Congresso se alinha a Lula para cortar impostos dos combustíveis em meio à crise internacional

2 thoughts on “Congresso se alinha a Lula para cortar impostos dos combustíveis em meio à crise internacional

  1. O Lula só não reduziu os impostos federais porque é um falastrão que vive pendurando num copo de cachaça. Fiquem atentos porque nada vai acontecer.

  2. O rombo dos Correios e o modelo logístico alemão

    A necessidade de privatização da EBCT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) não é uma questão ideológica, nem a favor, nem contra.

    Decorre de fatores econômicos, estruturais e políticos que tornam a empresa pública federal insustentável.

    A estatal registrou o maior prejuízo de sua história: um rombo de R$ 8,5 bilhões em 2025, sendo R$ 6,4 bilhões só com despesas com precatórios, dívidas que precisam ser pagas por determinação da Justiça.

    Os prejuízos dos Correios são alimentados por pagamentos bilionários de precatórios, provisões para passivos trabalhistas e uma queda acentuada de receitas, especialmente pela perda de encomendas internacionais.

    A transformação estrutural do mercado postal-logístico, com o declínio do serviço de cartas, a migração do tráfego para plataformas digitais e a emergência de gigantes do e-commerce com logística própria, como Amazon e Mercado Livre, mudou o papel histórico dos Correios.

    Hoje, sua atividade de maior valor agregado é a logística de encomendas, que exige eficiência, escala, integração digital e investimento privado para adquirir competitividade.

    Os números mostram que a fragilidade dos Correios não é unicamente reflexo do desempenho do setor público, mas um caso particular muito grave, que precisa ser enfrentado com atitude e coragem, sem falar da competência técnica.

    Há casos de grande sucesso na privatização, como a dos Correios da Alemanha.

    O Deutsche Bundespost, que era a maior empresa estatal alemã, é um case de sucesso: foi privatizado de forma escalonada a partir de 1995, com participação inicial do banco público KfW e oferta subsequente de ações ao mercado, processo que permitiu capital para a modernização.

    O grupo ampliou sua atuação comprando a DHL em 2002 e se transformou no Deutsche Post DHL Group, um conglomerado global de logística com cerca de 550 mil empregados, presente em mais de 220 países, inclusive no Brasil, e receitas na casa de 61 bilhões de euros em 2018.

    O sucesso alemão combinou abertura de capital, governança corporativa, aquisições estratégicas e investimento em digitalização e malha logística internacional, o que resultou em escala global, eficiência operacional e diversificação das receitas.

    O modelo exigiu reformas internas, reestruturações trabalhistas e políticas de transição que tiveram custos sociais e foram acompanhadas por forte regulação e medidas para mitigar impactos.

    Correio Braziliense, Nas Entrelinhas, 26/04/2026 – 08:21 Por Luiz Carlos Azedo.

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