Câmara amplia despesas com viagens internacionais e eleva gasto com diárias em 78%

Caso do youtuber ligado à Abin revela crise de confiança no sistema de inteligência

Se a servidora provar inocência, poderá processar o ministro Moraes por perdas e danos

Tribuna da Internet | Moraes não sabe como irá responder ao embargo  infringente de Bolsonaro

Charge do Schmock (Revista Oeste)

Roberto Nascimento

Estimado leitor, gentil leitora, minhas desculpas por voltar ao tema Supremo. Mas o assunto esquentou depois que a Polícia Federal, após recuperar as conversas dos cinco celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, o inteiro teor das conversas que dizem respeito a Dias Toffoli, relator do inquérito do Banco Master, sugerindo a suspeição do ministro.

O presidente Fachin imediatamente encaminhou o relatório de mais de 200 páginas para apreciação do ministro Dias Toffoli. No mesmo dia, Toffoli enviou resposta, alegando que, à luz do Código de Processo Penal, art. 145, somente as partes integrantes do processo e o Ministério Público têm legitimidade para arguir a suspeição de juízes e ministros.

HÁ CONTROVÉRSIAS – Bem, tecnicamente, Toffoli até pode ter razão, mas há outras normas legais que obrigam a Polícia Federal a tomar providências desse teor, especialmente quando o procurador-geral da República dá mostras de favorecimento a determinados ministros, e assim é melhor nem insistir em denunciar erro da direção da Polícia Federal por ter encaminhado o relatório.

Entretanto, é bom lembrar que o ministro Alexandre de Moraes, no dia 12 de janeiro, quando exercia a presidência interina do STF, nas férias de Fachin, abriu um inquérito determinando à Polícia Federal investigar o vazamento de dados fiscais de ministros e seus parentes, em dois órgãos de Estado: o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e a Receita Federal.

O objetivo era uma pretensão pessoal – simplesmente saber se algum servidor vazara a informação sobre o contrato de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o banco Master, pela módica quantia de R$ 129,6 milhões.

FORA DA LEI – Sempre agindo fora da lei, quatro dias após a reunião secreta no STF que afastou Dias Toffoli da relatoria do caso Master, o ministro Alexandre de Morais deu a ordem para quatro servidores da Receita Federal serem afastados do serviço.

Além disso, tiveram de entregar os passaportes e obedecer a diversas restrições, inclusive usar tornozeleiras eletrônicas, e tudo isso aconteceu sem nenhuma culpa formada, praticamente já condenados e cumprindo pena, sem direito de defesa e sem o competente devido processo legal.

Desta vez, a novidade de Moraes foi o descarte puro e simples do Código de Processo Penal, que destaca a obrigatoriedade de a Procuradoria Geral da República ser ouvida para se pronunciar sobre abertura de inquérito que envolva autoridades do Estado, além de expedir a indispensável denúncia, destinada a tornar suspeitos em réus.

SERVIDORA REAGE – Humilhada e reclusa em sua casa, após sofrer busca e apreensão, a agente administrativa Ruth Machado dos Santos, da Receita Federal, nega ter acessado os dados fiscais da mulher de Moraes.

A funcionária, de ficha exemplar, diz que em 21 de agosto de 2025, nas dependências da Receita em Guarujá, litoral paulista, não poderia ter feito o acesso, porque estava ocupada em atendimento ao público. É claro que há possibilidade de alguém ter copiado e usado a senha dela, e isso deveria ter sido investigado antes dessa busca e apreensão, humilhando a servidora diante de seus colegas de trabalho, de seus vizinhos e de sua família. Se Ruth dos Santos provar inocência, poderá processar Moraes por perdas e danos.

No entanto, Moraes não quer nem saber dessas obrigatoriedades legais. Assim, quando em cada caso um artigo vale e em outros não vale nada, está sacramentada a Insegurança jurídica no país. Portanto, é preciso parar Moraes o quanto antes, e na defesa das leis a Polícia Federal tem notória especialização.

STF encerra investigação sobre obstrução de Justiça por Carla Zambelli

Alexandre de Moraes acolheu parecer da PGR

Fernanda Vivas
G1

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou um inquérito que apurava se a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) tentou obstruir, com a fuga do Brasil, o processo penal sobre a invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que resultou na sua condenação. Zambelli foi condenada por unanimidade pelo próprio Supremo a 10 anos de prisão por envolvimento no episódio.

Segundo as investigações, ela atuou em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto para inserir documentos falsos na base de dados do CNJ, incluindo um suposto mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Ao arquivar o inquérito, Moraes acolheu um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não viu elementos para iniciar mais um processo criminal contra Zambelli.

FUGA DO BRASIL –  Em maio de 2025, Carla Zambelli foi condenada por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão em regime fechado. Cerca de 20 dias após a decisão, a parlamentar deixou o Brasil por via terrestre através da fronteira com a Argentina e seguiu para os Estados Unidos, alegando posteriormente que buscaria tratamento médico na Europa.

A saída foi classificada por ministros do STF como um movimento de fuga, o que levou o ministro Alexandre de Moraes a decretar sua prisão preventiva e incluir seu nome na lista de difusão vermelha da Interpol. Ela foi presa na Itália em julho de 2025.

RENÚNCIA –  A situação gerou um impasse entre os Poderes. Em dezembro de 2025, o plenário da Câmara dos Deputados chegou a votar contra a cassação do mandato de Zambelli – foram 227 votos a favor da perda, abaixo dos 257 necessários. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes anulou a votação da Câmara, declarando-a inconstitucional por entender que a perda do mandato é automática em casos de condenação criminal transitada em julgado com pena superior a quatro anos.

Diante da pressão e para evitar maior desgaste institucional, Carla Zambelli oficializou sua renúncia ao mandato de deputada federal em 14 de dezembro de 2025, através de uma carta enviada à Mesa Diretora. Com isso, o suplente Adilson Barroso (PL) assumiu a vaga.

EXTRADIÇÃO –  Atualmente, Carla Zambelli encontra-se presa na Itália, na penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores de Roma. O governo brasileiro já formalizou o pedido de extradição, que está em análise pela Justiça italiana.

Em audiências realizadas em fevereiro de 2026, a defesa da ex-parlamentar tentou trocar os juízes responsáveis pelo caso, alegando falta de imparcialidade, mas o pedido foi rejeitado. A Justiça da Itália decidiu mantê-la presa durante o julgamento do processo de extradição por entender que ainda há risco de nova fuga.

Mendonça limita acesso da cúpula da PF e blinda investigação sensível do caso Master

“Mantém-te jovem, pouco importa a idade!”, recomendava Bastos Tigre

Tribuna da Internet | Envelhecer jovem como Bastos Tigre, o bem-humoradol poeta pernambucanoPaulo Peres
Poemas & Canções

O publicitário, bibliotecário, humorista, jornalista, compositor e poeta pernambucano Manoel Bastos Tigre (1882-1957), no soneto “Envelhecer”, demonstra que cada etapa da vida tem a sua juventude apropriada.

ENVELHECER
Bastos Tigre

Entra pela velhice com cuidado,
Pé ante pé, sem provocar rumores
Que despertem lembranças do passado,
Sonhos de glória, ilusões de amores.

Do que tiveres no pomar plantado,
Apanha os frutos e recolhe as flores
Mas lavra ainda e planta o teu eirado
Que outros virão colher quando te fores.

Não te seja a velhice enfermidade!
Alimenta no espírito a saúde!
Luta contra as tibiezas da vontade!

Que a neve caia! o teu ardor não mude!
Mantém-te jovem, pouco importa a idade!
Tem cada idade a sua juventude.           

Um risco! Inquérito das fake news deve avançar até 2027 nas mãos de Moraes

Charge do Ivan Galvão (Folha)

Octavio Guedes
G1

O ministro Alexandre de Moraes já sinalizou a colegas do Supremo Tribunal Federal (STF) que, se depender dele, o inquérito das fake news continuará aberto até pelo menos 2027, quando ele próprio deverá assumir a presidência da Corte em substituição a Edson Fachin.

O inquérito, que atualmente serve para investigar servidores da Receita suspeitos de vazar dados sigilosos de ministros do tribunal, foi aberto em 2019 por determinação do então presidente do STF, o ministro Dias Toffoli. Ele escolheu Moraes para ser o relator, sem sorteio.

ATAQUES – O objetivo declarado era apurar ataques a membros do Supremo. Uma das primeiras consequências foi a decretação de censura à “Revista Crusoé”, que havia revelado a existência de um documento que ligava Toffoli à empreiteira Odebrecht. Toffoli era citado como “amigo do amigo”.

O inquérito sofreu críticas no Ministério Público. A então procuradora-geral, Raquel Dodge, chegou a pedir seu arquivamento, o que foi negado por Moraes. No entendimento dela, não existe previsão na lei para um juiz entender quando há um fato criminoso, determinar a instauração de um inquérito e designar o responsável por essa investigação. Toffoli, à época, disse que a investigação foi aberta com base no regimento interno do tribunal.

Apesar da oposição do Ministério Público, em 2020, o Supremo decidiu a favor da constitucionalidade do inquérito, por 10 votos a 1. O único a votar contra foi o então ministro Marco Aurélio, que chamou a investigação de “inquérito do fim do mundo”.

PRESSÃO – Quando decidiu pela constitucionalidade, a corte estava pressionada pela extrema direita. Jair Bolsonaro era o presidente e elegeu o STF como inimigo público número 1 em seu projeto autoritário. Com a condenação e prisão dos golpistas e a volta à normalidade democrática, a expectativa era a de que o inquérito fosse encerrado. Mas, na visão de uma ala do Supremo, a campanha eleitoral de 2026 deverá ser pautada novamente por ataques à Corte.

“O ideal é que o inquérito não estivesse mais aberto. Mas o problema é que estamos longe do cenário ideal em ano elitoral”, resumiu um ministro. Outra vitória para a ala do STF que defende a permanência do inquérito foi a adesão do Ministério Público. Ao contrário dos antecessores Raquel Dodge e Augusto Aras, o atual procurador-geral, Paulo Gonet, vê o inquérito como instrumento legítimo de investigação.

TSE avança sobre escândalo Ceperj e coloca mandato de Castro sob ameaça

Liquidação do Banco Pleno e o alto custo da rentabilidade fraudada

BC decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno

Pedro do Coutto

A decisão do Banco Central de decretar a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, que havia integrado o conglomerado do Banco Master, representa mais do que um episódio isolado no sistema financeiro: é um retrato preciso das fragilidades estruturais que emergem quando a busca por rentabilidade acima da média se sobrepõe à prudência regulatória e à avaliação consciente de riscos por parte dos investidores.

O movimento da autoridade monetária, ao intervir de forma preventiva diante do comprometimento econômico-financeiro da instituição, busca preservar a estabilidade sistêmica, mas expõe uma dinâmica recorrente na economia brasileira: a sedução por ganhos elevados, muitas vezes dissociados de fundamentos sólidos, que termina por produzir perdas socializadas e abalos de confiança. Não se trata apenas de um problema de gestão bancária, mas de uma equação político-econômica que envolve supervisão, governança e comportamento coletivo.

RENDIMENTOS – Investidores atraídos por retornos superiores aos padrões de mercado tendem a subestimar a relação direta entre rentabilidade e risco, ignorando que taxas muito acima do CDI funcionam, em geral, como sinais implícitos de fragilidade financeira ou necessidade urgente de captação. Quando esse ciclo se rompe, a consequência é previsível: intervenção regulatória, corrida por liquidez e, por fim, acionamento de mecanismos de proteção do sistema.

É nesse ponto que entra o Fundo Garantidor de Créditos, responsável por ressarcir os investidores até os limites estabelecidos, evitando que a crise de uma instituição menor se transforme em contágio sistêmico. Ainda que o fundo seja financiado pelo próprio setor financeiro, sua utilização recorrente levanta um debate incômodo sobre a socialização indireta das perdas: ganhos permanecem privados nos momentos de bonança, enquanto prejuízos são diluídos no conjunto do sistema quando a realidade se impõe.

LEGADO – O caso também reabre discussões sobre o legado institucional de conglomerados financeiros que, mesmo após reestruturações societárias, carregam consigo passivos reputacionais e riscos herdados de práticas anteriores, exigindo do regulador não apenas análise contábil, mas visão sistêmica e preventiva. Ao agir, o Banco Central reafirma seu papel de guardião da estabilidade, mas também evidencia que a vigilância precisa ser contínua, sobretudo em ambientes de juros voláteis e competição acirrada por captação.

Aliquidação do Banco Pleno oferece uma lição clássica, porém frequentemente esquecida: rentabilidade extraordinária raramente é gratuita e quase sempre cobra seu preço no tempo certo. Entre a promessa de ganhos rápidos e a solidez institucional, a história mostra que a segunda opção é menos espetacular, porém decisivamente mais sustentável.

Caso Master: Senado barra dados sobre Vorcaro e tenta blindar os políticos

Charge do Gilmar Fraga (Arquivo do Google)

Rafael Moraes Moura
O Globo

O Senado Federal se recusou a informar os registros de entrada do dono do Master, o executivo Daniel Vorcaro, nos últimos dois anos. O banqueiro é peça-chave das investigações da fraude bancária bilionária cujos desdobramentos podem atrair para o centro do escândalo integrantes dos três poderes, inclusive a atual cúpula do Senado.

O pedido de informações sobre os registros de entrada do dono do Master nas dependências do Senado foi feito pela equipe da coluna da jornalista Malu Gaspar, O Globo, via Lei de Acesso à Informação. No mês passado, o Senado também já havia se negado a responder outro pedido, este sobre as entradas da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

CONTRATO – Viviane fechou em janeiro de 2024 um contrato de R$ 130 milhões com o Banco Master que previa a atuação em diversos órgãos e poderes da República, inclusive no Legislativo, para “acompanhamento de projetos de lei de interesse” do banco de Vorcaro. Para o relator da CPI do Crime Organizado no Senado Federal, Alessandro Vieira (MDB-SE), há “fundadas suspeitas” de que o contrato da mulher de Moraes seja “produto direto” da lavagem de dinheiro de organizações criminosas.

Tanto no caso de Viviane quanto no de Vorcaro, o Senado alegou que os dados sobre o acesso de pessoas às dependências “consistem em informações de caráter pessoal, haja vista se referirem a pessoa natural identificada” – uma justificativa contestada por especialistas em transparência e combate à corrupção.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem negado sistematicamente informações que, para esses especialistas, são de natureza pública. No ano passado, decretou sigilo de 100 anos sobre registros de entrada e saída do lobista conhecido como Careca do INSS, acusado pela Polícia Federal de comandar o esquema bilionário de descontos indevidos das aposentadorias.

LGPD – Em resposta ao pedido da coluna sobre Vorcaro, o Senado recorreu à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a um decreto que regulamenta a LAI, de 2012, que trata do acesso a “informações pessoais relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem detidas pelos órgãos e entidades”.

“Infelizmente, a negativa fornecida pelo Senado interpreta de forma equivocada a Lei Geral de Proteção de Dados, pois o simples fato de uma informação se referir a uma pessoa não faz com que seu acesso seja restrito. Dados de entrada e saída em prédios públicos, em especial a sede do Congresso Nacional, deve ser públicos como regra já que não há ‘expectativa de privacidade’ para quem ingressa neles”, diz o advogado Bruno Morassutti, especialista em transparência pública, acesso à informação e combate à corrupção, além de diretor de advocacy da agência de dados Fiquem Sabendo.

OPACIDADE – “Tanto é assim que essas informações são divulgadas regularmente pelo Poder Executivo federal e pela Câmara dos Deputados. Além de equivocada, a resposta prejudica a reputação e imagem da instituição, pois contribui com uma cultura de opacidade que a sociedade brasileira deseja muito ver superada”, afima.

Em resposta a um pedido similar da coluna, também formulado via Lei de Acesso à Informação, a Câmara dos Deputados informou que não constam registros de entrada de Vorcaro em suas instalações – mas ressaltou que o ingresso de pessoas com credencial de acesso ao Congresso Nacional, parlamentares e altas autoridades não são registrados no sistema de visitantes. A Câmara não detalhou quem se encaixa no conceito de “altas autoridades”.

CONEXÕES POLÍTICASOs ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm pressionado integrantes do Senado, especialmente Alcolumbre, para barrar a instalação da CPMI do Master. Os dois ministros e seus familiares possuem conexões com Vorcaro e por isso temem a abertura de uma nova frente de investigação no Congresso Nacional.

O pedido de instalação da CPI mista foi protocolado na última terça-feira (3), com o apoio de 281 parlamentares – 42 senadores e 239 deputados, mais que o número mínimo de assinaturas exigido para o grupo sair do papel (27 senadores e 171 deputados, o equivalente a um terço de cada Casa). O PL de Jair Bolsonaro é a sigla com o maior número de assinaturas – 89.

Em depoimento à Polícia Federal em dezembro, Vorcaro deu uma resposta genérica sobre suas relações políticas. Antes do escândalo do Master o levar à cadeia, o banqueiro era famoso pelas festas com autoridades da República – e por patrocinar eventos jurídicos no Brasil e no exterior com a presença de representantes dos três poderes, inclusive Toffoli e Moraes.

NOMINAÇÃO – “Não consigo nominar aqui individualmente quem frequentava a minha casa. Também não vejo qual relação com o caso”, desconversou Vorcaro no depoimento.

“Se eu tenho tantas relações políticas, como estão dizendo, e se eu tivesse pedido a ajuda desses políticos, eu não estaria com a operação do BRB negada, eu não estaria aqui de tornozeleira, eu não teria sido preso e estava com a minha família sofrendo o que a gente está sofrendo.” Além da CPMI, que ainda não saiu do papel, uma série de iniciativas que impactam diretamente os interesses do Master tramitaram no Senado ao longo dos últimos anos.

EMENDA MASTER –  Em agosto de 2024, por exemplo, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) rejeitou uma emenda à PEC que garante a autonomia do Banco Central que pretendia aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

Apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), a emenda ficou conhecida na Faria Lima como “emenda Master”. Amigo de Vorcaro, Ciro também operou nos bastidores no ano passado para barrar a criação de uma CPI do Master.

Autor do pedido de instalação do colegiado, o senador Izalci Lucas (PL-DF) acabou retirando a própria assinatura, sob a alegação de que a criação da CPI provocaria instabilidade no mercado financeiro. Izalci desistiu de levar adiante a comissão, e o resto é história.

A verdade sobre a vida de Lula que a escola de samba não quis contar…

Bolsonaro, Michelle e outros políticos resgatam foto antiga de Lula usando  camiseta com pedido de 'anistia'

Lula era agente infiltrado pelo regime militar no sindicalismo

Paulo Peres

Não podemos esquecer que a quase totalidade dos petistas e dos eleitores do PT não sabem quem é o verdadeiro Lula da Silva, que é tido como um líder esquerdista. No entanto, aqui na Tribuna da Internet, nós conhecemos a verdadeira versão da trajetória do criador do PT, através desse artigo de Antonio Santos Aquino, que foi apagado dos arquivos de nosso Blog pela ação de hackers que nos invadiram. Mas em havia tomado o cuidado de fazer uma cópia, para que pudéssemos republicá-lo.

Aquino é oficial da Marinha, ligado ao almirante-de-esquadra Júlio de Sá Bierrenbach. da ala legalista das Forças Armadas, que jamais aceitou a ditadura militar.

Leiam esse relato histórico de um brasileiro de verdade.

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LULA É UM PRODUTO CRIADO PELO REGIME MILITAR

Antonio Santos Aquino (Tribuna da Internet)

Poucos sabem que Luiz Inacio Lula da Silva é produto pronto e acabado da Revolução (golpe de 1964). Foi protegido desde que os irmãos Villares, empresários do ramo metalúrgico naval, o apresentaram como sindicalista confiável aos militares. Desde então foi protegido pelo general Golbery do Couto e Silva, ideólogo da Revolução de 1964.

Lula fez curso numa escola paga pelos americanos em 1963 em São Paulo, para formar líderes sindicais. Em 1972/73 foi para os Estados Unidos tomar aulas de “sindicalismo” na central sindical AFL-CIO e na Johns Hopkins University.

BRIZOLA DE VOLTA – Lula foi preparado para se contrapor a Leonel Brizola que voltava do exílio depois de 15 anos e ainda metia medo aos militares com a tal “República Sindicalista” que nunca existiu e nunca foi cogitada. Foi até um pretexto para o golpe planejado nos Estados Unidos em 1964 (isso é conhecido e provado).

Lula deve saber alguma coisa dos militares e muitas coisas pesadas de políticos, corrupção e crimes, inclusive.

Já ouvi falar nisso ao jogar “dama” com outros cascudos como eu, na Praça Cruz Vermelha, e que têm filhos que exercem funções de destaque no governo, inclusive oficiais das Forças Armadas. Não são daquela época, mas ouvem muitas coisas e relatam aos pais.

PERGUNTEM POR ELE – O que sei é que Lula foi um líder fabricado para enfrentar Brizola e impedir a volta do trabalhismo, uma linha ideológica brasileira que nada tem de comunismo. Aliás, o próprio Lula e o PT também nem sabem o que significa comunismo. No partido, o que tem de pilantras e bandidos que comeram do fruto proibido e estão posando de vestais é impensável.

Perguntem quem é Lula ao José Sarney, ao filho de Tuma, ao ministro aposentado Almir Pazzianoto e ao representante da Volkswagen na Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores), Mário Garneiro, a jornalistas e historiadores que escreveram livros sobre ele, como José Nêumanne, Marco Antonio Villa, Felipe Recondo e Ivo Patarra.

Há quem diga que Lula e o PT são comunistas, mas isso representa a maior ignorância. É coisa de analfabeto político.

Mendonça destrói blindagem de Toffoli e Moraes, que serão investigados pela PF

STF: Moraes reclama de 'demonização de palestras' - 04/02/2026 - Política -  Folha

Moraes e Toffoli serão investigados livremente pela PF

Carlos Newton

Aos poucos, a imprensa livre vai impondo seu poder e começa a colocar a imprensa amestrada em seu devido lugar. O primeiro resultado dessa demonstração de força é a certeza de que Alexandre de Moraes jamais será considerado salvador da pátria, e a consequência maior é a implosão da chamada “Ditadura do Judiciário”, que está desmoronando a olhos vistos.

Nessa equação, a mais relevante notícia desse pós-carnaval foi a reportagem de Caio Junqueira na CNN, informando que o ministro André Mendonça, novo relator do caso Master no Supremo, já anunciou que a Polícia Federal terá “carta branca” para atuar no caso.

PLENA LIBERDADE – Essa importantíssima declaração de André Mendonça, que foi confirmada à CNN pelo gabinete do ministro, mostra que a tal “Ditadura do Judiciário” foi para o espaço antes mesmo de se concretizar.

A direção da Polícia Federal estava precisando desse apoio, porque tem sido abertamente criticada pelos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, por ter encaminhado diretamente ao presidente do STF, Édson Fachin, o relatório de 200 páginas sobre as revelações do celular criptografado do mega-estelionatário Daniel Vorcaro, mostrando suas ligações intimas com Toffoli e Moraes.

Os três ministros, que formam uma espécie de “troika” (carroça puxada por três cavalos), estão cada vez mais isolados no Supremo.

HAVERÁ PUNIÇÃO – Pelos excessos cometidos e pelo enriquecimento ilícito, Toffoli e Moraes serão punidos, não há dúvida sobre isso. Quanto a Gilmar, por ser muito mais experiente, habilidoso e matreiro, continuará em cena até completar a idade limite, em 2030.

E tudo agora está nas mãos de André Mendonça, como relator do caso Master. Ao dar carta branca à Polícia Federal, ele simplesmente arrebentou com a blindagem que Dias Toffoli e Alexandre de Moraes estavam tentando construir.

No Congresso, enquanto o presidente Davi Alcolumbre (União-Amapá) faz o possível e o impossível para impedir a convocação da CPI do Master, o Senado se prepara para entrar cena na próxima semana, com três frentes de luta – a CPI do Crime Organizado, a CPI do INSS e a Comissão de Assuntos Econômicos.

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P.S. –
Conforme temos avisado aqui na Tribuna da Internet, a novela do Master está apenas começando. Portanto, façam como o cantora Roberta Miranda, que no carnaval comprou logo R$ 800 de pipocas, de uma só vez. (C.N.)

Do auge institucional à saia justa: caso Master expõe fissuras internas no Supremo

Dino blinda teto do STF e proíbe novos “penduricalhos” no serviço público

Dino fez “reflexão complementar” à liminar inicial

Luísa Martins
Folha

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu a aplicação ou a edição de novas leis que permitam o pagamento de salários ou de verbas indenizatórias acima do teto constitucional —os chamados penduricalhos, suspensos por ele em 5 de fevereiro.

Dino disse ter feito uma “reflexão complementar” à liminar inicial e que é preciso “evitar inovações fáticas ou jurídicas”, pois isso poderia “embaraçar” deliberações que cabem exclusivamente ao STF, “detentor da prerrogativa de fixar a última palavra em interpretação da Constituição”. Na decisão, ele afirmou ainda que “é proibido o reconhecimento de qualquer nova parcela relativa a suposto direito pretérito, que não as já pagas na data da publicação da liminar”.

REGULAMENTAÇÃO – De acordo com interlocutores do ministro, nova decisão vem na esteira de movimentos observados no âmbito dos Estados para regulamentar os penduricalhos. A Folha também mostrou que o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos supersalários de funcionários do Congresso e do TCU (Tribunal de Contas da União) pode acelerar a criação de lei para regular verbas indenizatórias.

Dino lembrou que segue correndo o prazo de 60 dias para que os órgãos da administração pública, de todos os níveis da federação, publiquem as verbas remuneratórias e indenizatórias que despendem, com a indicação específica das leis que as fundamentam.

O magistrado também mencionou a emenda constitucional de 2024, que prevê que apenas verbas indenizatórias previstas em lei de caráter nacional estejam fora do teto. Segundo o ministro, mais de um ano depois da promulgação da emenda, a regulamentação ainda não foi feita pelo Congresso.

OMISSÃO – “Caberá exclusivamente ao STF examinar a fixação de regime transitório, caso o Congresso Nacional não cumpra o seu dever de legislar e mantenha a omissão institucional. Renova-se o já formulado apelo ao legislador”, escreveu na decisão desta quinta-feira (19).

O ministro ponderou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), já se pronunciou sinalizando disposição para editar a lei. “Com a mesma coerência de quem defende a reforma administrativa, nós estamos aqui para dizer que a decisão do ministro Dino foi feliz; que nós vamos fazer essa discussão e esse debate, porque é isso que a sociedade nos cobra”, disse o parlamentar, em trecho transcrito por Dino.

O ministro disse que, no âmbito corporativo, associações representativas da magistratura e de integrantes do Ministério Público também manifestaram apoio à observância do teto constitucional e à transparência na política remuneratória do serviço público.

“NÃO É RAZOÁVEL” – O STF analisou pelo menos 12.925 processos sobre o teto do funcionalismo público desde o ano 2000. Segundo Dino, “não é razoável” que a corte continue arbitrando “caso a caso” indefinidamente. A liminar e a nova decisão serão julgadas no plenário do STF na próxima quarta-feira (25), quando os ministros vão decidir se referendam ou não as medidas determinadas pelo relator. A tendência é pela confirmação.

Quanto aos recursos apresentados contra a decisão, como o impetrado pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o relator afirmou ser necessário aguardar o julgamento do referendo, “quando serão estabelecidos os contornos da tutela liminar antes deferida e agora complementada”.

Como mostrou a Folha, servidores públicos que recebem os maiores supersalários no Brasil ganharam até R$ 3,1 milhões em um ano —média de R$ 263 mil por mês. O maior contracheque foi pago pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) a uma promotora, que recebeu essa cifra de agosto de 2024 a julho de 2025.

TETO –  Com salários de entrada elevados, carreiras de magistratura e do Ministério Público atingem rapidamente o teto constitucional e, por isso, buscam estratégias para continuar a elevar as remunerações. No processo, concentram os maiores supersalários, de acordo com Fernanda de Melo, especialista da República.org, uma organização da sociedade civil voltada à gestão de pessoas no serviço público. Órgãos do Judiciário também usam a autonomia administrativa e orçamentária que permite criar e ampliar benefícios, sem que haja previsão expressa em lei.

Os projetos de lei vetados parcialmente por Lula na última quarta-feira (18) foram aprovados no início do ano legislativo e previam indenizações e verbas extras que poderiam elevar os salários de alguns servidores a mais de R$ 80 mil, sendo que o teto constitucional é de R$ 46.366,19 (salário pago a ministros do Supremo).

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), defendeu que, ao invés de discutir a derrubada do veto de Lula aos supersalários, o Congresso construa “uma legislação unificada para o Brasil inteiro sobre esse tema”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGDino vai bem como ministro independente. Ainda tem pretensões políticas e está desafiando, de peito aberto, a Ditadura do Judiciário. Se mantiver acesa a chama, será candidato fortíssimo em 2030, conforme já afirmou aqui na Tribuna da Internet o articulista José Perez Jr, de olho no lance.. (C.N.)

Na semana que vem, o Senado começa a apertar o cerco aos pilantras do Master

Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, gastou R$ 600 mi em patrimônio para  tentar salvar Pleno - 18/02/2026 - Economia - Folha

Augusto Lima (à esq.) fazia a operação com o PT da Bahia

Vicente Limongi Netto

Alto-falantes do timão de banqueiros vigaristas comandado por Daniel Vorcaro informam ao respeitável público a mais nova aquisição do ordinário plantel – é o baiano Augusto Lima, do banco Pleno, liquidado pelo Banco Central, no rastro do Master.

A imundície da banda podre da baianada engomada do PT coloca em polvorosa o senador Jacques Wagner e os ministros Rui Costa e Sidônio Palmeira, grandes destaques do carnaval petista.  

FAZENDO FILA – Reitero o que escrevi na Tribuna, dia 30 janeiro, quando informei que assessores de senadores e deputados terão que pernoitar nas portas da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), da CPMI do INSS e da CPI do  Crime Organizado, para garantir bons lugares para seus chefes. E a nação verá, ao lado dos dois facínoras, os ricos e qualificados advogados, que tem 129 milhõe de motivos para participar dos trabalhos. 

Daniel Vorcaro, do Master, vai ser o grande expoente da podridão do sistema bancário nos três plenários. Outro patife da mesma nociva laia, agora em cena, Augusto Lima, não vai escapar do mesmo enlameado roteiro.

Assim, nas próximas semanas o Congresso Nacional, especialmente o Senado, será palco de rigorosas investigações que precisam ser sérias, isentas e republicanas, com chances de crescer diante dos olhos da população. Inevitáveis e nefastos palanques eleitoreiros não poderão desvirtuar a verdade. Doa a quem doer, conforme garantem os senadores Renan Calheiros, presidente da CAE, Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, e Fabiano Contarato, presidente da CPI do Crime Organizado.

BRIGA A BORDO – Dizem as más línguas que Lula e Janja da Silva se desentenderam a caminho da Índia, por causa do Carnaval. Lula estava de mau humor por causa da derrota da escola, que ficou em último lugar e foi rebaixada, enquanto Janja continuava inconsolável por ter sido proibida de desfilar, com Lula atendendo sugestão do ministro Sidônio Palmeira e de outros ministros e dirigentes petistas.

O clima esquentou a bordo do Aerolula e Janja decidiu viajar direto para a Coreia do Sul, deixando o maridão sozinho em Nova Délhi.

Mendonça dá carta branca à PF no caso Master e aumenta a tensão no STF

Ministro afirma que caso Master vai marcar sua biografia

Caio Junqueira
CNN

O novo relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, disse a interlocutores que a Polícia Federal terá “carta branca” para atuar no caso.

O ministro também disse considerar que o caso é o mais relevante de sua carreira e vai marcar sua biografia, motivo pelo qual pretende conduzi-lo com extrema correção.

PLENA LIBERDADE – As declarações, confirmadas à CNN pelo gabinete do ministro, foram interpretadas como uma sinalização de plena liberdade de atuação para a Polícia Federal, após os embates entre o órgão e o agora ex-relator do caso, ministro Dias Toffoli. Também foram vistas como um contraponto a posições de outros integrantes da Corte em relação à PF.

No caso de Toffoli, por exemplo, ele impôs restrições ao trabalho da corporação ao determinar que o material apreendido em uma das operações permanecesse em seu gabinete e que apenas peritos por ele designados pudessem analisá-lo.

CRÍTICAS – Já o ministro Alexandre de Moraes, segundo relatos, tem feito críticas à atuação da PF nos bastidores. Na reunião reservada do Supremo que selou o afastamento de Toffoli da relatoria do caso Master, coube justamente a Moraes expressar essas críticas ao órgão.

Ele teria dito que alertou o chefe da PF, Andrei Rodrigues, de que, se houvesse algum achado sobre autoridade, a investigação não poderia seguir; que, se isso ocorreu, era um “papel sujo” da PF e a investigação deveria ser anulada. O ministro está no foco em razão do contrato de R$ 129 milhões do escritório de sua mulher com o banco Master.

Servidora diz que pode provar não ter acessado conta da mulher de Moraes

Escritório ligado a Moraes surge na ampliação da Magnitsky

Fortuna de Viviane aumento R$ 40 milhões em apenas um ano

Felipe de Paula, Aguirre Talento e Fausto Macedo
Estadão

A agente administrativa da Receita Federal, Ruth Machado dos Santos, nega ter acessado os dados fiscais de Viviane Barci de Moraes – mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal – em 21 de agosto de 2025 nas dependências da unidade do Fisco na cidade do Guarujá, litoral paulista.

Ela foi alvo de busca e apreensão na terça-feira, 17, por determinação do próprio ministro em uma operação que investiga vazamento de informações sigilosas de integrantes da Corte e familiares.

COM TORNOZELEIRA – Reclusa à sua casa, como se estivesse em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica, a funcionária nega veementemente que tenha tentando acessar os dados da advogada. Em nota, a defesa de Ruth afirmou que ela ‘não possui qualquer vínculo político-partidário’ e que ‘não concorreu para infração penal’.

Segundo investigadores da Polícia Federal a par do depoimento de Ruth, a servidora afirmou que não poderia ter acessado os dados de Viviane de Moraes, porque na ocasião ela estava realizando um atendimento nas dependências da Receita no Guarujá.

As suspeitas de que dados sigilosos de ministros e seus familiares foram vazados surgiu após o estouro da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. Em dezembro, foi revelado um contrato firmado pela mulher de Moraes para atuar na defesa dos interesses do Banco Master e de Daniel Vorcaro junto ao Banco Central, à Receita Federa, ao Congresso Nacional e outros órgãos.

R$ 129 MILHÕES… – Pelo documento, assinado em janeiro de 2024, o escritório Barci de Moraes Associados receberia R$ 3,6 milhões por mês durante três anos. Se cumprido integralmente, o acordo renderia R$ 129 milhões até o início de 2027.

Perante os investigadores, Ruth, que havia retornado de férias em 5 de agosto, duas semanas antes da data do registro do acesso, disse não saber se suas credenciais funcionais poderiam ter sido utilizadas por outro servidor. Ela afirmou que nunca compartilhou senhas ou tokens institucionais com terceiros.

Em 40 minutos de depoimento, a servidora, que está de tornozeleira eletrônica e proibida de acessar a unidade da Receita em que trabalha, afirmou que poderá provar que estava em atendimento no momento do acesso assim que tiver seu celular entregue pelos investigadores, após a perícia. Na casa de Ruth foram apreendidos dois celulares que estão sendo analisados pela PF.

FICHA LIMPA – A defesa da servidora, conduzida pelo advogado Diego Soares de Oliveira Scarpa, diz que Ruth “jamais respondeu a qualquer procedimento disciplinar, sindicância ou investigação, mantendo reputação ilibada e reconhecida” pelos colegas.

Técnica do Seguro Social desde 1994, Ruth foi um dos quatro alvos da investigação que apura vazamento de dados fiscais de ministros do STF e parentes.

Em decisão classificada como incomum por parte dos investigadores, os nomes dos servidores atingidos pela operação foram divulgados pelo STF. São eles: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.

RESTRIÇÕES IMEDIATAS – Por determinação do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal cumpriu, na terça-feira de carnaval, 17, quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, no âmbito de investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal de ministros da Corte e de seus familiares.

A ordem de Moraes os proíbe de saírem das cidades onde residem e obrigados ao recolhimento domiciliar no período noturno e aos finais de semana. Os suspeitos tiveram os passaportes retidos e estão proibidos de deixar o País e de ingressar nas dependências do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e da Receita.

A medida foi tomada após representação da Procuradoria-Geral da República, a pedido de Moraes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Moraes está perseguindo os quatro servidores, para sujar o nome deles e limpar o seu e o de sua mulher, porque pretende se vingar de quem não se submete a ele. Se a servidora conseguir provar que não acessou os dados da Dra. Viviane, o ministro Moraes vai ficar mais desmoralizado do que já está, se é que isso possa ser possível. (C.N.)

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Uma poesia que exalta os amantes, mas não esquece os dramas sociais

Cairo de Assis Trindade (@CairoDeAssisTrindade) • FacebookPaulo Peres
Poemas & Canções

A arte do poeta gaúcho Cairo de Assis Trindade (1946-2019) tem forte conotação social. Ele não esquece os fracos, marginalizados e renegados pela sociedade, embora sempre mantenha também seu viés romântico, como neste “Cantor do Amor”.

CANTOR DO AMOR
Cairo Trindade

Eu queria ser o poeta
dos sem-terra e dos sem-teto;
servir, como um anjo da guarda,
aos tristes e deserdados;

ser o arauto dos sem-voz,
dos loucos, perdidos e sós;
dos feios, fracos, falidos,
sem porra nenhuma na vida.

Eu queria ser o poeta
de todos os que não deram certo;
sem deixar, por um instante,
de ser o cantor dos amantes.

Michelle evita confirmar candidatura ao Senado e expõe as fissuras na família