
Pontífice é comparado a Pio VII, que peitou Napoleão
Bernardo Mello Franco
O Globo
Foi no período de sede vacante, o intervalo entre a morte de um Papa e a escolha do sucessor. A uma semana do início do conclave, o presidente dos Estados Unidos arriscou uma piada sobre o perfil ideal do substituto de Francisco. “Eu gostaria de ser Papa. Seria minha escolha número um”, gracejou.
Três dias depois, Donald Trump voltou à carga. Divulgou uma montagem em que aparecia no trono, vestido de pontífice. A provocação revoltou católicos de todo o mundo. Em Roma, foi recebida como sinal de novos atritos entre a Casa Branca e a Santa Sé.
EMBATES – Trump travou uma série de embates com Francisco, crítico de sua política de deportações em massa. “Quem pensa em construir muros, e não em construir pontes, não é cristão”, sentenciou em 2016, quando o americano prometia erguer uma barreira contra imigrantes na fronteira com o México.
Após a morte do argentino, Trump indicou que torcia pela eleição do cardeal de Nova York, o conservador Timothy Dolan. A Igreja escolheu um Papa americano, porém ligado ao ideário de Francisco: Robert Francis Prevost, defensor dos direitos humanos e ex-missionário na América Latina.
Mais contido que o antecessor, Leão XIV começou em tom conciliador. Evitou polêmicas, fez concessões aos tradicionalistas e buscou atenuar as divisões no catolicismo. Nos últimos dias, precisou engrossar a voz para rebater ataques de Trump. Foi comparado a Pio VII, que peitou o cerco de Napoleão e chegou a ser preso, mas conseguiu restaurar a independência da Igreja.
JUSTIFICATIVA – O imperador laranja tem outros métodos. No fim de março, seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, invocou o nome de Deus para justificar os bombardeios ao Irã. Sem citá-lo, o Papa respondeu que Jesus rejeita as orações de quem cultua a guerra e tem “mãos cheias de sangue”.
Depois Trump afirmou que o pontífice seria “fraco com a criminalidade”. “Não quero um Papa que critica o presidente dos EUA”, desafiou. No mesmo dia, o imperador laranja publicou outra imagem produzida com inteligência artificial em que aparecia como Jesus curando um doente.
Sob ataque, Leão XIV avisou que não tem medo do republicano. “Não acho que a mensagem do Evangelho deva ser abusada como alguns estão fazendo. Vou continuar a falar forte contra a guerra, buscando a paz”, garantiu.
“CONSELHO” – Sem medo do ridículo, o vice-presidente J. D. Vance aconselhou o Papa a ter cuidado ao falar de teologia. O trumpista se converteu ao catolicismo em 2019, quando Prevost já era bispo e somava quase quatro décadas de sacerdócio.
Além de reforçar a autoridade moral do Papa, os ataques de Trump tendem a ampliar seu desgaste com os católicos, cerca de 20% da população americana. Seus votos devem fazer falta nas eleições de novembro, que ameaçam tirar a maioria parlamentar dos republicanos.
Leão XIV não dá sinais de que vá se dobrar. Na última semana, criticou os “senhores da guerra” e disse que o mundo está “assolado por tiranos”. O Vaticano já avisou que o Papa não vai aos EUA para os 250 anos da independência, que Trump planeja transformar num culto à própria personalidade. O pontífice passará a data em Lampedusa, onde deve voltar a condenar o tratamento desumano a imigrantes.
Sumiu o boné do Maga? Ninguém usa mais? Por que será, hein?
“Tem gente no Brasil que defendia as políticas do Maga, aquele boné vermelho.
Isso mostra invasão a países, guerra, instabilidade internacional, volatilidade dos preços do petróleo.
Mas o que sumiu foi o boné do Maga, ninguém usa mais.”
(Renan Filho, ministro dos Transportes)
Metrópoles, Frase do Dia, 21/03/2026 07:00 Por Guga Noblat
Ao contrário do que possa parecer, pode ser um sinal de inteligência e de compreensão da realidade.
Ataque Lula, Trump.
Ataque corruptos.
Xandão e companhias.
Ninguém liga pra eles.
Agora, atacar o papa americano, com o fim de agradar o pulverizado e fluido eleitorado protestante, não é uma estratégia incluída entre as mais inteligentes.
O laranjão virou suco podre.
Só permanece no poder, se der um golpe.
Vai ser muito engraçado ver os EUA com um ditador no comando e triste para o mundo.
Mas na minha humilde opinião, será interditado por loucura. Seria a saída mais honrosa pro trucidador.
José Luis