Troca de turma de Fux reacende disputa sobre inelegibilidade de Bolsonaro no STF

STF amplia alcance da Justiça e mira Paulo Figueiredo na investigação do golpe

Gleisi acusa família Bolsonaro de “trair o Brasil” após Flávio sugerir intervenção dos EUA

Gleisi sobre Eduardo e Flávio: “Vocação para trair o Brasil”

Mariana Brasil
Folha

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, voltou a criticar a família Bolsonaro, após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sugerir uma intervenção armada dos Estados Unidos para combater o narcotráfico no Brasil.

Flávio havia comentado via X (antigo Twitter) a publicação do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, sobre o ataque americano a uma embarcação no oceano Pacífico, que estaria mirando o tráfico de drogas.

“BRASIL COM DROGAS”   – “Eu ouvi que há barcos assim aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, enchendo o Brasil com drogas. Você não gostaria de passar uns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas?”, escreveu ele, em inglês.

Em reação, Gleisi afirmou que a vocação da família Bolsonaro para trair o Brasil não tem limites. “Primeiro, Eduardo Bolsonaro pediu o tarifaço e as sanções da Magnitsky para atacar o Brasil. Agora é Flávio Bolsonaro que pede a intervenção armada dos EUA em nosso território. Não tem limites a vocação dessa família para trair o Brasil. Felizmente temos o presidente @LulaOficial no comando, para defender nossa soberania contra qualquer tipo de intervencionismo”, escreveu ela.

Além do pedido do primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao secretário norte-americano, seu irmão, Eduardo Bolsonaro, é o responsável por articular sanções ao governo brasileiro e ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da aplicação da Lei Magnitsky e da tarifa imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros.

Com Trump mirando vizinhos, Lula aposta na diplomacia pragmática

Lula e Trump vão falar de Venezuela por pura formalidade

Eliane Cantanhêde
Estadão

Quanto mais se aproxima do Brasil e de Lula, mais Donald Trump investe contra a Venezuela e, agora, a Colômbia. O Brasil é líder político e econômico da América do Sul e, até por isso, ou principalmente por isso, o Lula não pode ignorar a gravidade dessas investidas no encontro que terá com Trump, possivelmente no próximo domingo, na Malásia. Não pode ignorar, mas também não deve perder o foco: a prioridade brasileira é o Brasil, o resto é acessório.

Lula vai cumprir a formalidade e manifestar preocupação, mas sem pegar em armas e gastar cartuchos para defender os dois países vizinhos, num encontro para consolidar a aproximação com os EUA e o processo para livrar o Brasil de sanções econômicas e políticas injustas e danosas aos interesses nacionais. Posicionar-se na tensão na Venezuela e na Colômbia, sim. Ameaçar o namoro com Trump e o fim das sanções, definitivamente, não.

AMEAÇA – Enquanto a Bolívia elege um presidente de centro-direita, depois de décadas de governos de esquerda, e a Argentina, em sua eterna crise, conquista uma linha de financiamento de US$ 20 bilhões dos EUA, as relações entre Trump e Petro vêm se deteriorando no rastro das graves ações dos EUA contra a Venezuela, até com ameaça de invasão por terra.

Não é trivial, nem aceitável, que Trump chame o presidente Gustavo Petro de “líder do narcotráfico” e que Petro responda xingando Trump de “ignorante”, depois de convocar o embaixador do país a Bogotá, “para consultas”. Na linguagem diplomática, significa desagrado, ou irritação, com o outro governo. Para aumentar a complexidade da questão, a Colômbia é, historicamente, o maior aliado dos EUA na região.

O risco não se limita a Petro e a Nicolás Maduro, que está isolado e desmoralizado, mas atinge toda a América do Sul que, como Lula lembra, é uma região pacífica, sem crises externas, muito menos guerras, mas “vive um momento de polarização e instabilidade”. E alertou: “Intervenções estrangeiras podem causar danos maiores do que o que se pretende evitar”. Recado dado.

CAUTELA – Quem se agarrou à bandeira da soberania quando o ataque foi ao Brasil, em forma de tarifas, suspensão de vistos e Lei Magnitsky, não pode lavar as mãos. O fundamental, porém, é cuidar do interesse brasileiro. Como ilustrou um embaixador, “o rabo não pode abanar o cachorro”.

Não se pode esperar que Lula e Trump discutam se as tarifas serão zero, 20 ou 50, se café, carne e suco de laranja serão excluídos do tarifaço e quais vistos para os EUA serão ou não mantidos, o que cabe aos escalões ministeriais e técnicos. O importante é o fato político e a foto: os dois presidentes trocando um aperto de mãos, de preferência sorrindo.

Uma imagem vale mais do que mil palavras. No caso, para encerrar de vez as versões de Eduardo Bolsonaro e das redes bolsonaristas de que era só jogo de Trump, Marco Rubio acabaria com qualquer chance de dar certo, o telefonema dos dois presidentes não serviu para nada e, até, que o encontro de Rubio e Mauro Vieira “nem aperto de mão teve”. Teve, sim, senhores.

PAZ E AMOR – Soa como desespero, porque a realidade é outra. Trump e seus assessores estão num clima de paz e amor com Lula, nunca mais citaram Jair Bolsonaro, criticaram o Brasil ou acenaram com sanções. Daí a fingir que o Brasil não tem nada a ver com ingerência na Venezuela e na Colômbia seria demonstrar medo ou fraqueza, algo que Lula não pode, não deve e tem horror de fazer.

Trump sabe disso e ambos sabem jogar o jogo. Um tem de falar, o outro está preparado para ouvir e fica por isso mesmo. O tema será abordado na Malásia, mas por pura formalidade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGNão se deve esperar muita coisa dessa reunião com Trump. O presidente americano é muito esperto. Quando não quer decidir nada, enche a sala de repórteres e deixa o interlocutor inibido. Se tentar pressioná-lo, Trump faz alguma grosseria e corta o assunto, como já fez com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que tentava pedir-lhe maior apoio financeiro na guerra. A reunião com Lula será assim e não vai decidir nada. Não comprem pipocas. (C.N.)

 

Governo articula ala da base para enquadrar centrão como inimigo do povo

Charge do Cazo (blogdoaftm.com.br)

Gustavo Zeitel
Folha

Para a esquerda, o inimigo agora é outro. Passado um mês desde a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, uma ala que integra a base do governo Lula (PT) busca expor o centrão como inimigo dos interesses da sociedade. Trata-se de uma estratégia para consolidar o bom momento político do petista, alicerçado na campanha pela soberania nacional e no aumento de sua aprovação registrado nas pesquisas.

Contudo, desafios que assombram o Planalto há três anos, como a descaracterização da esquerda e a própria fragilidade do governo diante do centrão, dificultam a estabilidade da conjuntura até o início das eleições.

PONDERAÇÃO – O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) faz uma ponderação sobre o novo cenário, dizendo que Bolsonaro não saiu totalmente de cena. Suas ideias, ele afirma, continuam sendo propagadas por segmentos do centrão que aderiram à direita nos últimos anos. Segundo diz o parlamentar, o adversário de Lula em 2026 sairá dali.

“A negociação entre o bolsonarismo raiz e o centrão foi um acordo para o controle do Orçamento”, diz Valente. “O centrão se autonomizou em relação ao governo e muitos também se bolsonarizaram.”

ESTRATÉGIA – Com o ex-mandatário em prisão domiciliar, o deputado afirma agora que a esquerda precisa se diferenciar das demais forças políticas, em um contraponto à maioria do Congresso. Ou seja, a estratégia é explorar derrotas, textos impopulares da oposição e impor agenda própria, de modo a incorporar à pauta matérias como o fim da escala 6×1.

“Eu defendo que o governo paute questões, mesmo que perca, para expor o centrão”, afirma Valente. “O governo precisa acabar com qualquer ilusão de ser possível agradar tanto o mercado quanto o agronegócio, porque eles são ideológicos.”

A retórica mostra-se estar, em parte, de acordo com movimentos recentes de Lula. Na semana passada, o presidente criticou o baixo nível do Congresso, num evento no Rio de Janeiro. Na mesma ocasião, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) foi vaiado e ouviu ainda gritos de “sem anistia”.

POPULARIDADE – Embora esteja distante dos patamares de seus mandatos anteriores, Lula viu a sua popularidade registrar o maior índice no ano. Em setembro, pesquisa Datafolha mostrou que a aprovação do presidente chegou a 33%, melhor resultado desde dezembro de 2024, quando somava 35%.

De acordo com o cientista político Leonardo Belinelli, da UFFRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), alguns fatores explicam a conjuntura positiva para Lula: o tarifaço do presidente americano Donald Trump, que provocou a campanha em defesa da soberania nacional, as manifestações que descartaram a PEC da Blindagem e a condenação do núcleo crucial da trama golpista.

“O campo bolsonarista, refletido em parte no centrão, ficou muito desorganizado sem a liderança de Bolsonaro, até porque nomes como Ciro Nogueira e Valdemar Costa Neto não parecem ter um projeto comum”, afirma Belinelli. “O papel da comunicação do governo será fundamental para a consolidação do momento pró-governo.”

ARREFECIMENTO – Para Christian Lynch, cientista político da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), a atual conjuntura parece indicar o primeiro arrefecimento, em uma década, do entusiasmo do brasileiro com o conservadorismo.

Segundo ele conta, a sociedade viu o centrão se perder em sua postura fisiológica e o bolsonarismo se consumir em seu ímpeto golpista. Nada, porém, que deva suscitar a euforia da esquerda. Afinal, diz Lynch, os problemas para o governo continuam, sendo um deles sua presença minoritária no Legislativo.

RENÚNCIA – “Em termos de governabilidade, ela nunca funcionou e talvez já exista uma certa renúncia à governabilidade”, afirma Lynch. Neste mês, a Câmara impôs mais uma derrota ao Planalto ao deixar perder validade a medida provisória que previa aumentar a arrecadação. Capitalizar derrotas expõe, em caminho inverso, um governo frágil.

“O governo passou a ser oposição ao centrão, tentando propagar o pensamento de que o Congresso representa o atraso”, conta Lynch. “Não é uma onda positiva para Lula, mas uma marolinha.”

ALA CRÍTICA – Ex-presidente do PT, o deputado federal Rui Falcão (PT-SP), também integra a ala mais crítica ao centrão. “Outro dia me perguntaram ‘deputado, por que a gente não põe para votar pautas nossas, mesmo que a gente perca?’ Sou a favor, precisamos ter uma disputa de ideias e criar um movimento de massas para que existam condições melhores para Lula em um novo governo”, diz, acrescentando que o seu raciocínio não fomenta a antipolítica.

“O pensamento contra a política se manifesta de outros modos, quando a gente tolera, por exemplo, as emendas secretas ou uma proposta para blindar parlamentares.”

SEM EUFORIA – O deputado se opõe, no entanto, à ideia de renunciar à governabilidade, porque seria um pensamento eleitoreiro. Segundo Falcão, é comum a esquerda operar em uma ciclotimia, ora melancólica, ora eufórica. Ele reconhece o momento positivo, até porque a pauta da anistia aos golpistas regrediu, mas prefere evitar a euforia, pontuando problemas mais profundos para a esquerda.

De acordo com o deputado, o PT, em especial, está perdendo sua identidade, que, ao longo da história, ofereceu à população um horizonte de transformação social. Ele afirma que o partido está distante das periferias e só com pressão popular seria possível reverter algumas propostas no Congresso.

Nesse sentido, diz que a comunicação do governo deve deixar de ser apenas celebratória, passando a ser convocatória. “Se a gente quer ter uma vitória, precisamos de um partido engajado em lutas”, afirma ele. “Não podemos ser encarados como o sistema.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEmbriagado pelo sucesso momentâneo, o PT delira e dá tiro no pé. Sem apoio do centrão, ninguém ganha eleição no Brasil. (C.N.)

O colapso venezuelano é o vizinho incômodo que não deve ser ignorado

Uma desesperada canção de amor, na poesia de J.G. de Araujo Jorge

Veredas da Língua: J.G. DE ARAÚJO JORGE - POEMASPaulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, político e poeta acreano José Guilherme de Araujo Jorge (1914-1987) ou, simplesmente, J. G. de Araújo Jorge, foi conhecido como o Poeta do Povo e da Mocidade, pela sua mensagem social e política e por sua obra romântica mas, às vezes, dramática, como no poema “Canção do meu abandono”.

CANÇÃO DO MEU ABANDONO
J. G. de Araújo Jorge

Não, depois de te amar não posso amar ninguém!
Que importa se as ruas estão cheias de mulheres
esbanjando beleza e promessa
ao alcance da mão?
Se tu já não me queres
é funda e sem remédio a minha solidão.

Era tão fácil ser feliz quando tu estavas comigo!
Quantas vezes, sem motivo nenhum, ouvi o teu sorriso
rindo feliz, como um guiso
em tua boca?

E todo momento
mesmo sem te beijar eu estava te beijando:
com as mãos, com os olhos, com os pensamentos,
numa ansiedade louca!

Nossos olhos, meu Deus! nossos olhos, os meus
nos teus,
os teus
nos meus,
se misturavam confundindo as cores
ansiosos como olhos
que se diziam adeus…

Não era adeus, no entanto, o que estava em teus olhos
e nos meus,
era êxtase, ventura, infinito langor,
era uma estranha, uma esquisita, uma ansiosa mistura
de ternura com ternura
no mesmo olhar de amor!

Ainda ontem, cada instante era uma nova espera…
Deslumbramento, alegria exuberante
e sem limite…

E de repente,
de repente eu me sinto triste como um velho muro
cheio de hera
embora a luz do sol num delírio palpite!

Não, depois de te amar não posso amar ninguém!

Podia até morrer, se já não há belezas ignoradas
quando inteira te despi,
nem de alegrias incalculadas
depois que te senti…

Depois de te amar assim, como um deus, como um louco,
nada me bastará, e se tudo é tão pouco…
… eu devia morrer…

Partidos da base enfraquecem governo Lula e projetam realinhamento para 2026

Por que a Câmara decidiu entregar futuro de Eduardo Bolsonaro ao STF

Conselho de Ética indica que terceirizou futuro de Eduardo

Andréia Sadi
G1

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados terceirizou a decisão sobre o futuro do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para o Supremo Tribunal Federal (STF). Esse é o recado que o órgão deu quando resolveu, na quarta-feira (22), ser conivente e arquivar a representação contra o deputado pela atuação nos Estados Unidos que levou a sanções contra autoridades brasileiras e tarifas contra exportações do país para impedir o julgamento do pai, Jair Bolsonaro (PL), pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Com isso, neste momento, qualquer desfecho relativo ao mandato de Eduardo deve vir do STF, onde Eduardo responde a um processo por coação no curso do processo em razão dessa atuação nos EUA. A expectativa é que ele só venha a ser julgado em 2026.

BLINDAGEM – “Nós vamos proteger o mandato de Eduardo Bolsonaro até o fim”, disse o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), para quem há argumento, inclusive, para evitar a perda de mandato de Eduardo Bolsonaro em razão das faltas por estar fora do país.

Quando viajou aos EUA, Eduardo tirou uma licença de 120 dias das atividades parlamentares, ou seja, nenhuma falta foi contabilizada. Quando esse prazo terminou, em julho, as ausências voltaram a valer.

Segundo a Constituição, um parlamentar perderá o mandato se deixar de ir a um terço — ou mais — das sessões de votações ao longo do ano. O PL chegou a tentar uma manobra para garantir o mandato do parlamentar, ao indicá-lo como líder da minoria, usando como base um precedente de 2015 para tentar permitir que ele justificasse as faltas, mas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), barrou.

O líder do PL, entretanto, avalia que tem como convencer o comando da Casa a não levar para diante qualquer tentativa de punição a Eduardo em razão das ausências.

A manobra silenciosa de Luiz Fux e o intrincado tabuleiro do Supremo

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Após arquivamento de processo, Gleisi acusa Câmara de blindar Eduardo Bolsonaro

Ministra criticou parlamentares da oposição

Luis Felipe Azevedo
O Globo

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), criticou a decisão da Comissão de Ética da Câmara dos Deputados de arquivar o processo disciplinar instaurado contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por quebra de decoro parlamentar. Para Gleisi, o posicionamento desta quarta-feira é “vergonhoso”, um “estímulo aos golpistas” e um “desserviço à democracia”.

“Desde quando conspirar com um governo estrangeiro contra o Brasil virou prerrogativa de parlamentar? Desde quando trair a pátria deixou de ser crime? Foi isso que Eduardo Bolsonaro fez, sem o menor pudor, desde que fugiu para os Estados Unidos. É simplesmente vergonhoso que a maioria do Conselho de Ética da Câmara tenha votado pelo arquivamento da representação contra o deputado traidor. Deixar seus crimes impunes é um estímulo aos golpistas e um desserviço à democracia e ao país”, escreveu Gleisi no X.

“IMUNIDADE” – O placar foi de 11 votos pelo arquivamento e 7 contrários. A decisão do colegiado está de acordo com o parecer do Delegado Marcelo Freitas (União-MG), que apresentou uma argumentação a favor da improcedência da denúncia. Após a discussão do tema, o relator defendeu novamente sua posição: “Este Conselho de Ética não pode ser censor de palavras ditas no Brasil ou no exterior. Entendemos que o caso está acobertado pela imunidade parlamentar”, afirmou Freitas.

O deputado recebeu o link para participar da reunião, mas não compareceu. O presidente do colegiado, Fábio Schiochet (União Brasil-AP), confirmou que ele teria direito a fazer o uso da palavra, mas preferiu não entrar na sessão.

A representação, apresentada pelo PT, acusava o parlamentar de usar o mandato para atacar as instituições democráticas — especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF) — e de tentar influenciar autoridades estrangeiras a impor sanções econômicas ao Brasil.

EXPOSIÇÃO – Segundo o partido, as declarações de Eduardo teriam “desacreditado o sistema democrático brasileiro” e “exposto o país a constrangimento internacional”, em meio a decisões do STF que atingiram aliados do bolsonarismo. Na representação, o PT sustenta que “a imunidade parlamentar não é um salvo-conduto para a prática de atos atentatórios à ordem institucional, tampouco um manto protetor para discursos de incitação à ruptura democrática”.

Fora do país há sete meses, Eduardo Bolsonaro também pode perder o mandato por faltas injustificadas. A tramitação do caso foi marcada por atrasos — a votação do relatório chegou a ser adiada porque Schiochet não estava em Brasília na semana passada.

Falta muita coisa no Congresso, que não entende o significado de ética

Explique a charge usando conceitos de ética e moral: - brainly.com.br

Charge do Pelicano (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Ética é um conjunto de valores morais. Desta forma, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados errou feio, absolvendo o deputado fujão do processo de cassação. A decisão fere a democracia, insulta o bom senso e apequena mais ainda a Câmara aos olhos da nação.

O relator, deputado/delegado Marcelo Freitas, foi vice líder do governo Jair Bolsonaro. É amigo do clã Bolsonaro. Foi parcial e irresponsável no parecer. Um absurdo. Alegar que Eduardo Bolsonaro está protegido pela imunidade parlamentar é uma excrescência. Imunidade não significa imoralidade, leviandade e torpeza sem precedentes.

As ações e declarações nada republicanas do deputado fujão, nos Estados Unidos, insultando a soberania, o governo e o Supremo Tribunal Federal (STF), são mostras de um papel de moleque desprezível e ordinário. Sandices que jamais poderão contar com a tolerância da sociedade brasileira.

UNIÃO DE ESFORÇOS– No debate do Lide Brasília, presidido pelo empresário Paulo Octávio, o governador Ronaldo Caiado reforçou a união entre Brasília e Goiás em torno de assuntos econômicos que visem ao desenvolvimento.

Participando dos trabalhos, o presidente da Fecomércio de Brasília, José Aparecido Freire, afirmou que “nos últimos sete anos e meio, Brasília e Goiás realmente passaram a atuar de forma conjunta, com resultados expressivos também para o setor empresarial”.

IMPOSTO DE RENDA – O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos(CAE), senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirma que o Senado não trabalha de costa para a população e, portando, está confiante de que o projeto que isenta do Imposto de Renda quem ganha até 5 mil reais, depois de amplamente discutido em audiências públicas, será aprovado pela Câmara Alta, sem necessidade de ser apreciado para a Câmara dos Deputados.

O líder do governo, senador baiano Jaques Wagner, concorda com Calheiros. Hoje, o presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, foi à comissão declarar o apoio da entidade a iniciativa.

BELA AMIZADE – Minha alma e meu coração ficaram emocionados com a demonstração da cativante e desinteressada amizade entre a vice-governadora, Celina Leão, e Michelle Bolsonaro (Capital S/A – Correio Braziliense – 22/10).

Alegres, faceiras e encantadas como duas radiantes adolescentes, foram ao salão de beleza e colocaram cabelos, unhas e pés em dia. entre brincadeiras e sorrisos. Adeus, cutículas. Tudo com ternura divertida.

Mostraram que São João Evangelista, o padroeiro da amizade tem razão. Celina e Michelle sabem que nada substitui o afeto, a bondade e o carinho. 

POESIA É VIDA – Tanta amizade entre Celina e Michelle até despertaram aquele meu lado poético:

ETERNA PRESENÇA

Meus travesseiros falam,
Conversam com teu coração,
Trocam olhares e saudades.
Sorriem com o vento carinhoso
Acariciando meu rosto,
Sinto tua alma presente,
Aperto as mãos no peito,
Feliz com teu aceno do céu. 

Ex-assessor de Trump afirma que a Venezuela financiou Lula e PT

Ex-servidor do Tesouro dos EUA: “Dinheiro sujo financiou o Brasil”

Marshall depôs no Senado e falou sobre o “dinheiro sujo”

Felipe Salgado
Metrópoles

Ex-secretário assistente para o Financiamento do Terrorismo, órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, Marshall Billingslea afirma que o regime venezuelano utilizou recursos ilícitos para financiar campanhas políticas de esquerda na América Latina, incluindo o Brasil.

A declaração foi feita durante audiência do Comitê do Senado sobre Controle Internacional de Narcóticos. Billingslea, que ocupou cargos na área de segurança e finanças internacionais durante o primeiro governo Donald Trump, disse que o governo de Nicolás Maduro transformou a Venezuela em um centro de articulação política regional

DINHEIRO SUJO – “O regime que espalhou o socialismo na América Latina é o venezuelano. É o dinheiro sujo e corrupto da Venezuela que financiou a campanha de [Gustavo] Petro [presidente da Colômbia]. Eles canalizaram dinheiro para o México e o Brasil”, disse, acrescentando:

“Se a democracia voltar à Venezuela, acaba o dinheiro para campanhas socialistas na região, receitas de petróleo para Cuba e apoio à Nicarágua”, afirmou Billingslea aos senadores norte-americanos.

Durante a audiência, Billingslea acusou o regime venezuelano de transformar o país em um “refúgio disposto” para Hezbollah, oferecendo acesso a documentos falsificados, rotas de tráfico de drogas e rotas para o Hemisfério Ocidental.

ATÉ O HEZBOLLAH – “Com sua infraestrutura libanesa em ruínas e o financiamento iraniano incerto, o Hezbollah fará uma guinada decisiva para a América Latina, em especial para o tráfico de drogas”, declarou.

A fala do ex-funcionário do Tesouro americano ocorre em meio a novas menções sobre supostos repasses de recursos venezuelanos a partidos e líderes de esquerda no continente.

Na semana passada, reportagem do site UHN Plus informou que Hugo “El Pollo” Carvajal, ex-chefe da inteligência da Venezuela, relatou ao Departamento de Justiça dos EUA que fundos da petroleira estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) teriam sido usados para financiar campanhas políticas em outros países durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

DINHEIRO CHAVISTA – Carvajal, extraditado para os Estados Unidos em 2023, teria detalhado como o regime chavista operou transferências ilegais por meio de intermediários e empresas estatais.

Segundo o depoimento, os recursos teriam chegado a líderes como Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Néstor Kirchner (Argentina), Evo Morales (Bolívia), Fernando Lugo (Paraguai), Ollanta Humala (Peru), Manuel Zelaya (Honduras) e Gustavo Petro (Colômbia).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É por isso que Nicolás Maduro tira tanta onda e não tem o menor respeito por Lula, que jamais deveria arranjar financiamento com esse tipo de gente. Também é por isso que sempre dizemos que não se sabe quem é o pior: Lula ou Bolsonaro? (C.N.)

Flávio Bolsonaro sugere que EUA ataquem barcos no Rio em “ajuda” contra o tráfico

Com acórdão publicado, aliados admitem prisão de Bolsonaro já em novembro

Defesa de Bolsonaro minimiza impacto da mudança de turma de Fux no STF

Fux segue no radar dos processos de Bolsonaro

Bela Megale
O Globo

Advogados que integram a defesa de Jair Bolsonaro também foram surpreendidos com o pedido de mudança de turma do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, mas avaliam que o movimento não trará repercussão para o caso do ex-presidente na trama golpista.

A leitura feita por Paulo Cunha Bueno, um dos defensores do capitão reformado, é que Fux “permanece vinculado aos processos” da tentativa de golpe que já começou a julgar. O magistrado foi o único da Primeira Turma que votou pela absolvição do ex-presidente, ficando vencido por quatro a um.

CONTRADIÇÃO – O voto de Fux foi considerado contraditório pelos seus colegas, por contrariar posições que ele próprio havia sustentado em centenas de julgamentos dos atos golpistas de 8 de janeiro. Além disso, a avaliação é que o voto de Fux abasteceu o discurso bolsonarista nos ataques ao STF e aos seus ministros.

Como informou a colunista Malu Gaspar, mesmo tendo pedido a transferência da Primeira para a Segunda Turma, Fux pretende participar dos julgamentos relacionados aos núcleos da trama golpista, inclusive da análise dos recursos de Bolsonaro contra a decisão que o condenou no mês passado a 27 anos de prisão.

VÍNCULO – A interlocutores, Fux tem dito que segue vinculado aos julgamentos de todos os núcleos da trama golpista, inclusive de recursos e revisões criminais. O precedente existe: há no STF casos em que ministros pediram vista e retornaram ao colegiado para votar em processos antigos.

Integrantes da Primeira Turma, no entanto, afirmam que existe dúvida se Fux poderá participar desses julgamentos, em especial, daqueles núcleos nos quais ele não terá votado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Realmente, não muda nada. É trocar seis por meia dúzia. Fux tem notório saber e reputação ilibada, porém demorou muito a se rebelar contra as mazelas do Supremo, agora é tarde, ficou completamente isolado. (C.N.)

As aparências enganam, especialmente quando se trata de amor e ódio

UM POUCO DE MIM - SÉRGIO NATUREZA E AMIGOS - Discografia Brasileira

Sérgio Natureza, compositor carioca

Paulo Peres
Poemas & Canções

O compositor, poeta e letrista carioca Sergio Roberto Ferreira Varela, conhecido como Sérgio Natureza, mostra nesta belíssima letra que, realmente, “As Aparências Enganam”. Principalmente, quando se trata de sentimento do tipo amor e ódio e suas infindas consequências.

A belíssima canção foi gravada por Elis Regina no LP Elis, Essa Mulher, em 1979, pela WEA.

AS APARÊNCIAS ENGANAM
Tunay e Sérgio Natureza

As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões
Os corações pegam fogo e depois não há nada que os apague
Se a combustão os persegue, as labaredas e as brasas são
O alimento, o veneno e o pão, o vinho seco, a recordação
Dos tempos idos de comunhão, sonhos vividos de conviver

As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões
Os corações viram gelo e, depois, não há nada que os degele
Se a neve, cobrindo a pele, vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer, não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada pra se fazer, senão chorar sob o cobertor

As aparências enganam, aos que gelam e aos que inflamam
Porque o fogo e o gelo se irmanam no outono das paixões
Os corações cortam lenha e, depois, se preparam pra outro inverno
Mas o verão que os unira ainda vive e transpira ali
Nos corpos juntos na lareira, na reticente primavera
No insistente perfume de alguma coisa chamada amor.