
Flávio faz as pazes com Malafaia em almoço antes de ato
Luísa Marzullo
O Globo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o pastor Silas Malafaia almoçaram juntos, em São Paulo, duas horas antes do ato bolsonarista realizado neste domingo na Avenida Paulista. O encontro marcou uma reaproximação após semanas de ruídos provocados pela preferência pública do líder evangélico por outros nomes da direita na disputa presidencial de 2026.
A conversa ocorreu em um hotel próximo ao local da manifestação, em clima descrito como “descontraído”. À mesa, além dos dois, estavam outros interlocutores do campo conservador, em meio a uma movimentação intensa de lideranças que chegavam à capital paulista para o ato. Segundo relatos, o encontro serviu para “virar a página” das divergências e restabelecer o canal direto entre os dois.
GESTO PÚBLICO – Poucas horas depois, no alto do trio elétrico, diante de apoiadores, Flávio fez um gesto público ao pastor e pediu apoio à sua pré-candidatura ao Planalto, em tom de deferência.
— Meu amigo pastor Silas Malafaia, porque muitas vezes as coisas não acontecem do jeito que a gente espera, mas eu acredito tanto que o que está acontecendo no Brasil é projeto de Deus que eu quero mais uma vez pedir a sua ajuda, os seus conselhos. Você é um professor para todos nós, a sua coragem nos inspira. Vamos juntos resgatar esse Brasil, pastor — afirmou.
CÁLCULO POLÍTICO – O aceno foi interpretado por aliados como calculado. A avaliação interna no PL era de que o distanciamento público com Malafaia poderia consolidar a leitura de que parte relevante do eleitorado evangélico não embarcaria com o senador. Ao O Globo, Malafaia confirmou o encontro e disse que a conversa foi informal. Segundo ele, não houve negociação explícita de apoio eleitoral.
— Ali foi um momento informal. Conversamos na hora do almoço, com outras pessoas na mesa. Não teve conversa sobre apoio. Ele que, lá em cima do trio, me chamou e pediu apoio — afirmou.
PORTA ABERTA – O pastor tem declarado publicamente que vê outros nomes da direita com maior competitividade para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ainda assim, deixou aberta a porta para apoiar quem se consolidar no campo conservador.
— Se Flávio se consolidar como candidato, evidentemente vou apoiar alguém da direita. Nunca fui omisso. O apoio virá na hora certa — declarou.
OFENSIVA – No PL, a reaproximação é vista como parte de uma ofensiva mais ampla de Flávio junto à cúpula evangélica. Na sexta-feira, ele esteve com o pastor José Wellington Bezerra da Costa, da Assembleia de Deus de Belém, em agenda reservada.
Integrantes do partido afirmam que o almoço com Malafaia foi o primeiro movimento para reconstruir confiança pessoal e sinalizar respeito político. O próximo passo seria organizar uma visita de Flávio à sede da igreja do pastor, no bairro da Penha, no Rio de Janeiro.
POSTURA ALINHADA – Segundo interlocutores do senador, esta visita chegou a ser verbalizada por Flavio durante a conversa. Malafaia nega. O pastor, por sua vez, avaliou que Flávio adotou no ato uma postura alinhada ao ex-presidente, ao elogiar diferentes lideranças do campo conservador e evitar ataques internos.
— Ele cumpriu a cartilha do pai dele. Falou bem do Zema, me chamou lá na frente. Foi muito humilde, me chamou de professor. Isso me surpreendeu — elogiou.
Malafalha sentiu que Rachadinha pode ser o dono da caneta ($) a partir de 2027.
Duas tranqueiras.
Malafalha farejou que Rachadinha pode ser o dono da caneta ($) a partir de 2027.
Duas tranqueiras.
O apoio virá na hora certa
os bilhões $$$ “virá” na hora certa…
eh!eh!eh
O mesmo TelePastoreco Charlatão que quer bilhão para sua “obra”., quer ‘obrar” bastante…
Ah se fóssemos um Páis um pouco mais sério…
eh!eh!eh
A FARSA DA DIREITA NO COMÍCIO DA PAULISTA
Querido leitor, estimada leitora, parodiando a escriba de uma série famosa sobre a monarquia.
Em cima do palanque, um pastor guru da família Bolsonaro, o jovem deputado de Minas, um governador candidato e o ungido pelo paí, candidato à presidência, Flávio 01.
O governador de Goiás, Caiado e o governador de Minas, Zema, candidatos a presidente, faziam o que no palanque do candidato Flávio? Ora, estando ali, fizeram papel de bobos figurantes apoiando um concorrente, querendo mostrar uma unidade inexistente na Direita ou as candidaturas de Zema e Caiado não são para valer. Só faltou o Ratinho do Paraná e o Tarcísio de SP.
Bem vamos aos fatos: O pastor atacou com virulência o STF, notadamente os ministros Morais e Toffoli, na mesma linha do deputado Nikolas alçado pelo Flávio como símbolo da juventude mineira.
O candidato Flávio 01, preferiu atacar o STF de maneira geral, afirmando que qualquer um poderá sofrer impeachment, sem nominar os dois que estão na berlinda.
O que significa essa estratégia? Demonstra que outros ministros estão no radar do Congresso e dele. Aposto em Gilmar e Dino, este principalmente, que pos ordem na farra das Emendas Parlamentares e nos Penduricalhos acima do teto de 46 mil reais dos Três Poderes.
A IRANIZAÇÃO DA NOVA DIREITA
Levar um pastor para discursar e os ataques a cúpula do Judiciário, sinaliza um projeto de Poder autoritário, de controle total da cúpula judiciária, um modelo venezuelano e iraniano, como assim?
Bem, um líder religioso Supremo, presidindo um Conselho de Pastores em apoio ao presidente e um Chefe do Judiciário, permanente nomeado pelo presidente, uma espécie de triunvirato do Poder. IGREJA, JUDICIÁRIO E PRESIDENTE.
A Presidência nesta tríade governamental seria representada pela classe presidencial. Alguém poderia perguntar, e os representantes do povo, o Congresso? O Congresso seria alçado para o fim da fila nesta nova Democracia de fachada, com zero protagonismo, fora do triunvirato do novo Poder.
Errata. Ao invés de classe presidencial, o correto é ( classe empresarial).
E o povo nessa história toda: Um mero detalhe.
Mais empregos e menos direitos é o slogan do candidato Flávio
‘Empregos com menos direitos’ não seria a prática de trabalho escravo?