O verdadeiro criador da UnB foi o presidente Kubitschek
Vicente Limongi Netto
Excelente o caderno especial do Correio Braziliense, dedicado aos 66 anos de Brasília. Relevante equívoco, a meu ver, no artigo da reitora da Universidade de Brasília(UnB), Rozana Reicota Naves, ao destacar que a instituição foi “idealizada pelo antropólogo Darcy Ribeiro”. Não é verdade. Quem fundou a UnB foi o presidente Juscelino Kubitschek.
É falso atribuir a Darcy Ribeiro a iniciativa da criação. Não tem amparo nos fatos. Darcy foi o primeiro reitor, mas foi Juscelino Kubitschek quem determinou todas as providências para criá-la, incumbindo o ministro da Educação, Clóvis Salgado, que as levou a bom termo.
Quem se interessar por detalhes, a começar pela reitora, Rozana, pode consultar, na Biblioteca Central da UnB, além do depoimento de Cyro dos Anjos, ex-secretário particular de JK, também os relatos do ministro Clóvis Salgado e de historiadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com perto de 10 horas de gravações que integram o projeto “História Viva”, da Universidade de Brasília.
CIRO DOS ANJOS– O presidente JK atribuiu a Ciro dos Anjos a incumbência de elaborar os atos de criação da UnB, cujo marco inicial foi o radiograma de JK ao ministro da Educação, Clóvis Salgado, datado de 2 de abril de 1960:
“Ministro Clóvis Salgado, a fim completar programa cultural nova capital não posso deixar de fundar a Universidade de Brasília portanto peço estudar plano e redigir mensagem a ser enviada ao Congresso tendo em vista desse objetivo pt precisamos porém criar universidade em moldes rigorosamente modernos pt gostaria remeter mensagem Congresso dia 21 abril ptsdsJK“.
O radiograma de JK coroou os esforços de seu ministro da Educação, Clóvis Salgado, de todos conhecidos e destacados no relatório quinquenal do MEC apresentado a JK em 31 de dezembro de 1960, em cujas páginas de números 286 a 295, no capítulo Universidade de Brasília, estão todos os procedimentos que nortearam a criação da UnB estabelecidos pela comissão nomeada por Clóvis Salgado
BOA INFORMAÇÃO – Heraldo Pereira é profissional qualificado e respeitado na televisão brasileira. Sempre repórter, é um profissional que honra e dignifica a dura e saudável profissão. Mas também é excelente como apresentador e colunista.
Maledicências de jornalistas menores e de desocupados de botecos na beira da estrada não atingem a carreira do excelente e isento Heraldo Pereira.
Escalado para fazer, a partir desta segunda-feira, dia 27, o DF-TV primeira edição, Heraldo segue feliz, realizado e comprometido com a boa informação.
Licença…
1) Concordo plenamente com o texto, A meu ver, JK foi o melhor Presidente do Brasil…
2) Construiu Brasília e levou o progresso para o Centro Oeste…
3) Saudações Verdes e Brancas do Gama, time de futebol que eu vi nascer, desde 1966 quando cheguei aí…
4) Andei pelo mundo… mas o Gama não sai do meu coração…
Leiam a Revista Carta vol. 14 – 1995, dedicada á criação da UNB, para entenderem as dificultades e bastidores da criação da UNB.
E reavaliem este artigo, que aparentemente retira todo mérito, esforço e empenho, alem da concepçäo original da Universidade, por Darcí Ribeiro.
Anísio Teixeira foi relevante no projeto.
Pelo dito do Vicente, e acredito, é o motivo de eu ter sempre o pé atrás com a imprensa.
As vezes dão alguma oportunidade ao bom jornalismo, vejam essa do Estadão, ”
Aturdido com o fastio do eleitorado, Loola provoca Washington, mas quem sairá escoriado é o Brasil,”
Do Analista de Bajé, você é de casa, Lindaura.
Integrante do grupo de comunicação FSB, que presta serviços ao governo Lula (PT), a empresa de pesquisa Nexus divulgou levantamento (nº BR-01075/26) que aponta Lula cinco pontos (41% a 36%) à frente de Flávio Bolsonaro (PL) no 1º turno.
O fastio de Dom Curro é seletivo, ele não fica enfastiado ao meter a ripa na cacunda do Trump, seus seguidores vão atrás batendo bumbo, e a imprensa com a mão devidamente molhada vai fazendo as mesuras que tanto agradam ao Creso de Garanhuns que distribui benesses aos amigos de mão cheia.
Agora vai, jornalista elucubra a ascensão meteórica de Zema vai ferrar Flavio Bolsonaro ao meter a ripa na cacunda do Gilmar e do STF, vai para o segundo turno contra Loola para perder. Hehehehe.
Por essa ótica se o Flavio prender o Loola num pelourinho e aplicar 171 chicotados no lombo dele ganha no primeiro turno.
Disse Napoleão, o Bonaparte, não o de hospício, “temo mais a imprensa francesa que um exército inimigo de 35 mil homens”.
Ah! Esqueci de citar a fonte, eu mesmo, o James.
https://www.dex.unb.br/noticias/863-evento-comemora-60-anos-de-assinatura-da-lei-de-criacao-da-unb
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/historicos/dcm/dcm500.htm
lido com fatos. A biblioteca da UnB tem todo os ducumentos. Darcy foi apenas o primeiro reitor da instituição.
Sem esgotar o tema e nem invalidar os pertinentes registros do excelente Vicente Limongi Netto, respeitosamente, recorda-se, em resumo, o que Darcy relata em sua autobiografia (Confissões), acerca do contexto da fundação da UnB:
Darcy conta que Juscelino Kubitschek solicitou seu apoio durante a campanha presidencial. Ele concordou em colaborar com o programa de Educação, condicionando seu apoio ao compromisso de criação de uma universidade pública na Nova Capital, concebida como centro intelectual a serviço do país.
Vencida a corrida eleitoral, Juscelino incumbiu Darcy de implantar a Universidade. Muitos pesquisadores de ponta foram convidados a integrar o projeto. Anysio Teixeira participou ativamente da concepção da UnB e, na visão de Darcy, deveria ser o primeiro reitor, mas não quis assumir o cargo, o qual teria ficado com Darcy (salvo engano, Anysio se limitou a aceitar dirigir o Instituto de Educação). Paulo Freire chegou a ser convidado para integrar a universidade, mas preferiu permanecer “com os pobres” em Pernambuco.
Uma das dificuldades encontradas para fundar a UnB estava na “resistência” da Igreja, a qual já tinha conquistado “espaço” para uma Universidade Católica em Brasília. Com o intuito de diminuir tal resistência, Darcy idealizou um Instituto de Teologia para a universidade, e ofereceu a direção do mesmo aos Dominicanos (“Cães de Deus”): o dominicano Frei Mateus (salvo engano) foi o seu primeiro diretor. Darcy relata que, com a intermediação dos Dominicanos e o apoio do Papa, toda Igreja “já sabia” que não haveria óbice…
Outra questão era o terreno: João Pinheiro assessorava JK desde Minas, e sugeriu que a universidade não ficasse no centro do Plano Piloto, para que o presidente e as “instituições” da Capital não convivessem com o constrangimento constante de “protestos” de estudantes. JK então viabilizou uma área longe da Praça dos Três Poderes…
Após a instalação do regime de 1964, nas palavras de Darcy, a UnB passou pela maior “diáspora científica” da qual ele teve notícia: cerca de 200 pesquisadores foram expulsos da Universidade. Frei Mateus teria falecido, tempos depois, em circunstâncias duvidosas, possivelmente ligadas ao regime, assim como Anysio Teixeira.
Darcy ainda registra que, posteriormente, um dos reitores aproveitou as inovações da UnB, replicando seu “modelo” na fundação da Unicamp/SP…