Também acham graça e aplaudem suas bobagens.

Os generais não têm mais esperanças de colocar um pouco de massa cinzenta na cachola do presidente. Enquanto o ministro da Saúde mostra-se interessado em trabalhar para salvar vidas, o patético chefe da nação luta ferozmente contra o bom senso para tentar salvar a própria existência política. Bolsonaro não sabe o que significa desprendimento.

Ao invés de reduzir salário do servidor, que tal acabar com as mordomias dos três Poderes?

Charge: Control S Comunicação

Vicente Limongi Netto

Aplaudo e endosso o expressivo artigo (Correio Braziliense-27/3) do presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), Petrus Elesbão, intitulado “Cada um por si e o Estado contra quase todos”, repudiando manobras sorrateiras e demagógicas de deputados contra servidores públicos. Elesbão salienta com rigorosa clareza: “Por que tirar dinheiro de quem consome para salvar quem produz? Certamente  será um suicídio econômico”.

Nessa linha, é lamentável que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, dê asas a essa colossal pantomima. Tudo indica que deputados obscuros como Carlos Sampaio, Alexis Fonteyne (conselheiro do Vasco, coitado do Vascão!), Marcel Vanhattem e Ricardo Izar, entre outros medonhos criadores da indecorosa PEC, foram infectados pelo vírus da patetice, do cinismo, da demagogia e dos holofotes fáceis, diante da desastrada iniciativa que pretende diminuir salários de servidores para ajudar no combate ao coronavírus.

FAZER CARIDADE… – É bom os transloucados Sampaio, Izar, Alexis etc. consultarem um infectologista. Devem achar cômodo fazer caridade com o chapéu alheio.

Por ora, a vil iniciativa foi derrotada. A emenda do partido Novo (leia-se: dos banqueiros) foi retirada da pauta da votação do “Orçamento de Guerra”.  Seguramente permanecerá derrotada, porque vai na contramão da legalidade e do bom senso.

Magistrados de tribunais superiores e outras respeitadas entidades de classe, a exemplo do Sindilegis, seguramente não permitirão que o imoral, inconstitucional, inconsequente, inacreditável e raquítico projeto ganhe fôlego nem ultrapasse o portão da sensatez.

O caso da pandemia mostra que os servidores públicos têm  o respeito dos brasileiros. Trabalham com dedicação. Contribuem para o crescimento do país. Como a maioria dos brasileiros, os servidores têm compromissos, obrigações e boletos a pagar. Muitos contribuem nas despesas de saúde, educação e vestuário também de filhos e netos.

É um absurdo cortar salários de quem movimenta a economia. O saudoso Carlos Lacerda lembrava que servidor público não ganha eleição. Mas atrapalha bastante.

Nesse sentido, se o Executivo, Legislativo e Judiciário desejarem realmente ajudar no combate ao coronovírus, ao invés de reduzir salários de abnegados servidores, poderiam abater outras despesas. Exemplos: cortar 50% dos gastos dos Palácios da Alvorada, Planalto, Buriti e residências dos presidentes da Câmara e do Senado; suspender o cartão corporativo das autoridades; colocar na garagem carros oficiais de autoridades e servidores de elite dos três Poderes; suspender vôos da FAB para atender a imensa turma de folgados engravatados; e extinguir suspender, por fim, o auxílio-moradia e outros penduricalhos.

As sessões e deliberações estão sendo virtuais. Ninguém precisa vir a Brasília.

Concluindo, o senador Fernando Collor manifestou irrestrito apoio, no facebook e no instagram, ao movimento #todoscontraocorona para transformar o milionário Fundo Eleitoral e o orçamento impositivo em fundos para combater o coronavírus. Os servidores gostariam de saber a opinião dos notáveis deputado Carlos Sampaio, Ricardo Izar e outros do melancólico time, sobre tal iniciativa.

Atacar um espaço livre e democrático como a Tribuna da Internet significa defender a ditadura

TRIBUNA DA INTERNET | As dívidas da grande imprensa e a morte da ...

Charge do Bier (Arquivo Google)

Francisco Bendl

Quero deixar meu protesto a respeito de como alguns comentaristas estão se reportando à Tribuna da Internet. Comentários agressivos, insultuosos, irônicos, e que aludem o blog querer derrubar Bolsonaro – algo tão ridículo quanto absurdo!

Inclusive acusações maldosas, sectárias, que fazem questão de enaltecer que o Mediador é comunista, então estaria se aproveitando do momento atual de crise no país e no mundo para aumentar as suas críticas ao presidente.

GRAVIDADE DA SITUAÇÃO – A falta de interesse à gravidade da situação de hoje é explícita. Segue em curso, lamentavelmente, a política, a ideologia, os esquerdistas culpados de todos os males do mundo e, os direitistas, como os cavaleiros que virão em socorro dos pobres e oprimidos!

Bolsonaro se tornou alguém intocável, e está proibido tecer-lhe crítica por mais justa e necessária que seja. Decididamente não é este o papel da cidadania. Cabe-lhe como compromisso consigo mesma e com o país: Fiscalizar, cobrar, exigir, protestar, apoiar quando procedente, porém contestar quando pertinente.

Temos exemplos que comprovam o erro crasso de colocar um presidente nas alturas ou endeusá-lo, pois a realidade se mostra contrária aos desejos do povo.

DESDE A ERA SARNEY – Foi assim com Sarney e o Plano Cruzado, um engodo político e econômico que nos custou muito caro; Collor foi eleito porque divulgava, alto e bom som,  que seria um caçador de marajás, mas acertou em cheio a vida do povo.

FHC foi eleito pelo fato de ter sido um dos membros da equipe do Plano Real, que debelou a inflação. Reeleito pelo mesmo fator, mostrou a sua face verdadeira ao corromper deputados que votassem a favor da reeleição, ter dado de presente preciosas e valiosas estatais por preços de bananas, uma forma de governar detestável, pois morna, fraca, sem ter deixado qualquer legado que fosse positivo, e aumento do desemprego e quebra de empresas;

A ERA DO PETISMO – Lula, na sua primeira administração, escancarou a sua corrupção e plano de poder, demonstrado pelo mensalão. Na sua segunda gestão, constatou-se a dilapidação do patrimônio público, o aparelhamento do Estado, a corrupção ter sido instituída nos poderes;

Dilma foi permissiva, cúmplice dos desmandos e descalabros do PT.  A ex-presidente não suportou a sua reeleição, pois foi explícita a sua incompetência, e lealdade para com a quadrilha petista, travestida em partido político;

Temer substituiu Dilma, ele era um vice adequado para o PT porque já roubava o Brasil há 40 anos;

A ONDA BOLSONARO – Bolsonaro empolgou o povo porque haveria a chance de tirarmos os criminosos do poder. Venceu a eleição para presidente. O seu início foi decepcionante no Planalto, pois assumiu com a obsessão de reformar a previdência como solução para todos os nossos problemas, no entanto, de forma indiscutivelmente prematura, e sem maiores análises necessárias.

Muito antes da encrenca que se meteu com o congresso e oposição, faltou-lhe estratégia e tática oportunas e adequadas para, em primeiríssimo lugar, atacar o desemprego!

Bolsonaro demonstrou, desde o início, que não era o povo o seu objetivo, mas a economia.

FILHOS COMPLICADOS – Impulsionado pelos filhos a agir de maneira inexplicável em alguns momentos, em outros se envolvendo em encrencas, precisou usar da sua força como Chefe do Executivo para livrá-los de processos judiciais, que lhe desgastaram junto à opinião pública.

Influenciado mentalmente pelo seu ministro da Economia, aprendeu que o dinheiro, o lucro, os negócios, as bolsas de valores … eram muito mais importantes que as necessidades prementes do povo pobre e miserável, que ansiava por trabalho, receber uns tostões, e sustentar a si mesmo e sua família.

Em nenhum momento no período que comanda esta nação, o presidente se reportou aos necessitados, pelo contrário, ignorou-os solenemente. A gota d´água foi o seu comportamento com relação à vida do povo frente à pandemia que assola o Brasil e mundo.

VAIDOSO DEMAIS – Confrontando diretamente o ministro da Saúde, que faz um excelente trabalho, a sua vaidade coloca em risco um assessor competente, que precisa muito antes ser elogiado que criticado, mas o próprio presidente se queixar de que anda às bicadas com Mandetta.

Não há meios de esconder o descontrole do ex-capitão; não tem como não perceber que está confuso, sem objetivos, possesso pelo crescimento político do ministro da Saúde.

Bolsonaro comprovou em menos de um ano e meio que é incompetente, incapaz e ineficiente para comandar um país como o nosso. Faltam-lhe qualidade, planos de governo, visão de mundo, metas objetivas, atuação em prol do povo, lutar contra o desemprego, e comprometer-se em diminuir, pelo menos, a miséria e a pobreza.

PROCURA-SE UM MITO – Portanto, já deveríamos saber que MITO é esperar por mandatários honestos, probos, competentes, interessados no povo e país!

A TI é a culpada pela conduta do presidente? O Editor Newton, por ser simpático à filosofia comunista, é o responsável pelos desmandos do ex-capitão? O blog postar temas que os demais jornais da União veiculam, quer derrubar o presidente?!

Será essa a conduta aceitável de se agradecer os esforços do Mediador, de nos oferecer uma página na Web absolutamente isenta e imparcial??!! Que outro blog nacional pode ser comparado à TI? Apontem, citem, mostrem os melhores que a Tribuna da Internet! Informem qual o blog que dá mais espaço ao leitor do que este?

E OS ARTICULISTAS? – Duvido que exista outro blog mais democrático do que a TI, e que mais assuntos importantes registre diariamente. Da mesma forma, atesto que nenhum outro possui a qualidade dos nossos articulistas: Jorge Béja, Sebastião Nery, José Carlos Werneck, Pedro do Coutto, Paulo Peres, João Amaury Belem, Antonio Rocha, Roberto Nascimento, Flávio José Bortolotto, Ednei Freitas, José Antonio Perez, Vicente Limongi Netto, Santos Aquino, Duarte Bertollini, Mário Assis Causanilhas, José Vidal, Willy Sandoval, Francisco Vieira, Antonio Fallavena, José Luís Zamith, são tantos…

E há Celso Serra, Wilson Baptista Jr., Vanderson Tavares, Carlos Alverga, Nélio Jacob, James Pimenta, José Pereira Filho, Lionço Ramos Ferreira, Fernando Albuquerque Lima, Carlos Cazé, Francisco César Cavalcanti, Guilherme Almeida, Christian Cardoso, José Guilherme Aranha, Silvio Maia e Benevides, Alex Cardoso, Pedro Maximino, Roberto Velasquez, Pedro Meira, Ricardo Sales, Haley Dias Galeotti, Augusto Chelotti, Abrahão Moyses Renée etc.

E mais Isac Mariano, Lafaiete de Marco., João da Bahia, Luiz Fernando Souza, Sebastião Barros, Oigres Martinelli, Théo Fernandes, Ricardo Miguel, José Roberto Silverado, Elmir Bello, Clementino dos Santos, Renato Galeno, Zenóbio Santos, Sílvio Rocha, Fabio Lima, Willyan Beleze, Roberto Marques, Edjailson Xavier Correia, Carlos Fiedler e Gregório Abrantes de Lacerda.

Sei que omiti muitos comentaristas frequentes, é impossível guardar tudo na memória. Sem falar naqueles que preferem pseudônimos, como nosso querido Leão da Montanha, Felipe Luiz, Espectro, Nelson, Souza,  Eliel, Sapo de Toga, Policarpo, Bordignon, Jaco, Marcos, Al, Mário Antônio, Jesus, Brasil Verde e Amarelo, Cidadão Brasileiro, Alex, Haremhab, “Celso Daniel”, E Deixa a Toga Voar, Piadinha, Bagaçado, Jad Bal Ja, Douglas, Mário Jr., Jaime, Luiz (perdão, pois certamente deixei outros importantes colaboradores de fora, como as  mulheres que nos encantam, como Carmen Lins, Ofélia Alvarenga, Tereza Fabricio, Rosela Prestes, Mara, Rosana,  Solange, Maria etc.).

TROPA DE ELITE – Ora, ora, essa plêiade de gente inteligente, profissionais liberais, cultos, dotados de grandes conhecimentos, precisam manter a qualidade da TI, na mesma medida que o blog oferece um espaço grandioso para postar o que pensamos, entendemos e conceituamos.

Agora, desmerecer a TI, depreciar o trabalho do Mediador, críticas ácidas também contra Copelli, um excelente profissional do jornalismo e que tem os mesmos direitos que os demais para postar as suas notas de redação, convenhamos, pessoal, por quê?!

Não reconhecer quem sempre nos acolheu muito bem, me parece demonstração indiscutível que somos mal-agradecidos, afora não reconhecermos o excelente trabalho alheio. Depreciar o blog, é o mesmo que dar a entender que nossos comentários são para passar o tempo, nada sério, nada que deva ser considerado…

Em casa, pela vida, uma homenagem a quem se arrisca em nome da coletividade

Coronavírus: Profissionais de saúde são homenageados com aplausos ...

Reprodução de foto de O Globo

Vicente Limongi Netto
Correio Braziliense

Sigo todas as instruções para manter-me vivo. Não dou trela ao azar. Não me deixo vencer pelo desânimo nem pelo seu parceiro, a irritação. Mantenho meus hábitos. Abro janelas. Arejo a casa. Saúdo o canto dos pássaros. Varro os cômodos. Penduro roupa no varal. Lavo louça. Telefono para netos e filhas. O distanciamento forçado alimenta e fortalece a alma com vigoroso e indispensável amor e solidariedade.

O espírito cultiva pensamentos voltados para aqueles que também sonham em preservar sua vida. Muitos deles, infelizmente, não têm alternativas materiais e financeiras para cuidarem-se com mais segurança.

HERÓIS DA RESISTÊNCIA – Imagino a intranquilidade e o tormento rondando lares e vidas de famílias amontoadas em cubículos. Sem condições básicas de saneamento. Onde falta de tudo um pouco. São legítimos heróis da resistência. Bravos anônimos. O governo não pode esquecê-los.

O isolamento nos leva a pensamentos e autocríticas. Sinto-me protegido, revigorado e orgulhoso com os esforços dos abnegados patriotas profissionais da saúde. Na mesma linha, aplaudo, também, e coloco no pedestal do bem os bombeiros, lixeiros, garis, policiais civis e militares, caminhoneiros, vigilantes,  lixeiros, motoboys, frentistas de postos de gasolina, porteiros, empregados de farmácias, mercados e padarias, assim como os jornalistas e tantos outros profissionais, que também se arriscam .

Lamentável, por sua vez, que setores políticos não se entendam. O coletivo é prejudicado por juvenis arranca-rabos. Anteciparam 2022 sem a permissão dos eleitores. Oremos.

Hoje é dia de celebrar Bernardo Cabral, o grande líder da Assembleia Constituinte

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Bernardo Cabral, um político que faz muita falta em Brasília

Vicente Limongi Netto

Com o coração feliz, aplaudo os valorosos e dignos 88 anos de idade de José Bernardo Cabral. Cidadão por inteiro. Homem público que cumpriu todos os deveres com esmerada dedicação, isenção e competência. Como professor universitário, secretário de Justiça, ministro da Justiça, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, deputado federal e senador, Bernardo Cabral foi o grande destaque da Assembleia Constituinte.

Não foi apenas o relator-geral da futura Constituição, mas aquele que mais trabalhou e se dedicou durante quase dois anos, liderando a construção e pavimentação da nova Carta Magna.

FUGINDO DOS LOBISTAS – Para se libertar de lobistas e das pressões indevidas, trabalhava com sua equipe fora dos gabinetes do Congresso. Um desses “esconderijos” foi a Gráfica do Senado. Na época, Cabral foi alvo de ameaças até de sequestros de familiares. Jamais esmoreceu nem se intimidou diante desses obstáculos armados pela sanha imunda e doentia de covardes e maus brasileiros, que eram pulhas a serviço de patifes e decaídos que não queriam que o Brasil avançasse nos direitos humanos e sociais.

Ninguém registra nem recorda que, para ser relator da Constituinte, disputando no voto dos congressistas, Bernardo Cabral venceu Fernando Henrique Cardoso e Pimenta da Veiga. O caboclo das barrancas do Amazonas derrotou São Paulo e Minas Gerais.

Com o operoso Bernardo Cabral, seus principais relatores adjuntos foram Konder Reis, José Fogaça e Adolfo de Oliveira. O doutor Ulysses Guimarães não se envolvia, porque estava presidindo, ao mesmo tempo, a Câmara, a Constituinte e o PMDB. Assim, era Bernardo Cabral quem tocava os trabalhos.

ASSISTIMOS DE PERTO – A verdade tem que ser dita. Não temo patrulheiros. Sei o que aconteceu porque tive acesso aos diversos locais em Brasília onde Cabral e os relatores adjuntos tinham que literalmente se refugiar. Para trabalhar sossegados. Longe do assédio de repórteres, lobistas e palpiteiros.

O Brasil muito deve ao relator-geral e aos demais constituintes da época, que tiveram a lucidez de preservar importantes conquistas, como a Zona Franca de Manaus, que agora, mais de 30 anos depois, sofre novos ataques.

Ulysses Guimarães garantiu um final marcante, pelo qual ficou notabilizado como líder político. Na cerimônia final, ergueu e exibiu a todos a Constituição Cidadã, pela qual o jurista Bernardo Cabral tanto se dedicou e hoje pode se orgulhar pelo dever cumprido.

Bolsonaro coloca em perigo a saúde dos brasileiros e desmoraliza as ações das autoridades

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Para Bolsonaro, tudo está bem, ele vive no melhor dos mundos

Vicente Limongi Netto

Fantasiado de super-homem, inatingível a todos os perigos da humanidade, Bolsonaro fez  pouco caso do perigo iminente do coronavírus. Faltou bom senso e responsabilidade ao chefe da nação. Virtudes que sobraram, a meu ver, na firme decisão do presidente da CBF, Rogério Caboclo, suspendendo por tempo indeterminado todas as competições comandadas pela entidade.

O colossal desdém de Bolsonaro coloca em perigo a saúde dos brasileiros e desmoraliza as ações eficientes das autoridades de saúde do país. Francamente…

LONGE DOS NETOS -Exatamente por amar meus netos, mais ainda do que minha própria vida, afastei-me, temporariamente deles. Perco o cenário de beijos, carinhos, abraços, passeios, cafunés, o convívio com a alegria, com diálogos interessantes e instrutivos, para preservá-los de algo ruim. Não devo nem posso contribuir para que o mal se alastre.

Para combater o perigoso coronavírus, nesta hora, mais do que nunca, o bom senso, o equilíbrio, a ponderação, e a coerência, são parceiros indissolúveis do amor e da solidariedade. Prefiro sentir saudades dos netos do que vir a ter remorsos, tristezas e amarguras. É hora da população ser contaminada pelo sentimento da responsabilidade.

QUEM AMA CUIDA – Quem ama compreende a gravidade da situação.  Cuidando do aquário do meu neto caçula, é como se ele estivesse ao meu lado. O celular vai tocar. Lembrando com ternura minha tarefa diária: “Vô, já deu comida para os peixes?”.

Vencido o coronavírus, terei de volta, com dobrada intensidade, o carinho e afagos do Federico e da Manuela. Luzes e estrelas da minha já longa vida.

Obrigado por tudo que as mulheres têm feito pela Humanidade ao longo do tempo

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Ana Néri, um símbolo da mulher brasileira

Francisco Bendl

Neste Dia Internacional da Mulher, o meu abraço afetuoso, caloroso e reconhecido à importância da mulher em todos os contextos pelos quais o ser humano teve de vencer até chegar nos dias de hoje.

Um beijo em cada uma das mulheres do meu Brasil, e que sejam cada vez mais fortes e decididas, pois somente as mulheres poderão dar continuidade à espécie e, certamente, resolver os graves problemas nacionais.

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AS MULHERES REFLETEM VIRTUDES INIGUALÁVEIS
Vicente Limongi Netto

As mãos das mulheres são candentes e solidárias. Unindo gerações, sentimentos, afetos e ideais. Longe dos ressentimentos, pessimismos e mágoas. Habitam corações enamorados e bondosos. Enxugando lágrimas dos que amam e sofrem. Refletindo amor permanente  e virtudes inigualáveis.

Beijos especialmente para as quatro mulheres  que iluminam minha vida: mulher, duas filhas e neta. Amo vocês.

Ataque do Planalto ao Congresso e ao Supremo é inaceitável em democracia plena

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Charge do Duke (dukechargista.com)

Vicente Limongi Netto

As gloriosas cores verde-oliva ensaiam golpe contra as instituições. Nada é feito de afogadilho. O plano sempre foi este. Torpedear o bom senso. Insultar o direito alheio. Governo que não sabe conviver com críticas é estarrecedor e fraco. No devido tempo, expondo pretextos espúrios, resolveram solapar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. O destempero caiu na cabeça de quem foi eleito democraticamente.

Afronta-se a legitimidade das urnas. Violenta-se o direito do cidadão. Fica evidente, diante do plano sórdido de Bolsonaro e capachos da torpeza e do mal, que o vídeo vazado do ministro Augusto Heleno insultando o Congresso foi proposital. Serviu como senha nefasta e ditatorial para desacreditar o Brasil no cenário internacional.

FARSA PALACIANA – O povo e a imprensa não admitirão servir de pasto para o estapafúrdio cenário antidemocrático que se desenha. Lutarão até o fim para não voltar a serem penalizados por prepotentes de plantão. Deputados, senadores, vereadores, prefeitos, ministros e governadores saberão repudiar a farsa palaciana.  O Brasil não se transformará em rios de sangue para satisfazer os apetites doentios daqueles que foram consagrados pelas urnas.E agora, melancolicamente, voltam-se contra elas. 

Os abutres e hienas dos conchavos sorrateiros estão nus. Conduzidos e humilhados pela colossal fraqueza de gestos, atitudes, pobreza de espírito, covardia e hipocrisia. Que tomaram conta de suas almas. 

MORO NO CEARÁ – Para dizer bobagens, sangrando ainda mais os corações da amedrontada e afrontada população, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, não precisava ir flanar no Ceará.  A síntese da percepção de Moro diante do quadro da violenta onda de 147 assassinatos no Estado cearense foi estarrecedora: “Está tudo sob controle. Não há uma situação de absoluta desordem nas ruas”.

Coisa feia, ministro. Ponha os pés no chão. Na mesma linha ridícula de Moro, outra declaração inacreditável partiu da ministra Damares Alves. Atropelando e desafiando a Constituição, Damares defendeu, em Genebra, o direito de greve dos militares encapuzados no Ceará. Depois, alertada pela barbaridade proferida, a falastrona Damares recuou. Virou hábito a autoridade falar o que não deve, pelos cotovelos, pagando, a seguir, pela língua sem freios.

Um até breve para Tarcísio Holanda, um dos maiores jornalistas de política deste país

Resultado de imagem para tarcisio holanda jornalistaVicente Limongi Netto

A partida do valoroso e ético Tarcísio Holanda entristece a alma e o coração de todos nós, que tivemos a honra e o prazer de conviver com ele. O legítimo jornalismo político fica ainda mais pobre, repetitivo, enfadonho, presunçoso e medíocre.

O brilhante TH, como era conhecido, sempre teve trânsito livre nas duas Casas do Congresso e era muito respeitado pelos militares nos tempos da ditadura militar, embora não pactuasse com o regime de exceção.

MUDANÇA PARA BRASÍLIA – Foi um dos primeiros jornalistas de política a enfrentar o desafio de ir morar em Brasília, naqueles anos áridos e poeirentos, junto com Ari Cunha, Carlos Chagas, Oliveira Bastos, Carlos Castello Branco, Toninho Drummond, Evandro Carlos de Andrade, Gilberto Amaral , Murilo Melo Filho, Paulo Cabral, Alberto Homsi, Wilson Queirós Garcia, Cleber Praxedes e seu irmão Haroldo Holanda, que tem um filho jornalista, chamado Ricardo Holanda.

Sempre pronto a ajudar os colegas mais jovens.  Fulgurante inteligência. Repórter atilado. Agitado e completo. Careca privilegiada, que antes era apelidado de “Diabo Louro”. Magistral cearense.  Mestre na informação segura. Fôlego de profissional exemplar.

Tinha programas no rádio e na televisão. Escrevia para impressos de vários Estados. Marcou época no Jornal do Brasil. Com Castelinho, João Emilio Falcão, Wilson Figueiredo, Marcos Sá Correa e o pai, Villas-Boas. A então equipe da Política do Jornal do Brasil era sensacional. 

PRIMEIRO TIME – Respeitado por chefes de Estado e homens públicos expressivos. Fontes de Tarcísio eram iluminadas. Craques do primeiro time da política. Textos de Tarcísio, sobretudo políticos, eram saboreados com satisfação. Jorravam informações seguras e exclusivas.  Ágil no teclado. Já marcava presença antes dos computadores. 

Assumiu a presidência da Associação Brasileira de Imprensa quando a instituição enfrentou sua maior crise, e conseguiu conciliar as brigas internas ideológicas e sem sentido. 

Jornalistas da estirpe de Tarcísio Holanda estão acabando. Imagino a tristeza de Helio Fernandes, mestre dos mestres, têmpera forte., ao saber da notícia da partida do TH. As Leis de Deus são implacáveis e severas. Costuma levar os melhores para perto de Si. Até breve, TH!

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NOTA DA REDAÇAO DO BLOGMais um querido amigo que se vai para o outro lado da cerca, onde o grande jornalista cearense Hamilton Alcantara certamente o aguarda, para recepcioná-lo com todas as honras. (C.N.)   

Desta vez, Bolsonaro ultrapassou todos os limites da grosseira e da falta de educação

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Jair Bolsonaro ofendeu a honra da repórter sem o menor motivo

Vicente Limongi Netto

Perto dos 76 anos de idade, dos quais 50 como jornalista, posso assegurar que o Brasil jamais teve um presidente da República com a boca mais suja, grosseira, venal, leviana, moleque, desprezível e irresponsável do que Jair Bolsonaro. A forma destemperada, covarde, desequilibrada, indigna e debochada como Bolsonaro  se referiu a repórter da Folha de São Paulo ultrapassa todos os limites do bom senso, do respeito e da educação.

Minha mãe ponderava que quem tem mãe, irmã, mulher, filha, neta, cunhada e nora, e preza por elas, jamais, em sã consciência, pode agir com maldade e maledicência, atirando  pedras em outras mulheres. Sob pena de ser tragado pelas leis de Deus e pela justiça dos homens. 

COM EDUCAÇÃO – Sou da direita. Isento, justo e convicto. Respeito quem pense diferente. Contanto que reflita o que quiser, com educação e argumentos que possa vir a considerá-los válidos e discutíveis.

Como diz o comentarista Nelson Souza, jamais vimos Lula tratar mal repórteres mulheres. E olha, sabemos, que o cabra sofreu e sofre nas mãos de parte da imprensa.

Por fim , continuam abertas as apostas do bolão republicano para ver quanto tempo Regina Duarte vai aguentar Bolsonaro, os filhotes dele, parte da mídia doente, galera do PT e artistas.

Servidora do Itamaraty repudia os insultos de Paulo Guedes: “Parasita, senhor ministro?”

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Rose Marie Romariz Maasri

Apresento-me: sou Oficial de Chancelaria, uma das duas carreiras de nível superior, típicas de Estado, que compõem o quadro do Ministério das Relações Exteriores. Aposentei-me há pouco mais de três anos, após servir ao Ministério por mais de 45. Tenho Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo, Licenciatura em Desenho e Artes Plásticas -ambos pela Universidade de Brasília – UnB, e estou em fase de conclusão de uma tese de Mestrado em Arte Sacra Oriental, em conceituada Universidade libanesa.

Ensinei em algumas Universidades brasileiras e, concluída a tese, pretendo voltar a ensinar.  Falo bem três idiomas, dois outros razoavelmente. Este texto tem um pouco de minha estória.  Espero que outros colegas lhe façam conhecer a deles. Quem sabe, conhecendo as funções que desempenhamos e os riscos que corremos, tente entender que não somos parasitas.

UMA LONGA CARREIRA -Dos muitos anos de carreira, vivi 28 no exterior, em Missões provisórias ou permanentes:  Finlândia,  Grécia, Itália, Reino Unido, França, Alemanha, Estados Unidos, Argentina,  Chile, Líbano, Síria, Líbia, Moçambique. Como a grande maioria de meus colegas, no trabalho fiz um pouco de tudo: Administração, Pessoal, Contabilidade, Comercial, Comunicações, Consular, Cultural.

Em todos os setores aprendi e me desdobrei para desenvolver um bom trabalho, mas o Consular e o Cultural foram os que mais me marcaram.

Enquanto Vice-Cônsul visitei prisões e hospitais, atendi mulheres e crianças abusadas, raptadas, maltratadas, abandonadas; pessoas enganadas por falsos contratos de trabalho; enfrentei – pagando caro por isso, o submundo dos documentos brasileiros falsificados;  e muitas vezes chorei por não poder fazer mais por quem necessitava.  Parasita, senhor ministro ?

IMAGEM DO BRASIL – No setor Cultural, esforcei-me por divulgar a imagem do Brasil, ministrando  aulas  e conferências em  escolas e Universidades dos países onde atuei, além do trabalho desenvolvido na Embaixada.  Participei da equipe que organizou e fundou o Centro Cultural Brasil-Líbano e fui sua Diretora.  Em alguns dos Postos em que servi usei meus conhecimentos de arquiteta para propor reformas ou novos lay-outs dos escritórios.

Por haver trabalhado diretamente com o Arquiteto Olavo Redig de Campos, e conhecer bem seu projeto para a residência do Brasil no Líbano,  propus ao então Chefe do Serviço Cultural da Embaixada em Beirute a inclusão,  no Programa Cultural do Posto,  de uma publicação sobre a Residência, enquanto Próprio Nacional.

O projeto não apenas foi aceito pelo Itamaraty como, ampliado, deu vida a uma coleção que abrange todos os próprios nacionais do MRE.  A administração da preparação do livro sobre a Residência em Beirute ficou sob minha responsabilidade. O texto do livro que explica o projeto, embora não leve meu nome, foi escrito por mim.  Parasita, senhor ministro ?

EM PLENA GUERRA – Servi em país em guerra. Manter a Embaixada funcionando era um desafio diário.  Meus colegas e eu íamos para o trabalho com o rádio do carro ligado, buscando caminhos fora dos locais onde, naquele dia, caiam as bombas.  Por vezes dormia-se na própria Embaixada, porque as estradas não apresentavam condições de segurança.

Certa vez passamos um dia e uma noite no porão do prédio, ouvindo os bombardeios incessantes e inalando os vapores que saíam dos aquecedores a querosene com quem dividíamos o espaço. Tarde da noite, um cessar fogo foi estabelecido e  pude voltar para casa, onde estavam minhas filhas com a empregada. As ruas desertas tornaram a viagem curta.

Ao entrar no prédio em que morava as bombas voltaram a cair.  Passamos a noite no hall de entrada, local mais protegido.  Sentadas no cháo, as crianças dormiram com a cabeça em minha perna. Eu não pude dormir, pensando no marido que não havia conseguido deixar o  local de trabalho, e com o sentimento ilógico de que, enquanto mantivesse os olhos abertos,  protegeria melhor  minha família.

MAIS UM ABORTO – Pela manhã, novo cessar-fogo.  Ao me arrumar para voltar ao trabalho senti as primeiras dores do aborto que interrompeu minha gravidez de quatro meses.  Não foi a única. Dois anos mais tarde, grávida de seis meses e meio decidi viajar ao Brasil para que o bebê nascesse em paz, porque a guerra continuava a devastar o país em que eu servia.  Segui para o aeroporto com as duas crianças. Iamos no banco de trás, elas deitadas com as cabecas no meu colo, eu curvada sobre elas, escondendo-as dos franco-atiradores que ficavam nas ruas onde deveriamos passar.

As três sobrevivemos; a bebê, não. Após a chegada ao Brasil comecei  a sentir contrações.  Levada às pressas para o hospital, ocorreu o parto prematuro.  Irina não conseguiu sobreviver: deixou-nos poucas horas depois que nasceu. Um dos momentos mais tristes de minha vida, gerou uma depressão que levou muito tempo para ser curada.  Se é que o foi… Parasita, senhor ministro ?

FORA DA GREVE – Em 2012 eu servia na Embaixada em Damasco. A carreira a que pertenço decidiu iniciar uma greve por reinvindicações trabalhistas.  Embora concordasse e apoiasse cada uma das reinvindicações, não aderi fisicamente à paralisação.  E não o fiz porque o Posto em que estava lotada, diariamente confrontado com as sequelas da guerra na Síria, vivia em constante prontidão.

Não foi decisão fácil e espero que os colegas a tenham entendido. É que, para mim, interesses pessoais – mesmo os da classe a que pertencemos –, não podem se sobrepor ao daqueles que, vivendo em situaçõese emergência, necessitem da assistência que os funcionários públicos do Posto, como eu e os colegas, lhes podem  proporcionar.  Isto é, para mim, consciência profissional. Parasita, senhor ministro?

QUESTÃO SALARIAL – Quando entrei no Itamaraty, o salário de um Ofchan aposentado equivalia ao de um Conselheiro da Carreira de Diplomata.  Com o tempo essa relação foi-se deteriorando e hoje meu salário é menor do que o de um Terceiro Secretario em início de Carreira. Obviamente não gosto disso. É injusto.  Mas em nenhum momento deixei que tal injustiça prejudicasse o nível de trabalho que me propus a realizar.  Parasita, senhor ministro ?

De uma autoridade de seu calibre, que se propõe a resgatar o Brasil do caos,  espera-se um conhecimento detalhado do tecido administrativo do país.  Sua afirmação, desqualificando-nos, demonstra não ser este o caso.  O senhor pode ser um excelente economista – e o é; mas acaba de demonstrar que não entende nada de pessoas.  Quer encontrar parasitas dos recursos brasileiros?  Porque eles existem e são inúmeros.

Olhe na direçao certa: volte-se para os altos escalões dos Poderes da República;  para aqueles que recebem salários de marajás, complementados por seguro creche, educação e outros; veículo oficial com motorista, auxílio moradia, reformas principescas dos apartamentos funcionais; e uma miríade de possibilidades de exploração da máquina pública, como o uso de aviões da FAB para deslocamentos pessoais.  É contra esses, senhor Ministro, que o senhor deve voltar sua artilharia. Nós,  os funcionários públicos,  ofendidos  por sua declaração,  esperamos desculpas. Porque, entenda: não somos parasitas, senhor ministro.

(artigo enviado por Vicente Limongi Netto)

Canais esportivos estão assolados por uma praga de falsos comentaristas de futebol

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Narradores e comentaristas tiram o prazer de assistir ao jogo

Vicente Limongi Netto

Hoje é domingo, tem jogo de futebol e sofrimento. É assombrosa, medíocre, irritante e avassaladora a praga de analistas de meia pataca e de pretensiosos apresentadores.  Encastelados nos canais Sportv, Fox e ESPN. O controle remoto nos salva. A maioria esmagadora dos sábios de araque nunca jogou bola de gude, pedra em mangueira e jamais calçou uma chuteira. Nunca ganhou nem torneio de futebol de botão.

É um time ruim, recalcado, presunçoso e arrogante. De quinta categoria. Fazem caras e bocas e pose de inteligentes. O esporte predileto dessa corja de boçais é tripudiar e fazer pilhérias com erros dos jogadores.

SÃO PROFISSIONAIS – Nenhum jogador entra em campo para errar. São profissionais e chefes de família. Merecem respeito e consideração. Nessa linha, o mais grave e desolador é que alguns “analistas” ex-jogadores começaram também a proceder de forma indigna, estúpida e debochada. Inacreditável. Não argumentam, insultam.

Nessa linha, um idiota e bisonho chamado Roger, do Sportv, resolveu fazer marcação com Paulo Henrique Ganso. Coitado do asno. Não tem, nunca teve, futebol nem competência para amarrar os cadarços das chuteiras do armador do Fluminense. Roger, bem comparado, poderia ser personagem de Nelson Rodrigues, “bonitinho, mas ordinário”.

Como o metido Roger, existem outros “analistas” da mesma laia. Citando todos, vou poluir meu texto de dengue e quem sabe, de coronavírus. Bom não arriscar.

Um drama que não termina – os bombeiros ainda procuram 11 corpos em Brumadinho

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Bombeiros de Brumadinho são lembrados para o Nobel da Paz

Vicente Limongi Netto

O amor inquebrantável virou pó, barro e lama. A insistência pela vida permanece. Os prantos se transformaram em preces. O sonho de encontrar amados soterrados não esmorece. A dor insiste em tornar-se invisível.

Almas e corações andam juntos com a eterna expectativa. São familiares na vigília para finalmente encontrar corpos vitimados na tragédia de Brumadinho.

UMA SÓ FAMÍLIA – Pais, mães, irmãos, noras, sogras, netos, maridos e esposas, acompanham de perto o trabalho incessante e incansável dos bombeiros em busca dos 11 corpos ainda desaparecidos.

Parentes das vítimas e bombeiros tornaram-se uma família só. Respiram solidariedade e fé. A agonia é permanente.

Uma luz forte do céu passa fagulhas de esperanças que possam servir de bálsamo para doídos seres humanos. Desejosos, à esta altura, em oferecer somente uma última morada confortadora aos mortos amados. Abrandando, finalmente, a angústia do sofrimento. Do desespero e da perda infinita.

Dos projetos votados na Câmara em 2019, apenas 21% tiveram como autor o Poder Executivo

Maia diz que baixo índice pode ser resultado da “desorganização”

Daniel Bramatti
Rodrigo Menegat
Estadão

A tese de que o Brasil vive uma fase de “semiparlamentarismo” encontra respaldo nos dados da Câmara dos Deputados no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro. Dos projetos votados em 2019, apenas 21% tiveram como autor o Poder Executivo – a menor parcela, no primeiro ano de mandato, desde o começo do governo Lula, em 2003.

Analistas políticos começaram a falar em semiparlamentarismo quando, diante da falta de articulação política do governo no Legislativo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), passou a definir a pauta de votações à revelia do Executivo.

AUTONOMIA – Em tese, o presidente da Câmara e os líderes partidários têm autonomia para escolher o que é ou não votado. Na prática, porém, o Poder Executivo costuma impor sua agenda. No ano inaugural do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, 68% dos projetos votados eram de autoria do Executivo. No segundo ano, a taxa foi ainda maior: 86%.

O predomínio do governo se manteve no primeiro ano de Dilma Rousseff: 59% dos projetos votados eram de autoria do Executivo. No segundo mandato, porém, a então presidente perdeu o comando da Câmara: apenas 26% das propostas votadas vieram do Palácio do Planalto.

“PAUTAS BOMBA” – Foi nessa época que Eduardo Cunha (MDB-RJ), então presidente da Casa, se aliou à oposição para aprovar as chamadas “pautas bomba” – projetos que ampliaram gastos e que ajudaram a desestabilizar o governo.

Michel Temer, que tomou posse após o impeachment de Dilma, formou uma ampla base de apoio na Câmara, mas em seu primeiro ano o Executivo não dominou a pauta de votações: apenas 34% das propostas que passaram pelo crivo do plenário vieram do Planalto.

MAIOR PARTICIPAÇÃO – Mesmo em condições atípicas, porém, tanto no segundo mandato de Dilma quanto no “mandato-tampão” de Temer o Executivo teve participação maior na agenda da Câmara em comparação com Bolsonaro.

Poucos projetos do Executivo foram a voto no ano passado porque Bolsonaro nunca priorizou a formação de uma base parlamentar ampla, e também por ter resistências a negociar com os partidos. Atualmente, o presidente não está filiado a nenhuma legenda, e sua base formal tem cerca de 30 deputados, de um total de 513.

ARTICULAÇÃO – “Bolsonaro não tem condições de tocar uma agenda de governo no Legislativo”, disse o cientista político Guilherme Jardim Duarte, doutorando na Universidade Princeton, nos EUA, referindo-se à falta de articulação do presidente na Câmara e no Senado. “É o que o cientista político Fernando Limongi chama de ‘presidencialismo de desleixo’.

Em qualquer lugar do mundo, quem toca a agenda legislativa é, sobretudo, o Executivo, tanto em regimes parlamentaristas quanto em presidencialistas. A agenda legislativa do presidente tem problemas, basta verificar os números de rejeição de medidas provisórias e como os vetos do presidente são derrubados.”

“MINORITÁRIO” –  Para cientistas políticos ouvidos pelo Estado, a queda da proporção de projetos de autoria do Executivo votados pelos deputados pode ser considerada “normal” para um governo que não procurou ter uma maioria no Congresso. “O patamar atingido na era Bolsonaro é reflexo de um presidente que levou ao limite essa opção por construir um governo minoritário”, afirmou o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria.

Diretor da consultoria Pulso Público, Vítor Oliveira avaliou que o Planalto tem muitas “ferramentas” para intervir na produção legislativa, como o poder de veto, o pedido de urgência, a possibilidade de editar medidas provisórias e a liberação de emendas parlamentares.

Para Oliveira, no entanto, essa queda da “taxa de dominância” do Executivo no Parlamento – registrada a partir do segundo mandato de Dilma – é resultado da dificuldade de articulação com a maioria do Congresso.

PRIORIDADE –  O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ao Estado que sua gestão dá prioridade a projetos da própria Casa, mesmo quando há convergência com o Executivo. “Muitos projetos de deputados foram utilizados porque tinham convergência, e nós priorizamos o projeto da Casa”, disse Maia. “Alguns, inclusive, já existiam antes dos projetos do governo.”

Cabe ao presidente da Câmara pautar as votações. Questionado sobre o fato de que o Executivo é autor de apenas 21% dos projetos votados na Câmara em 2019, Maia avaliou que esse baixo índice pode ser resultado da “desorganização” do governo Jair Bolsonaro. “A gente organiza (a agenda do Congresso) com as propostas existentes dos deputados”, afirmou.

BASE FIEL – Quem analisa apenas as taxas de governismo na Câmara em 2019 e no primeiro ano dos mandatos presidenciais anteriores pode concluir que Bolsonaro teve uma base parlamentar tão fiel quanto os antecessores.

Em 2019, cerca de 75% dos votos dos deputados coincidiram com a orientação emitida pelo líder do governo na Câmara. A taxa não é distante da que foi observada no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (78%) ou na gestão de Michel Temer (77%).

PERFIL CONSERVADOR – Na verdade, como a maioria da Câmara tem perfil conservador, os projetos votados não contrariam o governo, que acaba orientando voto favorável. É o que explica a alta taxa de governismo de Bolsonaro, apesar de ele não ter construído uma base ampla de apoio e de não negociar a aprovação de projetos de seu interesse.

Na prática, o governo passou a “pegar carona” na agenda da Câmara dos Deputados. Sob a gestão Bolsonaro, a influência do Executivo na pauta legislativa tem sido mais tímida – o que, por enquanto, não se traduziu em mais derrotas para o Planalto

Surge mais uma tentativa para enfraquecer e inviabilizar a Zona Franca de Manaus

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A Zona Franca é um polo de indústrias limpas e sem chaminés

Vicente Limongi Netto

O Amazonas reage, integralmente, repudiando ações nefastas de pregoeiros do caos do governo federal, empenhados em solapar a zona franca de Manaus. Desta feita, o alvo sorrateiro é o polo de concentrados de refrigerantes. A ordem é liquidar com o segmento. Nessa linha, Bolsonaro garantiu que a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados( IPI) será de 8% . Em 3 anos, frisou, deve retornar a 4%.

A medida paliativa não agradou políticos do Amazonas nem dirigentes empresariais. De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias, Nelson Azevedo, o anúncio presidencial coloca a zona franca no “corredor da morte”.

MORTE LENTA – No entender de Azevedo, na prática é uma forma “de acabar, lentamente, com o modelo zona franca”. O polo de concentrados não cria somente empregos, diretos e indiretos no polo industrial de Manaus. Mas, também, no interior do Amazonas. Segundo Azevedo, o setor ajuda a desenvolver a cultura do plantio do guaraná, da cana de açúcar, entre outros insumos necessários para a produção de refrigerantes.

Nesse sentido, o presidente do Centro da Indústria do Amazonas, Wilson Périco, lembra a importância da arrecadação.

RENÚNCIA FISCAL – Wilson Périco salienta que a Constituição autoriza renúncia fiscal para aplicações  no crescimento do Amazonas.

“O Amazonas comparece no bolo da arrecadação fiscal do Norte com 50% de todos os impostos federais”, diz o líder empresarial, ironizando: “As empresas do polo de Manaus podem ilustrar seus acertos e denunciar que o poder público  confisca para outros fins a riqueza gerada e que deveria ser aplicada no Amazonas”.

Realmente, é uma verdade que precisa ser conhecida.

Neste Ano Novo, seria excelente se todos aprendessem a ser cidadãos por inteiro em 2020

Resultado de imagem para frases de pessoas famosas sobre ano novoVicente Limongi Netto

As retrospectivas das televisões e dos jornais mostram que a banalização da vida e do amor atingiram índices alarmantes em 2019. Precisamos, no Ano Novo, lutar para respirar o ar do amor, da solidariedade e da perseverança. Os corações precisam fluir para bons atos e atitudes nobres. Com igualdade de disputa pela melhoria de vida para todos.

Que as crianças ganhem carinho e cresçam felizes. Pessoas de bem precisam continuar repelindo baixarias e canalhices dos pobres de espírito. Covardes que ceivam as vidas de mulheres, filhos, negros, idosos e homossexuais. Intolerantes, frustrados, recalcados e retrógrados que não respeitam a opinião alheia.

ALEGRIA E SAÚDE – É fundamental que tenhamos alegria e saúde para viver. Que a paz e a cordialidade vençam o ódio e a estupidez. Que venha um 2020 iluminado. O Brasil precisa ampliar o leque do diálogo. Sem esperanças e determinação vamos nos aproximando do fosso do desapontamento e da discórdia.

Tarefas corriqueiras e diárias. Valiosas e saudáveis. Que a maioria esmagadora continuou desconhecendo, empurrando com a barriga no ano que termina: recolher o cocô dos animais de estimação deixados pelos gramados, jardins e calçadas; parar de queimar lixo no quintal; dar a seta quando for mudar de faixa; respeitar vagas de idosos e deficientes; não dirigir falando no celular nem digitando; colocar focinheira nos cachorros brabos.

CIDADÃOS POR INTEIRO – Seria conveniente não dirigir lanchando, com o braço para fora nem jogando lixo na rua; jamais deixar de colocar crianças na cadeirinha; deplorável e irresponsável a mania de dirigir com cachorro no colo.

Seria excelente se todos aprendessem a ser cidadãos por inteiro em 2020. Procurando ser educados, prudentes e responsáveis.  Não custa tentar.

Vamos unir forças. De cabeça erguida. Contra fariseus. toscos, venais, hipócritas e paladinos de meia pataca. Que a luz de Deus brilhe em nós.

Bolsonaro cai na armadilha de Lula, cuja estratégia atual é se fingir de “vítima”

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Charge do Luiz Gê (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva saiu da cadeia atirando e sem medir palavras. Disposto a brigar com todo mundo. Provocando e jurando ser vítima. Lula, solto, é tema para reflexões políticas isentas e frias. Com a libertação dele, o Brasil viverá um novo momento político. O hotel 5 estrelas chamado de salinha (de 5 metros X 3 metros), onde Lula passou um ano e meio na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, não esmoreceu o seu ânimo para a luta.

É um direito dele lutar e se defender, porque ainda é alvo de diversos processos criminais. Pode ser condenado novamente e até voltar para a sala 5 estrelas de Curitiba, considerado reincidente específico, pelos mesmos crimes da primeira pena – corrupção e lavagem de dinheiro.

MAIS VÍTIMA – Se for condenado outra vez, então se tornará, a meu ver, ainda mais vítima aos olhos daqueles que consideram o ex-presidente um enviado de Deus. Solto, falante, aliviado, com novo amor e língua afiada, é tolice subestimar o arsenal de Lula.

Como se não bastasse, Bolsonaro passa recibo diante das cascas de banana da “ideia” que foi solta, no sentido de enquadrar Lula na Lei de Segurança Nacional, e ainda manda subalternos trilharem a mesma linha tola da insensatez. É exatamente o jogo que Lula e o PT querem.

JOGAR O JOGO – O que Lula e seu partido pretendem é atrair holofotes e simpatizantes decepcionados com decisões e atitudes de um irado Bolsonaro que não aceita críticas.

O correto seria o chefe do governo seguir em frente . Procurar ser altivo. Respeitar a liturgia do cargo. Cuidar dos graves problemas do país. Anunciar medidas que melhorem a qualidade de vida da população mais sofrida.  Diminuir a desigualdade social. E deixar Lula estrebuchar.

O jogo não é para amadores. Nem parece que Bolsonaro viveu 28 anos anos dentro do liquidificador da política, o Congresso Nacional…

Mensagem ao indomável guerreiro do jornalismo, Helio Fernandes que completa 99 anos

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Helio Fernandes, o maior jornalista brasileiro

Vicente Limongi Netto

Ele jamais se omitiu. Sua palavra vigorosa, suas verdades, suas denúncias, suas campanhas incomodam e intranquilizam maus brasileiros até hoje. Sempre pensou mais na coletividade. Combateu os erros de todos os governos. Nunca pleiteou nada pessoal. Foi cassado. Sem dúvida seria deputado federal, senador, governador e Presidente da República. Dedicou-se então ao jornalismo por inteiro. Sempre à frente do bom combate, das boas e legítimas causas nacionais. Tenho prazer e orgulho de ser amigo de Helio Fernandes.

Sua pena firme e fulgurante visa os interesses do Brasil. Durante mais de 70 anos, façanha dos verdadeiros guerreiros, escreve coluna diária e ainda faz artigos, que podem ser lidos em seu blog http://heliofernandesonline.blogspot.com/ e em sites que reproduzem seus textos.

UMA VASTA OBRA – Lançou no jornalismo grandes profissionais. Criou revistas, editou colunas, trabalhou com dezenas de outros mestres. Conhece todos os assuntos. Escreve bem sobre todos eles. Profundo conhecedor também de esportes, cobriu de perto muitas copas do mundo. Seus textos correm escolas e universidades.

Sempre gostou de conversar, trocar ideias, debater, com os jovens. Sua vasta obra precisa virar livros. Encanta gerações. Tem leitores e admiradores em todos os setores de atividade.

Fazia grande sucesso na TV, falando ao vivo, mas foi proibido pelo então presidente Juscelino Kubitschek de continuar trabalhando na televisão. Suas verdades incomodam poderosos e oportunistas. Foi e é amigo de políticos e homens públicos importantes e famosos.

RELAÇÕES PÚBLICAS – Desde sempre, Helio Fernandes dizia o que muitos dizem hoje, com banca de descobridores do ar: “Jornalismo não é relações públicas”. É o repórter brasileiro mais preso e confinado da História. Ia e logo voltava, altaneiro.

O tempo trouxe-lhe adversidades familiares. Encarou todas elas com galhardia e fé, a exemplo do que fizera quando penalizaram o leitor, a imprensa, o bom senso e a democracia, com censores na redação e depois destruindo o jornal Tribuna da Imprensa com bombas.

Ama a família, tem adoração pelos netos, tem imensas saudades dos filhos Helinho e Rodolfo, talentosos e queridos. Sofre pelo irmão Millôr e pela mulher, D. Rosinha, também já levados pelo dedo implacável das leis de Deus.

CENSURADO – Desde a década de 70 escrevo sob seu comando. Muitos artigos foram cruelmente cortados pelos censores, alguns publicados apenas com o título e o meu nome, o resto do espaço em  branco. Ou seja, o jornal saía parcialmente em branco, mutilado. Outro grande veículo igualmente penalizado pela burrice da repressão, o Estado de S. Paulo, colocava versos ou receitas nos espaços vetados. Mas Helio Fernandes preferia deixar em branco, para mostrar, enfatizar, aos leitores, a brutalidade da censura.

Tenho ainda muito a dizer sobre ele. Faria com prazer. Deixo apenas estas linhas, como depoimento pessoal a um homem por quem tenho o maior carinho e amizade. Fico emocionado quando falo ou escrevo sobre ele. Estou com ele em todas as horas e circunstâncias.

ELE E FERNANDA – Ontem, dia 16, o país comemorou os 90 anos de Fernanda Montenegro, nossa maior atriz. Grande amiga de Helio Fernandes, durante quase 20 anos almoçavam juntos todos os sábados, no restaurante Antiquarius, na mesa liderada por Millôr Fernandes e sua turma de amigos.

Hoje, dia 17, devemos comemorar os 99 anos de idade de nosso maior repóeter, que depois da ida do amigo Barbosa Lima Sobrinho se tornou o decano dos jornalistas do mundo. Escrevendo diariamente. Com o entusiasmo e lucidez de sempre.  Forte abraço e um beijo para você, amigo. Que Deus continue lhe dando forças.

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A PARTIR DO CRIMINOSO FHC, A TRAJETÓRIA DESPERDIÇADORA DA DÍVIDA EXTERNA PARA DÍVIDA INTERNA

Helio Fernandes, em 17/10/2019

Como dívida externa, o Brasil só podia tomar empréstimos no exterior. Mudando para dívida ativa (interna), podem concorrer com os Fundos de investimento, poupança, qualquer que seja a organização. Mesmo antes da mudança, FHC praticou o que chamei, (com ele no poder) de” crime de lesa pátria”, que não prescreve.

Estrangeiros “emprestavam” a juros de 42 por cento ao ano, inacreditável. Passou a Lula em 25%, Lula entregou a Dilma a 14%, ela reduziu para 7%. Veio a “conspiração parlamentar” de Temer, o presidente corrupto e usurpador, Dilma voltou para os 14%, e ainda perdeu o cargo.

(Lula deixou para o pais, como reservas vivas e utilizáveis a qualquer momento, mais de 400 BILHÕES DE DÓLARES. Esqueceram).

DESDE VARGAS – Com o “Estado Novo” de Vargas, a dÍvida externa bateu recordes. Mas com a Segunda Guerra Mundial, as potências só fabricavam material militar, todo o resto compravam a crédito, “para pagar depois”. O Brasil vendeu tanto que quando a ditadura acabou, 5 anos, (e a guerra também) tínhamos um saldo fantástico.

O marechal Dutra, oito anos como ministro da Guerra da ditadura, assumiu a Presidência e, com todo aquele potencial financeiro, poderia ter construído “o país do futuro”. Mas com a leviandade de vender ouro a preço de banana, e comprar banana pagando como se fosse ouro, voltamos a ser DEVEDORES.

Depois dele veio JK, que aumentou ainda mais a dívida, já alucinante. Com a obsessão arquitetônica de construir uma capital lindíssima, portentosa, onerosa, ruinosa, colocou a dívida numa altura sempre chamada de astronômica, dilacerante, destruidora.

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P.S. 1
– Tiveram então a ideia, logo concretizada. Ou seja, permitir que brasileiros comprassem títulos da dívida, mudando nome para DIVIDA INTERNA (ATIVA).

P.S. 2 – Mesmo não confiando nos presidentes, compravam, a recompensa passou a ser maravilhosa.

P.S. 3 – Até o Tesouro fazia propaganda, “vendia diretamente a quem quisesse comprar”.

P.S. 4– Com isso, a chamada DIVIDA INTERNA já ultrapassava os QUATRO TRILHÕES DE REAIS.

P.S. 5 – Jamais em tempo algum, a divida do país chegou a essa altura.

P.S. 6 – E a maioria dos CREDORES são os cidadãos que nasceram, viveram e moram no Brasil.

P.S. 7 – CALOTE? Nem pensar. PAGAR? De de que maneira?

MERCADO FINANCEIRO – Está difícil encontrar coerência. Ações e moedas deviam ter o mesmo comportamento. Quando a Bovespa sobe, o dólar deve cair. Ou vice versa, como nas placas dos ônibus. Ontem, no Brasil: jogaram 8 BI, negociando OPÇÕES de AÇÕES, esqueceram do resto.

Não são investidores e sim jogadores. Antes do pregão começar, já combinaram as apostas.

ULTIMA NOTA – Ontem á noite, bem tarde, o STF informou: “O julgamento da prisão em segunda instância” começa hoje, quinta, mas somente só acontecerá no plenário da próxima quarta”.

Hoje falará o novo Procurador-Geral da República, e muitas providencias terão que ser concretizadas. Não sobraria tempo para o voto de 11 ministros.

Aprovação do “embaixador” Eduardo Bolsonaro é dada como certa no Senado

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Vicente Limongi Netto

Ninguém de bom senso pode admitir nem aceitar que o Senado Federal (“Parece que foi uma coisa arquitetada“, Correio Braziliense de 29/09, Denise Rothenburg) vá se apequenar e se violentar a mais uma imposição desvairada do presidente Bolsonaro, ao fazer negociatas para aprovar o nome do filho dele, Eduardo Bolsonaro, para embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Não tem cabimento.

Pesquisas isentas e recentes avaliam que a maioria dos brasileiros é contrária ao oceânico absurdo. Mas no Senado já se dá a aprovação do nome de Eduardo Bolsonaro como líquida e certa.

SEM QUALIFICAÇÕES – O candidato, emérito fritador de hambúrguer, não tem qualificações profissionais para a função. Caso os senadores aprovem a monumental e extravagante excrescência, estarão afrontando os cultos, estudiosos, preparados e experientes diplomatas de carreira, além de outras marcantes figuras da vida nacional que exerceram o cargo com desenvoltura.

Bolsonaro bate na tecla que deseja a felicidade do filho. Mas não precisa exagerar, presenteando o rebento com o posto mais importante da diplomacia brasileira. A escolha humilha e desmoraliza mais ainda a combalida política externa do país. O ultrajante e perigoso plano avança. 

VELHA POLÍTICA – Sem nenhum pudor, Bolsonaro utiliza os conhecidos caminhos da “velha política”, que jurou combater na campanha presidencial. Oferece cargos para apaniguados de senadores, nos diversos escalões da República. 

O mais patético e inacreditável é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se presta ao melancólico e ridículo papel de recadeiro oficial do governo para cativar votos para Eduardo Bolsonaro. É assustador o servilismo de Alcolumbre. Quer agradecer pelo resto da vida ao Palácio do Planalto pelo empenho e esforço de torná-lo presidente do Senado e do Congresso, em eleição estranha, pouco republicana e abusiva.

SANTOS CRUZ – Também no Correio Braziliense deste domingo (29/09) a coluna “Eixo Capital” publica, com foto, pitacos do general Santos Cruz. Aquele que chegou com tudo na chefia da Secretaria-Geral da Presidência da República e, não demorou, foi tirado do cargo por Bolsonaro de maneira estranha, porque a justificativa foi uma mensagem que o general teria postado criticando o governo, mas no momento da transmissão ele estava a bordo de um avião na Amazônia, sem acesso à internet…

Agora, na tentativa de sair do ostracismo, o carrancudo Santos Cruz aparece no Twitter para dar lições aos ministros do Supremo  Tribunal Federal. Escreveu o seguinte: “O STF precisa colocar seu trabalho e experiência a serviço do Brasil. O próprio STF não pode ser gerador de insegurança, inquietude e desilusão do povo brasileiro.  Os ministros precisam exercer suas funções com maturidade e sensibilidade”.

Tuitando, o general pede “maturidade e sensibilidade” aos ministros da Suprema Corte. Pergunto: quem pediu a opinião do general? Estaria Santos Cruz se posicionando contra Gilmar Mendes e a favor do destrambelhado Rodrigo Janot? Ou estaria Santos Cruz com saudades de 64?