Tofolli manda devolver R$ 26,5 milhões a um gerente corrupto da Petrobras

Tribuna da Internet | Toffoli, o “Amigo do Amigo”, suspende multa bilionária que Odebrecht se ofereceu a pagar

Charge do Kácio (Metrópoles)

Mateus Coutinho e Bruno Luiz
Do UOL

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recorreu de decisão do ministro do STF Dias Toffoli, que em dezembro mandou devolver R$ 26,5 milhões ao ex-gerente da Petrobras Roberto Gonçalves, condenado à prisão no âmbito da Operação Lava Jato.

Gonet pediu que decisão sobre devolução do valor seja suspensa por Toffoli. Caso o ressarcimento às contas de Gonçalves já tenha acontecido, o PGR solicitou que o dinheiro seja enviado novamente à Justiça.

Mas a transferência da quantia que estava em conta judicial já foi feita em dezembro. A repatriação para o Brasil dos valores, que envolviam pagamentos de empreiteiras, havia ocorrido em 2020, após cooperação internacional junto a autoridades suíças.

PROVAS ABUNDANTES – No recurso enviado a Toffoli, Gonet afirma que há acervo de provas “robusto” e “coeso” contra o ex-gerente. Entre as provas não anuladas pelo ministro, o procurador-geral cita comunicações das autoridades suíças ao Brasil de que ele mantinha mais de US$ 4 milhões no país europeu, com “nexo direto com desvios de recursos sofridos pela Petrobras.”

Diz ainda que há depoimentos de delações premiadas mostrando que Gonçalves negociou propina em contratos da petroleira.

Diante dos indícios, Gonet defende que o dinheiro não poderia ser devolvido. “Verifica-se, assim, a suficiência do acervo processual para justificar o ajuizamento de ação de ressarcimento por improbidade administrativa e, principalmente, para obstar toda pretensão de restituição em favor do agente público corrompido. A acintosa quantia decorrente dos fatos narrados é fruto de desvios do patrimônio público, sendo a recomposição do erário medida de rigor republicano.”

O desvio sistemático de recursos públicos compromete a implementação de políticas públicas, corrói a confiança institucional, fragiliza a legitimidade dos agentes estatais e destrói a ética que deve reger as relações na sociedade. A repressão à corrupção se projeta como instrumento de defesa da própria ordem democrática, autorizando a atuação concomitante e independente de diversas frentes — penal, civil, administrativa e de improbidade — todas orientadas pela primazia da recomposição integral do dano, tal como se pretende na espécie.

TOFFOLI ANULA TUDO – Em setembro, Toffoli determinou a nulidade de todos os atos no processo do ex-gerente. O ministro atendeu pedido da defesa, que solicitou, para Gonçalves, a extensão de uma decisão do próprio Toffoli anulando provas da Lava Jato contra o advogado Rodrigo Tacla Duran.

Segundo a Folha de S. Paulo, Toffoli argumentou que o caso do ex-gerente tem situação igual à de uma outra ação que já tinha sido anulada anteriormente.

Na época, a condenação de Gonçalves havia transitado em julgado, e ele já havia começado a cumprir a pena. O processo tinha passado por todas as instâncias da Justiça — em 2024, o STF resolveu manter a sentença de 17 anos e nove meses de prisão, com voto favorável de Toffoli.

PETROBRAS REAGE – Com anulação da sentença, a Petrobras pediu que o dinheiro fosse mantido bloqueado para garantir eventual reparação em ação de improbidade. Em decisão de dezembro, Toffoli entendeu que não havia elementos de prova mínimos que justificassem abertura de ação de improbidade e a manutenção do bloqueio dos valores.

Toffoli tem anulado uma série de atos da Lava Jato. As decisões são baseadas em dois argumentos principais: a alegação de conluio do então juiz Sergio Moro com os procuradores, escândalo batizado de “Vaza Jato”, e também o uso nas denúncias de elementos do acordo de colaboração da empreiteira Odebrecht que foram considerados inválidos pela corte.

Segundo a sentença do caso, expedida em 2017 por Sergio Moro, Gonçalves recebeu propina da Odebrecht e da construtora UTC. Na época dos pagamentos, ele era gerente-executivo da área de engenharia e serviços da Petrobras, entre 2011 e 2012.

PRESO DUAS VEZES – Gonçalves foi preso duas vezes na Lava Jato. A primeira, de forma temporária, em 2015. Depois, na 39ª fase da Lava Jato em 2017, desta vez, preventivamente, quando ficou na cadeia por três anos.

Em junho passado, a sentença transitou em julgado. Com isso, o juiz federal Guilherme Borges, responsável atualmente pala operação no Paraná, determinou a prisão para cumprimento da pena definitiva. Aceitou pedido, no entanto, para que o réu ficasse em detenção domiciliar, com tornozeleira eletrônica, devido a problemas de saúde da esposa.

Com a nova decisão do Supremo, em outubro, a Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro deliberou a soltura.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Até quando o Supremo continuará a suportar um ministro como Toffoli? Ora, vamos ser francos. Ele não tem notório saber nem reputação ilibada, simplesmente aplica um golpe atrás do outro, não respeita a Suprema Corte, a Procuradoria-Geral nem a Constituição. Tenho vergonha de ser compatriota de um tipo dessa qualidade. (C.N.)

Festival de absurdos que assola o STF está acima da lei e da ordem

Dois homens vestidos com togas pretas conversam em ambiente formal. Um deles, de cabelos grisalhos e barba, veste terno azul e gravata, olhando atentamente para o outro homem calvo.

Moraes e Toffoli têm um comportamento nada republicano

Lygia Maria
Folha

Conexões entre familiares de Toffoli e Moraes com o caso do Banco Master não podem ser tratadas como mera coincidência. Se esses vínculos, além dos abusos de poder, são aceitáveis, então o STF acha que está acima da lei e da própria República

O ministro Dias Toffoli impediu a perícia em celulares pela Polícia Federal imediatamente após a apreensão, durante investigação do escândalo do Banco Master. Os aparelhos deveriam ficar no STF; depois, enviou à Procuradora-Geral da República e escolheu quatro peritos da Polícia Federal para realizar o procedimento.

Um dos aparelhos é de um cunhado do dono do Master, que está ligado a fundos com participação societária num resort no Paraná que pertencia, em parte, a irmãos de Toffoli até 2025.

SEM FORO ESPECIAL – Ademais, o processo só está no STF porque Toffoli mandou o princípio do juiz natural às favas e trouxe para a Corte um caso sem réus com foro privilegiado. Não contente, colocou sigilo elevado no processo. Tudo isso logo após viajar ao Peru acompanhado por um advogado de um dirigente do Master. Calma, piora.

Lembram do resort? A participação dos irmãos de Toffoli foi comprada por um advogado que atua para a JBS. A empresa faz parte da holding J&F, cuja multa no valor de R$ 10 bilhões prevista em acordo de leniência foi suspensa em 2023 por quem? Sim, Toffoli.

E tem mais. Na época, a esposa do magistrado, que é advogada, prestava serviços jurídicos para a J&F em outros casos.

SUPERCONTRATO – Agora, o escritório de advocacia da mulher de outro ministro, Alexandre de Moraes, tem um contrato de R$ 129,6 milhões com o Banco Master para realizar serviços que não se sabe quais são.

O mesmo Moraes que, após as notícias sobre o resort, abriu inquérito de ofício para apurar supostos vazamentos de dados de ministros pela Receita Federal.

A mesma arbitrariedade, cujo intuito é blindar membros do STF, usada por Toffoli em 2019 na instauração do inquérito das fake news —que vigora sob sigilo até hoje e tem Moraes como relator.

FESTIVAL DE ABSURDOS – Como os outros ministros do Supremo acham que a sociedade deve encarar esse festival de absurdos? Todas essas conexões são mera coincidência? Os fins justificam os abusos de poder?

Se assim for, a Corte constitucional não quer cidadãos, mas cordeiros. Acha que está acima da lei e até da própria República. Não à toa, assim funciona o Judiciário em regimes autoritários.

É preciso maior rigor no combate à violência contra as mulheres

Sindicato participa de campanha internacional sobre violência contra mulheres • SSM/RPGP

Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Vicente Limongi Netto

Na edição do Correio Braziliense de 6/8/23, com o título “Que as mulheres sejam honradas”, Ana Dubeux escrevia forte, repudiando patifes e covardes que se aproveitam de mulheres vulneráveis. Dubeux agora volta ao tema, no CB de 18/01, clamando “Salvemos todas as mulheres”, ao salientar que a “escalada da violência contra as mulheres e dos feminicídios é uma certeza, medida em número e casos”.

A seu ver, nenhuma mulher merece ser ultrajada, ridicularizada, humilhada. Dubeux prossegue: “Nosso convite é olhar para essa realidade em filtros. Entendê-la e trabalhar para mudá-la”.

Ana destaca, nessa linha, que no próximo dia 27 o jornal promoverá mais uma edição do “CB.Debate”, com o tema “Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos”.

OTIMISMO– O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, saudou a aprovação do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Opinião Europeia.

“Este acordo histórico marca o início de uma nova era para o setor produtivo brasileiro”, frisou Tadros.

Família de Daniel Vorcaro acumula R$ 8 milhões em dívidas com a União

Irmão e pai de Vorcaro foram alvos da PF

Juliana Arreguy
Folha

A irmã e o pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acumulam R$ 8.037.024,02 em dívidas com a União, oriundas de seis empresas da teia de negócios da família.

Natália Vorcaro Zettel e Henrique Moura Vorcaro foram alvos da Polícia Federal na segunda fase da Operação Compliance Zero, na quarta-feira (14), contra suspeitos de envolvimento nas fraudes por meio de fundos de investimento do Master. O marido de Natália, Fabiano Zettel, foi preso na manhã daquele dia quando se preparava para deixar o país, de jatinho, sendo solto horas depois.

DÍVIDA – Pai e filha constam como devedores em 13 inscrições na dívida ativa da União. Sete delas são em conjunto, uma está no nome de Natália e outras cinco, no nome de Henrique. As dívidas se referem a contribuições sociais como PIS e Cofins e impostos como IRPJ (que incide sobre o lucro das empresas).

Do total devido, R$ 5,8 milhões se referem a débitos da Mercatto Corporações Imobiliárias, que tem no quadro societário Henrique e a Multipar, uma holding que tem o pai de Vorcaro como presidente e a irmã como diretora. A Multipar é a principal companhia da família Vorcaro, onde o próprio Daniel teve uma passagem no início de sua carreira.

O banqueiro também trabalhou em três das seis empresas listadas na dívida ativa: além da Mercatto, a Pacific Realty, de aluguel de imóveis, e a PQS Empreendimentos Educacionais, de livros didáticos. Todas elas são sediadas no mesmo local, na Vila da Serra, bairro de alto padrão de Nova Lima quase na divisa com Belo Horizonte.

SOCIEDADE – O endereço também abriga Eukaryota Participações, sociedade anônima que tem, novamente, Henrique como presidente e Natália como diretora. Na dívida ativa, apenas Natália consta como devedora pela Eukaryota, em um débito de R$ 7 mil. Henrique, sozinho, responde pelas dívidas da PQS, da Mercato Consultoria Imobiliária e do Tropical Clube de Minas Gerais. O clube é o único que tem apenas Henrique como sócio, sem envolver outros parentes ou holdings ligados à família Vorcaro.

Todos os 13 débitos apresentam exigibilidade suspensa, o que permite aos devedores atuarem como se eles estivessem quites com a União, sem empecilhos para realizar empréstimos e contratos, por exemplo. O vencimento de cada uma das dívidas será ainda este mês.

Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que gerencia o banco de devedores, caso as dívidas não sejam quitadas, a cobrança pode ser feita por vias judiciais e incluir penhoras de bens.

Haddad condiciona decisão eleitoral a conversa com Lula e mantém futuro em aberto

Haddad afirmou que quer tempo para discutir o país

Marcos Hermanson
Folha

O ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou nesta segunda-feira (19), em entrevista ao UOL News, que uma decisão sobre eventual candidatura sua em 2026 só sairá após conversas com o presidente Lula (PT).

“Comecei uma conversa com o presidente”, relatou, respondendo se teria sido intimado pelo petista a se candidatar ao governo paulista. “Tenho ouvido o presidente. Levei minhas colocações à consideração dele. É uma conversa de amigos, que pode se estender, mas não concluímos nada nessa primeira conversa. Vamos chegar em algum consenso logo mais.”

DISCUSSÃO – Haddad disse que tem falado de questões pessoais com o presidente, ressaltou que vai completar uma década como ministro, e afirmou que quer tempo para discutir o país. “[Quero] discutir o que vai ser do Brasil nesse contexto internacional, quais as formas de nós nos inserirmos nesse quadro tão dramático e desafiador.”

Questionado sobre o que seria um descolamento entre a percepção da opinião pública e o estado real da economia, Haddad afirmou que o tema tem perdido importância nas preocupações do brasileiro. Ele citou pesquisa do Datafolha que aponta o tópico como prioridade para 11% do eleitorado.

“Eu não acredito que a economia vai derrotar o governo. Pode ser que não eleja o governo. Economia no mundo inteiro está sendo um elemento importante, mas não necessariamente decisivo para ganhar eleição”, disse.

ATRITOS – O ministro também comentou os atritos acumulados dentro do PT e com a Faria Lima, que acusa o governo de exagerar nos gastos públicos. “Se a esquerda dogmática e a direita dogmática estão criticando a mesma pessoa no contexto histórico, quem sabe não era a linha fina pela qual eu podia passar garantindo bem-estar da população ao mesmo tempo em que eu arrumava as contas.”

Adiantando o que devem ser bandeiras da campanha de Lula no pleito de outubro, ele citou a política de valorização do salário mínimo, a recuperação do programa Farmácia Popular e a isenção do imposto de renda para trabalhadores com salário de até R$ 5.000, aprovada no Congresso em 2025.

O titular da Fazenda também respondeu sobre possível interferência das big techs nas eleições de 2026, afirmando ter preocupação com o tema. “Estamos na mão de um oligopólio de comunicação mundial que tem, visivelmente, viés do ponto de vista ideológico.”

Aliados de Bolsonaro articulam PEC para retaliar STF após decisão de Gilmar Mendes

Uma apologia à natureza, na poesia sofisticada de Pedro Kilkerry

Veredas da Língua: Pedro Kilkerry - PoemasPaulo Peres
Poemas & Canções

O advogado e poeta baiano Pedro Militão Kilkerry (1885-1917), no soneto “Ritmo Eterno”, faz uma rebuscada apologia à natureza.

RITMO ETERNO
Pedro Kilkerry

Abro as asas da Vida à Vida que há lá fora.
Olha… Um sorriso da alma! — Um sorriso da aurora!
E Deus — ou Bem! ou Mal — é Deus cantando em mim,
Que Deus és tu, sou eu — a Natureza assim.

Árvore! boa ou má, os frutos que darás
Sinto-os sabendo em nós, em mim, árvore, estás.
E o Sol, de cujo olhar meu pensamento inundo,
Casa multiplicando as asas deste mundo…

Oh, braços para a Vida! Oh, vida para amar!
Sendo uma onda do mar, dou-me ilusões de um mar…
Alvor, turquesa, ondula a matéria… É veludo,

É minh’alma, é teu seio, e um firmamento mudo.
Mas, aos ritmos da Terra, és um ritmo do Amor?
Homem! ouve a teus pés a Natureza em flor!

Raul Jungmann, personagem atuante dos bastidores da República, morre aos 73 anos

Já existe consenso no Supremo para tirar Toffoli do caso Master

Irmãos e primo de Toffoli tiveram como sócio fundo ligado à rede usada pelo  Master em fraudes

Irmãos e primo de Toffoli estão envolvidos com o Master

Lauro Jardim
O Globo

Está se formando um consenso em Brasília de que Dias Toffoli terá que renunciar à relatoria do Caso Master no STF. Os motivos são basicamente dois:

– Um é a série de decisões heterodoxas que ele tomou nestes 50 dias como guardião do escândalo do ex-banco do Daniel Vorcaro. Aliás, em boa parte dessas decisões, Toffoli teve que recuar tal o grau do exotismo jurídico que elas exibiam.

– O segundo motivo é o conflito patente de interesses que existe numa história que foi revelada este mês pelos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo e que conecta um resort no Paraná de propriedade de parentes de Toffoli à teia de fundos fraudulentos montada por Vorcaro.

SEM DEFESA – Nos bastidores não há um só ministro do STF que defenda a manutenção do caso nas mãos de Toffoli. Várias soluções foram pensadas.

A mais provável seria um pedido de afastamento feito pelo próprio Toffoli sob a alegação de que ele está com problemas de saúde.

Mas é uma solução que tem que ser negociada com Toffoli, que terá que ceder a essas ponderações.

SORTEIO – Se esse for o remédio, haveria um sorteio para escolher um outro relator para o pepino Master.

Neste caso, a defesa de Vorcaro torce para que o processo fique com Nunes Marques.

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Gilmar Mendes diz que história fará justiça a Moraes - 27/08/2025 - Brasília Hoje - Folha

Moraes já se afastou, mas deixou o processo com Gilmar

Carlos Newton

Já registramos na Tribuna da Internet uma grande decepção com o procedimento dos caríssimos advogados que estão defendendo o ex-presidente Jair Bolsonaro na Ação Penal 2.668.

O fato concreto é que os três escritórios paulistas, trabalhando em conjunto, mostraram uma característica comum — não estão familiarizados com ações penais no Supremo nem se dedicaram a estudá-las processualmente.

EX-RELATOR – Por incrível que pareça, na ação mais importante da História Republicana, os seis advogados que assinam a defesa de Bolsonaro  têm facilitado — e muito — o trabalho demolidor do ex-relator Alexandre de Moraes, embora a atuação dele no processo também esteja crivada de erros jurídicos e de grosseiras ilegalidades.

Detalhe fundamental: estamos chamando Moraes de ex-relator, porque desde 3 de dezembro o processo de Bolsonaro já deveria ter sido redistribuído à Segunda Turma, com a indicação de um novo relator.

De acordo com o Regimento Interno do STF, quando a defesa apresenta embargos infringentes, a ação penal é imediatamente redistribuída à outra Turma, que indicará novo relator para conduzir o julgamento dos recursos cabíveis (artigo 76).

DIZ O REGIMENTO – No caso, o ministro Moraes já estava obrigado a abandonar a Ação Penal 2.668 desde 3 de dezembro, em função da obrigatoriedade de cumprir o Regimento Interno, que tem força de lei.

Mas a Secretaria do Supremo cometeu um erro e em 3 de dezembro enviou os embargos infringentes para Moraes, que já estava impedido de julgá-los. E assim, por má-fé ou ignorância processual, o audacioso ministro seguiu atuando no processo, como se continuasse a ser o relator.

É um erro judiciário grotesco e inadmissível, porque desde o Direito Romano acredita-se que o juiz tem de saber  as leis (“Iura novit curia”), e isso quer dizer que o foro, os juízes e tribunais presumem-se conhecedores do Direito.

DECISÕES ILEGAIS – Embalado pela volúpia de punir Bolsonaro, o ministro Moraes já vinha tomando decisões ilegais e até decretara, em 25 de novembro, o “trânsito em julgado” da Ação Penal 2.668, embora não pudesse fazê-lo, porque havia duas petições do réu Mauro Cid a serem respondidas e a defesa se Bolsonaro ainda tinha prazo para apresentar embargos infringentes.

O “trânsito em julgado” era obviamente prematuro e ilegal. Portanto, o processo teve de ser reaberto para receber os embargos infringentes em 3 de dezembro. Era o ponto final para Moraes, que passava a estar obrigado a repassar os autos à Segunda Turma.

Mas ele continuou atuando como falso relator, e no dia 19 de dezembro julgou ilegalmente os embargos infringentes e os rejeitou, de forma liminar, sem consultar os demais ministros. 

SEM PROTESTO – Ao invés de protestar e exigir a nulidade da decisão, a despreparada defesa de Bolsonaro  não esboçou reação. Somente no dia 12 de janeiro os advogados impetraram um agravo regimental com objetivo de levar a condenação a exame do plenário do Supremo, mas era um pedido sem fundamento jurídico.

Rápido que nem raposa, como se dizia outrora, no dia seguinte, 13 de janeiro, Moraes continuou fantasiado de relator e rejeitou o agravo, dizendo ser “absolutamente incabível”.

Foi mais uma ilegalidade, porém a defesa de Bolsonaro se manteve inerte, sem esboçar a menor reação diante dos desmandos praticados por Alexandre de Moraes.

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P.S. 1 – Agora, quando tudo mudou, devido ao fato de as denúncias exclusivas da Tribuna da Internet terem obrigado Moraes a desistir da falsa relatoria, o ex-presidente Bolsonaro, sua família e seus admiradores têm de torcer para que os advogados continuem de braços cruzados. A melhor alternativa é o habeas corpus para anular as decisões ilegais de Moraes e pedir a libertação de Bolsonaro, que ainda está preso preventivamente, sem aquele “trânsito em julgado”, que manteve Lula da Silva em liberdade em 2019, lembram?

P.S. 2Se tiver o mínimo de juízo, a defesa de Bolsonaro só pode se mexer após 31  de janeiro, quando será indicado o novo relator da Ação Penal 2.668. É preciso saber também se Gilmar Mendes deixará a presidência da Segunda Turma. Como todos sabem, o decano do Supremo pertence à mesma coudelaria de Moraes e os dois correm em dobradinha com Dias Toffolli. Por isso é muito difícil derrotá-los. Mas não é impossível. (C.N.)

Supersalários no TCU: ministros embolsam R$ 4,3 milhões fora do teto em 2025

Somente o STF poderá socorrer o STF para limpar sua imagem desonrada

STF tem pautas trabalhistas e sindicais relevantes | ASMETRO-SI

Charge reproduzida da Asmetro

Josias de Souza
Uol

O Supremo Tribunal Federal chega a 2026 em situação paradoxal. A inédita condenação de um ex-presidente e de militares graduados por crimes contra a democracia fez subir alguma coisa à cabeça dos magistrados.

Certos ministros, imaginando que o feito histórico bastaria para elevá-los à condição de estátua, passaram a se comportar como pardais de si mesmos, sujando com desenvoltura dialética suas testas de bronze.

NO JATINHO… – Apagaram-se as luzes do inquérito sobre o escândalo do Master depois que o relator voou de carona em jatinho particular, ao lado de um advogado de diretor do banco.

E a toga mais poderosa foi constrangida com a apreensão de contrato firmado pelo escritório de advocacia de sua mulher com o banco liquidado.

Tomado pelo valor —R$ 129,6 milhões— o contratante estava mais interessado em comprar influência do que assessoria jurídica.

BLINDAGEM LIMINAR – Num movimento constrangedor, o decano do STF editou uma liminar-blindagem, para bloquear no Senado pedidos de impeachment contra si e seus pares. Negociou no balcão da baixa política um recuo parcial. Mas manteve o bode na antessala do Ano Novo.

Simultaneamente, o Código de Ética sugerido pelo presidente do tribunal é torpedeado internamente por colegas viciados em conchavos palacianos, indicações de cupinchas para tribunais inferiores, paloozas e rega-bofes bancados no exterior pelo déficit público e pelo lobby empresarial.

Nesse ambiente, apenas o Supremo pode socorrer o Supremo. A tarefa, que já era incontornável, tornou-se um desafio urgente.

Atuação de Dias Toffoli no caso do Banco Master é absolutamente suspeita

Toffoli volta atrás em decisão sobre relatórios sigilosos do antigo Coaf |  VEJA

Toffoli mantém o inquérito irregularmente no Supremo

Roberto Nascimento

O Supremo Tribunal Federal está sangrando sob a suspeita de imparcialidade, com o supercontrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes para defender o Banco Master, ganhando R$ 3,6 milhões mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, e com a condução do caso na relatoria avocada em bases frágeis pelo ministro Dias Toffoli, na argumentação de prerrogativa de foro, apenas porque o deputado José Carlos Bacelar (PL-BA), tentou comprar um imóvel de Daniel Vorcaro, o que não foi levado a efeito.

Então, o STF foi tragado para esse furacão de interesses pessoais, com o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, requerendo inspeção no Banco Central, e com a notícia de que o ministro Dias Toffoli viajara no jatinho do advogado do Master para assistir ao jogo Palmeiras X Flamengo em Lima, no Peru.

SAIR FORA – Para estancar o processo de críticas contundentes à Instituição, o ministro-relator Dias Toffoli deveria devolver o processo do Master para a Justiça Federal de Brasília, porque o caso Master não vai sair do noticiário, enquanto a razão dos fatos não for restabelecida.

O ministro Edson Fachin, presidente da Corte Suprema, tem o Poder de intervir, mas o corporativismo dos ministros, em sede colegiada, poderia derrubar a decisão. L

Portanto, os ministros vão ter que suportar o tiroteio contra o STF, que vai perdendo o apoio do trade jurídico e principalmente da opinião pública, circunstância que a Câmara e o Senado mais temem, principalmente em ano de eleições.

NOVA CPI – Significa dizer, que na reabertura do ano Legislativo em 3 de fevereiro, suas excelências do Congresso, pilhadas pelos eleitores de seus Estados, ficarão tentadas a criar a CPI do Banco Master e, pior ainda, até colocar na pauta o impeachment de ministros do STF e do TCU.

Nem Davi Alcolumbre, o presidente do Senado, terá coragem para barrar o tsunami, arquivando os insistentes pedidos de impeachment, sob pena de perder a reeleição na presidência do Senado em 2027.

O fato concreto é que o assalto do Banco Master é extremamente explosivo e os credores estão encontrando dificuldades para reduzir seus prejuízos através de reembolso pelo Fundo Garantidor de Crédito.

SUPERESCÂNDALO – Quem conhece o Brasil, sabe que o escândalo da véspera é sempre superado pelo próximo, mas esse do Banco Master é um monstro de sete cabeças expelindo por todos os lados o fogo da corrupção e da lavagem de dinheiro.

É preciso estancar essa sangria, que vem derrubando a credibilidade do STF. O ministro Dias Toffoli, por exemplo, deveria se considerar suspeito para continuar Relator do Caso Banco Master. Os fatos são notórios, nem falo da viagem no jatinho do advogado do dono do Master, pois o mais grave é um irmão e um primo, pegos em negócios relacionados a um Resort no Paraná.

Para que sigilo em assuntos de interesse público?
E a implicância contra a Polícia Federal e o Banco Central não faz sentido. O STF está sangrando em praça pública, e o colegiado calado e perplexo vendo dois ministros insensatos abalarem a credibilidade do Tribunal.

EXEMPLO DO TCU – De tanto apanhar por causa do ministro relator Jhonatan de Jesus, que recuou do desejo de  suspender a liquidação do Master ou manter os bens do dono do Master, Daniel Vorcaro, o TCU saiu do noticiário negativo.

Mas a bola está quicando no STF. Toffoli decidiu que todas as provas obtidas pela Polícia Federal, na segunda fase de busca e apreensão, fiquem sob custódia dele no STF. Essa decisão é escalafobética, esdrúxula e inconstitucional

Não contente, o ministro criticou a Polícia Federal, por demorar para executar as buscas e apreensões. Há uma leitura de animosidades do relator contra a PF e o Banco Central. Para bom entendedor, no mínimo o ministro deveria se declarar suspeito nesse caso Master. 

Direita vive crise ao se confundir com a extrema direita, diz pesquisador

Algumas dicas muito importantes sobre a saúde, que servem para todas as idades

SOU+SUS: A saúde brasileira em charges - Saúde Pública

Charge do Amâncio (Arquivo Google)

José Guilherme Schossland

Muitas “doenças” não são doenças, mas sim “envelhecimento normal”. O geriatra que dirige um hospital especializado de Pequim divulgou uma série de informações médicas que servem para todas as idades e ajudam a conhecer e cuidar dos mais idosos. Essas recomendações fazem sucesso nas redes sociais e merecem ser divulgadas, embora não se saiba o nome do médico.

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ENVELHECER É UMA ARTE?

Você não está doente, você está envelhecendo. Muitas condições que você considera “doenças” não são doenças, mas sim sinais de que o “corpo está envelhecendo”.

1. “Memória fraca” não é Alzheimer, mas um mecanismo de autoproteção do cérebro idoso. Isso é o cérebro envelhecendo, não uma doença. Se você simplesmente esquece onde colocou as chaves, mas consegue encontrá-las sozinho, NÃO é demência.

2. “Andar devagar” e ter pernas e pés instáveis não é paralisia, mas degeneração muscular. A solução NÃO é tomar remédios, mas sim “se mexer”.

3. “Insônia” não é uma doença, mas o cérebro está ajustando seu ritmo. É uma mudança na estrutura do sono. Não tome remédios para dormir indiscriminadamente. A dependência prolongada de pílulas para dormir e outros medicamentos para adormecer aumenta o risco de quedas, comprometimento cognitivo etc. “A melhor pílula para dormir” dos idosos é “tomar mais sol” durante o dia e manter uma rotina regular.

4. “Dores no corpo” não são reumatismo, mas uma reação normal ao envelhecimento dos nervos.

5. Muitos idosos dizem: Meus braços e pernas doem em todos os lugares. É reumatismo ou hiperplasia óssea? Os ossos ficam frouxos e finos, mas 99% das “dores no corpo” não são uma doença, mas uma condução nervosa lenta, que amplifica a dor. Isso é chamado de “sensibilização central”, uma alteração fisiológica comum em idosos. “Exercícios” são a cura, em vez de tomar remédios.

6. “Colesterol” – Os idosos têm níveis de colesterol ligeiramente mais altos porque viveram mais. O colesterol é a matéria-prima para a síntese de hormônios e membranas celulares. Um nível muito baixo pode facilmente reduzir a imunidade. As Diretrizes para a meta de redução da pressão arterial em idosos são <150/90 mmHg, e não o padrão para jovens <140/90.

7. Não trate o “envelhecimento” como doença. Envelhecer não é uma doença, é um caminho necessário.

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RECOMENDAÇÕES AOS IDOSOS

Algumas palavras devem ser ditas aos idosos e seus filhos: primeiro, lembrem-se: nem todo “desconforto” é uma doença.

Segundo, muitos idosos têm medo de ficar “assustados”. Não se assustem com o laudo do exame físico nem se deixem enganar por propagandas.

Terceiro, o mais importante para as crianças não é levar os pais “apenas” ao hospital, mas acompanhá-los em caminhadas, banhos de sol, refeições, conversas e vínculos.

“O envelhecimento” não é o inimigo. É outra maneira de viver… Mas a “estagnação” é o inimigo! Mantenha-se saudável.

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NÃO PERCA O CONTROLE DA VIDA

1. A meia-idade começa aos 50 e deve terminar aos 70.

2. Os anos dourados começam aos 70 e terminam aos 80.

3. A velhice começa aos 80 e termina aos 90.

4. A longevidade começa aos 90 e termina após a morte.

5. O principal problema de uma pessoa idosa é a solidão. Geralmente, os cônjuges não morrem juntos, alguém morre primeiro. Uma viúva ou viúvo se torna um fardo para a família. Por isso é tão importante não perder o contato com os amigos, reunir-se e se comunicar com frequência, para não ser um fardo para seus filhos e netos, que provavelmente nunca o dirão.

6. Minha recomendação pessoal é não perder o controle da sua vida. Isso significa decidir quando e com quem sair, o que comer, como se vestir, para quem ligar, a que horas dormir, o que ler, com o que se divertir, o que comprar, onde morar etc. Porque se você não puder fazer todas essas coisas livremente e sozinho, você se tornará uma pessoa insuportável que será um fardo para os outros.

7. William Shakespeare disse: “Estou sempre feliz! Sabe por quê? Porque eu não espero nada de ninguém”. Esperar é sempre angustiante. Os problemas não são eternos; eles sempre têm uma solução. Acreditamos que somos os culpados pelos nossos problemas. O único para o qual não há cura é a morte.

Antes de reagir… respire fundo;

Antes de falar… ouça;

Antes de criticar… olhe para si mesmo;

Antes de escrever… pense com cuidado;

Antes de atacar… renda-se;

Antes de morrer… viva a vida mais bela que puder!

O melhor relacionamento não é com a pessoa perfeita, mas com alguém que aprendeu e está aprendendo a viver da forma mais interessante e bela possível. Observe as deficiências dos outros… mas também admire e elogie suas virtudes.

Se você quer ser feliz, precisa fazer outra pessoa feliz. Se você quer algo, precisa primeiro dar algo de si. Você precisa se cercar de pessoas boas, amigáveis e interessantes e ser uma delas.

Lembre-se: em momentos difíceis, mesmo com lágrimas nos olhos, levante-se e diga com um sorriso: “Está tudo bem, porque somos frutos de um processo evolutivo.”

TESTE RÁPIDO: Se você não encaminhar esta mensagem para ninguém, então você é uma pessoa infeliz, solitária e sem amigos. Envie esta mensagem para as pessoas que você valoriza e você nunca se arrependerá.

Apertem os cintos! O megaescândalo do Banco Master está apenas começando

Tribuna da Internet | A enrascada do BRB no Banco Master e o silêncio estrondoso da grande mídia

Charge reproduzida do Arquivo Google

Dora Kramer
Folha

As fraudes de longa data do Banco Master — apontadas pelo mercado financeiro e pelo Ministério Público —, que resultaram na liquidação em novembro pelo Banco Central, marcam mais um na série de escândalos com os quais nos habituamos a conviver.

Esse caso, no entanto, exibe uma peculiaridade: tão ou mais escandalosa que as falcatruas do controlador, Daniel Vorcaro, é a rede de proteção formada para contestar a decisão da autoridade monetária.

PIZZA GIGANTE – As razões ainda são obscuras, mas o objetivo foi traduzido nas palavras do ex-presidente do BC Armínio Fraga: “Tem muita gente querendo assar uma pizza do tamanho do Maracanã”, disse ele em entrevista ao O Estado de S. Paulo.

Suspeita plenamente justificada pelas movimentações dos subterrâneos do poder onde Vorcaro construiu uma teia de relações que, ao juízo dele, lhe permitiriam levar seus negócios com segurança e exibicionismo pelo terreno da lucrativa enganação.

ESTANCAR A SANGRIA – Há sujeitos ocultos trabalhando para de algum modo amenizar a situação, o que não é de se estranhar, e cujos modus operandi o então senador Romero Jucá explicitou na ideia de “estancar a sangria” mediante acordos “com o Supremo, com tudo”.

Jucá falava com conhecimento de causa sobre a possibilidade de se anularem as consequências da operação Lava Jato. Acertou e, pelo visto, difundiu a metodologia agora aperfeiçoada no intuito de não deixar que a sangria se instale.

CAMPO DA SUSPEIÇÃO – A malfadada novidade aqui é ver o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal de Contas da União arrastados ao campo da suspeição por conivência, mediante decisões individuais dos ministros Dias Toffoli, no STF, e Jhonatan de Jesus, no TCU.

Ambos precisaram recuar de providências mais danosas à imagem das instituições, mas a ultrapassagem da linha da compostura institucional está dada e não tem conserto. A menos que os colegiados dessas instâncias abandonem o recato corporativista e se coloquem claramente em oposição a jabutis que, sabemos, só sobem em árvores por ação das mãos de alguém.

Um anoitecer tipicamente parnasiano, na poesia rebuscada de Raimundo Correia

A tempestade vem assombrado por onde... Raimundo Correia - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O magistrado, professor, diplomata e poeta maranhense Raimundo da Mota de Azevedo Correia (1859-1911) descreve o “Anoitecer” seguindo o estilo parnasiano a que se dedicava, e que tem como uma de suas características a descrição de algo que pode ser um objeto, um acontecimento, um fenômeno da natureza, uma paisagem etc.

ANOITECER
Raimundo Correia

Esbraseia o Ocidente na agonia
O sol… Aves em bandos destacados,
Por céus de oiro e de púrpura raiados
Fogem… Fecha-se a pálpebra do dia…

Delineiam-se, além, da serrania
Os vértices de chama aureolados,
E em tudo, em torno, esbatem derramados
Uns tons suaves de melancolia…

Um mundo de vapores no ar flutua…
Como uma informe nódoa, avulta e cresce
A sombra à proporção que a luz recua…

A natureza apática esmaece…
Pouco a pouco, entre as árvores, a lua
Surge trêmula, trêmula… Anoitece.