
Declaração foi feita após ofensas de Paolo Zampolli
Rafaela Gama
O Globo
A ex-ministra das Relações Institucionais e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que o enviado especial para Negócios Globais dos Estados Unidos, Paolo Zampolli, é “o tipo de misógino arrogante da extrema direita”.
Em entrevista à emissora italiana RAI, o conselheiro do governo americano classificou as brasileiras como “raça maldita” ao responder sobre acusações de abuso sexual e violência doméstica feitas pela ex-modelo Amanda Ungaro, com quem foi casado por duas décadas.
“PROGRAMADAS” – Na ocasião, Zampolli também disse que as mulheres brasileiras seriam “programadas” para “causar confusão com todo mundo”. Em resposta, Gleisi escreveu que “quem cria confusão e guerras que afetam o mundo inteiro é o chefe dele”. A ex-ministra também pediu “respeito” e afirmou que no Brasil ele “não é bem-vindo”.
A declaração também acontece em meio a tentativas de integrantes do governo e aliados para usar um atrito recente com os EUA, provocado após a detenção do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, para retomar o discurso sobre soberania nacional. Depois da liberação do parlamentar, o governo americano citou a ocorrência de uma “manipulação do sistema de imigração” e pediu a retirada de um delegado da Polícia Federal do país.
Em resposta, o governo usou o princípio da reciprocidade, com a determinação da perda de credenciais de um oficial americano que atuava na PF em Brasília, e aproveitou para fazer um gesto à corporação, chamando mil aprovados no concurso público. Durante o episódio, o presidente combinou o discurso de soberania com o endurecimento das falas sobre segurança pública, estratégia de campanha para conquistar o eleitor indeciso que flerta com a possibilidade de votar no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
QUEM É PAOLO ZAMPOLLI – Descrito pelo jornal americano New York Times como “amigo” e “aliado de longa data” de Trump, Zampolli conheceu a ex-mulher, Amanda, em 2002, numa boate em Nova York, quando ele tinha 32 anos e agenciava modelos. Ela tinha 18 anos e, aos 19 anos, se casou com o italiano. O casal se aproximou do presidente americano e da hoje primeira-dama Melania Trump, com presença em eventos sociais.
Anos depois, Zampolli e Amanda romperam e passaram a disputar na Justiça americana a guarda do filho. Foi nesse contexto que, segundo o NYT, Zampolli descobriu que Amanda havia sido detida em Miami, sob acusações de fraude. De acordo com o jornal americano, ele teria entrado em contato com uma autoridade do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) para denunciar o suposto status imigratório ilegal dela. Ela acabou deportada em outubro do ano passado.
Em fevereiro, em entrevista exclusiva ao O Globo, Amanda relatou situações de abuso sexual e violência doméstica praticados pelo ex-marido. Na ocasião, a ex-modelo também contou o que presenciou ao viajar a bordo do avião particular do magnata Jeffrey Epstein, o Lolita Express, em 2002, quando tinha 17 anos. No início deste mês, ela também fez uma série de publicações no X nas quais ameaçou “derrubar todo o sistema” e expor “tudo o que sabe” sobre Trump, a quem chamou de “pedófilo”, e sobre a primeira-dama, Melania Trump.
Felizmente nunca estive perto desse troço. Será que ela escuta o que o molusco fala. Mulher de grelo duro, Pelotas exporta vindo, pobre não precisa estudar pobre tem que trabalhar, etc etc etc
Negocializando :
O governo brasileiro envia Carlos Chagas ao interior de Minas Gerais.
Missão: conter um surto de malária numa região perdida às margens do Rio São Francisco.
Ele monta acampamento em Lassance.
Fica dois anos ali.
E foi nesse fim de mundo que a história da medicina mudou.
Trabalhando nas casas rurais, Chagas nota um inseto estranho infestando as paredes e os telhados.
Os moradores chamavam de barbeiro.
Picava o rosto das pessoas enquanto dormiam.
Chagas captura os insetos.
Examina o intestino deles.
Encontra algo que nenhum cientista no mundo tinha visto antes.
Um protozoário desconhecido.
Nomeia de Trypanosoma cruzi, em homenagem ao seu mentor Oswaldo Cruz.
Em questão de meses, sozinho, descreve o que parasitologistas levariam décadas para mapear.
O parasita.
O inseto transmissor.
O ciclo de vida completo.
Os sintomas agudos e crônicos.
O comprometimento cardíaco.
A possibilidade de morte súbita.
Tudo. Sozinho. Em poucos meses.
Isso nunca tinha sido feito antes na história da medicina.
1909. Chagas publica a descoberta.
A Europa reconhece imediatamente.
Em 1912, recebe o Prêmio Schaudinn, concedido a cada 4 anos ao maior trabalho mundial em protozoologia.
Na Europa, era tratado como um dos maiores cientistas vivos.
Mas no Brasil, seus próprios colegas começavam a conspirar contra ele.
Um grupo de médicos passou a afirmar publicamente que a doença de Chagas não existia.
Que ele havia inventado tudo para ganhar prestígio.
Não era discordância científica.
Era inveja, ego e disputa de poder registrada em atas.
1913. Primeira indicação ao Nobel de Medicina.
1918. Segunda indicação.
Entre 1921 e 1922, a Academia Nacional de Medicina realiza sessões plenárias abertamente hostis a Chagas.
Uma campanha pública, articulada, documentada.
Enquanto o Comitê Nobel em Estocolmo avaliava sua candidatura.
Em 16 de abril de 1921, Chagas foi descartado.
Nenhum Nobel de Medicina foi concedido naquele ano.
Carlos Chagas morreu em 1934.
Aos 55 anos.
De ataque cardíaco.
Sem o Nobel.
Sem o reconhecimento que merecia.
Hoje a doença de Chagas afeta mais de 6 milhões de pessoas nas Américas.
É reconhecida como uma das maiores descobertas médicas do século XX.
Os nomes dos médicos que tentaram destruí-lo estão nos arquivos.
A maioria das pessoas nunca vai conhecê-los.
Às vezes o maior obstáculo de um gênio não é o sistema internacional.
É a mesa ao lado.
Siga @negocializando para não perder a próxima.
Trump e Bolsonaros são os sonhos de consumo desses corruptos.
O que seria de Lula sem eles?
Falou “a amante”.
Amante e coxa…
Segundo as planilhas do Emilinho, da Empresa Bandida que não deram fim….
aquele abraço
Gleisi Hoffmann, a “coxa”, recebeu propina também da Odebrecht
Em depoimento aos investigadores, empresário confirma que senadora teria recebido meio milhão de reais da empreiteira
Da lista de propinas da Odebreacht
Gleisi é de uma beleza extraordinária.
Assim falava o Zaratustra de Garanhuns.
o próprio Grande Lider da Misoginia é um misógino de crachá e carteirinha..
Acho que a Dona Amante não sabe….