STF, Planalto e o jogo de paciência — a novela da indicação de Messias

8 thoughts on “STF, Planalto e o jogo de paciência — a novela da indicação de Messias

  1. O Brasil está a parecer uma cada de loucos varridos.
    Parlamentares condenados criminalmente como Carla Zambeli e Alexandre Ramagem continuam recebendo salários sem trabalhar e mantendo os apartamentos funcionais em Brasília, pagos com dinheiro público, com um simples detalhe:
    Zambeli está presa na Itália
    Ramagem fugiu para Miami e mora num condomínio de milionários.

    Hoje, o Relator nomeado por Hugo Motta, apresentou parecer na Comissão de Constituição e Justiça mantendo o mandato de Carla Zambeli.

    A Blindagem de criminosos e corruptos atingiu o ápice da vergonha no Parlamento. Não adianta argumentar que são representantes do povo, porque não chegam nem perto. São representantes deles e atuam no interesse da classe corporativa.

    O povo deveria sair às ruas, exigindo compostura e ética, tudo que está faltando, principalmente na Câmara dos Deputados.

    O Senado não fica devendo nada a Câmara, Davi Alcolumbre, presidente da Casa dos Seniors, o guerreiro vingativo de Esparta, com sua carranca característica, trabalha contra a indicação do AGU, José Messias, porque seu irmão do Amapá foi envolvido no escândalo Master, sim, aquele cujo dono, Daniel Vorcaro preso e depois solto, tirou dinheiro público da Previdência do Amapá do Rio de Janeiro, vem mais roubalheira nesse vespeiro bancário. Além de Castro, Ibanéis Rocha governadores do Rio e de Brasília, Tarcísio de Freitas também entrou nesta enrascada.

    O Brasil e frente um momento medieval de falta de credibilidade das autoridades do Legislativo.

    A desembargadora, que liberou o dono do Master e seus diretores, alegou que o crime desse banqueiro corrupto não era violento, portanto, a prisão não se sustentava no arcabouço legal.

    Ora, ilustre magistrada, a lesão aos cofres públicos, aos direitos dos aposentados, sonegadores ao de impostos e lavagem de dinheiro, é uma violência coletiva atingindo segmentos vulneráveis da sociedade.

    Deveria amargar o cárcere para aprender a respeitar as Leis.

  2. Governo Barba corre risco de naufrágio, na rota de colisão com Alcolumbre

    Quando a marcação é constante e a distância diminui, a rota é de colisão, ensinam os velhos navegantes.

    É mais ou menos o que está acontecendo entre Barba e Alcolumbre, por causa da indicação de ‘Bessias de Dilma’ para uma vaga no STF, em vez de Pacheco, que teria amplo apoio dos colegas.

    Criou-se uma situação muito complicada, porque Barba não pode recuar — se o fizer, não nomeará mais ninguém que dependa de aprovação do Senado — nem Alcolumbre pode perder a votação, porque isso fragilizaria sua liderança irremediavelmente.

    Caso Bessias não seja aprovado, o que não acontece desde o governo Floriano Peixoto, Barba também não indicará Pacheco. Terá de apresentar outro nome, que forme maioria no Senado. É ou não é uma rota de colisão?

    Assim, a indicação de Bessias para a vaga deixada por Roberto Barroso no STF é o mais sério teste de força para a base de Barba no Senado.

    Com a sabatina marcada para o dia 10, pela pressão convergente de governistas, independentes e oposicionistas, Bessias chega à Comissão de Constituição e Justiça em situação delicada:

    – Tem apenas 10 votos assegurados, enquanto precisa de 14 para ser aprovado no colegiado, segundo levantamento do Poder360.

    Outros oito senadores declararam-se contrários, três não responderam e seis preferiram não antecipar posição — justamente o bloco que decidirá o desfecho. Se o nome for rejeitado, mesmo assim vai ao plenário.

    A resistência a Bessias reflete a nova correlação de forças do Senado. Alcolumbre tornou-se fiador informal das indicações ao Judiciário e não gostou de ver sua autoridade contrariada quando Barba optou por Messias sem consultar previamente os principais líderes.

    O Senado, que busca recuperar protagonismo após anos de hegemonia da Câmara, leu a indicação como um ato unilateral.

    A tensão entre os Poderes cresceu. Alcolumbre subiu o tom e acusou setores do Executivo de tentar criar a “falsa impressão” de que a aprovação dependeria de barganhas com cargos e emendas, e criticou duramente o fato de o Planalto ter demorado a enviar a mensagem formal ao Senado.

    Barba, por sua vez, entrou de sola nas articulações e tenta reconstruir pontes: almoçou com o relator, Weverton Rocha, e pretende entregar pessoalmente a indicação a Alcolumbre, num gesto de pacificação.

    Aliados de Bessias avaliam que parte da bancada evangélica pode lhe dar votos silenciosos, mesmo entre bolsonaristas.

    A sabatina, marcada para o dia 10, será seguida de votação secreta — e isso abre espaço para traições de todos os lados.

    O cálculo mais otimista do governo fala em 45 a 48 votos; nas contas de Alcolumbre, Bessias teria apenas de 28 a 31. São 81 senadores, a aprovação precisaria de 41, no mínimo.

    Fonte: Correio Braziliense, Entrelinhas, 02/12/2025 – 06:56 Por Luiz Carlos Azedo

    • Adiamento da sabatina de Bessias é uma vitória da estratégia de Barba

      O adiamento da sabatina de Bessias, indicado por Barba para o STF, na CCJ do Senado foi uma vitória do governo.

      Alcolumbre havia marcado a sabatina para a quarta-feira, 10 — um prazo curto sob medida para dificultar mais ainda a nada tranquila caminhada de Bessias em busca dos 41 votos necessários para se sentar na cadeira que foi de Barroso.

      Barba definiu como estratégia jogar para fevereiro a sabatina. Alcolumbre não gostou. Mas hoje piscou. E cancelou a sessão.

      Para não perder a pose disse a alguns senadores, segundo revelou Ana Flor, que a sabatina pode ficar “para depois das eleições de 2026”.

      É uma ameaça que apenas reforça que o clima entre o Palácio do Planalto e Alcolumbre está péssimo. Mas não dá para levar ao pé da letra a tentativa de intimidação.

      Agora, é Barba terá tempo de tentar negociar com Alcolumbre.

      O Globo, Opinião, 02/12/2025 17h51 Por Lauro Jardim

  3. Alcolumbre criou crise em que não há interesse público

    Alcolumbre criou uma crise com o Planalto sem que haja nela um só fiapo de interesse público.

    Tudo por causa da escolha, por Barba, do Bessias de Dilma para a cadeira vaga no STF. Alcolumbre queria Pacheco.

    A prerrogativa constitucional de nomear ministros do STF é do presidente da República, e só dele.

    A preferência de Alcolumbre, como o pato ao tucupi, é uma escolha dele. A preferência de Barba por Bessias é uma prerrogativa.

    (…)

    Fonte: O Globo, Opinião, 03/12/2025 00h06 Por Elio Gaspari

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